Os diretores do Hype Studio Arquitetura, Fernando Balvedi e Maurício Santos, fizeram no Instituto dos Arquitetos/Rs uma apresentação do projeto que Sport Club Internacional encomendou para a a área junto ao estádio Beira Rio.
A implantação do que está planejado depende de mudança no Plano Diretor para alterar o limite de altura fixado para a orla e permitir uso residencial.

A área de 2,5 hectares está dentro de espaço sob controle do Internacional.
O projeto inclui duas torres, onde serão construídos um hotel e flat e apartamentos e escritórios que estão causando muita polêmica entre os moradores de Porto Alegre.
A maior torre deverá ter até 130 metros de altura ou 43 andares. Se construída será a maior do Rio Grande do Sul. Hoje, é possível construir na região até 52 metros de altura, 17 andares.
Os diretores do Hype Studio, depois da apresentação, participaram de um debate na noite de quinta-feira, 01/8, no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RS).
Santos explicou que foi pensada a melhor solução e não simplesmente aumentar o número de andares. “É preciso ficar claro que nossa proposta de mudança na volumetria foi para um terreno que não é comum, uma exceção”
O Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) ainda não foi votado pelo Conselho do Plano Diretor. Além disso, depende de apreciação na Câmara de Vereadores e análise do projeto arquitetônico e licenças ambientais na prefeitura.
A crítica de alguns arquitetos participantes do debate é em relação a quebra de um paradigma que poderá ter consequências para toda a região próxima da Orla do Guaíba.
A Multiplan, dona do BarraShoppingSul irá construir 19 torres no entorno do Jockey Club, além das obras do projeto Pontal.
O presidente do IAB-RS, Rafael Passos, sugeriu a realização de uma consulta pública com a possibilidade de uma análise mais elaborada do projeto.
Autor: da Redação
Torres de 130 metros na orla do Guaiba, a polêmica anunciada
Polícia não consegue desbloquear celulares dos suspeitos da matar Marielle
A Justiça autorizou uma perícia particular nos cinco celulares apreendidos com Ronnie Lessa e Élcio Queiroz presos em março, apontados como autores dos assassinatos da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes.
Os telefones foram remetidos à Cellebrite, empresa de São Paulo. A polícia não conseguiu desbloquear os aparelhos, protegidos por senha.
“O que falta à polícia não é tecnologia, é conhecimento. Pode haver documentos que estão na nuvem, e você pode ter acesso a eles”, segundo Fabro Steibel, diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade.“A situação da perícia é crítica e vem piorando há anos”, afirma José Ricardo Bandeira, presidente do Conselho Nacional de Peritos. “Não se investe em inteligência e em perícia. Com isso, investigações são paralisadas, o que gera um baixo índice de resolução de casos”.
Essa não é a primeira vez que a investigação do Caso Marielle expõe deficiências da polícia do Rio.Em abril, uma reportagem da GloboNews mostrou houve inutilização de prova encontrada na cena do crime.
Um documento da Polícia Federal apontou que cápsulas recolhidas no local “não foram tratadas com o cuidado necessário”.
Das nove cápsulas periciadas, os policiais encontraram fragmentos de impressões digitais em apenas uma.
A PF disse que “os estojos passaram por algum exame prévio, já que foram marcados com caneta verde para indicar o código do lote de cada estojo”.
Afirmou ainda que “o exame do estojo em que foi encontrado um fragmento de impressão digital revela ausência de cristais papilares nos locais marcados com caneta”.
Isso, de acordo com a Polícia Federal, indica que a caneta “apagou” uma parte do fragmento.
O PM reformado Ronnie Lessa é apontado como o autor dos 13 disparos que mataram Marielle e Anderson; ele estava no banco de trás do Cobalt que perseguiu o carro da vereadora. O Ex-PM Élcio Vieira de Queiroz dirigiu o carro na noite do crime.
Ambos estão presos na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.
Frente Global reúne deputados para enfrentar avanço da tuberculose
Márcia Turcato
Na contramão do cenário mundial, o Brasil vê a aumentar o número de casos de tuberculose desde 2017, passando de uma estimativa de 87 mil casos para cerca de 91 mil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
De um modo objetivo, isso ocorreu porque a pobreza ampliou e a tuberculose aumentou junto com a crise.
Além da derrocada econômica, houve redução do orçamento para o Sistema Único de Saúde (SUS) e a implementação da reforma da Previdência deverá aumentar o impacto sobre a saúde em geral.
Aos indicadores econômicos somam-se os indicadores sociais que também atuam sobre o adoecimento da população vulnerável.
Nessa conjuntura, o estado do Rio Grande do Sul se destaca pela coinfecção tuberculose/HIV, já que o vírus da aids, o HIV, compromete o sistema imunológico e aumenta o risco da pessoa contrair a tuberculose.
No estado gaúcho, a taxa de tuberculose está em 45 casos por 100 mil habitantes.
Esses números são maiores do que os apresentados nacionalmente, em torno de 32 a 33 casos por 100 mil habitantes.
Infectologistas gaúchos justificam a elevada taxa de HIV alegando que o vírus que circula no estado é um subgrupo mais agressivo, mas isso nunca foi confirmado.
Ao mesmo tempo, infectologistas de organizações internacionais que prestam consultoria ao Ministério da Saúde afirmam que a tese dos colegas gaúchos não tem fundamento e que o elevado número de casos estaria relacionado a precariedade do serviço na atenção primária, com diagnóstico e tratamento tardios.
Com tantas dificuldades identificadas, é um desafio para a Frente Parlamentar Global de Tuberculose atingir as metas pactuadas com 210 congressistas brasileiros.
No mundo, o compromisso foi assumido com 2.500 parlamentares de 153 países.
A Frente Parlamentar Global, em inglês Global TB Caucus (GTBC), foi criada em 2014, tem sede em Londres, Inglaterra, e é presidida pelo deputado Nick Herbert. A iniciativa tem apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Brasil, o trabalho da Frente Global é coordenado por Cíntia Dantas, que responde pelas três Américas. Dantas é graduada em Relações Internacionais pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC-Bahia) e mestre em Cooperação Internacional e Desenvolvimento pela Universidade de Católica de Milão, Itália.
“Nas Américas, A Frente Global trabalha para garantir que a tuberculose seja uma prioridade na agenda de saúde, especialmente no Brasil e no Peru, que são os únicos países da região considerados prioritários para a OMS”.
Para isso, o grupo busca o compromisso de deputados e senadores para que implementem políticas públicas para enfrentar o problema e consigam financiamento público para realizar as ações.
As prioridades da Frente Global para o enfrentamento da tuberculose no mundo são incluir o tema na pauta do G20, grupo dos vinte países mais ricos do mundo, com o objetivo de obter recursos de todo o tipo e mostrar que a doença pode ser uma ameaça para os países desenvolvidos se não for controlada nos países vulneráveis; que os compromissos assumidos junto a ONU/OMS sejam cumpridos, que é detectar e tratar 40 milhões de pessoas até 2022 em todo o mundo, sendo 3,5 milhões de crianças; no caso do Brasil, as metas são 418.700 tratamentos e 31.500 crianças até 2022, mas a análise do dados indica que esse número não deverá passar de 11 mil crianças. E, por último, investir em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias.
No caso do Brasil, o investimento deveria ser de R$ 35 milhões até 2022, mas dados de 2017 publicados pelo Treatment Action Group (TAG) indicam um investimento de apenas R$ 2,2 milhões.
A TAG é uma organização não governamental que monitora informações sobre HIV/aids e agravos oportunistas, foi criada em 1992 nos Estados Unidos.
Tuberculose no Mercosul
Análise de dados divulgada em 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou 282 mil novos casos de tuberculose nas Américas, 11% deles entre pessoas que vivem com HIV.
Ao todo, 87% dos casos se concentram em 10 países; Brasil, Peru e México informaram mais da metade do número total de casos. Estima-se que cerca de 6 mil pessoas morreram coinfectadas com HIV na região. De acordo com a OMS, a persistência da tuberculose se deve, em grande medida, às desigualdades sociais e econômicas que permanecem na região.
Nas Américas, mais de 50 mil pessoas – quase metade delas com menos de 15 anos – não sabem que têm a doença e não receberam tratamento.
O diagnóstico com teste rápido molecular, uma nova ferramenta que poderia ajudar a suprir essa lacuna, foi usado em apenas 13% dos casos detectados, um pouco acima dos 9% em 2016.
Para enfrentar o agravo na América do Sul, a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL/RS) recomendou formalmente ao Parlamento do Mercosul que os países membros do bloco, atendendo a um pedido da Frente Parlamentar Global de Tuberculose, se empenhem na implementação de meios de diagnóstico, tratamento, prevenção, pesquisa e troca de informações sobre a doença.
Para a deputada gaúcha “o combate à tuberculose precisa ser uma prioridade, assim como o fortalecimento do sistema público de saúde para que o enfrentamento ao agravo seja feito de forma competente”.
Melchionna é representante do Congresso do Brasil no Parlamento do Mercosul, integra a Frente Parlamentar Global e é titular do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados.
Além de discutir sobre mecanismos para enfrentar a tuberculose com os países do Mercosul e também no Congresso Nacional, a deputada conhece a gravidade do agravo em seu estado natal, o Rio Grande do Sul, e em Porto Alegre, onde já foi vereadora.
De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, para baixar as taxas de incidência da tuberculose no estado, ou seja, controlar a doença, é necessário um percentual de cura em casos novos de 85% e um abandono de, no máximo, 5%.
Em 2017, o estado apresentou 61,3% de cura (mais de 20 pontos percentuais abaixo do que é preconizado) e a taxa de abandono ficou em 12,2%.
Isso significa que existem mais pessoas doentes contaminando outras dentro de uma mesma área geográfica.
Sem investimento
Pesquisa do professor Davide Rasella, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), publicada em abril, projetou o impacto das medidas de austeridade fiscal sobre a cobertura da atenção primária em saúde.
De acordo com o estudo, a redução da cobertura da Estratégia Saúde da Família, associada ao fim do Programa Mais Médicos e aos efeitos da Emenda Constitucional 95/2016- que congela os recursos para a saúde, pode significar, até 2030, um aumento de 8,6% na taxa de mortes prematuras (pessoas com menos de 70 anos) por causas sensíveis à atenção primária.
São 50 mil mortes evitáveis a mais no período analisado, em decorrência de doenças infecciosas, como a tuberculose, deficiências nutricionais, diabetes e doenças cardiovasculares.
O orçamento de ações e serviços públicos de saúde (ASPS) em 2019 é de R$ 120,4 bilhões, crescimento nominal de apenas 2,5% em relação aos valores empenhados em 2018.
Excluídas as emendas impositivas (cuja destinação depende da relação entre o parlamentar e suas bases políticas), a variação é de apenas 1,2%, abaixo da inflação de 3,75%.
Ou seja, o orçamento de saúde em 2019 sequer repõe a inflação de 2018.
Para saber mais sobre o trabalho da Frente Parlamentar Global de Tuberculose clique aqui: http://www.globaltbcaucus.org/
Presídio onde houve massacre tinha 145 detentos à espera de julgamento
Subiu para 62 o número de mortos no Centro de Recuperação de Altamira, no Pará Cinquenta e oito foram mortos numa ala do presídio, invadida por uma facção rival na madrugada de segunda-feira : 16 foram decapitados e 42 morreram asfixiados no incêndio provocado pelos invasores.
Os últimos quatro mortos foram estrangulados por rivais na quarta-feira, dentro do caminhão-cela que transferia um grupo de detentos para outra cadeia.
Segundo o secretário de segurança, Uálame Machado, a viagem ocorreu normalmente até o município de Novo Repartimento, quando o sinal das câmeras de monitoramento do baú do caminhão começou a falhar.
Os detentos estavam separados em quatro celas dentro do veículo, cujo interior é monitorado por câmeras de vídeo. “Em Marabá, foi averiguada a situação de três mortos e um, que se tentou salvar, mas morreu”, disse Machado..
De acordo com a Segup, os mortos são da mesma facção (Comando Classe A) que atacou integrantes do Comando Vermelho, facção rival.
O massacre no presídio de Altamira, sudeste do Pará, começou após um grupo de presos render um agente penitenciário que encontrou facas e estoques durante revista. Após a rendição do agentes, integrantes do facção criminosa Comando Classe A (CCA) invadiram o anexo onde estavam detentos que pertenciam ao Comando Vermelho (CV) e os homicídios foram realizados com as armas brancas que estavam escondidas.
Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) considera o presídio de Altamira como superlotado e em péssimas condições. No dia do massacre, havia 311 custodiados, mas a capacidade máxima é de 200 internos.
Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará, dos 311 presos, 145 ainda aguardavam julgamento.
(Com informações de O Liberal)Ouro roubado foi extraído em Minas e pertencia a mineradora canadense
Parte dos 718.8 kg de ouro roubados no terminal de carga do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, pertencia à mineradora canadense Kinross, a quinta maior do mundo.
O metal foi extraído de uma mina de Paracatu, no noroeste de Minas Gerais.
A mina é uma das maiores do Brasil. No ano passado, ela bateu recorde de produção: 14,7 toneladas de ouro.
A assessoria da empresa informou que o metal precioso estava em trânsito para terceiros, e que tem a expectativa de que o valor seja coberto pela seguradora do provedor de transporte –no caso, a transportadora Brinks.
Num comunicado a clientes, a Brinks afirma que “as autoridades de alguns aeroportos do país estabelecem restrições ao emprego de vigilância armada”, e que “não tem autonomia para definir as condições em que determinadas operações são realizadas”.
O comunicado diz que “em face dos níveis crescentes das atividades criminosas do país, se vê obrigada a interromper temporariamente suas operações em determinados aeroportos”.
Presos
A polícia divulgou o nome de um dos três suspeitos presos, que ainda não havia sido identificado: Peterson Brasil. Ele teria convidado o encarregado do despacho no aeroporto Peterson Patrício para participar do assalto. Patrício disse no primeiro depoimento à polícia que foi mantido refém pelos bandidos.
Os três tiveram prisão temporária de 5 dias decretada na tarde desta segunda.
O terceiro preso é Célio Dias, proprietário do estacionamento onde os criminosos deixaram duas caminhonetes usadas para transportar o ouro. No local foram encontrados, escondidos sob um ônibus e dentro de uma sacola plástica, um carregador de fuzil com munição, dois gorros e cinco luvas avulsas.Bolsonaro agride a história para atacar presidente da OAB
“Se o presidente da OAB quiser saber como o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele”.
Foi a frase bombástica que Jair Bolsonaro escolheu para sua entrevista desta segunda-feira.
O presidente da OAB é Felipe Santa Cruz, filho de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, militante da Ação Popular que desapareceu na ditadura, aos 26 anos.
O corpo dele nunca apareceu. Segundo relato do delegado Cláudio Guerra à Comissão Nacional da Verdade, foi incinerado, junto com outros dez companheiros numa usina em Campos.
Os escassos registros que existem dão conta que ele foi preso no dia 23 de fevereiro de 1974 por agentes da polícia política,.
A versão de Bolsonaro, inverossímel, é de que Fernando Santa Cruz foi morto pelos próprios companheiros de guerrilha. Ele sabe que é uma versão inconsistente, mas o que interessa é a polêmica.
“Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar às conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco, e veio a desaparecer no Rio de Janeiro”, complementou.
Realmente, o pai do presidente da OAB militou no movimento estudantil e participou da Juventude Universitária Católica (JUC), movimento da Igreja reconhecido pela hierarquia eclesiástica, e depois integrou a Ação Popular Marxista e Leninista, organização de esquerda contrária ao regime.
Fernando desapareceu em um encontro que teria no Rio de Janeiro, em 1974, com um colega militante, Eduardo Collier Filho, da mesma organização. Segundo o livro “Direito à memória e à verdade”, produzido pelo governo federal, Fernando e o colega foram presos juntos em Copacabana por agentes do DOI-CODI-RJ em 23 de fevereiro daquele ano.
Em 2011, quando ainda era deputado federal, Bolsonaro já havia dito que os militares não eram culpados pela morte de Fernando Santa Cruz. Em uma palestra na Universidade Federal Fluminense (UFF), o então parlamentar disse Santa Cruz deve “ter morrido bêbado em algum acidente de carnaval”.
O ataque de Bolsonaro a Felipe Santa Cruz foi motivado pela a atuação da OAB no caso de Adélio Bispo e perguntou qual era a intenção da entidade. Segundo o presidente, a ordem teria impedido o acesso da Polícia Federal ao telefone de um dos advogados do autor da facada.
“Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados [do Adélio]? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB?”, questionou o presidente.
O que a OAB fez foi defender as prerrogativas do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior que atuou na defesa de Adelio Bispo.
Em dezembro do ano passado, sob justificativa de tentar identificar quem estaria financiando a defesa do autor do atentado, a PF em Minas Gerais cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao advogado.
Foram apreendidos na ocasião livros caixa, recibos e comprovantes de pagamento de honorários e de seu aparelho telefônico. Na ocasião, a OAB disse que ação da PF em locais ligados a Zanone “viola prerrogativas da advocacia”.
Em março, o desembargador Néviton Guedes, do TRF1, atendeu a pedido Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e da OAB de Minas Gerais e suspendeu apurações sobre a suposta cumplicidade do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, com o atentado contra o presidente.
À tarde, apesar dos documentados desmentidos que surgiram a respeito da morte de Fernando Santa Cruz, Bolsonaro voltou a falar no assunto numa gravação enquanto cortava o cabelo. “São informações que eu soube através de quem participou do nosso lado e viu o que aconteceu naquele momento”, justificou.Sem salário e sem garantia de emprego, professores contratados vivem na incerteza
Fúlvio Cristian é professor de história, contratado da Escola Aldo Locatelli, na Zona Leste de Porto Alegre. Começou a lecionar em abril e, até julho, não recebeu um centavo pelo seu trabalho. Os meses sem pagamento se devem à morosidade do processo de admissão pela Secretaria de Educação.
Além de não saber como vai cair o primeiro salário, Cristian já sabe que estará desempregado no fim do ano letivo, em dezembro, quando o contrato se encerra.
“Fica bem difícil chegar ao fim do ano e não saber se volto. Se pelo menos dissessem que não vão pagar em janeiro e fevereiro, e que depois eu retorno ao emprego… mas nem isso”, desabafa.
A realidade de Fúlvio é a de muitos educadores(as) da rede estadual. Por determinação do governo Eduardo Leite, todos os novos contratos emergenciais têm sido firmados por tempo determinado – os chamados contratos fechados.
Na modalidade, o trabalhador(a) recebe de março a dezembro e fica sem emprego nos meses que antecedem o ano letivo. Não tem direito a férias remuneradas nem garantias de retorno ao quadro da Seduc.
“Para comida e deslocamento eu tenho que pegar dinheiro emprestado. E quando eu receber, não sei como vai ser. Vão pagar todo o montante devido ou vão parcelar? E o imposto de renda, como fica?”, indaga Fúlvio.
Pior: mesmo no caso de readmissão, o educador(a) precisará passar por todo o processo de contratação novamente, e só receberá o primeiro salário meses depois.
Direções denunciam
A ausência de concursos públicos e a radical precarização dos contratos tem deixado muitas escolas sem educadores(as), que não aceitam trabalhar sem perspectiva de continuidade.
Na EEEF Souza Lobo, na Zona Norte da capital, faltam professores(as) para as séries iniciais, artes e supervisão, bem como uma merendeira.
“A Secretaria de Educação está levando um tempo interminável para responder nossas solicitações”, conta a diretora Karla Bolson. “Uma das professoras está sem receber desde o início do ano. Levaram três meses só para responder que o cadastro tinha algo errado. Toda hora é um documento diferente faltando. Aí tu faz, refaz e eles levam mais três meses para responder”, explica.
Karla lembra que, como diretora, tem prazos a cumprir e não pode faltar com suas atribuições, sob pena da escola ser penalizada. “Eu tenho compromisso com a vida funcional dos profissionais que estão na escola, e não sinto esse retorno da mantenedora. Com esse governo piorou infinitamente”, desabafa.
A diretora conta, ainda, que a escola fechou duas turmas do 3º ano em 2019 e que outras duas serão encerradas no próximo ano. “Eu me sinto enrolando os pais, porque eles estão me enrolando, então é um ciclo vicioso”, finaliza.
A vice-diretora da EEEF Aldo Locatelli, Mariane Rocha Dias, relata as mesmas dificuldades. Duas turmas de 9º ano e uma 8º estão sem aulas de português desde maio, faltam duas professoras de anos iniciais, a biblioteca está sem uma profissional e há uma vaga em aberto para merendeira.
“No dia em que a única merendeira da escola não vem, somos nós que preparamos a comida. Então oferecemos frutas ou bolachas, pois não podemos cozinhar. E ainda temos que fazer um relatório explicando por que não oferecemos a merenda prevista no cardápio da Seduc”, afirma.
A diretora também critica a morosidade do governo.
“A resposta da Seduc é que eles não tem quem mandar. Estão naquele enxuga enxuga de outras escolas para mandar um professor para cá. Não contratam, não chamam os nomeados, não abrem contratos, então é essa a situação”, observa.
A professora Ester Correa estava há 10 anos como contratada na escola. Perdeu uma das matrículas de 20h e, depois, foi recontratada por tempo determinado. Nesta última matrícula, está desde fevereiro sem receber.
“Eu trabalho 40h, mas estou recebendo 20h. O que se faz com isso? Fora o desconto do Banrisul, o teu salário vira nada. Para vir trabalhar, uso o cartão do meu marido. Se eu dependesse do meu salário para comer, eu não comeria, não tem como”, conta.
O que diz a Seduc
Contatada pelo CPERS, a Seduc enviou a seguinte nota por meio da sua assessoria de comunicação:
“Há casos hoje no Estado de licenças e aposentadorias que acabam gerando a necessidade de preenchimento de vagas e a reorganização dos quadros de recursos humanos das instituições de ensino – cerca de 19 mil casos atualmente, representando cerca de um terço dos 60 mil profissionais que atuam na rede pública estadual.
A Seduc reitera que está empenhada em resolver a situação, caso a caso, e está trabalhando, juntamente com as Coordenarias Regionais de Educação (CREs), para restabelecer a normalidade no atendimento aos estudantes.”
O que diz o CPERS:
O CPERS é terminantemente contrário à modalidade de contratação por tempo determinado, que precariza os já fragilizados contratos emergenciais. É uma estratégia que gera insegurança no ambiente de trabalho e descontinua o aprendizado de estudantes, que perdem suas referências na escola.
É, ainda, um instrumento extremado de assédio, que deixa educadores(as) reféns da instabilidade e vulneráveis a pressões das CREs e da Seduc, enfraquecendo a organização coletiva e a luta por direitos. Tal política nefasta é implementada apesar do problema crônico de falta de educadores(as) – para o qual o governo não apresenta soluções mesmo após transcorrido meio ano letivo.
Não é possível que, além de trabalhar com salários atrasados há 44 meses e congelados há mais de quatro anos, não tenhamos o mínimo de tranquilidade para desenvolver o processo educacional e garantir a qualidade do ensino.
A desorganização do ano letivo não é por acaso. Consta, no planejamento da Seduc, a meta de reduzir duas mil turmas até o final de 2019. Seriam cinco mil turmas a menos até o fiml do governo.
Mas faltou ao governador combinar com a realidade. Somente neste ano, a rede pública recebeu 30 mil estudantes a mais do que em 2018. A conta não fecha.
Por isso nós defendemos a realização imediata de concursos públicos. É a única forma de garantir segurança jurídica e dar a contratados(as) a oportunidade de acessar a carreira. A Constituição Federal é clara: a estabilidade depende da investidura em concurso.
O Conselho Geral do CPERS deliberou pela criação de comitês em defesa dos contratados(as) em cada núcleo da entidade. O Sindicato também orienta para que os educadores(as) mandem denúncias de falta de professores(as) e funcionários(as) para o e-mail secgeral@cpers.org.br.
Itaboraí: o drama de uma cidade dominada pela milícia
Em 2010, o censo do IBGE contou 107.527 habitantes em Itaboraí, ainda uma pacata cidade da região metropolitana do Rio.
Desde então a população itaboraiense mais que dobrou com pessoas atraídas pelo projeto do Comperj, “o maior complexo petroquímico do Brasil”, que começou a ser instalado no município..
Hoje, Itaboraí tem quase 250 mil habitantes e, além dos engarrafamentos no trânsito, falta de postos de saúde, escolas, saneamento básico, enfrenta o poderio de milícias adotam métodos de requintada crueldade para manter o seu poder sobre a população.
Dois dos milicianos presos revelaram uma parceria entre a milícia e policiais militares do batalhão local: os traficantes de drogas, em vez de serem levados para a prisão, são entregues à milícia, para execução sumária.
Esses fatos vieram à tona no início de julho, quando a Polícia Civil prendeu 42 milicianos de uma lista de 74 procurados pela Justiça. Num cemitério clandestino foram encontrados 14 cadáveres de um total de 50 mortes atribuídas a milicia.
Milicianos presos descreveram em detalhes a prática, batizada pelo bando de “venda de cabeças”. Cada “cabeça” rende uma recompensa. Um PM recebeu um carro BMW pela entrega de um líder do tráfico.
Após capturar suspeitos em operações da PM, os policiais levavam os detidos para os milicianos, que matavam os presos e enterravam em cemitérios clandestinos.
Os milicianos muitas vezes eram chamados por soldado do 35º BPM para operações conjuntas em áreas dominadas pelo tráfico.
Nessas ações — chamadas de “botes” pelo bando — o objetivo era matar traficantes para roubar dinheiro, armas, joias, relógios e o que mais a quadrilha encontrasse.
Desaparecimentos
A investigação da Polícia Civil concluiu que, em 2018, “começaram as ondas de mortes e desaparecimentos de indivíduos rotulados pelos milicianos como marginais, usuários de drogas ou até mesmo meros desocupados, sob o pretexto recorrente de que estariam realizando uma ‘limpeza da escória social’”, conforme eles mesmos chamavam.
Ao longo do último um ano e meio, os milicianos chegaram a matar parentes de traficantes e até pessoas que praticavam pequenos furtos.
Apesar da dita “limpeza” de criminosos e do pagamento das taxas de segurança pelos moradores, Itaboraí não ficou mais segura.
Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), houve um aumento de 113% no número de pessoas desaparecidas de 2017 para 2018, quando a milícia passou a atuar na região.
Já os homicídios cresceram de 95 em 2017 para 131 — um incremento de 37%.
Os roubos de cargas, por exemplo, dispararam: passaram de 126 em 2017 para 296 no ano seguinte, 136% de aumento.
Já os roubos de carros cresceram 9%, de 966 para 1.217.
Na contramão, as prisões pelo crime de tráfico de drogas na área sob influência do grupo minguaram.
Um levantamento feito pela Delegacia de Homicídio mostra que as prisões de traficantes nos sete bairros dominados pela milícia passaram de nove em 2017 para três em 2018.
Um caso com testemunhas
As dez da noite de uma sexta-feira, Marcos Antônio do Amparo Vieira, de 16 anos, estava sozinho em casa, no bairro Caluge.
Sua mãe havia saído para uma festa. Ele ouviu batidas na porta da frente e foi atender.
Ao abrir a porta, um homem vestido de preto e com o rosto coberto por uma touca deu um tiro com uma pistola em seu braço. Uma poça de sangue se formou na sala. Marcos Antônio foi amarrado e colocado por outros dois homens, também encapuzados, no banco de trás de um carro preto. O veículo partiu em velocidade. O jovem nunca mais foi visto.
A cena foi descrita por vizinhos a parentes do jovem que, nos últimos quatro meses, peregrinaram, sem sucesso, por delegacias e pelo Instituto Médico-Legal (IML) atrás de respostas sobre seu paradeiro.
Num depoimento prestado à Polícia Civil e ao Ministério Público, um miliciano preso, que aceitou colaborar com as investigações, admitiu que o adolescente foi torturado antes de ser morto pelos paramilitares.
Entretanto, até agora nenhum dos corpos encontrados pela Divisão de Homicídios (DH) em cemitérios clandestinos da milícia foi identificado como sendo o de Marcos Antônio.
A Divisão de Homicídios (DH) levantou 24 casos de desaparecimentos de jovens na área dominada pela milícia que ainda não foram desvendados.
No entanto, de acordo com policiais da especializada, o número é maior, já que muitas famílias não procuraram a polícia para registrar o desaparecimento por medo de represálias dos paramilitares.
Milicianos presos afirmaram, em depoimento, que o bando passou a enterrar corpos das vítimas em cemitérios clandestinos nos bairros Itamarati e Visconde para ocultar os crimes.
Dois locais foram apontados, durante os relatos, como pontos de desova. Dos 18 corpos encontrados até agora, só três puderam ser identificados por parentes, por conta da presença de tatuagens. (do jornal Extra)
Executado com um machado
O mototaxista Jonathas Freitas de Mendonça, de 19 anos, desapareceu em 5 de abril depois de ser perseguido no bairro Nova Cidade por homens num carro preto.
Testemunhas contaram a parentes do jovem que, durante a fuga, ele foi baleado e caiu da moto. Ao tentar se esconder numa casa, foi capturado e colocado no porta-malas do veículo.
Semanas antes da perseguição, Jonathas denunciou, à DH, ameaças que mototaxistas de Itaboraí sofriam por não pagar taxas estipuladas pela milícia — o bando cobrava R$ 20 semanais de cada profissional para que pudessem circular pela cidade.
Em 12 de junho, um depoimento de dez páginas prestado por um miliciano preso no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MP detalhou o suplício a que foi submetido o mototaxista: Jonathas foi “picotado, vivo, com um machado” e teve seu coração arrancado.
Com medo, parentes de Jonathas não quiseram falar à imprensa. Seu corpo até hoje não foi encontrado.
Funcionários do IML de São Gonçalo contam que diariamente parentes de mortos pela milícia vão à unidade tentar identificar cadáveres encontrados em Itaboraí. Como a maior parte dos corpos está em decomposição, a identificação só vai ser possível a partir de exames de DNA — cujos resultados não têm prazo para sair.
(Com informações do IBGE, Uol, Extra e G1Hacker diz que entregou arquivos ao Intercept mas nada cobrou
A Polícia Federal passou ao Globo que o “suposto hacker” Walter Delgatti Neto confessou: “foi ele quem passou para o site The Intercept os arquivos com mensagens entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol,entre outras autoridades”.
Delgatti, segundo essa versão, afirmou que decidiu entregar as informações para a revista eletrônica inspirado no exemplo do ex-analista de inteligência Edward Snowden.
Snowden se tornou famoso depois de repassar para os jornais “The Guardian” e “Washington Post” provas sobre espionagem extraídas do serviço de inteligência dos Estados Unidos contra chefes de governo e políticos em vários países, entre eles a ex-presidente Dilma Rousseff.
Delgatti disse à Polícia Federal, na terça-feira, que nada cobrou pelos arquivos. Ele teria passado uma parte dos dados ao Intercept usando o aplicativo Telegram. Depois, criou um mecanismo específico para repassar os arquivos mais pesados.
Em nota divulgada na terça-feira, o Intercept afirmou que “não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas”.
Delgatti não mencionou em seu depoimento a intenção de vender informações ao PT ou para qualquer outro comprador.
Essa hipótese foi levantada pelo depoimento do DJ Gustavo Santos, também preso na mesma operação. Ele disse que Delgatti, seu amigo, manifestara, há três meses, desejo de vender “o produto para o PT”
A polícia aguarda os laudos periciais e checagem de alguns dados antes de concluir a apuração do caso.
Com histórico de abandono familiar e usuário de remédios contra depressão, Delgatti teria, segundo amigos, propensão para distorcer parte da realidade e, com isso, projetar uma imagem exageradamente positiva dele mesmo. Santos disse que, num determinado momento, Delgatti se gabou de estar de posse das mensagens de Moro.
Segundo a Polícia, Delgatti teria atacado aplicativos de cerca de mil celulares de autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, inclusive o presidente Bolsonaro.
(Com informações do G1)Artigo de coronel da ativa expõe crise com militares no governo Bolsonaro
Merece leitura atenta o artigo do oficial Paulo da Rocha Paiva, coronel da ativa, publicado no site Defesanet, especializado em questões militares.
O coronel chama os filhos do presidente Bolsonaro de “pupilos fanatizados” pelo “bruxo ideológico americanófilo de carteirinha… crias enciumadas do pai com os militares que gravitam em torno da governança, resolvem contestar o “modus operandi” de alguns oficiais-generais, inclusive com ofensas pessoais, injustas, de baixíssimo nível, sem que o paterno presidente conseguisse, pelo menos, comandar “sentido” no seio familiar”.
O coronel Paiva é irmão do general de divisão Luiz Rocha Paiva a quem Bolsonaro acusou de melancia em declaração recente. O artigo foi postado às 21h da quarta-feira no Defesanet mas 24 horas depois ainda não teve repercussão na mídia, embora seja questão de tempo.
Reproduzimos o artigo:
PRESIDENTE BOLSONARO … O HOMEM NÃO ESTÁ REGULANDO BEM
Resposta em defesa do Gen Div Luiz Rocha Paiva à acusação do Presidente Jair Bolsonaro de seu irmão ser “melância”
CEL INF E EM
Nota: Irmão do Gen Div Luiz Rocha Paiva
Olha que eu votei no capitão, para mim o posto mais bonito do nosso Exército. Resolvi faze-lo, mesmo com o “sinal vermelho” emoldurando a declaração “Alcântara é p’ra vocês (americanos)”. Por tudo que é mais sagrado, fingi que não ouvi, afinal de contas era um oficial do EB.
Mais tarde, quando se fez a “galhofa do AHUE”, aí é que fiquei até mais tranquilo. Claro, realmente, eu devia estar imaginando coisas absurdas, ainda mais pela posição do arauto que nos tranquilizava com tanta firmeza e autoridade creditícia. Mas, como diz o cavalariano, ‘caí do cavalo”. Todos sabem o que aconteceu, apesar do temor, mais do que justo, manifestado por muitos militares ainda não subjugados pela “síndrome do amadorismo franciscano”.
Em seguida uma “prole”, constituída por pupilos fanatizados pelo “bruxo ideólogo / americanófilo de carteirinha”, crias enciumadas do pai com os militares que gravitam em torno da governança, resolve contestar o “modus operandi” de alguns oficiais-generais, inclusive com ofensas pessoais, injustas, de baixíssimo nível, sem que o paterno presidente conseguisse, pelo menos, comandar “sentido” no seio familiar, de modo a não criar mossas que, fatalmente, não contribuiriam, como não estão fazendo desde então, para o exercício a contento de uma liderança satisfatória junto aos militares, posto que os pretere sempre quando se trata do seu guru Olavo de Carvalho.
E as bobagens são muitas. Uma mudança de embaixada anunciada (macaquice de imitação para agradar Donald Trump), esta que ficou no “seja seja”, desagradando tanto palestinos como israelenses. Foi preciso até mesmo o General Mourão viajar para a RPC, de forma a acertar os ponteiros por uma declaração estapafúrdia, de graça, apenas para “dar uma de bacana”. As três iniciativas sem nenhuma razão de ser, mas, que se diga, muito agradável ao novo inquilino na (ainda nossa?!) Amazônia Legal. E olha que enche o peito para criticar os presidentes entreguistas que o antecederam. Durma-se com um barulho desses…
O atrelamento militar automático. O Brasil como aliado preferencial extra OTAN de “Tio Sam”, outro desatino de quem faz questão de ignorar o descarado abandono, em plena guerra, de um país irmão da SULAMÉRICA, em favor de um aliado europeu imperialista, de língua inglesa, desta mesma organização. Em seguida, como barata tonta, “muda o disco no vai da valsa” e começa a falar nada mais nada menos do que em “trabalho infantil”. Vamos e convenhamos, alguma coisa está errada no mecanismo do juízo presidencial.
Eis que um entorpecente é descoberto no FORÇA AÉREA 1 e o filhote, chamado de NÚMERO 2, que é apoiado posteriormente pelo mano Eduardo, faz agora um “AHUE”, por coincidência contra o próprio GSI que, sem responder ao seu detrator (?), é defendido por outro general em nome da camaradagem tradicional que une “irmão em armas”. Que se diga, o ‘pouco caso” do presidente com relação ao imbróglio criado/protagonizado pelos rebentos presidenciais é flagrante, sem nenhum comentário de desagravo em favor do seu ministro, como só em ser em situações semelhantes. Enfim, como dizia o ditado, “e la nave vá”.
Mas “la nave”, que não se duvide, continua sua marcha de insensatez, abarrotada de impropérios, grosserias gratuitas, ameaças públicas a ministros, sem ou com farda, demissões que, ao invés de rotineiras, ganham foros de “bota fora” sofridos, indigestos, sem nenhum cuidado com a dignidade/cerimônia de um cargo que exige, no mínimo, jogo de cintura capaz de impressionar pelo exercício sereno da autoridade na justa medida que se espera de um chefe de poder executivo.
Porém, como senão bastasse, na contramão de sucessos como o bom encaminhamento da reforma da previdência e do acordo com a União Europeia, resolve passar uma borracha na aura, até então evidenciada, que ainda restava de moralidade com a administração pública, advogando a nomeação de “filhote”, não capacitado, sem nenhum verniz de formação diplomática, para o segundo cargo de maior relevância para os graduados no famoso (reconhecido inclusive mesmo fora do País) Instituto Rio Branco, uma instituição que só faculta acesso aos de nível universitário, e isto somente após aprovação em bateria de exames que dura em torno de “5 a 6″‘ meses.
Aliás, sem nenhuma consideração para com o atual chanceler quando, na presença deste (é de pasmar) e em público, diz que, se quisesse, poderia tranquilamente troca-lo pelo filho, colocando-o (o atual ministro do MRE) na embaixada dos EUA. Uma desfeita, falta de lhaneza absolutamente desnecessária que faz parte de repertório nada condizente com a as “pompas e circunstâncias” que devem preceder o cargo maior que ocupa. Que não se duvide, a alienação do atual ministro ficou patenteada na conversa pessoal com Trump quando Eduardo o substituiu quando do encontro protocolar entre os dois chefes de estado.
Todavia novamente o mesmo general se indigna com o engodo de moralidade que, espalhafatosamente, seu candidato, vencedor nas últimas eleições para a mais alta magistratura do País, pregava para meio mundo em sua campanha e agora, sem mais nem menos, acaba por lançar no espaço sideral, decepcionando muita gente boa, crédula e desesperadamente esperançosa. Que não se duvide, a continuar a sequência de desatinos, sua popularidade declinante vai chegar ao fundo do poço ainda neste primeiro ano de governo.
Contudo as intemperanças continuam. Quem disser que no Brasil se passa fome está mentindo! Meu Deus do céu, quanta bobagem! Daqueles governadores de paraíba, o pior é o do Maranhão! E o Brasil acima de tudo presidente?! Novamente um prato cheio para a oposição sentar o malho … provocando o mesmo general, paladino inconteste na defesa dos militares quando da famigerada Comissão da “Inverdade”, que é idiotamente chamado, pelo comandante em chefe das FFAA, de “general melancia” por apoiar governadores comunistas, no que é desmentido na medida em que nosso defensor contra a mídia vermelha faz questão de esclarecer não estar em apoio dos políticos mas, sim, da gente do nordeste, região que viu nascer, se antecipando a todas as demais, não somente o Exército Brasileiro mas, também, o sentimento da nacionalidade.
E agora, para finalizar, uma pergunta de algibeira, com todas as honras e sinais de respeito, para todos os oficiais generais (EB/MB/FAB} que integram a atual governança: – “Vossas excelências estão concordes com o tratamento de “general melancia”, dado ao soldado cidadão Luiz Eduardo Rocha Paiva pelo atual comandante-em-chefe das FFAA?!
