Autor: da Redação

  • Pesquisa: endividamento é causa da queda do consumo entre os gaúchos

    Pesquisa: endividamento é causa da queda do consumo entre os gaúchos

    A Fecomércio-RS divulgou a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas, referente ao mês de novembro.

    A pesquisa foi realizada em Porto Alegre nos últimos dez dias de outubro.

    O índice de intenções de consumo atingiu os 62,1 pontos e foi o menor para um mês de novembro desde 2020 (57,4 pontos).

    Na comparação com outubro de 2023, o índice recuou 1,8% (oitava queda consecutiva).

    Em comparação com novembro de 2022, houve recuo de 19,1%. Na média em 12 meses o indicador registrou o valor de 75,7 pontos e recuou 0,9% frente aos 12 meses encerrados em novembro de 2022.

    Entre os subindicadores, sete entre os nove pesquisados apresentaram queda na comparação marginal e todos tiveram redução na comparação interanual.

    Entre os subindicadores, a maior queda na margem foi verificada na avaliação de momento adequado para compra de duráveis, que apresentou queda de 8,9%.

    A avaliação sobre a segurança no emprego atual apresentou estabilidade e a perspectiva de consumo teve aumento de 2,2%.

    Já na comparação interanual, a queda foi disseminada e assumiram variações bastante significativas. A maior queda foi na perspectiva profissional (-48,5%), mas que deve ser interpretada com bastante cautela. Considerando o quadro atual do mercado de trabalho, com taxas historicamente baixas, após forte retomada em 2022, a falta de perspectiva de melhora profissional pode refletir também estabilidade na posição atual do emprego.

    De maneira geral, apesar do mercado de trabalho gaúcho resiliente, dos juros estarem reduzindo e a inflação dar sinais claros de que muito provavelmente ficará dentro do limite superior da meta ainda em 2023, os orçamentos familiares se encontram pressionados por dívidas assumidas no passado e a restrição de crédito em 2023 na economia brasileira tem afetado o apetite por consumo. “O consumidor gaúcho segue bastante cauteloso, tornando o ato de vender desafiador. Esse cenário exige cada vez mais de lojistas e prestadores de serviços o entendimento da atual conjuntura e das reais necessidades do consumidor”, completou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Pela segunda vez, Conselho da UFRGS destitui reitor nomeado por Bolsonaro

    Pela segunda vez, Conselho da UFRGS destitui reitor nomeado por Bolsonaro

    Em sessão especial na manhã desta sexta-feira, o Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), decidiu, por 66 votos a 2, a destituição do reitor, Carlos André Bulhões Mendes, e da vice-reitora, Patrícia Pranke.

    A decisão foi tomada com base no parecer de uma Comissão Especial, criada em abril deste ano e que em seu relatório de mais de 90 páginas, recomendou o impeachment do reitor e da vice.

    Esta é a segunda vez que o Consun decide pela destituição do reitor nomeado em 2020 por Bolsonaro.

    A primeira decisão em agosto de 2021, foi arquivada em dezembro do mesmo ano pelo Ministério da Educação.

    A decisão desta sexta-feira também precisa do referendo do MEC, mas o ambiente agora no governo Lula é completamente outro.

    De acordo com o artigo 6º do Decreto nº 1.916/1996, em caso de vacância do cargo de reitor, uma nova lista tríplice deve ser organizada para apreciação do presidente, dentro de um prazo máximo de 60 dias.

    A destituição  aprovada nesta sexta-feira começou com uma denúncia assinada por 39 docentes da UFRGS e apresentado ao Consun em março deste ano.

    Uma comissão especial foi formada para analisar os argumentos que embasaram o pedido, incluindo alegações de ações e omissões que prejudicaram o funcionamento da universidade e posturas anticientíficas da reitoria.

    Reitor e vice foram nomeados em 2020, mesmo ficando em terceiro lugar na lista tríplice escolhida em eleição interna,

    A chapa foi nomeada pelo então presidente Jair Bolsonaro, que tinha a prerrogativa de escolher entre os três mais votados.

    Outras medidas, já aprovadas pelo Consun, também serão encaminhadas, como a apresentação ao Ministério Público Federal (MPF) de um documento apontando indícios de violação dos princípios da legalidade e publicidade (Art. 4 da Lei 8.429/92) – que podem caracterizar, inclusive, prejuízo ao patrimônio público, e a solicitação de instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), no Ministro da Educação (MEC), contra Bulhões.

    “O ANDES/UFRGS, que desde a nomeação vem se posicionando e lutando contra o autoritarismo da Reitoria interventora e pelo afastamento, comemora este passo importante na manutenção da democracia e da autonomia universitária”, manifestou, em nota, a Seção Sindical do ANDES-SN na UFRGS.

     

  • Desemprego cai a 7,7%,  a menor taxa no terceiro trimestre desde 2014

    Desemprego cai a 7,7%, a menor taxa no terceiro trimestre desde 2014

    A taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,7% no terceiro trimestre de 2023.  Caiu 0,3 % em relação ao trimestre anterior e 1% a menos do que o índice do mesmo trimestre no ano passado.

    Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    É o menor nível de desemprego desde o último trimestre de 2014 (6,6%).

     

    A população desempregada ficou em 8,3 milhões no terceiro trimestre deste ano, 3,8% abaixo do trimestre anterior e 12,1% a menos do que o terceiro trimestre de 2022.

    Já a população ocupada foi de 99,8 milhões, o que representou uma alta de 0,9% em relação ao trimestre anterior e 0,6% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. É também o maior contingente da série histórica, iniciada em 2012.

    O nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar, foi estimado em 57,1%, crescimento ante o segundo trimestre (56,6%) e estabilidade em relação ao terceiro trimestre de 2022.

    “Temos simultaneamente um número maior de pessoas ocupadas e um recuo da pressão no mercado de trabalho [ou seja, um número menor de pessoas procurando emprego]. Isso contribui para uma queda consistente dessa taxa de desocupação”, explicou a pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy.

    Formalidade

    Os trabalhadores informais somaram 39 milhões de pessoas, ou seja, 39,1% do total da população ocupada. No trimestre anterior, a taxa de informalidade era de 39,2%, enquanto no terceiro trimestre do ano passado chegava a 39,4%.

    O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado – sem considerar os trabalhadores domésticos – era de 37,4 milhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 1,6% no trimestre e de 3% no ano. Esse é também o maior contingente desde janeiro de 2015 (37,5 milhões).

    Já o número de empregados sem carteira no setor privado (13,3 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.

    “Dada uma queda muito acentuada na demanda por bens e serviços na pandemia, as atividades consideradas formais, como a indústria e os serviços de maior valor agregado, suprimiram muito a absorção de trabalhadores”, disse Adriana. “À medida em que o cenário vai se normalizando [no pós-pandemia], essas atividades mais formais têm sua demanda aquecida e voltam a contratar”, avaliou.

    Os trabalhadores por conta própria ficaram em 25,5 milhões de pessoas, total também estável nas duas comparações. Outro segmento que manteve estabilidade foi o de trabalhadores domésticos: 5,8 milhões de pessoas.

    Setores

    Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o grupamento de atividades com maior crescimento no pessoal ocupado é composto por informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3,5%). Os demais grupos não apresentaram variação significativa.

    Já em relação ao terceiro trimestre do ano passado, foram observadas altas nos grupamentos de transporte, armazenagem e Correios (4,3%), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (5,2%) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,9%).

    Houve recuo no pessoal ocupado nos grupamentos de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-3,8%) e outros serviços (-4,5%).

    Rendimento

    O rendimento médio real habitual do trabalhador (R$ 2.982) subiu 1,7% no trimestre e 4,2% no ano, puxado principalmente pelos crescimentos dos salários da indústria (5,3% no trimestre e 6,3% no ano).

    A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 293 bilhões, valor recorde da série histórica, com altas de 2,7% ante o segundo trimestre deste ano e de 5% na comparação com o terceiro trimestre de 2022.

    Subutilização

    A população subutilizada, ou seja, aquela que não trabalha ou trabalha menos do que poderia, ficou em 20,1 milhões de pessoas, algo estável na comparação trimestral, mas 14% abaixo do observado no terceiro trimestre de 2022.

    A taxa de subutilização ficou em 17,6%, estável em relação ao trimestre anterior, mas menor do que o apurado no terceiro trimestre do ano passado (20,1%). É a menor taxa desde o último trimestre de 2015 (17,4%).

    A população fora da força de trabalho (66,8 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 3,2% ante o mesmo trimestre de 2022. Já a população desalentada – aquela que não procurou emprego por não conseguir trabalho adequado, por não ter qualificação ou por causa da idade – somou 3,5 milhões, queda de 4,6% em relação ao trimestre anterior e de 17,7% na comparação com o terceiro trimestre de 2022. Foi o menor contingente desde o terceiro trimestre de 2016 (3,5 milhões).

    * Com informações da Agência Brasil

      

  • Inovação e sustentabilidade, tema do congresso Brasil-Alemanha em São Paulo

    A Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo  reunirá especialistas em inovação e sustentabilidade no auditório do Cubo Itaú para debater as principais tendências que impactam os negócios.

    Sob o tema Ampliando os Horizontes da Transição Verde e Digital, a programação do Congresso abordará os potenciais da união entre a Inovação e a Sustentabilidade para um desenvolvimento socioeconômico sustentável e regenerativo.

    O evento será transmitido de forma online e gratuita.

    Na primeira parte trará informações sobre o cenário brasileiro de inovação e sustentabilidade, com painéis voltados à bioeconomia, transição verde e digital para Pequenas e Médias Empresas e projetos de baixo carbono.

    Além dos Presidentes e CEOs Marcelo Thomé (Instituto Amazônia+21 e Federação das Indústrias do Estado de Rondônia); César Gaitan (FESTO); e Gaston Diaz Perez (Bosch América Latina) estão confirmados os painelistas Rodolfo Walder Viana (Fundação ECO+); Petrina Santos (Volkswagen Financial Services); Luis Mosquera (Siemens); Tiago Antunes (SEBRAE-SP); Antonio Lacerda (BASF); e Gianna Sagazzio (CNI).

    À tarde foco do evento se volta para o mundo das startups, da inovação aberta e do venture capital.

    Para realizarem seus pitches estão confirmadas as startups da rede CUBO Itaú Prosas, Bluebell Index e 4 Hábitos para Mudar o Mundo. Além disso, a programação conta com a participação de Ornella Nitardi (BASF); Daniel Vivas (BNDES); Renato Marques Ramalho (KPTL Venture Capital); Igor Magalhães Nazareth (EMBRAPII); Márcio Weichert (DWIH São Paulo) e a startup Colipi.

    A cerimônia de premiação da 1ª edição do Green and Digital Startup Award encerrará o evento.

    A premiação reconhecerá startups em quatro categorias: ESG Data, Net Zero, Economia Circular e Bioeconomia.

    Programação e inscriçõesclique aqui

    (Com infomações da Assessoria de Imprensa)

  • País chega a 84 cidades com passe livre pleno no transporte coletivo

    País chega a 84 cidades com passe livre pleno no transporte coletivo

    O fim da cobrança da passagem no transporte coletivo público urbano tem avançado nas cidades brasileiras: 2023 já é o ano em que mais municípios no país adotaram o chamado passe livre pleno, ou seja, que abrange todo o sistema de transporte durante todos os dias da semana – são 22 municípios que decidiram aderir ao sistema de tarifa zero. O ano de 2021 foi o segundo em mais adesões: 15 municípios.

    Os dados são do pesquisador da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP) Daniel Santini, que estuda políticas públicas de mobilidade, sistemas de gestão e modelos de subsídio de transporte coletivo.

    No total, o país atualmente tem 84 cidades com o passe livre no sistema de transporte durante todos os dias da semana, a maioria delas no estado de São Paulo (24), seguido por Minas Gerais (23), Paraná (dez), e Rio de Janeiro (nove). Os municípios com maior população que adotaram a tarifa zero são Caucaia (CE), com 355 mil habitantes; seguido de Maricá (RJ), com 197 mil; Ibirité (MG), com 170 mil, Paranaguá (PR), com 145 mil; e Balneário Camburiú (SC), com 139 mil.

    “Dos anos recentes, 2023 é o ano que mais houve experiências novas de tarifa zero. Tem uma tendência de crescimento muito rápida e uma evolução que chama bastante atenção”, destaca Santini. “Os motivos para ter um aumento da adoção da tarifa zero em 2023 são muito parecidos com os últimos anos. Isso está relacionado a uma grave crise no transporte público coletivo, em todo o país”.

    Autor do livro Passe Livre: as Possibilidades da Tarifa Zero contra a Distopia da Uberização, o pesquisador cita o exemplo do município de São Paulo que, de 2013 a 2022, perdeu 1 bilhão de passageiros nos ônibus. Ele explica que, com o encolhimento do número de pessoas transportadas, torna-se mais difícil o equilíbrio financeiro a partir da receita da catraca. A situação é de um círculo vicioso. Para manter a mesma receita com menos passageiros, é necessário elevar o valor da passagem; o aumento da tarifa, no entanto, faz reduzir o número de passageiros.

    “A gente tem aí um horizonte que é muito preocupante para a sobrevivência e continuidade de transporte público”, diz Santini, ao destacar que por esse motivo estão sendo estudadas e testadas “novas possibilidades de financiamento e organização”.

    Em junho, vereadores de São Paulo propuseram um projeto de lei (PL) que dá passe livre parcial no município paulista, especialmente para pessoas de baixa renda: inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e desempregados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O PL está em tramitação na Câmara dos Vereadores, na Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ).

    No final do ano passado, a prefeitura de São Paulo pediu um estudo de viabilidade para a adoção do passe livre na cidade. O projeto Tarifa Zero está sendo desenvolvido pela São Paulo Transporte (SPTrans), empresa pública que faz a gestão do transporte no município. Segundo a administração municipal, o levantamento ainda não está pronto. “Não há detalhes disponíveis para divulgação no momento”, disse a SPTrans, em nota.

    Da Agência Brasil

  • CPI conclui que Bolsonaro liderou a tentativa de golpe no 8 de janeiro

    CPI conclui que Bolsonaro liderou a tentativa de golpe no 8 de janeiro

    A CPMI  que apurou a responsabilidade pelo atos antidemocráticos do 8 de Janeiro, em Brasilia, encerrou seus trabalhos nesta terça-feira, 17/10, depois de quase cinco meses de trabalho.

    A relatora senadora Eliziane Gama (PSD-MA), pediu o indiciamento de 61 pessoas, à frente o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Entre os crimes listados pela relatora, Bolsonaro deve responder por associação criminosa, abolição violenta do Estado democrático de direito e golpe de Estado.

    O documento aponta ainda integrantes militares do governo Bolsonaro próximos ao ex-presidente, como o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, general Walter Braga Netto; o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno; o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, general Luiz Eduardo Ramos, e o ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid.

    Dois oposicionistas apresentaram votos em separado apontando omissão do governo federal para impedir os ataques.

    Eles pedem o indiciamento do presidente Lula e citam a falta de provas que sustentem a criminalização de Bolsonaro.

    Um pedido de vista transferiu a discussão e votação do relatório final para esta quarta-feira (18), a partir das 9h.

    Com mais de 1,3 mil páginas, o relatório da senadora Eliziane concluiu que o roteiro do ataque golpista foi planejado e orquestrado, com a manipulação de massas por meio do discurso de ódio, com o objetivo de dividir cada vez mais a população e com a tentativa de desacreditar as instituições democráticas e o sistema eleitoral para, assim, promover a tomada de poder, no 8 de janeiro.

    A construção golpista, conforme a senadora, não se apoiou em apenas um pilar, mas foi, segundo ela, resultado de diversos elementos construtivos, com o auxílio de vários agentes que começaram a atuar muito antes da data do ataque.

    Para a relatora, “os golpes modernos, à esquerda e à direita, não usam tanques, cabos ou soldados. O golpe deve fazer uso controlado da violência. É preciso, sobretudo, que o golpe não pareça golpe”.

    — Começam por uma guerra psicológica, à base de mentiras, de campanhas difamatórias, da disseminação do medo, da fabricação do ódio. É tanta repetição, repetição, repetição, potencializada pelas redes sociais, pelo ecossistema digital, que muitos perdem o parâmetro da realidade. O golpe avança pela apropriação dos símbolos nacionais. O golpe continua pelas tentativas de captura ideológica das forças de segurança. Por isso é importante atacar as instituições, desacreditar o processo eleitoral — afirmou a senadora.

    O relatório recomenda ainda a criação do Memorial em Homenagem à Democracia, a ser instalado na parte externa do Senado Federal, reforçando que o Brasil é um Estado democrático de direito e que, no dia 8 de janeiro de 2023, a democracia foi atacada.

    Indiciamentos e crimes
    Entre os crimes listados pela relatora, Bolsonaro deve responder por associação criminosa, abolição violenta do Estado democrático de direito e golpe de Estado.

    Também devem responder criminalmente, segundo a relatora, integrantes de círculo próximo ao ex-presidente da República.

    Também estão listados o ex-ministro da Justiça e ex-Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres, e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques “por aderir subjetivamente às condutas criminosas de Jair Messias Bolsonaro e demais indivíduos em seu entorno, colaborando decisivamente para o desfecho dos atos do dia 8 de janeiro de 2023”, afirma Eliziane em seu relatório.

    Pedidos de indiciamento
    -Jair Messias Bolsonaro – ex-presidente da República
    -Walter Souza Braga Netto – General do Exército, ex-ministro da Defesa, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro na eleição de 2022
    -Augusto Heleno Ribeiro Pereira – General do Exército, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
    -Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira – General do Exército, ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, da Secretaria de Governo e da Casa Civil
    -Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira – General do Exército, ex-ministro da Defesa
    -Almir Garnier Santos – Almirante de esquadra, ex-comandante da Marinha
    -Marco Antônio Freire Gomes – General do Exército, ex-comandante-geral do Exército
    -Mauro Cesar Barbosa Cid – Tenente-coronel do Exército, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro
    -Luís Marcos dos Reis – Sargento do Exército, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro
    -Ailton Gonçalves Moraes Barros – Ex-major do Exército
    -Antônio Elcio Franco Filho – Coronel do Exército
    -Jean Lawand Júnior – Coronel do Exército
    -Anderson Gustavo Torres – Ex-ministro da Justiça, ex-secretário de Segurança Pública do DF
    -Marília Ferreira de Alencar – Ex-diretora de inteligência do Ministério da Justiça
    -Silvinei Vasques – Ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal
    -Filipe G. Martins – Ex-assessor-especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República
    -Alexandre Carlos de Souza Silva – policial rodoviário federal
    -Marcelo de Ávila – policial rodoviário federal
    -Maurício Junot – sócio de empresas com contratos com a PRF
    -Carla Zambelli – Deputada federal
    -Marcelo Costa Câmara – Coronel do Exército, ex-ajudante de ordens da Presidência da República
    -Ridauto Lúcio Fernandes – General da reserva do Exército
    -Meyer Nigri – empresário e difusor de conteúdos no WhatsApp
    Agentes públicos do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no dia 8 de janeiro de 2023:

    -General do Exército Carlos José Russo Assumpção Penteado
    -General do Exército Carlos Feitosa Rodrigues
    -Coronel do Exército Wanderli Baptista da Silva Junior
    -Coronel do Exército André Luiz Furtado Garcia
    -Tenente-coronel do Exército Alex Marcos Barbosa Santos
    -Major do Exército José Eduardo Natale de Paula Pereira
    -Sargento do Exército Laércio da Costa Júnior
    -Coronel do Exército Alexandre Santos de Amorim
    -Tenente-coronel da PMDF Jader Silva Santos
    Agentes públicos da PMDF

    -Coronel da PMDF Fábio Augusto Vieira
    -Coronel da PMDF Klepter Rosa Gonçalves
    -Coronel da PMDF Jorge Eduardo Barreto Naime
    -Coronel da PMDF Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra
    -Coronel da PMDF Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues
    -Major da PMDF Flávio Silvestre de Alencar
    -Tenente da PMDF Rafael Pereira Martins
    Difusores de conteúdo falso nas redes sociais:

    -Tércio Arnaud Tomaz – Ex-assessor especial no Palácio do Planalto
    -Fernando Nascimento Pessoa
    -José Matheus Sales Gomes – Ex-assessor especial no Palácio do Planalto
    Financiadores dos atos, segundo a relatora

    -Adauto Lúcio de Mesquita – empresário
    -Joveci Xavier de Andrade – empresário
    -Ricardo Pereira Cunha – integrante do grupo Direita Xinguara (PA)
    -Mauriro Soares de Jesus – empresário
    -Enric Juvenal da Costa Laureano – consultor da Associação Nacional do Ouro
    Financiadores do Movimento Brasil Verde e Amarelo

    -Antônio Galvan – sojicultor
    -Jefferson da Rocha – advogado
    -Vitor Geraldo Gaiardo – sojicultor
    -Humberto Falcão – sojicultor
    -Luciano Jayme Guimarães – sojicultor
    -José Alípio Fernandes da Silveira – sojicultor
    -Valdir Edemar Fries – sojicultor
    -Júlio Augusto Gomes Nunes – comerciante
    -Joel Ragagnin – sojicultor
    -Lucas Costa Beber – sojicultor
    -Alan Juliani – sojicultor
    Indiciados pela tentativa de explosão de bomba:

    -George Washington de Oliveira Sousa
    -Alan Diego dos Santos Rodrigues
    -Wellington Macedo de Souza
    (Com informações da Agência Senado)

  • Produtores de milho e trigo na Itália reagem à nova política agrícola

    Um polêmica mobiliza os produtores de milho e trigo na Itália.  O motivo é uma decisão baseada na Nova Política Agrícola definida pela União Europeia, em 2021, e que começou a valer em 2023: a  partir do ano que vem, nas duas regiões da Itália que mais produzem milho (o Vale do Pó) e trigo (Tavoliere delle Puglia) os produtores terão que deixar de lado a chamada “monosucessão”, que é manter o mesmo cultivo ano a ano. Essa prática, segundo a nova política agrícola, ameaça a biodiversidade e esgota o solo.

    A partir de 2024, portanto, a cada dois anos, a terra tem que ser deixada em repouso ou ocupada com outra cultura regenerativa. Não há uma proibição determinante, mas os produtores que não seguirem a regra perdem os subsídios que recebem. Eles estão inconformados, segundo reportagem do Corriere della Sera deste domingo, 15/09.

     

     

  • Eólica no Pampa: operação especial para transportar aerogeradores até a Coxilha Negra

    Eólica no Pampa: operação especial para transportar aerogeradores até a Coxilha Negra

    Chegam dia 28 de outubro ao porto de Rio Grande os primeiros aerogeradores para a Usina Eólica Coxilha Negra, que a Eletrobrás está construindo em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.

    A informação foi divulgada pelo presidente da Portos RS, Cristiano Klinger*,  no seminário da Associação Gaúcha dos Produtores de Florestas Plantadas, nesta sexta, 13, em Pelotas.

    Presidente da Portos RS Cristiano Klinger durante o Seminário II “Hub Florestal Binacional” | Foto: Ramiro Sanchez/@outroangulofoto

    Mais de 200 embarcações especiais estão envolvidas na operação de transporte do equipamentos que começou a ser planejada em março.

    Serão 72 aerogeradores a serem instalados numa área total de 8, 6 mil hectares na região conhecida como Coxilha Negra, na fronteira com o Uruguai.

    Para viabilizar as operações do projeto no local da usina  foram construídos aproximadamente 100 km de novos acessos, além da revitalização de outros 56 km de estradas.

    Na região, já funciona o Complexo Cerro Chato, composto por seis parques eólicos, com 69 aerogeradores em plena operação, com 138 MW de potência instalada, também da CGT Eletrosul.

    Com a nova usina, a companhia alcançará a marca de 440 MW de geração eólica na região.

     

     

     

    O 72 aerogeradores  do parque eólico da Coxilha Negra são fabricados pela WEG, de Jaraguá do Sul (SC). Vão captar o vento do pampa a 125 metros de altura, que o rotor transformará em energia elétrica.

    A parceria inclui os serviços de logística, montagem e comissionamento, além de operação e manutenção dos aerogeradores do Parque Eólico Coxilha Negra.

    As obras foram iniciadas em agosto de 2022 e o início das operação está previsto para 2024.

    A energia gerada estará disponível no Sistema Interligado Nacional e será comercializada no Ambiente de Contratação Livre, também conhecido como Mercado Livre de Energia.

     

    EMPREGOS

    Estima-se a criação de 1.300 empregos diretos e indiretos, movimentando de forma significativa a economia local. As contratações de profissionais serão conduzidas por empresas terceirizadas responsáveis pela execução das obras de construção dos acessos, fundações dos aerogeradores, implantação de redes de média tensão, linhas de transmissão e subestações.

    ( * ) Nota do editor:  Na primeira versão deste texto a informação sobre a chegada dos equipamentos foi erroneamente atribuida ao senador Luís Carlos Heinze, que também participou do seminário em Pelotas.

     

  • Manuel Domingos traz meio século de reflexão sobre os militares

    Manuel Domingos traz meio século de reflexão sobre os militares

    Manuel Domingos Neto, autor do livro “O que fazer com o militar”, participa hoje de debate no auditório da Faculdade de Economia da UFRGS, às 19hs, junto com Tatiana Vargas Maia, professora de Relações Internacionais, e de Eduardo Munhoz Svartman, professor de Ciência Política e Estudos Estratégicos, ambos da UFRGS. O mote do debate é Defesa Nacional e Amizade com os Vizinhos.

    Manuel Domingos Neto é doutor em História pela Universidade de Paris. Há mais de cinquenta anos se dedica à temática militar. Foi professor da Universidade Federal do Ceará, da Universidade Federal Fluminense e presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa-ABED.

    O livro, destinado aos leitores não familiarizados com a temática, aborda aspectos de alta complexidade em texto de fácil leitura. Será lançado em Porto Alegre no dia 9/10, a partir das 19h, quando o autor conversará sobre o tema com José Genoíno, que foi deputado constituinte e assessor de ministros da Defesa. Será  no auditório do Sindicato dos Bancários.

    Segundo o autor, o Estado precisa definir o papel das corporações militares, hoje envolvidas em múltiplas tarefas, em prejuízo do preparo para enfrentar agressores estrangeiros. Sem uma reforma militar, seriam vãos novos investimentos em Defesa.
    Domingos considera o militar limitado para formular e conduzir a Defesa do Brasil. Sustenta que, prevalecendo o ponto de vista castrense neste domínio, a democracia estará sob risco e o país persistirá exposto à ganância estrangeira. Não será voz altiva no cenário internacional e comprometerá o desenvolvimento socioeconômico.
    Apenas o poder político detém legitimidade para definir e conduzir a Defesa, afirma Manuel Domingos. Assinala, entretanto, a necessidade de superar o despreparo técnico do aparato estatal e a indisposição para quebrar a rotina histórica consagradora do mando militar.
    Dentre as numerosas proposições que enumera, destacam-se a eliminação do conceito de “inimigo interno”, a interrupção da dependência em armas e equipamentos de potências imperialistas, a redução de tropas e sua redistribuição espacial em favor de maior capacidade dissuasória, a revisão do serviço militar, a prioridade da força aeronaval em relação à força terrestre, a reforma da carreira militar, o estreitamento da cooperação em Defesa com os países sul-americanos e a interrupção da ingerência militar no sistema de Segurança Pública.
    Depois deste livro, as críticas ao ativismo político do militar não ficarão mais restritas à sua participação no governo e à defasagem dos currículos das academias militares.
    O autor refuta a ideia de que a pura e simples modernização das corporações evitaria o ativismo político, e aponta a classificação dos oficiais como “golpistas” e “legalistas” como simplificação enganosa.
    “O que fazer com o militar” demonstra que os desafios da Defesa Nacional e mudanças nas corporações transcendem à capacidade dos governantes: passa pela disposição da sociedade e do Estado de livrar-se da subalternidade ao estrangeiro poderoso.

    O livro poderá ser adquirido durante os eventos ou diretamente na editora::  http://gabinetedeleitura.com

  • IAB debate reforma urbana e financeirização das cidades

    IAB debate reforma urbana e financeirização das cidades

    O IAB RS promove o evento “Territórios, habitação e reforma urbana em tempos de financeirização das cidades”, para discutir o contexto de Porto Alegre no que se refere às questões de disputas dos territórios, moradia, acesso à terra, a revisão do plano diretor e o olhar sobre as novas transversalidades que devem compor as propostas para a renovação dos paradigmas da reforma urbana.

    O Seminário é integrante dos eventos preparatórios para o evento nacional de comemoração aos 60 anos do Seminário Nacional de Habitação e Reforma Urbana, marco da discussão sobre habitação e reforma urbana no país.

    O evento conta com duas atividades:🟣 Palestra de abertura: “Processos de financeirização e decrescimento populacional em contexto de revisão do Plano Diretor de Porto Alegre”
    📅 04/10 (quarta-feira)
    🕰️ 19h
    📍 Solar do IAB/RS: Rua General Canabarro, 363 – Centro Histórico, Porto Alegre
    💬 Convidados: Clarice Oliveira (IAB RS), Mário Lahorgue (Observatório das metrópoles), Nicole Almeida (doutoranda do PROPUR/UFRGS). Mediação: Vanessa Marx (Observatório das metrópoles).

    🟣 Plenária aberta: “Territórios, habitação e reforma urbana em tempos de financeirização das cidades”
    📅 07/10 (sábado)
    🕰️ 9h-12h
    📍 Solar do IAB/RS: Rua General Canabarro, 363 – Centro Histórico, Porto Alegre
    💬 Convidados: Ceriniani Vargas (MNLM e Despejo Zero), Eduardo Osório (MTST), Antonio Ezequiel Morais (UNMP), Michele Rihan (Preserva Belém Novo e Preserva Arado), Paulo Guarnieri (4D) e Francisco Milanez (Agapan) em uma mesa de provocações de temas. Mediação: Betânia Alfonsin (IBDU) e Douglas Martini (Arquiteto Popular).
    (Informações da Assessoria de Imprensa)