Autor: da Redação

  • Pedro Ruas: “Essa direita vai cair. Temos que promover a mudança”

    Pedro Ruas: “Essa direita vai cair. Temos que promover a mudança”

    Aos 65 anos com as credenciais de sete mandatos legislativos (seis como vereador e um como deputado estadual), Pedro Ruas  é o candidato do PSOL para o governo do Rio Grande do Sul, nas eleições de 2022.

    Foi indicado por aclamação na convenção  no início de novembro.

    O porto-alegrense Ruas tem um eleitorado fiel que o colocou sempre entre os mais votados de seu partido na capital gaúcha. Na última eleição, com mais de 14 mil votos foi o segundo mais votado entre todos, compondo quatro vereadores para o Psol, a maior bancada da oposição em Porto Alegre.

    Na eleição de 2018 concorreu a deputado estadual, foi um dos mais votados mas os votos na legenda não foram suficientes para que o PSol elegesse dois deputados.

    Advogado, formado na UFRGS, tem o ex-governador Leonel Brizola como referência para sua atuação política e seu estilo combativo. Entra na disputa de 2022 convicto de que o Brasil vai mudar e que a esquerda vai recuperar o protagonismo perdido.

    “Essa direita vai cair, nós temos que promover essa mudança”. Quando alianças, ele diz que está conversando com todo mundo do centro para a esquerda, mas acordo mesmo só no segundo turno.

    Como foi essa indicação para concorrer ao governo do Estado?

    Foram duas visões, a minha e a do partido. O partido queria ter uma candidatura competitiva, eu apareci em duas pesquisas, uma com 6% e a outra eu tenho 8,7%. Um candidato como o Luiz Heinze, do PP, que está em campanha há tempo tem 10%, ou seja nós estamos pertinho. Isso tudo estimulou o PSOL. Antes dessas pesquisas eu já tinha uma ideia de participar da eleição majoritária porque eu tenho vários mandatos, disputei muitas eleições, eu acho muito importante em 2022 disputar a majoritária de uma maneira que até ficaria frustrado se disputasse a proporcional e o Psol tem que disputar é a nossa maneira de construção.

    Há um entusiasmo partidário e pessoal. Quero apresentar o melhor programa de governo, ter uma condição boa de poder fazer o enfrentamento com a direita e mostrar a nossa cara. Eu acho que um partido de esquerda como o nosso, socialista, combativo ele tem que disputar sempre com cara própria, eu sou a favor da unidade mas a alianças a gente pode deixar pra depois, é um outro debate.

    Como avalias o cenário para a eleição no Rio Grande do Sul

    O atual governador não concorre, mas a direita tem candidatos fortes e temos que ter uma capacidade de enfrentamento grande. Temos que mostrar as atuações fascistas , apontar os representantes do bolsonarismo e a pior face disso tudo na campanha eleitoral, é parte do nosso papel.

    Já foste candidato ao Governo do Estado em 2010,  o que mudou?

    Mudou bastante em onze anos. Há cinco ou seis anos atrás, se alguém nos dissesse que nós iriamos ter um fascista na presidência da república, daríamos risada, não se cogitava disso, nem de ter que combater racismo vindo da presidência da República. Era muito diferente tudo.

    Evidentemente que as necessidades do nosso Estado já existiam. Há 10 anos já tinha a Lei Kandir que é uma praga para o Estado. Ela praticamente isenta a produção primária de tributos estaduais liquidou com as nossas finanças, a tal compensação que viria nunca veio. Eu tenho um levantamento que a nossa soja que sai daqui in natura e vai pra Argentina e pra China, se transforma em óleo, farelo, ração, em muita coisa mas aqui não gera empregos, além da lavoura. São problemas que já existiam.

    De lá pra cá como foram os governos?

    Nos anos 90, o governo Britto teve um certo pioneirismo nessa política neoliberal. Ele acabou com a Caixa Estadual, privatizou parte da CEEE e a CRT. Eu sou um Brizolista e em 59 o Brizola criou a CEEE e a CRT. Então, eu venho de uma origem politica de criação de estrutura pra todos e não o inverso, por que eu faço essa referencia? Porque todos os governos que vieram depois; Leite, Sartori, Yeda, Rigotto foram governo na mesma linha do Britto. O que é também a linha do governo Melo. Vendeu a Carris, na prática acabou com a Procempa. No Estado o Leite acabou com a Procergs, tu vês que são políticas semelhantes. Coisas que vem desde o consenso de Washington em 95, que tomou conta do planeta. O que não se imaginava, pelo menos eu não li nada nesse sentido, é essa transformação de neo liberalismo em fascismo. É estranho. São coisas assustadoras e incríveis de como por exemplo nós voltarmos a discussões do século XV ou XIV, sobre se a terra plana ou é redonda. É um debate medieval, esses grupos anti-vacinas, por exemplo, não se imaginava um retrocesso tão grande a respeito dos costumes por exemplo.

    Eu uso isso de parâmetro para trazer porque essa linha toda vai ter representação nas eleições do ano que vem. Fascismo, negacionismo estará representado. Quando nós falamos em nível de unidade eu por exemplo, sou o líder da oposição aqui na Câmara. Lidero o Psol, PT e PC do B com muito orgulho e eu acho que unidade de ação politica contra o fascismo nós já temos mas unidade eleitoral é outro debate, que pode ou não ocorrer.

    Esses atos Fora Bolsonaro são da Unidade de Ação Politica que é o que interessa. O fundamental é que a gente tenha clareza das nossas missões e a do PSOL é afirmar o partido cada vez mais como pólo de esquerda coerente, responsável, com capacidade de enfrentamento. O Psol é um partido que não se rende e não se vende, não tem medo de ninguém e não tem preço. Isso nós temos que deixar bem claro e fazer os enfrentamentos necessários.

    Essa linha de ajuste fiscal, privatizações, teto de gastos…

    Com exceção do Alceu Collares, Olivio Dutra e Tarso Genro, todos os outros foram nessa linha de destruição. Por exemplo, a CEITEC (Centro Nacional de Tecnologia Avançada) fechou sem qualquer resistência do Estado. Esse caso é emblemático, pois se produzia tecnologia de ponta que ninguém produz, coisa que se paga caro para importar, e além disso gerava empregos. Toda essa ideia do juste fiscal também… O Sartori mandou um projeto pra Assembleia Legislativa pra fazer uma acordo com a União, sobre ajuste fiscal, o Plano de Recuperação, o regimento dizia que deveria se apresentar o acordo e não se tinha o acordo e mesmo assim foi aprovado, nós entramos na Justiça e estamos aguardando. O que se sabia e o governo Satori negou é que nesse acordo o Estado tinha prometido Banrisul e Corsan. O Eduardo Leite negou em campanha que fosse vender a Corsan, ele mentiu. Agora nega que vá privatizar o Banrisul…como acreditar?

    O governador Eduardo Leite conseguiu remover da Constituição Estadual a exigência de plesbicito para privatizar as estatais…

    Nós conseguimos evitar que o Sartori mudasse a Constituição Estadual. O Leite depois conseguiu, em 2019, mas naquela época nós ajudamos a salvar a CEEE, CRM e a Sulgás. A Sulgás operando no azul desde sempre. E a Corsan, que particularmente eu conheço bem quando fui secretário de Obras, é fundamental para o nosso desenvolvimento e saúde.  Tem uma água com um cloro de alta qualidade, foi uma das primeiras Estaduais a usar o flúor na água. O flúor é importante na saúde dentária.  Mas na verdade eu quero chegar num outro ponto. Já se sabia que isso era uma condição. É um absurdo a divida do Estado com a união. Essa dívida, pelo levantamento dos auditores do TCE, ela já foi paga em 2013, desde de 2013. É só usar o indexador correto. A dívida está paga. Então, o governo tem problemas seríssimos nesse sentido porque não reivindica, não se impõe.

    Imagina na época do Brizola se ele iria aceitar isso, ia dizer que estava pago. Então, por um lado nos tiram os tributos, por outro nos cobram uma dívida que não existem mais. E a respeito da Lei Kandir, vão dizer que eu quero arrebentar com o agro, claro que não. Se é pra beneficiar o agro com dinheiro do Estado que a União vai repor, então a gente cobra o tributo e depois que o produtor pagar o seu tributo ele vai lá e se ressarce na União, não é a União que quer fazer a coisa? Por que se a desculpa era ajudar o agro então que se mude a operação, eu vou cobrar o produtor paga e cabe ao governo federal ressarci-lo.

    Pra onde vai esse recurso da soja?

    Não é o produtor. O produtor via de regra é pequeno, tem os grandes que ganham muito, mas via de regra é pequeno. Tem gente que lida só no mercado financeiro e é dono tudo daquilo ali. Isso faz parte de uma máquina financeira onde o rentismo opera forte.

    Nas últimas eleições a esquerda perdeu espaço tanto nos governos como nos parlamentos…

    É difícil explicar, mas isso está mudando. Aqueles ventos de 2018 e chegaram a 2020 não vão se repetir. Mas nós temos o risco de 2022 de ter bolsonaristas no Rio Grande do Sul, eles tem candidaturas aí fortes. Isso não teve em 2018 aqui por exemplo, era um direita clássica.

    O Sartori ainda tentou se agarrar no Bolsonaro no último minuto…

    Mas aquilo ali foi oportunismo. Ele como governador conseguiu liquidar com todas nossas fundações. Ficamos sem saber o nosso Produto Interno Bruto, porque não tínhamos mais a FEE(Fundação de Economia e Estatística), ficamos dois anos sem saber isso. Ele acabou com a Cientec. Ele mesmo foi ao Japão ficou encantado com a tecnologia que produziam lá e que por acaso a Cientec já produzia aqui também. Quer dizer, ele nem conhecia o que ele destruiu. Ele não conseguiu na época a CEEE,CRM e a Sulgás mas pegou as Fundações.

    Mas essa ascenção da direita vai perdendo força na medida que chegou no extremo do fascismo e agora está voltando. São ciclos, como tiveram os períodos de ditatura na América Latina. Tivemos governo de esquerda, progressistas e aqui no Brasil eu acho que nós estamos passando o ciclo da direita, eu tenho certeza que essa direita cai ano que vem. Nós temos que cuidar é pra que caia nos Estados e depois nos municípios.

    A gente tem que protagonizar a mudança e potencializar os movimentos sociais.

    Eu estou motivado. A candidatura majoritária te dá a condição de estar no olho do furacão e diferente da proporcional que te esconde.

    E num eventual segundo turno, como será a articulação política?

    Acho que, do centro pra esquerda, temos que falar com todo mundo, essa tem que ser um posição desde logo assumida.

    E o PSOL no cenário nacional?

    Nós temos o deputado Glauber Braga como pré-candidato, ainda não é selada porque há divergências. Há setores que apoiam diretamente o Lula, não é o nosso caso aqui, mas eu acho fundamental que nós tenhamos candidatura própria e depois num segundo turno contra o Bolsonaro, apoiar o Lula sem dúvida. Em São Paulo nós temos o Boulos, que fez uma bela campanha em 2020.

    E aqui no Rio Grande do Sul, tu abdicaste de uma possível eleição a Deputado Estadual para concorrer ao Governo…

    Eu faço questão de fazer parte disso. Estou abrindo mão conscientemente e estou bem contente. Gostei muito da Assembleia mas acho que essa missão é muito mais importante e com uma contribuição maior pra dar. Vai ser o ano da mudança nacional, do debate mundial e uma das tarefas também é ajudar a construir essas candidaturas proporcionais. Devemos ter pelo menos duas vagas à nível federal e três estadual. 2022 será o inverso de 2018.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • Polícia investiga denúncia de fraude na eleição on line do Sindicato Médico do RS

    Polícia investiga denúncia de fraude na eleição on line do Sindicato Médico do RS

    Chegou à polícia o conflito que se avoluma no Sindicato Médico do Rio Grande do Sul desde a eleição  da atual diretoria em 25 de outubro deste ano.

    Na sexta-feira, 27, o médico Edson Machado, lider da chapa de oposição,  registrou na 15a. delegacia de Porto Alegre uma “Ocorrência Policial”,  para que seja investigada uma possível fraude nas eleições do Simers.

    Representando 15 mil médicos no RS, o Simers é uma das corporações profissionais mais poderosas do Estado. A eleição, contrariando as expectativas, foi vencida pelo candidato da situação Marcos Rovinski.

    O principal indício de fraude apontado na denúncia é uma diferença de votos entre o relatório apresentado pela empresa Webvoto, que realizou o pleito on line, e os números registrados no Conselho Regional de Medicina.

    Segundo o relatório da Webvoto na faixa de 18 e 24 anos votaram 535 médicos, representando cerca de 11,6% do total de 4.589 votos computados.

    Segundo os dados obtidos pela oposição junto ao Cremers, o número de profissionais no Rio Grande do Sul na faixa entre 18 e 25 anos, é de 266 médicos.

    “Quando vi o número de 535 votos na faixa dos 18 aos 24 anos, representando mais de 11 por cento do total de votos, estranhei.  São poucos  os médicos formados nessa faixa de idade. Então, fui conferir os números do Conselho e constatei essa discrepância brutal”, contou ao JÁ o autor da denúncia, pediatra de 66 anos, que disputou com Marcos Rovinski.

    Edson Machado está movendo também ações na Justiça pedindo anulação da eleição.

     

  • Projeto do governo prevê investimentos de 1,3  bilhão para revitalizar o Cais Mauá

    Projeto do governo prevê investimentos de 1,3 bilhão para revitalizar o Cais Mauá

    O governo do Estado apresentou, nesta quinta-feira, 25, as linhas gerais do projeto que encomendou ao BNDES para  “revitalizar o Cais Mauá”.

    Nele estão previstas nove torres de até 90 metros de altura.

    A mudança do Plano Diretor para permitir prédios com mais de 52 metros  na região central de Porto Alegre foi aprovada na Câmara de Vereadores na noite de quarta-feira, menos de 24 hora antes da apresentação.

    Na apresentação do projeto no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite fez alusão três vezes “ao bom relacionamento com as autoridades do município” e justificou a ausência do prefeito Sebastião Melo.

    O projeto, desenvolvido por um consórcio de oito empresas contratadas pelo BNDES, prevê investimentos da ordem de R$ 1,3 bilhão na “revitalização do Cais”.

    Aí estão incluídos: a reforma dos armazéns tombados pelo patrimônio público, a urbanização de todo o entorno garantindo acesso irrestrito, a substituição de parte do muro da Mauá por  barreiras removíveis e a construção de nove torres com escritórios, hotéis e residências.

    Projeto prevê derrubada parcial do muro da Mauá

    Para viabilizar o negócio o governo do Estado entregará, sob regime de concessão, cerca de 80%  dos 180 mil metros quadrados do cais a investidores privados e venderá restante para  incorporadores imobiliários.

    A área a ser vendida corresponde ao terreno das antigas docas, no terço final do cais, a partir da Usina do Gasômetro.

    A mudança no Plano Diretor permitindo alturas maiores tem por objetivo valorizar os terrenos a serem vendidos.

    A venda do terreno das docas é o ponto em comum entre o projeto do BNDES e a proposta alternativa apresentada por uma equipe de professores da UFRGS, na última terça-feira, 23..

    Os professores, com seus alunos dos cursos de pós graduação em urbanismo, economia, sociologia, desenvolveram  um caminho alternativo,  para reintegrar a área do cais, à cidade.

    A alternativa que apresentam,  descarta prédios residenciais em qualquer ponto do cais e, na área a ser vendida, limita a altura dos prédios. A venda do terreno financiaria a reforma dos armazéns, que abrigariam atividades culturais auto-sustentáveis

     

     

     

  • Alemanha anuncia ajuda para empresas na quarta onda da pandemia

    Peter Altmeier (CDU), ainda ministro da Economia da Alemanha, fez sua última conferência de imprensa na quarta-feira (24/11). Em poucos dias assume a nova coalizão de governo e ele deixará o cargo que ocupou por quase quatro anos. “Há uma escassez de matérias-primas e componentes em nível mundial, por conta da quebra da logística de transporte causada pela pandemia, que agora vê o número de infecções aumentar novamente”, declarou ele em Berlim.

    Ao anunciar a ajuda para pequenas e médias empresas, com queda de faturamento por conta das novas restrições já em vigor, Altmeier defendeu a necessidade de adequar a economia à situação.

    Na Alemanha foi decretado o Lockdown light esta semana. Não vacinados estão proibidos de atividades sócio-culturais. Grandes eventos e mercados de Natal foram cancelados na maioria dos estados.

    “Estamos trabalhando para facilitar o acesso à ajuda do governo para o Natal”, declarou ele no final da manha da quarta-feira. É a quarta rodada de recursos para fazer frente às medidas de redução de circulação de pessoas e controle da pandemia.

    O apoio do governo para pequenas e médias empresas é de no máximo 12 milhões de Euros no ano. Profissionais autônomos e micro-empresas receberão valor igual ao do ano passado: De 7,5 mil a 30 mil Euros anual.

  • Com alta histórica, gasolina aumentará mais com sobretaxa do CO2

    Com alta histórica, gasolina aumentará mais com sobretaxa do CO2

    Abastecer o carro está cada vez mais caro para os motoristas da Alemanha. O preço da gasolina na terra natal da Volkswagen e da Opel bateu todos os recordes históricos e chegando a 1,9 Euros em alguns postos da capital Berlim. A opção mais barata para a gasolina E5 (95 octan) é 1,7, acima do recorde anterior de 2012 (1,64 Euro/litro).

    Segundo a imprensa oficial, a razão principal para o aumento deste ano é a explosão dos preços de combustíveis e commodities no mercado internacional. Mas é fato que o preço do barril de petróleo com 159 litros já foi bem mais caro. A reboque da crise de 2008, ele chegou a custar 111 dólares entre 2011/12. Menos 30 dólares do preço médio de hoje.

    Atualmente, o aumento médio dos combustíveis para o consumidor é de 80% em relação ao ano anterior. Um outro componente pressionando o preço são os tributos. Na Alemanha, 63% do preço da gasolina nos postos é de impostos. Desde o início do ano o governo federal em Berlim inseriu uma taxa de seis centavos de Euro por litro, a chamada sobretaxa das emissões de CO2.

    Esse valor será elevado gradativamente nos próximos anos. Alas progressistas da nova coalizão do governo apontam para uma nova elevação de mais 16% no valor dos combustíveis fósseis para os próximos meses. (Berliner Morgenpost)

  • Efeito da pandemia, Alemanha estima 24 mil falências em 2021

    Os bancos privados da Alemanha esperam um aumento no número de insolvências por conta da crise provocada pelos Lockdowns de combate da pandemia. “Menos do que esperávamos, mas ainda preocupante”, declara Christian Ossig, CEO da Federação dos Bancos Alemães (https://bankenverband.de/ – BdB). Técnicos da entidade estimam 24 mil falências em 2021. “Não será uma explosão, mas um processo lento que se arrastará por vários meses”, afirma o executivo.

    “Os bancos da Alemanha estão bem preparados. A amortização do capital foi significativamente elevada e o cálculo do risco aumentado desde o ano anterior”, revela Ossig. Segundo ele, a segurança financeira atual se deve a política monetária e de ajuda do ano anterior, que possibilitou que muitas empresas conseguissem financiar sua saída da crise provocada pelo corona vírus.

    Uma das mais proeminentes é a Lufthansa. A gigante da aviação recebeu 9,3 bilhões de Euros em ajuda pela longa paralisação do tráfego aéreo. Como garantia entregou 25% do seu capital ao governo. Desde a retomada dos vôos, a empresa já conseguiu devolver cerca de 3,7 bilhões de Euros. Nesse período, iniciou um processo de reestruturação, visando desativar 100 aeronaves e dispensar 6 mil funcionários. (dpa) 

  • Familias de baixa renda terão auxilio para compra de gás de cozinha

    O presidente sancionou  nesta segunda-feira, 22,  a lei que cria o chamado “Vale Gás”, para famílias de baixa renda.

    O preço médio do botijão de gás de cozinha é de R$ 102,52, de acordo com última pesquisa semanal divulgada pela Agência Nacional do Petróleo(ANP).

    Os beneficiários receberão, a cada dois meses, o valor correspondente a pelo menos 50% do preço médio nacional de revenda do botijão de 13 kg. –

    Terão direito ao vale-gás:

    -famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional (R$ 550);

    -famílias que tenham entre seus membros residentes no mesmo domicílio quem receba o benefício de prestação continuada da assistência social, o BPC, que prevê um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção nem a família.

    A lei estabelece que o auxílio será concedido “preferencialmente às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência”.

    O pagamento do voucher para compra de gás será feito preferencialmente à mulher chefe de família.

    O governo poderá utilizar a estrutura do Bolsa Família, ou do Auxílio Brasil, que deverá substituí-lo, para operacionalizar os pagamentos dos benefícios.

    O Ministério da Cidadania deverá disponibilizar um link específico para consulta.

    A previsão é de atender até 19 milhões de famílias – 14,6 milhões de famílias que estão no CadÚnico e recebem o Bolsa Família e 4,7 milhões que são contempladas pelo BPC.

     

    O Executivo deve regulamentar, em até 60 dias após a publicação da lei, os critérios sobre quais famílias terão acesso ao benefício, bem como sua periodicidade. As parcelas, porém, não podem ser pagas com intervalo maior de 60 dias.

    O programa terá duração de 5 anos. Assim, como o pagamento será a cada dois meses, a previsão é de que sejam pagas 30 parcelas.

    Os recursos para o custeio do programa sairão:

    -do aumento da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidente sobre combustíveis;

    -dos dividendos (parte dos lucros) pagos pela Petrobras à União;

    -dos bônus de assinatura das rodadas de licitação de blocos para a exploração e produção de petróleo e gás natural, ressalvadas as parcelas eventualmente destinadas à Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural (PPSA) e aos estados, Distrito Federal e municípios;

    -de parcela da União referente ao valor dos royalties de petróleo e gás natural;

    -de receita pela venda de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos destinada à União;

    -de outros recursos previstos no Orçamento da União.

  • Desemprego no Brasil é um dos mais altos do mundo, segundo pesquisa

    O Brasil tem a  4ª maior taxa de desemprego  entre as principais economias do mundo. É o que aponta ranking da agência de classificação de risco Austin Rating, que reúne dados de mais de 40 países.

    O levantamento mostra que o desemprego no Brasil é mais que o dobro da taxa média global e também o pior entre os integrantes do G20 (grupo que reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) que já divulgaram números relativos a agosto ou setembro.

    A taxa de desemprego no Brasil caiu para 13,2% no trimestre encerrado em agosto, atingindo 13,7 milhões de trabalhadores, segundo a última pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Antes da chegada da pandemia de Covid-19, o índice estava abaixo de 12%, saltando para 14,7% no 1º trimestre de 2021.

    De acordo com o ranking, apenas Costa Rica, Espanha e Grécia registraram em agosto uma taxa de desemprego maior que a do Brasil.

    Na zona do euro, a taxa ficou em 7,4% em setembro, retornado ao patamar pré-pandemia. Nos EUA, o desemprego recuou para 4,8%, ante 5,2% em agosto.

    “Essa é uma fotografia clara de quanto o Brasil está perdendo na geração de emprego. Entre esses 44 países estão concorrentes diretos e outros emergentes como Cingapura, Coreia e México. Nestes países, a taxa de desemprego chega a 4%, 5%, no máximo”, afirma o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini.

    “Em 2021, se esperava uma retomada e uma perspectiva melhor, mas o que a gente vê é que, infelizmente, o Brasil cresce numa média muito menor que a dos países emergentes e também da média global”, afirma.

     

  • Falha do aplicativo gaúcho adia prévias e expõe racha irremediável no PSDB

    Falha do aplicativo gaúcho adia prévias e expõe racha irremediável no PSDB

    Um aplicativo desenvolvido pela Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul causou a maior crise no PSDB, exatamente no dia em que o partido escolheria seu candidato para as eleições de 2022.

    Desde o início da votação, às 8h30, surgiram os problemas. Ás 12h30 havia reclamações de filiados que há mais de quatro horas tentavam completar o voto pelo celular. Às 18 horas, a direção do partido decidiu “pausar” a convenção.

    Apenas 8% dos cadastrados para votar remotamente conseguiram completar a operação.  Além desses, cerca de 700 filiados com mandato (governadores, prefeitos, senadores, deputados) votaram presencialmente em urnas eletrônicas em Brasilia.

    O total de filiados cadastrados para votar nas prévias do PSDB era de 44,7 mil.

    Ainda não há um entendimento para a retomada da votação. Dois dos pré-candidatos, João Dória e Arthur Virgílio, querem o próximo domingo, dia 28. O governador Eduardo Leite, terceiro concorrente, quer que a votação seja retomada em 48 horas.

    Em nota conjunta,  João Dória e Arthur Virgilio,  afirmam que a direção do partido foi alertada para as possibilidades de falhas no aplicativo. Uma empresa de segurança cibernética contratada, a Kriptus, alertou para a necessidade de um plano B, diante da identificação de 12 possíveis problemas no aplicativo.

    Segundo o Metropoles, o aplicativo desenvolvido pela Faurgs custou R$ 1,25 milhão ao PSDB.

    No final, em ambiente tenso, Arthur Virgílio, disse que Eduardo Leite é “mimado” e queria controlar a convenção.  Na nota conjunta de Dória e Virgílio, eles chegam a dizer que a sede da Faurgs, que desenvolveu o aplicativo é em Pelotas, cidade de Leite.

     

     

     

  • Prévias do PSDB: Eduardo Leite diz que escolha decide o futuro do partido

    Prévias do PSDB: Eduardo Leite diz que escolha decide o futuro do partido

    O governador Eduardo Leite encerrou sua campanha nas prévias do PSDB postando no sábado um vídeo dirigido aos convencionais que neste domingo vão decidir quem será o candidato do partido nas eleições de 2022.

    “O PSDB vai decidir se vai ser o partido do candidato ou vai ter um candidato do partido”, diz Leite no vídeo de 2min50″

    Diz que o confronto é entre “o partido social democrata dos fundadores” e o “partido liberal que não fala com as pessoas e com suas raízes ideológicas”.

    Cita Franco Montoro, Covas, José Serra (que declarou voto em Dória na última semana) e Alkmin, “que pegaram São Paulo quebrado e construiram essa força que é hoje”.

    A prévia, diz, não vai definir uma candidatura, “vai definir a vida do partido., o tamanho da sua bancada, o seu futuro.”

    Concede que “João Dória faz um governo competente” mas “modéstia à parte”, ele também faz. O que está em jogo, diz, não é integridade nem competência. O que está em jogo é “a capacidade eleitoral”.

    Serão as eleições mais importantes da história recente do Brasil. “Vamos disputar com dois demagogos, bons de bico, ótimos de palanque, que prometem coisas irresponsáveis”… “que ludibriam as massas e as pessoas e arrastam multidões para um mau caminho”.

    O partido, diz Leite, precisa de um candidato que  “por motivo nenhum vai lhe trair”, numa alusão indireta a Dória, que é acusado de ter traído Alckmim que o apadrlnhou no partido.

    A convenção do PSDB que vai escolher o candidato do PSDB à presidência da República nas eleições de 2022, ocorre neste domingo, em Brasilia.

    João Dória, governador de São Paulo, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Artur Virgílio, ex-prefeito de Manaus,  disputam a indicação.

    O resultado será conhecido no final do dia.