Autor: da Redação

  • Brasileiro queima reservas para enfrentar a crise: poupança perde 35,5 bilhões em 2021

    Brasileiro queima reservas para enfrentar a crise: poupança perde 35,5 bilhões em 2021

    Fim do auxílio emergencial, perda de renda e endividamento.

    Esses os três principais motivos apontados para a terceira maior retirada líquida da história da Caderneta de Poupança no país em 2021.

    No ano, os investidores sacaram R$ 35,5 bilhões a mais do que depositaram, segundo informou o Banco Central, nesta quinta, 6.

    A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior que a registrada em 2015 (R$ 53,57 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões), em rzão da forte crise econômica.

    Em 2020, a caderneta registrou captação líquida – diferença entre depósitos e retiradas – recorde de R$ 166,31 bilhões.

    Naquele ano, o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, depositado em contas digitais, inflou o saldo da poupança.

    A instabilidade no mercado financeiro no início da pandemia de covid-19 também aumentou temporariamente as aplicações na caderneta.

    Apesar do resultado negativo de 2021, no mês de dezembro, os depósitos superaram em R$ 7,66 bilhões as retiradas, em função do 13º salário.

    O valor, no entanto, é muito menor do menor que a captação líquida de dezembro de 2020, quando os depósitos chegaram a R$ 20,6 bilhões.

    A aplicação começou 2021 no vermelho. De janeiro a março, os brasileiros retiraram R$ 27,54 bilhões a mais do que depositaram, influenciado pelo fim do auxílio emergencial.

    Com o pagamento da segunda rodada do benefício, a situação mudou. Os depósitos superaram os saques de abril a julho.

    A partir de agosto, a caderneta voltou a registrar mais retiradas que depósitos. Mesmo com a continuidade do pagamento do auxílio emergencial até outubro, os brasileiros continuaram a sacar.

    O rendimento abaixo da inflação acarretou a migração para outras aplicações. Ao mesmo tempo, a alta do endividamento das famílias levou a saques para compensar despesas urgentes.

    Rendimento

    Até o início de dezembro, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). No mês passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano.

    Atualmente, os juros básicos estão em 9,25% ao ano.

    O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação.

    Em 2021, a aplicação rendeu 2,99%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 10,42%.

    O IPCA cheio de 2020 será divulgado na próxima terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    (Com Agência Brasil)

  • Governo mantém cronograma e quer privatizar Eletrobras no primeiro semestre

    Governo mantém cronograma e quer privatizar Eletrobras no primeiro semestre

    A privatização da Eletrobras ainda está em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas o governo confirmou a previsão de concluir o processo no primeiro semestre de 2022.

    Segundo o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), a venda de ações da União para investidores privados deverá ocorrer até maio.

    Segundo a secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, o que pode atrasar, em função da decisão do TCU, é a assinatura dos contratos de concessão de hidrelétricas, mas  “esta será uma etapa secundária, que ocorrerá após o leilão”.

    O foco da análise do TCU são os valores definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para a outorga de novos contratos de concessão de 22 hidrelétricas.

    Criada em 1962 para coordenar as empresas do setor elétrico, a Eletrobras é uma sociedade de economia mista e de capital aberto sob controle acionário da União.

    Na década de 1990, uma reestruturação reduziu suas responsabilidades, porém a empresa ainda controla parte significativa dos sistemas de geração e transmissão de energia, estando presente em todas as regiões do país por meio de suas subsidiárias: Amazonas GT, Eletrosul, Chesf, Eletronorte, Eletronuclear, Furnas, Cepel e Eletrobras Participações. Além de principal acionista dessas empresas, a Eletrobras detém metade do capital de Itaipu Binacional. Em 2020, teve um lucro de R$ 6,4 bilhões. Em 2021, só nos dois últimos trimestres, o lucro foi de  R$ 3,5 bilhões.

    Embora venha registrando lucros líquidos anuais desde 2018, o governo federal inclui a Eletrobras no Programa Nacional de Desestatização, alegando que a medida possibilitará à empresa melhorar sua capacidade de investimento. A expectativa é de arrecadar até R$ 100 bilhões com a privatização.

    Desenhada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)  a modelagem do processo de privatização prevê uma capitalização. Isso significa que o governo não venderia sua participação atual.

    Serão emitidas ações para entrada de novos investidores, diluindo assim o capital da empresa até que a fatia da União seja de, no máximo, 45%. Apenas se essa oferta primária não der o resultado esperado é que haverá nova oferta incluindo a venda de ações da própria União.

    A modelagem também prevê a segregação de Itaipu Binacional e da Eletronuclear. As ações que a Eletrobras possui nessas empresas serão repassadas à Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar), nova estatal criada em setembro. Dessa forma, a União manterá seu controle sobre elas.

    Em 2022, os trabalhos do Tribunal devem ser retomados no dia 16 de janeiro.

    No início do ano, o governo federal trabalhava com a meta de concluir a privatização até fevereiro de 2022.

     

     

     

     

     

  • Brasil recebe primeiro lote de vacina para crianças entre 5 e 11 anos

    Brasil recebe primeiro lote de vacina para crianças entre 5 e 11 anos

    O Ministério da Saúde anunciou que as primeiras doses de vacinas contra a doença destinadas a crianças de 5 a 11 anos deverão chegar ao Brasil no dia 13 de janeiro.

    Está prevista uma remessa de 1,2 milhão de doses da Pfizer – a  única aprovada até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    No primeiro trimestre de 2022, o país receberá 20 milhões de doses pediátricas destinadas a este público-alvo, que é de cerca de 20,5 milhões de crianças.

    “Não faltará vacina para nenhum pai que queria vacinar seus filhos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

    Outras 20 milhões de doses foram reservadas. O envio está condicionado à confirmação pelo laboratório e pelo andamento do ritmo de vacinação.

    O esquema vacinal será com duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações. O tempo é superior ao previsto na bula da vacina da Pfizer. Na indicação da marca, as duas doses do imunizante poderiam ser aplicadas com três semanas de diferença.

    Segundo o Ministério da Saúde, será preciso que a criança vá vacinar acompanhada dos pais ou responsáveis ou leve uma autorização por escrito.

    O Ministério também recomendará uma ordem de prioridade, privilegiando pessoas com comorbidades e com deficiências permanentes; indígenas e quilombolas; crianças que vivem com pessoas com riscos de evoluir para quadros graves da covid-19; e em seguida crianças sem comorbidades.

    A obrigação de prescrição médica para aplicação da vacina não foi incluída como uma exigência, conforme foi ventilado por membros do governo durante as discussões nas últimas semanas.

    A Anvisa autorizou a aplicação da vacina da Pfizer nessa faixa etária em 16 de dezembro, mas o Ministério decidiu realizar uma consulta pública e uma audiência pública antes de anunciar a inclusão hoje.

    “Não há atraso. Não podemos trazer doses antes da aprovação da Anvisa. Consulta pública foi importante sim para tomada de posição do Ministério”, declarou Marcelo Queiroga. “Tivemos cuidado e não foi excessivo, muito pelo contrário”.

    Marcelo Queiroga informou, ainda, que o custo total da vacinação da população de 5 a 11 anos deve ser em torno de R$ 2,6 bilhões.

    Em nota, a Pfizer confirmou a assinatura do contrato de aquisição das 20 milhões de doses e o início da entrega na “semana do dia 10 de janeiro”.

    (Com Agência Brasil)

  • Salário mínimo sem aumento real mais uma vez: em 7 anos o ganho é de apenas 1,57%

    Salário mínimo sem aumento real mais uma vez: em 7 anos o ganho é de apenas 1,57%

    O novo salário mínimo, em vigor a partir  deste 1° de janeiro, deve ficar em R$ 1.212,oo, segundo estimativa do Dieese.

    O cálculo leva em conta a intenção do governo de não conceder aumento real, repondo apenas a inflação prevista pelo IBGE, de 10,16%.

    Será o oitavo ano em que o valor do salário mínimo não tem ganho real considerável.

    Nos últimos 20 anos (desde 2003) o ganho real do salário mínimo soma  78,7%, segundo números do Dieese. Desse total, apenas 1,57% correspondem aos últimos sete anos, desde 2016.

    Nesse período o maior aumento real concedido  foi de 1,14%, em 2019.

    Segundo o Dieese os três grupos de preços que mais contribuíram para a alta da inflação foram “Alimentação e bebidas”, “Transportes” e “Habitação”.

    “Isso significa que aqueles trabalhadores com renda muito próxima ao salário mínimo foram os mais afetados com o rebaixamento drástico do poder decompra”, diz a nota técnica do Dieese, que estima em 56,7 milhões o número de pessoas que têm rendimento referenciado no salário mínimo.

    Os 10,6% de correção do mínimo representarão uma injeção de R$ 81,2 bilhões, sendo que mais da metade desse valor (R$ 43,8 bilhões) correspondem ao aumento na arrecadação tributária sobre o consumo.

     

  • IPTU em Porto Alegre: Quem paga até o dia 4 tem 8% de desconto

    Os contribuintes de Porto Alegre terão desconto de 8% no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no pagamento antecipado.

    O benefício será concedido aos contribuintes que fizerem a quitação até o dia 4 de janeiro, à vista. O calendário do IPTU 2022 também inclui a opção de parcelamento em 10 vezes, sem desconto, com vencimento da primeira parcela em 8 de março.

    As guias de pagamento já podem ser acessadas no site prefeitura.poa.br/iptu, permitindo, além do acesso ao documento, que os contribuintes vejam como foi calculado o imposto cobrado pelo poder público.

    As guias também estão sendo enviadas pelos Correios. Foram emitidas 701,6 mil guias.

  • Nenhuma casa sem banheiro: governo apoia projeto dos arquitetos

    Governo do Estado investe R$ 700 mil na primeira etapa do Nenhuma Casa Sem Banheiro, um projeto do Conselho de Arquitetura e Urbanistmo (CAU).

    O governo do Estado, por meio da Secretaria de Obras e Habitação (SOP), firmou convênio, nesta terça-feira (28/12), com os primeiros municípios

    A proposta é atender famílias em vulnerabilidade social em regiões com maior déficit de saneamento no território gaúcho.

    Inicialmente, serão investidos cerca de R$ 700 mil na construção dos módulos sanitários.

    O Nenhuma Casa Sem Banheiro é um dos projetos estratégicos do governo do Estado na gestão 2019-2021. Cada prefeitura receberá, em média, R$ 80 mil para a construção dos banheiros, sendo que os valores têm origem no Fundo de Recursos Hídricos do Estado.

    A projeção é que cerca de 400 pessoas sejam beneficiadas nesta primeira etapa.

    Em pleno século 21 — lembra o secretário estadual de Obras e Habitação, José Stédile — quase 30 mil moradias urbanas gaúchas não contam com banheiros, conforme dados do IBGE. “O Nenhuma Casa Sem Banheiro” é mais um investimento do governo do Estado com foco no desenvolvimento social.

    É um programa que trará inúmeros benefícios à população, promovendo saúde, saneamento básico e qualidade de vida”, comemorou o titular da SOP, lembrando que o projeto terá continuidade no ano de 2022 quando está prevista a construção de 1.200 banheiros em todo o Estado.

    Os municípios contemplados nesta etapa (confira no final do texto) foram os primeiros a entregar a documentação necessária a ponto de celebrarem os convênios ainda em 2021.

    A iniciativa é liderada pelo departamento de Habitação da SOP (Dehab), havendo contrapartida das prefeituras.

    Os prefeitos foram unânimes ao destacar a relevância social da iniciativa e elogiaram a modalidade adotada pelo governo do Estado de repasse direto dos recursos às prefeituras.

    Segundo eles, a medida garantirá agilidade na execução dos serviços. “O que a população precisa são de pequenas ações que atendam a suas necessidades. Parabéns ao governo do Estado pela iniciativa fantástica”, refletiu o prefeito de São Sepé, João Luiz Vargas, que resumiu a fala dos presentes.

    O programa é desenvolvido em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS), que realizará os projetos de adaptação dos banheiros para as residências nos municípios da Região Metropolitana. O conselho foi representado no ato pelo assessor de Relações Institucionais, Fausto Leiria e pelo chefe de gabinete Paulo Henrique Soares.

    Os convênios foram assinados pelos prefeitos Antuir Ricardo Pansera (Sananduva), Edson Luiz Rossato (Sertão), Edivilson Brum (Rio Pardo), Jairo Jorge (Canoas), João Luiz Vargas (São Sepé), Jarbas da Rosa (Venâncio Aires) e Velton Vicente Hahn (Pontão).

    A prefeitura de Santa Cruz do Sul foi representada pelo secretário municipal de Habitação, Valdir Bruxel. A prefeita de Cruz Alta, por sua vez, Paula Rubin Facco Librelotto, assinará o convênio nos próximos dias.

    A SOP também esteve representada pelo secretário-adjunto, Giovane Wickert e por integrantes do Dehab, liderados pelo diretor Edilson Marques. A atividade também reuniu secretários municipais de Habitação dos municípios contemplados.

    Municípios e valores repassados pelo governo do Estado

    Canoas – R$ 80 mil

    Cruz Alta – R$ 80 mil

    Pontão – R$ 72 mil

    Rio Pardo – R$ 80 mil

    Sananduva – R$ 80 mil

    Santa Cruz do Sul – R$ 80 mil

    São Sepé – R$ 80 mil

    Sertão – R$ 56 mil

    Venâncio Aires – R$ 80 mil

     

  • Como serão os nove anos sob o Regime de Recuperação Fiscal no Rio Grande do Sul

    Como serão os nove anos sob o Regime de Recuperação Fiscal no Rio Grande do Sul

    O Rio Grande do Sul encaminhou ao Tesouro Nacional seu pedido de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

    Se o pedido for aceito, o último ano de Eduardo Leite e os dois governos seguintes estarão  “engessados” por regras rígidas de corte de gastos e controle estreito das contas estaduais pela Secretaria do Tesouro nacional.

    É um “remédio amargo” com muitos efeitos colaterais.

    Trata-se de um contrato que o Rio Grande do Sul  busca assinar com a União, para renegociar a dívida com o Tesouro Federal, que se tornou impagável. A dívida total do Estado chega aos R$ 70 bilhões, mais de R$ 59 bilhões correspondem ao montante devido ao governo federal.

    Desde 2017, com base numa liminar, o governo gaúcho não paga as parcelas da dívida, que já acumulam mais de R$ 14 bilhões.

    Se a União aceitar o pedido de adesão (a decisão final será de Bolsonaro) os pagamentos atrasados serão “rolados” por mais 30 anos, o governo ganha tempo e retoma o pagamento em parcelas menores e o Estado recupera sua capacidade de receber financiamentos para resolver os outros passivos.

    O governador Eduardo Leite mencionou uma possível operação de crédito de US$ 500 milhões (cerca de R$ 3 bilhões), junto ao BID. para pagamentos em acordos diretos com credores de precatórios, que tem R$ 16 bilhões a receber.

    A adesão, no entanto,  tem contrapartidas.

    O que o governo do RS não pode fazer:

    1) Concessão de reajustes a servidores e empregados públicos e militares (exceto a revisão anual assegurada pela Constituição Federal e de casos envolvendo sentença judicial)

    2) Criação de cargo, emprego ou função e alteração de estrutura de carreira que impliquem mais despesa

    3) Admissão ou contratação de pessoal, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e de contratos temporários

    4) Realização de concurso público que não seja para reposição de quadros

    5) Criação ou majoração de auxílios, vantagens, bônus, abonos, verbas de representação ou benefícios de qualquer natureza a servidores e empregados públicos e de militares

    6) Concessão, prorrogação, renova­ção ou ampliação de incen­ti­vo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita

    7) Empenho ou contratação de despesas com publicidade e propaganda, exceto para as áreas de saúde, segurança, educação e outras de demonstrada utilidade pública

    8) Alteração de alíquotas ou bases de cálculo de tributos que implique redução da arrecadação

    Há quase cinco anos, desde que o governador Sartori não conseguiu  mais pagar a dívida, o Estado vem fazendo ajustes para se credenciar ao acordo com a União.

    O governo Eduardo Leite deu continuidade e aprofundou as reformas iniciadas por Sartori, para reduzir o déficit crônico das contas públicas.  Venceu uma resistência histórica na Assembleia Estatual ao obter autorização para privatizar o setor de energia (Companhia Estadual de Energia Elétrica, Companhia Riograndense de Mineração  e Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás).

    Visando o acordo, privatizou também a Corsan,  a estatal do saneamento.

    Em 30 de novembro, foi aprovado o  Teto de Gastos para as despesas do Estado, limitando o crescimento à inflação por dez anos. A medida era uma das imposições do governo federal para adesão ao RRF.

    Das exigências para ter acesso ao Regime de Recuperação Fiscal, só falta a privatização na área financeira,  que no caso do Rio Grande do Sul seria o Banrisul, o último dos bancos estaduais. O governador Eduardo Leite já declarou que considera “inevitável” a privatização do “banco dos gaúchos”

    Em seu relatório divulgado em setembro, a Comissão Especial  da Assembléia sobre a Crise Fiscal sugeriu que o governo do Estado não aderisse ao Regime de Recuperação Fiscal.

    Seria, segundo a conclusão, um caminho que exige enorme sacrifício, com precarização de serviços públicos e sem garantia de que vá resolver o desajuste financeiro.

    Essa dívida que o Estado está renegociando agora, de R$ 59 bilhões, resulta de uma renegociação feita em 1998, quanto o total devido chegava a R$ 26 bilhões (valores atualizados).

    Embora, desde então,  tenha pago todas as parcelas até a suspensão dos pagamentos em 2017,  essa dívida só cresceu.

     

     

     

     

  • Dez empresas disputam contrato de 66 milhões para coleta de lixo em Porto Alegre

    Dez empresas disputam contrato de 66 milhões para coleta de lixo em Porto Alegre

    Dez empresas entregaram proposta para assumir a coleta de resíduos sólidos urbanos (domiciliares e públicos) em Porto Alegr.

    São elas:

    -Urban Serviços e Transportes Ltda;

    -Consórcio POA+Limpa;

    -Consórcio Porto Alegre Limpa;

    -Locar Saneamento Ambiental Ltda;

    -Cootravipa (Cooperativa de Trabalho, Produção e Comercialização dos Trabalhadores Autônomos das Vilas de Porto Alegre);

    -Consórcio Porto Alegre Resíduos;

    -Sistemma Assessoria e Construções Ltda;

    -Consórcio Porto Limp;

    -Consórcio CK

    -Localix Serviços Ambientais Ltda.

    O primeiro passo é a análise da documentação e só os  interessados considerados habilitados terão suas propostas conhecidas.

    O tipo da licitação é concorrencial e vencerá quem oferecer o  menor preço global, com o valor máximo do contrato estipulado em R$ 66,8 milhões

    Há seis meses a coleta é feita pela empresa Litucera Limpeza Engenharia, em contrato emergencial. Ela assumiu em junho, quando uma greve de funcionários levou a rescisão do contrato com a B.A. Meio Ambiente, que era responsável pelo serviço.

    Após o término do contrato emergencial de seis meses, a prefeitura assinou novo contrato em caráter emergencial com a Litucera, no valor de R$ 28,9 milhões, a fim de assegurar a coleta de resíduos domiciliares enquanto a empresa definitiva não é escolhida.

    Com base nisso, a Litucera Limpeza Engenharia Ltda recorreu à Justiça tentando suspender a nova licitação, mas não teve seu pedido aceito. Uma representação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) pedindo a impugnação do edital, também não foi atendida, uma vez que o contrato possui uma cláusula que prevê a suspensão dos serviços quando a licitação da coleta regular estiver finalizada.

    A licitação prevê um contrato de cinco anos com a nova prestadora do serviço.

     

     

  • Governo conclui privatização da CEEE em fevereiro com venda de quinze hidrelétricas

    Governo conclui privatização da CEEE em fevereiro com venda de quinze hidrelétricas

    Está aberto o edital do leilão para venda da Companhia Estadual de Energia Elétrica-Geração (CEEE-G).

    Serão leiloadas 15 usinas: cinco hidrelétricas (UHEs), oito pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e duas centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) com potência própria instalada de 909,9 MW, no total.

    Serão vendidas também as participações em projetos de terceiros, que totalizam outros 343,81 MW

    A sessão pública do leilão inicia às 14 h do dia 15 de fevereiro de 2022 com dos envelopes, na B3, em São Paulo.

    O valor mínimo das propostas será de R$ 1.253.737.766,08.

    A alienação do controle ocorrerá por meio da oferta de lote único das ações, representando 66,23% do capital social total.

    O segmento de geração de energia é o terceiro braço do Grupo CEEE a ser privatizado, após a realização do leilão de venda da CEEE Distribuição (CEEE-D), no final de março, e da CEEE Transmissão (CEEE-T), em julho deste ano.

    Histórico da privatização da CEEE

    A desestatização da companhia foi iniciada em janeiro de 2019, com a elaboração das propostas legislativas necessárias.

    Em maio do mesmo ano a Assembleia Legislativa aprovou a retirada da obrigatoriedade de plebiscito para a venda da empresa e, em julho, autorizou a privatização das empresas do Grupo CEEE.

    Para a elaboração dos estudos e da modelagem do projeto de privatização, o governo do Estado firmou contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A execução dos serviços foi feita pela empresa Ernst & Young Global e pelo consórcio Minuano Energia, composto pelas empresas Machado Meyer, Thymos Energia e Banco Genial.

    A CEEE-D foi comprada pelo Grupo Equatorial e a CPFL Energia assumiu do controle da CEEE-T.

    Sobre a CEEE-G

    A CEEE-G tem cinco usinas hidrelétricas (UHE), oito pequenas centrais hidrelétricas (PCH) e duas centrais geradoras hidrelétricas (CGH) com potência própria instalada de 909,9 MW.

    Outros 343,81 MW são oriundos de participação em projetos realizados por meio de consórcios ou sociedades de propósito específico (SPE), somando potência total de geração de 1.253,71 MW, sendo 1.145,97 MW instalados no Rio Grande do Sul.

    A energia produzida pelas usinas é destinada ao suprimento do Sistema Integrado Nacional (SIN) e os clientes são empresas de Distribuição e Consumidores Livres do mercado.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Natal ao relento: cidade dos moradores de rua estaria entre as 150 maiores do Brasil

    Natal ao relento: cidade dos moradores de rua estaria entre as 150 maiores do Brasil

    Se fossem reunidos num só lugar, eles formariam uma das 150 maiores cidades brasileiras.

    São os moradores de rua, ou as “pessoas em situação de rua” como quer o políticamente correto. Os brasileiros que passaram o Natal ao relento neste 25 de dezembro de 2021.

    O número real é incerto, no entanto. Não há um censo recente, as estatísticas são incompletas.

    No Cadastro Único, do Ministério das Cidade, constam 142 mil nesta situação em todo o  pais, dos quais 34 mil só em Paulo, que seria a mais populosa, se eles formassem um país.

    Na pesquisa mais abrangente e completa sobre o tema, o IPEA ( Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), chegou ao total de 220 mil  brasileiros que vivendo na rua,  em março de 2020.

    Seria, na hipótese de reuní-los, uma cidade maior do que  Criciúma (217 mil) Rio Grande (211 mil), Alvorada (211 mil), ou Passo Fundo (204 mil)

    O número atual, no entanto, é bem maior.

    Há uma percepção generalizada em todas as grandes cidades de que essa população aumentou bastante com a crise da pandemia. Chama atenção também o número crescente de mulheres, crianças e jovens, familias inteiras em muitos casos.