Autor: da Redação

  • Restaurante popular servirá 100 refeições diárias no bairro Rubem Berta

    Restaurante popular servirá 100 refeições diárias no bairro Rubem Berta

    Começou a funcionar ao mei do dia desta quinta, 9, o Restaurante Popular do Eixo Baltazar, oferecendo 100 refeições diárias gratuitas no almoço a pessoas em situação de rua ou alta vulnerabilidade social.

    Situado na Rua Caetano Fulginiti, 95 (Rubem Berta) é o quinto espaço de  restaurante social aberto pela prefeitura, uma vez que o endereço do Centro equivale a dois espaços.

    “Nossa meta era abrir este espaço ainda em 2021 e conseguimos realizar. Com o nível de vulnerabilidade agravado pela pandemia ter a garantia de, pelo menos, uma refeição adequada faz diferença no dia a dia de quem precisa”, diz o secretário de Desenvolvimento Social, Léo Voigt .

    Com o novo espaço, passam a ser  oferecidas 1,2 mil refeições diárias nos restaurantes Prato Alegre da Capital. O restaurante do Centro atende também aos sábados e domingos, com 200 refeições/dia. Os demais, da Lomba, Restinga e Cruzeiros servem 100 refeições/dia cada um.

    A prefeitura vai investir R$ 2,6 milhões por ano em todos os restaurantes. A gestão do serviço na unidade do Eixo Baltazar é da Organização Social Civil Beith Shalom, que já administra os restaurantes do Cento Histórico, Vila Cruzeiro e  Lomba do Pinheiro, com a supervisão e acompanhamento da Unidade de Segurança Alimentar da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.

    Onde ficam os restaurantes populares:

    Atende todos os dias

    – Rua Garibaldi, 461, Centro

    Atende de segunda a sexta-feira

    – Rua Dona Otília, 210, Vila Cruzeiro
    – Rua Cacimbas, 159, Lomba do Pinheiro
    – Estrada Chácara do Banco, 71, Restinga
    – Rua Caetano Fulginiti, 95, Rubem Berta

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • 500 familias recebem titulo de propriedade em loteamentos da Região Metropolitana

    500 familias recebem titulo de propriedade em loteamentos da Região Metropolitana

    Uma espera de quase duas décadas teve fim nesta terça-feira (7/12) para cerca de 500 famílias da Região Metropolitana de Porto Alegre.

    São moradores do loteamento Xará, em Gravataí, e da vila Santa Luzia, em Sapucaia do Sul que receberam os títulos de propriedade de suas moradias.

    A entrega faz parte do  Programa de Regularização Fundiária de Interesse Social, em execução pela Secretaria de Obras Públicas.

    Os termos foram entregues pelo governador Eduardo Leite e pelo secretário de Obras e Habitação, José Stédile, em cerimônia no Palácio Piratini.

    O documento é o instrumento pelo qual o governo do Estado reconhece e confere o título de posse dos bens imóveis aos seus ocupantes.

    A valorização do imóvel e a segurança jurídica na compra e venda com a transferência realizada em cartório estão entre os benefícios do registro de posse.

    A possibilidade de acessar créditos imobiliários e a inscrição em programas habitacionais são outros resultados da política habitacional.

    Ao longo dos anos, o governo do Estado executou diversas etapas do processo de regularização das áreas, como cadastro socioeconômico, projetos urbanísticos, parcelamento de área, bem como o reassentamento de famílias de áreas de preservação ambiental e sobre o sistema viário, como observou o governador.

    “Essa moradia regularizada pelo termo de posse é dignidade, base da cidadania para essas famílias. Eles não estão ganhando um presente do Estado. É um direito e uma chave para que a vida seja melhor e mais segura para cada um dos moradores e das suas famílias, e para que assim tenham mais oportunidade de crescimento. Fico muito feliz, como homem público, como governador do Estado, de poder fazer parte deste momento de alegria dessas famílias, um momento que resgata o maior motivo de estarmos aqui, que é o de trabalharmos pelo povo e com o povo”, afirmou Leite.

    A entrega dos termos atende diretrizes da gestão em busca da redução do déficit habitacional e da promoção da qualidade de vida, destacou o secretário Stédile. “É bom para os moradores, que terão segurança e valorização dos imóveis que, com o título de posse, passam a valer no mínimo o dobro. É bom para as prefeituras e é bom para o governo do Estado, que se preocupa com o grande déficit habitacional e o bem estar da população. Temos cerca de mil loteamentos em áreas do Estado e essas que estão sendo consolidadas estamos regularizando”, disse.

    Por limitações de espaço, apenas 80 famílias compareceram ao Palácio Piratini para o recebimento dos termos de regularização fundiária.

    As demais escrituras serão entregues aos moradores em datas a serem definidas. No total, 300 famílias do Xará estão aptas ao termo de legitimação fundiária e 55 famílias aptas ao termo de concessão de uso. Na vila Santa Luzia, em Sapucaia do Sul, 199 famílias estão aptas ao termo de legitimação fundiária e 46, aos termos de concessão de uso.

    Representante da comunidade do loteamento do Xará, Ondina Ledesma se emocionou ao receber o título de posse. “Hoje é um dia abençoado. Agradeço a todos do Estado que estiveram na nossa comunidade e nos ajudaram muito a chegar até esse momento de alegria que foi muito esperado e desejado”, disse.

    Sidnei Santos Oliveira, morador do loteamento de Santa Luzia, também recebeu o título de posse ao lado da família e lembrou de toda a trajetória percorrida pela comunidade até a regularização.

    “Hoje vindo para cá, no ônibus, me lembrei de 15 anos atrás, quando viemos aqui solicitar uma reintegração de posse. Hoje fizemos o mesmo caminho, dessa vez para receber o título de posse. Só tenho gratidão por esse momento”, afirmou Sidnei.

    Entre as ações mais recentes para a regularização, se destacam os projetos de lei encaminhados em 2019, que autorizam o Estado a alienar, de forma gratuita ou onerosa, lotes urbanos para a regularização fundiária das localidades. As matérias foram aprovadas pela Assembleia Legislativa e sancionadas pelo governo do Estado nas leis estaduais 15.486 e 15.487 de 14 de julho de 2020.

    OS LOTEAMENTOS

    Xará – Gravataí
    No ano 2000, diante do processo de reintegração de posse da área da Cerâmica Stella Indústria e Comércio, cerca de 500 famílias foram removidas pelo governo do Estado para o loteamento do Xará, cuja área foi adquirida pelo Estado e declarada de interesse social, conforme o Diário Oficial de 17/8/2000. A área tem 30 hectares, onde atualmente moram 568 famílias em lotes com área de 160m².

    Santa Luzia – Sapucaia do Sul
    O loteamento Santa Luzia está localizado em área pertencente ao Estado e adquirida em 2002, conforme Decreto 41.172/01. A iniciativa ocorreu para o reassentamento de famílias em situação de risco ao longo da rodovia ERS-118 no perímetro do município. Com 18 hectares, o loteamento conta com 438 famílias.

    Texto: Thamíris Mondin e Saul Teixeira/Ascom SOP
    Edição: Marcelo Flach/Secom

  • Vereadoras negras de Porto Alegre denunciam ameaças de morte e ataques racistas

    Vereadoras negras de Porto Alegre denunciam ameaças de morte e ataques racistas

    As vereadoras Karen Santos (PSOL) e Daiana Santos (PCdoB), da bancada negra da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, foram ameaçadas de morte em um email enviado, na tarde de segunda-feira (6) aos cinco integrantes da bancada.

    O email é supostamente assinado por um homem branco que moraria no Rio de Janeiro. Ele diz que vai “comprar uma pistola 9 mm no Morro do Engenho e uma passagem só de ida para Porto Alegre”, onde mataria, na própria Câmara Municipal, as duas vereadoras e quem mais estivesse com elas.

    Na manhã desta terça-feira (7), Karen Santos, Daiana Santos, a vereadora Laura Sito (PT) e o vereador Matheus Gomes (PSOL) estiveram na delegacia de crimes cibernéticos de Porto Alegre para denunciar as ameaças de morte recebidas.

    As vereadoras afirmaram que não irão silenciar “frente a crimes de ódio que tentam cercear nossa atividade política”. “Queremos providências das instituições na identificação e punição desses autores”, acrescentaram.

    O vereador Matheus Gomes assinalou que as ameaças de morte e ataques racistas com uso das expressões “aberrações”, “símios” e “macacas fedorentas” são nomenclaturas semelhantes às utilizadas no fórum extremista Dogolachan.

    “Esse mesmo fórum já tinha ameaçado companheiras de luta como Talí ria Petrone, Manuela D’Ávila, Duda Salabert e Carol Dartora e muitas outras. Não irão nos intimidar e nem impedir nosso exercício parlamentar. À Polícia Civil pedimos celeridade na investigação e punição aos responsáveis! Ao movimento social negro e popular, aumentemos o nosso alerta e cuidados, é hora de auto-organização e auto-defesa contra o fascismo!”, disse o parlamentar em sua conta no Twitter.

    (Do Sul 21)

  • Sindicato Médico alerta associados sobre golpe aplicado pelo whatsapp

    Sindicato Médico alerta associados sobre golpe aplicado pelo whatsapp

    O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul está alertando seus associados para uma tentativa de golpe via internet.

    Pelo whatsapp, os criminosos entram em contato com o médico, como se fossem do Serviço Jurídico do Sindicato.

    Passam os dados de um processo judicial de que o médico estaria sendo alvo. Quando a vítima retorna, querendo informações sobre o tal processo é encaminhada para uma central de atendimento.

    A central informa que para fornecer os dados do processo jurídico, o médico tem que depositar uma quantia numa determinada conta, que é dos golpistas.

    O Simers não sabe quantos associados cairam no golpe, mas garante que  vários já fizeram o depósito solicitado.

    O Sindicato, que tem cerca de 15 mil associados, registrou a ocorrência na delegacia de crimes cibernéticos.

    Eis a nota do Simers:
     Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) reitera a necessidade de atenção por parte da categoria em relação ao golpe do contato das ações judiciais.
    Golpistas, que estão muito estruturados, entram em contato com médicos, pelo WhatsApp, usando o nome do Jurídico do Simers e do escritório do Dr. Horácio.
    Nas mensagens certeiras são transmitidas informações processuais e telefones de contato falsos.

     

    O médico que retornar à ligação, cairá em uma central de atendimento que segue todos os protocolos de uma empresa de telemarketing. Profissionais já caíram na fraude e efetuaram os depósitos solicitados.

    A orientação da Assessoria Jurídica da entidade médica é de que não sejam respondidas as mensagens e que sejam bloqueados os contatos. Para mais informações, entre em contato através dos nossos canais oficiais.

    O Simers está adotando as medidas jurídicas cabíveis quanto ao caso.

    Sindicato Médico do Rio Grande do Sul

  • Cidades sem rodoviária: 77 licitações, nenhum interessado

    Cidades sem rodoviária: 77 licitações, nenhum interessado

    Só os mais antigos entre os 12 mil moradores de Cacequi ainda lembram do tempo do trem – quando a cidade era um entroncamento ferroviário onde cruzavam linhas para todas as regiões do Estado.

    As locomotivas fumegantes, os vagões apinhados de gente, o sino anunciando a partida. Era fácil chegar ou sair de Cacequi. Isso foi há 30 anos ou mais..

    Os trilhos ainda estão lá, mas hoje por eles hoje só se movem pesadas composições de vagões-conteiners que levam soja e arroz a granel para o porto de Rio Grande.

    Os ônibus substituiram os trens no transporte de passageiros, a majestosa estação ferroviária virou museu. Uma acanhada rodoviária passou a receber as poucas linhas de ônibus que traziam ou levavam passageiros, poucos, já que ninguém precisava mais passar por Cacequi para chegar a qualquer lugar.

    Agora, com a crise, a situação se agravou.

    A acanhada rodoviária está fechada há um ano. Uma licitação para que um empreendedor privado assumisse a  estação rodoviária local, deu deserta, não apareceu interessado.

    Quem quer sair ou chegar à Cacequi tem que se submeter a uma logística constrangedora, que inclui desembarcar na estrada a espera de um táxi ou um carro, ou ali ficar esperando o ônibus que vai de Santa Maria a São Vicente, cidade vizinha.

    O caso de Cacequi não é único. Desde 2012, mais de 100 estações rodoviárias encerraram as atividades no Rio Grande do Sul. Os concessionários não tiveram interesse em renovar o contrato e não houve candidato a uma nova concessão.

    Em 2019, mais da metade dos 497 municípios gaúchos não tinham uma estação rodoviária.  Desde então, o DAER, a autarquia que regula o transporte de passageiros no Estado, tenta licitar 200 rodoviárias.

    A informação mais recente no site do DAER diz que 77 licitações para concessão de rodoviárias “resultaram desertas”, ou seja não houve interessado.  Algumas já foram licitadas duas vezes sem sucesso.

    Confira aqui a situação da licitação em cada município:

    https://www.daer.rs.gov.br/licitacoes-de-estacoes-rodoviarias

  • Melo fala a empresários e diz que concessão do DMAE sai no ano que vem

    Melo fala a empresários e diz que concessão do DMAE sai no ano que vem

    O prefeito Sebastião Melo foi ao Quarto Distrito falar aos empresários da região.

    Quarto Distrito é o antigo bairro industrial de Porto Alegre. Já foi rico e progressista, entrou em decadência há 30 anos, quando as fábricas deram lugar às grandes lojas e setores de serviços na economia da cidade.

    A Associação dos Empresários  surgiu há 35 anos justamente da necessidade de encontrar uma nova vocação para aquela região, colada ao centro Histórico de Porto Alegre.

    Está empenhada em um projeto de revitalização, com estímulo a novas atividades ligadas à economia criativa e à inovação. Hoje são cinco bairros: Floresta, São Geraldo, Navegantes, Farrapos e Humaitá, pouco mais de 30 mil moradores no total.

    O evento, quinta-feira, 2/11,  foi na cervejaria Al Capone, instalada num antigo galpão industrial, um dos exemplos de adaptação aos novos tempos.

    Foi o primeiro evento presencial depois da pandemia, e o presidente Luiz Carlos Camargo, aproveitou para fazer um balanço do seu mandato, que encerra no fim do ano.

    Melo não deixou por menos: levou o vice-prefeito Ricardo Gomes, seis secretários e vários vereadores da base do governo e também fez um sucinto balanço de seu primeiro ano.

    Anunciou que no início do ano que vem vai mandar para Câmara o projeto para concessão do DMAE à iniciativa privada.

    Disse que empresas “estão de olho”, mas só terão chance as que aceitarem assumir também a drenagem urbana, numa alusão a um dos históricos problemas da região, os alagamentos constantes, por carência do esgoto pluvial.

    “Disse que o Quarto Distrito é um bairro pronto para a retomada, que vai ser impulsionada por mudanças no Plano Diretor. “Estou convencido: é melhor planos diretores regionais do que um grande plano diretor (aplausos ) Não pode tratar o quarto distrito, a zona norte como trata Petrópolis”

    Disse que está buscando com a procuradoria um caminho para dar um regime urbanístico diferenciado à região e usar o ganho que o empresário vai ter com mais altura por exemplo e investir na infraestrutura dos bairros.

    “Não tem crime nisso: se tenho 18 andares, posso construir 28,  o empresário vai ganhar, mas parte desses recursos tem que ir para mudar a rede, enterrar fios” (aplausos)

    Anunciou que o plano diretor do Quarto Distrito será o segundo a “sair da forma”, depois do plano do centro histórico.

    “Não posso contar tudo tem que falar primeiro com os vereadores, mas vai mudar muito essa região em termos de atratividade para o potencial de moradias,  uso misto porque não revitaliza apenas tendo empresas. Tem que ter gente morando na rua nas praças”. E sentenciou: “Se os ocupados não ocupam, os desocupados tomam conta”.

    Lembrou sua promessa de campanha de não aumentar impostos. “Vamos diminuir, já diminuímos para o setor de eventos, de 5% para 2%, setor de inovação a mesma coisa, assim como os setores de vídeo e call center, de 3% para 2%.

    Disse que o edital para privatização Carris está em preparo e “vai para rua”: “Vamos trabalhar com dois bicos: ou será vendida na inteireza, ou vamos liquidar terrenos, ônibus, linhas. “Uma coisa é certa: empresa pública não será mais. São 6,6 milhões por mês de prejuízos”.

    Sobre as medidas para enfrentar a crise do transporte coletivo, disse que os cobradores que irão gradativamente perdendo a função, terão cursos para se reposicionar no mercado.

    Justificou o corte de “seis ou sete isenções”: “É pobre financiando pobre, são R$ 25 milhões em dinheiro para pagar a passagem baixa renda”, que onera a passagem que todos pagam.

    Citou o estudante que paga 10 mil para estudar na PUC e tem passe livre no ônibus: “O estudante que não pode pagar, será isento, quem pode vai pagar’.

    As medidas, reconhece, são insuficientes para recuperar o equilíbrio do sistema: “Presisamos de um SUS do transporte público, um plano nacional. Por isso estaremos em Brasilia, 200 prefeitos vamos acampar na frente do Congresso”

    De passagem revelou que o “Quadrilátero Central”, eixo da revitalização do centro para os 250 anos está pela quarta vez com edital buscando investidor privado para as obras. “Está licitado, espero que desta vez apareça um licitante até dezembro.”..

    O centro tem lei aprovada para estimular o investidor, permitindo maiores alturas pelo mecanismo do “solo criado” e o uso misto. “Estamos pensando agora em dar desconto do IPTU para quem investir no centro”, disse Melo.

    Outro ponto polêmico que o prefeito está mexendo é o inventário dos imóveis para tombamento pelo patrimônio público, baseado numa lei de 2008.

    “Essa lei é uma gerigonça feita pela Sofia Cavedon e que o fogaça não deveria ter sancionado. Tá entupido de prédio listado, não adianta listar tudo e não preservar… liberamos mais de 500 imóveis este ano… A questão de Petrópolis é um caso seríssimo”.

    Ao final do balancete, feito em exatos 30 minutos, Melo passou ao vice-prefeito Ricardo Gomes que detalhou para  os empresários as iniciativas em andamento e planejadas para a revitalização do 4° Distrito.

  • Congresso do MDB: escolha do candidato fica para fevereiro

    Congresso do MDB: escolha do candidato fica para fevereiro

    O MDB realizou seu congresso estadual longe da curiosidade da imprensa.

    O congresso ocorreu no sábado e a primeira notícia foi publicada na coluna de Rosane de Oliveira, na GZH, domingo às 15h30,.

    O fato destacado foi o desagravo que o ex-governador Ivo Sartori fez ao secretário Cezar Schirmer, arrolado entre os testemunhas no processo da boate Kiss.

    A manifestação do ex-governador, aplaudida de pé,  soou como um lançamento da candidatura de Schirmer ao governo do Estado.

    Na verdade ao desagravar Schirmer,  Sartori conseguiu encobrir a disputa que tendia a se manifestar no congresso, entre o deputado Alceu Moreira e o presidente da Assembléia, Gabriel de Souza, pré-candidatos explícitos ao Piratini.

    Com o gesto, Sartori também afastou seu nome da disputa.

    Embora tenha apoio de setores importantes do partido, a começar por Pedro Simon, o ex-governador diz que não é candidato.  Pelo menos enquanto houver disputa, não é mesmo. Se houver unidade em torno de seu nome, ele pode mudar de ideia.

    A convenção que vai escolher o candidato do MDB está marcada para 19 de fevereiro. de 2022

     

     

     

  • Dilma posta foto pedalando na orla para desmentir boatos de embolia pulmonar

    Dilma posta foto pedalando na orla para desmentir boatos de embolia pulmonar

    A ex-presidente Dilma /Roussef publicou uma foto na manhã deste domingo (5) ironizando os boatos de que estaria internada em um hospital de Porto Alegre com embolia pulmonar.

    “Eu e a minha embolia pulmonar agora pela manhã, em Porto Alegre”, escreveu Dilma em uma foto em que aparece andando de bicicleta na orla do Guaíba.

    Com 73 anos, a ex-presidente tem o hábito de pedalar pelo local.

     

    Ainda no sábado, a assessoria de imprensa da petista esclareceu que os boatos eram “levianos e mentirosos”. “A assessoria de imprensa de Dilma Rousseff esclarece que a ex-presidenta não está internada em um hospital de Porto Alegre e tampouco sofreu uma embolia pulmonar”, afirmou em nota.

  • Lixo em Porto Alegre: buzinaço dos catadores alerta para o impasse da coleta seletiva

    Lixo em Porto Alegre: buzinaço dos catadores alerta para o impasse da coleta seletiva

    Catadores de lixo reciclável ocuparam a frente da Prefeitura de Porto Alegre, por dois dias na semana passada.

    Vieram de quatro bairros, da região das  ilhas,  em passeata. Sua caminhada de vários quilômetros, na manhã de segunda-feira, foi noticiada como um obstáculo ao trânsito.

    Desde cedo, os boletins de rádio informavam que “uma manifestação de catadores” estava causando engarrafamento de carros e ônibus na avenida Mauá, sem explicar porque os “catadores” caminhavam por ali e nem para onde se dirigiam.

    Eles chegaram pouco antes do meio dia à frente do prédio histórico onde fica o gabinete do prefeito Sebastião Melo. Umas 80 pessoas, homens, mulheres e algumas crianças.

    Instalaram cadeiras de praia, cartazes, barracas e deram início a um incessante buzinaço, entremeado por palavras de ordem e reforçado por uma potente caixa de som.  A prefeitura diz que são “clandestinos”, eles se declaram “autônomos”.

    Um dos líderes, Jorge Fagundes, vice-presidente da Cooperativa Ilhas, disse ao JÁ que representa 800 familias de catadores,  “que estão sendo impedidos de trabalhar, por que a coleta do lixo seco na cidade é monopólio de uma empresa terceirizada da prefeitura.”

    De fato, o Código Municipal de Limpeza Urbana, de 2014 , atribuiu ao município  a exclusividade na coleta do lixo reciclável em Porto Alegre e o município, através do DMLU contratou a Cootravipa, a quem paga R$ 1 milhão por mês, segundo o prefeito Sebastiao Melo. Só ela pode recolher o material reciclável  na cidade.

    Cootravipa é a Cooperativa de Trabalhadores Autônomos das Vilas de Porto Alegre. Quem vê os garis de uniforme laranja varrendo as ruas ou recolhendo o material das lixeiras pensa que é uma cooperativa de garis.

    Há 35 anos, a Cootravipa tem contrato com a prefeitura e não só para a coleta do lixo seco, também para outras dez atividades, desde a capina e varrição das ruas até serviços de eletricidade em prédios públicos.

    A Cootravipa trabalha também  com empresas privadas às quais oferece  desde “Serviços de Higienização e Sanitização de Ambiente”,  de “Segurança e proteção pessoal e empresarial”, até “soluções personalizadas, desenvolvidas por equipe multidisciplinar, a partir de referências científicas e jurídicas, mitigando as chances de contágio pelo coronavírus”.

    A Cootravipa tem 2 mil associados.

    Não há uma estatística, mas o vice- presidente da Cooperativa Ilhas diz que chega a dez mil o número de catadores, carroceiros e carrinheiros que recolhem lixo reciclável pela região metropolitana.

    Com a lei de 2014 que garantiu o monopólio à Cootravipa, vários grupos de catadores autônomos se tornaram “clandestinos” e, desde então, o conflito vem crescendo.

    Os planos de reciclar os catadores que ficaram sem trabalho nunca saíram do papel. Jorge Fagundes, da Cooperativa Ilhas, lembra que, no governo Fortunati, uma verba de R$ 6 milhões do governo federal foi liberada para organizar esses trabalhadores em postos de triagem, mas nada aconteceu.

    A situação se agravou com a crise econômica que reduziu  consumo das famílias e, consequentemente, o lixo nos condomínios e nas calçadas.

    A atividade dos catadores autônomos  que levam seu material para outros recicladores passou a comprometer a operação das 16 cooperativas de reciclagem que recebem o material da Cootravipa, empregando 700 pessoas.

    A nova administração municipal, desde janeiro decidiu fazer valer a lei. Apertou na fiscalização e no rigor das multas desde o início deste ano. “Não posso desvestir um santo para vestir outro”, disse o prefeito para justificar a repressão aos “clandestinos”.

    Em abril os catadores acamparam na frente da Prefeitura.

    Com intermediação do Ministério Público e da Defensoria Pública, foi iniciada uma negociação para  solucionar o impasse que se agravou com as pesadas multas aplicadas.  A multa por “roubo de lixo” pode chegar a  R$ 7 mil. Segundo Jorge Fagundes alguns associados da Ilhas já acumulam R$ 49 mil de multas.

    Por isso, na semana passada eles voltaram a acampar na frente da Prefeitura. Ficaram dois dias até que, mais uma vez por intermediação da Defensoria Pública, se deu início a uma negociação para resolver o impasse.

    Houve uma primeira reunião dois dias depois que os catadores deixaram o largo da Prefeitura.

    No mesmo dia o prefeito Sebastião Melo, falando a empresários do Quarto Distrito, disse que o lixo em Porto Alegre “é uma questão muito séria e que não tem solução fácil”.  Disse que a Prefeitura paga um milhão por mês à Cootravipa para recolher o lixo seco da cidade, “onde muito pouca gente separa o lixo”.

    “O povo de Porto Alegre está separando pouco lixo!” destacou.

    Segundo os números do DMLU, das 1.160 toneladas recolhidas diariamente na cidade, apenas 51 toneladas (menos de 5%) é material reciclável. Mais grave: estima-se que dentro desse lixo encaminhado para o aterro,  pelo menos 250 toneladas de material reciclável são descartadas diariamente, junto com o lixo orgânico e rejeitos.

    Perda econômica e ambiental pela separação incorreta do lixo em casa. Se fossem separados para reciclagem esses materiais renderiam cerca de R$ 700 mil por mês. Num ano são R$ 8,8 milhões no lixo.

    A coleta seletiva de Porto Alegre entrou em operação em  1990, no  segundo ano da gestão de Olívio Dutra, no Bom Fim, bairro escolhido para o projeto-piloto.  Em seis anos alcançava toda a cidade.

    Trinta anos depois, ainda não venceu o principal desafio: conscientizar a população a separar o material reciclável e organizar a coleta para evitar a disputa nas lixeiras.

    Serviços que a Cootravipa presta como terceirizada à Prefeitura Municipal de Porto Alegre

    • Gestão de Limpeza Urbana
    • Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos
    • Varrição e Raspação
    • Pintura de meio-fio
    • Roçada
    • Capina
    • Limpeza de Viadutos
    • Limpeza e Pintura de Monumentos
    • Limpeza de Praças e Parques
    • Limpeza e Conservação Predial
    • Manutenção de prédios públicos (eletricista, técnico em refrigeração, pedreiro e marcenaria)
  • Dossiê que aponta precariedade em escolas da rede estadual será levado à Assembleia

    Dossiê que aponta precariedade em escolas da rede estadual será levado à Assembleia

    Na terça-feira, 7, o Cpers vai entregar aos 55 deputados e à secretária da Educação o levantamento feito em 186 escolas da rede pública estadual.

    Os dados foram colhidos por uma comitiva que percorreu 60 municípios do Rio Grande do Sul entre os dias 11 e 26 de novembro.

    As  186 escolas visitadas representam menos de 10% da rede escolar estadual ( 2.400 no total).

    Em 58 delas (quase um terço) têm graves problemas estruturais ou de recursos humanos, faltam professores em 21 delas, em 12 há problemas de infiltração e em 13 há problemas na rede elétrica, há 5 escolas sem luz, uma sem água, oito com prédios interditados e sete com muros desmoronando ou já caídos.

    Há ainda seis escolas com telhados quebrados ou com risco de desabar e oito com salas de aula interditadas.

    “Em 36 anos na rede pública, já vi muito, mas um ataque tão feroz à educação e à estrutura da educação, nunca tinha visto”, afirmou Helenir Aguiar Schürer, durante apresentação nesta quinta-feira (2) dos dados coletados na caravana, que percorreu 17.800 km.

    A presidente do Cpers criticou o programa Avançar na Educação, apresentado recentemente pelo governo estadual e que propõe investir cerca de R$ 1,2 bilhão em projetos para melhorar a infraestrutura física e tecnológica das escolas, assegurar a recuperação da aprendizagem pós-pandemia, qualificar o ensino e capacitar os profissionais da educação. A intenção do governo é ter 56 “escolas padrão”.

    “Não queremos poucas ‘escolas modelo’, queremos estrutura decente em todas as escolas”, afirmou. A presidente do Cpers declarou que a entidade voltará à estrada para acompanhar a prática do investimento anunciado pelo governo estadual.

    Lembrou que o quadro se completa “com os sete anos sem reajuste salarial e a retirada de direitos”.

    Números #CaravanaCPERS

    ·      9 Regiões funcionais do RS

    ·      17.800 km percorridos

    ·      60 cidades

    ·      186 escolas visitadas

    ·      58 das escolas visitadas com problemas graves estruturais ou de RH

    ·      21 escolas com falta de educadores(as)

    ·      12 escolas com problemas de infiltração

    ·      13 escolas com problemas na rede elétrica

    ·      5 escolas sem luz

    ·      1 escola sem água

    ·      8 escolas com prédios ou pavilhões interditados

    ·      7 escolas com muro desmoronando ou já desabado

    ·      6 escolas com telhado quebrado com ameaça de desabar

    ·      8 escolas com salas de aulas interditadas

    ·      7 anos sem reposição salarial

    (Fonte: Cpers)