Autor: da Redação

  • Seis ministérios formam força tarefa para evitar apagão elétrico

    Seis ministérios formam força tarefa para evitar apagão elétrico

    Da Agência Brasil

    O governo criou através de Medida Provisória uma Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética, para adotar medidas emergenciais e garantir a continuidade e  segurança do suprimento de energia elétrica no país.

    O colegiado, com duração prevista até 30 de dezembro, será composto por representantes de seis ministérios: Minas e Energia (que o presidirá), Economia, Infraestrutura, Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.

    Entre as atribuições do grupo está a definição de diretrizes obrigatórias para estabelecer limites de uso, armazenamento e vazão das usinas hidrelétricas e outras medidas mitigadoras do baixo volume dos reservatórios.

    A câmara também terá poderes para estabelecer prazos para o atendimento das diretrizes e para o encaminhamento de informações e subsídios técnicos por parte de órgãos públicos, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e dos concessionários de geração de energia elétrica.

    Em maio, o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emitiu um alerta conjunto de emergência hídrica para a área da Bacia do Paraná, que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

    O alerta previa chuvas abaixo da média entre junho e setembro na região. Foi a primeira vez que o órgão emitiu um alerta desta natureza.

    De setembro a maio, segundo a pasta, a afluência, que corresponde à vazão de água que chega às hidrelétricas, registrou o pior índice do histórico desde 1931 para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

    “Essa situação indica a necessidade de grande articulação entre todos os órgãos e entidades responsáveis pelas atividades dependentes dos recursos hídricos – entre as quais se destacam a gestão dos usos múltiplos da água, a geração de energia, o meio ambiente, a agricultura e os transportes.

    Essa articulação visa à adoção de medidas excepcionais para preservar a segurança e continuidade do fornecimento de energia elétrica, especialmente durante o segundo semestre de 2021, com a adequada compatibilização entre as políticas energética, de recursos hídricos e ambiental”, diz a pasta, em nota.

    Durante sua vigência, a câmara também deverá homologar as deliberações do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), composto por diversos órgãos e entidades públicas. Após a homologação, essas decisões passam a ter caráter obrigatório.

    A MP também possibilita a contratação de reserva de capacidade, excepcionalmente por meio de processos competitivos simplificados a serem disciplinados pela pasta de Minas e Energia.

    Em um pronunciamento na noite de hoje, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou que o governo está finalizando um programa voluntário para incentivar a redução do consumo de energia por indústrias. ()

    Edição: Fábio Massalli

  • Indice de infelicidade: pesquisa mostra Brasil em 2º lugar no ranking mundial

    Índice de infelicidade dos brasileiros é o maior dos últimos 5 anos

    Com alta taxa de desemprego e inflação crescente, o Brasil ocupa a 2a posição em ranking que mede o mal-estar de 38 países, ficando atrás apenas da Turquia.

    De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre-FGV), o país tem 19,83% de desconforto socioeconômico, contra 26,28% da nação turca.

    A lista de países que é avaliada relaciona membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que engloba economias avançadas e o Brasil, e quanto maior o índice de desconforto apresentado, pior é a taxa.

    Em terceiro lugar no ranking está a Espanha (16,09%), seguida por Colômbia (15,63%), Grécia (14,08%) e Chile (13,42%).

    O índice de infelicidade, que é medido através da soma das taxas de inflação e de desemprego, atingiu o pior patamar dos últimos cinco anos no primeiro trimestre de 2021.

    O mesmo índice foi registrado em 2016, quando o país enfrentava uma grave recessão econômica.

    Segundo Daniel Duque, pesquisador responsável pela pesquisa, o índice brasileiro é preocupante, pois, ao contrário da líder do ranking, o indicador brasileiro vem piorando ao longo do tempo, especialmente durante a segunda onda da pandemia causada pela Covid-19.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Polícia reforça setor de investigações com formação de novos peritos

    Polícia reforça setor de investigações com formação de novos peritos

    O Curso de Formação Profissional do Instituto-Geral de Perícias diplomou na sexta, 25, trinta e um novos especialistas para as áreas de investigação criminal.

    Os profissionais assumirão seus postos nas Coordenadorias Regionais de Perícias

    São seis peritos médicos-legistas, 10 peritos criminais e 15 técnicos em perícias. O curso começou em 31 de março e teve 360 horas de formação, alternando entre aulas teóricas e práticas.

    A formatura completa mais uma etapa do programa de reposição de efetivo, iniciado pelo governo do Estado em novembro de 2019. O próximo chamamento está previsto para março de 2022.

    Os novos servidores serão remanejados para seus postos nas Coordenadorias Regionais de Perícias.

    “No interior, ainda temos desafios para o fortalecimento da perícia. São os profissionais comprometidos que atuam nestas regiões que trarão a melhora que precisamos”, completou a diretora.

    (Com informações da Assessoria IGP)

  • Covid: Ministério confirma primeira morte causada pela variante delta no Brasil

    Covid: Ministério confirma primeira morte causada pela variante delta no Brasil

    Da Agência Brasil

    Uma mulher grávida, de 42 anos, é a primeira paciente a morrer no Brasil com diagnóstico da variante delta do novo coronavírus, confirmou hoje (27) o Ministério da Saúde.

    A vítima tinha vindo do Japão para Apuracana, no norte do Paraná, onde morreu em 18 de abril.

    Segundo o ministério, a gestante teve resultado negativo para covid-19 no teste de RT-PCR antes de embarcar para o Brasil.

    No entanto, a vítima começou a apresentar problemas respiratórios em 7 de abril, dois dias depois de chegar ao país. A paciente refez o teste, com resultado positivo.

    Oito dias após a confirmação do diagnóstico, em 15 de abril, a gestante foi internada.

    Logo depois de passar por uma cesariana de emergência em 18 de abril, por causa do agravamento do estado de saúde, a mulher morreu.

    Nascido com 28 semanas de gestação, o bebê fez o teste para a doença, com resultado negativo.

    A paciente morta está na origem do primeiro caso de transmissão comunitária no Paraná da variante delta, identificada na Índia. Uma idosa de 71 anos foi infectada pela filha, que era amiga da gestante e tinha ido visitá-la.

    A idosa já teve alta. Como a filha, que teve contato com a gestante, só fez o teste de antígeno, não foi possível traçar o sequenciamento genético do vírus.

    Edição: Pedro Ivo de Oliveira

  • José Paulo Bisol (1928-2021) : “Sempre estive do lado de lá do comum das coisas”

    José Paulo Bisol (1928-2021) : “Sempre estive do lado de lá do comum das coisas”

    Por “falência múltipla de órgãos”, morreu às 10h26 deste sábado, aos 92 anos,  José Paulo Bisol, que se autodefinia como “um múltiplo”.

    Foi poeta, escritor, juiz, desembargador, cronista esportivo, professor,  apresentador de TV,  deputado, senador e secretário de Justiça, além de ter sido duas vezes candidato à vice-presidência.

    “Sempre estive do lado de lá do comum das coisas”, dizia referindo-se à sua trajetória, toda marcada pela rebeldia e por posições arrojadas, às vezes, desconcertantes, sempre em busca de justiça e esclarecimento.

    Juiz em início de carreira, chocava os moradores da pacata Livramento dos anos 1960, com suas sentenças polêmicas: “O direito à vida está acima do direito à propriedade”, disse certa vez ao absolver um homem que roubara para levar comida aos nove filhos.

    Desembargador aposentado, na Porto Alegre de 1980, ganhou notoriedade falando de poesia, filosofia, direitos humanos e feminismo num programa de televisão, o pioneiro TV Mulher.

    Secretário de Segurança Pública, no governo de Olívio Dutra, em 2001, intercedeu pessoalmente para resolver um sequestro e encerrou dando um abraço no sequestrador.

    Candidato a vice-presidente da República, defendeu agricultores que invadiram uma fazenda, dizendo que a reforma agrária era um dispositivo constitucional que, ao não ser cumprido, legitimava a atitude do movimento dos sem-terra.

    Senador na Constituinte que fez a Carta de 1988, era um crítico implacável do modo como se fazem as leis no Brasil:

    “Somos o reino do sigilo. Aqui se legisla e se administra em segredo. Quando a gente vê, tem lei nova em cima ou os trâmites do procedimento são outros. Muda-se a toda a hora a regra do jogo”.

    Carreira política

    A notoriedade que adquiriu na TV permitiu a Bisol eleger-se deputado estadual pelo PMDB, em 1982, praticamente sem fazer campanha.

    Ao fim do mandato, candidatou-se ao Senado e foi um dos mais ativos nos trabalhos de elaboração da “Constituição Cidadã”, sob a liderança de Ulisses Guimarães.

    Com Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso, foi um dos fundadores do PSDB em 1988 e, como senador, liderou a criação da primeira CPI do Congresso Nacional para investigar o escândalo dos “Anões do Orçamento”.

    Para ser candidato a vice-presidência na chapa de Lula, em 1989, mudou para o PSB  e foi alvo de acusações que, depois, não se confirmaram, mas que influíram no desgaste que levou à derrota para Fernando Collor.

    Manteve-se como vice na segunda tentativa de Lula para chegar à presidência da República, em 1994.

    Na campanha com Lula, em 1994

    Desta vez foi acusado de usar a influência política para obter financiamento do Banco do Brasil para comprar uma fazenda e de ter apresentado emendas superfaturadas para beneficiar o município de Buritis (onde ficavam suas terras)

    Foi tamanha a campanha na imprensa que teve que renunciar, em favor de Aluísio Mercadante.  Processou todos os jornais que o acusaram – Jornal do Brasil, O Globo, Estado de S. Paulo, Correio Braziliense, IstoÉ e Zero Hora.

    Com o dinheiro das indenizações que recebeu comprou a casa em que morava desde que se afastou da vida pública, num condomínio fechado, em Osório (RS).

    Em 1998 foi novamente candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, sem êxito. Foi então chamado pelo governador eleito, Olívio Dutra, para a Secretaria de Justiça e Segurança.

    Fez uma gestão polêmica, em que combateu a corrupção e tentou desmilitarizar e unificar as polícias civis e militar, motivos de intensa reação nas corporação e ampla repercussão na imprensa, interessada em desgastar o governo petista.

    Bisol deixa a esposa, Vera Lúcia Zanette, três filhos, Tula, Ricardo e Jairo, nove netos e um bisneto.

    (Com informações do Brasil de Fato, Wikipedia, Arquivo JÁ)

  • Auditoria constata diferença de quase R$ 41 milhões em repasses para a Carris

    Auditoria constata diferença de quase R$ 41 milhões em repasses para a Carris

    Felipe Uhr

    Em vias de ser privatizada, com a justificativa de ser deficitária, a Companhia Carris, empresa pública de transporte coletivo de Porto Alegre, pode sofrer reviravolta em sua situação financeira nos próximos dias.

    Auditoria fiscal contratada pelo ainda prefeito Marchezan, e realizada pela Auge Contadores, analisou o serviço de bilhetagem. Com base em documentos entregues, entre os anos de 2006 e 2020,  constatou que R$ 41 milhões não chegaram ao caixa da companhia.

    O relatório entregue no dia 20 de maio e divulgado há poucos dias no site da Prefeitura de Porto Alegre, diz o seguinte:  “a Carris teve R$ 164.495.660,92 de repasses correspondentes ao exercício de 2019”.

    Conforme informado pela Carris, o valor líquido que a empresa recebeu em 2019 totaliza R$ 123.771.538,45, portanto quase 41 milhões de menos do que constata a auditoria.

    O assunto foi abordado durante a reunião da Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) da Câmara de Vereadores, realizado na última terça-feira, dia 22. “A ATP alega ter repassado R$ 164 milhões, mas que, segundo a Carris, foram recebidos R$ 123 milhões.

    Onde está a diferença? ” questionou a representante do comitê contra a privatização da Carris, Patrícia de Oliveira Camilo. Não houve resposta dos representantes do Governo ou da EPTC, que estavam presentes no encontro.

    Essa e outras denúncias de possíveis irregularidades no sistema de bilhetagem do transporte público de Porto Alegre deram origem a uma representação ao Ministério Público, apresentada pela vereadora Karen Santos (Psol) e André Augustin, do Instituto Observatório das Metrópoles. Serão acompanhadas e investigadas pelo MPE , segundo o promotor de Justiça em Defesa do Patrimônio Público, Felipe Kreutz.

    Para Kreutz, a bilhetagem eletrônica deveria ser gerida pela EPTC, mas segue com a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), representante das empresas de ônibus privadas.  “O MP vai tentar identificar eventuais irregularidades, apurar e esclarecer os fatos de que tem conhecimento”, completou.

    Na auditoria, a empresa contratada disse não poder opinar sobre a diferença porque não recebeu todos documentos das partes e recomenda “verificação nos controles internos para apuração e ajustes de eventuais diferenças entre os valores registrados na contabilidade da auditada e os efetivamente recebidos pelos consórcios.”

     

  • Com reforma da Previdência e privatização da Carris, Melo conclui agenda de Marchezan

    Com reforma da Previdência e privatização da Carris, Melo conclui agenda de Marchezan

    A Câmara de Porto Alegre aprovou, na quarta, 23,  a reforma da Previdência Municipal, por 24 votos a 11.

    Em dez dias úteis deverá ocorrer a votação em segundo.

    O voto do vereador Airto Ferronato (PSB) foi decisivo para a vitória do prefeito Sebastião Melo, que até poucos dias antes não tinha os vinte e quatro votos necessários à aprovação.

    O Sindicato dos Funcionários do Município ainda tenta reverter o resultado.

    O projeto (PLCE 18/20)  enfrenta ainda a oposição cerrada dos funcionários municipais. Segundo o sindicato da categoria, a mudannça “promove diversos ataques aos direitos dos servidores” e, entre outras medidas, eleva a alíquota de contribuição de 14% para 22%.

    Antes do segundo turno, a Câmara Municipal de Porto Alegre realiza, no dia 29/06, a partir das 19h, uma audiência pública sobre o projeto.

    “O Simpa considera a audiência um importante momento para que a categoria municipária se manifeste e pressione os vereadores em defesa da rejeição do projeto”, diz em nota o Sindicato.

    Proposto na gestão do ex-prefeito Nelson Marchezan, o projeto foi reapresentado pelo prefeito Sebastião Melo no início do ano com mensagem retificativa contendo modificações pontuais.

    O projeto traz alterações na idade mínima de aposentadoria dos servidores de Porto Alegre e, em outras regras, adaptando os dispositivos à Emenda Constitucional 103 de 2019 (Reforma da Previdência).

    Pela proposta, os servidores segurados poderão aposentar-se voluntariamente aos 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens;  além de 25 anos de contribuição, desde que cumpridos dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que for concedida a aposentadoria.

    Privatização da Carris

    Na sequência, a Câmara deve votar o projeto que prevê a venda, privatização ou até mesmo liquidação da Carris.

    O projeto de apenas quatro páginas já está no legislativo desde o dia 15 de junho.

    Entre as justificativas, o Executivo aponta o próprio caos vivido pelo transporte público coletivo da capital, que a cada ano arrecada menos e custa mais caro. Em quatro anos a Prefeitura apresenta uma queda de aproximadamente 25% do número de passageiros pagantes.

    Em entrevistas aos principais jornais da capital Melo já declarou que o atual modal é insustentável e que privatizar a Carris é tirar da Prefeitura o peso de aportes para o cobrir o rombo da empresa.

    Nos últimos dois anos foram repassados mais de R$ 80 milhões.

    Melo não deve ter dificuldades para aprovar a desestatização da Carris. Para isso precisa de maioria simples, 19 votos. Hoje o Prefeito tem uma base ampla e forte no legislativo. Estima-se que ele praticamente 26 votos para a maioria dos projetos.

    A oposição hoje com dez vereadores tenta através da mobilização da população reverter esse quadro.

    “Estamos tentando mobilizar a Opinião Pública pra expor o governo ao constrangimento” comentou a vereadora Karen Santos (Psol). Para ela o projeto de privatização da Carris é frágil e sem justificativas consistentes. “Não foi realizado um estudo de impacto financeiro” completou a parlamentar.

    Se Melo privatizar a Carris ainda em julho, vai fazer em sete meses o que Marchezan queria, mas não conseguiu durante quatro anos.

    Felipe Uhr

  • Banco do Brasil abre concurso para contratar 4.480 funcionários

    O Banco do Brasil e a Fundação Cesgranrio divulgam nesta quinta-feira, 24 de junho, no Diário Oficial da União, o Edital de Abertura da Seleção Externa 2021/001. A seleção será realizada para provimento de:

    – 2 mil vagas para Escriturário – Agente Comercial, mais 2 mil de cadastro reserva, para atuação nas unidades de negócios;
    – 240 vagas de Escriturário – Agente de Tecnologia, e outras 240 de cadastro de reserva, com foco em Conhecimentos de TI.

    O cargo de escriturário possui nomenclaturas específicas para uso no relacionamento com o mercado, que variam de acordo com a unidade em que o funcionário está lotado. Para este concurso, os candidatos podem concorrer para Agente Comercial, que trabalha na rede de agências do BB, em todo o país, ou para Agente de Tecnologia, que assume na área de Tecnologia, em Brasília.

    “Nosso objetivo é atrair novos talentos, em nível nacional, que se identifiquem com nosso propósito de cuidar do que é valioso para as pessoas. Em decorrência da pandemia, tivemos o cuidado de definir um cronograma mais extenso para realizar a inscrição, possibilitando mais tempo de estudo aos candidatos”, explica Fausto Ribeiro, presidente do BB.

    As inscrições têm valor de R$ 38,00 e podem ser realizadas no período de 24 de junho a 28 de julho de 2021. A realização das provas está prevista para o dia 26 de setembro de 2021 e seguirá os protocolos de prevenção à Covid-19, conforme regras do edital. Para participar da seleção, é preciso ter certificado de conclusão ou diploma de curso de nível médio, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação, Secretarias ou Conselhos Estaduais de Educação e idade mínima de 18 anos completos, até a data da contratação.

    As provas irão conter questões de Conhecimentos Básicos (25 questões): Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Atualidades do Mercado Financeiro e Conhecimentos Específicos (45 questões), de acordo com a vaga pretendida:

    – Agente de Tecnologia:
    Probabilidade e Estatística, Conhecimentos Bancários e Tecnologia da Informação.

    – Agente Comercial:
    Matemática Financeira, Conhecimentos Bancários, Negociação e Vendas e Conhecimentos de Informática.

    Serão ofertadas vagas em dependências situadas em todos os estados e no Distrito Federal. No momento da inscrição, o candidato deverá escolher a UF/Macrorregião/Microrregião e a cidade de realização das provas.

    A seleção externa tem validade de um ano, a contar da data de publicação do Edital de Homologação dos resultados finais, podendo ser prorrogada, uma única vez, por igual período.

    A remuneração inicial é de R$ 3.022,37, para jornada de 30 horas semanais, ajuda alimentação/refeição de R$ 831,16 por mês e, cumulativamente com o benefício de ajuda alimentação/refeição, o Banco concede a cesta alimentação, no valor mensal de R$ 654,87, na forma do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT. Há possibilidade de ascensão e desenvolvimento profissional; participação nos lucros ou resultados, nos termos da legislação pertinente e acordo sindical vigente; vale-transporte; auxílio-creche; auxílio a filho com deficiência; e previdência complementar.

    Os funcionários do BB possuem, ainda, acesso à Universidade Corporativa Banco do Brasil (UniBB), que promoveu 3,5 milhões de ações de capacitação apenas em 2020. “Estamos sempre investindo no encarreiramento dos nossos funcionários. Agora em maio, lançamos um movimento interno, chamado de ‘evolution’, para trazer oportunidades de qualificação profissional, direcionadas para o incremento e desenvolvimento de competências digitais”, destaca o presidente do BB.

    O Banco irá oferecer bolsas de idiomas, incentivos para graduação, pós-graduação lato sensu, mestrado e doutorado, oportunidades de mentoria, compartilhamento de experiências e hackathons. “A nossa cultura organizacional é baseada em valores consolidados de foco no cliente, ética, inovação, senso de dono, confiabilidade, eficiência e espírito público”, finaliza Fausto.

    Mais informações sobre o concurso podem ser obtidas no Edital, disponível para consulta no site www.bb.com.br/concurso, no Diário Oficial da União, e no site www.cesgranrio.org.br.

     

  • Agendamento de vacinas por aplicativo em Porto Alegre começa em três unidades

    Desde terça-feira, 22, está disponível para a população de Porto Alegre  o agendamento de vacina via aplicativo 156+POA.

    Na fase de testes,  o agendamentos começará em três unidades de saúde:

    Morro Santana

    Tristeza

    São Carlos

    Horário das 18 às 21h, a vacinação ocorrerá em períodos de 20 em 20 minutos com estimativa de aumento no atendimento mediante a chegada de novas remessas de vacina.

    Em comentários publicados na plataforma do app, usuários comentam sobre a dificuldade no agendamento pois não há Unidades de saúde disponíveis.

    Reprodução comentários Google Play

    O aplicativo está disponível apenas para a Google Play e segundo a diretora técnica da Procempa, Débora Roesler,a companhia já trabalha para ampliar as plataformas de download do aplicativo.

    Fonte: Prefeitura de Porto Alegre 

  • Terras indígenas: protesto em Brasília contra o “marco temporal” de 1988

    Terras indígenas: protesto em Brasília contra o “marco temporal” de 1988

    MARCIA TURCATO, especial para o JÁ

    O risco de perder território fez com que cerca de 500 indígenas de diversas etnias viajassem até Brasília para lutar por seus direitos.

    Eles também protestam contra projetos de lei que permitem o garimpo em áreas indígenas.

    “Reduzir o território indígena foi uma promessa da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro. Eleito, ele colocou seu projeto a favor da especulação em prática”, explica Marcos Kaingang, 27 anos, do Rio Grande do Sul, bacharel em Direito, e assessor de projetos do Conselho de Missões dos Povos Indígenas.

    Os Kaingang são um povo pertencente à família Jê, que atualmente ocupa 46 terras indígenas nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Uruguai.

    A população é estimada em 37.470 pessoas.

    Os povos indígenas vivem no Brasil desde antes de Cabral aportar na Bahia no ano de 1500. Então, por quê deveriam ser reconhecidos como territórios indígenas somente as áreas ocupadas pelas populações tradicionais até 1988?

    Esse foi o ano da promulgação da Constituição Federal, a Constituição Cidadã.

    A tese do “marco temporal”, defendida por deputados e senadores que
    representam os interesses de ruralistas, de mineradoras e de madereiros,
    pretende rever, e até revogar, territórios demarcados após 1988.

    A matéria está em análise no STF, o relator é o ministro Edson Fachin. O ministro Alexandre Moraes pediu destaque ao tema e a sessão da Corte foi suspensa no último 16 de junho e não tem data para retornar à agenda da Corte.

    As lideranças indígenas chegaram em Brasília no começo de junho e logo
    organizaram um protesto contra o Projeto de Lei (PL) 490/2007, que abre as terras tradicionais para a exploração econômica e inviabiliza, na prática, novas demarcações.

    Os indígenas exigem que o PL 490 seja retirado de forma definitiva da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) da Câmara dos
    Deputados.

    A deputada Joenia Wapichana (Rede/RR) conseguiu que a matéria
    fosse retirada da pauta por duas sessões, significa que a matéria voltará para a agenda em julho.

    A deputada coordena a Frente Parlamentar Indígena. Kretã Kaingang, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do
    Brasil (Apib), alerta para os riscos que o PL 490 trará aos povos indígenas. “O projeto permite que o governo tire da posse de povos indígenas áreas
    oficializadas há décadas, escancara as terras Indígenas a empreendimentos predatórios, como o garimpo, e, na prática, vai inviabilizar as demarcações, totalmente paralisadas pelo governo Bolsonaro”.

    Os povos também se manifestaram contra outras iniciativas do Congresso,
    como o PL 2633/2020, conhecido como o PL da Grilagem, e o PL 984/2019, que pretende cortar o Parque Nacional do Iguaçu e outras Unidades de
    Conservação com estradas.

    Acampamento

    Homens, mulheres e crianças estão acampados no gramado do Teatro
    Nacional, em Brasília, para lutar por seu direito ancestral.

    São cerca de 500
    pessoas representando 30 etnias de Norte a Sul do Brasil. Quatro banheiros químicos foram instalados no local, também há uma cozinha coletiva, uma tenda para atendimento médico e outra para a assessoria de imprensa do acampamento, a Mídia Nativa On.

    A comida é feita com alimentos doados. Eles também receberam doação de agasalhos e cobertores porque a temperatura em Brasília, à noite, pode cair abaixo de 10 graus.

    A organização do acampamento é bem estruturada: grupo
    de cozinha, grupo de limpeza, de recreação infantil, de leitura e de produção de conteúdo para a imprensa.

    Todas as etnias trouxeram adornos para vender em Brasília. Essa é uma forma de garantir renda e dar visibilidade a sua cultura
    e arte. Os enfeites com plumas e os objetos de cestaria são típicos de cada
    etnia.