Autor: da Redação

  • José Paulo Bisol (1928-2021) : “Sempre estive do lado de lá do comum das coisas”

    José Paulo Bisol (1928-2021) : “Sempre estive do lado de lá do comum das coisas”

    Por “falência múltipla de órgãos”, morreu às 10h26 deste sábado, aos 92 anos,  José Paulo Bisol, que se autodefinia como “um múltiplo”.

    Foi poeta, escritor, juiz, desembargador, cronista esportivo, professor,  apresentador de TV,  deputado, senador e secretário de Justiça, além de ter sido duas vezes candidato à vice-presidência.

    “Sempre estive do lado de lá do comum das coisas”, dizia referindo-se à sua trajetória, toda marcada pela rebeldia e por posições arrojadas, às vezes, desconcertantes, sempre em busca de justiça e esclarecimento.

    Juiz em início de carreira, chocava os moradores da pacata Livramento dos anos 1960, com suas sentenças polêmicas: “O direito à vida está acima do direito à propriedade”, disse certa vez ao absolver um homem que roubara para levar comida aos nove filhos.

    Desembargador aposentado, na Porto Alegre de 1980, ganhou notoriedade falando de poesia, filosofia, direitos humanos e feminismo num programa de televisão, o pioneiro TV Mulher.

    Secretário de Segurança Pública, no governo de Olívio Dutra, em 2001, intercedeu pessoalmente para resolver um sequestro e encerrou dando um abraço no sequestrador.

    Candidato a vice-presidente da República, defendeu agricultores que invadiram uma fazenda, dizendo que a reforma agrária era um dispositivo constitucional que, ao não ser cumprido, legitimava a atitude do movimento dos sem-terra.

    Senador na Constituinte que fez a Carta de 1988, era um crítico implacável do modo como se fazem as leis no Brasil:

    “Somos o reino do sigilo. Aqui se legisla e se administra em segredo. Quando a gente vê, tem lei nova em cima ou os trâmites do procedimento são outros. Muda-se a toda a hora a regra do jogo”.

    Carreira política

    A notoriedade que adquiriu na TV permitiu a Bisol eleger-se deputado estadual pelo PMDB, em 1982, praticamente sem fazer campanha.

    Ao fim do mandato, candidatou-se ao Senado e foi um dos mais ativos nos trabalhos de elaboração da “Constituição Cidadã”, sob a liderança de Ulisses Guimarães.

    Com Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso, foi um dos fundadores do PSDB em 1988 e, como senador, liderou a criação da primeira CPI do Congresso Nacional para investigar o escândalo dos “Anões do Orçamento”.

    Para ser candidato a vice-presidência na chapa de Lula, em 1989, mudou para o PSB  e foi alvo de acusações que, depois, não se confirmaram, mas que influíram no desgaste que levou à derrota para Fernando Collor.

    Manteve-se como vice na segunda tentativa de Lula para chegar à presidência da República, em 1994.

    Na campanha com Lula, em 1994

    Desta vez foi acusado de usar a influência política para obter financiamento do Banco do Brasil para comprar uma fazenda e de ter apresentado emendas superfaturadas para beneficiar o município de Buritis (onde ficavam suas terras)

    Foi tamanha a campanha na imprensa que teve que renunciar, em favor de Aluísio Mercadante.  Processou todos os jornais que o acusaram – Jornal do Brasil, O Globo, Estado de S. Paulo, Correio Braziliense, IstoÉ e Zero Hora.

    Com o dinheiro das indenizações que recebeu comprou a casa em que morava desde que se afastou da vida pública, num condomínio fechado, em Osório (RS).

    Em 1998 foi novamente candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, sem êxito. Foi então chamado pelo governador eleito, Olívio Dutra, para a Secretaria de Justiça e Segurança.

    Fez uma gestão polêmica, em que combateu a corrupção e tentou desmilitarizar e unificar as polícias civis e militar, motivos de intensa reação nas corporação e ampla repercussão na imprensa, interessada em desgastar o governo petista.

    Bisol deixa a esposa, Vera Lúcia Zanette, três filhos, Tula, Ricardo e Jairo, nove netos e um bisneto.

    (Com informações do Brasil de Fato, Wikipedia, Arquivo JÁ)

  • Auditoria constata diferença de quase R$ 41 milhões em repasses para a Carris

    Auditoria constata diferença de quase R$ 41 milhões em repasses para a Carris

    Felipe Uhr

    Em vias de ser privatizada, com a justificativa de ser deficitária, a Companhia Carris, empresa pública de transporte coletivo de Porto Alegre, pode sofrer reviravolta em sua situação financeira nos próximos dias.

    Auditoria fiscal contratada pelo ainda prefeito Marchezan, e realizada pela Auge Contadores, analisou o serviço de bilhetagem. Com base em documentos entregues, entre os anos de 2006 e 2020,  constatou que R$ 41 milhões não chegaram ao caixa da companhia.

    O relatório entregue no dia 20 de maio e divulgado há poucos dias no site da Prefeitura de Porto Alegre, diz o seguinte:  “a Carris teve R$ 164.495.660,92 de repasses correspondentes ao exercício de 2019”.

    Conforme informado pela Carris, o valor líquido que a empresa recebeu em 2019 totaliza R$ 123.771.538,45, portanto quase 41 milhões de menos do que constata a auditoria.

    O assunto foi abordado durante a reunião da Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) da Câmara de Vereadores, realizado na última terça-feira, dia 22. “A ATP alega ter repassado R$ 164 milhões, mas que, segundo a Carris, foram recebidos R$ 123 milhões.

    Onde está a diferença? ” questionou a representante do comitê contra a privatização da Carris, Patrícia de Oliveira Camilo. Não houve resposta dos representantes do Governo ou da EPTC, que estavam presentes no encontro.

    Essa e outras denúncias de possíveis irregularidades no sistema de bilhetagem do transporte público de Porto Alegre deram origem a uma representação ao Ministério Público, apresentada pela vereadora Karen Santos (Psol) e André Augustin, do Instituto Observatório das Metrópoles. Serão acompanhadas e investigadas pelo MPE , segundo o promotor de Justiça em Defesa do Patrimônio Público, Felipe Kreutz.

    Para Kreutz, a bilhetagem eletrônica deveria ser gerida pela EPTC, mas segue com a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), representante das empresas de ônibus privadas.  “O MP vai tentar identificar eventuais irregularidades, apurar e esclarecer os fatos de que tem conhecimento”, completou.

    Na auditoria, a empresa contratada disse não poder opinar sobre a diferença porque não recebeu todos documentos das partes e recomenda “verificação nos controles internos para apuração e ajustes de eventuais diferenças entre os valores registrados na contabilidade da auditada e os efetivamente recebidos pelos consórcios.”

     

  • Com reforma da Previdência e privatização da Carris, Melo conclui agenda de Marchezan

    Com reforma da Previdência e privatização da Carris, Melo conclui agenda de Marchezan

    A Câmara de Porto Alegre aprovou, na quarta, 23,  a reforma da Previdência Municipal, por 24 votos a 11.

    Em dez dias úteis deverá ocorrer a votação em segundo.

    O voto do vereador Airto Ferronato (PSB) foi decisivo para a vitória do prefeito Sebastião Melo, que até poucos dias antes não tinha os vinte e quatro votos necessários à aprovação.

    O Sindicato dos Funcionários do Município ainda tenta reverter o resultado.

    O projeto (PLCE 18/20)  enfrenta ainda a oposição cerrada dos funcionários municipais. Segundo o sindicato da categoria, a mudannça “promove diversos ataques aos direitos dos servidores” e, entre outras medidas, eleva a alíquota de contribuição de 14% para 22%.

    Antes do segundo turno, a Câmara Municipal de Porto Alegre realiza, no dia 29/06, a partir das 19h, uma audiência pública sobre o projeto.

    “O Simpa considera a audiência um importante momento para que a categoria municipária se manifeste e pressione os vereadores em defesa da rejeição do projeto”, diz em nota o Sindicato.

    Proposto na gestão do ex-prefeito Nelson Marchezan, o projeto foi reapresentado pelo prefeito Sebastião Melo no início do ano com mensagem retificativa contendo modificações pontuais.

    O projeto traz alterações na idade mínima de aposentadoria dos servidores de Porto Alegre e, em outras regras, adaptando os dispositivos à Emenda Constitucional 103 de 2019 (Reforma da Previdência).

    Pela proposta, os servidores segurados poderão aposentar-se voluntariamente aos 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens;  além de 25 anos de contribuição, desde que cumpridos dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que for concedida a aposentadoria.

    Privatização da Carris

    Na sequência, a Câmara deve votar o projeto que prevê a venda, privatização ou até mesmo liquidação da Carris.

    O projeto de apenas quatro páginas já está no legislativo desde o dia 15 de junho.

    Entre as justificativas, o Executivo aponta o próprio caos vivido pelo transporte público coletivo da capital, que a cada ano arrecada menos e custa mais caro. Em quatro anos a Prefeitura apresenta uma queda de aproximadamente 25% do número de passageiros pagantes.

    Em entrevistas aos principais jornais da capital Melo já declarou que o atual modal é insustentável e que privatizar a Carris é tirar da Prefeitura o peso de aportes para o cobrir o rombo da empresa.

    Nos últimos dois anos foram repassados mais de R$ 80 milhões.

    Melo não deve ter dificuldades para aprovar a desestatização da Carris. Para isso precisa de maioria simples, 19 votos. Hoje o Prefeito tem uma base ampla e forte no legislativo. Estima-se que ele praticamente 26 votos para a maioria dos projetos.

    A oposição hoje com dez vereadores tenta através da mobilização da população reverter esse quadro.

    “Estamos tentando mobilizar a Opinião Pública pra expor o governo ao constrangimento” comentou a vereadora Karen Santos (Psol). Para ela o projeto de privatização da Carris é frágil e sem justificativas consistentes. “Não foi realizado um estudo de impacto financeiro” completou a parlamentar.

    Se Melo privatizar a Carris ainda em julho, vai fazer em sete meses o que Marchezan queria, mas não conseguiu durante quatro anos.

    Felipe Uhr

  • Banco do Brasil abre concurso para contratar 4.480 funcionários

    O Banco do Brasil e a Fundação Cesgranrio divulgam nesta quinta-feira, 24 de junho, no Diário Oficial da União, o Edital de Abertura da Seleção Externa 2021/001. A seleção será realizada para provimento de:

    – 2 mil vagas para Escriturário – Agente Comercial, mais 2 mil de cadastro reserva, para atuação nas unidades de negócios;
    – 240 vagas de Escriturário – Agente de Tecnologia, e outras 240 de cadastro de reserva, com foco em Conhecimentos de TI.

    O cargo de escriturário possui nomenclaturas específicas para uso no relacionamento com o mercado, que variam de acordo com a unidade em que o funcionário está lotado. Para este concurso, os candidatos podem concorrer para Agente Comercial, que trabalha na rede de agências do BB, em todo o país, ou para Agente de Tecnologia, que assume na área de Tecnologia, em Brasília.

    “Nosso objetivo é atrair novos talentos, em nível nacional, que se identifiquem com nosso propósito de cuidar do que é valioso para as pessoas. Em decorrência da pandemia, tivemos o cuidado de definir um cronograma mais extenso para realizar a inscrição, possibilitando mais tempo de estudo aos candidatos”, explica Fausto Ribeiro, presidente do BB.

    As inscrições têm valor de R$ 38,00 e podem ser realizadas no período de 24 de junho a 28 de julho de 2021. A realização das provas está prevista para o dia 26 de setembro de 2021 e seguirá os protocolos de prevenção à Covid-19, conforme regras do edital. Para participar da seleção, é preciso ter certificado de conclusão ou diploma de curso de nível médio, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação, Secretarias ou Conselhos Estaduais de Educação e idade mínima de 18 anos completos, até a data da contratação.

    As provas irão conter questões de Conhecimentos Básicos (25 questões): Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Atualidades do Mercado Financeiro e Conhecimentos Específicos (45 questões), de acordo com a vaga pretendida:

    – Agente de Tecnologia:
    Probabilidade e Estatística, Conhecimentos Bancários e Tecnologia da Informação.

    – Agente Comercial:
    Matemática Financeira, Conhecimentos Bancários, Negociação e Vendas e Conhecimentos de Informática.

    Serão ofertadas vagas em dependências situadas em todos os estados e no Distrito Federal. No momento da inscrição, o candidato deverá escolher a UF/Macrorregião/Microrregião e a cidade de realização das provas.

    A seleção externa tem validade de um ano, a contar da data de publicação do Edital de Homologação dos resultados finais, podendo ser prorrogada, uma única vez, por igual período.

    A remuneração inicial é de R$ 3.022,37, para jornada de 30 horas semanais, ajuda alimentação/refeição de R$ 831,16 por mês e, cumulativamente com o benefício de ajuda alimentação/refeição, o Banco concede a cesta alimentação, no valor mensal de R$ 654,87, na forma do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT. Há possibilidade de ascensão e desenvolvimento profissional; participação nos lucros ou resultados, nos termos da legislação pertinente e acordo sindical vigente; vale-transporte; auxílio-creche; auxílio a filho com deficiência; e previdência complementar.

    Os funcionários do BB possuem, ainda, acesso à Universidade Corporativa Banco do Brasil (UniBB), que promoveu 3,5 milhões de ações de capacitação apenas em 2020. “Estamos sempre investindo no encarreiramento dos nossos funcionários. Agora em maio, lançamos um movimento interno, chamado de ‘evolution’, para trazer oportunidades de qualificação profissional, direcionadas para o incremento e desenvolvimento de competências digitais”, destaca o presidente do BB.

    O Banco irá oferecer bolsas de idiomas, incentivos para graduação, pós-graduação lato sensu, mestrado e doutorado, oportunidades de mentoria, compartilhamento de experiências e hackathons. “A nossa cultura organizacional é baseada em valores consolidados de foco no cliente, ética, inovação, senso de dono, confiabilidade, eficiência e espírito público”, finaliza Fausto.

    Mais informações sobre o concurso podem ser obtidas no Edital, disponível para consulta no site www.bb.com.br/concurso, no Diário Oficial da União, e no site www.cesgranrio.org.br.

     

  • Agendamento de vacinas por aplicativo em Porto Alegre começa em três unidades

    Desde terça-feira, 22, está disponível para a população de Porto Alegre  o agendamento de vacina via aplicativo 156+POA.

    Na fase de testes,  o agendamentos começará em três unidades de saúde:

    Morro Santana

    Tristeza

    São Carlos

    Horário das 18 às 21h, a vacinação ocorrerá em períodos de 20 em 20 minutos com estimativa de aumento no atendimento mediante a chegada de novas remessas de vacina.

    Em comentários publicados na plataforma do app, usuários comentam sobre a dificuldade no agendamento pois não há Unidades de saúde disponíveis.

    Reprodução comentários Google Play

    O aplicativo está disponível apenas para a Google Play e segundo a diretora técnica da Procempa, Débora Roesler,a companhia já trabalha para ampliar as plataformas de download do aplicativo.

    Fonte: Prefeitura de Porto Alegre 

  • Terras indígenas: protesto em Brasília contra o “marco temporal” de 1988

    Terras indígenas: protesto em Brasília contra o “marco temporal” de 1988

    MARCIA TURCATO, especial para o JÁ

    O risco de perder território fez com que cerca de 500 indígenas de diversas etnias viajassem até Brasília para lutar por seus direitos.

    Eles também protestam contra projetos de lei que permitem o garimpo em áreas indígenas.

    “Reduzir o território indígena foi uma promessa da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro. Eleito, ele colocou seu projeto a favor da especulação em prática”, explica Marcos Kaingang, 27 anos, do Rio Grande do Sul, bacharel em Direito, e assessor de projetos do Conselho de Missões dos Povos Indígenas.

    Os Kaingang são um povo pertencente à família Jê, que atualmente ocupa 46 terras indígenas nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Uruguai.

    A população é estimada em 37.470 pessoas.

    Os povos indígenas vivem no Brasil desde antes de Cabral aportar na Bahia no ano de 1500. Então, por quê deveriam ser reconhecidos como territórios indígenas somente as áreas ocupadas pelas populações tradicionais até 1988?

    Esse foi o ano da promulgação da Constituição Federal, a Constituição Cidadã.

    A tese do “marco temporal”, defendida por deputados e senadores que
    representam os interesses de ruralistas, de mineradoras e de madereiros,
    pretende rever, e até revogar, territórios demarcados após 1988.

    A matéria está em análise no STF, o relator é o ministro Edson Fachin. O ministro Alexandre Moraes pediu destaque ao tema e a sessão da Corte foi suspensa no último 16 de junho e não tem data para retornar à agenda da Corte.

    As lideranças indígenas chegaram em Brasília no começo de junho e logo
    organizaram um protesto contra o Projeto de Lei (PL) 490/2007, que abre as terras tradicionais para a exploração econômica e inviabiliza, na prática, novas demarcações.

    Os indígenas exigem que o PL 490 seja retirado de forma definitiva da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) da Câmara dos
    Deputados.

    A deputada Joenia Wapichana (Rede/RR) conseguiu que a matéria
    fosse retirada da pauta por duas sessões, significa que a matéria voltará para a agenda em julho.

    A deputada coordena a Frente Parlamentar Indígena. Kretã Kaingang, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do
    Brasil (Apib), alerta para os riscos que o PL 490 trará aos povos indígenas. “O projeto permite que o governo tire da posse de povos indígenas áreas
    oficializadas há décadas, escancara as terras Indígenas a empreendimentos predatórios, como o garimpo, e, na prática, vai inviabilizar as demarcações, totalmente paralisadas pelo governo Bolsonaro”.

    Os povos também se manifestaram contra outras iniciativas do Congresso,
    como o PL 2633/2020, conhecido como o PL da Grilagem, e o PL 984/2019, que pretende cortar o Parque Nacional do Iguaçu e outras Unidades de
    Conservação com estradas.

    Acampamento

    Homens, mulheres e crianças estão acampados no gramado do Teatro
    Nacional, em Brasília, para lutar por seu direito ancestral.

    São cerca de 500
    pessoas representando 30 etnias de Norte a Sul do Brasil. Quatro banheiros químicos foram instalados no local, também há uma cozinha coletiva, uma tenda para atendimento médico e outra para a assessoria de imprensa do acampamento, a Mídia Nativa On.

    A comida é feita com alimentos doados. Eles também receberam doação de agasalhos e cobertores porque a temperatura em Brasília, à noite, pode cair abaixo de 10 graus.

    A organização do acampamento é bem estruturada: grupo
    de cozinha, grupo de limpeza, de recreação infantil, de leitura e de produção de conteúdo para a imprensa.

    Todas as etnias trouxeram adornos para vender em Brasília. Essa é uma forma de garantir renda e dar visibilidade a sua cultura
    e arte. Os enfeites com plumas e os objetos de cestaria são típicos de cada
    etnia.

  • Edson Fachin, exclusivo: “Os riscos de colapso se tornam reais”

    Edson Fachin, exclusivo: “Os riscos de colapso se tornam reais”

    IVANIR BORTOT, especial para o JÁ

    O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, fez uma robusta defesa da democracia e das conquistas civilizatórias e humanitárias da Constituição de 1988 ao comemorar seus 6 anos à frente do Supremo.

    “Fora da Constituição, acima da Constituição, contra a Constituição há somente desertores da democracia”, disse Fachin, em evento feito pela internet que teve a presença da ministra Rosa Weber, juristas, acadêmicos e de palestrante gaúcha, professora Judith Martins Costa, e do jurista alemão Jan Peter Schmidt.

    Para Fachin “agora, mais que antes, as instituições democráticas e a sociedade legitimamente cobram, com cada vez mais vigor, melhores serviços públicos e mais eficiência das instituições.”

    O ministro fez referência às consequências da pandemia na vida das pessoas no Brasil, mundo afora, e seus desafios à frente do STF.

    “Seis anos emolduram presentemente uma evocação de memórias tanto recentes quanto mediatas. Há mais de um lustro atravessamos esse Rubicão. Olhávamos antes uma aparente planície de conflitos jurídicos suscetíveis de pequenas descargas elétricas; nada obstante, foram erupções vulcânicas no direito contemporâneo destes últimos anos, nas Cortes constitucionais deste tempo, nas próprias relações sociais e, até mesmo, na compreensão da individualidade”.

    Fachin também enfatizou que, a partir de 2020, a topografia tradicional do “ordenamento jurídico foi erodida pela crise das crises, e assim a superfície material e procedimental da normatividade jurídica mostra sulcos interrogantes que a força dos fatos pandêmicos cavou”.

    “Nesse chiaroscuro, o nosso Direito Civil, essa catedral de significados, também foi abalroado, quer nos direitos da personalidade, quer no direito dos contratos, quer nas titularidades, bem como nas empresas, nas famílias e nas sucessões. Nada, a rigor, que assombre as mentes e corações destinados a arrostar tempestades. Assim se deu nas famílias jurídicas romano-germânicas ocidentais, uma travessia de tradição e movimento”.

    A constitucionalização dos direitos no século pretérito, segundo Fachin, equivale ao que, na astronomia, corresponde à teoria heliocêntrica e superação do antigo sistema ptolomaico.

    “Sem embargo, essa travessia não tem um porto seguro para ancoragem. Admitamos, de uma parte, que as Constituições contemporâneas se tornaram livros do desassossego. De outro lado, a contemporaneidade se vê diante de um universo jurídico infinito. Os regimes jurídicos emergenciais na pandemia traduzem a perplexidade, à perfeição, na tragédia e no luto, explodindo todas as perspectivas.

    Enfim, metaforicamente, também no universo jurídico, descobriu-se que o sol, a rigor, é apenas uma das inúmeras estrelas, não ocupa o centro que, aliás, parece sequer existir. Orbitamos, pois, entre inquietações e múltiplos desafios, agora próximos à inteligência artificial e à superação do antropocentrismo”.

    “Como,  então, manter a unidade do sistema na pluralidade sistemática, como dar coerência a um universo de múltiplos sóis e planetas normativos espalhados sem rígida hierarquia por um mundo jurídico infinito?”

    “Eis apenas uma das interrogações que faz a mutação constante de fenômenos sociais, econômicos, políticos e culturais. Ambiente desafiador, mutável e imprevisível sonha por estabilidade, segurança e fidelidade, e toma como corrimão a metodologia do pensamento e da interpretação. O hardware do cognominado mundo jurídico compõe uma base da estabilidade e permanência possíveis, mas o software se altera aceleradamente. A catraca cultural, muito referenciada nas obras do professor Sidarta Ribeiro, nos empurrou com força aos computadores e à internet”.

    “Antes lento, viscoso e travado, o fluxo das informações tornou-se a nova caverna de Platão, capturada pelos usos febris de Facebook, Instagram, Twitter, blogs, vlogs e uma “fábrica desgovernada de narrativas. Se não olharmos juntos para o abismo à frente, os riscos de colapsos se tornam reais”, disse Fachin.

     

  • Comissão lista 200 nomes para ouvir sobre a Reforma Administrativa

    Comissão lista 200 nomes para ouvir sobre a Reforma Administrativa

    A reforma administrativa que tramita no Congresso vai passar por 12 audiências públicas, segundo decidiu a Comissão Especial instalada  na quarta-feira, 16,  para analisar a PEC 32/20, que promove profundas transformações no serviço público federal.

    Entre os temas de destaque está a ampliação dos cargos de comissão, os chamados CCs.

    Na primeira reunião, os parlamentares aprovaram 59 requerimentos para convidar mais de 200 nomes para debater a reforma administrativa, na maior parte representantes de sindicatos e associações profissionais de servidores públicos.

    Os convidados mais aguardados são os ministros da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e da Economia, Paulo Guedes.

    Presença
    A comissão especial pode ouvir Guedes já na semana que vem.

    O presidente da comissão, deputado Fernando Monteiro (PP-PE), afirmou que vai levar o convite pessoalmente ao ministro e propor que ele compareça no plenário da comissão, na Câmara dos Deputados. Deputados da oposição reclamaram que, durante o debate da PEC 32/20 na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, Paulo Guedes teria deixado de responder perguntas e saíra antes do esperado.

    O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) insistiu que o ministro não falasse remotamente de seu escritório. “Estamos aqui presentes e acredito que ele deveria estar aqui presente para debater a reforma administrativa. Ele já tomou vacina”, argumentou. “Quero ver se Paulo Guedes vai ter coragem de debater olho no olho”, desafiou o deputado Gervásio Maia (PSB-PB). “Quando o ministro foi à CCJ, o que menos falou foi sobre a PEC 32. Se a PEC 32 fosse boa, o debate estaria acontecendo.”

    Ivan Valente (Psol-SP) ponderou que a proposta deve ser discutida com mais vigor do que na CCJ, por se tratar de uma comissão de mérito. “Temos que ter tempo para falar. Na CCJ, o ministro foi proselitista. Até hoje não respondeu que ganhos vai se ter com esta reforma. Ele joga números, não responde e não mandou para CCJ os estudos que basearam esta proposta.” O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que, além de falar, o ministro precisa escutar os deputados. “Tomara que o ministro venha e escute. Porque ele fala e depois vai embora”, reclamou.

    O líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), prometeu que o Paulo Guedes virá à comissão na semana que vem ou na próxima. “O ministro virá com prazer, porque vem defender uma proposta elaborada por sua equipe”, observou. No entanto, Ricardo Barros alertou para que o debate não seja transformado em um “espetáculo”. “O ministro responderá as perguntas pertinentes, não responderá as perguntas não pertinentes”, avisou.

    Ricardo Barros defendeu que a reforma administrativa tem como princípio a meritocracia. “Aqueles servidores que se esforçam, que carregam o piano, que se dedicam, terão reconhecimento. E aquele que lê jornal o dia inteiro não receberá o mesmo prêmio do que se esforçou, na isonomia”, explicou.

    De acordo com o líder do governo, as carreiras típicas de Estado manterão a estabilidade, mas deverão produzir resultados. “O nome servidor é próprio da sua função. É para servir, não para se servir da comunidade.”

    Plano
    Entre as audiências públicas propostas, o relator diz que o tema que gera maior cobrança é sobre as categorias não incluídas na reforma administrativa: juízes, membros do Ministério Público, membros dos tribunais de Contas, titulares de mandatos eletivos e militares. “As pessoas que estão na PEC se sentem prejudicadas por essas categorias não estarem incluídas”, notou. “Este é um tema que teremos de enfrentar aqui, porque é recorrente na imprensa.”

    Arthur Oliveira Maia também considera sensível a audiência pública sobre contratação temporária, cargos em comissão e funções de confiança. “Parece que há uma tentativa de fazer uma grande ampliação dos cargos em comissão. Posso até antecipar minha posição, isso me parece um equívoco muito grave. Temos que coibir”, sustentou. “Hoje as funções de confiança, os cargos de chefia, são todos com indicações próprias de servidores do Estado. Agora estão querendo que todos sejam.”

    As audiências propostas pelo relator são:
    – dispositivo sobre intervenção do Estado no domínio econômico;
    – propostas de inovação na administração pública;
    – categorias excluídas da reforma administrativa;
    – concurso público e o vínculo de experiência;
    – condições para aquisição da estabilidade no serviço público;
    – carreiras típicas de Estado e servidores contratados por tempo indeterminado;
    – contratação temporária, cargos em comissão e funções de confiança;
    – avaliação de desempenho e de servidores públicos;
    – avaliação do Regime Próprio de Previdência Social;
    – trabalhadores de empresas púbicas;
    – efeitos da reforma administrativa sobre os atuais servidores;
    – regulamentação da reforma.

    O relator afirmou que vai reformular o plano para acolher sugestões dos deputados para debates sobre o impacto social da reforma na saúde, educação, serviço social e meio ambiente; o impacto nos serviços públicos municipal e estadual; o impacto nas Forças Armadas e na Segurança Pública. Outro tema é o impacto da reforma sobre direitos trabalhistas e a representação sindical de servidores públicos.

    A comissão especial também deve promover seminários regionais nos estados para discutir a reforma administrativa e seus efeitos no serviços públicos estaduais e municipais.

    Extrateto
    Fernando Monteiro convidou os deputados a manter o diálogo nos trabalhos da comissão especial, e restringir o debate à PEC 32. Mesmo com a aprovação dos requerimentos, não há garantia de que todas as pessoas serão ouvidas. No entanto, em cada audiência pública, haverá um equilíbrio entre os nomes sugeridos pelo governo e pela oposição.

    O presidente da comissão também defendeu a aprovação do Projeto de Lei 6726/16, que busca acabar com supersalários no funcionalismo público, antes da reforma administrativa. “O extrateto pode ser votado antes da reforma administrativa. Está muito mais adiantado e tem a vantagem de ser por lei, o que exige quórum menor.”

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

     

  • Privatização da Eletrobrás: Senado acrescenta seus “jabutis” e aprova projeto de Bolsonaro

    Privatização da Eletrobrás: Senado acrescenta seus “jabutis” e aprova projeto de Bolsonaro

    O Plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (17) a medida provisória que permite a desestatização da Eletrobras — MP 1.031/2021, que, devido às alterações feitas pelos parlamentares, está tramitando no Congresso sob a forma de um projeto de lei de conversão: o PLV 7/2021.

    Essa medida provisória já havia sido aprovada (e modificada) pelos deputados federais. Mas como os senadores alteraram o texto que veio da Câmara, ele terá de voltar à Câmara dos Deputados para nova votação.

    A MP precisa da aprovação final do Congresso até o dia 22, quando perde a validade.

    Os senadores retomaram pela manhã a discussão sobre a proposta, que havia sido iniciada na quarta-feira (16). Foram cerca de nove horas de debates, no total, com a apresentação de três pareceres diferentes pelo relator, senador Marcos Rogério (DEM-RO).

    A disputa se refletiu no resultado final da votação: a MP recebeu 42 votos favoráveis, um a mais do que o mínimo necessário para a aprovação, e 37 contrários.

    O modelo de desestatização prevê a emissão de novas ações da Eletrobras, que serão vendidas no mercado sem a participação da União, resultando na perda do controle acionário de voto mantido atualmente por ela. Cada acionista, individualmente, não poderá deter mais de 10% do capital votante da empresa. A União terá uma ação de classe especial (golden share) que lhe garante poder de veto em decisões da assembleia de acionistas.

    A MP foi aprovada com dispositivos introduzidos pela Câmara dos Deputados que preveem que o governo federal patrocine, pelos próximos 15 anos, a contratação de usinas termelétricas a gás natural em regiões do interior do país onde hoje não existe esse fornecimento. O senador Marcos Rogério, porém, removeu a regra que tornava esse processo uma condição para o processo de desestatização.

    Para o relator, a aprovação dessa medida provisória fortalecerá a Eletrobras e ao mesmo tempo manterá a União como um ator importante na gestão do setor elétrico. Ele afirmou que o modelo atual de controle estatal deixou estagnada a geração de energia, o que poderá ser revertido com a MP.

    — A capitalização da Eletrobras devolve a ela o protagonismo no setor elétrico e a capacidade real de investimento para modernização do parque de geração e de transmissão, com foco, sobretudo, na redução do preço da energia.

    A previsão de contratação das termelétricas foi criticada pelos parlamentares ao longo da semana, sendo considerada um “jabuti” (um trecho inserido no texto que não tem relação com o propósito original da MP). Marcos Rogério argumentou que a incorporação dessas usinas terá um papel importante na estabilização e no barateamento do fornecimento de energia para o interior.

    — O Brasil hoje tem que despachar térmicas a diesel, muito mais poluentes e caras, além de importar energia. Ela tem um custo médio de R$ 1 mil por megawatt/hora. Manter o modelo atual, sem o incremento dessa infraestrutura, da energia termelétrica movida a gás, significa ficar como estamos. Nós precisamos de energia firme. Os parques termelétricos garantem isso.

    O senador Eduardo Braga (MDB-AM), que foi ministro de Minas e Energia, também defendeu a proposta do uso das termelétricas, argumentando que o país é excessivamente dependente de hidrelétricas que vivem dificuldades para manter seus reservatórios, o que levaria a um cenário de desabastecimento ou de tarifas altas. Ele disse que a diferença entre a garantia física das hidrelétricas e a energia que efetivamente geram — o chamado risco hidrológico — hoje é custeada pelo consumidor.

    — A carteira de investimento da Eletrobras hoje só tem um projeto: a usina nuclear de Angra dos Reis. Enquanto isso, nós estamos comprando e despachando energia. Os nossos reservatórios estão em crise não é de hoje. A Eletrobras voltou a dar lucro porque o povo brasileiro a indenizou para manter o pagamento do risco hidrológico — afirmou Braga.

    As termelétricas deverão atender a estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No relatório final, Marcos Rogério acrescentou também as áreas da região Sudeste hoje atendidas pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e os estados sudestinos que são produtores de gás natural. Em suas últimas mudanças no texto, na manhã desta quinta, o relator também fez várias alterações nas cotas mínimas de energia das termelétricas destinadas a cada região, procurando acomodar os pedidos dos colegas.

    Jean Paul Prates (PT-RN), líder da minoria no Senado, criticou essas negociações para construção do texto, que ele chamou de “barganhas” sem embasamento técnico.

    — Nós estamos tratando disso como se fosse uma xepa energética. São megawatts subsidiados, que vão para a conta de luz do cidadão. Não é possível fazer isso sem estudo de impacto tarifário, sem estudo de viabilidade técnica e ambiental. Estamos falando de distorcer o planejamento energético, que é feito de forma decenal; as fontes competem pela tarifa mais baixa. Não podemos fazer a irresponsabilidade de fazer essa quermesse.

    Durante o dia, os senadores contrários à MP reiteraram que ela compromete a soberania nacional, ao tirar do controle do Estado a empresa que é a maior produtora e distribuidora de energia do país. Eles também argumentam que os termos do projeto criam “oligopólios setoriais” que vão reduzir a concorrência e encarecer as tarifas de luz. Para os parlamentares que se posicionaram a favor da desestatização, a proposta deve abrir caminho para mais investimentos em infraestrutura energética e para melhor atendimento a regiões remotas do país.

    Fonte: Agência Senado

  • Energia pode subir mais de 20% com entrada das usinas térmicas para evitar apagão

    O diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone, afirmou nesta 3ª feira (15.jun.2021) que o reajuste da bandeira vermelha 2 deve elevar em mais de 20%, a conta de luz.

    Pepitone participou de um debate sobre a crise hídrica na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

    Disse que o valor cobrado pode chegar a R$ 7,57 a cada 100 kWh.

    O valor da bandeira vermelha em junho de 2021 é de R$ 6,24 a cada 100 kWh.

    O aumento do preço ainda é discutido pela Aneel. Deve ser comunicado ainda em junho.

    O aumento do preço é justificado pela “crise hídrica que atinge o país”.

    Com os reservatórios das hidrelétricas quase vazios, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o governo precisa acionar as usinas térmicas, que custam mais para a produção de energia.

    Segundo Pepitone, o uso das usinas térmicas deve resultar em um custo de R$ 9 bilhões até novembro de 2021.

    O reajuste da bandeira vermelha faz parte de uma série de ações da Aneel para diminuir os efeitos da crise hídrica e evitar o racionamento energético.

    No mesmo evento, Pepitone afirmou que pretende firmar uma parceria com o governo federal para deslocar para fora do horário de pico o consumo das indústrias.

    O objetivo é possibilitar que o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) tenha mais recursos para operar o SIN (Sistema Interligado Nacional) durante a crise hídrica.

    O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça (15) que o Brasil corre risco de sofrer racionamento igual ao ocorrido em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso.

    O deputado discutiu o assunto hoje com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. “Não se falou em apagão, falou-se em racionamento, na economia [de energia]… Mas não acredito que tenha apagão, pode ter energia mais cara por causa do uso das térmicas”, disse.

    O governo prepara uma medida provisória para instituir um comitê que poderá prever “programa de racionalização compulsória do consumo de energia elétrica”.

    Entre as medidas anunciadas está o acionamento de usinas termelétricas disponíveis e o aumento da importação de energia da Argentina e do Uruguai.