Autor: da Redação

  • Cais Mauá: consórcio apresenta ao governo suas primeiras ideias para revitalização

    Cais Mauá: consórcio apresenta ao governo suas primeiras ideias para revitalização

    Pela primeira vez, nesta quinta-feira, representantes do governo do Estado se reúnem com o consórcio “Revitaliza”, que vai definir as regras para a revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre.

    O consórcio de oito empresas foi escolhido para fazer “a modelagem do projeto de desestatização e a preparação da licitação, a ser realizada pelo governo do Rio Grande do Sul até o fim do ano”.

    O consórcio, selecionado pelo BNDES entre sete concorrentes, é formado por :

    -:Patrinvest
    -Machado Meyer Advogados
    -Dal Pian Arquitetos
    -ZEBL Arquitetura,
    -Radar PPP,
    -Caruso Engenharia
    -Apsis Consultoria Empresarial
    -380 Volts Comunicação.

    O projeto vai custar R$ 4.537.200 e será pago pelo futuro administrador do cais.

    O governo não divulgou a reunião.  É certa a participação do secretário Leonardo Busatto, das Parcerias. Prováveis as presenças do secretário Cláudio Gastal, do Planejamento e Gestão,  e do procurador-Geral do Estado, Eduardo  Cunha da Costa.

    BNDES escolheu

    Em contrato assinado em fevereiro, o governo do Estado delegou ao BNDES a “estruturação da modelagem de desestatização da área”, as regras para a ocupação do espaço público pelo investidor privado.

    O projeto vai indicar o caminho: alienação, concessão ou parceria público-privada (PPP), entre outras modalidades, para desestatização do terreno que pertence ao Executivo estadual.

    São 181 mil metros quadrados junto ao centro histórico de Porto Alegre à beira do Guaiba, entre a Usina do Gasômetro e a rodoviária de Porto Alegre, Está abandonado há dez anos, pelo menos.

    Um laudo do laudo do Departamento de Patrimônio do Estado no ano passado, avaliou tudo em R$ 600 milhões

    Além dos projetos de engenharia, a contratação contempla a realização de avaliação do imóvel, estudo econômico-financeiro, audiências públicas, roadshow com investidores, editais e demais documentos necessários à execução. Pelo menos duas audiências públicas terão que ser previstas.

    Um movimento de entidades sociais quer acrescentar à agenda uma “consulta popular”.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

    Mais informações sobre o processo de seleção do BNDES podem ser obtidas aqui.

  • Cais Mauá: Governo promete debater modelo de revitalização com entidades da sociedade civil

    Cais Mauá: Governo promete debater modelo de revitalização com entidades da sociedade civil

    O secretário Extraordinário de Parcerias do Estado, Leonardo Busatto, garantiu ao procurador-geral do MPC, Geraldo Da Camino, que irá marcar reunião para o início de junho com representantes de entidades da sociedade civil para debater o novo modelo de revitalização do Cais Mauá.

    A promessa foi feita durante reunião virtual promovida pelo Ministério Público de Contas do RS (MPC), no final da tarde de terça-feira (17), reuniu, além de Busatto e Da Camino, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, o secretário do Planejamento e Gestão, Claudio Gastal, o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS),  Tiago Holzmann da Silva, e a advogada Jaqueline Custódio, representante da Associação dos Amigos do Cais Mauá (AMACAIS).

    O encontro  foi motivado por uma carta aberta, assinada por mais de 50 entidades, em que pedem participação nas discussões.

    O procurador Da Camino sugeriu que o poder público fizesse contato, o mais rápido possível, com as entidades. E expressou sua preocupação com o risco de judicialização, que pode travar, novamente, o processo de remodelação de toda aquela área junto ao Guaíba.

    Busatto pediu um prazo até o início de junho para organizar melhor o encontro.  Explicou que o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -, contratado pelo governo do Estado, já selecionou um consórcio formado por oito empresas, que vai definir a modelagem do projeto de revitalização.

    A primeira reunião do consórcio  está marcada para esta quinta-feira (20/05).

    Coordenadora do Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro/RS e membro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (do inglês ICOMOS), Jaqueline entende que os projetos de revitalização têm de respeitar a vocação do Cais para atividades culturais.

    Lembrou, na reunião, que os bens tombados fazem parte do Sistema Nacional de Cultura, citou alguns eventos que já foram realizados no local, como a Feira do Livro, a Bienal, Casa Cor, espaços dedicados a oficinas culturais, peças de teatro, entre outras atividades.

    A advogada disse, ainda, que existe um grupo formado pela comunidade cultural, que vem desenhando uma proposta de ocupação cultural dos armazéns do cais, em conjunto com a UFRGS, especialmente as faculdades de arquitetura, administração e economia.

    Interior de um dos armazéns do Cais Mauá.. Fotos: Cleber Dioni Tentardini
    Armazéns estão em péssimas condições de conservação

     

     

     

     

     

     

    – Aquele patrimônio está em risco justamente pelo descumprimento contratual do consórcio anterior, que jamais fez qualquer tipo de manutenção das estruturas tombadas. Por isso, é importante que algo seja feito rapidamente neste sentido, ressaltou .

    Jaqueline elogiou a iniciativa do procurador-geral do MPC e a abertura para o diálogo com representantes do governo.

    -O secretário Cláudio Gastal disse que houve uma mudança de concepção de modelo, posicionando-se contrário à construção de shopping no Cais, e assegurou que irão buscar o diálogo com a população, no que se refere à apropriação dos espaços públicos. Um bom sinal, completou a integrante do AMACAIS.

     

  • Cais Mauá: MPC promove audiência sobre participação popular na revitalização

    Cais Mauá: MPC promove audiência sobre participação popular na revitalização

    Dois representantes do governo estadual – Leonardo Busatto, Secretário Extraordinário de Parcerias, e Claudio Gastal, Secretário do Planejamento e Gestão, além do Procurador Geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa – participaram de audiência virtual na tarde desta segunda-feira, 17, no Ministério Público do Tribunal de Contas do RS

    Iniciativa do procurador Geraldo Da Camino, a audiência contou também com o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS),  Tiago Holzmann da Silva, e a advogada Jaqueline Custódio, representante da Associação dos Amigos do Cais Mauá (AMACAIS).

    O tema da audiência: a participação da população na modelagem da privatização do Cais Mauá. A informação foi postada no início da noite no twitter do MPC e até o momento não foi possível obter maiores detalhes da reunião.

     

  • Heineken e Ambev responsabilizadas por trabalho escravo em transportadora terceirizada

    Duas das maiores cervejarias do mundo,  a Ambev e a Heineken foram responsabilizadas pelas práticas ilegais de uma transportadora terceirizada, que mantinha seus motoristas trabalhando em condições de escravidão.

    A Sider, que transporta cargas de bebidas para as duas multinacionais foi atuada por fiscais do ministério do Trabalho em São Paulo, segundo reportagem do El País.

    Vinte e dois imigrantes venezuelanos e um haitiano trabalhavam como motorista em condições degradantes e com jornadas de trabalho excessivas.

    A Sider foi multada e as cervejeiras dizem que estão atendendo as vítimas seguindo orientação dos auditores.

    A ação do “Programa de Erradicação do Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas” iniciou em março deste ano.

    As empresas anunciaram que já estão providenciando o pagamento dos direitos devidos e danos morais aos empregados e terão um prazo de algumas semanas para elaborar sua defesa no caso.

    No total, os 23 trabalhadores resgatados receberão 657.270 reais de indenização, cerca de 28.576 reais para cada.

    Os trabalhadores moraram por meses a fio (alguns por mais de um ano) na boleia de seus caminhões (um espaço diminuto na própria cabine do veículo) estacionados nas sedes da Sider em Limeira e Jacareí, interior de São Paulo.

    Trabalhavam sem folgas e com jornadas de trabalho extenuantes. De quebra não havia água potável nestes locais. A estes imigrantes em situação de grande vulnerabilidade também eram impostas taxas extras e descontos, tais como a cobrança pela concessão de camisa e bota para trabalho, e a nacionalização da Carteira Nacional de Habilitação.

    A responsabilização da Heineken e da Ambev tem base na legislação, que atribuiu a elas o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da terceirizada contratada (a Sider).

    De acordo com relatório, ambas as cervejeiras “falharam” e agiram com “cegueira deliberada ao ignorar a devida verificação do cumprimento” das leis envolvendo a transportadora, visando o lucro “em detrimento de normas de proteção do trabalho”.

    O relatório é taxativo quanto ao papel das cervejeiras: “Grupo Heineken falhou ao escolher e contratar a Sider como sua prestadora de serviços de transporte, falhou ao não fiscalizar e exigir o cumprimento da legislação trabalhista pela contratada, e, por último, falhou ao não garantir diretamente as condições de higiene, saúde esegurança dos trabalhadores resgatados no curso do contrato de terceirização de serviços ora analisado (responsabilidade direta)”.

    O mesmo se aplica à Ambev. “Resta incontroversa a imputação de responsabilidade, pelas condições de trabalho a que foram submetidos os 23 motoristas profissionais, aos contratantes Ambev e Grupo Heineken”.

    Em nota, o Grupo Heineken informou ter tomado conhecimento do caso “por meio da Superintendência Regional do Trabalho, e colaborou ativamente para garantir que todos os direitos fundamentais dos trabalhadores envolvidos fossem observados conforme a orientação dos auditores”. A companhia afirmou também que “todos os fornecedores passam por um rigoroso processo de seleção e assinam um Código de Conduta onde se comprometem a cumprir integralmente a legislação trabalhista e de direitos humanos”.

    Já a Ambev informou que “assim que tomamos conhecimento da denúncia envolvendo a Sider, uma transportadora que presta serviços para a Ambev e outras empresas, imediatamente garantimos que os motoristas fossem levados para um hotel, onde foram acolhidos e receberam todo o suporte necessário”. A nota diz ainda que “seguindo as orientações e com a concordância dos auditores fiscais do trabalho, garantimos o pagamento de todas as verbas e indenizações trabalhistas e que a transportadora providenciasse o retorno dos motoristas ao local de origem ou a vinda de seus familiares, conforme escolha de cada um”.

    (A reportagem completa está no portal do El Pais, desta segunda-feira,17)

     

  • Servidor que teve Covid deve formalizar a doença como acidente de trabalho

    Os servidores que mantiveram atividades presenciais durante a pandemia e contraíram Covid-19 a exigirem o preenchimento da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), já que o Ministério da Saúde incluiu a SARS-CoV-2 (Covid-19) na lista de doenças relacionadas ao trabalho.

    O alerta é do sindicato dos servidores de nível superior do Executivo gaúcho. O servidor deve entrar em contato com o setor de medicina ocupacional do departamento de Recursos Humanos da secretaria em que está lotado para requisitar que o médico responsável elabore o documento. Caso a secretaria não disponibilize, deve procurar a perícia médica do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF).

    “É fundamental informar sobre a doença pelo risco potencial de sequelas pós Covid, o que pode gerar afastamento ou aposentadoria por invalidez, dependendo do comprometimento do trabalhador”, explica Elpídio Jaques de Borba, vice-presidente do Sintergs.

    O sindicato alerta para a necessidade de formalizar a CAT, após relatos de que secretarias não estariam orientando os servidores a preencherem o documento. A CAT serve também para controle do número de servidores afastados pelo coronavírus.

    O Sintergs ressalta que a solicitação só deve ser feita por quem estava trabalhando presencialmente quando contraiu a doença.

  • A pedido do governo brasileiro, metade da ajuda americana para combate à covid veio em cloroquina

    A pedido do governo brasileiro, metade da ajuda americana para combate à covid veio em cloroquina

    No dia 4 de julho de 202O, o embaixador dos Estados Unidos,  Todd Chappman, disse em entrevista à rádio Gaúcha que o lote de Hidroxicloroquina incluído no pacote da ajuda americana ao combate da covod 19 no Brasil, atendeu a “um pedido do governo brasileiro”.

    Segundo Chappmann, já tinham sido entregues 2 milhões de doses do medicamento ao ministério da Saúde, além de respiradores, outros equipamentos e doações para institutos de pesquisas, num total que chegou a 12,5 milhões de dólares.

    A cloroquina, segundo o embaixador, representou metade do valor doado ao Brasil pelo governo dos EUA, para ajudar no combate à pandemia.

    A insistência na indicação da Hidroxicloroquina para tratamento da Covid está se tornando um dos pontos mais críticos para o presidente Jair Bolsonaro na CPI da Covid, em andamento no Senado.

    O primeiro a depor na CPI,  ex-ministro da Saúde,  Henrique Mandetta  revelou que Bolsonaro pressionou para incluir na bula do medicamento, originalmente usado para combate à malária, sua indicação para tratamento precoce da Covid.

    O segundo a depor, o ex-ministro  Nelson Teich disse em seu depoimento nesta terça-feira que a insistência de Bolsonaro com a Cloroquina foi uma das razões do seu pedido de demissão, com apenas um mês no cargo.

    O tratamento precoce à base de cloroquina é questionado cada vez mais pelas autoridades médicas no mundo inteiro – pela falta de comprovação da eficácia e pelos efeitos colaterais, que podem levar à morte.

    Está comprovado que a cloroquina pode alterar o ritmo dos batimentos cardíacos, o que em pessoas com predisposição pode ser fatal.

     

  • CPI da Covid: governo desencadeia “operação de guerra” para blindar Bolsonaro

    CPI da Covid: governo desencadeia “operação de guerra” para blindar Bolsonaro

    Tudo indica que o senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, vai ser o relator da CPI  que será instalada nesta terça-feira, 27, para investigar a atuação do governo Bolsonaro no enfrentamento da pandemia.

    O governo, porém, usa de todos os seus recursos para substituir Calheiros por um aliado, temendo o rumo que a CPI pode tomar nas mãos de um opositor.

    Os bolsonaristas alegam que Calheiros não tem a isenção exigida por ser pai de Renan Filho (MDB), governador de Alagoas, que pode vir a ser investigado no curso da comissão.

    “Desde já me declaro parcial para tratar qualquer tema na CPI que envolva Alagoas. Não relatarei ou votarei. Não há sequer indícios quanto ao estado, mas a minha suspeição antecipada é decisão de foro íntimo”, disse o senador pelas redes sociais.

    O candidato do governo para o cargo é o senador Ciro Nogueira (PP-PI) que também usou as redes sociais para criticar a relatoria de Renan.

    Os senadores escolhem nesta terça-feira (27) o presidente, vice e o relator da CPI. Até o momento, os cotados para as posições são: para a presidência Omar Aziz (PSD-AM), para vice Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros, na relatoria.

    As manobras do governo para blindar-se na CPI incluem até a recriação do Ministério do Planejamento para entregar a um senador, já que outras cinco pastas são comandadas por deputados.

    Na sexta-feira, um documento preparado pela Casa Civil da Presidência da República foi remetido a 13 ministérios, listando as 23 acusações mais prováveis a serem levantadas pela CPI e pedindo subsídios para fazer a defesa das ações do governo federal.

    A lista das 23 questões que preocupam o governo foi revelada pelo Uol neste domingo, 25.

    Em nota, a Casa Civil informou que a medida teve objetivo de levantar dados e informações que serão usados pelo governo para responder aos questionamentos da CPI.

    “Obviamente, diante da CPI da covid-19 no Senado Federal, nada mais natural que a Casa Civil reunir todos os dados e números de maneira a esclarecer qualquer questionamento feito no âmbito da comissão, além de se preparar para desmentir narrativas mentirosas que visem apenas atingir e desacreditar o Governo Federal”, diz a nota à imprensa.

    Essas são as questões listadas:

    1 – Governo foi negligente com processo de aquisição e desacreditou eficácia da Coronavac

    Bolsonaro deu várias declarações contra a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac.

    Em 21 de outubro, por exemplo, após o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello ter assinado um protocolo de intenção de compras da vacina, o presidente deu uma entrevista dizendo que o governo não compraria o produto por decisão sua:

    — A da China nós não compraremos. É decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população.

    Em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV em 24 de março de 2020, Bolsonaro comparou a Covid-19 a uma “gripezinha”.

    — No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado com o vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como disse aquele famoso médico daquela famosa televisão.

    3 – Governo não incentivou a adoção de medidas restritivas

    Em março deste ano, Bolsonaro, por meio da Advocacia Geral da União (AGU), moveu uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra medidas de isolamento social adotadas por estados como Rio Grande do Sul, Bahia e pelo Distrito Federal, que decretaram um toque de recolher noturno.

    4 – Governo promoveu tratamento precoce sem evidências científicas comprovadas

    No início de janeiro deste ano, uma equipe do Ministério da Saúde visitou unidades de saúde no Amazonas para “difundir” o tratamento precoce no Estado. Documentos colhidos pelo MPF também mostram que em meio à crise no sistema de saúde local, o governo enviou 120 mil comprimidos de cloroquina ao Amazonas.

    5 – Governo retardou e negligenciou o enfrentamento à crise no Amazonas

    Documentos e depoimentos colhidos pelo MPF mostram que o governo foi informado da gravidade da crise em 28 de dezembro, mas só enviou uma equipe para avaliar a situação in loco em 3 de janeiro. Outro documento mostra que, em 12 de janeiro, o governo já sabia que precisaria evacuar pacientes com Covid-19 do Amazonas, mas decidiu esperar a situação ficar “crítica” para iniciar as transferências.

    6- Governo não promoveu campanhas de prevenção à Covid-19

    Relatório de avaliação da resposta do governo à epidemia feito pelo TCU diz que a campanha de comunicação do Ministério da Saúde “não pareceu adequada para situações de crise, principalmente, considerando a gravidade atual da pandemia, que necessita de agilidade nas intervenções”.

    7 – Governo não coordenou o enfrentamento à pandemia em âmbito nacionalmente

    Em audiência pública no Senado, o presidente do Conselho Nacional de Secretários (Conass), Carlos Lula, disse que não houve coordenação nacional em relação à epidemia.

    — Não conseguimos unir os esforços da União aos de estados e municípios para ter uma condução unificada e coerente das medidas que precisavam ser implementadas — disse.

    8 – O governo entregou a gestão do Ministério da Saúde, durante a crise, a gestores não especializados (militarização)

    Desde maio de 2020, militares passaram a ocupar o comando dos principais postos do ministério. Além de Pazuello, pelo menos outros 20 militares tiveram postos de comando na pasta,. A maior parte deles não tinha qualquer especialização na gestão da saúde pública.

    9 – Governo demorou a pagar auxílio emergencial

    Apesar do recrudescimento da epidemia a partir de janeiro deste ano, o governo só iniciou o pagamento da segunda rodada do auxílio emergencial em abril.

    10 – Ineficácia do Pronampe

    O programa colocou à disposição R$ 30 bilhões para, entre outras coisas, diminuir o número de demissões durante a epidemia. Mesmo assim, em março deste ano o Brasil registrou uma taxa de desemprego de 14,2%, batendo um recorde de 14,3 milhões de pessoas sem emprego. Muitos empresários não conseguiram receber recursos por essa linha de crédito.

    11 – Governo politizou a pandemia

    Ao longo da epidemia, Bolsonaro tem atacado governadores que se posicionam contra ele e a favor de medidas de isolamento social. O alvo mais frequente é o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Em março de 2020, durante reunião, os dois trocaram ofensas, e Bolsonaro disse que o governador paulista fazia “demagogia barata”.

    12 – Governo falhou na implementação da testagem (deixou vencer testes)

    Relatório do TCU criticou o Ministério da Saúde afirmando que o governo federal não tinha uma política clara de testagem em massa contra a Covid-19. “Foi possível concluir que a distribuição dos testes aos Estados, Municípios e DF não obedece a nenhum critério ou tampouco está vinculada a qualquer estratégia, sendo realizada de acordo com a demanda”, diz o relatório.

    13 – Falta de insumos diversos (kit intubação)

    Secretarias municipais de Saúde de diversas regiões do país vêm apontando que os estoques públicos de medicamentos para intubação estão em níveis críticos e podem acabar. A escassez também atinge hospitais privados. Organizações como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Saúde criticam a desorganização e falta de planejamento do governo na compra e produção nacional dos insumos.

    14 – Atraso no repasse de recursos para os Estados destinados à habilitação de leitos de UTI

    No início do ano, Maranhão, São Paulo, Bahia, Piauí e Rio Grande do Sul foram ao STF contra o governo para a retomada do custeio de leitos de UTI. Somente após decisões do tribunal o Ministério da Saúde autorizou o pagamento.

    15 – Genocídio de indígenas

    Representantes de entidades indígenas e especialistas denunciam que há um “genocídio” de distritos indígenas em curso devido à pandemia. Essa parcela da população é considerada mais vulnerável por suas condições sociais, econômicas e de saúde. Em março, o país ultrapassou a marca de mil indígenas mortos.

    16 – O governo atrasou a instalação do Comitê de Combate à Covid

    O comitê de combate à Covid só foi criado um ano depois do início da pandemia. O grupo é formado pelos chefes dos três Poderes da República e se reuniu pela primeira vez no dia 24 de março.

    17 – O Governo não foi transparente e nem elaborou um Plano de Comunicação de enfrentamento à Covid

    O Ministério Público Federal ajuizou uma ação na Justiça Federal do RS para obrigar o governo a apresentar um Plano Nacional de Comunicação para enfrentamento da Covid-19. O plano deve, entre outras medidas, contemplar a divulgação diária de informações sobre a situação de risco referente a pandemia e as correspondentes orientações de saúde para o público em geral.

    18 – O governo não cumpriu as auditorias do TCU durante a pandemia

    O governo Bolsonaro não seguiu recomendações do TCU. Segundo o G1, o tribunal recomendou em maio de 2020 que o governo “expedisse orientações” para a utilização de recursos federais transferidos a estados e municípios para o combate à pandemia, o que nunca foi feito.

    19 – Brasil se tornou o epicentro da pandemia e ‘covidário’ de novas cepas pela inação do governo

    Em março, o país ultrapassou pela primeira vez dois mil óbitos diários por Covid-19 e, este mês, atingiu a marca de quatro mil mortes diárias. O agravamento da pandemia fez o país liderar o ranking de mortes por dia no mundo. Vários países proibiram a entrada de brasileiros em seu território.

    20 – Gen. Pazuello, Gen. Braga Netto e diversos militares não apresentaram diretrizes para o combate à Covid

    Uma auditoria do Tribunal de Contas da União concluiu em dezembro que o Ministério da Saúde não tem plano estratégico para o enfrentamento da pandemia. Na época, a pasta era comandada por Eduardo Pazuello, enquanto Braga Netto, hoje na Defesa, era ministro da Casa Civil.

    21 – O presidente Bolsonaro pressionou Mandetta e Teich para obrigá-los a defender o uso da hidroxicloroquina

    Enquanto Bolsonaro fazia recomendações públicas do uso da cloroquina, tanto Mandetta quanto Teich não recomendaram o uso do medicamento e destacaram em entrevistas que a ciência não havia confirmado que a cloroquina funcionava no tratamento do coronavírus. Ambos foram demitidos.

    22 – O governo recusou 70 milhões de doses da vacina da Pfizer

    A Pfizer ofereceu, em agosto de 2020, ao governo brasileiro 70 milhões de doses de vacina com primeira entrega prevista para dezembro. A empresa afirmou que o governo Bolsonaro não aceitou termos do acordo, aplicados em outros países, e recusou a oferta.

    23 – O governo federal fabricou e disseminou fake news sobre a pandemia

    O presidente e integrantes do governo divulgaram mensagens falsas sobre o uso de remédios sem eficácia e fizeram ataques a governadores e prefeitos que adotaram medidas de isolamento. As mensagens foram compartilhadas por apoiadores. O chamado “gabinete do ódio”, formado por assessores do Planalto, é alvo de investigação no inquérito das fake news aberto pelo STF

    O plano de trabalho do colegiado já começou a ser elaborado e prevê ouvir autoridades do governo federal na condição de testemunhas.

    A maior parte dos integrantes da CPI já fechou acordo para que  a presidência fique com o senador Omar Aziz e a vice-presidência, com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), um dos autores do pedido de criação da comissão. O mesmo entendimento aponta Renan Calheiros como relator.

    Na sexta-feira, ao participar de um programa de televisão em Manaus, Bolsonaro comportou-se novamente de forma imprópria em relação  à pandemia, num momento em que o número de mortos no país se aproxima dos 400 mil.

    Fez piadas e posou para uma foto com um cartaz de “CPF Cancelado”, giria usada para execuções feitas por milicianos.

  • Número de mortes este ano já ultrapassa o total do ano passado

    Número de mortes este ano já ultrapassa o total do ano passado

    Em menos de quatro meses, este ano, as mortes pela covid 19 no Brasil já ultrapassaram o total registrado em todo o ano de 2020.

    Os dados foram divulgados neste domingo (25.abr.2021), pelo Ministério da Saúde.

    Entre 1º de janeiro e 25 de abril de 2021, foram notificadas 195.848 mortes.

    Já no período de 12 de março de 2020, data da primeira morte pela doença no país, até 31 de dezembro do ano passado, foram registradas 194.949 vítimas.

    Até agora, 14.4 milhões de  brasileiros foram diagnosticados com covid-19 e 390.797 morreram pela doença até as 18h deste domingo.

    São 1.305 vítimas a mais que o confirmado no dia anterior. As autoridades também registraram mais 32.572 diagnósticos positivos.

    O Ministério da Saúde também contabiliza 12.809.106 pessoas recuperadas e 1.140.821 em acompanhamento.

  • Frente pelo impeachment realiza Plenária Nacional

    Frente pelo impeachment realiza Plenária Nacional

    Políticos de diferentes partidos, associações, movimentos sociais, estudantes, juristas e lideranças religiosas se reúniram virtualmente na tarde desta sexta-feira (23), em uma Plenária Nacional do Impeachment.

    É uma iniciativa dos partidos de oposição que visa unificar os mais de 100 pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro já protocolados na Câmara dos Deputados.

    A ideia por uma reunião de forças entre partidos de oposição em prol do impeachment de Bolsonaro foi definida em reunião entre líderes das legendas realizada no último dia 13 de abril.

    Foram estabelecidas, na ocasião, uma série de ações conjuntas que visam, para além do impedimento do titular do Planalto, trabalhar pela vacinação em massa contra a Covid, retomar o auxílio emergencial de R$600 e responsabilizar Bolsonaro pela omissão no combate à pandemia.

    Além de lideranças de esquerda, como políticos do PT, PDT, PSOL, PSB e Rede, participam da reunião ex-bolsonaristas e parlamentares de direita, como Joice Hasselmann (PSL-SP), Alexandre Frota (PSDB-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP).

    Todos concordam com a unificação dos mais de 100 pedidos de impeachment para pressionar a Câmara a iniciar o procedimento de afastamento de Bolsonaro.

    “Os atos antidemocráticos, a violência a mulheres, jornalistas, a interferência na PF, na COAF; são muitos motivos pelo impeachment de Bolsonaro”, disse no encontro, por exemplo, Alexandre Frota, adicionando ainda que, como autor de cinco pedido de impeachment, não tem qualquer objeção de abrir mão desses pedidos para somar esforços com os demais autores.

    Segundo o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, o ex-bolsonarista também defendeu uma ação de comunicação suprapartidária e unitária.

    “Apesar das divergências ideológicas, temos um inimigo em comum: Bolsonaro. O impeachment é uma pauta do Brasil, não é de direita ou esquerda, é questão de sobrevivência”, disse Joice Hasselmann.

    Kataguiri, por sua vez, defendeu “união intransigente na Câmara dos Deputados” a favor do impeachment. “Concordo plenamente em unificar o pedido de impeachment. O principal objetivo da oposição da Câmara deve ser a abertura do processo de impeachment”, declarou.

    Entre as lideranças de esquerda, as falas foram no mesmo sentido. “Um presidente genocida por ação e por omissão, na pandemia, com a fome e a miséria se alastrando pelo país, precisa ser afastado. Precisamos pressionar pela abertura do processo de impeachment. Essa pauta nos unifica”, afirmou Gleisi Hoffmann.

    O líder do PDT na Câmara, deputado Wolney Queiroz, classificou a reunião como “histórica”. “Precisamos seguir desta maneira para pressionar pelo impeachment e persistir que há crime de responsabilidade de Bolsonaro”, pontuou.

    “É preciso falar com a população sobre o impeachment. Por isso é importante ter diferentes setores da sociedade. A pauta do impeachment é a pauta dos crimes de Bolsonaro”, completou.

    A reunião também contou com a presença de lideranças religiosas, juristas e ativistas sociais, como Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP), e Douglas Belchior, da Coalização Negra por Direitos.

    “Precisamos dessa união e de toda movimentação popular para pressionar pela abertura do impeachment de Bolsonaro”, atestou Bonfim.

    “Destacamos o genocídio do povo negro, além do genocídio na pandemia, atos antidemocráticos e ações que atentam a vida dos brasileiros”, destacou Belchior.

    (Com informações da Forum)

  • Atos pró e contra Bolsonaro em Manaus: 2022 está nas ruas

    Atos pró e contra Bolsonaro em Manaus: 2022 está nas ruas

    A passagem de Jair Bolsonaro por Manaus (AM) nesta sexta-feira (23) foi marcada por atos contra e a favor do presidente.

    Os manifestantes se reuniram na parte de fora do Centro de Convenções do Amazonas, local que foi inaugurado com a presença do titular do Planalto.

    Os manifestantes bolsonaristas ergueram faixas e cartazes de apoio ao presidente, com frases como “Fechado com Bolsonaro” e “Fora STF”. O ato ocorreu sem maiores problemas.

    De outro lado, também próximo ao Centro de Convenções, manifestantes de esquerda protestavam contra a passagem por Bolsonaro pela cidade, que recentemente sofreu um colapso no sistema de saúde, cuja a principal motivação, segundo apontam denúncias, seria a inação do governo, visto que o Ministério da Saúde havia sido alertado sobre o problema antes de ele ser agravado.

    Os presentes também protestavam contra o título de Cidadão Amazonense concedido a Bolsonaro.

    “A gente não aceita esse título para Bolsonaro enquanto cidadão amazonense. Tivemos a segunda onda da pandemia aqui e fomos negligenciados por esse governo”, disse à Fórum o ativista estudantil Marcelo Lopes, que esteve presente no ato.

    Ele frisou que uma das pautas dos manifestantes também são os ataque de Bolsonaro aos indígenas.

    “Para receber titulo teria que, no mínimo, defender os povos indígenas, e ele [Bolsonaro] cortou recursos de fiscalização”, completou.

    A manifestação dos críticos a Bolsonaro, diferente do ato de bolsonaristas, no entanto, recebeu um tratamento distinto da Polícia Militar. Enquanto os apoiadores do presidente se manifestaram sem maiores problemas, os manifestantes de esquerda foram intimidados pelos policiais, que tentaram acabar com o ato.

    Em um determinado momento, um dos agentes queria impedir os manifestantes de abrirem uma faixa quando empurrou bruscamente a professora Beatriz Calheiro, que caiu no chão. A cena também foi registrada pelo ativista estudantil. O policial, ao perceber que era filmado, se afastou.

    Logo após o término do ato, a professora Beatriz Calheiro registrou um boletim de ocorrência por agressão 10ª Delegacia de Polícia.

    (Com Informações da Forum)