Autor: da Redação

  • Assembleia gaúcha aprova manutenção do ICMS majorado por mais um ano
    O governador acompanhou a votação no Palácio Piratini, junto com o secretário Artur Lemos. Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

    Assembleia gaúcha aprova manutenção do ICMS majorado por mais um ano

    Com um acordo entre o governador Eduardo Leite e a bancada do PT, maior partido de oposição, o governo gaúcho conseguiu aprovar o projeto que trata da reforma tributária, incluindo a manutenção do ICMS majorado de 30% sobre combustíveis, energia e comunicações até 2021.

    O resultado, 29 votos a favor e 25 contra, ocorreu no final da tarde desta terça-feira, 23/12, já na segunda sessão extraordinária virtual realizada pela Assembleia legislativa gaúcha.

    O PL 246/2020 foi aprovado com uma emenda do PT e reduz a manutenção do ICMS majorado ao ano de 2021 (texto original previa a prorrogação até 2024) e reduz a alíquota básica do imposto a 17,5% em 2021 (governo queria manter a alíquota em 18% no próximo ano).

    O objetivo do PT, acatado pelo governo, é de que R$ 1,5 bilhão arrecadado no próximo ano com o ICMS majorado seja destinado ao processo de vacinação contra o coronavírus pelo Estado, caso não haja implementação do governo federal.

    O governo tentou emplacar a reforma tributária seis meses atrás, mas com a base rachada, o projeto ficou no forno até o último instante. O acordo pra fechar a questão ocorreu com a oposição. Com os votos do PT, o governo aprovou a matéria mesmo com dissidentes na base.

    Segundo o executivo, o projeto foi enviado com dois objetivos principais: implementar um conjunto de alterações estruturais para melhorar a tributação do Estado, gerando, consequentemente, maior simplificação e desenvolvimento, e apresentar medidas para evitar uma brusca queda da arrecadação atual, fundamental para a continuidade do processo de ajuste fiscal do Estado, sem comprometer também o caixa das prefeituras neste momento.

    As alíquotas de ICMS sobre energia elétrica, gasolina, álcool e serviços de comunicação, atualmente em 30%, que pela proposta anterior seriam gradualmente reduzidas até 2024, permanecem no patamar atual apenas em 2021, retornando para 25%, índice aplicado antes da majoração de 2015, a partir de 2022.

    E a alíquota básica de ICMS, atualmente em 18%, reduz para 17,5% em 2021 e 17% a partir de 2022, igualando-se às menores alíquotas modais praticadas no país.

    Para o governo, caso nada fosse feito e todas as alíquotas caíssem automaticamente a partir de 1º de janeiro, o Estado perderia R$ 2,85 bilhões.

    “É a demonstração de que o Estado está reduzindo impostos e fazendo isso de forma responsável. A prorrogação por dois anos (da alíquota básica) seria para que pudéssemos promover alternativa para dar ganhos de competitividade. Fizemos uma proposta, mas o ambiente político e econômico não a viabilizou, e nem por isso deixamos de tentar. O que foi aprovado está em perfeita sintonia com o que queremos: reduzir impostos sem deixar de prestar serviços essenciais à população”, afirmou o governador Eduardo Leite após a aprovação.

    Os votos:

    A favor
    • Sofia Cavedon (PT)
    • Edegar Pretto (PT)
    • Fernando Marroni (PT)
    • Jeferson Fernandes (PT)
    • Luiz Fernando Mainardi (PT)
    • Pepe Vargas (PT)
    • Valdeci Oliveira (PT)
    • Zé Nunes (PT)
    • Luciana Genro (PSOL)
    • Fábio Branco (MDB)
    • Gabriel Souza (MDB)
    • Gilberto Capoani (MDB)
    • Juvir Costella (MDB)
    • Frederico Antunes (PP)
    • Aloísio Classmann (PTB)
    • Dirceu Franciscon (PTB)
    • Kelly Moraes (PTB)
    • Luís Augusto Lara (PTB)
    • Elizandro Sabino (PTB)
    • Luiz Henrique Viana (PSDB)
    • Mateus Wesp (PSDB)
    • Pedro Pereira (PSDB)
    • Dalciso Oliveira (PSB)
    • Franciane Bayer (PSB)
    • Fran Somensi (Republicanos)
    • Airton Lima (PL)
    • Silvana Covatti (Progressistas)
    • Neri, o Carteiro (Solidariedade)

    Contra
    . Ruy Irigaray (PSL)
    • Capitão Macedo (PSL)
    • Tenente Coronel Zucco (PSL)
    • Vilmar Lourenço (PSL)
    • Juliana Brizola (PDT)
    • Luiz Marenco (PDT)
    • Eduardo Loureiro (PDT)
    • Gerson Burmann (PDT)
    • Elton Weber (PSB)
    • Gaúcho da Geral (PSD)
    • Zila Breitenbach (PSDB)
    • Fábio Ostermann (Novo)
    • Any Ortiz (Cidadania)
    • Rodrigo Maroni (PROS)
    • Carlos Búrigo (MDB)
    • Tiago Simon (MDB)
    • Vilmar Zanchin (MDB)
    • Adolfo Brito (PP)
    • Issur Koch (PP)
    • Sérgio Turra (PP)
    • Sergio Peres (Republicanos)
    • Giuseppe Riesgo (Novo)
    • Paparico Bacchi (PL)
    • Dr. Thiago Duarte (DEM)
    • Eric Lins (DEM)

  • Sindicato recorrerá da decisão sobre 13° de servidores inadimplentes

    Foi derrubada a liminar que obrigava o Banrisul a conceder empréstimo do 13º salário também a servidores inadimplentes associados do Sintergs.

    O banco recorreu ao TJRS, antes do recesso do judiciário, derrubando liminar concedida na sexta-feira (18/12) ao sindicato.

    A decisão foi assinada pelo desembargador Eduardo Kraemer, em regime de plantão.

    O Sintergs recorrerá da decisão.

    No entanto, qualquer medida judicial adotada só será apreciada a partir do dia 6/1, já que de 20 de dezembro de 2020 ao próximo dia 6 de janeiro, o Judiciário está em recesso forense, atendendo apenas em regime de plantão e medidas consideradas urgentes.

    Por isso, filiados ao Sintergs com pendências financeiras e/ou ações judiciais contra o Banrisul ou que tenham realizado portabilidade para outras instituições financeiras, não conseguirão contratar a antecipação do 13º salário.

    “O Poder Judiciário, que recebe seus proventos e o 13º em dia, penaliza ainda mais os servidores que estão inadimplentes justamente pelo atraso no recebimento de seus salários, além da falta de reposição da inflação, situação que perdura há mais de cinco anos. Cabe lembrar que esses servidores afetados por essa decisão da Justiça seguem trabalhando na linha de frente contra o coronavírus”, ressalta Antonio Augusto Medeiros, presidente do Sintergs.

    Durante o recesso, o plantão não se destina à reiteração de pedido já apreciado no órgão judicial de origem ou em plantão anterior, nem a sua reconsideração ou reexame.

    Na prática, durante o recesso forense as partes não podem requerer a reconsideração/reexame de decisões proferidas também em regime de plantão.

    Resta saber o que pretende o Banrisul ao penalizar justamente os mais necessitados desse crédito, não por acaso inadimplentes junto ao banco.

  • Liminar garante empréstimo do 13º no Banrisul para todos os associados ao Sintergs

    Liminar da Justiça determina que o Banrisul conceda empréstimo do 13º salário para os servidores inadimplentes associados do Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul (Sintergs).

    A decisão, divulgada sexta-feira (18/12), responde a ação coletiva impetrada pelo sindicato. Assim, os trabalhadores de nível superior do poder executivo ligados ao Sintergs têm assegurada a contratação da antecipação da gratificação natalina, mesmo que estejam em dívida com o banco ou com o nome negativado. Caso o banco desrespeite a decisão, a multa diária é de R$ 2.000,00 para cada infração cometida.

    No despacho, o juiz estende a concessão de crédito também para quem realizou a portabilidade para outras instituições financeiras, pois seguem sendo titulares de contas bancárias junto ao Banrisul.

    Diz a decisão: “… a atuação do Banrisul não deve se dar a partir de análises financeiras, cálculo de riscos de inadimplência etc, mas sim dentro de um contexto de ‘serviço público’, no qual a principal finalidade a ser alcançada não é o lucro e sim o melhor interesse da coletividade o deferimento da antecipação de tutela é a medida que se impõe”.

    O Banrisul informa que a linha de crédito de antecipação do 13° salário aos servidores públicos estaduais e pensionistas do Rio Grande do Sul teve os prazo reduzido, encerrando-se dia 30 de dezembro, e não mais 15 de janeiro.

    As operações terão crédito imediato e serão parceladas em 12 vezes, com vencimento no último dia útil de cada mês e primeiro pagamento em janeiro/2021. A linha pode ser contratada nos canais de autoatendimento (Banrisul Digital, Home Banking e caixas eletrônicos); e, caso necessário, nas agências do Banrisul, sob agendamento.

  • José Nunes é o novo presidente da ARI, o primeiro negro
    José Nunes e sua vice, Jurema Josefa / ARI

    José Nunes é o novo presidente da ARI, o primeiro negro

    Foi eleito e empossado neste sábado, 19, o novo presidente da Associação Riograndense de Imprensa, o jornalista José Nunes.

    Nunes é o primeiro negro a assumir o cargo. É também o primeiro jornalista radicado no interior (São Leopoldo) e, aos 51 anos, o mais moço   a ocupar a presidência da tradicional entidade nos últimos 30 anos.

    Fundada em 1935, a ARI teve como primeiro presidente o escritor Érico Veríssimo, aos 30 anos, quando era editor da Revista do Globo. Desde então, construiu um histórico de luta pela liberdade de imprensa e defesa dos direitos humanos.

    A eleição de Nunes, por consenso, quebrou também uma praxe de reeleição na ARI. Foi surpreendente a decisão de Luiz Adolfo Lino de Souza, que presidiu a entidade nos últimos três anos, de desistir de um segundo mandato.  O próprio José Nunes se surpreendeu com a indicação do presidente.

    Formado pela Unisinos em 1995, Nunes foi seis anos presidente do Sindicato dos Jornalistas de Porto Alegre. “Sempre fui do diálogo, é o que precisamos, agora mais do que nunca, para enfrentar os desafios”, diz ele.

    Diretoria da ARI

     TRIÊNIO 2021/2023

    DIRETORIA EXECUTIVA

    PRESIDENTE: José Nunes

    1º VICE: Jurema Josefa

    2º VICE: Vilson Romero

    ASSESSORIA DA PRESIDÊNCIA

    Carlos Bastos

    Pedro Osório

    Ciro Machado

    DEPARTAMENTO DE GESTÃO E FINANÇAS

    DIRETOR: Francisco Vitorino

    VICE: Verdi Gioreli M. Faccini

    DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO

    DIRETOR: Jurema Josefa

    VICE: João Borges de Souza

    DEPARTAMENTO DE PATRIMÔNIO

    DIRETOR: Paulo Eduardo Barbosa

    VICE: Walmaro Paz

    DEPARTAMENTO DE ASSISTÊNCIA SOCIAIS

    DIRETOR: Ayres Cerutti

    VICE: Celso Schroeder

    DEPARTAMENTO DE CULTURA

    DIRETOR: Claudia Coutinho

    VICE: Antônio Silveira Goulart

    DEPARTAMENTO DE RELAÇÕES PÚBLICAS E PROMOÇÕES

    DIRETORA: Eloêmia Moraes de Souza

    VICE: Antonio Czamanski

    DEPARTAMENTO DE DIVULGAÇÃO

    DIRETOR: Glei Soares Bello

    VICE: Tatiana Gomes

    DEPARTAMENTO DO INTERIOR

    DIRETOR: Beatriz Dornelles

    VICE: Paulo Cesar Langaro

    DEPARTAMENTO UNIVERSITÁRIO

    DIRETORA: Flávio Porcello

    VICE: Leandro Olegário

    DEPARTAMENTO DE INFORMATICA (MÍDIA DIGITAL)

    DIRETOR: Ana Aguiar

    VICE: Glei Soares

    DEPARTAMENTO DE DIREITOS SOCIAIS E IMPRENSA LIVRE

    DIRETOR: Vilson Antônio Romero

    VICE: Clea Mary Santos da Silveira

    DEPARTAMENTO DE POLITICA AMBIENTAL

    DIRETOR: Laura Gluer

    VICE: Ilda Faria

     

     

     

     

     

     

     

  • 62 entidades assinam a “Carta em Defesa do Cais Mauá”
    Intervenção autorizada pelo governo para o projeto Embarcadero já sofreu uma ação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que exigiu recuo dos containers já instalados para assegurar a visibilidade do conjunto dos antigos armazéns. Foto Cleber Dioni Tentardini/JÁ

    62 entidades assinam a “Carta em Defesa do Cais Mauá”

    Associações comunitárias, ongs ambientais, sindicatos, movimentos sociais, agentes culturais… chega a 62 o número de entidades da sociedade civil em Porto Alegre que assinam a “Carta em Defesa do Cais Mauá”.

    O documento é endereçado ao governador Eduardo Leite e a outros seis representantes do poder público, nas áreas de cultura e patrimônio histórico.

    Os signatários pedem transparência e participação da comunidade nas decisões que envolvem o destino de um dos sítios históricos mais importantes e valiosos da Capital.

    Um pedido de audiência com o governador será protocolado nesta segunda-feira, por isso o texto ainda não está sendo divulgado.

    Assinam a Carta:

    -Acesso Cidadania  Direitos Humanos
    -Amigos da Praça Brigadeiro Sampaio
    -Associação Amigos do Meio Ambiente – Guaíba /RS (AMA)
    -Associação Comunitária do Centro Histórico (ACCH)
    -Associação das Hortas Coletivas do Centro Histórico
    -Associação de Preservação da Natureza Vale do Gravataí – APNVG
    -Associação dos Amigos do Cais do Porto (AMACAIS)
    -Associação dos Amigos do Cine Theatro Capitólio (AAMICA)
    -Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre
    -(ASTEC)
    -Associação Gaúcha de Escritores (AGES)
    -Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan)
    -Associação para Grandeza e União de Palmas (AGrUPa)
    -Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (Mobicidade)
    -Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (Associação
    -Chico Lisboa)
    -ATUA POA
    -BR Cidades Núcleo Porto Alegre
    -CDES Direitos Humanos
    -Central Movimentos Populares
    -Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vilas Conceição e Assunção (CCD)
    -Centro de Referência Afro-Indígena do RS
    -Clã de Gaya
    -Coletivo Cais Mauá de Todos
    -Coletivo Cidade que Queremos (CCQQ)
    -Coletivo KSAROSA
    -Coletivo ProsperArte
    -Coletivo TransLAB.URB
    -Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito
    -Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre/RS
    -Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA)
    -Fórum de Ação Permanente pela Cultura
    -Fórum Estadual RS de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural -Brasileiro
    -Fórum Nacional de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro
    -Grupo de teatro De Pernas Pro Ar
    -Humanitas Arte e Cultural
    -Inove – Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo & Engenharia (AMAU
    -Uniritter)
    -Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU)
    -Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Rio Grande do Sul -(IAB/RS)
    -Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais – InGá
    -Lugares Laboratório Urbano – Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo (EMAU/PUCRS)
    -Marcha Mundial das Mulheres
    -Margem – Laboratório de narrativas urbanas/PROPUR
    -Movimento Chega de Demolir Porto Alegre
    -Movimento de Justiça e Direitos Humanos
    -Movimento Nacional de Luta pela Moradia
    -Movimento Preserva Belém Novo
    -Movimento Preserva Zona Sul
    -Núcleo RS/ICOMOS Brasil
    -Observatório das Metrópoles- Núcleo Porto Alegre
    -ONG Resistência Participativa – Despertar Coletivo
    -ONG Todavida
    -OSCIP Gauyí – Democracia, Participação e Solidariedade
    -Região de Planejamento 1 do Conselho Municipal de Desenvolvimento -Urbano Ambiental (CMDUA)
    -Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões RS (SATED/RS)
    -Sindicato dos Arquitetos no Estado Rio Grande do Sul (SAERGS)
    -Sindicato dos Economistas do Rio Grande do Sul (SINDECON)
    -Sociedade de Economia do Rio Grande do Sul (SOCECON)
    -União Pela Preservação do Rio Camaquã (UPP Camaquã)

  • Além do governador, outras autoridades recebem apelo por diálogo sobre o Cais Mauá
    Guindastes fora de operação no Cais Mauá. Foto: Cleber Dioni Tentardini

    Além do governador, outras autoridades recebem apelo por diálogo sobre o Cais Mauá

    A “Carta em Defesa do Cais Mauá”, assinada por mais de meia centena de entidades, pedindo diálogo sobre o destino do Cais Mauá, dirige-se não só ao governador Eduardo Leite, mas a outras seis  autoridades da área da cultura e do patrimônio público.

    O documento será protocolado nesta sexta-feira na Casa Civil, com um pedido de audiência com o governador.

    Assinam a carta 61 entidades de representação social, desde as tradicionais defensoras do patrimônio publico, como a Amacais e o Forum Nacional de Defesa do Patrimônio Público, e  ambientalistas, como a Agapan, até o Movimento de Justiça e Direitos Humanos.

     

     

     

  • Entidades fazem “carta ao governador” pedindo diálogo sobre o Cais Mauá
    Maio de 2019: o governador Eduardo Leite recebe o relatório da PGE recomendando a rescisão do contrato de concessão.

    Entidades fazem “carta ao governador” pedindo diálogo sobre o Cais Mauá

    Mais de 50 entidades assinam uma “carta ao governador” em que pedem diálogo a respeito do destino do Cais Mauá.

    O documento foi finalizado  nesta quarta-feira, 16,  mas não será divulgado antes de ser entregue ao governador Eduardo Leite, a quem será pedida uma audiência.

    Entre os signatários estão as mais  tradicionais e reconhecidas entidades de defesa do patrimônimo público e do meio ambiente, como Amacais e Agapan

  • Mais de 800 agentes na maior operação policial do Rio Grande do Sul
    Condomínio tomado por traficantes: mais de 50 familias foram expulsas.

    Mais de 800 agentes na maior operação policial do Rio Grande do Sul

    Mais de 800 agentes participaram  da “Operação Consórcio”, a maior já realizada pela Polícia  Civil do Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (16).

    A ação é resultado de uma investigação de quase dois anos e tem como algo uma facção criminosa que se adonou de condomínios populares do Minha Casa, Minha Vida, em Alvorada.

    Na ação desta manhã no condominio Umbu II foram presas 67 pessoas.

    Entre os locais alvo de buscas estão 146 apartamentos, a sede da associação de moradores do complexo, além de estabelecimentos comerciais. Também são cumpridas ordens de prisão e de buscas em presídios.

    A facção criminosa é comandada de dentro da Penitenciária de Charqueadas e foram identificados 98 suspeitos, como integrantes do banco.

    Aldrin Barcella Romagna, condenado por extorsão mediante sequestro, receptação e tentativa de homicídio e integrante da facção Bala na Cara, comanda o grupo de sua cela, determinando execuções e agindo como uma espécie de síndico ou juiz, criando regras e determinando soluções até para briga de vizinhos e disputas de vagas de estacionamento.

    Situações como reformas e reparos nos imóveis e ingresso de pessoas desconhecidas no residencial de 900 apartamentos também dependeriam do aval do condenado.

    A investigação da Delegacia de Homicídios de Alvorada mostra que, pelo menos, 50 famílias foram expulsas dos apartamentos pelos criminosos. Mas a polícia suspeita que esse  número seja maior, pois muitas pessoas lesadas tem medo de fazer ocorrência policial.

    Segundo o delegado Edimar Machado,  da Homicídios de Alvorada chega a 60 o número de assassinatos em dois anos devido à guerra de facções na região.

    Alvorada  é a cidade com maior taxa de homicídios do Estado por 100 mil habitantes (46,6 no acumulado do ano).

  • Contrato de trabalho intermitente é alvo das centrais sindicais

    Contrato de trabalho intermitente é alvo das centrais sindicais

    Uma das novidades da Reforma Trabalhista de 2017, o contrato de trabalho intermitente está em julgamento no STF e deve se tornar o alvo preferencial do movimento sindical.

    O  relator do processo,  Edson Fachin, já deu seu voto, considerando inconstitucional essa modalidade de contrato de trabalho. Dois outros ministros, Nunes Marques e Alexandre Morais, votaram a favor do contrato intermitente.

    Desde o dia 3 dezembro, porém,  o julgamento está suspenso por um pedido de vistas da ministra Rosa Weber e não tem data para ser retomado.

    Em seu último “Boletim do Emprego”,  o Dieese  diz que ainda “restam  muitas dúvidas e inseguranças, tanto por parte das empresas quanto dos trabalhadores”.

    Esse tipo de contrato ainda não representa nem meio por cento do total de vínculos formais no mercado de trabalho brasileiro, mas vem crescendo ano a ano.

    Os dados disponíveis, segundo o Boletim, indicam que, na prática, o trabalho intermitente se converte em pouco tempo de trabalho efetivo e em baixas rendas.

    Um em cada cinco vínculos do tipo não chegou a sair do papel em 2019. Mesmo em dezembro, mês em que o mercado de trabalho está mais aquecido, metade dos vínculos intermitentes não gerou nenhuma renda.

    Quando se converteram em trabalho efetivo, mais da metade dos vínculos resultaram em remunerações inferiores a um salário mínimo. Na média, a remuneração mensal dos intermitentes foi de R$ 637.

    Outros dados do Boletim:

    22% dos vínculos intermitentes não geraram trabalho ou renda em 2019.

    52% dos vínculos ativos em dezembro não registraram nenhuma atividade naquele mês.

    Ainda em dezembro, a remuneração foi inferior a um salário mínimo em
    44% dos vínculos intermitentes que registraram trabalho.

    Ao final de 2019, a remuneração mensal média dos vínculos intermitentes foi de R$ 637, o que equivalia a 64% do valor do salário mínimo no ano.

    O número de contratos intermitentes representou:

    0,13% do estoque de empregos formais em 2018,

    0,33 %, em 2019

    0,44% , em 2020.

    O gráfico, com base em dados do IBGE, resume os efeitos da reforma trabalhista sobre o mercado do emprego nestes três anos.

  • Registros de armas aumentam 300% no governo Bolsonaro
    Gráfico do Poder 36o, com dados da Polícia Federal

    Registros de armas aumentam 300% no governo Bolsonaro

    Triplicaram os registros e a importação de armas desde o início do governo Bolsonaro, em janeiro de 2019.

    Os dados estão num levantamento publicado nesta segunda feira pelo site Poder 360 com base em informações da Polícia Federal.

    Em 2020, os registros de armas bateram o recorde na série histórica, iniciada em 2009:  foram 168 mil  armas registradas de janeiro a novembro. Em todo o ano passado o total de registros ficou em pouco mais de 94 mil armas. Em 2018, foram pouco mais de 50 mil novos registros,  número três vezes menor do que o total de 2020.

    A política do governo Bolsonaro de flexibilizar as leis que regulam a compra e o porte de armas é a causa apontada por especialistas. “Esse aumento ocorreu pela desorganização do ambiente regulatório que o governo Bolsonaro tem promovido”, disse o professor Leandro Piquet Carneiro, da Universidade de São Paulo

    Pesou também o forte lobby da indústria armamentista, segundo o pesquisador Wellinton Maciel, do Núcleo de Estudos sobre Violência e e Segurança, da Universidade de Brasilia: “Esse lobby vem sendo construído há muito tempo no Congresso e, com o atual governo, se viu favorecido“.

    O que a gente tem observado é uma estratégia política, uma política de governo, no sentido de ceder a esse discurso armamentista e com isso facilitar o acesso ao porte de armas. Isso é perceptível em vários momentos, as arminhas na mão e as várias normativas“, disse Maciel.

    Segundo o “Atlas da Violência”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada,  de 2019 até a metade de 2020 foram editados pelo menos 11 decretos, uma lei e 15 portarias do Exército que flexibilizam o controle e a fiscalização de armas e munições.

    O pesquisador da USP diz que, mesmo que algumas das medidas tenham sido barradas depois no Congresso, o tempo em que elas estiveram válidas já foi suficiente para causar aumento nas aquisições.

    A maioria dos novos registros de armas em 2020 foi feito por cidadãos, segundo os dados da Polícia Federal. Para Maciel, isso é alarmante. Ele, que é ex-policial e teve arma no passado, diz que “por mais que a pessoa tenha que fazer os exames, isso não quer dizer nada“.

    Segundo Carneiro, o pesquisador da USP, já havia antes de Bolsonaro “uma demanda reprimida por armas”“Porque o Brasil é um país muito violento, as pessoas se sentem inseguras, tem muita área rural“, declara. Com a posse do presidente, essa demanda começou a ser atendida.

    Maciel diz que “a população se vê encorajada com esse acesso facilitado” com a flexibilização das leis. Também afirma que há um discurso de que “a população precisa se armar para se sentir mais segura“.

    É uma falência do Estado assumindo sua incompetência em prover a segurança pública, então ele delega a segurança ao cidadão“, declara.

    IMPACTO

    Ambos os pesquisadores dizem enxergar impactos negativo no aumento do consumo de armas de fogo.

    Mais armas disponíveis nos domicílios significa a possibilidade que essas armas sejam carregadas em conflitos interpessoais: briga de vizinho, briga no trânsito, feminicídio, a violência na família. A presença da arma potencializa os resultados letais“, diz Leandro Piquet Carneiro.

    Ele também cita a possibilidade dessas armas serem furtadas ou roubadas e, dessa forma, transferidas do legal para o ilegal.

    Welliton Caixeta Maciel afirma que haverá mais delitos, crimes patrimoniais, suicídios, violências interpessoais com o aumento das armas. “Quanto mais arma em circulação, menor a segurança e maior a probabilidade de cometimento de novos delitos“.

    Leia a reportagem completa de Malu Mões aqui https://www.poder360.com.br/brasil/novos-registros-de-armas-triplicam-de-2018-a-2020/