Autor: Elmar Bones

  • Há 60 anos foi aprovado o 13° salário para os trabalhadores

    Há 60 anos foi aprovado o 13° salário para os trabalhadores

    Uma das principais conquistas do trabalhador brasileiro está fazendo aniversário.

    O décimo terceiro salário completou 60 anos nesta quarta-feira (13). Equivalente à remuneração mensal, a gratificação natalina foi sancionada em 13 de julho de 1962 pelo então presidente João Goulart.

    De autoria do deputado Aarão Steinbruch (PTB-RJ), a Lei 4.090/1962 foi proposta em 1959.

    Na justificativa do projeto de lei, o parlamentar afirmava que as empresas costumavam pagar gratificações aos funcionários perto do Natal.

    Segundo ele, a lei consolidaria uma situação que era comum entre os trabalhadores da iniciativa privada.

    Em meio a intensas pressões de entidades empresariais e de sindicatos, a discussão durou três anos. A conturbação política do início da década de 1960 também contribuiu para estender a tramitação do projeto. Em 1961, dois anos após a proposição do projeto, o presidente Jânio Quadros renunciou. Em seguida, João Goulart tomou posse, e o Brasil passou a adotar o sistema parlamentarista.

    Polêmicas
    As entidades empresariais alegavam que a introdução do décimo terceiro salário traria prejuízos para as empresas e provocariam a extinção de empregos. Os sindicatos ameaçavam greve geral e queriam a aprovação da lei, sem emendas, ainda em 1961. Em dezembro daquele ano, uma greve geral chegou a ser convocada em São Paulo, quando os deputados atrasaram a votação por 48 horas. A lei só foi aprovada em segundo turno em 24 de abril de 1962 na Câmara dos Deputados e em 27 de junho pelo Senado.

    Curiosamente, o décimo terceiro salário não estava na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), legislação trabalhista promulgada pelo ex-presidente Getúlio Vargas em 1943. As reivindicações pelo décimo terceiro, no entanto, vinham de bem antes. Em 1921, há registro de greves em duas indústrias paulistas com demandas pela introdução de um abono natalino.

    Os temores dos patrões não se confirmaram.

    O décimo terceiro virou uma ferramenta para impulsionar a economia, garantindo elevados volumes de vendas para a indústria e o comércio no fim de ano. Em 2021, a gratificação injetou R$ 232 bilhões na economia, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

    O décimo terceiro também ajuda a organizar a vida financeira do brasileiro. Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), no ano passado, 34% dos brasileiros com direito à gratificação pouparam uma parte dos recursos.

    De acordo com o levantamento, 33% compraram presentes de Natal, 24% gastaram com festas e viagens de fim de ano, 16% usaram o dinheiro para pagarem tributos e 16% pagaram dívidas em atraso.

    Pagamentos
    Poucos anos depois da introdução, o décimo terceiro sofreu alterações. Em 1965, a Lei 4.749 estabeleceu o parcelamento da gratificação em duas vezes: uma paga entre fevereiro e novembro e outra paga em dezembro. Em 1988, o artigo 7 da Constituição garantiu o décimo terceiro para todos os trabalhadores, urbanos e rurais, aposentados e pensionistas. Em 1998, a emenda constitucional 19, que tratou da reforma administrativa no serviço público, garantiu o pagamento da gratificação aos servidores públicos.

    Cálculo proporcional
    O décimo terceiro salário só é pago integralmente a quem trabalha há pelo menos um ano na mesma empresa. Quem trabalhou menos tempo receberá proporcionalmente. O cálculo é feito da seguinte forma: a cada mês em que trabalha pelo menos 15 dias, o empregado tem direito a 1/12 (um doze avos) do salário total de dezembro.

    Dessa forma, o cálculo do décimo terceiro considera como um mês inteiro o prazo de 15 dias trabalhados. Em contrapartida, quem faltar ao trabalho mais de 15 dias no mês sem justificativa terá o mês inteiro descontado.

    A Agência Brasil elaborou um guia com mais informações sobre o décimo terceiro, como quem tem direito e a forma como a gratificação é tributada.

    (Reportagem da Agência Brasil)

  • Eleições 2022: “O golpe está acontecendo, no Congresso”

    Eleições 2022: “O golpe está acontecendo, no Congresso”

    A ameaça do golpe militar é “manobra dispersiva”.

    O verdadeiro golpe, o golpe da continuidade, já está sendo dado pelo Congresso, sob domínio do Centrão.

    A conclusão é do jornalista Bernardp Kucinski,  que foi assessor direto de Lula, no primeiro governo, para questões de mídia.

    No primeiro governo Lula, ele e sua equipe produziam uma síntese crítica, diária, do noticiário, que o presidente recebia antes de começar o expediente no Palácio do Planalto.

    Jornalista, professor aposentado e escritor, Kucinski mantém-se atento e crítico.

    “Há um mecanismo dentro do Congresso preparando a continuidade, para que nada mude, mesmo que mude o governo”, diz ele.

    É, segundo ele, quase um organismo vivo, que se alimenta de manipular os recursos em benefício próprio, para garantir a eleição desses grupos que controlam o poder. “Lira é o representante disso”.

    O orçamento secreto, o “pacote de bondades”, é a parte ostensiva dessa estratégia. São mecanismos para reeleição do poder continuista, segundo a observação de Kucinski.

    Com esse poder garantindo a intocabilidade das reformas neoliberais implementadas nos últimos anos, o novo governo, seja quem for, estará imobilizado e dependente de acordos que vão frustrar as mudanças necessárias.

     

     

     

     

     

     

  • “Aqui é Bolsonaro”, gritou policial que provocou tragédia em Foz do Iguaçu

    “Aqui é Bolsonaro”, gritou policial que provocou tragédia em Foz do Iguaçu

    O guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos, foi assassinado na própria festa de aniversário, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na madrugada deste domingo.

    Chegou a ser levado ao Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Era casado, tinha quatro filhos.
    O homem que atirou contra Marcelo Arruda, o policial penal federal Jorge Jose da Rocha Guaranho também morreu, pois Arruda, que estava armado, e revidou aos tiros.

    Boletim de ocorrências registra que o policial chegou ao local gritando “aqui é Bolsonaro!”.
    De acordo com a polícia, travou-se uma discussão na festa de aniversário e mais detalhes serão divulgados em entrevista coletiva na tarde deste domingo.

    O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios.
    “Pelo que a gente percebeu foi uma intolerância política”, disse o secretário de Segurança Pública de Foz do Iguaçu, Marcos Antonio Jahnke,
    A Prefeitura de Foz do Iguaçu disse, em nota, que Marcelo Arruda era da primeira turma da Guarda Municipal e estava na corporação há 28 anos.

    O guarda também era diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi).

    Festa temática
    A festa, numa associação esportiva, comemorava os 50 anos de Marcelo Arruda e tinha como tema o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula.
    O boletim de ocorrências informa que Guaranho chegou no local de carro e que no veículo estavam também uma mulher e um bebê.
    Segundo o documento, ele desceu do carro, armado, gritando: “Aqui é Bolsonaro!”.

    De acordo com o boletim, o policial penal não era conhecido de ninguém na festa nem foi convidado.
    Ele deixou o local, mas voltou cerca de vinte minutos depois, sozinho e armado.
    O boletim de ocorrência cita que Guaranho atirou duas vezes contra o guarda municipal, que revidou e baleou o policial penal.
    “Um ataque contra a vida, um ataque contra a liberdade de expressão, um ataque contra a democracia”, disse em nota o PT-PR.
    Marcelo Arruda era tesoureiro do diretório municipal. Em 2020, foi candidato a vice-prefeito de Foz do Iguaçu pela sigla.

    Mais tarde, foi divulgado que o agressor sobreviveu: https://www.jornalja.com.br/geral/video-mostra-que-marcelo-arruda-revidou-depois-de-ferido/

  • TCU confirma superfaturamento na compra de Viagra e pede devolução de valores

    A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) acolheu a representação feita por parlamentares, denunciando a compra superfaturada de Viagra para as Forças Armadas.

    O TCU determinou um prazo de 90 dias para que o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, “adote as medidas administrativas pertinentes para apuração do débito e outras ao seu alcance, sem prejuízo de requerer ao órgão jurídico da estatal que adote as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis, com vistas à obtenção do ressarcimento do débito apurado, em valores devidamente atualizados”.

    A representação foi feita pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) e pelo senador Jorge Kajuru (Podemos-GO).

    A decisão do TCU foi tomada nesta quinta-feira (7) e divulgada nesta sexta-feira (8).

    “A equipe técnica constatou o superfaturamento e pediu o ressarcimento aos cofres públicos desse dinheiro gasto indevidamente. É preciso conduzir esse caso com rigor. Nos hospitais públicos, falta até dipirona”, disse o deputado Elias Vaz.

    O relatório precisa da aprovação do relator do caso no TCU, ministro Weder de Oliveira.

    O parecer justifica as recomendações com base na constatação da compra, decorrente do Pregão Eletrônico 106/2020, de 15.120 comprimidos de sildenafila 25mg pelo valor unitário de R$ 3,65, enquanto o valor médio no Painel de Preços do governo federal para o período é de R$ 1,81 e o Hospital Central do Exército, por meio do Pregão Eletrônico 99/2020, registrou o preço de R$ 1,50.

    A data da compra para atender a Marinha é 7 de abril de 2021. Já a data da compra que atendeu o Exército é 14 de abril de 2021.

    Outro processo
    O deputado Elias Vaz também denunciou ao TCU compra  de Viagra com indícios de superfaturamento de até 550%.

    O parlamentar identificou contrato firmado entre o Comando da Marinha e o laboratório EMS S/A para fornecimento de mais de 11 milhões de comprimidos de citrato de sildenafila de 20, 25 e 50 miligramas de 2019 a 2022.

    Uma varredura no Portal da Transparência e no Painel de Preços revelou que, nos empenhos autorizados pelo governo federal, cada comprimido custa entre R$2,91 e R$3,14. O prejuízo pode passar de R$28 milhões.

    O relator também é o ministro Weder de Oliveira e o processo aguarda parecer da equipe técnica.

    (Com informações do Congresso Em Foco)

  • Furgão tinha equipamentos irregulares e R$ 53 mil em multas acumuladas; foi finalmente detido pela EPTC

    Furgão tinha equipamentos irregulares e R$ 53 mil em multas acumuladas; foi finalmente detido pela EPTC

    A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) abordou um Fiat Ducato na manhã desta quinta-feira, 7, na avenida Vicente Monteggia,  no bairro Cavalhada, em Porto Alegre.

    Descobriu que ele devia R$ 53.679,88 em multas por diversas infrações.

    Mais de 40 multas, entre elas excesso de velocidade e ultrapassar em sinal vermelho. Além disso, estava equipado com sirene e estrobo, equipamentos de som e luz, que são permitidos apenas em veículos oficiais de emergência.

    Além do uso dos equipamentos não permitidos,  o furgão não estava licenciado.

    O veículo foi recolhido ao depósito do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS).

    O diretor de Operações da EPTC, Cirilo Faé, destaca a importância das operações. “Os indicadores têm nos alertado sobre veículos e condutores com documentação irregular no envolvimento em acidentes. Por isso, intensificamos a fiscalização para proteger a população.”

    A EPTC informou que seguirá com as ações de fiscalização ostensiva na busca por um trânsito mais seguro nas ruas de Porto Alegre. Não explicou como o veículo apreendido acumulou tantas multas e irregularidades  até ser identificado.

    (Com informações da EPTC)

  • Governo facilitou a posse de armas mas controle ainda é falho

    O Exército indicou não ter uma base de dados com a idade e o sexo dos caçadores, atiradores e colecionadores de armas.

    O portal Metrópoles, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), solicitou o número de pessoas com certificado de registro ativo de CACs de acordo com a idade, o gênero, o município e o estado dos cidadãos.

    O Exército, porém, não repassou nenhum dos dados solicitados e alegou que “informações referentes a gênero e idade não são exigidas para o registro”.

    A Portaria 150, de dezembro de 2019, editada pelo Comando Logístico do Exército, pede apenas nome, CPF, telefone, e-mail, endereço e CEP do requerente que quer ter o registro de colecionador, atirador ou caçador.

    Desde que assumiu a presidência do Brasil, em janeiro de 2019, Bolsonaro assinou o Decreto 9.685, que facilitou o acesso a armas de fogo no país. Apesar de alterar o Estatuto do Desarmamento para facilitar a posse, o porte de armas não foi incluído na modificação. Em maio do mesmo ano, porém, Jair assinou o Decreto 9.785, ampliando a lista de profissionais que poderiam portar o artifício.

    Sobre as cidades e os estados dos CACs, a corporação ressaltou que os certificados de registros (CR) “são vinculados às Regiões Militares (RM), e não às UF [unidades federativas], motivo pelo qual inviabiliza a extração dos dados do CR de CAC por UF ou por município”.

  • Varíola dos macacos: levantamento registra 106 casos confirmados no país

    Varíola dos macacos: levantamento registra 106 casos confirmados no país

    O Brasil tem 106 casos confirmados de varíola dos macacos (Monkeypox), segundo levantamento do Ministério da Saúde.

    A maioria (75) foi registrada em São Paulo. Em seguida, está o Rio de Janeiro, com 20 casos.

    Em Minas Gerais, foram três casos da doença. No Ceará, no Paraná e no Rio de Grande do Sul foram dois registros em cada estado.

    Há também confirmação de infecção pelo vírus no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte, com um caso cada.

    O órgão destacou que segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes. Isso é feito por meio da Sala de Situação e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional).

    O vírus
    A varíola causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês) causa uma doença mais branda do que a varíola smallpox, que foi erradicada na década de 1980.

    Trata-se de uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais.

    A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.

    Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões.

    O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.

    Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

    Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Chapecó será capital brasileira do mel neste fim de semana

    Chapecó será capital brasileira do mel neste fim de semana

    Os três estados do sul respondem por cerca de 40% da produção de mel do Brasil. A região tem 66.554 apicultores e meliponicultores, sendo 12.491 no Paraná, 16.838 em SC e 37.225 no Rio Grande do Sul.

    Parte representativa desse universo estará em Chapecó, nesta semana, para participar dos principais eventos técnicos e científicos da cadeia produtiva do mel programados para os dias 30 de junho, 1 e 2 de julho.

    Espera-se 1.500 pessoas entre pesquisadores,produtores, universidades, instituições de pesquisa, entidades e autoridades do setor.

    As atividades incluem 76 palestras que serão desenvolvidas no Campus da Unichapecó.

    Para o dia 30 de junho (das 14 às 18 horas) está programado o Fórum de Integração entre pesquisas, políticas públicas, assistência técnica e extensão no setor de abelhas.

    Nos dias 1º de julho (das 8 às 18 horas) e 2 de julho (das 8 às 12 horas) será cumprida a programação do 2º COSBRAPIM (Congresso Sul Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura), o 2º Simpósio dos Produtos de Colmeia e o 35º ECAM (Encontro Catarinense de Apicultores e Meliponicultores).

    A organização é da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (FAASC) com apoio do Sebrae/SC, Senar/SC, Epagri, UFRGS, Udesc, Unochapecó e Associação dos Apicultores de Chapecó. Entre os participantes estarão produtores e pesquisadores do Chile, Bahia e Mato Grosso do Sul, além de 300 do Paraná e do Rio Grande do Sul.

    O coordenador geral, biólogo e presidente da FAASC Ivanir Cella expõe que Santa Catarina se destaca na esfera nacional. É o primeiro estado em produtividade, com 68 kg de mel por quilômetro quadrado, enquanto a média nacional é de apenas 4,8 kg. Dedicam-se à produção de mel e derivados 6.824 produtores rurais que cultivam 315.000 colmeias (50.000 dedicadas à polinização de frutíferas e as demais destinadas à produção de mel) e geram um volume que varia de 6.500 a 8.500 toneladas por ano.

    O produto catarinense foi eleito e premiado internacionalmente como o melhor do mundo em cinco concursos sucessivos.

    Essa condição resulta de fatores como clima, solo, manejo e principalmente, ausência total de resíduos químicos. Desde 2021 o mel barriga-verde tem selo de produto com indicação geográfica (IG) conferido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    O gerente de desenvolvimento regional do Sebrae/SC Paulo Rocha destaca a importância dos eventos como fator de integração e atualização tecnológica de toda a cadeia produtiva do mel e demais produtos derivados das abelhas.

    O foco central do Fórum de Integração será o planejamento estratégico para melhorar a eficiência e a otimização de recursos das políticas públicas e das pesquisas, assistência técnica, extensão rural e consultorias na criação de abelhas no sul do Brasil e os planos estaduais de desenvolvimento do setor.

    O 2º COSBRAPIM, o 2º Simpósio dos Produtos de Colmeia e o 35º ECAM abordarão um extenso e variado leque de temas, envolvendo perspectivas de mercado, mortalidade de abelhas, legislação & controle de qualidade, nutrição, sanidade, elaboração de produtos das abelhas, transporte de rainhas, multiplicação de colônias, bem-estar, melhoramento genético e integração de meliponicultura em sistemas agroflorestais, entre outros. Também estão na pauta os assuntos própolis, um aliado importante contra a covid-19, mercado de mel e custos de produção.

     

     

    S E R V I Ç O

     

    Evento I:

    Fórum de Integração entre pesquisas, políticas públicas, assistência técnica e extensão no setor de abelhas.

    Data: 30 de junho, quinta-feira.

    Horário: das 14 às 18 horas.

    Local: Campus da Unochapecó.

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    Eventos II, III e IV:

    2º COSBRAPIM (Congresso Sul Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura).

    2º Simpósio dos Produtos de Colmeia.

    35º ECAM (Encontro Catarinense de Apicultores e Meliponicultores).

    Datas: dias 01 e 02 de julho.

    Horário: 1º de julho (das 8 às 18 horas) e 2 de julho (das 8 às 12 horas).

    Local: Campus da Unochapecó.

     

  • Eleições 2022: os trunfos de Onyx Lorenzoni no Rio Grande do Sul

    Eleições 2022: os trunfos de Onyx Lorenzoni no Rio Grande do Sul

    O ex-ministro Onyx Lorenzoni lidera as pesquisas para o governo do Rio Grande do Sul. Tem 25% das intenções de voto segundo a pesquisa da Exame.  O ex-governador Eduardo Leite, segundo colocado, tem 20%.

    Onyx está em campanha há muito tempo e vem correndo por fora das manchetes.

    Ele é um dos mais próximos de Bolsonaro desde a eleição de 2018. Fez a passagem para o novo governo,  nomeado ministro para coordenar a transição antes mesmo da posse.

    Nomeação de Onyx Lorenzoni publicada no Diário Oficial — Foto: Reprodução/Diário Oficial da União

    Licenciou-se do quinto mandato de deputado para assumir a chefia da Casa Civil, quando Bolsonaro tomou posse.

    Passou por momentos de desgaste, mas manteve-se entre os auxiliares mais próximos do presidente, ocupando a Secretaria Geral da Presidência, o Ministério da Cidadania e o Ministério do Trabalho e Previdência, que deixou em março desde ano para concorrer a governador.

    Antes disso ele já estava em campnha. “Ele é o nosso candidato”, disse ao JÁ um dirigente partidário do PL em julho de 2021. A expressão “BolsOnyx” já circulava em grupos e já tinha até adesivo confeccionado.

    A recriação do Ministério do Trabalho e Previdência, e a nomeação de Lorenzoni para comandar um orçamento de R$ 800 bilhões confirmou o seu prestígio. Sua candidatura ao governo do RS é estratégica.

    O principal concorrente de Onyx no campo bolsonarista é o senador Luiz Heinze, pré-candidato pelo PP, que aparece com 7% das intenções de voto.

    Onyx, porém, parece acreditar num entendimento com Heinze e por enquanto foca seu ataque no governador Eduardo Leite.

    Para tanto não hesita em questionar o Programa de Recupeçração Fiscal , que o governo Leite acaba de assinar com o governo federal, um programa de ajuste que engessa as finanças públicas do Estado até 2030, pelo menos.

    Ter conseguido assinar o acordo, que o Estado persegue há quase cinco anos, é o grande trunfo de Eduardo Leite na campanha.

    Sem medo de paradoxos, Onyx diz que o programa assinado por Leite, e que Bolsonaro prontamente sancionou há poucos dias, é lesivo aos  gaúchos.

    Na sessão da Assembleia em que foi consumada a adesão ao programa, a oposição mais contundente partiu do deputado Rodrigo Lorenzoni, filho do ministro. Ele disse, da tribuna: “Eu desafio a qualquer um dos senhores que estão aprovando este projeto a subir aqui e dizer se sabem o que estão votando”.

    Ninguém se atreveu, e ele então concluiu: “Não sabemos o que estamos votando, essa é a verdade”.

    Ao fazer este questionamento, Onyx toca no nervo exposto da crise do Rio Grande do Sul, que é a posição subalterna do Estado na relação com o poder central, uma bandeira que a esquerda não tem sabido levantar.

     

     

  • Eleições 2022: Eduardo Leite quebra princípio e vai enfrentar a “maldição do Piratini”.

    Eleições 2022: Eduardo Leite quebra princípio e vai enfrentar a “maldição do Piratini”.

    Elmar Bones

    Dois fatores subjetivos devem se incluídos entre os riscos embutidos na decisão que  o governador Eduardo Leite anunciou nesta segunda feira,  de concorrer à reeleição nas eleições de outubro.

    A quebra do auto proclamado princípio contra a reeleição  e a “maldição” que  ronda os habitantes do Piratini, que não se reelegem ou fazem sucessor (sem contar os tempos de exceção, é claro) já vai para meio século.

    ***

    Desde o primeiro dia, vislumbrando vôos mais altos, Leite disse que não concorreria à reeleição, não por uma questão particular, mas por princípio. Ele é contra o princípio da reeleição em vigor na lei eleitoral brasileira, desde 1990.

    Foi dito e escrito que se não fosse candidato à presidência, ficaria quatro anos em estudos fora completando sua formação, para voltar candidato.

    As tentativas de ser candidato à presidência, dentro e fora de seu partido, o PSDB, fracassaram. Chegou a renunciar ao governo para tentar ser o nome de uma candidatura de terceira via, na disputa eleitoral polarizada entre Bolsonaro e Lula. Não deu certo.

    O discurso, agora,  é de que o governador foi convencido pelas forças que apoiam seu governo – um manifesto de grandes empresários chegou a circular – a desistir dos quatro anos de estudos no exterior, esquecer a promessa que fez aos eleitores e aliados,  e lançar-se candidato para defender e levar adiante seu projeto.

    Seu projeto é um programa de ajuste fiscal que culminou há poucas semanas com a aprovação do congelamento de investimentos públicos, deprimidos há décadas.

    O equilíbrio que obteve nas contas é instável, mais contábil que real. Beneficia-se de conjuntura e receitas transitórias.

    Os serviços públicos estão precarizado pelo corte prolongado das verbas de custeio. Os salários dos funcionários estão sem reajuste há sete anos. Há quase cinco anos o governo não paga as parcelas da sua dívida com a União, na expectativa de um acordo que tem pouca chance de ser cumprido.

    Com a máquina a seu favor, o governador desponta como favorito na campanha que já tem sete candidatos no Rio Grande do Sul.

    Em nome do realismo, porém, convém lembrar que outros favoritos à reeleição, alguns até com mais cabedal que Eduardo Leite,  não conseguiram convencer o eleitor gaúcho que mereciam mais quatro anos para “completar sua obra”.