Autor: Elmar Bones

  • Caso Master: ministro Dias Toffoli terá que explicar viagem a Lima em jatinho particular

    Caso Master: ministro Dias Toffoli terá que explicar viagem a Lima em jatinho particular

    O ministro Dias Toffoli foi a Lima ver a final da Libertadores de carona num jatinho particular em que estava o advogado Augusto Arruda Botelho, que atua no processo do Banco Master.

    O  processo apura desvios bilionários no Master e levou seu dono, Daniel Vorcaro, a passar 12 dias preso.

    Toffoli é o relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele decretou sigilo sobre o caso, além de dar liberdade ao dono  do Master, preso preventivamente, pela Polícia Federal.

    A viagem de Toffoli no jatinho do empresário foi revelada neste domingo pelo jornalista Lauro Jardim,  de O Globo.

    Toffoli viajou num jatinho do empresário e ex-senador Luiz Oswaldo Pastore, no qual estavam também o advogado Augusto Arruda Botelho, que atua no processo do Banco Master defendendo o diretor de compliance do Banco, Luiz Antônio Bull.

    A final da Libertadores, entre Palmeiras e Flamengo, foi no dia 29 de novembro, com vitória do Flamengo. 

    Um dia antes, uma sexta-feira, Toffoli foi sorteado para ser relator do caso Master a partir de um recurso impetrado no STF pelos advogados do dono do banco, Daniel Vorcaro.

    A interlocutores, Toffoli confirmou o voo no jatinho do empresário Pastore, de quem diz ser amigo. Disse que, no avião, também estava o advogado Augusto Arruda Botelho, que foi secretário Nacional de Justiça do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Toffoli garante que durante o vôo não conversaram sobre o processo do banco liquidado pelo BC. A expectativa é que nesta segunda-feira ele se declare impedido de seguir no processo.

  • Festa literária encerra ano da Biblioteca Pública

    Festa literária encerra ano da Biblioteca Pública

    Dia 6 de dezembro, sábado, das 16 às 18 horas, a Biblioteca Pública do promove uma festa literária para encerrar as atividades de 2025.

    A entrada é gratuita e a programação reúne artistas, escritores, leitores e famílias “para uma tarde vibrante em torno da cultura”, segundo a nota da assessoria.

    O Plano Anual de Atividades da BPE tem o financiamento  do Programa Emergencial Lei Rouanet, do Ministério da Cultura.

    Programação

    Atividades culturais
    12h – Abertura, com o jornalista Ernani Campelo e DJ Jimmy 7
    12h30 às 17h30 – Sessão de Autógrafos
    Beta Simon – “Tortinha – a pata que não anda, não voa, mas rebola” – Editora Independente
    Associação Gaúcha de Escritores (AGES) – “Literatura Grande do Sul” – Editora AGES
    Leonardo Romero de Lima – “O Garoto de Ouro – A história de Bráulio, o craque que dividiu o Rio Grande e inspirou uma geração” – Editora Metamorfose
    Michele C. Buss – “Rohayhu” – Editora Caos & Letras
    Felipy Camargo e Cattulo de Camargo e Campos – “A história rima” – Rima Edições Literomusicais
    Cris Forte, Lúcia Camargo e Clarissa Bhiel – “De bem com a vida” – Editora Carolina
    Regina Freitas Silveira – “Outros carnavais – Escritas da maturidade” – Editora Independente
    Simone Dal Molin – “Calma na alma: Inspirações para uma vida mais leve” – Editora Independente

    Atividades artísticas
    12h30 às 13h – Contação de história infantil com Beta Simon, a partir de “Tortinha – a pata que não anda, não voa, mas rebola”
    13h10 às 13h50 – Show musical com Lucas Maboni (pop rock, MPB, samba e músicas autorais)
    14h às 14h50 – Apresentação musical com Camila Lemos
    14h30 às 16h30 – Oficina de pintura “Bobbye Goods de Natal”
    Atividade exclusiva para o público infantil. Não é necessária inscrição prévia.
    15h às 15h30 – Show de pré-lançamento do álbum “Porto Além”, do grupo Cordas e Rimas
    15h40 às 16h20 – Apresentação “Meio ambiente e sustentabilidade”, com o Coral da UFCSPA. Regência de Marcelo Rabello dos Santos
    16h30 às 16h50 – Atividade de dança coletiva “Ritmos”, com a professora Michele Peixoto e participação do Programa de Incentivo à Atividade Física para Idosos (PIAFI)
    17h às 17h50 – Show “Os versos por dentro”, com Zé Caradípia
    18h – Encerramento

    Serviço
    BPE + Cultura – última edição de 2025
    Quando: 6 de dezembro (sábado), das 12h às 18h
    Onde: Em frente à Biblioteca Pública do Estado – Rua Riachuelo, 1190, Centro Histórico de Porto Alegre
    Entrada gratuita

  • Marcha das Mulheres Negras: caravanas de todo o país chegam para manifestação em Brasilia

    Marcha das Mulheres Negras: caravanas de todo o país chegam para manifestação em Brasilia

    Caravanas de diversas partes do país vão ocupar, nesta terça-feira (25),  a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para a 2ª Marcha das Mulheres Negras, com o tema “por Reparação e Bem Viver.” A expectativa é reunir 1 milhão de pessoas.

    Organizada pelo Comitê Nacional da Marcha das Mulheres Negras, a mobilização nacional busca colocar em pauta os direitos básicos desse segmento da população – como moradia, emprego, segurança -, mas também por uma vida digna, livre de violência e por ações de reparação.

    A jornada faz parte da programação da Semana por Reparação e Bem-Viver, de 20 a 26 de novembro, na capital federal, marcada por debates, atividades e apresentações culturais para exaltar o protagonismo das mulheres negras em todo o país.

    Segunda edição
    A nova edição da Marcha das Mulheres Negras é realizada no mês em que é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro.

    O evento ocorre dez anos depois da primeira marcha, em 18 de novembro de 2015, quando mais de 100 mil mulheres negras do Brasil marcharam em Brasília contra o racismo, a violência contra a juventude negra, a violência doméstica e o feminicídio, que vitimam essas mulheres, e pelo bem viver, rejeitando a mera sobrevivência.

    Neste ano, as mulheres negras vão marchar pela promoção de mobilidade social, considerando os danos deixados pela escravidão através de séculos, que se tornaram obstáculos ao desenvolvimento econômico dessa população.

    Programação 
    A programação oficial da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, nesta terça-feira (25), tem início às 9h, com concentração no Museu da República, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. No mesmo local, haverá uma roda de capoeira e cortejo de berimbaus.

    Às 9h também, o Congresso Nacional realizará sessão solene em comemoração à Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem-Viver, no plenário da Câmara.

    Por volta das 11h, está agendada a saída da marcha pela Esplanada dos Ministérios.

    O jingle oficial da marcha, que promete embalar as mulheres na caminhada rumo ao gramado do Congresso Nacional, já está no ar. com a frase “Mete marcha negona rumo ao infinito. Bote a base, solte o grito! Bem-viver é a nossa potência, é a nossa busca, é reparação!”

    Às 16h, o público poderá conferir os shows de artistas que representam a diversidade da produção cultural negra no Brasil. As cantoras são engajadas com as pautas da temática da negritude, do antirracismo e do feminismo. São elas: Larissa Luz, Luanna Hansen, Ebony, Prethaís, Célia Sampaio e Núbia.

    Espaço de articulação
    A marcha de 2025 ultrapassa as fronteiras do Brasil. Para fortalecer a articulação global, a manifestação reunirá mulheres negras em diáspora (imigração forçada de africanos), e do continente africano, comprometidas com a construção de um futuro livre das violências impostas pelo racismo, pelo colonialismo e pelo patriarcado.

    Afrocaribenhas
    Lideranças negras do Equador estão em Brasília para participar da Marcha de 2025. O objetivo é, de acordo com o grupo equatoriano, aprofundar e visibilizar as lutas das mulheres afrolatinas, afrocaribenhas e da diáspora.

    Elas estão focadas no fortalecimento da articulação regional e global das mulheres negras, na recuperação da memória e visibilidade das mulheres afrolatinas em todos os níveis e no  fortalecimento político, por meio do posicionamento coletivo dos direitos das mulheres.

    A ativista de San Lorenzo (Equador) e membro da Confederação Comarca Afro-equatoriana do Norte de Esmeraldas (Cane), Ines Morales Lastra, explica que elas defendem os direitos coletivos e dos territórios ancestrais do povo afro-equatoriano e que viajaram a Brasília para somar na luta feminina. “Marcharemos para ecoar a firmeza de nossa voz e nossas demandas, porque são nossas as vozes de nossas avós.”

    Lélia Gonzalez
    Quem também participará da 2ª Marcha das Mulheres Negras é Melina de Lima, neta da antropóloga Lélia Gonzalez, falecida em 1994, aos 59 anos.

    No último dia 10, Melina esteve em Brasília para receber, em nome de Lélia Gonzalez, o título de Doutora Honoris Causa concedido pela Universidade de Brasília.

    Lélia foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado. A ativista é referência nos estudos e debates de gênero, raça e classe no Brasil, na América Latina e no mundo.

    Ela é considerada uma das principais autoras do feminismo negro no país e foi a criadora de conceitos como “amefricanidade” e “pretuguês”.

    “Amefricanidade” é um conceito que se refere à condição dos povos negros nas Américas, unindo ancestralidades africanas e ameríndias para descrever uma identidade política e cultural específica. O termo questiona a dominação colonial e o racismo que persistem após a escravidão,

    O “Pretuguês” é o termo para descrever as influências das línguas africanas na língua portuguesa falada no Brasil.

    Atualmente, Melina de Lima é diretora de educação e cultura do Instituto Memorial Lélia Gonzalez e cofundadora do projeto Lélia Gonzalez Vive.

    Meninas e mulheres negras
    As meninas e mulheres negras são o maior grupo populacional do país.

    De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), elas somam 60,6 milhões de pessoas, divididas entre pretas (11,30 milhões) e pardas (49,30 milhões).

    O total corresponde a cerca de 28% da população geral do país.

     

  • Evento na Redenção marca os 30  anos do SAMU em Porto Alegre

    Evento na Redenção marca os 30 anos do SAMU em Porto Alegre

    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Porto Alegre é pioneiro no país e referência nacional há 30 anos.

    O aniversário foi marcado esta semana por um Simpósio sobre Atendimento Pré-Hospitalar, com mesas-redondas, palestras e painéis, no anfiteatro do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Participaram profissionais de todo o Estado, do Paraná e de Santa Catarina.

    A programação encerra no sábado, 22, com um evento gratuito de capacitação em primeiros socorros, voltado à população. Será no Parque Farroupilha (Redenção), em frente ao Monumento ao Expedicionário, das 9h às 17h.

    “O nosso Samu se consolida como uma das estruturas mais completas e modernas do país no atendimento móvel de urgência. Essa evolução só é possível graças ao compromisso diário das equipes e ao investimento contínuo na qualidade da assistência e nas condições de trabalho”, destaca o coordenador do serviço, Fabiano Barrionuevo.

    Geolocalização

    O Samu também é o primeiro do Brasil a utilizar a tecnologia de geolocalização automática em chamadas de emergência. A novidade foi desenvolvida em parceria com a empresa True, que integrou ao sistema de regulação médica da Capital o Serviço de Localização de Emergência (ELS – Emergency Location Service), recurso lançado no país pela Anatel ainda no ano passado em conjunto com o Google.

    Samu Cidadão

    Criado com o objetivo de aproximar o serviço da população e difundir noções básicas de primeiros socorros, o Projeto Samu Cidadão está de volta após período de pausa. A iniciativa integra as ações comemorativas pelos 30 anos do Samu Porto Alegre, ampliando o compromisso do serviço com a educação em saúde e a prevenção de acidentes.

    Atendimentos

    Em 2025, o Samu Porto Alegre recebeu até setembro 118.204 ligações. Destas, 54.822 foram triadas e orientadas pela regulação médica, enquanto 43.857 resultaram no envio de equipes para atendimento presencial.

    Quase dois mil trotes

    No mesmo período, foram registrados 1.880 trotes (chamadas falsas) que comprometem a agilidade do socorro a quem realmente precisa.

    São 28 ambulâncias em operação e 18 equipes trabalhando para um tempo de resposta médio de 15 minutos a casos graves.

    Estrutura e inovação

    Aos 30 anos, o Samu resulta de um permanente processo de modernização e qualificação do serviço. Conta, hoje, com equipamentos de ponta embarcados nas viaturas, como monitores multiparâmetros, compressores mecânicos de reanimação cardiopulmonar (RCP), ultrassom portátil, videolaringoscópios e ventiladores para todas as faixas etárias.

    O prontuário 100% digital eliminou o uso de papel e trouxe mais agilidade e segurança à assistência. Há ainda amplo fornecimento de EPIs e uma frota com manutenção rigorosa, garantindo maior disponibilidade operacional e segurança no transporte.

    Pioneirismo

    A criação do Samu Porto Alegre nasceu da crescente demanda por atendimento de urgência em domicílios e vias públicas da Capital.

    Em 1994, Porto Alegre firmou um acordo de cooperação técnica com a França para adaptar o modelo francês de assistência pré-hospitalar ao contexto brasileiro.

    O primeiro Samu do Brasil começou a operar em novembro de 1995, com uma pequena central no HPS.

    A partir de 1997, foram criadas bases descentralizadas em regiões estratégicas da cidade. O serviço rapidamente se tornou modelo para outras cidades brasileiras, influenciando a Política Nacional de Atenção às Urgências, instituída em 2006.

    Antes mesmo de existirem normas nacionais de regulação médica para urgência pré-hospitalar, Porto Alegre já estruturava seu serviço com central de regulação médica, seguindo o modelo francês.

  • Governo federal financia compra de 100 ônibus elétricos para Porto Alegre

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico vai financiar a compra de 100 ônibus elétricos para o transporte coletivo de Porto Alegre.

    A Câmara Municipal autorizou nesta segunda-feira o prefeito Sebastião Melo a contratar o financiamento no valor de R$ 447 milhões com o banco estatal.

    O financiamento integra o programa de Renovação de Frota, cadastrado no Novo PAC Seleções, do governo Federal. Além dos veículos o valor do financiamento inclu a implantação de recarga para os veículos.

    Pagos pelo município, os ônibus serão propriedade da prefeitura, que cederá os veículos para uso das concessionárias. Como contrapartida, as empresas se incumbem da manutenção e conservação dos veículos e deixam de incluir a depreciação de seus ônibus no cálculo da tarifa.
    O secretário de Mobilidade, Adão de Castro Júnior, diz que esse modelo,  de “subvenção econômica,  já é adotado por outras prefeituras, como São Paulo, por exemplo..

    Segundo ele, após o período de vida útil dos ônibus, estimado em 16 anos, o veículo retorna ao patrimônio da prefeitura e pode ser vendido para que os recursos sejam investidos no abatimento da tarifa.
    A prefeitura ainda não estimou o impacto da aquisição dos novos ônibus na tarifa do transporte coletivo.

  • Investigação sobre contrabando de armas chega às conexões do crime organizado com a política no Rio

    Investigação sobre contrabando de armas chega às conexões do crime organizado com a política no Rio

    Vai completar cinco anos neste 23 de novembro um inquérito da PF sobre o contrabando de armas que alimenta as facções do crime organizado no Brasil.

    Uma operação de rotina deu origem às investigações, em 2020.

    Um ônibus de turismo procedente de São Paulo, com destino a Poções no interior da Bahia, foi parado por agentes da Polícia Rodoviária, na BR 116, já em território baiano.

    Em duas mochilas, os policiais encontraram 23 pistolas calibre 9 mm, fabricadas na Croácia. As investigações desde então revelaram um esquema criminoso que introduziu mais de 40 mil armas clandestinas no Brasil.

    O fio puxado pela Polícia Federal a partir das pistolas apreendidas já levou para a cadeia dois generais paraguaios, além de chefes do tráfico, contrabandistas de armas e até um delegado da PF, envolvido com a quadrilha.

    Só em setembro passado, porém, a PF tocou nas conexões do crime organizado com o mundo político no Rio de Janeiro,  quando foram presos o, então deputado estadual pelo MDB, Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, e o ex-secretário estadual de Esporte e Lazer do Rio, Alessandro Carracena.

    O deputado, segundo a PF, era um “braço político da facção, defendendo os interesses dos criminosos junto aos órgãos do estado”.

    Em longa reportagem neste domingo, o jornal  Extra, do Rio, conclui que “as investigações ainda parecem longe do fim” e que os investigadores “tentam avançar sobre a conexão entre o CV e seus contatos no poder público”.

  • Tornado deixou seis mortos no Paraná; 32 pessoas seguem internadas

    Tornado deixou seis mortos no Paraná; 32 pessoas seguem internadas

    Ainda não há um balanço dos prejuízos causados em Rio Bonito do Iguaçu (PR), a mais afetada entre as 11 cidades de região centro-sul paranaense, atingidas por um tornado na madrugada da última sexta-feira, 7/11.

    De acordo com a Defesa Civil, 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu foi atingida.

    O tornado deixou seis mortos, cinco em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava, na mesma região..

    Urgências

    Embora ainda não tenha a extensão total do desastre, o ministro Valder Góez, do Desenvolvimento, defendeu a alocação de recursos emergenciais  para retomada dos serviços essenciais.   

    Segundo Góes,  as prefeituras devem solicitar recursos de emergência antes mesmo de ter o balanço total da destruição. “Se há uma informação de uma escola que foi destruída e já existe um orçamento da área construída que precisa ser feita, já é possível empenhar esse recurso”.

    O ministro ainda pediu união das três esferas de governo (União, Estado e municípios) para agilizar o atendimento das necessidades das pessoas.

    Outra ação imediata do governo foi a mobilização de uma equipe da Força Nacional do SUS  composta por médico sanitarista, enfermeiro, analista de recursos logísticos, analista de incidentes e reconstrução assistencial e especialista em saúde mental em desastres.

    Em relação à energia elétrica, a empresa responsável pela distribuição de energia no Paraná (Copel), informou que restabeleceu 49% da rede elétrica de distribuição de energia de Rio Bonito do Iguaçu.

    O governador do Paraná, Ratinho Junior, decretou estado de calamidade em Rio Bonito do Iguaçu. A decisão permite ao governo local executar gastos emergenciais sem as restrições normais do orçamento, além de facilitar acesso a verbas federais

    Trinta e duas pessoas seguem internadas em hospitais do Paraná, vítimas da passagem de um tornado pelo estado, na última sexta-feira (7).

    De acordo com boletim da Secretaria estadual de Saúde, divulgado no fim da manhã de domingo (9), quatro pacientes estão em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), “mas nenhum caso grave”.

    Ventos de mais de 250 quilômetros por hora atingiram a cidade de 14 mil habitantes, que fica no Centro-Sul paranaense, 400 km ao leste da capital, Curitiba.

    De acordo com a Defesa Civil, 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu sofreram algum estrago na infraestrutura.

    A Secretaria de Saúde atualizou para 835 o número de atendimentos médicos. O socorro aos feridos ficou concentrado na cidade vizinha de Laranjeiras do Sul.

    O Corpo de Bombeiros informou que não há registro de desaparecidos, e as buscas foram encerradas.

    O trabalho das equipes agora é direcionado à reorganização de serviços essenciais, como abastecimento de água e luz, além de distribuição de alimentos e água potável.

    Metade sem luz
    A Copel, empresa responsável pela distribuição de energia no Paraná, informou que restabeleceu 49% da rede elétrica de distribuição de energia de Rio Bonito do Iguaçu. No sábado (8), a companhia tinha informado que 3.790 endereços estavam sem luz em Rio Bonito do Iguaçu, o que representava cerca de 75% do total de clientes na cidade.

    Quase 2 mil casas e estabelecimentos estão sem energia. A Copel detalhou que já foram religadas estruturas prioritárias de urgência, como o Centro de Comando da Defesa Civil, o posto de saúde e o Centro do Idoso.

    O número de postes destruídos passa de 300. “As redes elétricas vão ter que ser construídas do zero em boa parte da cidade”, afirma comunicado da empresa.

    Mais de 200 eletricistas, técnicos e projetistas atuam no esforço de emergência.

    Em todo o estado, a Copel informa que restabeleceu a rede elétrica em 90% dos endereços que tiveram interrupção. Cerca de 14,9 mil clientes ainda precisam de reparos, sendo a grande maioria no norte paranaense (12,7 mil).

    Municípios atingidos
    De acordo com a última atualização da Defesa Civil do Paraná, no começo da manhã deste domingo, 12 municípios foram atingidos pela passagem do tornado: Candói, Cantagalo, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Guaraniaçu, Guarapuava, Londrina, Matinhos, Porto Barreiro, Rio Bonito do Iguaçu, Turvo e Umuarama.

    Foram afetadas 14.751 pessoas – por exemplo, ficaram sem energia elétrica, água ou comunicações, sendo 11.785 em Rio Bonito do Iguaçu.

    O número de desalojados (foram para casa de parentes ou amigos) chega a 1.060, e 28 estão desabrigadas (pessoas em abrigos públicos).

    O boletim aponta que 704 casas foram danificadas, sendo 620 em Porto Barreiro. Quinze domicílios foram destruídos, todos em Guarapuava.

    O Ministério da Saúde enviou no sábado uma equipe da Força Nacional do SUS para Rio Bonito do Iguaçu. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou as redes sociais para prestar solidariedade aos atingidos.

  • Eleições 2026: Direita sai na frente com a bandeira da segurança

    Eleições 2026: Direita sai na frente com a bandeira da segurança

    A operação que matou 121 no Rio, há uma semana, foi mais do que uma ação de segurança pública, foi um lance político, de longo alcance.

    Com ela a extrema direita retomou o protagonisno na disputa pelo poder, que estará em jogo nas eleições presidenciais do ano que vem.

    “Bandido bom é bandido morto” é um slogan que seduz tanto a classe média que vive assustada quanto o morador da periferia, que vive assediado pelo crime.

    Está provado que essas operações violentas não são eficazes contra o crime organizado. Atingem os “soldadinhos” que são logo repostos. Há mão de obra abundante para o tráfico nas 1.900 favelas do Rio.

    Mas as comunidades acossadas pelo medo não podem esperar por soluções de longo prazo.

    O massacre do Rio e suas consequências – cresceu 10% a aprovação do governador Claudio Castro, 77% aprovaram a operação – encorajou prefeituras e governos alinhados à direita  a inundarem as redes sociais com suas “ações saneadoras”.

    O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, por exemplo, faz postagens diárias sobre seu programa de “higienização” de Florianópolis, devolvendo moradores de rua para sua  origem, triando quem entra na cidade.

    O governador Jorginho Melo segue no mesmo tom mostrando os resultados de sua política de tolerância zero com a bandidagem. Nesta semana, PM catarinense “neutralizou” mais  cinco traficantes, segundo os jornais.

    Na medida em que não tem solução a curto prazo, o tema da segurança, além do seu potencial de votos, representa para a extrema direita, no  caso de insucesso eleitoral, a possibilidade de um último recurso:  chamar a intervenção americana em nome do combate ao “narcoterrorismo” fora de controle.

     

  • Catedral da Sé lotada nos 50 anos da morte de Herzog

    Catedral da Sé lotada nos 50 anos da morte de Herzog

    Ato inter-religioso é dedicado à memória das vítimas da ditadura
    Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

    Para marcar este 25 de outubro, data em que o jornalista Vladimir Herzog foi assassinado pela ditadura militar há 50 anos, a Comissão Arns e o Instituto Vladimir Herzog realizaram um ato ecumênico que lotou a Catedral da Sé, no centro da capital paulista.

    No mesmo  local onde, dias depois da morte do jornalista, realizou-se a histórica cerimônia inter-religiosa de 1975, que desafiou o regime militar e reuniu cerca de 8 mil pessoas.

    Ivo Herzog, filho de Vladimir, afirmou que todos os familiares de vítimas da ditadura militar no país esperam que um processo legal seja levado a cabo. “[O que falta] é a investigação das circunstâncias dos crimes que foram cometidos, é um indiciamento dos autores dos crimes, estando vivos ou estando mortos, é o julgamento e a decisão do nosso poder judiciário se eles cometeram ou não cometeram crimes”, disse à imprensa.

    Ivo ressaltou que a revisão do parecer do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à Lei da Anistia de 1979 é uma luta da sociedade. Ele lembrou que a ADPF 320, que trata sobre a anistia, está nas mãos do relator, ministro Dias Toffoli, há mais de oito anos.

    “O Brasil tem uma tradição, desde que se tornou uma república, onde aconteceram vários golpes e ou tentativas de golpes. Todos esses eventos têm duas coisas em comum: a presença dos militares e a impunidade.”

    A ADPF 320 versa sobre a interpretação que o sistema judiciário e o Poder Público dão à Lei de Anistia. Protocolada em 2014 e ainda pendente de julgamento, a ação foi ajuizada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

    “Eu entendo que esse atraso, essa abstenção do ministro Toffoli, infelizmente, é uma cumplicidade com essa cultura de impunidade. E a noite de hoje, essa nossa manifestação, essa nossa indignação pelos agentes de Estado que cometeram atrocidades contra todos os entes queridos, os familiares a quem a gente dedica essa noite, sensibilize os ministros do STF, sensibilize o ministro de Dias Toffoli”, acrescentou Ivo.

    O Instituto Vladimir Herzog – que entrou como amicus curiae da ADPF em dezembro de 2021 – compreende que a atual interpretação da Lei de Anistia assegura a impunidade dos crimes de lesa-humanidade cometidos por agentes da ditadura militar e está em desacordo com os tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário.

    Ato inter-religioso na Igreja da Sé lembra a morte do jornalista Vladimir Herzog, em dia 25 de outubro de 1975. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
    Ivo afirmou ainda que o tema da anistia tem sido sequestrado pela extrema-direita. “Anistia é um perdão. A anistia de 1979, por si só, é uma aberração, porque o regime autoritário da época nunca reconheceu que cometeu nenhum crime. Como anistiar quem não cometeu crime? A mesma coisa está acontecendo novamente com esses que estão sendo julgados pelo 8 de janeiro. Eles não admitem que cometeram crime”, disse.

    O presidente em exercício Geraldo Alckmin esteve na cerimônia deste sábado. “A morte do Vladimir Herzog foi o resultado do extremismo do Estado que, ao invés de proteger os cidadãos, os perseguia e matava. Por isso, fortalecer a democracia, a justiça e a liberdade”, disse Alckmin.

    Questionado se era a favor da revisão da Lei da Anistia de 1979, ele afirmou: “acho que já demos bons passos nessa questão”.

    Ivo Herzog destacou que a presença de Alckmin reafirma o compromisso do Estado com a democracia. “Há 50 anos, quando mais de 8 mil pessoas vieram a essa catedral demonstrar sua indignação contra a barbárie que foi cometida contra o meu pai, havia muito medo, medo do Estado. Havia dezenas de atiradores de plantão aguardando que qualquer manifestação, qualquer desordem justificasse um massacre”, lembrou.

    “Hoje, na pessoa do presidente, Geraldo Alckmin, nós temos o Estado de mãos dadas com a gente, para reafirmar o compromisso com a democracia, reafirmar o compromisso com a justiça, reafirmar o compromisso com os direitos humanos, reafirmar o compromisso com a verdade.”

    O assassinato de Vlado

    O jornalista Vladimir Herzog foi assassinado pela ditadura militar há 50 anos, no dia 25 de outubro de 1975. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
    Vladimir Herzog foi torturado e morto nas dependências do Doi-Codi – órgão de repressão da ditadura militar subordinado ao Exército -, onde havia sido preso sem ordem judicial. Diretor de Jornalismo da TV Cultura na época, Vlado, como era conhecido entre colegas e amigos, havia se apresentado voluntariamente, na manhã de 25 de outubro de 1975, ao órgão de repressão.

    “Eu estava fechado em uma cela forte, eu ouvia uma pessoa sendo torturada e a pergunta era basicamente ‘quem são os jornalistas?’. [Eu me questionava:] ‘Quem pode ser a essa altura? Quem tinha pra ser preso já foi preso ou fugiu’”, lembra o jornalista Sérgio Gomes.

    Ele estava preso no Doi-Codi na data em que Vlado foi assassinado. “Afinal, tem uma hora que para tudo, silêncio, remanejam as pessoas de um lugar para o outro, e é a hora que tiram o cadáver e fazem a simulação do suicídio”, relatou.

    Desde a morte de Herzog, sua esposa, Clarice Herzog, esteve à frente das denúncias sobre o assassinato político do marido.

    No dia 31 de outubro de 1975, foi realizado um ato na Catedral da Sé, um marco na resistência democrática conduzido por líderes religiosos como o cardeal dom Paulo Evaristo Arns, o rabino Henry Sobel e o reverendo Jaime Wright, com o apoio do jornalista Audálio Dantas, então presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Cinco décadas depois, o novo ato inter-religioso na Sé é dedicado à memória de todas as vítimas da ditadura.

    Na tarde de hoje, jornalistas fizeram uma passeata desde o auditório Vladimir Herzog, na sede do sindicato da categoria em São Paulo (SJPSP), até a Sé para participar do evento na catedral.

    “Hoje é um dia muito especial, muito emocionante. Logo após o assassinato de Herzog, no dia 25, houve uma assembleia no sindicato, em que centenas de jornalistas decidiram organizar o ato do dia 31 de outubro na Catedral da Sé, que foi aquele primeiro grande ato contra a ditadura militar, pós AI-5. Rememorar essa caminhada, fazer essa atividade, foi muito bonito, com pessoas de diferentes gerações, colegas jornalistas”, disse Thiago Tanji, presidente do SJPSP.

    “É importante lembrar que as pessoas que torturaram, assassinaram o Vladimir Herzog, não foram condenadas, não foram investigadas, então a nossa luta contra impunidade é sobre o passado, mas também no presente, contra os golpistas do passado e do presente. Realizar essa atividade com uma catedral cheia, um lugar significativo na luta pela democracia, é muito especial”, finalizou.

    Diversas pessoas que estiveram no primeiro ato e voltaram para a catedral 50 anos depois foram aplaudidas de pé. Também compareceram ao local nomes como Luiza Erundina, Eugênia Gonzaga, Amelinha Teles, Jurema Werneck, Fernando Morais, José Dirceu, Ivan Valente, Sérgio Gomes, Eduardo Suplicy, José Genoíno, Paulo Teixeira, Paulo Vannuchi, Rui Falcão, Ariel de Castro Alves, José Trajano, Juca Kfouri, Andre Basbaum, José Carlos Dias e Frei Chico.

    No começo da cerimônia deste sábado, por volta das 19h, os presentes acompanharam apresentação do Coro Luther King, que foi seguida de manifestações inter-religiosas, com a presença de dom Odilo Pedro Scherer, da reverenda Anita Wright – filha de Jaime Wright, e do rabino Rav Uri Lam. O ato foi intercalado por músicas executadas pelo coral e discursos.

    Ainda na catedral, houve a exibição de vídeos especialmente produzidos para a ocasião, com imagens de manifestações e de vítimas do Estado desde a ditadura militar até os dias atuais. Entre os vídeos, estava a leitura de uma carta de Zora Herzog, mãe de Vlado, feita pela atriz Fernanda Montenegro, para o juiz Márcio José de Moraes, que reconheceu o direito à indenização para a família de Vladimir Herzog pela União.

  • Missão gaúcha foi aos EUA em busca de solução para um problema conhecido há mais de 80 anos

    Missão gaúcha foi aos EUA em busca de solução para um problema conhecido há mais de 80 anos

    Há mais de 80 anos está identificado e diagnosticado o fenômeno climático das estiagens que ocorrem em regiões do Rio Grande do Sul.

    De seis em seis ou sete anos, por uma série de fatores meteorológicos, essas estiagens se agravam e configuram uma seca severa que castiga tanto os moradores das cidades quanto os produtores rurais, que perdem suas safras e veem morrer o gado no campo sem pasto.

    Avaliando dados meteorológicos de mais de um século, a pesquisa de 1942, coordenada pelo geólogo Mariano Sena Sobrinho, diagnosticou o fenômeno das secas periódicas, constatando que não é um problema de falta, mas de má distribuição da água das chuvas e de dificuldade para acumulação da água, pelas características do solo, arenoso, com poucas elevações, e vegetação rasteira.
    As soluções seriam simples segundo aponta o estudo intitulado “As Estiagens na Faixa da Fronteira”:
    “Verificamos então que para prevenir ou atenuar as consequências danosas das estiagens periódicas e prolongadas que tem se repetido mais ou menos de sete em sete anos na faixa da fronteira (Campanha) é necessário um programa de:

    1)Armazenamento de águas na superfície, nas estações mais convenientes (inverno e primavera), por meio de construção de açudes e barragens onde for exequível em bases econômicas.

    2)Captação de águas subterrâneas por meio de furos de sonda, trabalho esse que já vem sendo executado por intermédio da Diretoria de Produção Mineral desde 1947.

    Desde então, a cada  periodo de seca forte, o governo reconhecia a gravidade do  problema e anunciava grandes programas de construção de centenas (até milhares) de barragens, açudes e poços artesianos.

    Com a volta da chuva, o assunto sumia do noticiário, as verbas iam para outras demandas mais urgentes e o programa de prevenção da seca ficava no papel.
    Até porque, como o fenômeno era cíclico, o governo sabia que a próxima estiagem seria problema do seu sucessor. Resultado: um atraso de décadas em irrigação e gigantescas perdas em safras, pesadas indenizações aos produtores…

    Só que no presente, com a aceleração das mudanças climáticas essa imprevidência se tornou insustentável.  As secas se tornaram mais frequentes e o volume de chuva ainda mais irregular.

    Nas duas últimas décadas,  foram pelo menos seis estiagens fortes e, desde 2023, cerca de dez temporais com altos volumes de chuvas. As perdas nas lavouras nos dois ultimos anos chegam aos R$ 10 bilhões.

    A irrigação, então, volta ao noticiário e às preocupações urgentes do governo.

    No dia 20 deste mes, uma comitiva liderada pelo vice-governador Gabriel Souza, chegou aos Estados Unidos para uma “imersão” no assunto.

    “A grande variação da disponibilidade hídrica tornou-se uma preocupação frequente da população, dos produtores rurais e dos gestores públicos. Diante de cenários cada vez mais desafiadores, o governo gaúcho vem implementando políticas públicas de incentivo à reserva de água e de adaptação para a resiliência climática”, diz a nota que o governo estdual distribuiu para justificar a jornada de uma semana da “missão técnica do governo do Estado ao Nebraska (EUA)”.

    Segundo a nota, “a comitiva gaúcha, liderada pelo vice-governador Gabriel Souza, iniciou as atividades com uma imersão sobre o panorama da agricultura irrigada no país e no mundo. A apresentação foi conduzida pelos pesquisadores Ivo Zution Gonçalves e Christopher Neale, da Universidade do Nebraska, em Lincoln, referência mundial em pesquisas sobre irrigação e uso eficiente da água”.

    O vice-governador explicou “a importância da agenda técnica para ampliar o conhecimento sobre práticas e tecnologias aplicáveis à realidade do Rio Grande do Sul”. “O Nebraska tem a maior área irrigada dos Estados Unidos e, por isso mesmo, é importante estarmos aqui durante toda esta semana para conhecer melhor as pesquisas e as tecnologias desenvolvidas neste Estado. Queremos levar esse aprendizado para o Rio Grande do Sul, já que a irrigação é uma área estratégica para nós. O Estado vem sendo afetado com frequência crescente pelas estiagens e, por isso, é fundamental ampliarmos a área irrigada das nossas lavouras, especialmente de soja e de milho, garantindo segurança produtiva e sustentabilidade ao nosso agronegócio”, destacou Gabriel.

    A comitiva também visitou o Greenhouse Innovation Center, da Universidade do Nebraska–Lincoln (UNL), uma das mais avançadas instalações de pesquisa agrícola dos Estados Unidos. Apresentado pelo diretor de Relações Industriais, Ryan Anderson, o espaço reúne modernas estufas, laboratórios e sistemas automatizados de análise de plantas voltados ao desenvolvimento de tecnologias de alta precisão para o setor. Os estudos realizados no centro têm como objetivo acelerar o melhoramento genético das plantas, identificando variedades mais produtivas e resistentes a estresses climáticos. Após os testes em ambiente controlado, as espécies seguem para ensaios de campo, onde são avaliadas em condições reais de cultivo.

    O secretário da Agricultura, Edivilson Brum, destaca que o principal objetivo da viagem é buscar novas tecnologias e técnicas para irrigação que possam ser aplicadas no Rio Grande do Sul. “Nada melhor do que ir ver de perto a realidade de lugares que são referência no mundo da irrigação e uso de recursos hídricos. O agro representa 40% do PIB gaúcho e é fundamental buscarmos mecanismos e ideias que possam mitigar os efeitos sentidos pelos produtores, principalmente em períodos de estiagem”, enfatizou.