Ataque de Bolsonaro a Flávio Dino abre a campanha de 2022

Nome indiscutível no PCdoB e capaz de empolgar ampla aliança à esquerda, o governador do Maranhão é um dos candidatos que já estão cotados para disputa em 2022, quando Bolsonaro pretende tentar a reeleição, segundo ele mesmo já disse.
O ataque a Dino, como o pior dos “governadores paraíbas”, seguido da ordem de “não ter nada com esse cara” é a idenfificação de um inimigo e a orientação para mantê-lo à pão e água. O cerco federal ao Maranhão pode-se configurar como o primeiro movimento da campanha.

FAB testa maior avião militar já desenvolvido no país

Está em fase final de testes o KC-390, a maior aeronave militar já desenvolvida e produzida no Brasil.
Robusta, a aeronave lembra o clássico C-130 Hércules, avião militar de transporte de tropas e cargas. Mas o KC-390 foi desenvolvido para atender demandas acima das já cumpridas pelo Hércules.
Desenvolvido pela Embraer Defesa e Segurança, o KC-390 poderá atuar em diversos cenários e em pistas não preparadas.
Após o término da fase de testes, ele poderá cumprir missões de transporte de cargas e tropa, lançamento de paraquedistas, reabastecimento em voo, apoio a missões humanitárias, combate a incêndios florestais, busca e salvamento e evacuação aeromédica. Sua velocidade máxima é de 870 km/h.
Sua capacidade de transporte é um capítulo à parte. São 18,5 metros de comprimento, 3,45 metros de largura e 2,95 metros de altura reservados ao transporte de até 23 toneladas de cargas. O KC-390 pode receber blindados, peças de artilharia, equipamentos de grandes dimensões, armamentos e até outras aeronaves.
O KC-390 tem autonomia de voo de 2.730 quilômetros de distância com a carga máxima. A elevada autonomia de voo será um trunfo em missões de busca. Sem carga, o avião pode percorrer 5.958 km de distância.
De acordo com a FAB, 28 unidades estão encomendadas para compor a frota.
As duas primeiras serão entregues ainda este ano e ficarão em uma base em Anápolis. Antes, porém, as unidades passam por uma inspeção, para garantir que seus equipamentos estão aptos ao pleno funcionamento.
No espírito da multifuncionalidade da aeronave, foram escolhidos pilotos de diferentes especialidades, como transporte, caça e patrulha.
“A proposta é que possamos agregar os conhecimentos das aviações e consolidá-los à doutrina da aeronave para que ela esteja preparada para executar as ações que a Força Aérea Brasileira precisar”, disse o Major Aviador Carlos Vagner Veiga, um dos selecionados para atuar na operação do KC-390, em entrevista à FAB.
 
* Com informações da FAB
 

Evento no IAB cobra debate sobre revisão do Plano Diretor

Quem manda nas cidades?
A pergunta provocativa foi lançada pelo Instituto dos Arquitetos (IAB RS) a dois estudiosos do assunto: a ex-reitora da Ufrgs Wrana Panizzi, mestre em planejamento urbano, e o professor Paulo Roberto Soares, especializado em geografia urbana.
Não chegou a ser um debate, foram exposições complementares, dentro de uma visão crítica a um neoliberalismo que vê a cidade como um ativo que precisa ser rentabilizado, não como um espaço de uso coletivo..
Um público formado por estudantes de arquitetura, urbanistas e arquitetos lotou o auditório.
O presidente do IAB, Rafael Passos, explicou que  a pergunta provocativa tinha a ver com o atraso nas discussões do Plano Diretor de Porto Alegre.
Pelo Estatuto da Cidade, o plano tem que passar por uma revisão em 2020, já deveria estar em audiências públicas. O prefeito, a quem compete a iniciativa, ainda não se manifestou.
Quem manda nas cidades?
Para ir às origens do problema, o professor Soares discorreu sobre o processo de globalização coma

Paulo Soares: a financeirização e o mercado imobiliário

ndado pelo capital financeiro. Os ativos (papéis e moeda) em poder dos bancos são três vezes o PIB mundial.
O território, no caso, a cidade é onde esse poderio financeiro se materializa. Mas ele não se impõe num choque. É um longo processo de difusão de conceitos, até chegar a uma psicosfera, definição do geógrafo Milton Santos para consensos artificialmente construídos.
Nestas condições, o Estado que seria o mediador a preservar os interesses da sociedade está também cooptado.
Coube à Wrana Panizzi refletir sobre essa situação. “Pode-se simplificar dizendo que quem manda nas cidades são os ricos e poderosos, mas não é bem assim”, disse ela.
Há, no processo, uma relação entre estado e mercado que se altera ao longo do tempo. Ao tempo de Getúlio Vargas, por exemplo, a ideia de um planejamento estatal atendia aos interesses do capital, mas não deixava de atender também a necessidades da população.
Essa mediação do Estado, no entanto, vem se deteriorando a tal ponto que se está chegando à “cidade operacional”, o espaço urbano onde se vai, sem mediações, “materializar as propostas do capital”.
Para conferir o debate na íntegra acesse o link:http://www.facebook.com/IABRS/videos/1295280747312625/
 
 
 

Turismo: o que Porto Alegre tem a aprender com Gramado

Há um projeto, ainda difuso, de buscar sinergias entre Gramado e Porto Alegre para ampliar a permanência dos turistas que movimentam a cidade serrana o ano inteiro e que, na esmagadora maioria, passam sem ver a capital.
“Porto Alegre poderia ser uma porta de entrada e de saída para Gramado”, disse numa palestra na Associação Comercial de Porto Alegre, semana passada, Luciano Pessin criador e presidente há 17 anos do Natal Luz, um dos maiores eventos turísticos do país, que catapultou Gramado para o terceiro lugar – depois de Rio e Salvador – no ranking das cidades brasileiras que recebem maior numero de turistas.
Gramado recebe algo em torno de 3 milhões de turistas por ano. Se dez por cento desse público ficasse um ou dois dias em Porto Alegre, na chegada ou na saída, seria uma revolução na capital. Esse é a tese que Pessin e Luiz Barbacovi, presidente do Forum Gramado de Estudos Turísticos, defenderam na ACPA.
Eles descreveram a trajetória que Gramado percorreu no desenvolvimento de sua vocação turística. Começou há um século com uma maria-fumaça, que permitia portoalegrenses abonados subirem a serra em busca de ares curativos.. “Diziam até que a fumaça do trem era bom para a tuberculose”, contou Sessin.
Em 1940, o suíço Oscar Knorr chegou no trem a Gramado e não saiu mais. Ele teve a ideia de plantar hortênsias ao longo da rodovia entre Gramado e Canela e deu origem, em 1958, ao primeiro  evento turístico da região: a Festa das Hortênsias, que segundo Pessin, inspirou Caxias a fazer a sua Festa da Uva.
Resumida à eleição da Rainha e a um desfile temático, a Festa das Hortênsias caminhava para o esgotamento, em 1973, quando surgiu o Festival de Cinema de Gramado, o evento que realmente projetou o nome da cidade serrana. No auge o Festival  atraia 800 veículos de mídia para a cobertura.
O grande salto, porém, foi dado em 2002, com o Natal Luz. Um concerto de Natal que se  transformou num parque temático que atrai hoje cerca de dois milhões de pessoas por anos.
Na base de tudo está um trabalho intenso e grande envolvimento da comunidade. “Para nós todo dia é domingo, dia de estar com a melhor roupa, com o melhor cardápio, o melhor sorriso”.
Na semana passada uma pesquisa da PUC com 107 milhões de hospedes no Brasil inteiro, Gramado foi eleita a cidade mais hospitaleira do Brasil.
Segundo Pessin, Porto Alegre tem um potencial grande para desenvolver, mas o turismo na capital “nunca foi profissional”.  Ele lembrou a Companhia Riograndense de Turismo, companhia de economia mista, cujo modelo foi copiado pela Bahia e teve grande sucesso lá . Aqui foi extinta.
Até agora, porém, a prefeitura de Porto Alegre não deu sinal de receptividade à ideia. Não havia um representante do turismo municipal no evento em que os representantes  de Gramado fizeram sua apresentação.

Policia espanhola estima em R$ 5,6 milhões a cocaína apreendida em avião da FAB

A Guarda Civil espanhola avaliou em 1,3 milhões de euros (5,6 milhões de reais) os 39 quilos de cocaína apreendidos no aeroporto de Sevilha na bagagem do militar brasileiro Manoel Silva Rodrigues, membro da comitiva do presidente Jair Bolsonaro em sua viagem à cúpula do G20 no Japão.
Segundo o El Pais, que adiantou a informaçao, falta ainda detectar a pureza da droga.
A substância apareceu dividida em 37 pacotes na maleta que o tripulante levava no avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que havia feito escala em Sevilha como aparelho de reserva do presidente em sua viagem a Osaka.
O objetivo das investigações agora é saber qual era o destino da droga e por que o militar a descarregou da aeronave quando ele e os outros 20 tripulantes passariam pelo controle alfandegário.
A cocaína foi detectada quando os agentes da Guarda Civil passaram a maleta pelo raio-X e observaram a presença de pacotes suspeitos em forma de tijolo em seu interior.
Ao abri-la encontraram a droga, que nem sequer estava escondida entre as roupas. Os pacotes não apresentavam nenhuma marca exterior, como as que os narcotraficantes costumam usar para identificar a origem ou o destino do produto, segundo fontes próximas à investigação.
Essas mesmas fontes não descartam que a cocaína ficaria na Espanha, convencidas de que o detido é uma simples mula de uma organização de traficantes.
Após a detenção, o sargento brasileiro ficou à disposição do Tribunal de Instrução 11 de Sevilha, que na quarta-feira decretou sua prisão provisória sem fiança, acusando-o de crime contra a saúde pública.
A prisão na Espanha de um membro da comitiva de Bolsonaro gerou enorme polêmica no Brasil.
O Ministério da Defesa apressou-se a declarar em nota que “repudiava” os atos do militar e mostrava sua disposição em colaborar com as autoridades espanholas para esclarecer o incidente.
O próprio Bolsonaro chamou o incidente de “inaceitável” no Twitter e exigiu “investigação imediata e punição severa ao responsável”. O incidente colocou o presidente brasileiro numa situação incômoda, pois durante a campanha ele prometeu combater o crime e as drogas como nunca na história do país.
Não é a primeira vez que o sargento agora detido em Sevilha integra a comitiva de Bolsonaro e de outros mandatários brasileiros.
Com o atual presidente, ele viajou em fevereiro entre São Paulo e Brasília; e, no final de maio, a Recife.
Com Michel Temer, Rodrigues viajou em 2017 a Zurique (Suíça), segundo o Portal de Transparência.
(com informações do El País)

Eduardo Leite está autorizado a privatizar estatais de energia

Sete horas bastaram para que o parlamento quebrasse um tabu, aprovando por esmagadora maioria os três projetos que autorizam a privatização da CEEE, da CRM e Sulgás, tres empresas do setor de energia de propriedade do Estado do Rio Grande do Sul.
A venda das empresas é uma das exigências do Regime de Recuperação Fiscal, programa do Governo Federal para renegociar as dívidas dos Estados. Segundo o governador, é a único requisito que falta para o acordo.
Nos termos da lei, que criou o programa, consta também a privatizaçao de empresas financeiras e de saneamentos. Mas o Banrisul, pelo menos, o governador garante que não vai vender.
Para aderir ao acordo, o governo do Estado teve que se comprometer com um rígoroso  ajuste fiscal, que começou pelo congelamento de despesas por 20 anos, com redução de pessoal e privatizações.
A primeira parte do ajuste foi feita pelo governo anterior, mas Ivo Sartori esbarrou na resistência às privatizações consagrada na Constituição do Estado. Sartori conseguiu também uma liminar, ante a expectativa do acordo, para suspender o pagamento das parcelas da dívida.
Essas circunstâncias não deixaram alternativa para Eduardo Leite, fora do Regime de Recuparação  Fiscal. Para começar, se não quisesse aderir, ele teria que pagar R$ 5 bilhões das parcelas suspensas por força da liminar.
A adesão, para a qual agora o governo está apto, garante a suspensão do pagamento da dívida por três anos, prorrogáveis por mais três. Aliviado da dívida, o governo ainda contará com o dinheiro da venda das estatais. Fala-se em R$ 4 bilhões mas não há um número confiável.
As regras do Programa de Recuperação Fiscal determinam um destino prioritário para o recurso das privatizações: pagamento de juros e passivos. Mas há também no programa margem para novos financiamentos, algo que não é muito definido.
Quanto restará para investimento? O governo não avança em números.
Seu discurso diz que, alcançado o equilibrio fiscal, haverá  crescimento com respectivo aumento da  arrecadação que permitirá pagar os salários em dia, investir em Saúde, Educação e Segurança,  e, quando a anistia cessar, pagar as parcelas da dívida, que ao final estará acrescida de R$ 30 bilhões.
A  renegociação com a União, para a qual Eduardo Leite se credencia, foi comparada pela maioria dos discursos da oposição, com a que Antônio Brito fez com o governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1997, quando o Estado devia R$ 9,6 bilhões. Desde então, já pagou R$ 30 bilhões e deve R$ 73 bilhões. E o desequilíbrio fiscal só aumentou.   .

Usina Pampa Sul inaugura novo ciclo das térmicas a carvão no RS

A termelétrica Pampa Sul que discretamente entrou em operação na sexta-feira, 30 de junho, marca o início de um processo de renovação das usinas a carvão no Rio Grande do Sul..
Das cinco usinas antigas ( a mais nova é de 1986) quatro estão paradas.
São Jerônimo, de 1953, e Charqueadas, de 1964, estão desativadas por obsoletas.
Outras duas, Candiota I e Candiota II, no complexo presidente Médici pararam em função da demanda reduzida com a recessão econômica.
Além da Pampa Sul, de 340 megawatts, há outras duas térmicas, uma de 600 outra de 720 megawatts, licenciadas para o mesmo sítio, junto à mina Seival, com a expectativa de que entrem nos leilões de 2020 e 2021.
As três funcionarão com carvão da mina Seival, da Copelmi, que entrou em operação em 2018 e tem uma reserva de 600 milhões de toneladas, três vezes a tão debatida mina Guaiba, projetada para Eldorado do Sul.
Se as previsões se confirmarem, o parque de usinas a carvão no Rio Grande do Sul estará inteiramente renovado em 2026, com capacidade instalada de cerca de dois mil megawatts.

Quatro usinas a carvão estão à venda (uma delas começou a funcionar sexta-feira)

Deu partida nesta sexta-feira, no município de Candiota  (RS) a Usina Termelétrica Pampa Sul em construção desde 2014 por uma empreiteira chinesa.
A  usina de 345 megawatts instalados custou R$ 2 bilhões e antes de começar a operar já estava a venda pela Engie, francesa que controla cinco termelétricas a carvão no Sul do Brasil. Todas estão à venda, mesmo a de Charqueadas, que está fechada há três anos.
Gigante mundial de energia, a Engie adotou em 2016 uma nova estratégia global, saindo da geração a carvão, colocando à venda todas as suas termelétricas em diversos países.
As obras da Pampa Sul já estavam em andamento e não foram interrompidas.O que entrou em operação agora é a primeira etapa de um projeto que já prevê duplicação da termelétrica.
A expectativa da empresa é que, com a entrada em operação, se acelerem as negociações que já existem e são cercadas de sigilo.
Além da Pampa, a Engie está negociando a venda das três unidades do complexo Jorge Lacerda, em Santa Catarina, que gera 857 megawatts, e está em plena operação.
A primeira unidade de Jorge Lacerda começou a funcionar em 1965, a segunda é da década de 1970, a mais nova é de 1997.
A venda das usinas é consequência da estratégia global da Engie, não está relacionada com o mercado de energia no Sul do Brasil.
Nas condições atuais, a matriz energética da região não tem como dispensar as termelétricas a carvão. Ao contrário, se houver crescimento elas serão imprescindíveis para atender à demanda por energia.
O Rio Grande do Sul, principalmente, depende do carvão para garantir o suprimento de energia elétrica no curto prazo. Atualmente, mesmo com a economia estagnada, o Estado está importando energia do Uruguai.
A energia eólica que seria a alternativa mais sustentável não é “firme”, com rendimento médio de 50%, ou seja, metade do tempo os cataventos não giram.
(Com informações da Assessoria de Imprensa)
 

Audiência tumultuada com mais de mil pessoas debate mina em Eldorado

As dez da noite, depois de quatro horas tentando organizar o debate, o engenheiro químico Renato Chagas, coordenador da equipe técnica da Fepam dava sinais de desespero:
“Eu não acredito que vocês se comportem assim nas suas casas”, suplicava ele.
Aplausos e vaias reverberavam no ginásio lotado por mais de mil pessoas, os oradores não conseguiam falar.
Era a segunda audiência pública exigida no processo de licenciamento ambiental pelo qual passa o projeto da “maior mina de carvão do Brasil”.
A primeira em março, em Charqueadas, teve público restrito e favorável ao projeto. Nesta quinta-feira, 27, foi diferente. Vários grupos de ativista ambientais se organizaram para o evento.
Cedo a frente do ginásio no centro de Eldorado do Sul ficou tomada por manifestantes contra a mina. Lá dentro, com cartazes e palavras de ordem, mantinham o clima agitado. Um homem de macacão com uma máscara contra gases fazia sinais para agitação dos militantes.
Os defensores da mina, em nome dos empregos e do desenvolvimento da região, eram mais discretos, mas não menos numerosos. Traziam adesivos no peito, nas camisetas, eram mais efusivos no aplauso e menos agressivos na contestação.
Algumas fileiras agrupavam estudantes com camisetas pró-carvão, mas indiferentes à discussão. Divertiam-se com a confusão.
O engenheiro Cristiano Weber, da Copelmi, apresentou o projeto. Cerca de vinte pessoas se manifestaram contra e a favor do empreendimento.
A mina Guaiba vai revolver uma área de 5 mil hectares entre os municípios de Charqueadas e Eldorado do Sul, na região do baixo Jacuí,  para retirar 160 milhões de toneladas de carvão que estão entre 30 e 90 metros abaixo da superfície.
É razoável estimar o valor deste carvão em 10 bilhões de dólares, mas para viabilizá-lo há que investir pelo menos U$ 1 bilhão, até abrir a mina. É o desafio da Copelmi, a dona do projeto.
O impacto ambiental desta operação ao longo de 30 anos  é o que está em discussão.
O projeto ingressou na Fepam em 2014 para licenciamento ambiental, foi devolvido com novas exigências e reencaminhado em 2018. Está em fase final para o licenciamento prévio.
Uma das principais reivindicações dos críticos do projeto nesta quinta feira foi:  uma terceira audiência, em Porto Alegre,  que está a 15 km da área da mina e tem no rio Jacuí um dos seus mananciais.

Caso Lula: até quando o Supremo vai empurrar com a barriga?

As conversas do então juiz Sérgio Moro com os procuradores da Operação Lava Jato, reveladas pelo Intercept, tornaram inevitável que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie sobre a prisão do ex-presidente Lula.
Resta saber quantas voltas o Supremo vai dar até enfrentar esta que é a questão crucial da política brasileira.
O julgamento do recurso do ex-presidente, marcado para esta terça-feira (25), foi adiado novamente.
O pedido de habeas corpus,  alegando suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça  Sergio Moro, no caso do triplex de Guarujá, foi feito pela defesa de Lula em novembro de 2018.
Na petição, os advogados lembram que o ex-presidente encontra-se preso desde 7 de abril de 2018 “em decorrência de execução inconstitucional e antecipada da pena criminal da referida ação penal.
Lembram ainda que de acordo com a lei, o habeas corpus e as causas criminais com réu preso tem prioridade no julgamento com relação a outros processos, além da prioridade na tramitação pelo fato de Lula já ter 73 anos de idade.