Autor: Elmar Bones

  • Caso Lula: até quando o Supremo vai empurrar com a barriga?

    As conversas do então juiz Sérgio Moro com os procuradores da Operação Lava Jato, reveladas pelo Intercept, tornaram inevitável que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie sobre a prisão do ex-presidente Lula.
    Resta saber quantas voltas o Supremo vai dar até enfrentar esta que é a questão crucial da política brasileira.
    O julgamento do recurso do ex-presidente, marcado para esta terça-feira (25), foi adiado novamente.
    O pedido de habeas corpus,  alegando suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça  Sergio Moro, no caso do triplex de Guarujá, foi feito pela defesa de Lula em novembro de 2018.
    Na petição, os advogados lembram que o ex-presidente encontra-se preso desde 7 de abril de 2018 “em decorrência de execução inconstitucional e antecipada da pena criminal da referida ação penal.
    Lembram ainda que de acordo com a lei, o habeas corpus e as causas criminais com réu preso tem prioridade no julgamento com relação a outros processos, além da prioridade na tramitação pelo fato de Lula já ter 73 anos de idade.
     

  • Movimento de jornalistas pede "ética na informação"

    Um movimento a partir de Brasilia envolve profissionais e entidades das áreas de comunicação e direitos humanos dispostos a enfrentar a avalanche de desinformação que se abate sobre a vida política brasileira, pondo em risco a própria democracia.
    O grupo está em formação e buscando adesões. Um pré-manifesto já está circulando nas redes sociais:
    Ética na Informação
    Basta de desinformação. No contexto atual é necessário aos profissionais da área de comunicação e às entidades que defendem e respeitam os direitos humanos, os direitos políticos, sociais e a democracia no Brasil garantir o direito à informação com credibilidade. O objetivo da  iniciativa “Ética na Informação” é o de alertar sobre o uso da desinformação como estratégia para a construção de narrativas que não contribuem com o processo democrático, que atacam as conquistas sociais e os direitos humanos e ameaçam a democracia.
    A desinformação é empregada como uma ferramenta de manipulação utilizada por grupos organizados que se apropriam das redes sociais. Eles usam recursos econômicos, conhecimentos tecnológicos e se valem da facilidade e da velocidade da comunicação virtual e da falta de regulação da internet (a aprovação, em 2018, da Lei Geral de Proteção de Dados, foi um marco nesse sentido, e passará a valer em 2020), para divulgar narrativas que disseminam o ódio, espalham o medo e difamam pessoas para que prevaleça uma versão distorcida a respeito dos fatos.
    Essa mesma lógica se aplica aos meios tradicionais de comunicação. Por tanto, o debate sobre ética na informação também abrange o espaço do jornalismo impresso, televisivo e radiofônico para o fortalecimento do processo de produção da informação como um compromisso social e um bem público.
    Conhecidas como fake news, as versões distorcidas da informação se apropriam de algum traço de realidade de forma a conferir credibilidade às teses de grupos de ideologia indefensável.  A desinformação imita o jornalismo na forma, mas não nos procedimentos. São criados personagens e inventados fatos para construir mentiras estratégicas para que pareçam verídicas e ganhem impulso nas redes sociais e, com isso, conquistar a simpatia de cidadãos de boa fé.
    Em alguns casos, o discurso não é alterado mas é feita edição das imagens, modificando a velocidade dos frames, ou o áudio da gravação, para que o protagonista aparente estar alterado e perca credibilidade junto a plateia. Outra face da manipulação tecnológica que precisamos enfrentar.
    Embora já exista um esboço de controle, as redes sociais permanecem como um mundo de penumbra, onde nem sempre é possível identificar autores e seus propagadores. É um mundo sem impressão digital. Não sabemos de fato quem está teclando e não há regras claras sobre o seu uso.
    A iniciativa Ética na Informação é formada por profissionais da área de comunicação e instituições preocupadas com esse fenômeno já conhecido do grande público, principalmente após as eleições de 2016 nos EUA, o debate sobre a regulação da internet em toda a Europa, intensificado em 2017, e a recente eleição presidencial no Brasil.
    A intenção dessa proposta é discutir  o que é informação, identificar as estratégias de desinformação e agir para encontrar caminhos que exponham essa rede global da desinformação como ferramenta de manipulação. Para isso é fundamental discutir os temas da desinformação, regulação do uso das redes sociais, informação e poder, desinformação e governabilidade, informação e ética e deepweb (web profunda, que não pode ser acessada por mecanismos de buscas).
    Neste cenário, a proposta de reforma da Previdência Social é um exemplo claro de desinformação, entre várias outras estratégias de desinformação que estão circulando tanto nas redes sociais como na imprensa tradicional. A proposta do governo coloca aposentados e pensionistas como vilões do déficit financeiro do Estado e não revela o perdão das dívidas concedido a grandes empresários, benefícios fiscais para banqueiros,  isenção fiscal para indústrias e irresponsabilidade no gasto público. Esses sim são os verdadeiros vilões das contas públicas.
    No entanto, é necessário destacar que a revolução digital e o acessos as redes de relacionamento revitalizaram a democracia, mas é imprescindível estabelecer uma governança que resguarde os interesses do cidadão e ofereça informações amparadas na ética e nas boas práticas de comunicação em defesa da democracia e dos direitos humanos.
    Assinam o manifesto as seguintes entidades e pessoas:
    FENAJ- http://fenaj.org.br/ABRASCO-  http://www.abrasco.org.br/site/
    Observatório da Democracia- http://www.observatoriodademocracia.org.br/
    Instituto de História Social da América Latina
    Márcia Turcato- jornalista, Brasília
    Chico Sant’Anna- jornalista e pesquisador acadêmico, Brasília
    Hélio Doyle- jornalista, Brasília
    Renan Antunes de Oliveira- jornalista, Florianópolis
    Letícia Heinzelmann- jornalista, Porto Alegre
    Paulo de Tarso Riccordi- jornalista, Porto Alegre
    Alexandre Fonseca Santos- médico epidemiologista
    Hélio Doyle – representante da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)

  • Cais Mauá: a caminho dos tribunais

    Na segunda-feira, 10, foi publicado no Diário Oficial o rompimento do contrato do governo do Estado com a Cais Mauá do Brasil, que concedia por 25 anos à empresa uma área de 180 hectares ao longo do principal cais de Porto Alegre.
    O rompimento rendeu manchetes quando foi anunciado pelo governador Eduardo Leite, mas seus desdobramentos estão se dando nos círculos internos, tanto do governo, quanto da empresa.
    A representantes de instituições e movimentos comunitários que tem buscado informações os agentes do governo tem pedido tempo. Ainda estão às voltas com a questão da  “desafetação” para cortar qualquer ingerência da União nas negociações envolvendo a área.
    O governador deu um prazo de 15 dias, que vence esta semana, para ter um parecer sobre o chamado Marco Zero, que propõe ocupação provisória de uma parte da área para lazer e comércio e estacionamento.
    Seria um sub arrendamento que o concessionário faria e havia dúvidas sobre a legalidade disso. Agora, que não tem mais concessionário, o Estado terá que fazer uma licitação para arrendar parte da área.
    Será uma solução questionada pelos movimentos comunitários e pelos defensores do patrimônio público. Certamente a decisão passará por tribunais. Assim como pelos tribunais passará o contrato agora rompido. O concessionário se diz lesado, já tem até um número para pedir na Justiça como indenização: R$ 230 milhões. 
    E quem é o dono da concessão?. É O Fundo de Investimento e Participações Cais Mauá, que não tem fundos, quase foi extinto e hoje é gerido pela Latino American Distresseds, uma consultoria especializada em “fundos estressados” .
    Em seu site,  a LAD Capital diz que tem sob sua gestão R$ 2,3 bilhões e promete que “através de uma vasta prospecção e uma análise profunda e fundamentalista” consegue “gerar valor seja em momento de crise ou de crescimento”.
    Ela vai ser a representante dos 12 fundos de previdência que aplicaram cerca de R$ 130 milhões no FIP Cais Mauá e viram seu dinheiro evaporar.
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  • Escalada da dengue em Porto Alegre: 14 casos em abril, 360 em junho

    Neste ano, até 8 de junho, o número de pacientes com confirmação de infecção por vírus da dengue em Porto Alegre é de 360. Do total, 345 são autóctones (contraídos na cidade) e 15, importados..
    No início de abril, o boletim epidemiológico registrava 14 casos de dengue  na cidade.
    Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde e  indicam que em pouco mais de dois meses, os casos confirmados de dengue na capital cresceram  2.500 por cento. E a expectativa de que o fio do inverno estancaria o surto tem sido frustrada pelo calor dos últimos dias.
    Segundo o Boletim Semanal da Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da SMS, até o dia 8 foram notificados 895 casos suspeitos de dengue entre moradores de Porto Alegre. Do total,  360 foram confirmados, 473 descartados e 63 continuam em investigação.
    O bairro com maior número de casos confirmados é o Santa Rosa de Lima, onde 294 pessoas foram infectadas. Em março, quando soou o alerta, 13 dos 14 casos confirmados na cidade eram neste bairro, que é um dos mais novos (criado em 2016) e dos mais populosos de Porto Alegre ( 35 mil pessoas, em 11 mil domicílios) .
    Outros bairros com confirmação de casos autóctones foram Jardim Lindoia (14), Jardim Floresta (13), Sarandi (6), Rubem Berta (5), Bom Jesus (3) e Floresta (3), além de Cristo Redentor, Sétimo Céu, São Sebastião, Jardim Leopoldina, Jardim Carvalho, Vila Ipiranga e Jardim São Pedro, que tiveram um caso cada.
    Dos 15 casos importados,14 foram de pacientes que viajaram para fora do Rio Grande do Sul: dois de Fernando de Noronha (PE),  um de Palmas (TO), um de Belém do Pará (PA), um Vitória (ES), um de Betim (MG), um de São José do Rio Preto (SP), um de Campinas (SP), dois de São Paulo (SP), dois do Rio de Janeiro (RJ), um de Dourados (MT) e um de Marechal Cândido Rondon (PR). Um paciente foi infectado em Canoas (RS).
    Esses números estão sujeitos à revisão. Ainda não há previsão de pulverização de inseticida nesta semana, mas em 2019 mais de 90 ações foram feitas nos bairros com transmissão confirmada.
    Cuidados
    A médica veterinária Rosa Maria Carvalho, chefe do Núcleo de Vigilância de Roedores e Vetores da SMS, faz um apelo aos moradores:
    “Eliminar todos os focos de água parada, virar potes, garrafas, pratos de plantas, verificar se há calhas entupidas ou ralos com água são medidas simples, que exigem pouco tempo e são muito efetivas para o controle vetorial”.
    Se os criadouros se mantêm, novas gerações de mosquitos nascem a cada semana, e no período de sete a 10 dias saem do ovo e passam pelas fases larva, pupa e começam a voar.
    A transmissão da dengue, da Febre Chikungunya e do vírus Zika ocorre pela picada de mosquito Aedes aegypti. Ele tem em média menos de 1 centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, cabeça e corpo.

    O Aedes costuma ter sua circulação intensificada no verão, em virtude da combinação da temperatura mais quente e chuvas. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do mosquito.
    Veja abaixo o boletim de casos mais recente das doenças transmitidas pelo mosquito:
     Informativo Epidemiológico dengue, zika e chikungunya (Semana 23 – c

  • Bolsonaro leva crise para dentro do BNDES

    Em entrevista, neste sábado,  Bolsonaro disse que o presidente do BNDES,  Joaquim Levy está “com a cabeça a prêmio”, porque ainda não demitiu um assessor, que ele quer fora do banco.
    Falando com os repórteres na saida do Palácio do Alvorada, o presidente tocou no assunto: “Qual o nome do assessor do BNDES? (Pergunta a assessores): Marcos Pinto. O Levy o nomeou para uma função no BNDES. Eu já estou por aqui com o Levy. Falei para ele: demita esse cara na segunda-feira ou eu demito você sem passar pelo Paulo Guedes”.
    E completou:
    – Um governo tem de ser assim. Quando coloca gente suspeita em cargos importantes e essa pessoa, como o Levy, já vem há algum tempo não sendo leal àquilo que foi combinado e àquilo que ele conhece a meu respeito. Ele está com a cabeça a prêmio já tem algum tempo.
    O assessor em questão é o advogado Marcos Barbosa Pinto, que Levy nomeou como diretor da área de Mercado de Capitais do BNDES, que é responsável pelos investimentos da BNDESPAR, que financiam os grandes projetos de infra-estrutura. .
    “Com laços com o PT, Marcos Pinto foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na Presidência do BNDES. Fiocca era um dos principais nomes da gestão de Guido Mantega”.
    “Pinto foi sócio da Gávea Investimentos, gestora de recursos fundada por Armínio Fraga, e diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de 2007 a 2010. É bacharel em direito pela Universidade de São Paulo, mestre em direito pela Universidade de Yale (EUA) e doutor em direito pela Universidade de São Paulo”.
    A situação de Joaquim Levy ficou insustentável e se ele cair agora, a crise da gestão Bolsonaro chega ao principal banco de fomento do país, o único com financiamentos de longo prazo, para grandes projetos de base, exatamente os mais importantes na hora de recuperação da economia.
    (Com informações do G1)

  • CUT faz balanço da greve: protestos em todas as capitais e mais de 300 cidades

    No início da tarde, a CUT Nacional publicou em seu site um balanço da greve geral:
    “Em todas as capitais, no Distrito Federal e em mais de 300 cidades brasileiras, trabalhadores e trabalhadoras protestam contra a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (14).
    Até o momento, aproximadamente 45 milhões de trabalhadores e trabalhadoras foram envolvidos na greve geral, segundo balanço divulgado pelas centrais sindicais.
    No início da manhã, motoristas e cobradores de ônibus e trabalhadores dos metrôs de várias capitais cruzaram os braços. Em São Paulo, parte das linhas de ônibus, trens e várias estações do Metrô estão paradas, especialmente nas Zonas Norte e Leste da capital paulista.
    CONFIRA O MINUTO A MINUTO DA GREVE GERAL NO BRASIL
    Em capitais de estados como Ceará (Fortaleza) e Pernambuco (Recife) e no Distrito Federal (Brasília), ônibus e metrôs pararam. Em capitais como João Pessoa, Curitiba, Maceió, Rio de Janeiro e Salvador, protestos bloquearam vias da cidade e saídas dos ônibus das garagens.
    No ABC paulista, 98% das fábricas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC estão fechadas, 65 mil trabalhadores cruzaram os braços contra o fim da aposentadoria e por mais empregos. No início da madrugada, o presidente da CUT, Vagner Freitas, e o Secretário-Geral, Sérgio Nobre, estiveram com os trabalhadores da Volks, em São Bernardo do Campo.
    Em praticamente todo o país, as agências bancárias amanheceram fechadas. Em São Paulo, principal centro financeiro do país, os bancos não abriram.
    Confira o que está acontecendo nos estados:
    No Acre, trabalhadores, estudantes e sindicalistas protestaram fazendo bloqueios em frente a pelo menos uma garagem de ônibus da capital Rio Branco.

    Ato em frente a garagem de ônibus, no Acre

    No Amazonas, alunos e professores fecharam parcialmente a entrada da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). No Centro Histórico da capital, Manaus, bancários se reuniram às 7h na Praça da Polícia em um ato que contou também com os trabalhadores de refinarias da Petrobras.
    No Amapá, professores, técnicos administrativos e estudantes da universidade federal (Unifap) fizeram ato a partir das 9h, em Macapá, e as aulas foram suspensas.
    Em Alagoas, rodoviários atrasaram o início da jornada em 2 horas na capital, Maceió. Teve também paralisação na porta do CEPA, maior complexo educacional de Alagoas, em Maceió, contra os cortes na educação e contra a reforma da Previdência.

    Ato dos trabalhadores em frente ao CEPA, em Alagoas

    Na Bahia, motoristas e cobradores pararam os ônibus e trens de Salvador, mas o metrô funcionou porque a Força Nacional foi para dentro dos trens fazer pressão. Na capital, teve manifestação na Rótula do Abacaxi nesta manhã, no sentido shopping da Bahia.
    Em Ilhéus, Itabuna e Lauro de Freitas foram registrados atos de trabalhadores e trabalhadoras nesta manhã. A BR-101 foi bloqueada em Eunápolis, Itamaraju, Teixeira de Freitas e no Extremo sul da Bahia, no município de Mucuri. Os trabalhadores também paralilsaram as atividades no Polo Petroquímico de Camaçari.

    Brasil de FatoPopulação vai às ruas em Ilhéus, na Bahia
    Ato em Itabuna, Bahia
    CUT-BABR-101, na Bahia, completamente parada

    No Ceará, tem paralisação dos transportes coletivos e no início da manhã o presidente da CUT Ceará, Wil Pereira, participou de ato organizado pelos trabalhadores do Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante. Os manifestantes cruzaram os braços em protesto contra a reforma da Previdência (PEC 06/2019). Em Juazeiro do Norte também teve protesto dos trabalhadores.

    CUT-CEÔnibus parados na capital cearense

    No Distrito Federalmotoristas, cobradores de ônibus, BRT e trabalhadores do Metrô pararam o transporte público de Brasília. Trabalhadores e trabalhadoras da educação, do serviço público, da iniciativa privada, terceirizados, de autarquias e empresas públicas também cruzaram os braços.
    Em Goiás, motoristas e cobradores atrasaram o início da jornada em protesto contra a reforma de Bolsonaro.
    No Maranhão, rodoviários do transporte coletivo paralisaram as atividades desde as 4h na capital, São Luís.
    No Mato Grosso do Sul, motoristas e cobradores da capital, Campo Grande, atrasaram o inicio da jornada de trabalho em protesto contra a reforma da Previdência e começaram a voltar a partir das 7h.
    Em Minas Gerais, várias estações do Metrô amanheceram fechadas e foram realizados protestos em várias vias da capital, Belo Horizonte. Na Praça Afonso Arinos, teve manifestação dos trabalhadores e trabalhadoras, que saíram às ruas para protestar contra a reforma da Previdência, em defesa da educação e por mais empregos.

    FotoStudiumAto na Praça Afonso Arinos, em Belo Horizonte

    No Mato Grosso, houve paralisação parcial dos transportes em Cuiabá e Várzea Grande.
    No Pará, trabalhadores impediram a saída dos ônibus das garagens em protesto contra a reforma e contra decisão judicial que determinou que 90% dos veículos circulassem. Os bancários também paralisaram as agências do estado. Em São Felix do Xingu também teve protesto contra a reforma da Previdência e por mais empregos.

    Bancos amanheceram fechados no Pará
    Trabalhadores protestam em São Félix do Xingu, no Pará

    No Paraná, em Curitiba, capital paranaense, algumas garagens de empresas de transporte coletivo amanheceram fechadas.
    Em Londrina e em Maringá, onde teve repressão da polícia militar contra os trabalhadores, motoristas e cobradores aderiram em peso à greve geral.
    Em Cascavel, mais de 5 mil trabalhadores realizaram uma marcha pelo centro da cidade com gritos de ordem “a nossa luta é todo dia, educação não é mercadoria”. #GreveGeral!
    Ato em Cascavel, no Paraná
    Na Paraíba, trabalhadores foram as portas das garagens de ônibus no início da manhã fazer protestos e debates sobre a importância de parar pela aposentadoria. Na Universidade Federal de Campina Grande, também na Paraíba, um policial agridiu uma estudante que participava da greve e dos protestos na universidade.

    Em Pernambuco, motoristas e cobradores de ônibus e do VLT de Recife estão parados e os trens funcionam parcialmente. Escolas públicas e agências do INSS também estão fechadas. Em cidades do interior, como Guaranhuns, foram registrados atos logo pela manhã, no dia da #grevegeral em defesa das aposentadorias, da educação e por mais empregos.
    Em Jaboatão dos Guararapes, os trabalhadores da Limpeza Urbana, de três garagens de ônibus, e da Prefeitura Municipal, decidiram cruzar os braços.

    Brasil de FatoAto em Guaranhuns, em Pernambuco
    Agência do INSS fechada no Recife
    Trabalhadores de Jaboatão dos Guararapes cruzaram os braços

    No Piauí, motoristas e cobradores de ônibus estão parados na capital, Teresina, onde também teve manifestação contra a reforma da Previdência com mais de dois mil trabalhadores e trabalhadoras.
    Socorro Silva/CUT-PI
    No Rio Grande do Norte, motoristas e cobradores de Natal pararam no início da manhã e começaram a deixar as garagens a partir das 7h. O setor industrial também amanheceu todo parado. A CUT e movimentos sociais fecharam a rotatória de Extremoz, região metropolitana de Natal, desde as primeiras horas da greve geral, para protestar contra a reforma da Previdência do governo de Bolsonaro que praticamente acaba com o direito à aposentadoria dos brasileiros e brasileiras.
    Policiais militares não identificados agrediram trabalhadores e trabalhadoras, entre eles a presidenta da CUT-RN, Eliane Bandeira e Silva, crianças e idosos que participavam dos protestos nesta sexta-feira (14).

    Ato no Rio Grande do Norte

    No Rio Grande do Sul, a greve geral começou com milhares de trabalhadores, trabalhadoras e estudantes protestando em frente às garagens de ônibus e nas rodovias. Os motoristas e trabalhadores dos trens da Região Metropolitana de Porto Alegre aderiram à greve geral pela aposentadoria e por mais empregos, mas foram reprimidos com violência pelas tropas de choque da Brigada Militar, que jogaram centenas de bombas de gás lacrimogêneo. Soldados a cavalo fizeram perseguições e, pela primeira vez no estado, um caminhão da BM atirou jatos de água em manifestantes, que caminhavam pacificamente na Avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre.

    Na capital, trabalhadores de várias empresas também pararam no início da manhã. Pelo estado, diversas categorias, como petroquímicos, petroleiros, professores, sapateiros, bancários, municipários, agricultores familiares, trabalhadores rurais, servidores públicos e trabalhadores da saúde e da alimentação, pararam as atividades nesta manhã e protestaram contra a reforma da Previdência e os cortes na educação.

    CUT-RSBrigada Militar de Porto Alegre avança sobre os grevistas

    No Rio de Janeiro, os trabalhadores foram atacados pela Polícia Militar ao fazer atos de protesto em várias vidas importantes da capital. O transporte público funcionou na capital.
    Em Santa Catarina, motoristas e trabalhadores de ônibus pararam na capital Florianópolis e em Blumenau. Trabalhadores dos Correios e os servidores públicos também aderiram à greve. Em Joinvile, trabalhadores estão concentrados na Praça da Bandeira. Em Itaberaba, trabalhadores também se concentraram na praça principal da cidade. Tem paralisação também em Caxambu do Sul e Chapecó de várias categorias profissionais.
    Em São Paulo, trabalhadores fizeram bloqueios pacíficos na Avenida do Estado, que liga a capital a cidades da Região do ABC e em outras avenidas e rodovias. No terminal João Dias, os trabalhadores também fecharam as vias em protesto contra a reforma da Previdência, por mais empregos e mais educação.
    Em Santos, no litoral paulista, também houve bloqueios na entrada da cidade e os trabalhadores fizeram uma caminhada pelo centro. Em Sorocaba, no interior do Estado, motoristas e cobradores de ônibus não saíram de nenhuma garagem das empresas de transporte público.
    No São José dos Campos, Taubaté e Jacareí, os motoristas e cobradores pararam o transporte público.
    Acompanhe aqui o minuto a minuto da paralisação no estado de São Paulo.
    Em Sergipe, trabalhadores de várias categorias se concentraram em algumas garagens do transporte coletivo de Aracaju para dialogar sobre os problemas da reforma da Previdência. Os ônibus não circularam na manhã desta sexta-feira, greve geral.

    CNTTLRodoviários de Aracaju não saíram das garagens

    No Tocantins, os portões da Universidade Federal de Tocantins (UFT) amanheceram fechados em Palmas e trabalhadores fizeram um protestos. Em Palmas, a população foi às ruas na #GreveGeral em defesa da aposentadoria.

    Brasil de Fato
    Ato em Palmas, no Tocantins

     

  • Greve começa com 70 pessoas presas no Rio Grande do Sul

    Seis grevistas foram presos na madrugada desta sexta-feira em Sapucaia.
    Segundo a Brigada Militar, os manifestantes são funcionários do Trensurb e foram apanhados com pedaços de madeira, pneus e gasolina para colocar fogo nos trilhos para impedir a circulação dos trens da região metropolitana.
    Outras prisões no início da manhã ocorreram em Porto Alegre, quando  grevistas que faziam piquete na frente da empresa Carris, tentaram impedir a saída dos ônibus.
    A Brigada Militar usou bombas de gás para desobstruir o local, houve conflito e 54 pessoas foram presas.
    A Brigada Militar registrou também a prisão de dez pessoas nos protestos em Pelotas.
    Em Alvorada também houve conflito entre grevistas e a polícia militar. Um brigadiano foi atingido por uma pedrada no rosto.
    A partir das oito horas da manhã o trem metropolitano voltou a circular com a catraca livre por falta de motoristas.
    Um balanço do movimento será feito às 17 horas no ato na Esquina Democrática, de onde sairá uma passeata até o largo Zumbi dos Palmares.

  • Fiergs diz que "tentativa de greve não tem amparo legal"

    A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul emitiu nota nesta quinta, 13: “A tentativa de realizar uma greve geral amanhã, dia 14, não tem amparo legal, pois não se trata de mobilização de uma categoria e sim sob o pretexto de ser contra a Reforma da Previdência. Portanto, é um movimento nitidamente político”. 

    Essa é a posição da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) ao analisar  a pretendida paralisação  marcada para esta sexta-feira.
    Segundo o presidente da entidade, Gilberto Porcello Petry, “além da ilegalidade, há grupos de sindicalistas que se utilizam do bloqueio de vias de trânsito, estradas e garagens do transporte coletivo para dar a falsa impressão de adesão de trabalhadores da iniciativa privada”.
    O movimento também é inoportuno quando, lamentavelmente, existem no País mais de 13 milhões de pessoas desempregadas.
    “Se quisermos ajudar a mudar o Brasil temos que olhar criticamente para essas tentativas de greve”, disse Petry.
    A FIERGS também esclarece que a legislação prevê o desconto do dia parado dos salários dos trabalhadores, já que a falta é entendida como suspensão do contrato de trabalho, de acordo com a Lei nº 7.783/1989.

  • EPTC informa que "expectativa é a normalidade na circulação dos ônibus.

    Sobre o serviço do transporte público para esta sexta-feira, 14, na Capital, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informou que o Associação dos ransportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) comunicou o funcionamento normal dos coletivos.
    “Com o apoio da Brigada Militar, a EPTC realizará todos os esforços possíveis para garantir a regularidade no atendimento à população, com a expectativa da normalidade da circulação de ônibus. Informações serão prestadas à população pelo fone 118, 24 horas, além do twitter oficial da empresa @EPTC_POA”, diz a nota emitida às 18 horas.
     

  • Crise da Lava Jato turbina a greve contra reforma da Previdência

    Contra a reforma da Previdência, contra os cortes na educação e por mais empregos, as centrais sindicais organizam greve geral nesta sexta-feira (14).
    A crise produzida pela divulgação de mensagens que comprometem a imparcialidade do ministro Sérgio Moro, quando juiz condutor da Lava Jato, que condenou Lula, deu uma outra dimensão ao protesto.
    Estão marcados  atos em mais de 200 cidades do país. Confira no mapa produzido pelo Armazém Memória e Comissão Justiça e Paz de SP com apoio da CUT e UNE.
    Bancários, trabalhadores e trabalhadoras da educação pública e privada, eletricitários, metalúrgicos, petroleiros, químicos e urbanitários de todas as regiões do país já anunciaram a adesão à greve geral.
    Motoristas, cobradores, metroviários, ferroviários, portuários e demais categorias ligadas ao setor de transportes, como aeroviários, também aderiram à paralisação em todo o país.
    Em entrevista ao Portal CUT, o presidente da Central, Vagner Freitas, mandou o recado para a classe trabalhadora:
    “A greve geral é de todos. Sexta-feira não é para ir trabalhar, é dia de ficar em casa. É dia de cruzar os braços e dizer que não aceitamos os ataques aos nossos direitos, à soberania nacional e à democracia”.
    Confira as categorias que vão parar em todo o Brasil:
    Bancários
    Sexta-feira os bancos não abrem em todo país. Os bancários e bancárias aprovaram, em assembleias, a participação na greve geral contra a reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL).
    Veja onde os bancários vão parar: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Pernambuco, Paraíba, Dourados (MS), Mogi das Cruzes (SP), Acre, Alagoas, Baixada Fluminense (RJ), Bahia, Belo Horizonte, Brasília, Campina Grande, Ceará, Florianópolis, Guarulhos (SP), Ipatinga (MG), Juiz de Fora (MG), Jundiaí (SP), Macaé (RJ), Mato Grosso, Pará, Niterói (RJ), Patos de Minas (MG), Piauí, Piracicaba (SP), Rondônia, Santos (SP), Taubaté (SP), ABC Paulista (SP), Teófilo Otoni (MG), Uberaba (MG), todas as cidades do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Goiás, Maranhão e Mato Grosso do Sul, entre outras cidade em que os trabalhadores estão aprovando adesão à greve geral.
    Educação Pública
    Não vai ter aula nas escolas públicas Estaduais em todas as Regiões do país. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) cerca de 4,5 milhões de trabalhadores da educação pública vão cruzar os braços nos 26 Estados e no Distrito Federal.
    Em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Brasília 100% da categoria não vai para escola. Professores, professoras e o pessoal da administração vão participar de várias atividades durante o dia, como aulas públicas, passeatas, panfletagens, assembleias e atos políticos.
    Os alunos não serão prejudicados pela paralisação, já que em grande parte das escolas a aula já tem data para ser reposta. O movimento estudantil está ajudando a mobilizar mais gente para a greve geral em defesa da educação pública e de qualidade.
    A paralisação, segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), é uma extensão das grandes mobilizações que aconteceram nos dias 15 e 30 de maio contra os cortes da educação, mas também participarão das paralisações do dia 14 contra os ataques aos direitos da classe trabalhadora.
    O Fórum Nacional Popular da Educação, que reúne mais de 35 entidades nacionais, também está mobilizando o movimento e emitiu uma nota em defesa da luta por direitos e por uma educação pública e de qualidade.
    Educação Particular
    Em diversos Estados do país, cerca de 2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, entre professoras e funcionárias administrativos, de escolas particulares já anunciaram a paralisação. Em São Paulo, mais de 33 escolas vão fechar suas portas, segundo a Federação dos Professores do Estado de São Paulo e as trabalhadoras e os trabalhadores da rede anunciaram que as aulas serão nas ruas, como é o caso de Sorocaba.
    Em outros Estados, como Goiás, Brasília, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Alagoas e Pernambuco centenas de escolas também aderiram.
    Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), há um reforço das escolas e universidades católicas para participar da luta contra a reforma da Previdência, como orientou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que já anunciou publicamente sua posição contrária a medida de Bolsonaro, que se aprovada, acaba com aposentadoria de milhares de brasileiros e brasileiras.
    Eletricitários
    Os 14 mil trabalhadores e trabalhadoras do sistema Eletrobras prometem “um dia de luta e doação para o Brasil”, numa referência à nota da direção da estatal que notifica o desconto de um dia na folha de pagamento de quem aderir à greve geral.
    Segundo o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), a categoria vai participar dos atos que ocorrem nas capitais dos estados, porém, promete que a população não vai ficar sem atendimento em caso de emergência no setor.
    Metalúrgicos
    O transporte parando ou não, os cerca de 550 mil metalúrgicos e metalúrgicas de 15 Estados de todas as Regiões do país vão ficar em casa na Greve Geral, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM).
    No Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão e Bahia as empresas metalúrgicas estarão fechadas em protesto contra os ataques do governo contra a classe trabalhadora.
    Petroleiros
    Todas as 13 bases da Federação Única dos Petroleiros (FUP) vão cruzar os braços. Segundo a entidade, haverá adesão dos trabalhadores próprios e terceizados do Sistema Petrobras na Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro (Duque de Caxias e Norte Fluminense/Bacia de Campos), Minas Gerais, São Paulo (Campinas, Mauá, Barueri, Guararema, São Caetano e capital), Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
    A maioria da base petroleira vai começar a parar a partir do primeiro minuto do dia 14, ou seja, a meia noite e um minuto.
    Todas as refinarias vão parar – da maior, a Replan, até a menor, que fica em Mauá. Já viram o segundo turno fechadas.
    Trabalhadores Químicos
    Na Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Sergipe, São Paulo, no Amazonas e Rio Grande do Sul os cerca de 430 mil trabalhadores e as trabalhadoras do ramo químico da CUT, como petroquímicos, vidreiros, papeleiros, farmacêuticos, os que trabalham com minério e entre outros vão cruzar os braços a partir das 03 horas da manhã do dia 14 de junho.
    Segundo a Confederação Nacional do Ramo Químico da CUT (CNQ-CUT), as máquinas de grandes empresas do ramo não vão funcionar nas primeiras horas do dia também e grande parte da categoria irá participar dos atos políticos que estão sendo organizados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.
    Saneamento, energia e gás
    A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), que representa mais de 50 sindicatos, acredita que os 200 mil trabalhadores ligados aos setores de energia, gás e elétrico, no país vão aderir à greve geral contra a reforma da Previdência.  São trabalhadores de companhias estaduais de saneamento e federais do setor elétrico, além do gás.

    ***

    (…) Confira os locais e horários das mobilizações em todo país:
    Acre | Alagoas | Amapá | Amazonas | Bahia | Brasília | Ceará | Espírito SantoGoiás | Mato Grosso | Mato Grosso do Sul | Minas Gerais | Pará | Paraíba | Paraná | Pernambuco | Piauí | Rio de Janeiro | Rio Grande do Norte | Rio Grande do Sul | Rondônia | Roraima | Santa Catarina | São Paulo | Sergipe | Tocantins

    Acre

    Mobilização com piquete no local de trabalho de algumas categorias às 7h da manhã. Depois, tem ato na Praça da Revolução, no centro de Rio Branco, às 9h, de onde sairá um cortejo em defesa da Previdência pública e solidária e da educação pública e mais empregos. À noite, no Cine Recreio tem noite cultural e show na Gameleira.


    Alagoas

    O ato político terá concentração às 15h na Praça do Centenário, uma das principais de Maceió. Os alagoanos e as alagoanas também vão se manifestar contra a intenção do governo Bolsonaro de privatizar o setor de saneamento básico no país, o que inclui a distribuição de água à população.


    Amapá

    Às 08h começa a paralisação de várias categorias e às 15 horas terá um ato “Lula Livre” na Praça da Bandeira, em Macapá.


    Amazonas

    Ato será às 15h, na Praça da Saudade em Manaus.


    Bahia

    O ato político será às 14 horas na Rótula do Abacaxi, na capital baiana.
    Também terá mobilização em outros municípios:
    Paulo Afonso
    Juazeiro
    Senhor do Bonfim
    Serrinha
    Conceição do Coité
    Alagoinhas
    Catu
    Pojuca
    São Sebastião do Passé
    Candeias
    Santo Amaro
    Camaçari
    Feira de Santana
    Jacobina
    Ipirá
    Cruz das Almas
    Santo Antonio de Jesus
    Valença
    Vitória da Conquista
    Ilhéus
    Itabuna
    Guanambi
    Urandi
    Jiquié
    Itapetinga
    Barreiras
    São Desidério
    Oliveira dos Brejinhos
    Eunápolis
    Porto Seguro
    Itamaraju
    Teixeira de Freitas
    Mucuri


    Brasília

    No Plano Piloto não vão ter transporte. Os cerca de 12 mil rodoviários, condutores e cobradores aprovaram em assembleia na sexta-feira (7) cruzarão os braços por 24 horas.
    Não vai ter ato político organizado pela CUT, mas os sindicatos filiados estão organizando aulas públicas, assembleias, piquetes, panfletagens e muito diálogo com a população sobre reforma da Previdência, corte na educação, desemprego, acesso a terra e sobre as privatizações.


    Ceará

    Em Fortaleza, além das paralisações previstas, acontecerá a Marcha Estadual da Classe Trabalhadora contra a Destruição da Previdência na Praça da Bandeira, no Centro, a partir das 10h30.
    Outros municípios também se organizaram para fazer ato político.
    Altaneira – 09h, Calçadão
    Aquiraz – 7h30, Rodoviária
    Barreira – 8h30, Praça dos Taxistas
    Beberibe – 8h, Câmara dos Vereadores
    Canindé – 7h, Posto Estrela
    Cascavel – 8h, Praça de São Francisco
    Caucaia – 8h, Praça da Matriz
    Chorozinho – 9h, Praça da Escola Padre Enemias
    Crateús – 7h, Praça da Matriz
    Horizonte – 7h, Estádio Domingão
    Icó – 8h30, Sede do Sindicato dos Servidores Municipais
    Iguatu – 8h, Praça da Caixa Econômica Federal
    Jucás – 8h, Praça Getúlio Vargas
    Iracema -7h, Praça Casimiro Costa Moraes (Mangueira)
    Itapipoca – 8h, Praça do Cafita
    Jaguaribara  – 7h, Escola Estadual Liceu
    Juazeiro do Norte – 7h30, CREDE (Rua São Pedro com Rua Rui Barbosa) 8h Russas Secretaria da Saúde
    Limoeiro do Norte – 8h, INSS (Ao lado da Honda)
    Madalena – 8h, Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STTR)
    Maracanaú – 8h, Praça da Estação de Maracanaú
    Milhã – 8h30, Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais
    Monsenhor – 8h, Tabosa  – Sindicato dos Servidores Públicos
    Nova Russas – 8h, Praça da Macavi
    Pacujá – 8h, Sede do Sindicato dos Servidores Municipais
    Quixadá – 8h, Praça da Catedral
    Senador Pompeu  – 8h, Praça da Juventude
    Sobral – 8h, Praça de Cuba
    Tabuleiro do Norte – 8h, Igreja Matriz
    Tauá  – 8h, EEM Liceu Lili Feitosa
    Trairi  – 8h, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SISPUMT)


    Espírito Santo

    Sindicalistas e representantes das frentes estão fazendo reuniões para decidir local do ato.


    Goiás

    Goiânia – 10h, Coreto da Praça Cívica;
    Cidade de Goiás – 8h, ato na Praça do João Francisco
    Formosa – 8h, na praça Anísio Lobo;
    Silvânia – 8h, na Feira Coberta Central;
    Itapuranga – 8h, Centro Cultural Cora Coralina;
    Jataí – 09h – Concentração Sintego de Jataí


    Mato Grosso

    A concentração do protesto será na Praça Ipiranga, em Cuiabá, às 14 horas
     


    Mato Grosso do Sul

    Em Campo Grande com concentração às 09 horas na Praça do Rádio Clube
     

    Minas Gerais

    O ato unificado da CUT e demais centrais e sindicatos será às 11h, com concentração na Praça Afonso Arinos, em Belo Horizonte.
    Em João Monlevade, a concentração será na Praça Domingos Silvério, conhecida como Praça dos Aposentados às 14h. Em seguida terá caminhada pelas avenidas Getúlio Vargas e Wilson Alvarenga seguido com um ato político em frente ao INSS.


    Pará

    O ato será às 10 horas na Praça da República

     

    Paraíba

    CUT e demais centrais, além das frentes estão decidindo o local e horário do ato

    Paraná

    Curitiba às 11h em Frente ao Palácio Iguaçu com caminhada para a Praça Santos Andrade
     

    Pernambuco

    O ato será no cruzamento da Rua do Sol com Rua Guararapes, no Centro do Recife, às 14 horas.
    Piauí
    A concentração para a Greve Geral está marcada para às 8h no INSS, proximo a Praça Rio Branco.
    Rio de Janeiro
    Na capital, às 11h aulas públicas no Calçadão de Campo Grande,  Taquara, Saens Peña, Antero de Quental e Largo do Machado.E na escadaria da ALERJ às 13:30h – Aula pública sobre a reforma da previdência, com Elaine Behring / ASDUERJ – ANDES-SN
    Ato a partir das às 15 horas na Candelária e caminhada para a Central do Brasil.
    Vários municípios também vão fazer atos descentralizados:
    Subsede do SinproRio às 00:01h
    Centro do Rio às 05h no INTO
    Volta Redonda às 5h da manhã, na porta da CSN
    Arco da Reduc  às 07h
    Angra dos Reis às 05h em frente a ampla sindical
    Barra do Piraí às 9h no Largo
    Cachoeiras de Macacu às 09h na Rodoviária
    Barra Mansa a partir de 9h na Praça da Matriz
    Arraial do Cabo às 9h na Praça do Guarani.
    Mendes terá  aula Pública às 9:00 – na Praça Dr. João  Nery elaborada pelos professores da rede estadual e às 10:30 – Ato e passeata no entorno do centro da cidade. Vale ressaltar que a rede municipal de Eng. Paulo de Frontin participa das atividades em Mendes
    Rio das Ostras às 10h na Praça José Pereira Câmara no centro
    Duque Caxias às 10h na Praça do Relógio
    Petrópolis às 17h na Praça da Inconfidência (com caminhada)
    Sulfluminense fará ato às 17 horas na Praça Juarez Antunes em VR
    Niterói concentração nas barcas às 14h para ir juntxs para o ato unificada da capital
    Itaperuna 15h30 na Pracinha da Rodoviária
    Campos dos Goytacazes ato público às 15h no Pelourinho, em frente à Caixa Econômica Centro.
    Região dos Lagos concentração às 15h na Praça Porto Rocha
    Macaé em frente à antiga Câmara Municipal  com show político cultural
    Valença ato às 17h na Rua dos Minérios.


    Rio Grande do Norte

    Em Natal, o ato político será na calçada do Midway às 15 horas e termina com um show político cultural na praça de Mirassol.
    Açu – 7h30 ao lado do INSS
    Angicos – 15h, em frente a Rodoviária
    Caicó – 7h30 na Praça da Alimentação, no centro.
    Mossoró – 7h, Assembleia unificada na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do RN (Sinte/RN)
    Fernando Pedrosa – em frente ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais
    Outros municípios também prometem atos, como em Caraúbas, Pau dos Ferros, Apodi, Canguaretama, São Paulo do Potengi.
    Rio Grande do Sul
    A concentração do ato político será às 17h, seguida de ato, às 18h, na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre. Outros municípios também farão protestos:
    Alegrete
    9h30 – Concentração na Praça Nova, seguida de caminhada até o Centro.
    Caxias do Sul
    16h30 – Ato público na Praça Dante.
    Cruz Alta
    9h30 – Concentração na Praça da Matriz.
    Erechim
    14h – Concentração na Praça dos Bombeiros, seguida de caminhada até a frente do INSS.
    Farroupilha
    10h – Concentração na Praça Central.
    Frederico Westphalen
    14h – Concentração na Praça da Matriz.
    Ijuí
    9h – Concentração praça da República
    Lajeado
    8h30 – Ato na Avenida Piraí, no bairro São Cristóvão, seguido de caminhada até o centro.
    Osório
    8h – Concentração no Instituto Federal, seguida de caminhada até o Largo dos Estudantes, onde durante todo o dia haverá atos e manifestações.
    Pelotas
    14h – Concentração no Mercado Público, seguida de atos e manifestações.
    Rio grande
    17h – Ato no Largo Dr. Pio.
    Santa cruz do sul
    8h – Concentração da Praça Getúlio Vagas.
    Santa rosa
    8h30 – Ato na Praça da Independência.
    17h – Aula Pública na Praça da Bandeira, seguida de marcha Luminosa.
    Santo Ângelo
    9h30 – Concentração da Praça da Catedral;
    11h – Caminhada até a agência do INSS;
    15h – Mateada da Cidadania junto à Catedral, com apresentações culturais;
    19h30 – Aula Pública na URI
    Três de maio
    9h30 – Concentração na Praça da matriz, seguida de caminhada e ato público da Praça da Bandeira
    Rondônia
    O ato político será a partir das 08h, na Praça das 3 Caixas d’Água
    Roraima
    Em Roraima tem programação de atividades.
    O ato da capital será às 15h, com passeata até a Praça do Centro Cívico
    Em Roraima tem uma série de atividades já marcadas:
    6h– Café da manhã coletivo – Universidade Federal de Roraima (UFRR)
    7h30 – Ato na frente do Ibama
    13h30– Concentração no Portão da UFRR (Entrada da Av. Ene Garcez).
    16h– Ato “Contra a Reforma da Previdência”, na Praça do Centro Cívico.
    18h às 22h – Show musical e Cultural “Nenhum Direito à Menos” na praça do centro cívico.
    Santa Catarina
    Blumenau – 10h, na Praça do Teatro Carlos Gomes
    Joinville – 9h, na Praça da Bandeira
    Florianópolis – concentração às 16h, em local no centro a definir
    Caçador –  14h, na Praça Nossa Senhora Aparecida
    Criciúma – 14h, na Praça da Chaminé
    Itapema – 15h, na Praça da Paz
    Rio do Sul – 9h, concentração em frente à Rodoviária
    Itajaí – 13h, na Praça Arno Bauer
    Chapecó – 9h, na Praça Coronel Bertaso
    Pinhalzinho – 9h, na Praça Central
    Dionísio Cerqueira – A partir das 9h, no Salão Paroquial
    São Carlos – 10h30, na Praça Matriz
    Faxinal dos Guedes – 13h30, na Praça Municipal
    Maravilha – 8h, na Praça Matriz
    Xanxerê – 13h30, na Praça Tiradentes
    Santiago do Sul – 16h, na Praça Municipal
    Irati – 13h, na Praça Municipal
    Xaxim – 8h, na Praça Frei Bruno
    São Domingos – 8h30, na Praça Central
    Passos Maia – 8h, na Praça Municipal
    Joaçaba – 8h30, na praça da Prefeitura
     

    São Paulo

    Capital – São Paulo
    16h – Ato em frente ao Masp
    Itapeva
    14h – Ato com concentração na Praça Anchieta
    Campinas
    17h – Ato no Largo do Rosário – Marielle Franco
    Limeira
    8h – Concentração em frente ao INSS (Rua Pres. Prudente, 150) para caminhada
    Osasco
    9h – Ato no Largo de Osasco, próximo à estação da CPTM
    Santos
    17h – Ato em frente à Estação Cidadania
    Ubatuba
    14h – Ato na Praça Bip – Feira de hortifrut
    Bragança Paulista
    10h – Ato na Praça Raul Leme, no centro
    Sorocaba
    8h – Ato com concentração em frente à Apeoesp (Rua Maranhão, 130 – Santa Terezinha)
    10h – Ato na Praça Coronel Fernando Prestes
    Vale do Ribeira
    6h – Ato em frente à Mosaic Fertilizantes, em Cajati
    Registro
    16h – Ato na Praça Joya
    Presidente Prudente
    8h – Concentração na Rotatória Museu com caminhada iniciando na Av. Manoel Goulart
    Mirante do Paranapanema
    8h – Praça Sebastião Farias
    São Carlos
    11h – Ato na Praça do Mercado Municipal
    Araraquara
    16h – Ato/passeata com concentração na Praça Santa Cruz
    Matão
    9h – Ato/passeata com concentração na Praça Dr. Leonidas Caligola Bastilha (em frente à Igreja Matriz)
    Bauru
    9h – Ato em frente à Câmara Municipal
    Ribeirão Preto
    11h – Ato em frente à Câmara Municipal (Av. Jerônimo Gonçalves, 1200)
    Piracicaba
    6h30 – Terminal Central de Integração
    Americana
    10h – Praça Basílio Rangel
    Salto
    7h – Ato em frente à Apeoesp
    Jundiaí
    9h – Ato na Praça Nossa Senhora do Desterro
    Bragança Paulista
    10h – Praça Raul Leme
    Itapevi
    9h – Praça Carlos de Castro
    Sergipe
    Em Aracaju, vários protestos serão realizados desde a madrugada e também no turno da manhã. À tarde, a partir das 15h, na Praça General Valadão.
    Tocantins
    Em Palmas, a partir das 8h, na Avenida JK, próximo ao Colégio São Francisco.