Bolsa Familia estava congelado há 42 meses. Imprensa diz que reajuste é “eleitoreiro”

Os beneficiários do Bolsa Família estavam há 3 anos e 6 meses sem reajuste – desde março de 2023, quando o atual governo elevou o piso de R$ 400,oo para R$ 600 por família.

O reajuste de 15,04%, anunciado esta semana e que apenas repõe as perdas com a inflação do período, foi alvo de duras críticas nos grandes jornais que, em matérias e editoriais, classificaram a reposição como “medida eleitoreira” por ter sido aprovada a 20 dias da eleição.   

Segundo o Dieese, o piso de R$ 600 pago em agosto de 2026 comprava o equivalente a  R$ 521,55 em março de 2023.

Na prática, as famílias perderam nesse período R$ 78,45 por mes em poder de compra, devido à inflação.

O piso reajustado passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio global recebido pelas famílias (considerando os adicionais por filhos e gestantes) sobe de R$ 675 para R$ 777.

. Nas recentes negociações com os produtores rurais, para a prorrogação das “dívidas do agro” o governo foi alvo de cobrança diária nos principais ´jornais e colunistas de economia.

Em relação ao Bolsa Familia, não se registra no período nenhuma crítica ao governo pelo prolongado congelamento do piso, com a justificativa de que um aumento prejudicaria as metas de ajuste fiscal.   

Atualmente, o Bolsa Família atende 19,29 milhões de famílias em todo o Brasil.

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