Eleições 2020: a influência dos protestos às vésperas do voto

Cortejo para o enterro de João Alberto Freitas, no sábado, 21, em Porto Alegre

A morte de Carlos Alberto de Freitas, negro de 40 anos, espancado e asfixiado por dois seguranças do Carrefour em Porto Alegre, ganhou manchetes e motivou protestos antirraciais por todo o mundo.

No supermercado onde ocorreu o crime houve manifestações já na sexta-feira, com forte repressão policial. No fim de semana vários atos de protesto denunciaram o racismo e a violência.

O tema contaminou a campanha eleitoral na sua reta final. No mesmo dia Manuela e Melo participaram de atos contra o racismo.

A morte de João Alberto abriu o horário eleitoral de televisão, no primeiro dia de exibição no segundo turno, quando os dois candidatos renderam homenagens.
Melo dedicou dois dos cinco minutos do programa da noite de sexta-feira ao caso. O vídeo iniciou com uma mensagem: “Porto Alegre está de luto”.
Em seguida, o próprio candidato lamentou o fato: “20 de novembro é o Dia da Consciência Negra. É com profunda tristeza que em um dia tão emblemático Porto Alegre se depare com mais um episódio de violência”.
E completou: “A Porto Alegre que queremos é de paz, igualdade, dignidade e respeito para todos, independente de cor, gênero, religião, ideologia ou partido político”.
Manuela encerrou o programa da noite de sexta-feira com uma homenagem. E dedicou todo o programa de sábado ao caso. A peça começou com uma série de imagens de pessoas negras em Porto Alegre e a citação de estatísticas sobre assassinatos e violência contra negros.
O programa teve imagens do protesto em frente ao Carrefour, com pedidos de justiça, e falas sustentando que a morte de João Alberto não é um caso isolado. Políticos negros também citaram casos de racismo pelos quais passaram, falando em racismo estrutural.
Os cinco vereadores negros eleitos para a próxima legislatura em Porto Alegre – Karen Santos (PSOL), Matheus Gomes (PSOL), Laura Sito (PT), Bruna Rodrigues (PCdoB) e Daiana Santos (PCdoB) – também protestaram em frente ao Carrefour na sexta-feira, pedindo justiça.

Qual será a influência deste fato, de repercussão internacional, junto ao eleitor que vai domingo às urnas decidir entre Manuela d’Ávila e Sebastião Melo?

Esta é a pergunta que vai marcar a semana decisiva das eleições de 2020 em Porto Alegre.

 

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