Pesquisa do Datafolha, a primeira depois do início da campanha, dá Lula com 47% e Flávio com 43 no segundo turno, empate técnico, portanto.
É um resultado semelhante ao de pesquisas anteriores e posteriores, todas igualmente inexplicáveis à luz dos fatos da campanha em andamento.
Vejamos:
Os eventos de Flávio Bolsonaro são um fracasso que nem a imprensa favorável consegue esconder, não junta gente nem no Rio, seu território.
Seu discurso é raso, medíocre, seu plano econômico está sendo feito por assessores do Paulo Guedes, os partidos aliados lhe negaram um nome para vice, no centro de Porto Alegre candidato a deputado pelo PL omite a sigla do partido nos folhetos que distribui aos passantes.
Já Lula, em seu terceiro mandato, vive seu melhor momento, pela desenvoltura, pelo discurso, pela segurança com que assume a sua condição de líder, pelas multidões que tomam seus eventos, pelas relações com o parlamento, pelo reconhecimento dos maiores líderes internacionais.
Nesta quinta-feira falou uma hora ao telefone com o presidente dos Estados Unidos e acertou negociações sobre o tarifaço imposto por Trump.
As pesquisas que apontam o risco dele perder a eleição para um candidato sem biografia, como Flávio Bolsonaro.
A explicação mais recorrente dos “analistas políticos” que escrevem nos jornais é a “polarização”.
Dividido em dois blocos ideologicamente antagônicos, o eleitorado manteria um comportamento rígido, de rejeição sistemática ao outro lado.
Um comportamento novo que fez praticamente desaparecer a figura do indeciso (entre 1 e 4% em todas as pesquisas).
Ambos os candidatos teriam um “teto de crescimento” determinados pelas altas taxas de rejeição.
Segundo dados da pesquisa Quaest, Flávio possui 54% de rejeição e Lula aparece colado com 52%.
O antipetismo justificaria a alta rejeição a Lula. Nesse contexto, a campanha só fará sentido na reta final do segundo turno para definir aqueles poucos eleitores que farão a diferença na hora do voto.
È possível que estas pesquisas por amostragem reflitam uma realidade construída em pelas proprias pesquisas e, por isso. estão em confronto com os fatos da campanha que está nas ruas.

