Do alto dos seus 87 anos, o jornalista Jânio de Freitas, em sua coluna na Folha de S.Paulo, apontou a imprensa como “contribuinte decisivo” para as “delinquências” de Moro e os procuradores reveladas nas conversas divulgadas pelo The Intercept. É a mais contundente crítica, partindo de dentro da corporação jornalística.
“É preciso dizer que os atos delinquentes de Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outros da Lava Jato só puderam multiplicar-se por contarem com o endosso de vozes e atitudes que deveriam eliminá-los”.
“É preciso dizer que a imprensa, incluído o telejornalismo, foi contribuinte decisivo nas ilegalidades encabeçadas por Sergio Moro. Aceitou-as, incensou-o, procurou tornar o menos legíveis e menos audíveis as deformações violadoras da ordem legal e da ética judiciária”.
“A conduta da imprensa tem nomes, não foi anônima nem está encerrada. Nem corrigida: as críticas de um ou outro comentarista não compensaram o rápido esvaziamento das revelações do competente The Intercept Brasil”.

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