“Possibilidade de impeachment deve desestabilizar o Brasil pelos próximos meses”

Ferreira diz que popularidade do presidente vai desabar, assim como a credibilidade do Brasil. Foto: Divulgação

Esse é o título de uma nota distribuída pela Solomon’s Brain, que reúne um grupo de experts dedicados a analisar e  projetar cenários político-econômicos.

A nota resume o cenário projetado para os próximos meses no Brasil, a partir da queda do ex-ministro Sérgio Moro, em análise feita por Luiz Augusto Ferreira, o Guto Ferreira, que integrou a equipe do Ministério da Economia do governo Bolsonaro.

Ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial,  Ferreira se envolveu com importantes programas do governo até ser demitido por  Bolsonaro em setembro de 2019. Saiu dizendo que “Bolsonaro nunca priorizou o combate à corrupção”.

Hoje, Ferreira atua como Analista Político-Econômico e Diretor de Inteligência e Inovação na Solomon’s Brain, um grupo de “análise de cenário”, uma ferramenta ainda pouco conhecida no país, “para auxiliar empresários e investidores na tomada de decisões através do uso de probabilidades e algoritmos”.

Sua avaliação do cenário que se desdobra a partir da demissão de Sérgio Moro aponta na direção do impeachment.

O ex-ministro insinuou que o presidente Jair Bolsonaro fez a troca na diretoria-geral da Polícia Federal por não poder ter acesso aos relatórios confidenciais da Polícia Federal.

“Essa é uma interferência que sem sombra de dúvida, se for comprovada, é um crime de responsabilidade e crime de responsabilidade pode ser um impeachment a caminho,” conclui.

Segundo Ferreora “o governo está em colapso” e estima que o dólar deve atingir os R$ 6. “O governo já está em colapso, na entrevista anterior comentei que se tudo desse errado, o dólar bateria R$ 6. Tudo está dando errado”.

Para o Analista, os últimos acontecimentos são sinais de alerta para a credibilidade do Brasil.

“A popularidade do presidente vai desabar, a credibilidade do Brasil vai cair cada vez mais, inclusive no exterior e no mercado financeiro internamente também, certamente o impeachment dele pode ser uma pauta”, afirma.

Ferreira recorda sua entrevista após a demissão da ABDI, onde afirmou que haviam três governos no Brasil. “A questão é que quando dei a entrevista lá trás, falei que havia três governos: o do Guedes, do Moro e, por fim, governo do Bolsonaro. Por que que falei aquilo? Porque naquela época o Moro e o Guedes só aceitaram ser ministros com o comprometimento do presidente de que teriam carta branca para fazer aquilo que eles achassem correto. Exatamente o que o Moro citou na coletiva”.

Guto Ferreira ressalta a interferência de Bolsonaro nas decisões dos ministros, quebrando a condição que deu aos mesmos.

“A partir daí o presidente passa a tentar interferir na Polícia Federal porque os seus filhos estariam sendo investigados. Um por questão de fake news, milícia digital e até a questão do assassinato da Marielle Franco, o outro por conta da “rachadinha”. Enfim, tudo relacionado ao Rio de Janeiro”.

Para Ferreira esta interferência pode ser caracterizada como crime de responsabilidade. “Essa é uma interferência que sem sombra de dúvida, se for comprovada, é um crime de responsabilidade e crime de responsabilidade pode ser um impeachment a caminho”.

Ferreira pontua que a possibilidade de um impeachment agora deixa o país mais instável e quebra a credibilidade do governo atual.

“Isso traz uma instabilidade enorme para o Brasil, mais do que a instabilidade, tira a credibilidade de todo o governo do Bolsonaro que foi pautada em cima de ‘eu dou liberdade para os meus ministros fazerem aquilo que eles acham correto’, isso acabou de ser demonstrado que não é verdade”, conclui.

 

Ajude a manter este espaço livre de publicidades invasivas

Faça uma contribuição via PIX no valor que você quiser ou utilize um valor pré-definido

R$
1,00
R$
2,00
R$
5,00
R$
?,??

Visite nossa loja e adquira uma das nossas publicações, com frete GRÁTIS. Aproveite!

Comentários

Deixe uma resposta