Foram acertados os horários e locais para as manifestações previstas para o próximo dia 7 de Setembro, Dia da Independência, na capital paulista.
Segundo a Polícia Militar, as definições foram feitas em reunião com 43 grupos diferentes que pretendem ir às ruas no feriado.
Os grupos favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro vão se concentrar das 11h às 18h na região da Avenida Paulista, entre a Praça do Ciclistas e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.
O ato do Grito dos Excluídos e os movimentos que vão protestar contra o governo ficarão no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade, das 14h às 17h.
A Polícia Militar informou que vai acompanhar as manifestações e fazer revistas pessoais no público dos atos. Será proibido o porte de armas de fogo, armas brancas, bastões, fogos de artifício, drones e outros itens que possam causar danos a outras pessoas.
Decisão judicial
A realização dos dois atos simultaneamente no Dia da Independência foi autorizada em decisão liminar pelo juiz Randolfo Ferraz de Campos da 14ª Vara de Fazenda Pública.
O Governo de São Paulo queria impedir a realização do ato no Anhangabaú com a justificativa de que a manifestação na Avenida Paulista foi agendada primeiro.
O magistrado, porém, entendeu que todos os grupos e movimentos têm direito a ir às ruas na data.
Foram horas de sessão, tumulto e muitas polêmicas até que fosse aprovado o projeto do governo municipal que extingue a função de cobrador do transporte público de Porto Alegre até 2026.
A proposta recebeu 21 votos favoráveis e 12 contrários.
O PLE 016/21 não estava na ordem do dia mas após um requerimento da vice-líder do governo a vereadora Comandante Nádia (DEM), que foi aprovado o projeto entrou na pauta.
Foi o começo da confusão. rodoviários foram impedidos de acompanhar a sessão pela Guarda Municipal que usou spray de pimenta para afastar os manifestantes.
” Este projeto é uma crueldade. Ele extingue postos de trabalho durante a pandemia. Falar que vai impactar no preço da tarifa é uma mentira. Vai aumentar os lucros das empresas privadas que não cumprem os contratos” argumentou o líder da oposição, vereador Pedro Ruas.
O governo comemorou a aprovação do projeto.
“O programa de extinção gradativa da função de cobrador é primeiro projeto aprovado do conjunto de medidas que propusemos para modernizar o sistema e enfrentar a crise do transporte coletivo. Não será uma medida isolada que resolverá o problema. Seguiremos defendendo as mudanças para que ganhe o cidadão usuário do transporte coletivo”, declarou o prefeito Sebastião Melo.
Outros três projetos seguem em tramitação na Câmara
O projeto votado na noite de quarta-feira foi o primeiro de uma série que o governo enviou a Câmara. Agora restam três projetos que já estão tramitando e irão ser votados brevemente.
O primeiro da lista é o PLE 013/21 que autoriza a desestatização da Carris. Deve ser votado na semana que vem. Entre as justificativas, o Executivo aponta o próprio caos vivido pelo transporte público coletivo da capital, que a cada ano arrecada menos e custa mais caro. Em quatro anos, segundo a Prefeitura, registrou uma queda de aproximadamente 25% do número de passageiros pagantes. ‘É outro projeto que só irá beneficiar as empresas privadas. A carris hoje é a melhor empresa do nosso transporte público é ela que regula o sistema. Iremos ficar na mão do setor privado, o prejuízo será imenso.” avalia Ruas.
Outra proposta o PLE 015/21 vai mexer nas isenções. O governo propõe que das 15 isenções existentes hoje permaneçam apenas cinco:
* idosos acima de 65 anos (constitucional)
* Brigada Militar
* assistidos da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do RS (Fase), Fundação de Proteção Especial (FPE) e acompanhante, *pessoa de baixa renda com deficiência e acompanhante
* estudantes, estabelecendo limite de renda familiar per capita de 1,5 salário mínimo (exceto idosos e Brigada Militar).
O projeto também inclui subsidio da passagem para estudantes dos ensinos Médio e Fundamental, respeitando limite orçamentário. Junto com o projeto do passe-livre, o impacto seria de 21 centavos a menos para o cidadão ao passar na roleta.
Já o PLCE 011/21, de autoria do Executivo Municipal, altera a Lei Complementar nº 362, de 28 de dezembro de 1995, que cria o Passe Livre no Sistema de Transporte Coletivo de Porto Alegre.
A proposição altera a legislação de modo a restringir o passe livre ao máximo de seis datas anuais, compreendidas em duas hipóteses: Feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (padroeira da Capital) e datas de campanha de vacinação de relevante mobilização e alcance para seu público-alvo.
Atualmente, a Lei Complementar permite a fixação de até 12 datas, compreendendo as duas datas citadas anteriormente, os dias de eleições e outras, não indicadas expressamente, quanto necessárias para alcançar o limite de uma dúzia anual de isenções.
A maior derrota do ocidente na era moderna. Assim é chamada a saída das tropas da OTAN do Afeganistão. Independente do ângulo a ser observado, ela representa um fracasso sem precedentes, e que irá reverberar pelo mundo todo por muito tempo.
Na perspectiva alemã, segunda maior presença militar depois dos Estados Unidos, a manobra teve nuances nítidas de uma fuga acovardada. Logo no primeiro atentado ao aeroporto em Cabul, os alemães fizeram as malas e vazaram para o Uzbequistão. Quatro dias antes do prazo final acordado com o Talibã, três aviões do Exército (Bundeswehr) pousaram na base militar de Wunstorf, próximo a Hannover. Neles, os últimos 440 soldados da missão germânica.
A ministra da defesa da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, discursa, observada pelo General de Brigada Jens Arlt, com o dedo no gatilho / Daniel Reinhardt / DPA
A bordo, junto com a tropa, estava a ministra da defesa, Annegret Kramp-Karrenbauer. Ela foi ao Uzbequistão para acompanhar o encerramento do resgate. No desembarque em solo alemão, fez um pronunciamento rápido, juntamente com o comandante da operação, o general de Brigada Jens Arlt. Ambos elogiaram a competência e a eficiência na “extremamente difícil e perigosa” evacuação. Nenhum mencionou falhas. Especialmente o fato de que foram deixados para trás mais de 300 alemães e outros milhares de antigos colaboradores nativos, agora sob o jugo talibã.
Com o dedo na trava do gatilho, o general de brigada, Jens Arlt, comandante do exército alemão, durante a evacuação do Afeganistão, faz o seu pronunciamento após o desembarque na Alemanha / Bundeswehr /DPA
Para dar um ar mais dramático ao evento, todos os soldados desceram dos aviões carregando suas armas e em trajes de combate. Até o general Arlt carregava pendurada uma G-36, fuzil de assalto exclusivo do exército alemão. Durante o discurso da ministra, ele por vezes mantinha o dedo na trava do gatilho da arma, como que pronto para responder a um ataque inimigo. “Na Alemanha!? Ele nunca nem pegou nessa arma no Afeganistão”, comentou, em tom de brincadeira, um colega da Agência de Imprensa do Governo durante a recepção. Outros presentes pareciam consternados com a encenação, que terminou com um abraço carinhoso de Annegret no general, e o fuzil pendurado entre eles.
Num ato inusitado, a ministra Karrenbauer abraça o general Arlt, após o discurso de desembarque na Alemanha. A metranca pendurada entre seus corpos /Bundeswehr /DPA
Apesar do teatro dirigido pelo marketing político, o desgaste causado pela desastrosa retirada é nítido. Tanto que políticos da própria União (CDU/CSU) se anteciparam às críticas. “Fomos sem dúvida desacreditados, mas é importante reconhecer os avanços conquistados e trabalhar para mantê-los através da diplomacia”, declarou Roderich Kiesenwetter (CDU), presidente do Comitê de Relações Exteriores da coalizão. “É uma série de lições amargas que devemos aprender desse episódio”, acrescentou ele, lembrando da infraestrutura construída pela OTAN e agora prestes a ser concedida a empresas chinesas.
Faltando menos de um mês para a eleição geral do parlamento, a catástrofe geopolítica no Afeganistão é só uma pá de cal nas pretensões de Angela Merkel de fazer o seu sucessor (a). Uma gota de água, em um oceano de erros no cálculo político. Um processo de desgaste que vem ocorrendo desde o início da pandemia.
Movimento esquisito
O fato que atesta internamente a profundidade e abrangência da crise, aconteceu durante os protestos contra o governo no início de agosto. Quando a saída do Afeganistão ainda não trazia nenhum sentimento de vergonha. Como uma rotina dos finais de semana, milhares de pessoas foram às ruas das principais cidades do país. Convocadas pelo chamado “Movimento dos Pensadores Queer, ou Esquisitos” (Querdenken Bewegung), elas demostravam sua inconformidade com as medidas de contenção da pandemia em vigor há 15 meses, mantendo suspensos direitos individuais fundamentais garantidos pela constituição.
Para mostrar força política e moral, o governo federal, em parceria com a prefeitura, havia proibido os protestos convocados para o domingo (01/08) na capital, Berlim. Alegando desrespeito às “normas de segurança sanitária”, as autoridades tentavam barrar o crescimento do movimento. Além do muro político-midiático que o cerca, desta vez foram convocados mais de três mil policiais para debelar qualquer tentativa de ajuntamento.
Apesar da proibição e da intimidação policial, dezenas de milhares de pessoas marcharam pelas ruas dos principais bairros da antiga parte capitalista de Berlim. Reportagem do grupo Die Welt no Youtube mostra o fiasco do aparato autoritário preparado para reprimir os protestos. Em uma das cenas, policiais empurram duas senhoras de mais de 60 anos que tentavam passar de uma rua para a outra, acompanhando outras pessoas na marcha.
A polícia passou vergonha tentando impedir aglomerações nos protestos do início de agosto. Por vezes empurrando, carregando ou prendendo até pessoas idosas /Clemens Bilan / DPA
Corrupção legalizada
A discussão que se seguiu às cenas de violência policial, mais a sua nítida inutilidade para conter uma massa de pessoas pelas ruas, conotam uma nova qualidade do ambiente político na maior economia da Europa. Já não são radicais de direita ou de esquerda, confrontando um governo eleito democraticamente. O que se vê hoje nas ruas são pessoas simples, eleitores dos partidos da coalizão do governo no parlamento e que estão fartas das contradições e conflitos de interesse que marcam a política para a pandemia desde o seu início.
Os exemplos só se acumulam. O ministro da saúde, Jens Spahn (CDU), comprou durante a primeira onda da pandemia três imóveis milionários em Berlim. Entre eles, a mansão em que mora junto com seu marido, avaliada em três milhões de euros. Como um bom financista, Spahn pagou os imóveis com empréstimos generosamente concedidos pela Sparkasse, a Caixa Econômica Federal dos alemães, onde havia trabalhado anos antes como membro do “Board” da administração. Em resposta, o ministro processou os autores da denúncia, obtendo liminar da justiça sob alegação de “uso político de um assunto privado”. Afinal, toda a transação foi legal.
No início da segunda onda, Merkel e Spahn tentaram impor a obrigatoriedade de um só tipo de máscaras, as chamadas FFP2. Tecnicamente eram “as mais seguras”. A medida chegou a ser implementada, gerando uma demanda imensa para as empresas que produzem tal insumo. Em seguida apareceram os primeiros casos de lobby dentro do parlamento. De cara, dois deputados da União Democrata-Cristã (CDU) foram denunciados por receberem comissão pela venda de máscaras para o governo. Uma bagatela de 200 e 600 mil euros para cada um deles.
Opinião cristalizada
Novamente, tudo conforme a lei, já que o trabalho de lobby é legalizado no país. O erro dos parlamentares foi não ter feito a declaração de ganho extra, que é obrigatória. Como resultado acabaram “licenciados” de seus cargos. O caso apenas relembrou aos alemães que muitos parlamentares trabalham como lobistas de interesses corporativos dentro do parlamento. E quase nunca declaram seus ganhos paralelos.
“Uso de máscaras ao ar livre é um absurdo”, defende Klaus Reinhardt, presidente do Conselho Federal de Medicina da Alemanha /Wolfgang Kumm / DPA
No final, a obrigatoriedade de um tipo específico de máscara foi contestada por médicos e especialistas. Sem esquecer que, até hoje, os alemães não sabem se qualquer tipo de máscara protege efetivamente. “Não existe evidência científica de que o uso de máscaras proteja quem usa, ou quem está em volta. Um vírus como o corona não é freado assim. O uso de máscara em lugares abertos é um absurdo”, atestou o presidente do Conselho Federal de Medicina da Alemanha (Bundesartztkammer), Klaus Reinhardt, em entrevista no dia 21 de Outubro de 2020.
O mais interessante é que uma questão assim não consegue ser debatida em um país altamente desenvolvido. “Da perspectiva científica trata-se de um carnaval de opiniões, onde ninguém sabe quem é quem”, brinca o filósofo e apresentador Richard David Precht. O que desespera é não parecer haver mais espaço para discussões sobre as controvérsias. Cada um dos lados cristalizou em sua própria posição, e não há sinais de que tal inércia possa agora ser revertida.
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que divulgar conversas de Whatsapp sem o consentimento dos participantes ou autorização judicial gera o dever de indenizar sempre que for constatado dano.
O entendimento foi alcançado no julgamento do recurso de um homem que fez captura de tela de conversa de um grupo do qual participava no WhatsApp e divulgou as imagens. Ele já havia sido condenado nas instâncias inferiores a pagar R$ 5 mil para um dos participantes que se sentiu ofendido.
O caso ocorreu em 2015 e envolve um ex-diretor do Coritiba. Na época, o vazamento provocou uma crise interna ao divulgar conversas com críticas à então administração do clube de futebol. Para tentar reverter o dever de indenizar no STJ, ele argumentou que o conteúdo das mensagens era de interesse público, e que não seria ilegal registrá-las.
Votos
Relatora do caso, a ministra Nancy Andrighi concordou que o simples registro de uma conversa por um dos participantes, seja por meio de uma gravação ou de um print screen (termo inglês para captura de tela), não constitui, em si, um ato ilícito, mesmo que outros participantes do diálogo não tenham conhecimento. O problema encontra-se na divulgação de tais registros, frisou a magistrada.
Isso porque as conversas via aplicativos de mensagem estão protegidas pelo sigilo das comunicações, destacou a ministra. “Em consequência, terceiros somente podem ter acesso às conversas de WhatsApp mediante consentimento dos participantes ou autorização judicial”, afirmou.
A relatora disse em seu voto que “ao enviar mensagem a determinado ou a determinados destinatários via WhatsApp, o emissor tem a expectativa de que ela não será lida por terceiros, quanto menos divulgada ao público, seja por meio de rede social ou da mídia”.
“Assim, ao levar a conhecimento público conversa privada, além da quebra da confidencialidade, estará configurada a violação à legítima expectativa, bem como à privacidade e à intimidade do emissor, sendo possível a responsabilização daquele que procedeu à divulgação se configurado o dano”, afirmou a ministra.
Ela foi acompanhada integralmente pelos outros quatro ministros da Terceira Turma – Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva, Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro.
A única exceção, nesses casos, é quando a exposição das mensagens visa resguardar um direito próprio de um dos participantes da conversa, num exercício de autodefesa, decidiram os ministros do STJ. Tal análise, no entanto, deverá ser feita caso a caso pelo juiz. No caso julgado pela Terceira Turma, foi mantida a condenação à indenização.
Pesquisa indica que a economia brasileira se manteve no patamar pré-pandemia no segundo trimestre do ano
Nesta quarta-feira (01), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro referente ao segundo trimestre de 2021.
As pesquisas indicam que o PIB recuou 0,1% entre de abril a junho em comparação com o trimestre imediatamente anterior, período no qual houve uma alta de 1,2% que surpreendeu o mercado.
Apesar do resultado que aponta para uma estagnação, os números mostram que o PIB se manteve no patamar identificado no período pré-pandemia, entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. Em valores correntes, o PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos por um país durante um período, chegou a R$ 2,1 trilhões.
“A nova onda de covid-19 que aconteceu em abril deste ano pode ter impactado o resultado, mas mesmo assim, com o avanço da vacinação, a tendência é de uma recuperação”, comenta Thomas Carlsen, COO e co-fundador da mywork, startup especializada em controle de ponto online.
“A reabertura gradual da economia deve se refletir em um PIB maior, como já vem se refletindo no mercado de trabalho com a redução no número de desempregados no país”, diz ele.
O IBGE ainda informou que a maior queda se deu no setor agropecuário (-2,8%) e na indústria (-0,2%), ambos abalados pela quebra de safras, falta de insumos e custos elevados de matéria prima.
Por outro lado, o setor de serviços cresceu 0,7% na comparação com o primeiro trimestre do ano, devido à reabertura de estabelecimentos e redução das medidas de contenção.
Apesar do recuo, a economia brasileira avançou 6,4% no primeiro semestre de 2021. Esse salto, destaca o IBGE, é resultado da comparação com o trimestre que registrou a mais intensa taxa negativa da série histórica (-9% na comparação com o trimestre imediatamente anterior).
“É claro que existem outros fatores além da vacinação que impactam no cenário que estamos vivendo, especialmente no que diz respeito ao mercado de trabalho. Todo o ecossistema de emprego e renda depende do desempenho da atividade econômica, do impacto da inflação no poder de compra das famílias, etc.”, complementa o executivo.
A sessão da Câmara de Vereadores de Porto Alegre terminou em tumulto e agressões, exigindo intervenção da Guarda Municipal no plenário, na tarde desta quarta-feira, 1.
Na ausência do líder do governo, Edenir Cecchim, que estava em audiência com o prefeito Sebastião Melo, a vice-líder, comandante Nádia, abriu a sessão, pediu requerimento e colocou em votação o projeto que extingue a função de cobrador no transporte público na capital.
O projeto polêmico mobiliza os trabalhadores do setor contra sua aprovação. Levado à votação de surpresa, o tema desencadeou o desentendimento geral e levou a suspensão da sessão antes das 16 horas.
Consagração da sólida maioria que construiu na Assembleia, o governador Eduardo Leite aprovou, nesta terça-feira, o Projeto de Lei 211, que o autoriza a vender a Companhia Riograndense de Saneamento, a cinquentenária Corsan.
Foram 33 votos a 19, vitória acachapante.
Mesmo assim a bancada governista teve que recuar ante a pressão de prefeitos e adiar a parte mais polêmica do plano: os projetos de lei 210 e 234 que regionalizam os serviços de saneamento básico no Estado.
Os analistas mais argutos dizem que o governador e sua base já contavam com isso. O essencial já foi conseguido.
O governo estima arrecadar R$ 4 bilhões com a venda da Corsan, reforço de caixa considerável num ano decisivo para o governador.
Reforça também a marca de sua gestão, que é a redução da máquina estatal.
A Corsan, privatizada, continuará com os 317 municípios que já atende, cuja população soma 6 milhões de pessoas. É um bom negócio, que mesmo na mão do “estado ineficiente” rende R$ 400 milhões por ano.
Pelo projeto adiado, os demais 200 e tantos municípios seriam atendidos por três consórcios regionais de capital privado.
Ocorre que os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário nem sempre se enquadram na lógica dos negócios, que pressupõe o lucro sobretudo.
Os pequenos municípios (menos de dez mil habitantes) não oferecem escala para rentabilizar os serviços. Quem vai garantir que não serão deixados à margem? Essa foi uma das questões que mobilizaram os prefeitos.
A Corsan enfrenta esse dilema com a tarifa cruzada. Os resultados dos municípios maiores, mais rentáveis, sustentam o desequilíbrio dos menores.
Ela recebe muita crítica principalmente dos municípios menores, mas os índices médios do seu desempenho são favoráveis.
Na área que atende, a água tratada chega a 90% dos domicílios e a rede de esgoto alcança mais de 40% das economias. No contexto nacional, são bons índices.
A Corsan é uma “empresa de economia mista”, criada em 1966, quando se acreditava que a saída para a falta de investimentos em áreas essenciais era “unir os recursos do Estado com a eficiência do setor privado”.
Por seu estatuto, a Corsan pode ter até 49% de suas ações nas mãos de empreendedores privados. Até hoje não conseguiu um sócio. Uma companhia complexa, com contratos em mais de 300 municípios. e controlada pelo poder público, quem vai querer ser sócio?
A Corsan estatal, no entanto, está longe da imagem do aparato burocrático, inchado e ineficiente, embora sujeita a muitas críticas. Sobretudo é financeiramente saudável. Nos últimos cinco anos teve mais de 1,5 bilhão de lucro, mesmo investindo R$ 200 milhões por ano.
Por que vendê-la em regime de urgência?
O principal argumento do governo é que a companhia precisará triplicar os investimentos para alcançar as metas estabelecidas no Plano Nacional de Saneamento, até 2033. E o diagnóstico, contestado pela oposição, é de que não tem condições.
Nem sua geração de caixa, nem o seu controlador, que é o Estado, podem garantir os recursos necessários.
Então, com 12 anos de antecedência, o governador para prevenir a incapacidade de investimento da Corsan, decide colocar suas ações à venda.
Não faltará comprador. Um consórcio privado, com os contratos, os ativos e o histórico da Corsan na mão, terá à sua disposição os programas do BNDES para os investimentos necessários, para chegar às meta de 2033.
Duas pessoas foram presasl, na manhã desta terça-feira, 31, durante uma operação integrada da Policia Civil e a Brigada Militar, contra furto e receptação de metais das operadoras de telefonia, energia, iluminação pública, fornecimento de água e sinalização viária em Porto Alegre.
Deflagrada em 12 pontos do bairro Centro Histórico, em especial no 4º Distrito, a investida apreendeu num dos locais cabos de energia, telefonia e material possivelmente pertencente à Trensurb.
O proprietário foi preso. Num outro local, uma foragida da Justiça foi identificada e capturada. Já num terceiro ponto, um estabelecimento foi interditado pela fiscalização.
Participaram da operação técnicos das operadoras de telefonia e de energia.
Depósito recebia cabos furtados de empresas de telefonia e energia elétrica / Foto: Renata Bianchini/PCRS
Batizada de “Integração”, a operação foi combinada na reunião do dia 2 de julho da Frente Parlamentar do 4º Distrito de Porto Alegre, presidida pelo vereador Ramiro Rosário (PSDB).
Na ocasião, cerca de 50 pessoas compareceram ao Nau Live Spaces para acompanhar o relato da Prefeitura, da Brigada Militar, da Polícia Civil e da CEEE sobre um dos problemas que mais afeta os moradores e os comerciantes da região: o furto de cabos elétricos.
A operação Integração feita nesta terça-feira é fruto deste encontro, segundo a delegada Adriana Regina da Costa, Diretora do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), e contou com a parceria da Brigada Militar, Bombeiros Militares e Secretaria de Segurança de Porto Alegre.
A Receita Federal prorrogou o prazo para regularização das dívidas dos Microempreendedores Individuais (MEI) para 30 de setembro. Os débitos que estiverem em aberto no mês de outubro serão enviados à PGFN para inscrição em Dívida Ativa da União.
Contribuintes que possuam débitos da competência 2016 e que não tenham parcelado neste ano terão suas dívidas enviadas à Procuradoria. MEIs que possuam apenas dívidas de 2017 ou posteriores, ou tenham parcelado em 2021, não terão seus débitos enviados neste momento.
Apesar de perder diversos benefícios tributários e direitos previdenciários, o MEI em dívida com a Receita Federal não tem o seu CNPJ cancelado.
Foi aprovado, nesta terça-feira, 31, o projeto que autoriza o Governo Estadual a privatizar a cinquentenária Companhia Riograndense de Saneamento, a Corsan.
Foram 33 votos a favor e 19 contra.
Foram quatro horas de discussão no Plenário da Assembleia Legislativa durante a sessão extraordinária, hibrida, com parte dos parlamentares presentes e parte on-line.
Nas justificativas o governo alega que a desestatização da Corsan é necessária para que o Estado atinja as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento Básico.
Regionalização ficará para o dia 14
Já o PL 210/2021 que regionaliza o saneamento, ficou para a próxima sessão no dia 14 após um pedido de inversão de ordem do líder do governo, deputado Frederico Antunes (PP).