Blog

  • Glenn Greenwald diz que Sérgio Moro usou "métodos corruptos" na Lava Jato

    A entrevista do jornalista Glenn Grenwald no programa Roda Viva. da Tv Cultura de São Paulo foi a grande audiência da noite desta segunda-feira, 02 de setembro.
    Desde junho, o site The Intercept, do qual Greenwald é editor, vem publicando mensagens trocadas pelo Telegram entre o juiz Sérgio Moro e os procuradores que conduziam as investigações da Operação Lava Jato
    “O jornalista só tem que responder duas perguntas diante de um material que recebe: é autêntico? é de interesse público?”, disse Glenn quando um dos entrevistadores lembrou que ele estava divulgando informações obtidas por meios criminosos.
    Outra pergunta recorrente: não estaria, com as revelações, pondo em risco o legado da Lava Jato no combate à corrupção (“155 condenados, 2 mil anos de prisão no total, 600 denunciados, R$ 13 bilhões resgatados”).
    “Impossível combater a corrupção com métodos corruptos. Ao denunciá-los estamos fortalecendo o combate à corrupção”.
    A autenticidade das mensagens vazadas: “Há um jogo cínico de insinuar que pode haver manipulação, mas ninguém questionou até agora a veracidade das mensagens”.
    Segundo Glenn, o juiz Sérgio Moro e o procurador da Operação Lava Jato acharam que o fim nobre de combate a corrupção poderia justificar os meios.
    Vazamentos seletivos para a imprensa de processos em segredo de justiça, orientação do juiz aos procuradores para produção de provas, pressão por delações… “Sérgio Moro grampeou Lula e a Dilma e vazou…”
    A série de reportagens do Intercept com base nas mensagens hackeadas do Telegram revela que os vazamentos ilegais que, durante mais de três anos, renderam manchetes nos principais jornais do país partiam dos procuradores que conduziam as investigações.
     
    .

  • Clubes rejeitam plano para faturar grenais antes da hora

    A diretoria de Marketing do Grupo RBS procurou as diretorias de Grêmio e Inter para apresentar um grande projeto de badalação de dois hipotéticos grenais que poderão ocorrer na Copa do Brasil.
    Sem vaga assegurada à final, pois dependem de jogos que realizarão nesta quarta-feira, os dirigentes da dupla foram educados, mas categóricos ao se posicionarem contra qualquer antecipação.
    E também foram assertivos: se ambos passarem por Atlético Paranaense e Cruzeiro, garantiram que serão parceiros em tudo que for positivo para promover o inédito clássico pela Copa do Brasil.
    O Grupo RBS está apostando neste torneio, tanto que já anunciou que, pela primeira vez na história, alterará sua programação normal para apresentar os dois jogos, o do Grêmio às 19h e o do Inter às 21h30.
    (Informações do Coletiva.net)

  • Você acredita em Papai Noel?, diz Bolsonaro após Datafolha apontar alta em sua reprovação

    O presidente Jair Bolsonaro criticou pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (2) que apontou o aumento de sua reprovação, inclusive entre a população mais rica.
    Em entrevista, ao deixar o Palácio da Alvorada, ele questionou se alguém ainda acredita no instituto de pesquisa. “Alguém acredita no Datafolha? Você acredita em Papai Noel? Outra pergunta”, disse.
    Na entrevista, em seguida, o presidente foi lembrado pela Folha que, no início deste mês, ele mesmo falou em dados compatíveis do instituto em pesquisa à época sobre a rejeição ao garimpo em áreas indígenas.
    “De vez em quando, quando a pesquisa não é politica, há uma tendência de fazer a coisa certa. Há uma tendência”, disse Bolsonaro nesta segunda-feira.
    Mais tarde, Bolsonaro distorceu dados em uma nova crítica ao Datafolha, desta vez no Twitter.
    Ao postar uma imagem do site do PT com uma pesquisa feita durante a eleição, o presidente escreveu: “Segundo o mesmo Datafolha que diz que eu seria derrotado se as eleições fossem hoje, eu perdi as eleições de 2018. Muito confiável!”.
    O levantamento, porém, foi feito entre os dias 26 e 28 de setembro, cerca de uma semana antes do primeiro turno, e apontava crescimento nas intenções de voto do petista Fernando Haddad.
    Em um cenário de segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, ainda hipotético àquela altura da campanha, o petista teria 45% dos votos, enquanto o candidato do PSL obteria 39%.
    Pesquisa nacional feita pelo Datafolha aponta a erosão da popularidade de Bolsonaro em pouco menos de dois meses.
    A reprovação do presidente subiu de 33% para 38% em relação ao levantamento anterior do instituto, feito no início de julho, e diversos indicadores apontam uma deterioração de sua imagem. Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios.
    A aprovação de Bolsonaro também caiu, dentro do limite da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos, de 33% em julho para 29% agora. A avaliação do governo como regular ficou estável, passando de 31% para 30%.
    A perda de apoio de Bolsonaro também foi acentuada entre aqueles mais ricos, com renda mensal acima de 10 salários mínimos. Neste segmento, a aprovação ao presidente caiu de 52% em julho para 37% agora —bastante significativa, ainda que se mantenha acima da média.
    A pior avaliação do mandatário é entre os mais pobres, que ganham até dois salários mínimos (22%), os mais jovens (16 a 24 anos, 24%) e com escolaridade baixa (só ensino fundamental, 26%).
    Na pesquisa de julho e na anterior, de abril, estava consolidado um cenário em que o país se dividia em três partes iguais: quem achava Bolsonaro ótimo ou bom, ruim ou péssimo e regular.
    De dois meses para cá, o presidente viu aprovada na Câmara a reforma da Previdência, sua principal bandeira de governo. Ato contínuo, iniciou uma escalada de radicalização, acenando a seu eleitorado mais ideológico com uma sucessão de polêmicas.
    Neste período, Bolsonaro sugeriu que o pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) havia sido morto por colegas de luta armada na ditadura, indicou o filho Eduardo para a embaixada brasileira em Washington e criticou governadores do Nordeste —a quem também chamou de “paraíbas”.
    O último item coincide com a região em que mais disparou a rejeição a Bolsonaro. O Nordeste sempre foi uma fortaleza do voto antibolsonarista, mas seu índice de ruim e péssimo subiu de 41% para 52% na região de julho para cá.
    Voltando ao corte regional, a disparada de rejeição no Nordeste é acompanhada também em áreas tradicionalmente bolsonaristas. A região Sul, por exemplo, teve um aumento de 25% para 31% entre os que avaliam o governo como ruim ou péssimo.
    As mulheres seguem rejeitando mais o mandatário do que os homens: 43% delas o acham ruim ou péssimo, ante 34% dos homens.
    Com tudo isso, Bolsonaro segue sendo o presidente eleito mais mal avaliado em um primeiro mandato, considerando FHC, Lula e Dilma.
    Há outros indicativos dos motivos do azedume da população com o presidente, cujo governo ganhou nota 5,1 dos entrevistados.
    Nada menos que 44% dos brasileiros não confia na palavra do presidente, enquanto 36% confiam eventualmente e 19%, sempre.
    O estilo presidencial, que o entorno de Bolsonaro tenta vender como autêntico e direto, não está lhe rendendo também boa avaliação.
    É preponderante a percepção de que o presidente nunca se comporta conforme o cargo exige. Subiu de 25% para 32% o contingente que pensa assim —em abril, eram 23%. Já os que acham que Bolsonaro cumpre a liturgia do cargo caíram de 22% para 15%, ante 27% em abril.
    Ao mesmo tempo, cai a expectativa sobre o governo. Acreditavam em abril que Bolsonaro faria uma gestão ótima ou boa à frente 59%. Em julho, eram 51% e agora, 45%. Na mão contrária, creem numa administração ruim ou péssima 32% —eram 24% em julho e 23%, em abril.

    (Com informações da Folha de São Paulo)

  • Setembro Amarelo terá foco em prevenção do suicídio entre os jovens

    O Ministério da Saúde vai aproveitar setembro, mês de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio, para enfatizar a necessidade de atenção especial com o bem-estar e a saúde mental de crianças e adolescentes.
    Segundo o ministro Luiz Henrique Mandetta, o foco das ações desenvolvidas pela pasta durante o Setembro Amarelo será o público jovem, no qual vem aumentando o número de casos e de tentativas de suicídio. “Vamos focar nesta questão dos jovens, tanto na questão do suicídio quanto das tentativas, procurando alternativas de políticas públicas indutórias”, disse o ministro durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite, realizada na manhã desta quinta-feira (29), em Brasília.
    Mandetta ressaltou que o aumento do suicídio entre os jovens é um fenômeno mundial que, nos últimos anos, vem causando crescente preocupação também no Brasil. Para o ministro, o problema é complexo e não pode ser compreendido ou explicado por um só fator. “A barra está muito pesada, e isso está fazendo com que percamos muitos jovens”, afirmou o ministro, arriscando uma explicação. Segundo o ministro, os jovens brasileiros, que estão entre os que passam mais tempo conectados à internet, têm dificuldade para lidar com a confusão entre o mundo online e as exigências e frustrações cotidianas do mundo fora da rede mundial de computadores.
    Para Mandetta, isso gera ansiedade e enfraquece vínculos sociais. “O mundo virtual é maravilhoso, mas não condiz com a realidade. Ali, todo mundo está feliz, bem. Estamos tendo dificuldades de conviver com isto”, acrescentou Mandetta.
    Ele disse que o alcance e imediatismo das redes sociais podem potencializar questões que sempre causaram mal-estar entre os jovens. “O bullying, por exemplo. Na minha geração, era algo circunscrito. Ficava limitado a uma sala de aula, ao pátio do colégio e, de alguma maneira, as pessoas faziam seus rearranjos. Hoje, com a internet, o bullying às vezes ganha uma escala nacional”, disse o ministro. “Este é o pano de fundo para o grande drama que esta geração enfrenta.
    Para Mandetta, a questão do suicídio e outros temas de saúde mental devem ser tratados, entre todas as faixas etárias, com informações claras e com o máximo de naturalidade possível. “Assuntos como depressão, ansiedade e os cuidados com a saúde mental têm que ser incluídos na agenda. Temos que dizer que a depressão existe e que não se trata apenas de um estado de melancolia. Precisamos desmistificá-los, abordá-los como outros assuntos de saúde, como a hipertensão ou a diabete e valorizar a vida”, exemplificou o ministro ao defender a ação conjunta de profissionais das áreas de e educação.
    “Acho que a saúde vai ter que ir para as escolas e organizar esta interface junto à educação. E acho que são os próprios adolescentes, dialogando entre si, que [com orientação] vão achar as necessárias válvulas de escape. Porque eles não vão achar com quem falar dentro de casa. Não acham na familia. O meio está hostil, os amigos estão vivendo no mundo virtual e, no mundo real, esses jovens se deparam com [as exigências e frustrações do] dia a dia”, concluiu o ministro.
    Realizada em quase todo o mundo, a campanha Setembro Amarelo ocorre anualmente em setembro e tem o objetivo de sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão e informar sobre os sinais que precisam ser observados com atenção, bem como os locais onde procurar ajuda.
    (Com informações da Agência Brasil)

  • Trump tenta selar a indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada dos EUA

    A visita inesperada do chanceler Ernesto Araújo e do deputado Eduardo Bolsonaro à Casa Branca, na sexta-feira, 30, é mais um movimento para abrir caminho à indicação do filho do presidente brasileiro para o cargo de embaixador nos Estados Unidos.
    Araújo e Eduardo foram recebidos pelo presidente Donald Trump, pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, pelo genro e assessor de Trump, Jared Kushner, e por assessores do conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton.
    Os brasileiros não deram detalhes sobre os encontros, que tampouco constam da agenda oficial das autoridades norte-americanas.
    “Creio que estamos em sintonia, os Governos estão em sintonia”, disse Araújo, a respeito da crise pelas queimadas na Amazônia, que colocaram o Bolsonaro como alvo de críticas, especialmente da Europa, mas não de Trump.
    “Nós não tínhamos expectativa de sair daqui com nada assinado, mas achamos que é extraordinariamente significativo que o presidente Trump tenha nos recebido”, disse Eduardo Bolsonaro, indicado pelo pai para ser embaixador do Brasil em Washington, o que ainda depende da aprovação no Senado.
    “Ele [Trump] reiterou várias coisas, prometeu trabalhar com a gente nessa questão do desenvolvimento sustentável na Amazônia, interesse enorme em acordo comercial amplo. Temos que sentar agora para ver como vai ser isso, como vamos modelar esse tipo de acordo”, disse o deputado.
    Ele participou da comitiva na condiçao de presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara Federal.
    A informação oficial sobre o encontro vinda do Itamaraty também foi pontual. A assessoria informou que Araújo “liderou delegação a Washington que foi recebida hoje pelo presidente dos EUA, Donald Trump”.
    Mais cedo, o presidente Bolsonaro havia dito que havia pedido “ajuda” a Trump na crise.
    A aliança entre o Planalto e a Casa Branca é um dos maiores ativos da política externa do Governo Bolsonaro, sob pressão com a crise na Amazônia  —o presidente também recebeu nesta semana endosso do presidente chileno, Sebastián Piñera.
    Além dos danos à imagem do país, o aumento do desmatamento e das queimadas, aliados à retórica do presidente contra a regulação e multas ambientais, já começam a ter reverberação econômica negativa para o Brasil, com o boicote de marcas norte-americanas ao couro brasileiro.
    A relação do Brasil com as lideranças europeias adquire especial importância no momento em que ainda pende de ratificação nos Parlamentos europeus o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.
    A UE fez questão de frisar os compromissos ambientais do Brasil no pacto, especialmente a permanência no Acordo de Paris, de combate ao aquecimento global.
    A França de Macron, cujos agricultores são contra o acordo comercial com o Mercosul, se transformou num bastião de resistência ao acordo e de cobranças públicas a Bolsonaro.

  • Cocaína no avião da FAB: investigações envolvem outro militar no caso

    O sargento Manoel Silva Rodrigues, preso na Espanha em junho com 39 kg de cocaína, num avião da FAB,  entrou no aeronave três horas antes do vôo e não passou a bagagem pelos procedimentos de segurança previstos.
    O militar estava na comitiva presidencial que levava o presidente Jair Bolsonaro – que estava em outra aeronave – ao encontro do G20 no Japão. As informações foram divulgadas pelo Fantástico,  neste domingo.
    O inquérito apontou que o sargento Silva Rodrigues:
    -entrou na aeronave ainda desligada três horas antes do voo, o que chamou atenção dos colegas;
    -colocou a mala com a droga no fundo do avião;
    -disse a colegas que levava apenas uma mochila e um porta-terno;
    -ao pousar em Sevilha, pegou a mala e afirmou a uma testemunha que levava apenas “doce e queijo para uma prima”.
    Além disso, segundo o relatório, não consta que os militares tenham passado por raio-x ou revista nas bagagens antes do embarque.
    Apenas alguns deles tiveram de pesar a bagagem, e de maneira informal – de acordo com o inquérito, Silva Rodrigues não passou por esse procedimento.
    Somente em Sevilha – a segunda escala da comitiva após uma parada técnica em Cabo Verde –, o militar precisou submeter a bagagem a um raio-x, que detectou presença de material orgânico na mala.
    Questionado, o sargento voltou a afirmar que levava queijo a uma prima que morava na Espanha.
    Quando as autoridades espanholas detectaram a presença de cocaína, Silva Rodrigues ficou em choque e não disse mais nada no local.
    Apenas depois, já à Justiça, o militar brasileiro afirmou que não sabia que havia cocaína na bagagem.
    A reportagem também apurou que Silva Rodrigues fez ao menos 30 viagens nacionais e internacionais pela Força Aérea Brasileira nos últimos cinco anos e transportou, além de Bolsonaro, os ex-presidentes Michel Temer e Dilma Rousseff.
    Neste ano, o sargento esteve duas vezes na Espanha, em Las Palmas e em Madrid. De acordo com militares que viajaram com eles, não houve nessas ocasiões controle de raio-x no desembarque nos aeroportos espanhóis.
    O incidente levou a comitiva a transferir a escala do avião de Bolsonaro, que chegaria depois, de Sevilha a Lisboa.
    Sargento da Aeronáutica brasileira Manoel Silva Rodrigues, que foi detido na terça-feira (25) no aeroporto de Sevilha, na Espanha.
    O GSI informou que a segurança do voo em que estava o sargento Manoel Silva Rodrigues era uma responsabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB), e que a responsabilidade do GSI está restrita aos voos do presidente e vice-presidente, cujos protocolos de segurança “seguem perfeitamente adequados”.
    Em mandado de busca e apreensão no apartamento onde o sargento vivia, em Brasília, os investigadores encontraram uma coleção de relógios, um celular no valor de R$ 7 mil e eletrodomésticos caros – alguns ainda lacrados.
    A investigação também descobriu que o militar comprou, em dinheiro, uma motocicleta no valor de R$ 34 mil.
    O inquérito apura se os bens encontrados estão compatíveis com o salário de Silva Rodrigues, de R$ 7,2 mil. A defesa do sargento diz que, com as diárias de viagem, a renda pode chegar a R$ 14 mil por mês.
    Além disso, cães farejadores apontaram indícios de presença de drogas no armário do militar na Base Aérea.
    Ali, os investigadores também encontraram um mapa das câmeras de segurança do hangar que abriga os aviões presidenciais.
    Outro militar investigado
    O inquérito também revela que outro militar, o tenente-coronel Alexandre Augusto Piovesan, passou a ser considerado investigado – e não mais testemunha. Isso porque a quebra do sigilo telefônico da mulher do sargento Silva Rodrigues mostra que os dois mantinham contato frequente.
    As conversas mostram ainda que Piovesan trazia “coisas” – sem especificar quais – do exterior para serem vendidas aqui. Além disso, no dia da prisão de Silva Rodrigues, o tenente-coronel se encontrou com a esposa do sargento.
    Em um primeiro depoimento, como testemunha, Piovesan teria mentido ao negar relações além do trabalho com o sargento Silva Rodrigues.
    Porém, investigadores encontraram celulares, computadores e itens importados no apartamento do tenente-coronel. Ao se defender, Piovesan disse que não respondeu de forma adequada ao primeiro depoimento porque ficou em pânico.
    O tenente-coronel também admitiu que emprestou dinheiro e comprou mercadorias no exterior para Silva Rodrigues.
    Ele também confessou ter apagado as mensagens enviadas ao sargento após a prisão “porque ficou decepcionado” com o militar.
    Nove dias após o primeiro depoimento, Piovesan foi dispensado do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), onde atuava.
    O inquérito concluiu que Piovesan não participou do crime de tráfico de drogas. Ainda assim, as informações do relatório foram enviadas ao comando da Aeronáutica para possível apuração disciplinar.
    O GSI afirmou ainda que a indicação e a posterior substituição do tenente-coronel Alexandre Piovesan para a função de assessor militar do gabinete foram feitas pela FAB.
    O sargento Manoel Silva Rodrigues foi o único indiciado no inquérito policial-militar pelo crime de tráfico.
    “Ainda que fosse o caso de ele ter feito isso, isso não poderia ser feito por uma única pessoa, e sim por um grupo um grupo muito grande. Traz uma preocupação muito grande de que se realmente não houve uma armação”, disse o advogado Carlos Alexandre Klomfahs, que representa o sargento.
    Para a defesa no Brasil, a investigação não prova que o sargento seja um traficante internacional.
    “Ele ama o trabalho que ele faz. É uma posição de confiança que estava gozando. Eu acho muito difícil de ele abrir mão em função de um crime que, se pego, poderia trazer todas essas consequências”, afirmou o advogado.
    O advogado também pediu à Justiça Militar o trancamento do inquérito. Cita uma decisão do STF segundo a qual o mesmo crime não pode ser investigado duas vezes, no caso, no Brasil e na Espanha.

  • Agência Nacional suspende a venda de 51 planos de saúde no país

    A ANS, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, suspendeu 51 planos de saúde em todo o país.
    A decisão ocorreu após monitoramento feito de três em três meses para avaliar os serviços das clínicas que oferecem plano de saúde.
    Planos de Saúde com Comercialização Suspensa
    Atenção: Não contrate os planos de saúde listados abaixo. Se receber oferta para adquirir um desses planos, denuncie à ANS.
    Ciclo: 2º Trimestre/2019
    SALUTAR SAÚDE SEGURADORA S/A
    Registro ANS: 000027
    Registro             Produto
    467306129      Especial Top Adesão sem Coparticipação sem Franquia
    465884111      Salutar Clássico Adesão Enfermaria Sem Co-Part ou Franquia
    466055112       Salutar Clássico Empresarial Enf Sem Co-Part ou Franquia
    467305121       Especial Adesão sem Coparticipação sem Franquia
    479669181       Salutar Prime Mais
    467307127       Executivo Adesão sem Coparticipação sem Franquia
    474222152       SALUTAR 600
    475809169       Clássico – Adesão Estadual QC Sem FM
    UNIMED DE MANAUS COOP. DO TRABALHO MÉDICO LTDA
    Registro ANS: 311961
    Registro            Produto
    410783997        Ambul+Hospit com Obstet Apartament sem Franquia Sem Co-Parti
    458459087        Ambul+Hospit sem Obstet Enfermaria sem Franquia Sem Co-parti
    458460081        Ambul+Hospit com Obstet Enfermaria sem Franquia Sem Co-parti
    458461089        Ambul+Hospit sem Obstet Apartament sem Franquia Sem Co-parti
    FUNDAÇÃO SAÚDE ITAÚ
    Registro ANS: 312126
    Registro             Produto
    463540100   PLANO ESPECIAL / ITUB / AGRA
    475183153   ESPECIAL I – NC
    462163108   ESPECIAL I
    UNIMED NORTE/NORDESTE-FEDERAÇÃO INTERFEDERATIVA DAS SOCIEDADES COOPERATIVAS DE TRABALHO MÉDICO
    Registro ANS: 324213
    Registro           Produto
    74569158     COLETIVO POR ADESÃO BÁSICO – UNNE
    474566153     COLETIVO POR ADESÃO PLUS – UNNE
    471415146     COLETIVO POR ADESÃO ENFERMARIA
    462927102      Coletivo Empresarial – Referência
    AMI – ASSISTÊNCIA MÉDICA INFANTIL LTDA
    Registro ANS: 328332
    Registro        Produto
    479610171     Golden I (enfermaria)
    476996161     Diamante I – Enfermaria
    478936179     Flex II – Apartamento
    479166175     Pleno I (enfermaria)
    416432996     AMI – 10
    475600162     Master I – Enfermaria
    475599165     Master II – Apartamento
    479167173     Sênior I (enfermaria)
    475444161     Flex I – Enfermaria
    475443163     Ouro I – Enfermaria
    475602169     Platinum I – Enfermaria
    476598162     Bronze Ambulatorial
    479168171     Sênior II (apartamento)
    479608170     Palladium I (enfermaria)
    AGEMED SAÚDE S.A.
    Registro ANS: 339601
    Registro             Produto
    478332178        PREMIUM SC SUL PARTICIPATIVO STD
    478331170        PREMIUM SC SUL PARTICIPATIVO STD CA
    478330171        PREMIUM SC SUL PARTICIPATIVO HOSPITALAR STD
    478324177        PREMIUM SC SUL 0% STD
    478323179        PREMIUM SC SUL 0% STD CA
    477472178        FREE SC ONLINE PARTICIPATIVO STD
    460001091        FREE PADRAO EXECUTIVO (C.A)
    455774073        FREE 600 COMPLETO STANDARD
    454972064        FREE PADRAO STANDARD
    454958069        FOCO PADRAO DH STANDARD
    478355177        PREMIUM SC VALE PARTICIPATIVO STD
    478954177        PREMIUM PRC 0% EXEC CA
    478344171        PREMIUM SC NORTE PARTICIPATIVO STD
    479064172        PREMIUM POA 0% STD CA
    SAMOC S.A. – SOCIEDADE ASSISTENCIAL MÉDICA E ODONTO CIRÚRGICA
    Registro ANS: 343676
    Registro            Produto
    480499186       Individual 400
    PLENA SAÚDE LTDA
    Registro ANS: 348830
    Registro                Produto
    473466151           Plena Platinum  PJ
    DONA SAÚDE CLINICAS LTDA. ME
    Registro ANS: 365645
    Registro           Produto
    443059030      Dona Saúde – Superior
    ORALCLASS ASSISTENCIA MÉDICA E ODONTOLOGICA LTDA.
    Registro ANS: 402478
    Registro             Produto
    464838112         PPHS – PLANO POPULAR HOSPITALAR DE SAÚDE

  • RBS teria pago propina por perdão de multa com a Receita

    Em mais um trecho vazado da sua delação premiada, o ex-ministro de governos petistas Antonio Palocci afirma que atuou para que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) beneficiasse a RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul.
    Segundo Palocci, teriam sido pagas propinas a conselheiros do Carf para cancelar uma multa da empresa de R$ 500 milhões com a Receita Federal.
    A multa foi aplicada porque a Receita considerou que a fusão da RBS com a Telefônica, em 1999, tinha apenas a intenção de sonegar impostos. As informações foram divulgadas pelo Jornal da Record.
    A fusão teria sido feita para a criação de um provedor de internet. A sociedade teria durado apenas dois meses. A delação premiada de Palocci narra ainda que 12 anos depois, em 2011, o então ministro teria recebido em seu gabinete o presidente da RBS na época, Nelson Sirotsky, e vice-presidente de relações institucionais do grupo Globo, Paulo Tonet Camargo.
    Na reunião, eles teriam explicado que a multa tinha chegado ao Carf e que precisariam vencer, a qualquer custo, a questão junto ao Conselho.
    Sirotsky e Camargo teriam solicitado a ajuda de Palocci para obter o perdão da dívida.
    O então ministro afirmou que poderia ajudar, mas sugeriu aos dois dirigentes que procurassem conselheiros do Carf para fazer um “acerto” entre RBS e os membros do órgão. A delação de Palocci relata que, a partir daí, Sirotsky e Camargo teriam se comprometido a pagar propinas aos conselheiros.
    Em 2018, o Ministério Público Federal denunciou o grupo RBS na Operação Zelotes, que desmontou um esquema de corrupção no Carf. De acordo com os procuradores, a empresa teria pago ao menos R$ 2 milhões em propinas. Palocci afirmou ainda na delação que teria iniciado uma “ação governamental” para resolver o problema e sugeriu que o grupo Globo entrasse na questão falando diretamente com a então presidente Dilma Rousseff. Depois disso, a chefe de Estado teria dado o sinal verde para a resolução do processo.
    Em outra frente, Palocci teria procurado o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, para dar a ordem de que a multa deveria ser resolvida de qualquer jeito porque era uma ordem presidencial.
    Procurada pela reportagem, a ex-presidente Dilma Rousseff disse que não teve acesso aos autos do processo e por isso não tem posicionamento sobre o assunto. A diretoria do PT colocou que qualquer declaração de Palocci sobre o partido não tem credibilidade.
    A assessoria da Globo disse que a empresa não tem relação com o caso e explicou que Tonet Camargo era diretor da RBS à época.
    O Grupo RBS informou que “todas as relações do Grupo RBS com o poder executivo e com os demais poderes sempre foram e são realizadas exclusivamente nos âmbitos institucional ou editorial”.
    A delação premiada de Antônio Palocci é formada por 23 depoimentos dados ao longo de 2018 e suas afirmações até agora carecem de provas. Um dos trechos, que atingia o presidente Lula e o PT foi divulgado poucos antes da eleição do ano passado.
    (Com informações do Correio do Povo e R7)

  • Melhores produtos da agricultura familiar são reconhecidos na Expointer

    Em cerimônia na noite de quinta-feira (29), foram divulgados os vencedores do 8º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar da Expointer. O secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Covatti Filho, prestigiou o evento, marcado pela emoção dos participantes. O concurso avaliou os melhores itens oito categorias e, além de reconhecer os melhores produtos, busca incentivar a qualificação dos produtos das agroindústrias familiares inclusas no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (Peaf) e priorizar as boas práticas de fabricação.
    As avaliações dos produtos concorrentes foram feitas às cegas, sem que a marca do produto fosse conhecida pelos jurados. Em suas notas, os avaliadores aplicaram notas conforme parâmetros e normas técnicas pré-definidas pela comissão técnica. Participaram das bancas de avaliação dezena de jurados, entre professores, pesquisadores, chefes de cozinha, estudiosos e jornalistas. Em cada segmento, os produtos de melhor pontuação foram classificados como 1º, 2º e 3º lugares.
    O concurso é promovido pela Seapdr, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Emater/RS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Associação dos Produtores de Cana-de-Açúcar e Seus Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Aprodecana) e Embrapa Uva e Vinho.
    OS VENCEDORES
    8º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar
    VINHO TINTO FINO SECO
    1º – Casa Garcia, de Carlos Barbosa
    2º – Adega Mascarelo, de Flores da Cunha
    3º – Paludo, de Marques de Souza
    VINHO TINTO DE MESA SECO
    1º – Piccola Cantina, de Bento Gonçalves
    2º – Paludo, de Marques de Souza
    3º – Vinícola Bassani, de Fagundes Varela
    SUCO DE UVA
    1º – Orgânicos Mariani, de Garibaldi
    2º – Adams, de Nova Petrópolis
    3º – Coopeg, de Garibaldi
    QUEIJO COLONIAL
    1º – Ferrari, de Carlos Barbosa
    2º – Nova Alemanha, de Ivoti
    3º – Reginato, de Viadutos
    SALAME
    1º – Weber, de Não-Me-Toque
    2º – Santa Bárbara, de Caxias do Sul
    3º – Ferrari, de Carlos Barbosa
    CACHAÇA PRATA
    1º – 3 Fortuna, de Muçum
    2º – Harmonie Schnaps, de Harmonia
    3º – Belvedere, de Augusto Pestana
    CACHAÇA ENVELHECIDA PREMIUM
    1º – Wille, de Poço das Antas
    2º – Unser Schnaps, de Presidente Lucena
    3º – 3 Fortuna, de Muçum
    CACHAÇA ENVELHECIDA EXTRA PREMIUM
    1º – Weber Haus, de Ivoti
    2º – 3 Fortuna, de Muçum
    3º – Harmonie Schnaps, de Harmonia
    MEL
    1º – Casa do mel Schwendler, de Venâncio Aires
    2º – Apis Gramado, de Gramado
    3º – Apiário Padre Assis, de Santiago

  • Detentas da capital produzem peças em crochê para o Instituto do Câncer Infantil

    Presas do Instituto Penal de Porto Alegre tiveram aulas de crochê para produzir perucas e outras peças doadas ao Instituto do Câncer Infantil. Para que pudessem fazer o material, 20 detentas participaram da oficina Laços de Princesa, com 12 aulas durante 50 dias.
    Na quarta-feira (28/8), nove das 20 participantes do projeto receberam o certificado de conclusão dos trabalhos. A administradora da unidade penal, Marlusa Netto, entregou os diplomas: “A ideia era fazer uma atividade laboral aqui para ocupar o tempo ocioso delas, por isso a oficina foi muito importante. Apoio tudo o que for importante para reintegrar essas mulheres à sociedade”.
    As aulas foram ministradas pela artesã Ceir Medina. A estimativa era que confeccionassem 20 perucas, porém foram produzidas 74 peças, além de toalhas de mesa, cobertas, flores e materiais decorativos, entre outros artigos.
    Estiveram presentes no evento Tânia Spoleder, representando o Conselho da Comunidade de Porto Alegre, a diretora do voluntariado do Instituto do Câncer Infantil, Silvia Foster, e Maria Bernardete, do Núcleo de Atenção ao Paciente.
    Também marcaram presença a apoiadora principal do Conselho da Comunidade, Marilia Wedy, o vereador de Quaraí, Mario Augusto Teixeira, além das assistentes sociais Ana Paula Borges e Danielle Dimare (coordenadora do projeto), além de outras autoridades.
    De acordo com Danielle, “as detentas, além de aprenderem a fazer crochê, poderão ocupar seu tempo vago com artesanato, e estarão ajudando as crianças que passam por momentos difíceis”.
    Uma das detentas que participou da oficina revelou especial emoção ao produzir as peças: ela pensava na filha pequena e também no marido e no sogro, que morreram de câncer. “Tive que recomeçar 11 vezes a primeira touca”, contou.