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  • Campanha busca arrecadar pares de tênis para crianças e adolescentes

    Neste sábado, 6, das 14h às 17h, na Praça da Encol ocorre uma ação da campanha #desafiodotênispoa, que busca mobilizar as pessoas para doarem pares de tênis em bom estado, que serão utilizados por crianças e adolescentes atendidos pelos projetos sociais da prefeitura.
    Voluntários recolherão doações na praça e nas sinaleiras da rótula Nilo Peçanha com Carazinho e Carlos Trein Filho.
    Em caso de chuva o evento será adiado.
    Lançada em 11 de março pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE), em parceria com a Associação dos Moradores da Bela Vista, Mont Serrat e Boa Vista (Amobela) e com o Circuito Gaúcho de Futevôlei, o #desafiodotênispoa tem como meta arrecadar 1,5 mil pares em um mês – a campanha encerra dia 11 de abril. É uma ação realizada dentro do programa Banco do Tênis, criado em 2005. A doação de tênis viabiliza a prática esportiva das crianças em suas comunidades e a participação nas demais atividades.
    A campanha incentiva que os doadores gravem e publiquem um vídeo em suas redes sociais falando da doação e incentivando um amigo a doar e passar a corrente adiante.
    O #desafiodotênispoa tem a parceria da Associação dos Jovens Empresários (AJE), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Jovem POA, Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) Jovem, Sindilojas e Brasil 200.
    As doações podem ser feitas em diversos pontos de coleta. A lista completa pode ser acessada neste link.

  • Antes dos 100 dias, Bolsonaro começa a ceder à "velha política"

    Durou 94 dias a promessa do presidente Jair Bolsonaro de governar sem a “velha politica”, o toma lá da cá que troca cargos e verbas por votos nos parlamentos. Em dificuldades para aprovar a reforma da Previdência, de que depende seu governo, o presidente fez o que os partidos tradicionais, os ninhos do toma lá da cá, queriam: sentou para conversar com os caciques.
    O registro mais preciso da mudança foi feito por Bernardo Melo Franco no Globo:
    “No dia em que lançou oficialmente a sua candidatura ao Planalto, Jair Bolsonaro atacou a aliança do PSDB com os partidos do centrão. “Quero agradecer ao Geraldo Alckmin por reunir a nata do que há de pior do Brasil ao seu lado”, disse.
    Eleito presidente, ele continuou a desprezar as legendas que sempre estiveram no poder. Prometeu acabar com o “toma lá dá cá” e não trocar cargos e ministérios por apoio. Este discurso começou a ser abandonado ontem, no 94º dia do governo.
    Numa maratona de quase 11 horas, Bolsonaro se reuniu com seis presidentes de partidos. Além de Alckmin, recebeu antigos desafetos como Ciro Nogueira e Gilberto Kassab, a quem já se referiu como “porcaria”. Foi uma rendição à “velha política” que ele prometia varrer de Brasília”.
     

  • Jornada Lula Livre reúne multidão na UFRGS

    Nesta sexta-feira, 5, ocorreu em Porto Alegre a inauguração da “Jornada Internacional Lula Livre”, movimento que se levanta para protestar, mais uma vez, contra a prisão do ex-presidente Lula, que completa um ano no domingo, 7.
    Lideranças políticas e militantes do PT consideram que a prisão de Lula possui “caráter político” e exigem sua libertação imediata.
    O ato, que reuniu uma multidão de militantes, foi organizado no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e contou com a presença do ex-presidenciável Fernando Haddad (PT), e a ex-deputada Manuela D’Avila (PCdoB).
    Manifestantes exigem a libertação do ex-presidente Lula, que seria “preso político” (Foto: Ricardo Stricher)

    Os políticos não pouparam críticas ao governo de Jair Bolsonaro, que completa, hoje, 100 dias. O Ministro da Justiça e Segurança pública, Sergio Moro, na época juiz responsável pela condenação em primeira instância de Lula, também foi criticado: “ele sempre quis entrar para a história às custas da história grandiosa de Lula”, opinou Manuela sobre Moro.
    “Ele tem medo de tudo que não se parece com ele. Por isso que ele exalta a ditadura militar: porque é a negação da diferença. Ele tem uma dificuldade de exercer a presidência em ambiente democrático, por isso que todo dia solta uma ameaça”, disse Haddad sobre Bolsonaro.
    A militância prosseguiu para o largo Glênio Peres onde protestaram contra a reforma da Previdência.
    “É um retrocesso de mais de 100 anos”, declarou Haddad.

    Amanhã, 6, a Jornada estará em Florianópolis (SC). Domingo é a vez de Curitiba (PR). A organização estima atos em outros 20 Estados e em 15 países.

  • Caravana Lula Livre começa em Porto Alegre na sexta-feira

  • Sindicatos de servidores pressionam governo por repasses

    Dirigentes de entidades representativas do funcionalismo estadual foram recebidos na manhã desta segunda-feira (1º) pelo chefe de gabinete do governador, Paulo Mourales, no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini.
    Em pauta, o atraso no repasse das contribuições sindicais. Segundo servidores, pela primeira vez desde o começo dos atrasos, iniciados na gestão Sartori, a demora ultrapassou o período de um mês.
    “Estamos em abril e ainda não recebemos o repasse de fevereiro. O atraso obriga as entidades a contraírem empréstimos para arcar com o custeio e reflete diretamente nas condições para a organização e mobilização das categorias, bem como na garantia dos direitos dos trabalhadores que atuam nas entidades”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
    A questão já havia sido levada ao governo, em reunião no dia 15 de março com o secretário da Fazenda. Na ocasião, o titular da pasta, Marco Aurélio Santos Cardoso, assumiu o compromisso de divulgar a data do repasse no último dia do mês, o que não se concretizou.
     “É uma postura antidemocrática, pois este recurso é fundamental para que possamos defender os direitos dos trabalhadores contra as medidas do governo e só tomamos conhecimento da data de pagamento através da imprensa”, reivindica Érico Corrêa, diretor do Sindicaixa.
    Paulo Mourales afirmou que o tema será tratado diretamente com o governador, na reunião de secretários desta terça (2), e o encaminhamento será comunicado às entidades no mesmo dia. Também participaram da reunião Diva da Costa, diretora do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul (Sindisepe-rs), e Isaac Ortiz, presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do RS.
    Com informações de assessoria.

  • João Alfredo será "Rua Completa"

    A prefeitura apresentou, neste sábado, 30, o conceito de “Ruas Completas” no evento “Pátio Cultural”. A rua João Alfredo, na Cidade Baixa, foi a rua escolhida para inaugurar a iniciativa em Porto Alegre.
    Com o objetivo de promover a ocupação do espaço público durante o dia e ampliar a segurança no trânsito, a iniciativa da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade (SMIM) e da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), ouviu sugestões da população em três painéis que foram distribuídos pela via.
    “A lógica do Ruas Completas é uma via mais humanizada, com calçadas amplas para termos um convívio melhor entre moradores, comerciantes e frequentadores”, explica o vice-prefeito de Porto Alegre, Gustavo Paim.
    “Estamos ouvindo os moradores para saber o que eles querem para esta via. Após, vamos colher todas as informações, estudar e partir para ação”, explica o diretor-presidente da EPTC, Fabio Berwanger Juliano.
    A sinalização temporária já foi instalada na rótula da João Alfredo com a Lopo Goncalves. As calçadas foram ampliadas, foram adicionadas travessias de pedestres e uma mostra com vegetação, que integram o conceito de Ruas Completas.
    O artista plástico Lucas Anão, junto com crianças, pintou a Flor da Vida na rua, alertando para a questão da segurança.
    Ruas Completas
    Dez vias de dez cidades do país foram escolhidas para servir de modelo à replicação do conceito de Ruas Completas. A João Alfredo é uma delas. O projeto, que envolve a Prefeitura de Porto Alegre, por meio da EPTC, Smim e Secretaria Municipal de Relações Institucionais, Ong WRI e Frente Nacional de Prefeitos, busca a requalificação da rua João Alfredo. Tem como objetivo remodelar o espaço público, com desenho urbano diferenciado, incentivo à mobilidade ativa (meios de transporte não motorizados) e atividades no período diurno.
    A qualificação irá beneficiar a população que transita pelo local, com mais segurança para todos (moradores, comerciantes e visitantes). Essa primeira etapa, com a apresentação do conceito para população, é chamada de etapa temporária. Uma sinalização é implantada na rua antes da instalação da etapa definitiva, que vai contar com alargamento das calçadas e elementos para promover o convívio harmônico do espaço.
    Com informações de assessoria
  • Uma sátira ao abandono do cais

    Com licença da administração pública, que lhes cedeu a primeira quadra da Avenida Sepúlveda, junto à Avenida Mauá, na frente do cais do Porto, o Coletivo Prosperarte passou a tarde do último sábado (3º) filmando o videoclip “De Bananas, Lacaios e Tubarões”, a ser lançado nas redes sociais na primeira quinzena de abril. A filmagem objetivava dar conteúdo ao samba-enredo do Bloco Cais Cais Cais.

    Escrito pelo historiador Francisco Marshall e o sociólogo João Volino Correa,  o clip de cinco minutos é uma sátira ao que ocorre há dez anos com o projeto de revitalização do Cais Mauá, cedido pelo governo do Estado a um consórcio privado que não consegue realizar suas promessas. O título da peça refere-se às personagens envolvidas na história: empresários representados por tubarões, lacaios que os ajudam na administração pública e “bananas” que acreditam que tudo vai dar certo e dão de ombros diante do fracasso dos empreendimentos.

    “Enquanto o consórcio está aí parado sem cumprir o contrato, os armazéns do cais estão se deteriorando, sem manutenção”, reclamava Francisco Marshall, enquanto instruía os atores sobre o que fazer a cada tomada da gravação. Em diversas cenas aparece um grupo de “caranguejos”, representando os funcionários que “travam a máquina pública” – palavras do prefeito Nelson Marchesan Jr. em pronunciamento feito no cais Mauá em março de 2018, num evento de retomada do projeto de revitalização e que, no fundo, serviu como pontapé inicial da campanha à reeleição de José Ivo Sartori.

    A “caranguejada” que “trava” a máquina pública, exasperando as autoridades (Foto: Geraldo Hasse)

    Naquele evento, com cerca de 200 pessoas presentes, a candidatura de Sartori parecia ir de vento em popa, mas acabou mal. Já o projeto do Cais Mauá, animado por uma nova administração, parecia prestes a decolar, apesar de carregar um prejuízo de R$ 50 milhões em seu balanço contábil. Agora, pelo que murmuram alguns caranguejos, o consórcio vem atrasando o pagamento de compromissos mensais.

  • CPFL Energia registra lucro recorde de R$ 2,17 bilhões em 2018

    A CPFL Energia obteve lucro líquido de R$ 2,17 bilhões em 2018. O resultado é o maior já registrado pela companhia e representa alta de 74,2% quando comparado ao ano anterior. O desempenho reflete o crescimento nos principais segmentos de atuação da empresa, com destaque para o negócio de distribuição.
    A geração de caixa operacional do grupo, representada pelo EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), também foi recorde, somando R$ 5,64 bilhões em 2018. Impulsionado sobretudo pela expansão do EBITDA das distribuidoras, o valor é 16% superior ao registrado em 2017.
    No quarto trimestre do ano de 2018, o EBITDA da empresa atingiu R$ 1,35 bilhão, redução de 0,9% na comparação com o mesmo período de 2017. O lucro líquido cresceu 34,7%, para R$ 670 milhões. No último trimestre de 2018, os investimentos da companhia totalizaram R$ 693 milhões.
    No ano passado, o volume de energia distribuída para os clientes nas áreas de concessão cresceu 2,5%, com a ampliação das vendas para todos os mercados. O aumento do volume foi impulsionado pela recuperação da atividade das principais indústrias da área de concessão da CPFL, ligadas a setores como químico e petroquímico, automotivo e metalurgia. Períodos de temperaturas mais altas elevaram o consumo residencial e comercial.
    “Em um ano no qual registramos resultados históricos, concentramos nossos esforços em um robusto plano de investimentos e em projetos que gerem valor para a empresa e para nossos clientes, sempre com disciplina financeira”, diz Gustavo Estrella, presidente da CPFL Energia.
    Geração de valor
    Um dos grandes destaques do ano foi o sucesso da companhia em leilões de geração de energia renovável e transmissão.
    Em relação aos leilões de transmissão em junho a CPFL obteve o direito de construção da subestação Maracanaú II, no Ceará, e, em dezembro, venceu os leilões da subestação Itá, em Santa Catarina, bem como das subestações Osório 3, Porto Alegre 1 e Vila Maria, no Rio Grande do Sul.
    Em relação à geração renovável, em agosto, a CPFL Renováveis – focada na geração de energia eólica, solar e na gestão de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) – ganhou o direito de explorar dois empreendimentos leiloados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A empresa adquiriu os projetos da PCH Cherobim, com 28 megawatts (MW) de capacidade instalada, no Paraná, e do Complexo Eólico Gameleira, com 69,3 MW, no Rio Grande do Norte.
    A criação da CPFL Soluções, que reúne serviços e produtos antes oferecidos sob as marcas CPFL Brasil, CPFL Serviços e CPFL Eficiência, foi outro avanço relevante para a companhia. Com a nova divisão, a CPFL passou a ter uma plataforma integrada para atender clientes que buscam consultoria e soluções em comercialização de energia, eficiência e infraestrutura energética e geração distribuída.
    Plano de investimentos
    Em linha com o seu compromisso com a melhoria dos serviços prestados e a evolução do setor elétrico, a empresa investiu R$ 2,07 bilhões em 2018. A maior parte desse valor – cerca de R$ 1,77bilhão – foi utilizada na melhoria das redes de distribuição. Entre as principais iniciativas, merecem destaque a ampliação da rede e da estrutura de atendimento ao consumidor, manutenções, modernização dos sistemas de suporte e projetos de pesquisa e desenvolvimento.
    Como resultado dos aportes, os indicadores de qualidade da CPFL Energia têm evoluído. A CPFL Santa Cruz e a CPFL Paulista ficaram entre as dez melhores distribuidoras no ranking de continuidade no fornecimento realizado pela ANEEL em 2018. Por sua vez, as áreas de concessão da RGE e da antiga RGE Sul — no Rio Grande do Sul – reduziram, respectivamente, em 18,6% e 22,7% a frequência de interrupções de energia desde o final de 2017.
    Em geração, a CPFL Energia investiu outros R$ 237 milhões. O principal aporte ficou por conta da entrega antecipada das obras da PCH Boa Vista II. Localizado em Minas Gerais, o projeto entrou em operação em novembro, com capacidade instalada de 29,9 MW.
    Para os próximos cinco anos, entre 2019 e 2023, a CPFL Energia prevê investimentos de R$ 11,9 bilhões, dos quais R$ 10 bilhões serão feitos na área de distribuição. Os valores não incluem eventuais aquisições de ativos e novos projetos.
    A companhia Paulista de Força e Luz 
    A CPFL Energia, há 106 anos no setor elétrico, atua nos segmentos de distribuição, geração, comercialização e serviços. Desde janeiro de 2017, o Grupo faz parte da State Grid, estatal chinesa que é a segunda maior organização empresarial do mundo e a maior empresa de energia elétrica, atendendo 88% do território chinês e com operações na Itália, Austrália, Portugal, Filipinas e Hong Kong.
    Com 14% de participação, a CPFL Energia é uma das maiores empresas no mercado de distribuição, totalizando mais de 9,6 milhões de clientes em 687 cidades, entre os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. Na comercialização, é uma das líderes no mercado livre, com participação de mercado de 4,2%. É líder na comercialização de energia incentivada para clientes livres entre as comercializadoras.
    Na geração, é a terceira maior agente privada do País, com um portfólio baseado em fontes limpas e renováveis, como grandes hidrelétricas, usinas eólicas, térmicas a biomassa, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e usina solar. Considerando a participação acionária na CPFL Renováveis (51,56%), maior empresa de geração da América Latina a partir de fontes alternativas de energia, a capacidade instalada do Grupo CPFL alcançou 3.272 MW, no final de 2018.
    Com informações de assessoria

  • Seminário sobre reforma da Previdência lota a Câmara num sábado

    O auditório Ana Terra, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, foi pequeno para o público que compareceu ao seminário sobre a Reforma da Previdência, na tarde deste sábado, 30 de março.

    Havia gente pelos corredores e escadarias ao longo de todo o evento, que se estendeu das 13h às 18 horas e contou com mais de 200 pessoas. Lideranças do movimento sindical e representantes de diversos núcleos do interior do Estado, um público multiplicador e animado que se mostrou disposto a “uma arrancada capaz de barrar a reforma”.
    “Tem que partir para o ataque”, instigou a professora Maria Lúcia Fattoreli, a principal palestrante da tarde, que arrancou aplausos.
    Sara Granemann, professora da Universidade do Rio de Janeiro, especialista em sistemas de Previdência, abriu o seminário saudando a disposição dos que estavam ali “sacrificando um sábado lindo de sol” para estar reunidos num recinto fechado, em busca de informações.

    “É importante, porque, estamos diante  de uma contra-reforma, que é o maior atentado aos direitos dos trabalhadores já concebido”, disse a professora.
    Ela enumerou as reformas parciais já feitas na Previdência nos governos Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma.
    “Essa é a pior, porque vai além da previdência social. Pretende desmontar o regime de seguridade social inscrito na constituição de 1988”.
    Ao extinguir o princípio da solidariedade e repartição em que se baseia o regime de seguridade brasileiro, a reforma que vai ser votada “mexe em algo que é um fundamento da nação. É muito grave”, diz Granemann.
    O centro da reforma, segundo a pesquisadora, é instituir a capitalização, que nada mais é do que uma aplicação financeira, “com todos os riscos inerentes a uma aplicação financeira”. Na capitalização, disse ela, “o cidadão sabe quanto vai pagar, não sabe quanto vai receber”
    Apoiada em gráficos e estatísticas oficiais, Sara Granemann demonstrou didaticamente que não falta dinheiro no sistema de previdência social e estimou que chega a R$ 4 trilhões o dinheiro que circula no sistema. “Esse é o tamanho do negócio”.
    No Chile, segundo a pesquisadora, a capitalização foi adotada por decreto do ditador Augusto Pinochet, em novembro de 1980. Citando pesquisa recente, a professora disse que 44% dos aposentados chilenos estão abaixo da linha da pobreza, com menos de 2 dólares de renda por dia.
    A advogada especializada em direito previdenciário, Marilinda Marques Fernandes falou dos países que adotaram o regime de capitalização nas últimas décadas. “São 30 países, oito já voltaram ao sistema anterior. E que na maioria deles aumentou a desigualdade e a miséria, sem atacar o déficit”. Citou o exemplo de sua terra natal, Portugal, “que quase afundou e teve que voltar atrás”.
    A reforma brasileira, segundo Marilinda, é cópia do que já foi aplicado nesses países. “É um modelo tirado de manual”, disse.

    Maria Lúcia Fattorelli, auditora fiscal aposentada e coordenadora nacional do movimento pela Auditoria da Dívida, encerrou o seminário, falando quase duas horas, com apoio de tabelas e gráficos para demonstrar sua tese central: o Brasil vive uma crise provocada pela política monetária do Banco Central, toda ela voltada para atender aos interesses do sistema financeiro.
    A palestra dela merece um registro à parte.
  • Pulverização contra dengue em bairro que registrou 12 casos 

    A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que serão realizadas duas operações de pulverização de inseticida nesta sexta-feira, 29.
    Ambas as ações acontecem próximo ao local de trabalho de dois pacientes residentes no bairro Santa Rosa e Lima que tiveram confirmação de infecção pelo vírus da dengue.
    No turno da manhã, a operação será no próprio bairro. À tarde, será em ruas do bairro Boa Vista.
    Em caso de chuva as operações serão remarcadas.
    O bairro Santa Rosa de Lima registra 12 casos autóctones de dengue, ou seja, contraídos na região, em 2019. O número é sujeito a revisão.
    Os locais das ações são os seguintes:
    Manhã – a partir das 9h30 – bairro Santa Rosa de Lima
    – Trecho da Rua Diogo Álvares Correa, próximo à Passagem Um Diogo A Correa – Cristóvão Jaques;
    – Trecho da Rua José Ferreira Jardim, entre a Rua José Alípio da Silva e Av. Caldeia;
    – Trecho da Rua Cristóvão Jaques, entre a Rua José Alípio da Silva e Av. Caldeia;
    – Trecho da Rua Ariosto Vieira Rodrigues entre a Rua José Alípio da Silva e Av. Caldeia;
    – Rua Luminar;
    – Trecho da Rua Diogo Leite próximo à Rua Luminar;
    – Passagem Um Diogo A Correa – Cristóvão Jaques.
    Tarde – a partir das 14h30 – bairro Boa Vista
     Trecho da Rua Francisco Petuco, próximo à Rua Anita Garibaldi;
    – Trecho da Rua Afonso Taunay, próximo à Rua Anita Garibaldi;
    – Trecho da Rua Luiz Luz, próximo à Rua Anita Garibaldi;
    – Trecho da Rua Marechal Andrea, entre a Rua Anita Garibaldi e a Rua Gen. Ibá Mesquita Ilha Moreira;
    – Trecho da Rua Gen. Ibá Mesquita Ilha Moreira entre as ruas marechal Andrea e Líbero Badaró;
    – Rua Desembargador José Bernardo de Medeiros Jr.
    – Trecho da Rua Anita Garibaldi, entre as ruas Dr. Paulo Franco dos Reis e Líbero Badaró.
    Os trabalhos em campo serão coordenados pelo médico veterinário Luiz Felippe Kunz Júnior da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde/SMS.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)