Presidente do Cpers diz que suspensão da greve é "recuo estratégico"

O Cpers teve que recorrer a urnas na Assembleia Geral  desta terça-feira,  convocada para decidir sobre a greve dos professores da rede pública estadual.
Por 725 votos a 539, os professores presentes decidiram voltar às aulas, depois de 57 dias de uma greve já bastante desgastada, principalmente depois que o governo decidiu endurecer mantendo o desconto dos dias parados.
Em vídeo dirigido à categoria depois da Assembleia, a presidente do Sindicato, Helenir Schürer, conclamou os professores a voltarem às aulas “de cabeça erguida”:
“Recuamos estrategicamente para reabastecer nosso movimento e manter a luta contra esse governo ditatorial”, disse.
A próxima atividade da categoria é um ato na Praça da Matriz, no dia 27 de janeiro, quando haverá sessão extraordinária para a votação do restante do pacote de Eduardo Leite na Assembleia Legislativa.
A mobilização – com acampamento no espaço público e paralisação nos dias de votação – só ocorrerá se a sessão for convocada pelos deputados gaúchos.
A greve foi encerrada depois de dois dias de reuniões entre Cpers e governo do Estado, sem acordo entre as partes.
Segundo o levantamento do sindicato, a greve teve adesão de 80% da categoria, com  1.530 escolas paralisadas total ou parcialmente desde 18 de novembro.
 

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