O destaque nos principais veículos da imprensa internacional é o papel do Brasil no jogo de forças do poder mundial, depois da eleição.
Uma vitória de Lula mantém o país no rumo atual de apoio ao multilateralismo, integrado ao Brics, com China, India, Russia, Irã, sem alinhamento automático com Estados Unidos, como quer Donald Trump.
Flávio Bolsonaro prega o alinhamento incondicional com a política norte-americano, como atestam os bonecos de Trump e a bandeira americana em seus comícios.
O Guardian registra que Donald Trump “vangloriou-se de que candidatos de direita venceram as sete eleições presidenciais realizadas na América Latina, desde o início de seu segundo mandato”.
As pretensões do Brasil, de soberania e independência contrariam as pretensões de Trump. Mais que isso: com vitória de Lula podem influenciar toda a América Latina.
Apenas seis países latino-americanos tem governos de esquerda: Brasil e México, as duas maiores potências regionais, os pequenos Uruguai e Guatemala, Cuba e Nicarágua. México e Brasil poderiam fazer pender toda a América Latina.
“A democracia também está em jogo aqui”, declarou um analista, observando que Flávio só está concorrendo porque seu pai, Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar, condenado por tentativa de golpe depois da eleição de 2022.

