Movimento pela democracia programa manifestações em todo o país

Foto: Midia Ninja

Mais de 60 organizações da sociedade civil apoiam a campanha #BrasilpelaDemocracia#Brasil pela vida, que será lançada nesta segunda feira em eventos virtuais.

Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Brasileira de Imprensa, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, além das centrais sindicais estão entre os signatários do manifesto que circula nas redes sociais.

Os “ataques permanentes às instituições democráticas” e a “descordenação do governo federal no combate à pandemia” são os alvos do movimento que prepara uma “Virada da Democracia” para os dias 4 e 5 de julho, com manifestações públicas, palestras e ações culturais.

Todas as iniciativas estão no site www.brasilpelademocracia.org.br

No domingo, 28, foi promovido o ato global “Stop Bolsonaro”, com manifestações presenciais e virtuais em 23 países. A postura do poder Executivo em relação à pandemia do novo coronavírus e as ameaças de grupos fascistas à democracia no Brasil foram os alvos do protesto.

No mesmo dia, uma pesquisa divulgada pelo Datafolha mostrou apoio de 75% dos brasileiros ao regime democrático.

A hipótese de uma ditadura, segundo a pesquisa, é considerada por apenas 10% da população. O índice de apoio da população à democracia é o maior desde 1989.

Em dezembro do ano passado, em levantamento com as mesmas questões, 62% apoiavam a democracia e 12% a ditadura.

O alastramento da pandemia no país e as recorrentes crises entre o governo e os demais poderes aumentaram a sensação de instabilidade do regime democrático.

A presença de Jair Bolsonaro em manifestações pró-ditadura e contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso, também contribuem para a sensação de insegurança democrática.

Para 88% dos entrevistados, a maior ameaça ao regime é a divulgação de notícias falsas envolvendo políticos e ministros do STF.

Para 68%, a principal ameaça são as manifestações nas ruas de apoiadores do presidente pedindo o fechamento do Congresso e do STF. Para 66% deles são as manifestações nas redes sociais de apoiadores do presidente pedindo o fechamento do Congresso e do STF.

O fechamento do Congresso é rejeitado por 78%, sendo que 59% descartam totalmente essa hipótese, já 18% aceitam a ideia (11% totalmente).

Segundo o Datafolha, o país está dividido entre quem vê risco de instalação de uma ditadura (46%) e aqueles que a descartam (49%).

A censura aos meios de comunicação é rejeitada por 80% e aceita por 18%. Sobre as redes sociais, 64% acreditam que o governo não deve exercer algum tipo de controle, contra 33% que estão de acordo.

Nesta semana o Senado vai votar o PL das fake news, que pretende combater a disseminação de ataques e notícias falsas pelas redes sociais.

Foram ouvidas 2.016 pessoas nos dias 23 e 24, por telefone. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Na sexta-feira (26), o ato virtual do movimento Direitos Já! reuniu lideranças políticas e da sociedade civil em defesa da democracia. O ex-presidente Lula rejeitou o convite para participar. Mas cerca de 140 líderes políticos, artistas e intelectuais de diversas correntes ideológicas confirmaram participação.

 

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