Autor: Elmar Bones

  • Praça da Alfândega receberá Feira do Livro 2011

    As obras de restauração da Praça da Alfândega no Centro Histórico de Porto Alegre serão abertas para visitação pública e início da instalação da Feira do Livro no dia 6 de outubro, às 10h. Porém, a entrega definitiva de toda a área está prevista somente para o segundo semestre de 2012.
    “Removeremos os tapumes que cercam o espaço no começo de outubro a fim de reintegrar o local à cidade e permitir a realização da Feira do Livro no seu lugar original, no centro da Praça da Alfândega. Após a Feira, eles serão recolocados para que a obra continue”, afirma a coordenadora do Monumenta Porto Alegre, Briane Bicca.
    Algumas das mudanças já estão evidentes. Uma das principais é a remodelação dos canteiros e ampliação dos passeios públicos. A largura média das calçadas internas era de 2m50cm e agora é de 4m60cm, o que vai aliviar a aglomeração de visitantes durante a Feira do Livro. Os bancos, as grades dos canteiros, as luminárias e o piso de pedra portuguesa, renovados, também já se encontram instalados.
    Ainda fica pendente a jardinagem nos canteiros, a ser concluída após a feira, assim como o restauro do piso e da iluminação no entorno.
    O término da revitalização acontecerá em 2012. As obras todas deverão custar R$ 3 milhões, pagos pela Prefeitura através da Secretaria da Cultura.
    A restauração da Praça procurou manter as características originais, com passeios mais largos, tal como concebeu seu autor, o arquiteto Theodor Wiederspahn, no final dos anos 40.

  • Instituto aponta lentidão nas obras de saneamento do PAC

    O instituto Trata Brasil diz que só 4% das melhorias previstas foram concluídas, sendo a burocracia, projetos mal feitos e decisões judiciais os maiores entraves para a execução das obras.
    O setor de saneamento no Brasil passa por uma situação, no mínimo, curiosa. “Nas décadas de 80 e 90 faltavam recursos para melhorias nos sistemas de esgotamento e drenagem. Hoje sobra dinheiro, mas entraves burocráticos e jurídicos impedem que o mesmo seja usado para a realização das obras”. A afirmativa é do Presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.
    Segundo Édison Carlos, o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) prevê um gasto de R$ 270 bilhões para alcançar a universalização dos serviços de água e esgoto no Brasil até 2030. “O problema é que no ritmo em que as coisas estão acontecendo, só alcançaremos este sonho em 2060, principalmente porque o setor de drenagem está pouco contemplado”, alerta.
    Com um Produto Interno Bruto (PIB) nominal de aproximadamente US$ 1,8 trilhão, o Brasil já é a oitava maior economia do mundo, segundo a agência Bloomberg. Mas, ironicamente, o País ocupa a 67ª posição no ranking mundial de países com acesso a esgoto, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU).
    A lista inclui 177 países pesquisados em todo o mundo, em 2008. Dados do Ministério das Cidades dão conta de que menos de 44% da população brasileira está ligada a uma rede de coleta de esgoto e somente um terço do esgoto coletado é tratado. Isto nos deixa abaixo de países como Etiópia, Nigéria e Sudão.
    Ainda segundo o Instituto Trata Brasil, as maiores cidades brasileiras produzem, em média, cinco bilhões de litros de esgoto por dia. O resultado disto são 462 mil pacientes internados em hospitais, vítimas de alguma doença proveniente do contato com estes resíduos.
    O alerta do instituto ocorreu durante o 26º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, que foi realizado no Centro de Eventos da FIERGS.  Cerca de cinco mil pessoas estiveram na capital gaúcha, de 25 a 29 de setembro. Tendo como tema principal o “Saneamento Ambiental: a excelência da gestão como caminho para a universalização”, durante cinco dias, profissionais e técnicos do setor participaram de mais de 20 painéis, reuniões de diálogo setorial, mesas redondas e seminários.

  • Polícia Civil precisa de três mil novos servidores

    Segundo o chefe da corporação, delegado Ranolfo Vieira Júnior, são necessárias cerca de três mil efetivações para atender a demanda do Estado.
    “A modernização e eficiência da segurança no Estado depende diretamente da contratação de pessoas”, garante o delegado Ranolfo, ao afirmar que o Rio Grande do Sul possui hoje, menos contingente do que nos anos 80, embora a população do Estado tenha crescido de 7,5 milhões para aproximadamente 11 milhões ao longo do mesmo período.
    Durante palestra no Tá na Mesa da Federasul, nesta quarta-feira (28), o delegado informou ainda que atualmente a Polícia Civil conta com 5.208 servidores, sendo que dispõe de mais de 8.100 cargos.
    Segundo o Chefe de Polícia, desde o início do ano foi feita uma triagem das cidades com maior índice de homicídios no Estado para definir a implantação de 10 novas Delegacias de Homicídios.
    No entanto, elas só poderão funcionar quando novos servidores forem efetivados. “Foi realizado um concurso no ano passado, em que 199 delegados já foram chamados, e outros 87 esperam o curso de formação que deverá iniciar em janeiro de 2012”, explica. Além dos delegados, 250 escrivães e outros 250 inspetores devem ser efetivados.
    Policiais civis fazem paralisação de 48 horas por reajuste salarial no RS
    Em relação ao movimento de paralisação dos escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil, o delegado Ranolfo entende ser legítima a reivindicação por uma remuneração maior. No entanto, ele diz que também é preciso levar em consideração as condições financeiras que o Governo do Estado dispõe e outros os benefícios que estão sendo criados. “Já tivemos conquistas importantes, como a aposentadoria especial e o processo de ascensão de carreira, que possibilita melhores projeções para os Policiais Civis”.
    Segundo o sindicato da categoria, o primeiro dia de paralisação dos agentes da Polícia Civil tem praticamente 100% de adesão, incluindo capital, região metropolitana e as 29 regiões policiais do interior. Para se ter uma ideia da coesão do movimento, entre 8 horas da manhã e 13 horas, a Área Judiciária, no Palácio da Polícia, não havia registrado nenhuma ocorrência.
    O atendimento das delegacias se limita a crimes de homicídio ou com envolvimento de menores. A categoria quer 25% de aumento linear para todas as faixas salariais. O governo diz que não pode oferecer mais do que R$ 91 a serem somados aos vencimentos básicos, o que significa um índice máximo de 13,7%, conforme cálculo do sindicato. O básico inicial de um agente é de R$ 666,53.

  • Sem acordo sobre desconto dos dias parados, greve dos Correios continua

    A greve dos empregados dos Correios continua. A direção da estatal e o comando da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) não chegaram hoje (28) a um consenso para pôr fim ao movimento, que começou no último dia 14.
    Em reunião intermediada pelo Ministério Público do Trabalho, os funcionários rejeitaram a proposta da empresa de parcelar o desconto dos dias parados.
    No Rio Grande do Sul, houve nova manifestação na sede regional dos Correios, no Centro de Porto Alegre. Os grevistas presentes fizeram uma votação onde confirmaram que a paralisação continua.
    Para o diretor de política do sindicato Yuri Aguiar, a reunião em Brasília é a primeira manifestação concreta da direção da estatal para negociar com os grevistas, que pedem aumento salarial de R$ 400, reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação, piso salarial de R$ 1.635 e reposição da inflação de 7,16%. Mas, ele coloca que a direção dos Correios está obrigando os grevistas a aceitar uma única proposta, menor do que a pleiteada pelo movimento sindical, além de ameaçar os funcionários ao dizer que não tem condições de pagar os dias parados. “Não aceitamos o desconto, porque a greve é um direito legítimo dos trabalhadores. Nossa greve está em unidade como movimento dos bancários, e novas mobilizações no estado podem acontecer”.
    Caso continue a greve, um ato nacional entre bancários e trabalhadores dos correios está marcado pra próxima terça-feira, em Brasília.
    Aguiar lembra que todos os 35 sindicatos que representam a categoria no país estão em greve. “No Rio Grande do Sul a adesão é de mais de 70 % dos trabalhadores, tanto na capital quanto no interior do Estado, o movimento conta ainda com a participação de trabalhadores de setores que normalmente não participam das greves, existe os operadores de triagem e transbordo, os (ott`s). Esses funcionários têm o menor salário da empresa”, diz o sindicalista.
    Sindicalista aponta déficit de 30 mil funcionários nos Correios
    Além da reinvidicação salarial, o sindicalista lembra que os correios sofrem com o excesso de trabalho – “há um déficit de 30 mil trabalhadores, o último concurso teria vagas para apenas quatro mil. Com isso, trabalhadores têm horários dobrados, sem compensação”, falou Aguiar.
    Outra questão é a MP 532. Aprovada dia 23 de agosto no Congresso Nacional, o texto amplia as áreas de atuação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), para permitir a exploração de serviços postais eletrônicos, financeiros e de logística integrada.
    A proposta reestrutura os Correios dando à empresa forma semelhante a das sociedades anônimas, com conselhos fiscais e administrativos e outras instâncias decisórias. Também permite a criação de subsidiárias e que os Correios sejam sócios de outras empresas, inclusive no exterior.
    Para o sindicato, a MP é uma manobra para criar mais cargos políticos na Estatal. Hoje somente um cargo, de diretor geral dos Correios, não é concursado. “Com a mudança haverá o conselho de administração indicado pelo governo, cargos políticos, isto é uma saída para o começo da privatização do setor. Nossa expectativa é que nenhum trabalhador venha sofrer as consequências de todas estas alterações”, frisou Aguiar.
    “Os trabalhadores sofrem, tem família, e só querem os diretos deles. Um salário digno, com condições boas de trabalho. As conquistas e vitórias serão para todos os trabalhadores. Por isso é fundamental a participação de todos no movimento”, concluiu Aguiar.
    Liminares garantem pagamento dos dias da greve
    A Justiça gaúcha julgou favorável aos trabalhadores o Mandado de Segurança impetrado pelo Sintect/RS, através de sua assessoria jurídica. A decisão foi tomada no final da tarde do dia 27. Com a decisão, a empresa está impedida de descontar os dias parados dos trabalhadores em greve.
    De acordo com a direção nacional dos grevistas, os trabalhadores dos Correios de sete estados já ganharam na Justiça o direito de não ter os dias de greve descontados do salário.

  • Taxa de desemprego mantém-se estável

    As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese mostram que a taxa de desemprego total permaneceu relativamente estável ao passar de 11,0%, em julho, para os atuais 10,9%. (mais…)

  • Caixa esclarece alternativas para atendimento ao consumidor

    NOTA DA CAIXA
    A Caixa Econômica Federal, assim como as demais instituições financeiras, está em processo de negociação com as entidades representativas dos empregados na Federação Nacional de Bancos – FENABAN e concentra todos os esforços para chegar a um entendimento sobre o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2011.
    Informamos aos clientes que está disponível no sítio do banco na internet – www.caixa.gov.br – aba Rede de Atendimento – Encontre a CAIXA, a opção para localizar os canais de atendimento.
    Esclarecemos também, que pelo telefone 0800-726 0101, o cliente poderá consultar as alternativas de atendimento disponibilizadas.
    O cliente está sendo atendido pelas unidades do banco que estão funcionando total ou parcialmente e, também, pela rede de canais alternativos conforme relação dos serviços listados abaixo.
    CASAS LOTÉRICAS:
    Pagamentos:

    • Contas de Água, Telefone, com ou sem fatura
    • Tributos
    • Bloquetos CAIXA – dinheiro ou cheque se o convênio permitir.
    • Bloquetos de outros bancos – em dinheiro (pode haver restrições fora do horário bancário).
    • Prestação de Habitação
    • INSS / GPS –
    • FGTS-GRF / GRRF / GRDE (com código de barras).
    • Contribuição Sindical – em dinheiro.

    Saques:
    Contas correntes e poupanças com cartão magnético e identidade  limitado a três transações por dia.

    • Saque BB.
    • Programas de Benefícios Sociais (Bolsa Família) – todo o valor disponível, com Cartão do Cidadão ou Cartão do benefício.
    • INSS – todo o valor disponível, com cartão magnético para os beneficiários que são pagos na CAIXA.
    • Seguro-Desemprego e PIS – todo o valor disponível, com Cartão Cidadão.
    • FGTS – com Cartão Cidadão.

    Outros Serviços:

    • Consulta de saldos extratos de contas do FGTS, PIS;
    • Consulta de saldos de contas da CAIXA;
    • Depósitos em contas correntes e poupanças – em dinheiro.
    • Abertura de conta CAIXA Fácil apresentando apenas RG e CPF.
    • Encaminhamento de propostas de cartão de crédito, conta corrente, cheque especial e empréstimo por consignação para aposentados e pensionistas do INSS e empregados de empresas conveniadas.
    • Recarga de celular pré-pago.

    CORRESPONDENTES CAIXA AQUI:
    Pagamentos:

    • Contas de Água, Luz e Tributos
    • Bloquetos CAIXA
    • Bloquetos de outros bancos
    • Prestação de Habitação

    Saques:

    • Contas correntes e poupanças com cartão magnético e identidade
    • Programas de Benefícios Sociais (Bolsa Família) – todo o valor disponível, com Cartão do Cidadão ou Cartão do benefício.
    • INSS – todo o valor disponível, com cartão magnético para os beneficiários que são pagos na CAIXA.
    • Seguro-Desemprego e PIS – todo o valor disponível, com Cartão Cidadão.
    • FGTS

    Outros Serviços:

    • Consulta de saldos e extratos de contas da CAIXA, do FGTS e do PIS.
    • Depósitos em contas correntes e poupanças
    • Transferência de valores entre contas da CAIXA
    • Abertura de conta CAIXA Fácil apresentando apenas RG e CPF.
    • Encaminhamento de propostas de cartão de crédito, conta corrente, cheque especial e empréstimo por consignação para aposentados e pensionistas do INSS e empregados de empresas conveniadas. Recarga de celular pré-pago.

    TERMINAIS ELETRÔNICOS (caixas automáticos e salas de autoatendimento):
    Saques

    • Depósitos em dinheiro ou cheque
    • Consulta e retirada de saldo/extrato
    • Transferências
    • Retirada de folha de cheque
    • Pagamento de contas (não vencidas)
    • Agendamento de pagamentos e DOC
    • Pagamento e de cartão de crédito
    • Bloqueio de cartão
    • Saques de benefícios sociais (INSS, PIS/Abono Salarial, FGTS, Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação, Auxílio-Gás etc), com o cartão magnético
    • Empréstimo Pessoal (CDC)
    • Penhor (renovação e pagamento de cautela)
    • Resgate de investimento
  • Greve dos Correios completa doze dias

    A greve dos Correios entrou nesta terça-feira (27) no décimo segundo dia de paralisação com uma caminhada no Centro de Porto Alegre. Cerca de mil servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e bancários, que começaram greve hoje, participaram do ato conjunto que saiu da Siqueira Campos, na sede dos correios, até a esquina democrática, na Rua dos Andradas.
    Porém, segundo membro do sindicato gaúcho da categoria a greve aos poucos está perdendo força, principalmente nas cidades do interior do Estado. Apesar dos líderes mostrarem confiança no movimento, a greve não deverá se estender por muito tempo. “No máximo até o final de semana as negociações deverão acabar”, disse um dos diretores do sindicato.
    Após quase duas semanas, ao menos 40% dos funcionários já voltaram ao trabalho. No entanto 35% das cartas e encomendas continuam sendo entregues com atraso. Os serviços de entrega rápida com horário marcado, como o Sedex 10, estão suspensos.
    Em Brasília, a direção dos Correios anunciou a retomada do diálogo com a Federação Nacional dos Trabalhadores da categoria, a fim de tentar encerrar a greve. Os correios admitem renegociar a proposta apresentada na semana passada que prevê reajuste salarial de 6,87%, aumento real linear de R$ 50 (que representa, segundo a diretoria, aumento de 13% para 60% dos trabalhadores) e abono de R$ 800.
    Segundo a empresa, os pontos sobre os quais ainda há divergências poderão ser discutidos com a volta ao trabalho dos grevistas.
    A categoria reivindica aumento salarial de R$ 400, reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação, piso salarial de R$ 1.635 e reposição da inflação de 7,16%.
    O secretário-geral do Sintect/RS, Vicente Guindani, avisa que independente do que o comando nacional decidir, a quarta-feira terá manifestações na Capital.
    — Nesta quarta-feira vamos levar a decisão do comando nacional para categoria em assembleia às 16h. Mas teremos de qualquer forma uma mobilização em frente à Agência Central na Siqueira Campos e à noite faremos um ato simbólico sepultando políticos que antes eram sindicalistas e agora tratam as categorias com diferenças — explicou.

  • Comunidade do Jardim Passo das Pedras luta por moradias

    A comunidade do Jardim Passo das Pedras, zona leste de Porto Alegre, luta por um direito básico: permanecer em suas casas. Mais de 140 famílias estão na iminência de serem despejadas do local onde moram há mais de 40 anos.
    A moradora Márcia Azeredo explica que existe um processo pedindo a reintegração de posse da área de oito mil metros quadrados, que envolve oito ruas, desde novembro do ano passado.
    A comunidade vem se mobilizando desde então. Realizaram uma audiência pública, em junho deste ano, na Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) da Câmara Municipal de Porto Alegre, quando ficou acordado que o Departamento Municipal de Habitação (Demhab) faria um mapa topográfico da área e a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) realizaria o cadastramento das famílias. “Nada aconteceu”, lamentou Márcia.
    Segundo ela, se os moradores fossem despejados, sairiam sem indenização e ainda teriam que pagar 1% sobre cada ano em que moraram no local. “Mas como é que a justiça concedeu usucapião para dois moradores e nada para os restantes?”, questionou. “Aqui não é uma área invadida. Temos trabalhadores, casas boas. Temos o direito de permanecer em nossas casas e vamos brigar por isso até o fim”.
    Outros problemas
    O esgoto que sai da Avenida Ari Tarragô e desemboca na Rua Eliseu João Fontana também é um grave problema da comunidade. “Quando chove, fica tudo atolado aqui”, contou Márcia. A Rua Gomes de Carvalho, próximo à Rua Josefa Barreto, precisa de um redutor de velocidade com urgência.
    A comunidade ainda se queixa das linhas de ônibus. “Queremos um fim de linha do Passo das Pedras aqui, como era antes”, queixou-se o morador Milton dos Santos. Além disso, o posto de saúde precisa de médico e de um espaço maior de atendimento.

  • Teatro Glênio Peres valorizado

    Este está sendo o primeiro ano em que o Teatro Glênio Peres, em Porto Alegre, tem um profissional dedicado exclusivamente a administrar o espaço e a programação. O ator Rafael Baião mostra com orgulho a lista de grupos inscritos para usar a sala para ensaios e apresentações, sem nenhum custo.
    Para os grupos teatrais ou de músicos que ensaiam lá, pede-se apenas que brindem a casa com uma apresentação. Antes, o teatro de 80 lugares era usado mais para seminários e debates do que para as artes.
    Contratado como assessor cultural da Presidência, Baião sabe que seu trabalho pode durar apenas um ano, devido ao rodízio anual dos vereadores que compõe a mesa diretora. “Espero que o próximo presidente mantenha alguém para cuidar do teatro”.

  • Cachoeirinha e Gravataí rechaçam novos pedágios para acesso a freeway

    A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresentou as prefeituras de Cachoeirinha e Gravataí proposta para tentar resolver o problema de acessos secundários as duas cidades. Porém, a condição do novo acesso e de ser pedagiado pela Concepa, empresa responsável pela BR-290/RS. O novo acesso seria construído no km 80 da rodovia.
    Assim, a Concepa teria mais uma nova praça de pedágio próxima à atual. Com isso, seriam dois pontos pagos em cerca de cinco quilômetros.
    Os planos da ANTT e da Concepa foram rechaçados pelos dois municípios, que cobram uma alternativa para desafogar o tráfego de ligação com Porto Alegre, sem mais prejuízo ao bolso da população.
    Cerca de 160 mil motoristas, nas duas cidades, usam apenas uma ligação com a capital, pelo centro de Cachoeirinha, justamente para fugir do pedágio na Freeway. Esse excesso de trânsito vem causando grandes transtornos à economia local.
    O problema é que a frota das duas cidades triplicou em 10 anos e a estrutura é a mesma.
    A Concepa alega que por não estar previsto no Programa de Exploração de Rodovia (PER), esse acesso pode criar rotas de fuga, com repercussão na receita da concessionária e impactos no tráfego da rodovia.
    A ANTT, em conjunto com a concessionária, alega ter realizado estudos abrangendo contagem de tráfego, projeto preliminar de engenharia e modelos de tráfego para avaliar os impactos e as formas de reequilíbrio do contrato.
    Esses estudos identificaram vários cenários, em todos um pedágio e necessário.
    A solicitação de novos acessos são uma antiga reenvidicação das comunidades de Gravataí, Cachoeirinha e Alvorada.