Categoria: Geral

  • Manifestações por eleições diretas ocorrem em 20 Estados

    Os números, como sempre são contraditórios, mas as imagens não deixam dúvidas: o movimento por eleições Diretas Já foi turbinado pelas denúncia que atingiram o governo Temer desde quarta feira.
    Em 20 Estados, multidões foram às ruas pedir o fim do governo Temer e eleições diretas para escolher um novo presidente.
    Proporcionalmente, Porto Alegre teve uma das maiores manifestações do pais na noite nesta quinta-feira, quando a crise política atingiu o ponto máximo.
    Confira na reportagem da RBA
    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/05/protestos-tomam-as-ruas-do-pais-por-fora-temer-e-diretas-ja

  • BM dispersa com bombas de gás manifestantes em frente à RBS

    Foram pouco menos de mil, que após a chegada ao Largo Zumbi dos Palmares, continuaram a marcha pela José do Patrocínio em direção à sede da RBS. Dali seguiram a Rua da República até a Av. João Pessoa.
    Na Av.João Pessoa, com a Av. Ipiranga o primeiro tumulto, causado por um carro que tentava atravessar, sair dos manifestantes, antes que estes bloqueassem a rua.
    Os manifestantes trancaram o carro, e a Brigada que de longe acompanhava a caminhada entrou em ação. Foram disparadas as primeiras bombas de gás lacrimogênio e a correria começou.
    Já nas margens do Arroio Dilúvio os manifestantes foram em direção a RBS. Do outro lado, na esquina da Ipiranga com a Av. Érico Verissimo três viaturas, 12 cavalarianos e a Tropa de Choque aguardava o grupo.
    Quando os manifestantes chegaram na frente da Escola Érico Verissimo a Choque já se postou. No primeira tentativa de chegar mais perto a Brigada agiu novamente. Bombas de gás de pimenta, de lacrimogênio e mais correria.
    Não houve conflito. A Choque foi indo assim até Av. Venâncio Aires, em frente a Praça Garibaldi, onde os últimos manifestantes do protesto contra o Presidente Temer se dispersaram por completo.

  • Milhares em Porto Alegre pedem Diretas Já

    Por volta das 17h as pessoas começaram a chegar na Esquina Democrática, lugar de encontro marcado para o protesto contra o presidente Michel Temer.
    A manifestação saiu em  marcha por volta das 19h, pegou a AV. Borges de Medeiros em direção ao Largo Zumbi dos Palmares.

    Milhares tomaram a Av. Borges de Medeiros em Porto Alegre Foto: Felipe Uhr/Jornal Já

    A caminhada, que teve a participação de movimentos sociais, centrais sindicais, militantes de partidos da esquerda e movimentos da juventude durou cerca de 40 minutos. Reuniu mais de 30 mil pessoas, segundo a organização. A Brigada estimou em pouco menos, 24 mil.
    Cartazes de “Fora Temer” e “Diretas Já” foram os mais vistos. Cantos como “Temer ladrão teu lugar é na prisão” e ” ai aiaiai, empurra o Temer que ele cai” eram entoados a toda hora.
    Por volta das 20h30 os manifestantes, reunidos no Largo já haviam se dispersados. Um grupo de aproximadamente mil ainda seguiu em caminhada em direção a RBS onde lá foi dispersado pela BM.

  • Michel Temer garante que não renuncia

    O presidente Michel temer se pronunciou nesta tarde pela primeira vez em relação às denúncias de que teria dado aval para compra de silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB).
    Temer garantiu que não vai renunciar. Ao longo de todo o dia, havia grande expectativa em relação à fala de Michel temer. Até mesmo a renúncia era cogitada. O presidente afirmou que desde ontem tenta ter acesso ao conteúdo das delações.
    “Em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém porque não temo nenhuma delação”, afirmou.
    Temer afirmou que seu governo viveu, nesta semana, seu melhor e pior momento.
    O presidente defendeu que os indicadores apontam para melhoras na economia com a queda da inflação e aumento na geração de empregos.
    Michel Temer afirmou que “uma conversa gravada clandestinamente trouxe de volta o fantasma da crise política.”
    O conteúdo das gravações reveladas nesta quarta-feira pelo jornal O Globo tratam da delação do empresário Joesley Bastista, do frigorífico JBS.
    Nos áudios, o presidente Michel Temer teria dado aval ao pagamento de uma mesada que garantiria o silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB).
    No inicio da tarde o ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato, autorizou a abertura de inquérito para apurar os fatos.

  • Justiça proíbe parcelamento de salários dos servidores municipais

    O juíz Murilo Magalhaes Castro Filho, da 5ª Vara da Fazenda Pública, concedeu liminar que proíbe a Prefeitura de Porto Alegre de parcelar os salários dos servidores municipais. A decisão, publicada nesta quinta-feira, responde a mandado de segurança movido pelo Simpa (Sindicato dos Municipários de Porto Alegre).
    O magistrado se manifestou apenas em relação ao parcelamento de salários, mas não determinou multa em caso de descumprimento. O pedido do sindicato incluía ainda a proibição do atraso e da suspensão do pagamento dos salários. Os advogados do Simpa entraram com embargo declaratório para que uma nova decisão trate destes outros pontos.
    O texto da decisão refere o artigo 39 da Lei Orgânica do Município que determina “o pagamento mensal da retribuição dos servidores, dos proventos e das pensões será realizado até o último dia útil do mês do trabalho prestado”.
    O magistrado afirma: “A situação de crise financeira vivida pelo nosso Município, argumento utilizado pelo Chefe do Executivo para noticiar publicamente a real e iminente possibilidade de parcelamento de salários dos servidores municipais, não pode ser utilizada como fundamento para o descumprimento do preceito constitucional.”

  • Temer pede acesso a gravação e Aécio quer voltar ao Senado

    Do Jornal GGN
    A defesa de Michel Temer entregou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para ter acesso à gravação que a Procuradoria da República afirma ter contra o presidente. Ontem, o jornal O Globo revelou que Temer foi gravado pelo empresário Joesley, da JBS, dando aval à compra de silêncio de Eduardo Cunha.
    Temer, que já é pressionado a renuncia sob ameaça de impeachment, pretende fazer um pronunciamento às 16h. Para isso, segundo o Estadão, gostaria de ter acesso ao aúdio da conversa com Joesley.
    O presidente antecipou a aliados que sua fala foi retirada de contexto e que ele não estava falando de propina a Cunha, mas de uma “ajuda humanitária”. Na gravação, Joesley afirma que o pagamento a Cunha e Lúcio Funaro servia para evitar delação, ao que Temer teria respondido: “Tem que manter isso, viu?”
    O Estadão informou que o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, é responsável por protocolar o pedido no STF.
    Já a defesa de Aécio, feita pelo advogado José Eduardo Alckmin, afirmou que o parlamentar está “inconformado e surpreso” com as acusações de que teria pedido R$ 2 milhões a Joesley Batista para pagar sua defesa na Operação Lava Jato. A Polícia Federal sabe que o recurso, na verdade, foi enviado a uma empresa da família Perrella, em Minas Gerais.
    Aécio disse que sua fala também foi tirada de contexto, pois o pedido de R$ 2 milhões teria sido, na verdade, uma oferta de venda de imóvel a Batista. O empresário da JBS teria negado a compra, mas aceitou entregar os recursos ao senador.
    O advogado informou à Folha que pediria ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, a “reconsideração das medidas cautelares” e do pedido de afastamento do mandato. Fachin já removeu Aécio do cargo, mas negou pedido de prisão da Lava Jato. Andrea Neves também foi presa, assim como o primo de Aécio que buscou a mala de dinheiro na JBS.
  • Juiz busca argumentos do MP de Contas para julgar ação da Zoobotânica

    Cleber Dioni Tentardini
    O juiz Eugênio Couto Terra, da 10ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre, pediu hoje acesso à medida cautelar do Ministério Público de Contas que questiona a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
    O magistrado está julgando o pedido de liminar do Ministério Público Estadual que tem por fim proteger as coleções de plantas, animais e fósseis, e impedir a demissão dos pesquisadores da FZB.
    “A medida interposta pelo MP de Contas pode contribuir para o desate desta, inclusive para a apreciação da liminar”, afirmou o juiz em seu despacho, salientando que, “caso os documentos que aportarem nos autos sirvam, de alguma forma, para fundamentar a decisão da liminar, intimem-se as partes para se manifestarem em cinco dias sobre o que for remetido pelo MP de Contas”.
    A liminar solicitada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre impede que o governo do Estado demita o quadro técnico-científico e se desfaça de qualquer bem, móvel, imóvel e de animais que constituem o patrimônio material e imaterial do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, duas das três instituições vinculadas a FZB. O Parque Zoológico não está contemplado nesta ação.
    O pedido de liminar proíbe ainda a rescisão de acordos ou contratos que impliquem as atividades de educação ambiental, preservação dos acervos ou pesquisa científica, e impede o desmembramento ou fracionamento da matrícula do imóvel do Jardim Botânico. No caso de descumprimento, multa de R$ 50 mil.
    A ação requer que o Estado apresente em juízo um plano para a extinção da FZB que garanta a continuidade e a mesma qualificação de todos os serviços e atividades do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, e providenciar imediatamente o conserto do muro que faz a divisa com a Vila Juliano Moreira. Por fim, determina ao IPHAE (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul) a inscrição do Jardim Botânico no Livro Tombo, por já ter sido declarado patrimônio cultural do Estado, em 2003.
    “Seria uma vitória para a nossa sociedade e para as futuras gerações, porque o governo não pode simplesmente dilapidar o patrimônio ambiental e cultural do Estado, não pode demitir servidores sem apresentar um plano, sem mostrar como serão preservadas as coleções e quem fará as curadorias”, argumentou a promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Ana Maria Marchesan.
    Ação Civil Pública corre desde fevereiro
    No início de fevereiro deste ano, após realizar uma vistoria nos acervos do JB e do MCN, a promotora e os colegas Alexandre Saltz,Annelise Steigleder e Josiane Camejo assinaram uma Ação Civil Pública, com pedido de liminar, contra o Estado, decorrente da decisão do governo de extinguir a FZB e demitir os funcionários. A Lei n. 14.982/2017 que autoriza a extinção foi sancionada em 17 de janeiro deste ano.
    Em quatro dias, produziram mais de 60 páginas com os argumentos para justificar a manutenção da Zoobotânica. Foram citados alguns fatos que colocaram em risco o patrimônio ambiental e cultural do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, especialmente a queda de mais dois blocos do muro que faz divisa com a vila Juliano Moreira, na avenida Cristiano Fischer, as depredações, as e invasões do serpentário e de salas administrativas.

    Bióloga Vera Werner mostra catálogo da coleção de algas à promotora de Justiça /Fotos MP/RS
    Bióloga Vera Werner mostra catálogo da coleção de algas à promotora de Justiça /Fotos MP/RS

    “Percebemos a necessidade de a Justiça tomar alguma medida urgente porque a área está vulnerável a novas invasões. Fora isso, está havendo uma série de iniciativas da direção no sentido de esvaziar a atuação da própria Zoobotânica, como, por exemplo, a retirada de representantes da FZB de conselhos estaduais que têm gestão na política ambiental do Estado”, destacou Ana Marchesan.
    A promotora acredita que as pessoas não saibam o que é feito no museu, por exemplo. “As pessoas não conseguem mensurar a importância de toda a riqueza ambiental e cultural que eles produzem, não avaliaram o que a falta disso pode representar para as futuras gerações”, afirma.
    Ela destaca outro fator que é inerente ao trabalho na Zoobotânica: “O patrimônio material não sobrevive sem a gestão dos especialistas, mestres e doutores em diversas áreas, com conhecimento científico acumulado”, salienta.
    Biólogos Aline Barcellos e Luciano Moura, curadores da coleção de insetos, mostram coleção de borboletas
    Biólogos Aline Barcellos e Luciano Moura, curadores da coleção de insetos, mostram coleção de borboletas

    O maior acervo da biodiversidade do RS
    Ricardo Ott, curador da coleção de aranhas
    Ricardo Ott, curador da coleção de aranhas

    Embora a Ação Civil Pública tenha sido produzida em ritmo acelerado pelos promotores de Justiça, está muito bem fundamentada. Faz um levantamento geral do trabalho realizado no Jardim Botânico e da qualificação de seus servidores. Da mesma forma, descreve as atividades no Museu de Ciências Naturais e suas coleções científicas que, segundo o documento, constituem o maior acervo de material-testemunho da biodiversidade dos ecossistemas terrestres e aquáticos do RS.
    Além de ser uma ferramenta imprescindível para estudos que envolvam a flora e a fauna, recente e fóssil, essas coleções subsidiam a descrição de novas espécies. Os ‘exemplares-tipo’ dessas coleções, que servem de base para as descrições, tornam-se essenciais para a identificação precisa de cada espécie.
    Herbário Alarich Schultz
    Herbário Alarich Schultz

    Duas samambaias do Herbário
    Holótipo de uma espécie nova para a ciência

    “Os exemplares preservados em museus e seus dados associados documentam a existência das espécies no tempo e no espaço. Os acervos científicos são, portanto, bibliotecas da biodiversidade. Essenciais para a expansão do conhecimento por meio da pesquisa e da educação. Os exemplares de coleções científicas servem para validar as pesquisas biológicas, assegurando que possam ser replicadas ou comparadas no futuro. Estudos que envolvem taxonomia, biotecnologia, biogeografia, perda e conservação da biodiversidade, invasões biológicas e mudanças climáticas, por exemplo, dependem das coleções biológicas. As coleções paleontológicas, por sua vez, são de grande relevância do ponto de vista científico e cultural para a reconstituição de paleoambientes e o entendimento da paleoecologia”, descrevem os promotores na ACP.
    O documento lista uma série de consequências do ponto de vista científico para o Rio Grande do Sul em caso de “descontinuidade das atividades da FZB”.
    Planta da espécie Eugênia Simflora
    Planta da espécie Eugenia uniflora, a pitangueira

    a) Perda de patrimônio científico, histórico e cultural que integra o conhecimento científico nacional;
    Coleção insetos
    Coleção insetos

    b) Comprometimento do maior conjunto de amostras biológicas e paleontológicas do Bioma Pampa;
    Coleção Paleontológica
    Coleção Paleontológica

    c) Interrupção da rede de colaboração científica estabelecida há décadas entre os curadores/pesquisadores da FZB com universidades e instituições de pesquisa do país e do exterior;
    d) Perda irreparável em Taxonomia (ciência que descreve e classifica novos organismos) no caso de perda de material-tipo (material que embasa a descrição da espécie. A perda de material-tipo aconteceu pela última vez durante a 2ª Guerra Mundial, o que trouxe dificuldades taxonômicas até hoje para toda comunidade científica mundial;
    Coleções
    Coleções

    e) Perda de informações sobre a biodiversidade que deveriam subsidiar políticas públicas voltadas à gestão da biodiversidade, no âmbito estadual e nacional;
    Engenheiro agrônomo Fernando Vargas com a figueira e o angico disputando espaço
    Engenheiro agrônomo Fernando Vargas com a figueira e o angico disputando espaço

    f) Interrupção da socialização da informação para o mundo científico de um dos três maiores herbários do RS. Em 2016, o Herbário HAS do MCN teve quase três milhões de acessos (2.909.189), através da Rede Herbário Virtual da Flora e dos Fungos do Brasil;
    Bióloga Suzana Moreira (à direita) na inspeção do MP no Herbário
    Bióloga Suzana Moreira (à direita) na inspeção do MP no Herbário

    g) Perda de geração de conhecimento aplicado à gestão ambiental. Atualmente, os registros da coleção de anfíbios do MCN estão sendo utilizados na revisão do Plano de Manejo do Parque Estadual de Itapeva, na elaboração do Plano de  Manejo da Reserva Biológica Estadual da Mata Paludosa e na elaboração do Plano de Manejo da APA do Banhado Grande;
    h)  Perda dos registros que subsidiam o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Sul (PAN Herpetofauna do Sul);
    Coleção de malacos
    Coleção de malacos

    i) Perda da capacidade de descoberta de usos potenciais da biodiversidade. Recentemente estudos desenvolvidos pelo MCN com espécies nativas de anfíbios revelaram novas substâncias com potencial para uso farmacêutico. Esse serviço não existe na iniciativa privada, portanto não há como reparar a sua perda;
    Coleção de aranhas
    Coleção de aranhas

    j) A perda da coleção de microalgas continentais do Herbário Prof. Dr. Alarich R. H. Schulz (HAS), que possui o maior número de lotes em líquido e tipos nomenclaturais do Brasil, significa a perda de acervo fundamental para obtenção de conhecimento e testemunho da biodiversidade do Rio Grande do Sul;
    Algas e outros materiais coletados no monitoramento da qualidade do ar no Polo Petroquímico
    Algas e outros materiais coletados no monitoramento da qualidade do ar no Polo Petroquímico

    k) Desaparecimento de local com condições de receber espécimes coletados por ocasião de EIA/RIMA, conforme legislação;
    l) Perda de banco genético de representantes de cianobactérias da flora do RioGrande do Sul;
    Lâminas de algas
    Lâminas de algas

    m) Interrupção de trabalhos realizados em parceria com outras instituições brasileiras no estudo das cianobactérias(Centro de Energia Nuclear na Agricultura, USP, Piracicaba, SP;
    n) Impossibilidade de descrição de novos táxons de cianobactérias sul-riograndenses (gêneros e espécies) para a ciência;
    o) Perda de banco amostral de referência de florações de cianobactérias registradas em distintos sistemas hídricos do Rio Grande do Sul, dentre outras.
    Jardim Botânico é indivisível, diz Ação Civil
    As biólogas Josy Matos e Natividad Fagundes com a coleção de orquídeas
    As biólogas Josy Matos e Natividad Fagundes com a coleção de orquídeas

    O Jardim Botânico de Porto Alegre é um museu vivo com um patrimônio público inalienável, não privatizável, indivisível e que exige o máximo zelo dos gestores públicos na sua preservação para as gerações presentes e futuras, diz a Ação Civil Pública do MP.
    Todas espécies estão identificadas
    Todas espécies estão identificadas

    O JB contempla um conjunto de 27 coleções vivas de plantas envasadas ou em arboreto. Dentre as atividades, estão a manutenção de coleções científicas de plantas vivas, o banco de sementes, os programas institucionais de iniciação científica envolvendo bolsistas do Pibic/CNPQ, Probic/Fapergs e convênios para estágios curriculares, o viveiro de mudas, a biblioteca, as atividades de educação ambiental, e o envolvimento em inúmeros projetos de pesquisa.
    Bióloga Andreia Carneiro é a curadora das coleções do Jardim Botânico
    Bióloga Andreia Carneiro é a curadora das coleções do Jardim Botânico

    A coleção bromélias
    A coleção bromélias

    Em função desse cipoal de atividades, dizem os promotores, o Jardim Botânico de Porto Alegre está entre os cinco do Brasil que se enquadram na categoria A, o que significa que atende a todas as 16 exigências previstas no artigo 6º da resolução Conama 339/2003. “Entre elas, a primeira e mais importante é possuir quadro técnico-científico compatível com suas atividades.”
    Viveiro
    Viveiro

    Viveiro
    Viveiro

    Outras considerações da Ação Civil Pública:
    O Jardim Botânico possui em seu acervo um conjunto de plantas que integram a Flora Gaúcha ameaçada de extinção. Esse conjunto somado a outras plantas raras compreende um total de mais de quatro mil plantas.
    Espécies de cactos e suculentas
    Espécies de cactos e suculentas

    Espécies de cactos
    Espécies de cactos

    A perda do registro na Agenda Internacional de Jardins Botânicos do Botanic Gardens Conservation International (BGCI), o que dificultará a captação de recursos para pesquisa; ocorrerá a perda de exemplares de espécies raras, endêmicas e ameaçadas, dificultando a ampliação do conhecimento voltado à conservação; haverá o desaparecimento de ambiente controlado para desenvolvimento de pesquisas com universidades nacionais e internacionais interessadas na flora do RS.
    O orquidário
    O orquidário

    Em relação ao Banco de Sementes, eventuais danos serão incomensuráveis. Haverá o encerramento das atividades de análise fisiológica e morfológica de sementes de espécies arbóreas e arbustivas nativas do RS.
    Catálogo do banco sementes
    Catálogo do banco sementes

    O Laboratório de Análise de Sementes do Banco de Sementes/JB é o único no RS que procede, rotineiramente, essas funções, inclusive no tocante às espécies ameaçadas.
    Câmara de Germinação
    Câmara de Germinação

    Haverá profunda perda em termos de sistematização de dados gerados em experimentos nos últimos 20, podendo comprometer a lista de Index Seminum, pois não existirão sementes armazenadas.
    Acácia mostra as serpentes do NOPA
    Acácia mostra as serpentes do NOPA

    Esse conjunto de perdas e reduções certamente implicará a perda de pré-requisitos para a obtenção da categoria “A”, por parte do JB.
    Coleção de besouros
    Coleção de besouros

    Coleção de répteis
    Coleção de répteis

    Cascavel
    Cascavel

    A par do acervo, o patrimônio imaterial do Museu de Ciências Naturais se alimenta de seu corpo funcional extremamente qualificado. Esse corpo técnico mantém a instituição viva e capaz de nutrir o Estado do Rio Grande do Sul com informações sobre a biodiversidade, patrimônio paleontológico, patrimônio genético, dentre outros bens culturais e ambientais de suma relevância para a preservação da vida humana, animal e vegeta
    Biólogo Glayson Bencke, especialista em pássaros
    Biólogo Glayson Bencke, especialista em pássaros

    A extinção da FZB e, via reflexa, das estruturas que compõem esses dois equipamentos culturais vem causando grande comoção não só na sociedade gaúcha como também na comunidade científica internacional. A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente recebeu manifestações da Profa. Graciela Piñeiro do Departamento de Bacias Hidrográficas do Uruguay, do Conselho Regional de Museologia e do Prof. Johannes Vogel, Diretor Geral do Museu de História Natural de Berl
    Coleções ovos de aves
    Coleções ovos de aves

    Coleção de conchas
    Coleção de conchas

    Coleção do Banco Sementes
    Coleção do Banco Sementes

    Serpentário
    Serpentário

    Coleção botânica de suculentas
    Coleção botânica de suculentas

    Planta carnívora
    Planta carnívora

    Espécie de cacto
    Espécie de cacto

    Espécie da coleção de suculentas
    Espécie da coleção de suculentas

    Espécie de cacto
    Espécie de cacto

    Espécie de cacto
    Espécie de cacto

    Viveiro
    Viveiro

  • CCJ prevê votar PEC das eleições diretas só na próxima terça-feira

    Um acordo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) transferiu para a próxima terça-feira (23), a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 227/16, que permite eleições diretas para a Presidência da República em caso de vacância do titular.
    A oposição pretendia colocar a proposta em votação nesta manhã. “Não seria possível porque não haveria quórum, mas também porque por acordo a CCJ não tem votado PECs e projetos polêmicos às quintas-feiras, quando nem todos os deputados estão presentes”, falou o presidente da comissão, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).
    O relator da PEC, deputado Esperidião Amin (PP-SC), destacou que apenas a admissibilidade da PEC deve ser analisada, e por isso não espera manobras contra sua votação. “Não é uma proposta que gera crise, pelo contrário, ela previne crises ao colocar a escolha nas mãos do eleitor”, disse.
    (Da Agência Câmara Notícias)
  • Manifestações em todo o país por renúncia de Temer e eleições diretas já

    Manifestações de rua pela renúncia de Michel Temer e por eleições diretas estão se organizando em pelo menos 17 estados brasileiros para a tarde desta quinta-feira, que devem se repetir até domingo.
    A mobilização, que já vinha acontecendo devido às reformas trabalhista e da Previdência pretendidas pelo governo Temer, aumentou rapidamente depois da notícia bomba que caiu sobre o país na quarta-feira.
    Ainda à noite, as organizações que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo chamaram concentrações em todos os estados
    No Rio Grande do Sul, além da Capital, armam-se protestos a partir das 18 horas nas principais cidades do Estado, como Caxias do Sul (com concentração na praça Dante Aleguieri), Pelotas (Mercado Central),  Santa Maria (Saldanha Marinho) e Rio Grande (Largo Dr. Pio).
    Em Porto Alegre, onde desde o final da manhã sucedem-se protestos em diversos pontos da cidade, a concentração está marcada para as 18 horas, na Esquina Democrática.
    Programação nas principais cidades do Rio Grande do Sul:
    Caxias do Sul – 18/05, às 18h (Dante Alighieri). http://goo.gl/XIB9dr
    Pelotas – 18/05, às 17h, (Mercado Central). http://goo.gl/deM5iT
    Porto Alegre – 18/05, 18h (Esquina Democrática). http://goo.gl/sRgUVR
    Rio Grande – 18/05, às 18h (Largo Dr. Pio). http://goo.gl/6eYSlU
    Santa Maria – 18/05, às 16h (Saldanha Marinho). http://goo.gl/Z6jRyy

  • Justiça suspende acordo entre Prefeitura de Porto Alegre e Comunitas

    Matheus Chaparini
    A Justiça suspendeu nesta quarta-feira, por liminar, o acordo de cooperação firmado entre a Prefeitura de Porto Alegre e a organização Comunitas. A decisão é da juíza Andreia Terre do Amaral, da 3ª Vara da Fazenda Pública.
    A decisão veio em resposta a Ação Popular movida por diretores do Sindicato dos Municipários (Simpa) e vereadores de oposição, que pedia a suspensão do acordo. A parceria que prevê a implantação do programa Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável foi publicado no Diário Oficial em 07/03/2017 para vigorar por 24 meses.
    Através deste acordo, a Falconi Consultores de Resultado atua como parceira técnica da organização Comunitas em três projetos importantes da gestão Marchezan: redução do déficit, programa de metas e reforma administrativa, conforme revelou reportagem do JÁ.

    Juíza Andreia concedeu liminar suspendendo o acordo / Arquivo JÁ

    A ação é assinada por três diretores do Simpa, Alberto Terres, Ivam Martins e Adelto Rohr, e quatro vereadores de oposição, Sofia Cavedon (PT), Marcelo Sgarbossa (PT), Fernanda Melchionna (PSOL), Roberto Robaina (PSOL) e Alex Fraga (PSOL).
    O texto da Ação aponta para o que seria uma “violação ao princípio da supremacia do interesse público”: a cláusula quarta do contrato, que prevê compartilhamento de informações sigilosas da administração municipal. Segundo os demandantes, “ao pactuar a disponibilização de dados sigilosos se está privilegiando um determinado particular com informações relevantíssimas, que lhe podem garantir vantagens indevidas.”
    Entre as irregularidades apontadas na Ação, está a ausência de chamamento público. O artigo 29 da Lei Federal n. 13.019/14 prevê a obrigatoriedade do devido chamamento público em acordos que envolvam “a celebração de comodato, doação de bens ou outra forma de compartilhamento de recurso patrimonial”.
    No contrato firmado, o Município se compromete a disponibilizar “servidores, computadores, cadeiras e mesas com condições adequadas de ergonomia, postos de acesso à internet para uso de e-mail e ramais telefônicos para contato”.
    São apontadas outras três irregularidades do contrato em relação à Lei Federal 13.019/14, que rege as parcerias entre poder público e entidades da sociedade civil. Uma delas é que o acordo de cooperação entrou em vigor antes da publicação do seu extrato. O artigo 38 da mesma lei prevê que o acordo de cooperação somente produzirá efeitos jurídicos “após a publicação dos respectivos extratos no meio oficial de publicidade da administração pública”.
    O extrato foi publicado no Diário Oficial do Município de Porto Alegre em 07/03/2017. Entretanto, as atividades já vinham sendo desenvolvidas anteriormente. O Banco de Talentos, projeto de responsabilidade da Comunitas, foi anunciado logo nos primeiros dias de janeiro. Na ocasião, a Prefeitura afirmou que os trabalhos já vinham sendo realizados antes mesmo da posse do prefeito Nelson Marchezan Júnior.
    Ainda segundo a Ação, o Acordo de Cooperação não seria instrumento adequado para esta parceria. O texto da lei define que em acordos deste tipo “não envolvam a transferência de recursos financeiros”. O acordo firmado prevê que a Comunitas tem a incumbência de captar recursos financeiros, e, para viabilizar esta captação, está sendo disponibilizada estrutura física do município, bem como servidores públicos. O grupo considera que este cenário configura transferência de recursos do Município para a Comunitas, que é uma Oscip  (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público).
    Ação aponta ainda a “ausência dos requisitos mínimos no Plano de Trabalho”, previsto no artigo 22 da mesma lei.
    Voluntários da Comunitas viraram CCs da Prefeitura
    Ação assinada por diretores do Simpa e vereadores de oposição aponta uma série de irregularidades no contrato / Matheus Chaparini

    Dos 14 voluntários indicados pela Comunitas para selecionar profissionais para ocuparem cargos na Prefeitura, sete foram nomeados para cargos de confiança. As nomeações dos sete foi publicada entre os meses de março e maio deste ano, em alguns casos de forma retroativa. A informação foi revelada em reportagem publicada pelo Sul 21, nesta terça-feira.
    Sete desses profissionais designados para selecionar pessoas de modo voluntário foram lotados no gabinete do prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB), do vice-prefeito Gustavo Paim (PP) e em outros órgãos da Prefeitura.
    O acordo entre Prefeitura de Porto Alegre e Comunitas inclui quatro projetos. Destes, o único que é realizado diretamente pela Comunitas é o Banco de Talentos. Os outros três projetos – reforma administrativa, redução do déficit e Programa de Metas – contam com a parceria técnica da Falconi Consultores de Resultado.