Categoria: Geral

  • Câmara discute a nova tarifa do ônibus em Porto Alegre

    As comissões de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) e Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) começam a discutir nesta terça-feira,  14, o reajuste da tarifa do transporte coletivo em Porto Alegre.
    Prefeitura e as empresas de ônibus já sinalizaram o aumento para os próximos dias.
    A EPTC apresentou três estudos: o primeiro cenário, sem reajuste dos rodoviários, a tarifa seria de R$ 3,95 (aumento de 5,3%)
    Com reajuste dos rodoviários, de 5,15%, parcelado em duas vezes (em fevereiro e agosto), o valor da passagem passaria para R$ 4,00 (6,6% de aumento)
    Em caso de reajuste dos rodoviários de 5,15% pago de forma integral em fevereiro, o valor seria de R$ 4,05. (8% de aumento).
    Já as empresas de ônibus calcularam em R$ 4,30 o novo valor da passagem em Porto Alegre, o que representaria um aumento de 14,66%.
    Foram convidados para o debate representantes do gabinete do Prefeito, da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana e Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), do Tribunal de Contas e Ministério Público de Contas, Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), Sindicato dos Rodoviários, Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu), Procon de Porto Alegre, União das Associações de Moradores (Uampa), DCE da UFRGS, Federação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas (Fetapergs), Conselho Municipal do Idoso, União Nacional de Estudantes (UNE), Uges e Umespa.

  • Marca mais lembrada, Piá aposta na produção de iogurte

    A Cooperativa Piá vai reposicionar seus produtos no mercado de laticínios
    “De uma marca de leite que também tem iogurte, a Piá passa a ser uma marca de iogurte que também tem leite”, resumiu o presidente da cooperativa, Gilberto Kny.
    A decisão foi tomada em assembléia no final de janeiro e anunciada nesta segunda-feira.
    A Pia processa um volume diário de 600 mil litros. O leite sempre foi o carro-chefe da de suas vendas, desde o início da produção, em 1972, quando eram processados dois mil litros de leite por dia.
    A fabricação de iogurtes começou na década de 1980 e hoje se consolidou como a marca de lácteos mais lembrada e preferida no Rio Grande do Sul, conforme apontam pesquisas realizadas em 2016.
    É nesta onda que a Piá pretende surfar, vendendo produtos de maior valor agregado e aproveitando o aumento de sua capacidade industrial a partir de março, quando a fábrica de iogurtes começa a operar com nova capacidade.
    O novo posicionamento é um desdobramento do salto dado em 2001, quando a empresa, sem se descuidar da venda de leite longa vida, passou a investir em produtos de maior valor agregado, especialmente nos iogurtes.
    De lá para cá, a linha de produtos vem aumentando consideravelmente, de tal forma que a Piá possui a liderança absoluta na Região Sul.
    É a única região do Brasil onde a liderança não pertence às grandes multinacionais lácteas, mas a uma forte marca regional.
    Nos últimos anos, a Piá tem aumentado o seu faturamento anualmente, chegando a R$ 708 milhões no ano passado. Entre os segredos da marca está o incentivo aos produtores da cooperativa, que recebem toda a assistência técnica e a garantia de compra, com valores bem acima da média estabelecida pelo Conselho Estadual do Leite – Conseleite.
    No campo, nos últimos seis anos, a Piá modernizou o trabalho de fomento e assistência técnica junto ao agricultor.
    Entre as ações realizadas está o ingresso no Programa Alimento Seguro – PAS, que capacita os técnicos para o controle de qualidade do leite, e a criação do Programa de Gestão de Propriedade e Capacitação de Produtores, com  especialistas que prestam assistência aos produtores.
    Além de investir permanentemente em novos maquinários e embalagens, a cooperativa mantém controles rigorosos em todas as etapas de fabricação. Resultado: a marca tem um dos maiores índices de fidelização junto aos consumidores da Região Sul do Brasil.
    Entre as novidades da indústria estão equipamentos com tecnologia de ponta, como os instalados no laboratório da Piá para o controle de recepção da matéria prima.
    Modernos e precisos, eles fazem mais de 100 mil análises por mês. “É um controle de segurança e precisão e, além disso, muito veloz”, explica o presidente da Piá, Gilberto Kny. “Antes, os resultados demoravam entre 30 e 40 minutos para ficarem prontos. Hoje, sai em até três minutos”.
    As novas embalagens aumentaram a vida útil do produto de 45 para 60 dias, o que gera um diferencial competitivo maior para a marca, pois pode vender mais longe, além de melhorar a qualidade da bebida e dar maior segurança para o consumidor.
    Em 2013, a Cooperativa inaugurou a indústria de processamento de frutas, que ampliou a capacidade na linha de produção de polpa de frutas, que era de 2,5 toneladas/hora, para 10 toneladas hora. O Centro de Distribuição (CD), localizado em Ivoti, vai agilizar o abastecimento do Vale do Sinos e Grande Porto Alegre, movimentando 2,5 mil toneladas de produtos, entre leite, iogurtes, achocolatados e queijos.
    De acordo com Kny, a localização da cooperativa é estratégica, pois está próxima da região metropolitana de Porto Alegre. “Mais de 40% da população gaúcha está a menos de 90 quilômetros da nossa indústria, o que nos deixa fortalecido comercialmente”, explica.
    Para seguir conquistando o mercado, mantendo a fidelidade de seus mais de 4 milhões de consumidores, a Piá agora prioriza o mercado de iogurtes e a ampliação da participação em Estados como Santa Catarina, Paraná e São Paulo, onde a marca já está nos refrigeradores das principais redes supermercadistas.

  • “Sardinhas” invadem ônibus para protestar contra superlotação

    Para protestar contra a superlotação no transporte público, o integrantes da  Rede Minha Porto Alegre teve uma ideia no mínimo inusitada: entrar nos ônibus vestindo fantasias de latas de sardinha.
    Um vídeo faz parte do lançamento da mobilização “Aumento, Não”, contra o reajuste da passagem de ônibus.
    A ação originou o vídeo de lançamento da mobilização “Aumento, Não”, contra o reajuste da tarifa de ônibus porto-alegrense.
    Vídeo faz parte do lançamento da mobilização “Aumento, Não”, contra o reajuste da passagem de ônibus
    O vídeo pode ser visto em http://bit.ly/videosardinhas.
    “Para nós, tem tudo a ver protestar contra a superlotação nos ônibus nesse momento de reajuste da tarifa”, explica o mobilizador Giordano Tronco, um dos realizadores do vídeo.
    “Como pode a EPTC aumentar a passagem se o serviço está nesse estado?”
    Além do aperto, quem depende de ônibus tem que lidar com a crescente onda de assaltos e atrasos nas linhas. Já temos uma das passagens mais caras do Brasil. Um aumento do preço, somado a esses problemas, fará com que mais pessoas desistam de pegar ônibus — o que já é uma tendência.”
    A Rede Minha Porto Alegre convida a população a pressionar contra o aumento utilizando o site http://www.aumentonao.minhaportoalegre.org.br .
    Nele é possível enviar mensagens para os diretores da EPTC e da ATP (associação das empresas operadoras de linhas de ônibus em Porto Alegre) pedindo um transporte de mais qualidade a preço justo. O envio das mensagens demora menos de 10 segundos.
    Mais informações:
    Carolina Soares, co-fundadora da Minha Porto Alegre — soso@minhaportoalegre.org.br // 99326.6518
    Sobre a Minha Porto Alegre: A Minha Porto Alegre é uma rede de porto-alegrenses que trabalha por uma cidade mais justa, sustentável e inclusiva, utilizando-se de ações online e offline para pressionar o poder público. Para saber mais sobre as nossas mobilizações, acesse o nosso site:
    http:www.minhaportoalegre.org.br
     
     

  • "Há um sentimento que a Lava Jato está chegando ao fim"

    A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) está pedindo ao presidente Michel Temer a substituição do diretor-geral da corporação, Leandro Daiello.
    A gestão de Daiello, segundo a associação, seria a causa da saída de delegados da força-tarefa da Lava-Jato.
    A nota, encaminhada ao presidente nesta segunda feira, foi aprovada em assembleia na sexta-feira passada.
    Diz a nota que, por falta de apoio da direção, “delegados que coordenavam operações policiais foram deslocados para outras áreas e locais, devido ao esgotamento físico, mental e operacional a que são submetidos”.
    A manifestação coincide com a saída do delegado Márcio Adriano Anselmo da Lava-Jato, que foi transferido para a Corregedoria da PF no Espírito Santo, alegando justamente “esgotamento físico e mental” depois de mais de três anos de investigações.
    Anselmo é o quinto delegado da PF a deixar a Lava-Jato desde o início da operação. Antes dele, foram deslocados os delegados Eduardo Mauat, Luciano Flores, Duilio Mocelin e Erika Mialik Marena – especialista em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
    Na carta que será encaminhada nesta segunda a Temer, a associação volta a defender a substituição do atual diretor-geral por um dos nomes de uma lista tríplice. Além de Erika Marena , integram a relação os delegados Rodrigo Teixeira e Marcelo Freitas, ambos de Minas Gerais.
    Esse nomes já foram apresentados ao presidente quando ele tomou posse  e nomeou Alexandre de Moraes para o Ministério da Justiça.
    Agora a ADPF aproveita a saída de Moraes, indicado para o Supremo Tribunal Federal, para pedir novamente a mudança.
    A associação também se diz insatisfeita com suposta falta de suporte às operações Acrônimo e Zelotes – ao lado da Lava-Jato, as principais investigações de corrupção atualmente em curso. A entidade sustenta que, nos dois casos, houve redução das equipes de investigação.
    A ADPF afirma que a Zelotes, que investiga empresários por “comprar” medidas provisórias e decisões de impacto bilionário do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), deixou de ser conduzida pela Diretoria-Geral e foi transferida à Superintendência da PF em Brasília – o que seria um sinal de que perdeu importância.
    A investigação da própria Lava-Jato em Brasília também estaria perdendo quadros.
    – Há um sentimento na corporação de que a Lava-Jato está chegando ao fim – disse o presidente da associação, Carlos Eduardo Sobral.
    Segundo o diretor regional da ADPF em Minas Gerais, Luiz Augusto Pessoa Nogueira, Daiello recebeu muitas críticas internas quando a Procuradoria-Geral da República decidiu que delações da Lava-Jato seriam tratadas sem os delegados da Polícia Federal para evitar vazamentos.
     

  • Crise das polícias militares pode ser fatal ao governo Temer

    A cada dia fica mais claro o caminho que leva a atual situação política do país a um impasse, cuja saída pode ser um outro golpe, dentro do golpe que cassou o mandado de Dilma Rousseff.
    O repúdio ao governo Temer por boa parte da população, as reiteradas denúncias de propinas e subornos, as manobras cada vez mais evidentes para esvaziar a Operação Lava Jato, hoje símbolo do combate à corrupção,  vão minando o que resta de credibilidade no sistema político.
    Mesmo entre aqueles que foram às ruas e aplaudiram a derrubada da presidente Dilma Rousseff vai se ampliando o sentimento de que foram usados por um grupo de políticos corruptos unicamente preocupados em salvar a própria pele.
    A persistência da crise econômica completa o quadro de incertezas.
    A intervenção das Forçar Armadas no Espírito Santo, que há quase uma semana controlam as áreas mais movimentadas da capital e seu entorno, adquire um caráter simbólico nesse contexto.
    Aplaudidos por uma população acuada pela violência,  os soldados do Exército nas ruas de Vitória reforçam o sentimento que inegavelmente cresce entre os brasileiros de que só uma intervenção militar pode “dar fim à bagunça”.
    A crise no Espirito Santo, apesar do discurso das autoridades, não está inteiramente debelada.
    Tanto que, mesmo com a volta dos policiais militares às ruas, anunciada pelo governo do Estado no fim de semana, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o Exército não tem data para voltar aos quartéis.
    São mais de 3 mil soldados do Exército, 180 veículos, três helicópteros e sete blindados patrulhando as áreas de maior circulação das principais cidades do Espírito Santos.
    Cessaram os saques e os arrastões, mas a criminalidade continua assombrando os moradores. Quando as tropas do Exército chegaram, na quarta-feira, a policia civil contabilizava 80 mortes desde o inicio da greve dos militares, na segunda.
    Na noite deste domingo, já eram 144 o número dos assassinatos na Grande Vitória.
    Ao mesmo tampo ganha contornos cada vez mais preocupantes a situação do Rio de Janeiro, onde um movimento de mulheres, semelhante ao do Espírito Santo, já pressiona os quartéis. O policiamento ainda não foi prejudicado, segundo as autoridades. Mas a crise do Rio tem outros ingredientes também explosivos.
    À beira de um colapso financeiro, o governo do Rio negocia um pacote de ajuda do governo federal que exige cortes drásticos e privatizações rechaçadas pela oposição e pelos servidores.
    A votação dessas medidas na Assembléia Legislativa, que tem provocado protestos e confrontos entre manifestantes e a polícia, prossegue nesta semana e nada indica que a temperatura vai baixar.
    Neste domingo, o presidente Michel Temer reuniu-se com o ministro da Defesa, Raul Jungmann e todo seu staff de segurança e exigiu punição exemplar para os policiais militares do Espírito Santo.  Seu temor é que o exemplo do Espírito Santo se amplie a outros Estados.
    Segundo um levantamento do jornal O Globo, em pelo menos oito Estados a situação dos policiais militares é igual ou pior do que a dos capixabas: reajustes abaixo da inflação há vários anos,  péssimas condições de trabalho, equipamentos insuficientes, etc.
     
     

  • Hacker chantageou Marcela Temer com imagens e áudio do celular

    El País
    O caso envolvendo o vazamento de dados do celular da primeira-dama, Marcela Temer, foi além de possíveis fotos pessoais e familiares que existiriam no aparelho.
    O hacker Silvonei José de Jesus Souza condenado por clonar o telefone dela tentou extorquir 300.000 reais para não vazar também o áudio de um vídeo que, segundo ele, poderia comprometer o presidente Michel Temer (PMDB).
     As informações constam do processo de julgamento de Souza e foram divulgadas primeiramente pelo jornal Folha de S.Paulo.
    O EL PAÍS teve acesso ao material, que inclui o processo judicial, com mais de 1.000 páginas e um relatório da Polícia Civil.
    O conteúdo do áudio ou os supostos dados íntimos de Marcela Temer não estão no processo. Nas conversas, Souza chantageia a primeira-dama, que reage negando que o registro obtido pelo hacker poderia prejudicá-la.
    Souza foi condenado a cinco anos e dez meses de prisão pelos crimes de estelionato e extorsão.
    Entre o cometimento do crime a condenação passaram-se apenas seis meses, um prazo considerado célere, levando em conta a morosidade do Judiciário brasileiro.
    O crime foi cometido em abril do ano passado. O julgamento em primeira instância foi concluído em outubro. O hacker está preso em São Paulo.
    A rapidez no esclarecimento desse crime contou com a extrema colaboração da Polícia Civil paulista que, sob a ordem do então secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, montou uma força-tarefa para investigar o delito.
    Foram cinco delegados e 25 investigadores dedicados a essa causa. Depois que a investigação avançou, Moraes foi empossado no Ministério da Justiça e, na última semana, indicado pelo presidente para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.
    Os nomes de Temer, Marcela e do irmão dela, Karlo Augusto Araújo, não aparecem no processo a pedido dos advogados do presidente (na época do delito era vice-presidente de Dilma Rousseff). Os codinomes dos três são: Tango, Mike e Kilo, respectivamente. Quando questionado pela Folha de S.Paulo, a Presidência da República informou que a fala do hacker, citada pelo jornal, está “fora de contexto” e teve o objetivo de chantagem e extorsão.
    Momentos depois de a Folha publicar a reportagem, decisão do juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, de Brasília, atendeu ao pedido de Marcela Temer ordenou que a publicação “se abstenha de dar publicidade a quaisquer dados e informações obtidas no aparelho celular” de Marcela Temer sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A decisão também faz referência ao jornal O Globo.
  • Marchezan anuncia contratação de 50 profissionais para a Saúde da Família

    O prefeito Nelson Marchezan Júnior anunciou a contratação de 50 profissionais para reforçar as equipes de estratégia de Saúde da Família.
    Destes, 26 são médicos que atuarão nas equipes de Atenção Primária à Saúde. Com esta medida, todas as equipes contarão com médico.
    O anúncio foi feita nesta quinta-feira, em reunião no Conselho Municipal de Saúde.
    Também estão sendo contratados três enfermeiros, três técnicos de enfermagem, um dentista e 17 agentes comunitários de saúde. Todos irão compor equipes de Saúde da Família.
    Com os 26 médicos contratados, somados a seis médicos do Programa Mais Médicos, que devem chegar à Capital, o grupo completará as equipes que vinham sofrendo com a falta de profissionais, algumas desde fevereiro de 2015.
    O secretário Municipal de Saúde, Erno Harzheim explicou que as contratações foram possíveis graças à reavaliação do uso dos recursos financeiros aplicados em saúde oriundos do Tesouro Municipal.
    O estudo buscou trazer mais eficiência o uso do dinheiro público para entregar melhores serviços à população. Ao mesmo tempo, foi possível desonerar o Tesouro em cerca de R$ 2,25 milhões por mês.
    O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) vê com bons olhos as contratações, mas o presidente, Paulo de Argollo Mendes reitera que o número é insuficiente:
    “O prefeito que se sensibilizou com o sofrimento da população. Sempre que houver contratação de médicos, isso é absolutamente saudável e bom para a população.
    Entretanto, é importante sublinhar que este número é absolutamente insuficiente para suprir as necessidades de Porto Alegre.”
    O presidente do Simers ainda reiterou que há falta de médicos em diversas unidades do município, sobretudo em emergências e cita como exemplos o Postão da Cruzeiro e o do IAPI.
    Argollo lembra ainda que a presença de um médico por equipe é obrigatoriedade na Estratégia de Saúde da Família. “Estas equipes estavam funcionando de forma irregular”, afirma.
    Segundo o Ministério da Saúde, cada equipe deve ser composta por, no mínimo, um médico generalista, ou especialista em Saúde da Família, enfermeiro generalista ou especialista em Saúde da Família, auxiliar ou técnico de enfermagem; e agentes comunitários de saúde. Cada equipe deve atender até quatro mil pessoas, sendo três mil o recomendado pelo Ministério.

  • Plano Nacional de Segurança promete R$ 100 milhões para o RS

    Com a presença do ministro interino da Justiça, José Levi do Amaral e do Chefe da Casa Civil de Temer, Eliseu Padilha, o governador José Ivo Sartori anunciou nesta sexta-feira, no Palácio Piratini, a entrada do Rio Grande do Sul no Plano Nacional de Segurança que inicia em terras gaúchas na próxima quarta-feira, 15.
    O Plano Nacional de Segurança tem como objetivos principais reduzir homicídios, feminicídios, e violência contra a mulher, promover o combate integrado à criminalidade transnacional – ligada a grandes quadrilhas que atuam no tráfico de drogas e de armamento pesado – e a racionalização e modernização do sistema penitenciário.
    O Governo Federal promete investir R$ 100 milhões no Rio Grande do Sul. Setenta milhões seriam somente em dois presídios ainda sem previsão de onde serão construídos nem prazo de entrega.
    Nas ruas o efeito é de curto prazo. Foram anunciados um reforço de duzentos homens da Força Nacional, 24 viaturas para a Perícia, 36 policiais rodoviários federais além da aquisição de 14 veículos celas.
    O Secretário Cézar Schirmer, também presente no evento, garantiu a construção de mais um presídio por conta do Estado.
    Recursos previstos:
    – Nova unidade prisional: R$ 32 milhões
    – Aparelhamento e modernização penitenciária: R$ 12.840 milhões
    – Presídio de segurança máxima: R$ 40 milhões
    – Bloqueadores de celulares: R$ 6,08 milhões
    – Scaners corporais: R$ 2,9 milhões
    – Tornozeleiras eletrônicas: R$ 3,2 milhões
    – Veículos-cela: R$ 2,5 milhões
    – Equipamentos, armamentos e munições: R$ 2,1 milhões
    O Rio Grande do Sul é o terceiro Estado contemplado no Plano Nacional de Segurança. Os dois primeiros foram Sergipe e Rio Grande do Norte

  • Vidros quebrados, bombas e prisões no protesto contra o aumento da passagem

    Matheus Chaparini
    O primeiro ato do Bloco de Luta pelo Transporte Público em Porto Alegre terminou com correria, explosões de bombas e prisões no centro de Porto Alegre.
    Segundo a Brigada Militar, dois homens foram presos e um adolescentes apreendido, sob alegação de dano ao patrimônio.
    A manifestação se concentrou na esquina democrática, de onde a caminhada partiu em torno das 19h.
    O alvo do protesto é o reajuste da passagem de ônibus de Porto Alegre, que ainda ainda não foi definido. As empresas de ônibus pedem um aumento de 14,6%, de R$ 3,75 para R$ 4,30.

    Durante a caminhada, pichações e algumas vidraças quebradas
    Durante a caminhada, pichações e algumas vidraças quebradas

    Centenas de pessoas seguiram em caminhada pelas ruas do centro com faixas e bandeiras do PSOL, PSTU, MLB, Resistência Popular e diversos partidos e organizações que compõe o bloco.
    Os manifestantes entregavam panfletos para motoristas e pedestres e cantavam “eta eta eta, se  passagem aumentar vou ter que pular a roleta”, em ritmo de Caetano Veloso. A EPTC vinha à frente da marcha, abrindo o caminho, e a Brigada Militar, às costas.
    O trajeto seguiu por Salgado Filho, Dr. Flores, Terminal de ônibus do Camelódromo, Senhor do Passos, Otávio Rocha, chegando à frente da Prefeitura, onde grande efetivo do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar e da Guarda Municipal protegiam a sede do poder municipal. Dali, o grupo começou a subir a avenida Borges de Medeiros.
    Durante o percurso, alguns manifestantes picharam mensagens de protesto nos muros. Quando a marcha passou pela Otávio Rocha, uma bolinha de gude arremessada de um estilingue de um manifestante rompeu a vidraça do Bradesco.
    Uma agência do Banrisul e uma loja do MC Donald’s tiveram vidros quebrados por marteladas. Quando a caminhada subia a Borges de Medeiros, dois jovens quebraram vidros da agência do banco Itaú, na esquina com a rua da Praia. Foi o estopim que desencadeou a ação da Brigada.
    Vidraças foram quebradas com marteladas
    Vidraças foram quebradas com marteladas

    Quatro ou cinco bombas de gás lacrimogênio foram arremessadas por trás, caindo no meio da manifestação, longe dos envolvidos na depredação. A correria foi geral. O grupo se dividiu para os dois lados pela Rua dos Andradas. Uma senhora com dificuldade de locomoção passava pelo local e foi afetada pelo efeito do gás. Funcionários de uma loja próxima acolheram.
    Os manifestantes chegaram a se reagrupar, já reduzidos a não mais do que cem, na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Salgado Filho. O efetivo policial, com viatura, cavalos e homens a pé, parecia crescer à medida que reduzia o tamanho do protesto. Um grupo de manifestantes prestou socorro a uma jovem ferida na perna por um estilhaço de bomba e a um homem desorientado pelas explosões.
    Grupo de manifestantes prestou socorro a uma jovem ferida por estilhaço de bomba
    Grupo de manifestantes prestou socorro a uma jovem ferida por estilhaço de bomba

    A Brigada ainda arremessou mais duas bombas e investiu novamente contra o grupo, que dispersou. Vendedores de fruta com bancas próximas protestaram contra a ação. “Aqui tem criança, isso é covardia”, exclamou uma moça.
    Por volta das 20h, quando a esquina democrática não reunia mais do que 30 pessoas, entre manifestantes, imprensa e transeuntes, nova investida.
    Um grupo de policiais atacou com chutes e cassetadas um pequeno grupo de manifestantes. Na sequência, um jovem foi perseguido por três brigadianos, caiu no chão, levou cassetadas e foi detido.
    Os últimos efetivos policiais se retiraram sob aplausos e comentários irônicos dos que ainda permaneciam no local. Uma senhora disparou: “a sociedade está correndo um grande perigo nas mãos desses caras. E chamam isso segurança pública.” Um homem mais exaltado criticava a ação da polícia e gritava estatísticas da violência: “mais de 200 assassinatos na região metropolitana só em janeiro. Onde estava o BOE?”
    Viaturas, cavalos e homens a pé, forte efetivo da Brigada Militar
    Viaturas, cavalos e homens a pé, forte efetivo da Brigada Militar

  • Porto Alegre: antecipação de IPTU garantiu superávit em janeiro

    Felipe Uhr
    Já eram quatro e vinte da tarde desta quinta-feira quando o secretário Leonardo Busatto entrou no Salão Nobre do Paço dos Açorianos, juntou-se ao prefeito Nelson Marchezan Júnior e deu inicio ao balanço mensal da contas da Prefeitura de Porto Alegre.
    Durante aproximadamente uma hora o secretario apresentou os números do primeiro mês da atual gestão. O prefeito pouco falou, apenas abriu a apresentação, depois se retirou, voltou, respondeu algumas perguntas e foi embora novamente.
    Em sua apresentação de 18 slides o secretário da Fazenda foi enfático ao ressaltar a crise financeira vivida pelo município. Lembrou dos R$ 507 milhões de despesas deixados pelo governo Fortunati somente de 2016. “É um dinheiro que eu não tenho e vou ter que pagar”, afirmou Busatto.
    Deste montante R$ 76 milhões já foram pagos segundo o próprio secretario.
    Apesar da crise, o mês de janeiro apresentou superávit de R$ 84 milhões. “Essa não é uma receita real já que dezembro e janeiro há antecipação do IPTU” salientou o Busatto. Fevereiro também será um mês de superávit, pois ainda virá receita do IPTU antecipado, depois disso não há previsão de lucro entre receita e despesa. “Serão meses difíceis” avisou o secretário que lembrou mais uma vez que os salários irão atrasar.
    “Cortes virão de todos os lados” avisa secretário
    Para estancar a crise, Busatto ressaltou as medidas já adotadas que reduziram os gatos da prefeitura como corte de CCs, despesas diárias, passagens aéreas entre outros. “Somente em CCs tivemos uma redução de 29,7%” afirmou.
    Medidas adotadas:
    * Corte em despesas com diárias, passagens aéreas, cursos, horas-extras, etc.
    * Suspensão das dívidas com fornecedores de 2016.
    * Renegociação de contratos em vigor.
    * Revisão das licitações em andamento.
    * Suspensão de novas contratações, inclusive pessoal.
    * Corte no número de CCs.
    * Racionalização do uso de celulares.
    Prefeito falou sobre Metrô e investimentos 
    Durante a apresentação o que chamou a atenção foi o baixíssimo grau de investimento direto da prefeitura, pouco mais de R$ 300 mil reais. No ano passado foram R$ 7,4 milhões, o que representou uma queda de 95,3%. Tanto secretário e prefeito falaram que investimentos próprios agora não irão acontecer pois “não há recursos”
    O Prefeito também respondeu aos repórteres sobre os R$  R$ 3,54 bilhões para o Metrô que o governo federal havia anunciado para a cidade e que foi cortado. “Sinceramente fico feliz que tenhamos entrado em mais essa aventura.” ponderou o prefeito.
    Para Marchezan, se durante os anos de crescimento global e nacional da economia Porto Alegre não aproveitou para fazer obras e outros investimentos maiores não seria agora que isso aconteceria. O balanço mensal será uma marca do governo Marchezan, até o 5º dia útil do mês.
    Confira abaixo alguns números apresentados pela Prefeitura:

    Fonte: Secretaria da Fazenda
    Fonte: Secretaria da Fazenda

     
     
     
     
     
     
     
     
     
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