Cleber Dioni Tentardini
O Instituto Vital Brazil (IVB) é um dos laboratórios responsáveis pela produção nacional de soro antiofídico, que neutraliza o veneno das serpentes. O soro é repassado ao Ministério da Saúde que distribui aos órgãos estaduais.
O diretor científico do Vital Brazil, Rafael Cisne, reconhece que o Instituto tem grande interesse em receber as serpentes do NOPA. “Além da produção de soro antiofídico, utilizamos a peçonha em vários estudos. A da cobra coral, por exemplo, possui uma proteína específica que pode ter comprovados diversos benefícios no tratamento de doenças”, explica.
O serpentário do IVB possui 700 serpentes. Segundo Cisne, há espaço, gente capacitada e grande interesse em receber as serpentes, mas depende de recursos do Estado para efetuar a remoção dos animais.
“Estamos estudando o valor, o impacto financeiro que essa transferência trará aos cofres públicos do nosso estado, que está em dificuldades”, afirma.
A secretária Ana Pellini aguarda definição do IVB. Enquanto isso, a área de visitação pública do serpentário está fechada após depredação e tentativa de roubo das serpentes. Algumas foram levadas para o Zoológico de Sapucaia. A direção do Museu de Ciências Naturais foi procurada por duas vezes para comentar a transferência do serpentário, mas não deu retorno, inclusive após solicitar que lhe fossem enviadas as questões por correio eletrônico. Há poucos dias, uma sala do departamento jurídico da FZB também foi arrombada e computadores e equipamentos foram roubados.
Estado pode ficar sem soro de cobras nativas
A possibilidade de transferência do serpentário para fora do Estado causou estranheza e preocupação entre os funcionários da FZB. Há várias pesquisas em andamento, lembra a bióloga Acácia Winter, tratadora de animais silvestres no museu. Ela cita algumas: “Criação de um soro antielapídico pan-americano” e “Criação de antibiótico a partir de veneno de serpentes”, “Avaliação de viabilidade de um novo anti-veneno pan-americano para acidentes com cobras corais” e “Venenos como fonte de biomoléculas contra biofilmes bacterianos patogênicos”, além de “Manutenção de Micrurus altirostris em cativeiro” e “Variação ontogênica na composição do veneno”.
O NOPA, único serpentário do Estado capacitado para realizar extração de peçonha, mantém cerca de 400 serpentes de 16 espécies, sendo oito peçonhentas. Há espécies que ocorrem somente no Rio Grande do Sul como a Jararaca-pintada Bothrops pubescens. São encontradas ali também cruzeira, coral, cascavel, jibóia, entre outras. Além do Vital Brazil, o Núcleo mantém parceria hoje com a Faculdade de Veterinária e com o Programa de Pós-graduação em Farmácia, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
A bióloga destaca ainda que serão encerrados os serviços de orientação à população por telefone, e-mail e pessoalmente, em caso de acidentes; o treinamento de contenção, manejo e identificação de serpentes aos agentes de saúde e ambientais, além do Exército; o acolhimento de serpentes que não podem ser soltas na natureza novamente e as pesquisas científicas. (Cleber Dioni Tentardini)
Categoria: Geral
Cobras do Museu de Ciências podem ir para Rio de Janeiro
Presidente da FZB, Luiz Branco, recebe visitantes no serpentário do NOPA/ Cristine Rochol/PMPA Extração pública de veneno de serpentes no NOPA/ Arquivo FZB Curso teórico e prático sobre serpentes a Batalhão Ambiental/Foto NOPA/FZB Governo inicia desmonte da Fundação Zoobotânica do RS
Cleber Dioni Tentardini
O governo do Estado apresentou na tarde desta quinta-feira em reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), um anteprojeto de Lei que propõe alterações no Sistema Estadual de Proteção Ambiental (Sisepra) e exclui a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul da composição do Conselho.
O Consema é o órgão responsável pela aprovação e acompanhamento das políticas ambientais no Estado, formado por representantes da sociedade civil, governo, ONGs, trabalhadores e universidades.
Há poucos dias, a secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA), Ana Pellini, alterou os componentes da Câmara Estadual de Compensação Ambiental (CECA), retirando todos os membros da FZB.
Outro sinal de enfraquecimento da FZB ocorreu no início do ano quando uma diretora da SEMA consultou o presidente do Instituto Vital Brazil (IVB), Edimilson Migowski, sobre possibilidade da entidade carioca em abrigar o serpentário do Museu de Ciências Naturais (MCN).
Seriam transferidas mais de 300 cobras do museu, que abriga o Núcleo Regional de Ofiologia de Porto Alegre (NOPA). O núcleo mantém há oito anos parceria com IVB para fornecimento de peçonha (veneno) de espécies típicas do Sul.
Os servidores já comunicaram ao Ministério Público Estadual por entenderem que essas ações do governo para desmontar a estrutura do órgão desrespeitam decisão judicial que proibiu a SEMA de “esvaziar as atividades da Fundação Zoobotânica”.
A preocupação dos servidores da Fundação foi debatida ontem na Faculdade de Comunicação (Fabico) da UFRGS, durante a Terça Ecológica, promovida pelo Núcleo de Ecojornalistas do RS.
Foram palestrantes o presidente da Associação dos Servidores da SEMA, Julio Rolhano, o técnico ambiental da SEMA, Rafael Erling, e o biólogo da Associação dos Funcionários da FZB, Jan Karel Jr.
Servidores da SEMA e FZB criticam ações do governo/Eliege Fante
Jan Karel explicou que a liminar expedida no fim de janeiro pela 18ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, a pedido do Ministério Público Estadual, além de proibir a demissão dos funcionários das fundações atingidas pela lei de extinção sem que tenha sido concluída a negociação salarial, também impediu o governo de se desfazer do patrimônio, o que inviabilizaria o trabalho dos servidores.
A FZB que é responsável pelo Jardim Botânico, Museu de Ciências Naturais do RS e Parque Zoológico, teve a extinção aprovada pela Assembleia Legislativa em 20 de dezembro de 2016, através do projeto de Lei 246/2016, proposto pelo Governo do Estado.
Esse PL também determinou o fim de outras oito fundações e duas companhias: Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF), a Fundação de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação Piratini, Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), Fundação Estadual de Planejamento (Metroplan).Auditores do Tesouro Nacional vão avaliar estatais gaúchas em março
Técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, que estão auditando as finanças públicas do Rio Grande do Sul concluíram nesta quinta-feira a primeira etapa do seu trabalho.
Foram avaliadas as medidas de contenção de despesas em andamento, além do gasto com pessoal (equivalente a 73% da receita), a dívida com precatórios (R$ 12 bilhões) e o passivo pelo não pagamento do piso nacional do magistérios (R$ 17 bilhões).
Na próxima etapa, serão avaliadas todas as estatais gaúchas, incluindo o Banrisul. O diagnóstico vai embasar as negociações do socorro financeiro da União ao Estado.
A próxima visita de técnicos do Ministério será nos dias sete, oito e nove de março. A equipe deve ser maior e contar com dois grupos, especializados em empresas públicas e Previdência.
No início da tarde desta quinta-feira, em entrevista coletiva, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, afirmou que as primeiras conclusões reforçam as medidas de ajuste adotadas até agora pelo governo.
A avaliação foi confirmada pelo técnico Edelcio de Oliveira. Ele afirmou que o Rio Grande do Sul está mais adiantado do que o Rio de Janeiro, que também busca ajuda do Governo Federal.
Questionado, Feltes voltou a negar a possibilidade de inclusão do Banrisul nas negociações. O Governo do Estado busca, com este plano, a suspensão do pagamento da dívida com a União pelos próximos três anos.Balanço do Banrisul: menos crédito, mais calote, lucro menor
Abrindo a temporada de balanço dos bancos, o Banrisul apresentou nesta quinta-feira seus resultados de 2016.
Os números, apresentados pelo presidente Luiz Gonzaga Veras Mota, mostram um lucro líquido de R$ 659,7 milhões no ano.
Uma análise, porém, mesmo superficial, mostra que como todos os bancos, o Banrisul sentiu o aprofundamento da crise econômica em 2016: emprestou 5,2% menos, viu a inadimplência aumentar em mais de 10% e o lucro encolher 14% na comparação com o ano anterior.
Os dados do ultimo trimestre de 2016, no entanto, já mostram uma mudança no cenário: nos tres meses finais do ano, o lucro líquido chegou a 157 milhões. com crescimento de 50% em relação ao trimestre anterior.
Sinal de que a lenta recuperação que se registra na economia já se reflete no desempenho do banco.
Tema inevitável, a privatização do Banrisul como parte do pacote negociado com a União sobre a dívida estadual, foi descartada com firmeza pelo presidente do banco. “O banco não será privatizado. Não tem o que se falar sobre esse assunto, nem cabe especulação”, disse ele. .
REDE DE ATENDIMENTO
Em dezembro de 2016, a rede de atendimento do Banrisul alcançou 1.237 pontos, distribuídos em 536 agências, das quais 491 no Rio Grande do Sul, 30 em Santa Catarina, 13 nos demais estados brasileiros e duas no exterior; 200 postos de atendimento bancário e 501 pontos de atendimento eletrônico, além de 1.448 correspondentes bancários.
Sindicatos querem mais informações antes de discutir as demissões
Matheus Chaparini
“Fomos recebidos de forma muito cordial, mas dura”, assim foi definida a reunião por um dos advogados que integra a frente jurídica que defende os trabalhadores das fundações e da Corag. Do lado de fora, servidores realizavam um buzinaço.
A frente concedeu entrevista coletiva em frente ao edifício do Centro Administrativo após a primeira de uma série de reuniões chamadas pelo governo para discutir a situação dos servidores caso seja confirmada a extinção das fundações e da companhia.
O advogado do Sindicato dos Gráficos, Rômulo Escouto, afirmou que o governo sentou à mesa “dando as extinções e demissões como irreversíveis.” E defendeu que “uma negociação coletiva pressupõe que as duas partes estejam abertas a ouvir.”
As extinções foram aprovadas pela Assembleia Legislativa no final do ano e sancionadas pelo governador José Ivo Sartori em janeiro. Entretanto, a Justiça do Trabalho impediu a demissão em massa dos trabalhadores sem negociação coletiva com os sindicatos.
Após a primeira reunião, advogados que compõe a frente jurídica concederam uma entrevista coletiva em frente ao CAFF
Para os servidores, a situação ainda não está definida. “Temos o caso da Corag que tem contratos em andamento a cumprir”, exemplifica o advogado Antônio Castro, que participa da negociação representando os radialistas.
Os advogados apresentaram um ofício solicitando ao governo uma série de informações relativas à situação de cada funcionários. Quantos são, em que data foram admitidos, se entraram através de concurso ou não, se pertencem à Cipa (Comissão Interna para Prevenção de Acidentes) são alguns dos questionamentos apresentados.
Ofícios semelhantes devem ser entregues a cada reunião. “Sem estas informações, não há como negociar. Responder a estas perguntas é atender ao que define a liminar”, afirmou Antônio Carlos Porto, advogado do Sindicato dos Jornalistas.
Segundo os advogados, o governo se prontificou a levantar informações, mas não se comprometeu a responder a todas as solicitações.
Do lado de fora, servidores realizaram buzinaço
A frente jurídica vai pedir também que as reuniões sejam agrupadas por fundação. As mesas agendadas pelo governo estão divididas por sindicato.
Desta forma, a Fundação Piratini, por exemplo, tem duas reuniões marcadas para hoje: às 14h, com o sindicato dos jornalistas, e às 15h, com os representantes dos radialistas. A ideia dos advogados é fazer uma só reunião com todas as partes.
O Governo do Estado vai se manifestar ao longo do dia, através da Procuradoria Geral do Estado.
Advogada do Semapi e representantes da CUT foram barrados
A advogada que representa o Semapi, Roberta Possebon, foi impedida de entrar no prédio para participar da reunião. Roberta relata que chegou ao local às 9h02, para a reunião marcada para iniciar às 9h.
Ao se identificar no portão, foi avisada de que não poderia entrar pois o número de pessoas já havia atingido o limite. Ela afirma que não houve nenhuma combinação prévia limitando o número de participantes.
“Eu tentei argumentar que o advogado tem que estar onde está o seu cliente, que meu cliente estava lá em cima para uma negociação e que existe uma frente jurídica, da qual eu faço parte”, conta. Das dez reuniões agendada para quinta e sexta-feira, cinco envolvem diretamente o Semapi.
Impedida de acessar a reunião, a advogada ainda tentou entrar por outra portaria, mas novamente o acesso foi negado. Além de ter sido barrada, ela ficou incomodada com a abordagem do funcionário do CAFF, que, segundo ela, chegou a gritar. “Quem lida com pessoas em um prédio público tem que ser no mínimo educado e ele não foi.”
Às 10h03, quando a reunião já havia acabado, a advogada foi chamada pelo mesmo funcionário, que solicitou seu nome completo e informou que ela estava autorizada a subir.
Durante a coletiva, o secretário de comunicação da CUT, Ademir Wiederkehr, pediu a palavra para denunciar que também foi impedido de acessar o prédio. “Fomos barrados. A CUT, que coordena este frente, chamou uma entrevista coletiva, que foi noticiada em quase toda imprensa, e fomos impedidos de entrar para realizá-la”, afirmou Wiederkehr.Governo e sindicatos iniciam negociações para extinção das fundações
Cleber Dioni Tentardini
Governo do Estado e sindicatos iniciam nesta quinta-feira as negociações para a demissão dos funcionários das fundações estaduais que tiveram a extinção aprovada pela Assembleia Legislativa no final do ano.
Ao longo de quinta e sexta-feira, o governo e as direções das fundações se reúnem com cada sindicato no Centro Administrativo Fernando Ferrari. Participarão representantes do Grupo de Assessoramento Especial (GAE) do governo e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
As negociações foram chamadas pelo governo. Em janeiro, a Justiça do Trabalho proibiu o governo de demitir os funcionários das fundações sem fazer acordo com os sindicatos. A decisão liminar, assinada pela juíza Valdete Souto Severo, titular da 4ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, após ação conjunta de uma frente jurídica criada pelos sindicatos.
A determinação afeta a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), Fundação Zoobotânica, Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) e Fundação de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan).
Quinta-feira:
9h – Corag – Sindicato dos Graficos
11h – Metroplan – Senge (Sindicato dos Engenheiros)
14h – Fundação Piratini – Sindicato dos Jornalistas
15h – Fundação Piratini – Sindicato dos Radialistas
Sexta-feira:
9h – FDRH – Semapi
10h – Fundação Zoobotânica – Semapi
11h Metroplan – Semapi
14h – Fundação de Economia e Estatística – Semapi
15h – Cientec – Semapi
16h – Cientec – SengePorto Alegre tem primeiro ato contra o aumento da passagem nesta quinta
O primeiro ato contra a proposta de reajuste da passagem de õnibus em Porto Alegre acontece nesta quinta-feira.
A manifestação está sendo convocada pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público. O evento criado no facebook já conta com 2 mil confirmados.
Desde domingo, o Bloco vem realizando atividades diários de panfletagens em diversos locais da cidade.
No final de janeiro, a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), apresentou a proposta de reajuste no valor da tarifa para R$ 4,30, o que representaria aumento de 14,66%.
Já a EPTC apresentou três estudos, com o valor chegando no máximo a R$ 4,05, representando 8% de aumento.
Na semana passada as negociações do dissídio dos rodoviários emperraram. O sindicato das empresas afirmou que não fará nova proposta. Em protesto, os rodoviários realizaram “operação tartaruga”.
O Sindicato das Empresas de Ônibus havia oferecido 5,15% de reajuste, pago em duas vezes. O Sindicato dos Trabalhadores pediu 3,5% a mais e o aumento do vale alimentação de R$ 23,48 para R$ 29,00.Passagem a R$ 4,25 gera protestos e prisões em Curitiba
Desde segunda-feira, a menor tarifa o transporte público de Curtitiba subiu de R$ 3,70 para R$ 4,25. O aumento é de cerca de 15%, semelhante à proposta do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre.
Na noite de segunda-feira, manifestantes saíram as ruas da capital paranaense para protestar contra o aumento.
O protesto reuniu centenas de pessoas na região central de Curitiba. Foram registradas pixações e vidros de agências bancárias.
A empresa Urbs lançou nota afirmando que uma cobradora foi agredida. A Polícia Militar utilizou balas de borracha e bombas de efeito moral.
A corporação informou que onze manifestantes foram detidos e encaminhados à delegacia. Após assinarem Termo Circunstanciado, todos foram liberados.
Na região metropolitana passagens chegaram a R$ 5,30
O aumento atinge também os moradores da região metropolitana de Curitiba. Estes municípios são divididos em quatro “degraus” e os preços variam conforme a distância para Curitiba. O aumento foi de: R$ 0,55 (1º degrau), R$ 0,50 (2º e 3º degraus) e R$ 0,60 (4º degrau).
Cidades como Campo Magro, Campo Largo, Araucária e Pinhais, por exemplo, fazem parte do 1º degrau. A tarifa destas ficou com o mesmo valor e Curitiba: R$ 4,25. Os municípios de São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré e Colombo são do 2º degrau e o valor da passagem, que era de R$ 3,80, passará para R$ 4,30. Piraquara e Fazenda Rio Grande compõem o 3º degrau e a tarifa de R$ 3,90 passará a R$ 4,40. Os municípios mais distantes, Bocaiúva do Sul, Contenda, Itaperuçu e Rio Branco do Sul, integram o 4º degrau e as tarifas de R$ 4,70 passaram para R$ 5,30.R$ 55 milhões foi o valor que a Corag repassou ao governo em 5 anos
Recebemos as seguintes considerações sobre a matéria referente aos resultados financeiros da Companhia Riograndense de Artes Gráficas:
“Caro, está muito boa a matéria, bem legal mesmo. Mas notei algumas imprecisões e queria ver contigo se é possível fazer algumas correções.
Esse valor de R$ 55 milhões não é o lucro obtido no período de cinco anos, mas sim o total repassado da Corag para o cofre único do Estado no mesmo período. O correto seria dizer que a Corag repassou R$ 55 milhões em cinco anos. Da mesma forma, aqueles valores ano a ano se referem aos repasses feitos em cada ano, e não ao lucro. O repasse (pagamento de dividendos ou distribuição de lucros) é calculado e definido no ano seguinte, após a obtenção do resultado financeiro do exercício anterior. Assim, em 2016, a Corag repassou R$ 2,5 milhões ao Estado e em 2015 havia repassado R$ 7,6 milhões.
O lucro é outra coisa. É o resultado da diferença entre receitas e despesas, incluso aí inclusive o Imposto de Renda – e só realizado após o final do exercício financeiro. Em 2015, a Corag registrou lucro líquido de R$ 7,7 milhões (o número confunde, porque é quase o mesmo referente ao repasse realizado no ano). Ainda não temos o resultado de 2016, que deve ser divulgado até abril. Contabilizando receitas e despesas entre janeiro e setembro, porém, temos um resultado positivo de pouco mais de R$ 10 milhões em 2016 – mas isso também não é o lucro, uma vez que ainda há despesas importantes a serem contabilizadas. Após os cálculos do último trimestre de 2016, quando saberemos o lucro do período, será realizada Assembleia de Acionistas e será definido o repasse ao governo do Estado para este ano.
Se houver interesse, posso levantar o lucro líquido dos últimos cinco anos. O dado que tenho à mão é que tivemos um lucro líquido médio de R$ 9 milhões em sete anos. E repassou, em média, por ano, R$ 11 milhões nos últimos cinco anos (justamente porque em anos anteriores não foi repassado todo o lucro; a Corag pode ficar com parte dos lucros para reinvestir, por exemplo).
Outra imprecisão ocorreu por descuido meu: o faturamento total de 2015 foi de R$ 54,5 milhões, e não de R$ 57 milhões, conforme informei no material que havia te passado antes.
Outro ponto que seria importante corrigir é que a decisão que proíbe a demissão e o esvaziamento das atividades da Corag não foi da juíza Valdete, mas do juiz Maurício Schmidt Bastos. A Valdete foi juíza na liminar das cinco fundações da base do Semapi (Cientec, FDRH, FEE, Metroplan e Zoobotânica). A decisão do juiz Maurício está disponível no site do TRT da quarta região: http://www.trt4.jus. br/portal/portal/trt4/ comunicacao/noticia/info/ NoticiaWindow?cod=1418050& action=2&destaque=false& filtros=JURIDICA
Te agradeço mais uma vez pela matéria. Se restarem dúvidas sobre os assuntos, estou às ordens.
Abraço!
Jair Stangler
Arrobamento e roubo de computadores na Fundação Zoobotânica
Cleber Dioni Tentardini
A Fundação Zoobotânica sofreu novo arrombamento. Desta vez o atentado ocorreu na parte administrativa do prédio.
Foi danificada a porta de acesso à sala da Assessoria Jurídica e roubados do local duas CPUs, um monitor de computador e uma impressora.
Recentemente, no dia 18 de janeiro, o serpentário do Museu de Ciências Naturais da Fundação de Zoobotânica também foi arrombado numa tentativa de soltura das cobras.
O diretor presidente da Fundação Luiz Fernando Branco estranha o roubo de computadores apenas na sala do jurídico, já que havia equipamentos nas salas próximas que não foram arrombadas. Além disso são equipamentos de baixo valor comercial.
A Brigada Militar, a Policia Civil e o Instituto de Perícia estiveram no local para registrar a ocorrência e realizar perícia.



