Categoria: Geral

  • Violência doméstica é tema de filme e debate no Santander Cultural

    Vidas Partidas, com Domingos Montagner e Naura Schneider, é um filme sobre a violência doméstica, que será exibido no dia 1 de dezembro no Santander Cultural, em Porto Alegre, como parte da Campanha Internacional pelo Fim da Violência Contra a Mulher.

    A sessão, às 19 horas, é gratuita e, em razão do número restrito de lugares existentes no local, foram enviados convites aos integrantes da rede de enfrentamento e combate à violência doméstica, que terão preferência para assistir ao filme.

    No local, os convidados poderão fazer doação à Casa Lilás e Viva Maria, que atuam no acolhimento das mulheres em situação de violência doméstica e seus filhos menores, fazendo a entrega dos seguintes itens: chinelos de borracha numeração de 20 a 38 e itens de beleza.

    Às 17h, a imprensa está convidada para um bate papo, na sala multiuso do Santander Cultural, onde será abordado o filme e serão debatidas questões relativas à temática, com a atriz e produtora da obra, Naura Schneider.
    Participam também da discussão a juíza de Direito e a Defensora Pública que atuam no 1º Juizado de Violência Doméstica de Porto Alegre, Madgéli Frantz Machado e Elisa Dias de Castro Stoduto, respectivamente, a juíza-corregedora e Coordenadora da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar, Traudi Beatriz Grabin, a promotora de Justiça Ivana Battaglin, da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos, e a delegada de Polícia da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, de Porto Alegre, Tatiana Bastos.
    A mediação será feita pelo diretor da Escola da AJURIS, desembargador Cláudio Luís Martinewski. O filme será exibido na sala de cinema do Santander Cultural, às 19h e, ao final, a obra será comentada por Naura Schneider, pela Ouvidora-Geral da Defensoria Pública do RS e fundadora da ONG Themis, Denise Dora, e outros convidados, além de contar com a participação do público.
    Natural de Santa Maria, Naura é atriz e graduada em jornalismo e já participou de diversas produções da TV Globo, entre novelas e seriados. No filme Vidas Partidas, interpreta Graça, que sofre violência por parte do marido, personagem vivido pelo ator Domingos Montagner. Uma das organizadoras da atividade, a magistrada Madgéli Frantz Machado destaca a importância da contribuição do cinema para “trazer à tona um tema que normalmente fica na invisibilidade”.
    Violência doméstica em números
    Segundo dados da Corregedoria-Geral da Justiça,  em 2015, foram aplicadas no RS mais de 58 mil medidas protetivas para mulheres vítimas de violência doméstica. Apenas no primeiro semestre de 2016, 42.054 medidas já foram concedidas e mais de 60 mil novos processos foram iniciados.
     
     

    SERVIÇO

    Sessão especial do filme Vidas Partidas

    Data: 1º/12/2016 (quinta-feira)

    Local: Santander Cultural (Rua 7 de Setembro, 1028) – Porto Alegre

    17h: Naura Schneider e integrantes do sistema de Justiça que atuam na temática da violência doméstica conversam com a imprensa
    19h: Exibição do filme seguido de comentário sobre a obra e o tema da violência doméstica, com a atriz e produtora Naura Schneider, Denise Dora e convidados.
  • Falta de combustível teria causado a tragédia com a Chapecoense

    Não há ainda informação oficial sobre as causas do acidente com o avião da LaMia que levava a equipe da Chapecoense para um jogo da Copa Sul Americana.
    Havia 85 pessoas a bordo, estavam confirmadas 76 mortes quando as buscas foram interrompidas por causa do mau tempo.
    No primeiro momento, se informou que o avião sofreu uma pane e o piloto para evitar a explosão descartou o combustível antes da queda, a  cerca de 10 minutos do aeroporto de Medelin, onde iria pousar.
    No inicio da manhã as rádios já divulgavam uma outra informação, também não confirmada: em um último contato com a torre o piloto do avião disse que estava sem combustível.
     
     
     

  • Benefícios fiscais a empresas continuarão sob sigilo

    O Ministério Público de Porto Alegre recorreu à Justiça para que a Secretaria da Fazenda forneça informações sobre empresas que receberam benefícios fiscais e financeiros.
    Estima-se que o total de impostos que o governo estadual deixa de arrecadar por conta da chamada “renúncia fiscal” chega a R$ 13 bilhões por ano.
    A juíza Marilei Lacerda Menna, da 7ª Vara da Fazenda Pública, já concedeu liminar e deu prazo de 20 dias, a partir desta terça-feira, para o Estado entregar as informações ao MP e ao Tribunal de Contas..
    A juíza esclareceu que sua decisão não implica em quebra de sigilo fiscal, pois ficarão restritas aos promotores e aos auditores do Tribunal de Contas, que não poderão torná-las públicas.
    A falta informações detalhadas sobre as isenções e benefícios fiscais concedido  a empresas é reclamação antiga do procurador Geraldo Da Camino, que há muito defende  que o sigilo fiscal não se aplica aos órgãos de controle e que “é inaceitável sonegar de quem audita as contas públicas dados estratégicos para o entendimento da situação das finanças”.
    O procurador cobra a relação de todas as empresas que receberam benefícios fiscais e financeiros (estes concedidos sob a forma de créditos tributários futuros), além de todos os documentos e vistorias comprobatórios de que as companhias que receberam incentivos fiscais cumpriram os requisitos e contrapartidas previstos na legislação.
    A Secretaria da Fazenda divulgou nota rechaçando a acusação de que  questão dos benefícios fiscais  é uma “caixa-preta”, mas comprometendo-se a cumprir a decisão do Poder Judiciário.
    A antiga reivindicação das associações dos servidores e entidades civis de tornar públicas todas as informações sobre o assunto ainda vai continuar frustrada. Com base no Codigo Tributário Nacional, que assegura o sigilo fiscal as empresas, a Fazenda tende a manter a lista longe do conhecimento dos contribuintes.
     

  • Caso Geddel: Fontana pede convocação de Padilha na Comissão de Cultura

    O deputado Henrique Fontana (PT-RS) quer convocar o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados para esclarecer as denúncias que envolvem a conduta do ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.
    O pedido foi protocolado na tarde desta segunda-feira (28),  juntamente com outros três convites para que compareçam também na Câmara o secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, o Procurador-Chefe do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Heliomar Alencar de Oliveira e a Chefe de Gabinete do presidente da República Michel Temer, Nara de Deus.
    Todos foram citados pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, na Polícia Federal quando afirmou na semana passada que o presidente da República Michel Temer interveio em favor dos interesses do agora ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, para liberar uma obra em Salvador. Geddel pediu demissão do cargo após a denúncia.
    Fontana diz que os episódios relatados por Calero, se confirmados,   configuram em prática de concussão. Este crime está configurado no artigo 316 do Código Penal, que é o uso do cargo para obter vantagem indevida.
     

  • Maioria dos professores da UFRGS rejeita proposta de greve

    Em uma consulta eletrônica aberta pela ADUFRGS-Sindical, quase 60% dos docentes votaram contra a greve na universidade, que começaria hoje e iria até o dia 13 de dezembro, quando deve ser votada em segundo turno no Senado a PEC 55.
    A consulta foi aberta para filiados e não-filiados e teve 59,53% (946) de votos contra a greve e 40,47% (643) favoráveis. Ao todo foram 1.589 votantes, número recorde segundo a direção. O estatuto da entidade determina que para aprovar greve é necessária a realização de uma consulta eletrônica aberta aos docentes.
    A ADUFRGS representa 3.600 professores da UFRGS, UCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre) e de Institutos Federais de Ensino Superior de 12 municípios do Estado. “Independente da decisão de não haver a greve, a luta permanece. A posição definida pela categoria é contra a PEC 55, por entender que ela prejudica a oferta de serviços públicos à população”, garantiu o vice-presidente da entidade, professor Lucio Vieira.
    Segundo Vieira, a ADUFRGS representa cerca de 70% dos professores da UFRGS e é é a única entidade que tem registro sindical e pode resguardar os professores dessas instituições em caso de greve.
    Entretanto, há docentes que são filiados a duas instituições.
    No último dia 17,  outra entidade, de origem nacional, que representa docentes da universidade, a Seção Sindical ANDES/UFRGS, aprovou greve com início no dia 22, terça-feira da semana passada. Estiveram presentes na assembleia 140 docentes de 19 unidades da universidade. Em nota, a direção da ANDES defende que a greve é “legal e legítima” e que é preciso “aprender a conviver com esta situação de dualidade de representação sindical”.

  • Câmara aprova lei que garante 20% da verba publicitária para jornais de bairro

    A Câmara de Porto Alegre aprovou nesta segunda-feira (28/11) projeto de lei de autoria do vereador Engenheiro Comassetto (PT) que destina a jornais de bairro e rádios comunitárias 20% da verba da publicidade oficial do município. A proposta tramita no Legislativo desde 2011.
    De acordo com Comassetto, o projeto, além de fortalecer os jornais de bairros e as rádios comunitárias da Capital, visa contribuir com a democratização dos meios de comunicação e impulsionar o segmento.
    O vereador argumenta que esses veículos de comunicação exercem a função de informar a população sobre fatos locais. Acrescenta que tais jornais e rádios sobrevivem com dificuldades e têm sua fonte de recursos limitadas a anúncios de pequenas casas de comércio e de estabelecimentos de serviços, que acabam limitando o espaço para notícias ou  tempo da programação.
    “Nesse sentido, nada mais justo que o Poder Público forneça o apoio necessário, visto que jornais de bairro e rádios comunitárias são instrumentos de relevância para a cidade, possibilitando que a população tenha um melhor acesso à informação”, destaca o vereador.
    O projeto define jornais alternativos os periódicos com tiragem mínima de cinco mil exemplares, “ou notório conhecimento local, e que se caracterize por ser dirigido a bairros ou regiões”. A proposta estabelecia, ainda, que os veículos interessados em receber a publicidade oficial do Município de Porto Alegre deverão credenciar-se junto ao órgão competente.
    Como votou cada vereador(a)
    – DEM
    NÃO: Dinho do Grêmio e Reginaldo Pujol
    SIM: Dr. Thiago
    – PCdoB
    SIM: Jussara Cony
    – PDT
    SIM: Delegado Cleiton, João Bosco Vaz, Mauro Zacher
    – PMDB
    NÃO: Idenir Cecchim
    AUSENTE: Lourdes Sprenger
    ABSTENÇÃO: Mendes Ribeiro, Valter Nagelstein
    – PP
    NÃO: Guilherme Socias Villela, João Carlos Nedel, Kevin Krieger
    – PR
    SIM: Rodrigo Maroni
    – PRB
    SIM: José Freitas e Waldir Canal
    PROS
    SIM: Bernardino Vendruscolo
    – PSB
    SIM: Airto Ferronato e Paulinho Motorista
    – PSD
    SIM: Tarciso Flecha Negra
    – PSOL
    SIM: Fernanda Melchionna e Prof. Alex Fraga
    – PT
    SIM: Adeli Sell, Engº Comassetto, Marcelo Sgarbossa e Sofia Cavedon
    – PTB
    NÃO: Elizandro Sabino
    ABSTENÇÃO: Cassio Trogildo, Dr. Goulart, Luciano Marcantônio e Mario Manfro
    AUSENTE: Paulo Brum
    – REDE
    NÃO: Mauro Pinheiro
    – SD
    ABSTENÇÃO: Cláudio Janta
     

  • Parrilla Del Sur promove evento beneficente nesta quarta

    Nesta quarta-feira, 30, a Parrilla Del Sur promove a tradicional Quarta Beneficente – Ajudar também é uma delícia. A ação ocorre desde 2011, sempre na última quarta-feira de cada mês. Parte da renda obtida na data será destinada ao Lar da Criança Anne Frank. A verba será investida para a manutenção do Lar, que, atualmente, atende cerca de 150 crianças carentes na Vila Jardim Universitário, em Viamão, e conta com professoras especializadas e uma equipe de colaboradores.
    A sugestão gastronômica para este dia é o Asado de Tira, que terá o valor promocional de R$ 21,90. O prato é preparado a partir de um corte retirado da parte mais nobre da costela. É servido em formato de tira, que forma com a carne (bem tenra) e os ossos.
    Fundado em 1983, o Lar da Criança Anne Frank é mantido pela Entidade Comunitária Israelita Brasileira (Ecibras), que é composta por voluntárias que trabalham com o objetivo de administrar, prover e manter em funcionamento. Em seus anos de atividade, o Lar vem sendo autossustentável por meio de sócios, patrocinadores, eventos, projetos para instituições de apoio e contribuições do programa Funcriança.
    A Parrilla Del Sur fica na avenida Nilópolis, 111, e funciona das 11h30 à meia-noite, sem fechar à tarde.

  • Caso Geddel deixa uma bomba no colo de Temer

    A denúncia do ex-ministro da Educação, Marcelo Calero, repetida pela TV em rede nacional na noite de domingo, é a bomba que amanhece no colo do presidente Michel Temer nesta segunda-feira (28).
    Calero pediu demissão há dez dias, alegando que vinha sendo pressionado por seu colega de ministério, Geddel Viera Lima, para liberar uma obra embargada pelo Instituto do Patrimonio Histórico Nacional, em Salvador.
    Geddel seria proprietário de um dos apartamentos do edifício de 51 andares no centro histórico da capital baiana.
    Detalhes do caso nos dias seguintes, revelando o envolvimento de seus familiares no negócio imobiliário, levaram Geddel a pedir demissão na sexta-feira, 25.

    Marcelo Calero recusou-se a intervir em favor de Geddel / Foo Marcelo Camargo/Ag.Brasil
    Marcelo Calero recusou-se a intervir em favor de Geddel / Foo Marcelo Camargo/Ag.Brasil

    No mesmo dia, circulou a informação de que Calero, no depoimento que dera à Polícia Federal sobre o caso, havia denunciado o próprio Michel Temer, que numa reunião no palácio do Planalto, pressionou-o para dar “uma solução ao caso Geddel”.
    No domingo, em entrevista ao Fantástico, Calero relatou sua conversa com Temer, quando foi pressionado. Disse que também o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, interferiu em favor de Geddel.
    Gravações dessas conversas (não a com Temer no palácio) estão no processo iniciado pela Polícia Federal e a caminho do STF e da Procuradoria Geral da República.
    No mesmo Fantástico, trechos da coletiva de Temer com os presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros e Rodrigo Maia, convocada na tarde de sábado para explicar a aventada anistia ao Caixa 2, e que acabou abordando as gravações.
    Ainda não dá para avaliar os estragos que a bomba fará no governo Temer. Conforme os desdobramentos e o movimento das ruas nos próximos dias, ela pode ser letal.
     
     
     
     
     
     
     
     
     

  • Plano de extinguir TV e rádio públicas provoca reações pelo país

    A campanha contra a extinção da Fundação Cultural Piratini, que mantém a TVE e FM Cultura, extrapolou o Rio Grande do Sul e recebeu apoio de artistas nacionalmente conhecidos, como a atriz Julia Lemertz, a cantora e pianista Cida Moreira e Yamandu Costa, que além de gaúcho é um dos melhores músicos do mundo.
    Entre os gaúchos, é praticamente uma unanimidade. O músico Raul Elwanger manifestou-se assim: “Por que salvar a TVE-RS?  Pelo seguinte: outro dia assisti na Cultura SP e TVE RS um programa musical com Yamandu Costa entrevistando Artur Bonilla. Foi muito bom. Mas hoje teve um com Luisinho 7 Cordas que foi espetacular. Muito choro para rir de alegria. Chorar de gozo. Enquanto isso, os demais canais são só negócio, politicagem golpista, igrejismo cego, falso jornalismo, encheção de morcilha para  não se pensar em nada, pornochulismo”.
    A reação contra a intenção do governo Sartori de acabar com nove fundações gaúchas, incluindo a Fundação de Economia e Estatística, de vital importância para o planejamento, em troca de uma “economia” de 120 milhões de reais por ano, pressiona o governo a voltar atrás e os deputados a rejeitarem os projetos de lei que tramitam na Assembleia em regime de urgência. Causou mais reação até que o plano de vender estatais lucrativas, como a Sulgás.
    Mas a TVE e a FM Cultura, por comporem a fundação com maior visibilidade pública, viraram o símbolo da revolta contra o pacote apresentado pelo governo do Estado dia 21. Com o fim da Fundação Piratini, Sartori pretende “poupar” 28  milhões de reais por ano. Pelo Facebook, o Movimento para preservação da TVE/FMCultura angaria apoios que se multiplicam.
    Na tarde desta sexta-feira (25), professores e pesquisadores da Comunicação e de outras áreas das Ciências Sociais divulgaram uma nota defendendo a manutenção da TVE e da FM Cultura e explicam o que é, afinal, uma TV pública:

     
    Em defesa da TVE e da FM Cultura

    Pelo presente, professores e pesquisadores de Comunicação e áreas das Ciências Sociais de universidades públicas e privadas manifestam sua posição radicalmente contrária à extinção da TVE e da FM Cultura, proposta e anunciada pelo Governo do Estado no último dia 21.

    A extinção das duas emissoras, que consta das discutíveis medidas de reforma e privatização encaminhadas pelo Governo à Assembleia Legislativa, representaria um prejuízo inominável à identidade cultural riograndense. De outra parte, a proposta revela um desconhecimento surpreendente da missão pública das duas emissoras, das suas características técnicas, institucionais e administrativas, bem como da Fundação Piratini, mantenedora de ambas.

    Diversamente do que os atuais governantes consideram, a TVE e a FM Cultura não são emissoras estatais, nem governamentais. Elas são públicas, tal como as define a lei que as criou, o estatuto que as rege e as finalidades dos canais que ocupam. Suas programações, conforme estabelecem as normas legais, são aprovadas por um Conselho Deliberativo, integrado por representantes da sociedade civil.

    Como emissoras públicas, elas exercem funções raramente cumpridas pelas emissoras privadas, seja por desinteresse ou impossibilidade material. A TVE e a FM Cultura se destacam no Estado na prática do jornalismo cultural. Manifestações culturais de todos os matizes recebem apoio e espaço em seus programas. Pode-se afirmar que a cultura riograndense se fortalece na Fundação Piratini para então buscar o mercado.

    A TVE e a FM Cultura constituem o berço da economia da cultura no Estado. Música, literatura, teatro, artes visuais, audiovisuais ocupam um espaço diferenciado, existente apenas em emissoras públicas. Assim atuando, as duas emissoras também desempenham um papel social fundamental, amplificando e tornando públicas as muitas vozes que conformam a identidade cultural do Rio Grande do Sul – bem como a identidade nacional, pois igualmente transmitem programas de outras regiões do país.

    Ao mesmo tempo, elas asseguram o direito público à informação, praticando um jornalismo comprometido com a geração de conhecimento e com a autonomia dos indivíduos. Sem as emissoras públicas de rádio e televisão, todo o sistema de mediação simbólica entre o Estado e a sociedade fica submetido exclusivamente às emissoras privadas. Os discursos de todos os setores sociais ficam cativos da forma que lhes dá a radiodifusão privada. Quem deseja isso?

    Foi exatamente para evitar tal monopólio do interesse privado que surgiram as televisões e as rádios públicas, amparadas pela Constituição Federal. Quem desejará restringir a defesa do que é público, extinguindo emissoras públicas? Ademais, as duas emissoras sabidamente apresentam condições técnicas e administrativas razoáveis, e dispõem de um quadro funcional selecionado mediante concursos públicos e reconhecidamente capaz.

    Quanto aos alegados custos de manutenção ou de investimento, são notoriamente reduzidos e administráveis. Declará-los incontornáveis ou inconvenientes equivale a afrontar a sociedade gaúcha, que de imediato se opôs à extinção das emissoras. Apelamos ao Governo que abandone esse propósito. Caso isso não ocorra, apelamos aos deputados gaúchos que o derrotem sem hesitar, em nome do interesse público.

    O fechamento da TVE e da FM Cultura é inaceitável!

    Assinam:

    Adriana Amaral, Unisinos

    Adriana Duval, Unipampa

    Alberto Efendy Maldonado, Unisinos

    Alexandre Rocha da Silva, UFRGS

    Ana Celina Figueira da Silva, UFRGS

    Ana Karin Nunes, UFRGS

    Ana Paula da Rosa, Unisinos

    Anais Schuler Bertoni, Unisinos

    Andrea Pinheiro Paiva Cavalcante, UFC

    Ângela Cristina Trevisan Felippi, Unisc

    Basilio Sartor, UFRGS

    Benedito Tadeu César, UFRGS

    Beatriz Sallet, Unisinos

    Bruno Polidoro, Unisinos

    Cárlida Emerim, UFSC

    Carlos Locatelli, UFSC

    Celso Augusto Schröder, PUCRS

    Cida Golin, UFRGS

    Cíntia Carvalho, Unisinos

    Cláudia Herte de Moraes, UFSM/Frederico Westphalen

    Cláudia Lago, USP

    Cristina Marques Gomes, UFSM

    Cristina Schneider, Unisinos

    Cristiane Brum Bernardes, CEFOR/ Câmara dos Deputados

    Cristiane Lindemann, Unisc

    Cristiane Pereira, Urcamp/Bagé

    Cybeli Almeida Moraes, Unisinos

    Daiane Bertasso Ribeiro, UFSC

    Daniel Bittencourt, Unisinos

    Daniel Silva Pedroso, Unisinos

    Débora Lapa Gadret, Unisinos

    Edelberto Behs, Unisinos

    Eduardo Meditsch, UFSC

    Elson Sempé Pedro, PUCRS

    Erica Hiwatashi, Unisinos

    Eugenia Mariano da Rocha Barichello, UFSM

    Everton Cardoso, Unisinos

    Fabiana da Costa Pereira, Unifra

    Fabiana Piccinin, Unisc

    Fábio Canatta, PUCRS

    Felipe Boff, Unisinos

    Felipe Gue Martini, FSG

    Fernanda Cristine Vasconcellos, PUCRS

    Flavi Lisboa Filho, UFSM

    Flavia Seligman, Unisinos

    Flavio Fontana Dutra, Unisinos

    Flavio Porcello, UFRGS

    Flávio Roberto Meurer, Univates

    Frank Jorge, Unisinos

    Giba Assis Brasil, Unisinos

    Gilmar Adolfo Hermes, UFPel

    Gilson Luiz Piber da Silva, Unifra e UFSM

    Gisele Dotto Reginato, UFRGS

    Helen Beatriz Frota Rozados, UFRGS

    Helena Santos Neto, Unisul

    Iluska Maria da Silva Coutinho, UFJF

    Ilza Maria Tourinho Girardi, UFRGS

    Ismar Capistrano, UFC

    Izani Mustafá, UERJ

    Jair Marcos Giacomini, Unisc

    Janaíne Kronbauer dos Santos, Unicruz

    Janine Marques Passini Lucht, ESPM-SUL

    Jessica do Vale Luz, Unisinos

    João Ladeira, Unisinos

    José Antonio Meira da Rocha, UFSM/Frederico Westphalen

    Karine Moura Vieira, ESPM

    Ketlen Stueber, UFRGS

    Laísa Veroneze Bisol, UFSM/Frederico Westphalen

    Laura Storch, UFSM

    Lauro D´Ávila – Unisinos

    Leandro Olegário, UniRitter

    Leo Nuñes, Rede Metodista do Sul (IPA)

    Letícia Carlan, Rede Metodista do Sul (IPA)

    Leticia Sangaletti, UFSM/Frederico Westphalen

    Liliane Dutra Brignol, UFSM

    Lisiane Cohen, Unisinos

    Luciana Kraemer, Unisinos

    Luciana Menezes Carvalho, UFSM/Frederico Westphalen

    Luciana Mielniczuk, UFRGS

    Luiz Carlos Erbes, FSG

    Magda Ruschel, Unisinos

    Marcela Donini, ESPM-SUL

    Marcelo Träsel, UFRGS

    Marcia Benetti, UFRGS

    Marcia Franz Amaral, UFSM

    Maria Berenice da Costa Machado -UFRGS

    Maria Clara Aquino Bittencourt, Unisinos

    Maria Helena Weber, UFRGS

    Maria Ivete Fossá, UFSM

    Maria Lucia Pata Melão, Rede Metodista do Sul-IPA

    Mariceia Benetti, UNIRITTER

    Marilia Barcellos, UFSM

    Marlise Brenol, Unisinos

    Marina Lorenzoni Chiapinotto, Unisinos

    Martha Dreyer de Andrade Silva, Unisinos

    Mauro César Silveira, UFSC

    Micael Vier Behs, Unisinos

    Michele Negrini, UFPel

    Milton do Prado, Unisinos

    Mirna Spritzer, UFRGS

    Miro Bacin, Unipampa

    Mônica Pieniz, UFRGS

    Moreno Cruz Osório – PUCRS

    Neli Fabiane Mombelli, Unifra

    Nélia Del Bianco, UnB

    Neusa Ribeiro, Feevale

    Nísia Martins do Rosário, UFRGS

    Patrícia Regina Schuster, UNISC

    Pedro Luís da Silveira Osório, Unisinos

    Raquel da Silva Castedo, PUCRS

    Raquel Ritter Longhi, UFSC

    Reges Schwaab, UFSM/Frederico Westphalen

    Renata Heinz, Unisinos

    Ricardo Pavan, UFG

    Ricardo Vitelli – Unisinos

    Roberto Villar Belmonte, Uniritter

    Rogério Christofoletti, UFSC

    Ronaldo Henn, Unisinos

    Rosane Rosa, UFSM

    Sabrina Franzoni, Unisinos

    Samuel Pantoja Lima UFSC

    Sandra Bitencourt, Rede Metodista do Sul (IPA)

    Sandra Depexe, UFSM

    Sandra Rúbia da Silva, UFSM

    Sean Hagen, UFRGS

    Sérgio Francisco Endler, Unisinos

    Silvana Gonçalves, FSG

    Sílvio André Lacerda Alves, Unisinos

    Sione Gomes, Unifra

    Sonia Montaño, Unisinos

    Tania Almeida, UniRitter

    Tattiana Teixeira, UFSC

    Tércio Saccol, PUCRS

    Tiago Correa Lopes, Unisinos

    Thais Helena Furtado, Unisinos

    Valci Zuculoto, UFSC

    Vanessa Cardoso, Unisinos

    Vicente Moreno, Unisinos

    Virginia Fonseca, UFRGS

    Viviane Borelli, UFSM

    Wanderlei de Brito, FSG

    Zita Possamai, UFRGS
     

  • Gestora ambiental do Sinos defende banhados como patrimônio natural

    Com uma tiragem de 200 exemplares, circula fora do comércio o livro Os Banhados em Nós e Nós nos Banhados: Patrimônio Cultural, Material e Natural da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul (edição particular, 2016), síntese da tese de mestrado defendida na Universidade Feevale pela técnica em gestão ambiental Débora Cristina da Silva, que atua profissionalmente como secretária administrativa do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos.

    Débora mostra a importância de preservar os banhados, reservas de água e de biodiversidade / Acervo pessoal
    Débora mostra a importância de preservar os banhados, reservas de água e de biodiversidade / Acervo pessoal

    Nascida em 1980 em Novo Hamburgo, Débora antes mesmo de ter uma carreira profissional já se dedicava ao rio dos Sinos como colaboradora do Movimento Roessler para Defesa Ambiental, do qual foi tesoureira. Embora obedeça ao jargão acadêmico, seu livro de 140 páginas é uma declaração genérica de amor aos banhados como reserva de água e reduto de biodiversidade. No caso do Sinos, cujas cidades e lavouras foram construídas em cima de banhados, a autora faz um pleito explícito para que se preserve o ecossistema “banhado” como patrimônio ambiental.
    Nesse ponto – a preservação dos banhados –, o livro de Débora retoma o trabalho pioneiro de Henrique Roessler (1897-1963)* como defensor da integridade das várzeas e banhados do Sinos. Nos anos 1950, contrariando uma ideia muito em voga e defendida até pelo engenheiro e líder trabalhista Leonel Brizola, Roessler se colocou contra a retificação do curso do rio de sua aldeia – São Leopoldo, berço da colonização alemã no Rio Grande do Sul. Sua campanha feita especialmente pelas páginas do Correio do Povo surtiu efeito, mas ficou restrita à bacia do Sinos. A retificação foi feita no vizinho Gravataí, um rio de planície, raso, de baixa declividade e pouca correnteza.
    Pretendendo drenar o Banhado Grande para viabilizar a agricultura (arroz e pecuária), fez-se uma canalização do curso inferior do Gravataí, que se tornou assim um rio frágil e quase sem defesas contra cheias e secas. Embora existam no Banhado Grande uma ONG e um observatório da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, os militantes ambientais ainda não conseguiram montar um plano de manejo da bacia hidrográfica do Gravataí, onde se cultivam anualmente 12 mil hectares de arrozais que vêm sendo alvo da vigilância do Ministério Público Estadual.
    Já na bacia do Sinos, com seis mil hectares anuais de lavouras de arroz e uma população de 1,3 milhão de habitantes (na bacia do Gravataí, há outro tanto), já existe um plano de manejo que, sob a responsabilidade do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos) — o mais antigo do país, criado em 1988 — privilegia a segurança hídrica, com prioridade para o abastecimento humano. Integrado por 35 entidades que se reúnem mensalmente para debater e agir em defesa do curso d’água que inspirou o livro Um Rio Imita o Reno, de Vianna Moog, o Comitesinos lidera o movimento pelo tombamento dos banhados como patrimônio cultural, material e natural.
    *A biografia do pioneiro está no livro ROESSLER – o Primeiro Ecopolítico, de Ayrton Centeno (JÁ Editores, 2006)