Categoria: Geral

  • Postal reconhece problemas no Cais mas indefere suspensão de obras

    Naira Hofmeister
    Três conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) decidiram, de forma unânime, que não há elementos suficientes para determinar o embargo das obras de revitalização do Cais Mauá, conforme solicitado pelo Ministério Público de Contas (MPC).
    O grupo, reunido em sessão da 2ª Câmara do órgão de controle, acatou relato do conselheiro Alexandre Postal, que já havia se manifestado contrariamente ao pedido do Ministério Público de Contas (MPC) de forma individual.
    Apesar de discordar da medida solicitada pelo procurador do MPC, Geraldo da Camino, Postal admitiu “reconhecer nas questões suscitadas, aspectos que podem inviabilizar a continuidade do empreendimento, trazendo riscos ao erário pela paralisação ou cancelamento das obras”.
    O conselheiro, entretanto, confia que os problemas apontados sejam “esclarecidos ou quem sabe até saneados” dentro do prazo que ainda resta para a inspeção especial do TCE, que segue até dezembro de 2016.
    “É uma posição técnica. Não há ponto objetivo que permita acolher a medida proposta”, salientou, para a reportagem do JÁ, após o fim da sessão.
    O MPC pode recorrer ainda mais uma vez da decisão, dessa vez pedindo que o pleno do TCE avalie o pedido de suspensão, mas a assessoria da procuradoria não confirmou qual será o próximo passo, uma vez que o titular está, neste momento, em licença prêmio.
    Entre as preocupações de Da Camino estavam o questionamento sobre a validade dos índices construtivos para o empreendimento e o eventual tombamento do armazém A7, que tramita na Câmara de Vereadores.
    “Eu venho do Legislativo, sei bem que essas iniciativas podem demorar anos, é apenas uma hipótese subjetiva”, concluiu Postal, que até pouco tempo era deputado estadual pelo PMDB.
    Os questionamentos de Da Camino são os mesmos formulados por um movimento de cidadãos contrários ao formato proposto pela revitalização – que terá shopping e espigões construídos em área tombada – e gerou controvérsias entre os conselheiros do Plano Diretor de Porto Alegre, que aprovaram o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) no início de novembro.
    Não há prova do descumprimento de contrato”
    O procurador de Contas do Estado, Geraldo Da Camino, havia solicitado a suspensão das obras até que fossem esclarecidos pontos que geram dúvidas no órgão de controle, especialmente a falta de um documento (carta de estruturação financeira) por parte do consórcio Cais Mauá do Brasil S.A., que serviria de garantia à execução das obras.
    A exigência consta em contrato e foi cobrada por auditores do TCE em uma inspeção especial – iniciada em 2013 e ainda em andamento – que encontrou essa e outras irregularidades no negócio.
    No relatório dos auditores está documentado o esforço do consórcio para cumprir com a cláusula, primeiro entregando um plano de negócios para a área concedida e depois informando a criação de um fundo de investimentos para bancar as obras.
    Nenhuma das medidas foi aceita como válida pelos técnicos do TCE. No início deste ano o Governo do Estado isentou o consórcio da responsabilidade pelo descumprimento da cláusula, argumentando que ela era facultativa.
    Da Camino cobra a aplicação efetiva da norma. “Não há comprovação de que tenham sido aportados ou garantidos recursos suficientes para a execução das obras – mediante Carta de Estruturação Financeira. Dentro do contexto geral traçado, que evidencia a inércia na execução do projeto, suscita-se exatamente a insuficiência financeira como uma de suas possíveis causas determinantes”, alertou o procurador em seu parecer.
    Porém, o conselheiro Postal ainda não está totalmente convencido. “Não há prova concreta de que o consórcio esteja descumprindo o contrato”, observou.
    Em seu voto, ainda não disponível na íntegra, ele detalhou: “O seu cumprimento não ocorreu ainda em virtude de questionamento relativos à validade (da cláusula), efetuados pelo órgão fiscalizador interno entre outros”.
    Conselheiro confunde área e argumentos
    Entre o anúncio do processo em pauta e a proclamação do resultado do julgamento do agravo regimental do Ministério Público de Contas correram menos de dois minutos. Primeiro, Postal leu um trecho de seu parecer, distribuído com antecedência aos demais conselheiros Renato Azeredo e César Santolin.
    Em seguida, mencionou a frase regulamentar. “Está em discussão o referido processo”. Silêncio na mesa. “Se ninguém tem interesse em discutir, coloco em votação”. Uma breve espiada para os dois lados (Postal presidia a sessão, estava no centro, portanto) e a conclusão: “Aprovado por unanimidade”.
    Após encerrar a sessão, Postal conversou com a reportagem do JÁ. Primeiro, argumentou que não era o caso de “parar tudo o que está em andamento” na obra do Cais Mauá.
    Ao ser lembrado que não havia obras no Cais Mauá ainda – o projeto executivo da primeira fase da revitalização, de restauro dos armazéns, está em vias de ser aprovado pela Prefeitura – ele reconheceu. “Tens razão, é do Gasômetro para cá esse contrato, não do Gasômetro para lá”.
    Em seguida, justificou que o consórcio não cumpria o contrato em virtude da demora no licenciamento das obras, argumento repetido tanto pelo empreendedor como pelo poder público. Porém, confundiu o questionamento feito pelo Ministério Público de Contas com a falta de pagamento do arrendamento da área, obrigação de que o Estado liberou o consórcio no início de 2015. “São dois pagamentos que estavam em aberto, mas depois foram feitos os depósitos”, tentou explicar.
    Ao ser informado pela reportagem de que este tema não estava mencionado no parecer do MPC, sugeriu: “Então busque explicações com o Ministério Público de Contas”.

  • RBS vende mais um jornal impresso, o Diário de Santa Maria

    Fundado em junho de 2002, o Diário de Santa Maria não pertence mais ao Grupo RBS. A venda do impresso foi realizada para um grupo de nove empresários da região. A partir de 1º de fevereiro, passam a administrar o jornal os executivos Paulo Ceccim, Carlos Costa Beber, Renor Beltrami, Flavio Jobim, Mauro Della Pasqua, Valnei Beltrame, Jairo Libraga, Giuliano Vendrúsculo e Luiz Fernando Pacheco, sob coordenação jurídica de Marcelo Zampieri e Ricardo Jobim.
    Este último nome é também indicado como diretor jurídico no expediente de A Razão, título até então concorrente do Diário de Santa Maria. De acordo com fontes ouvidas por Coletiva.net, o grupo avalia a possibilidade de que os jornais passem por uma fusão, buscando o fortalecimento de uma publicação única no mercado local.
    Conforme o Grupo RBS, a decisão de venda parte de uma visão estratégica da operação de jornais, com a finalidade de focar esforços em Zero Hora e Diário Gaúcho, marcas de jornalismo com abrangência estadual. O processo de transição pode durar até 18 meses, com o objetivo de garantir a continuidade das operações.
    Atualmente, o DSM circula em 39 cidades gaúchas, em edições de segunda a sexta-feira e conjunta de fim de semana – a circulação do tabloide chega a 17 mil exemplares. Com uma base de 12,9 mil assinantes e 1,9 milhão de acessos mensais no site, o veículo tem foco na comunidade e nas causas da cidade.
    O Grupo RBS garante que seguirá “exercendo seu propósito enquanto empresa de comunicação em Santa Maria, a partir de suas operações de rádio e televisão, com as marcas RBS TV, Gaúcha e Atlântida”.

  • Mais um dia de protestos contra os planos de Temer e de Sartori

    Federações de trabalhadores, sindicatos, entidades de classe e movimentos sociais realizam nessa sexta-feira (25), em Porto Alegre, um dia de paralisações, principalmente em serviços públicos. O dia de protesto é contra os projetos do governo Temer, como a PEC 55, mudanças na Previdência Social e outras medidas que retiram direitos de trabalhadores.
    Os protestos igualmente dirigem-se contra o pacote de cortes anunciado esta semana pelo governo Sartori, e tramita em regine de urgência na Assembleia Legislativa, que pretende extinguir nove fundações, demitir cerca de 1,2 mil celetistas e mudar a constituição estadual para que seja dispensada a necessidade de plebiscito para privatizar a CEEE, Sulgás e CRM.
    Setor mais atingido
    Na área dos transportes da capital gaúcha, o setor que pode ser mais afetado é o da Trensurb, que só funcionará em horário de pico. Professores, funcionários de escolas, estudantes e demais servidores públicos farão um ato na Esquina Democrática, às 18 horas. No interior do Estado, os Núcleos do CPERS farão manifestações em frente às Coordenadorias Regionais de Educação – CREs.
    Estudantes, professores e funcionários da UFRGS, que tem unidades de ensino ocupadas, também se juntam aos protestos e manifestações.

  • Metroviários fazem paralisação no Trensurb nesta sexta-feira

    Responsável pelo transporte de cerca de 220 mil pessoas, diariamente, na região entre Porto Alegre e Novo Hamburgo, os trens da Trensurb só circularão nessa sexta-feira nos horário de pico – das 5h30 às 8h30 e das 17h30 às 20h30.
    No restante dos horários ficarão parados, cumprindo decisão tomada em assembleia geral, pelos metroviários gaúchos que aderiram ao Dia de Paralisação convocado por confederações de trabalhadores e sindicatos do País. Os funcionários da estatal distribuíram carta aberta à população com os motivos da paralisação.
    Depois de uma reunião que durou duas horas, o Sindimetrô/RS assinou um termo de compromisso com a Trensurb, na Procuradoria Regional do Trabalho, que exigiu a circulação dos trens nos horários de pico. Mas a direção do sindicato alega que a decisão pode ser alterada, desde que não haja segurança para a circulação dos trens, como já ocorreu em ocasiões anteriores.
    trensurb-carta-aberta-25-11-16

  • Uma semana para contribuir com o Dossiê Palcos Públicos

    Ainda resta uma semana para que os leitores contribuam com o Dossiê Palcos Públicos. O projeto de reportagens sobre as condições dos palcos públicos de Porto Alegre busca financiamento coletivo via site Catarse. Esta é uma nova versão, mais enxuta, derivada do primeiro projeto, de mesmo nome. Nesta versão reduzida, o foco da reportagem concenatra-se na Usina do Gasômetro.
    O projeto está recebendo contribuições, a partir de dez reais, até o dia 1º de dezembro. O orçamento do trabalho é de R$ 5.500, incluindo reportagem, fotografia, edição e arte.
    A pauta inclui detalhar o projeto de restauro da Usina do Gasômetro; fazer um balanço sobre os dez anos do Usina das Artes; apurar o que acontecerá com os grupos residentes durante a reforma do espaço; identificar os recursos investidos na manutenção da Usina ao longo dos últimos anos; entender as razões do fechamento do Teatro Elis Regina após a reforma de 2010.
    A equipe é formada por quatro jornalistas – Adriana Lampert, Michele Rolim, Naira Hofmeister e Roberta Fofonka – todas com passagens por editorias de Cultura de jornais de Porto Alegre. Três delas, além de ter a arte como pauta jornalística, passaram para o outro lado do palco italiano: Adriana é atriz, Roberta é bailarina e Michele, pesquisadora e crítica teatral.

  • Marchezan pede que vereadores não aumentem o teto dos servidores

    “Por favor, não votem o projeto de lei que prevê o aumento do teto dos servidores públicos. Nós temos muitas outras justiças a fazer neste momento atual de crise.” O pedido foi feito pelo prefeito eleito Nelson Marchezan Junior, em visita à Câmara Municipal nesta quinta-feira (24), junto com o vice, Gustavo Paim. Participaram da reunião vereadores de todas as atuais bancadas partidárias, além de vereadores eleitos para a próxima legislatura (2017/2020).
    “As finanças públicas são a parte mais importante. Precisamos alinhar as despesas e escolher prioridades. Ainda não avançamos na transição na estrutura de governo. Me proponho a retornar à Câmara para conversar com os vereadores e presidentes de cada partido. Queremos representar os interesses da população e entendo o compromisso de cada um de vocês com os seus eleitores”, disse o prefeito eleito, ao pedir o apoio dos vereadores para que não votem este ano projetos que acarretem despesas para o município.
    O presidente em exercício da Casa, vereador Guilherme Socias Villela (PP), acompanhado do prefeito em exercício, vereador Cassio Trogildo (PTB), parabenizou Marchezan pela iniciativa de “integrar todos os atores envolvidos no progresso de nossa cidade”.
    “Estou me retirando da Câmara por antiguidade. Fui um observador em todo meu mandato. Os presidentes demonstraram que dialogar e pensar no bem comum fazem toda a diferença. O espírito guerreiro de vocês há de demonstrar isso”, disse Villela.
    Marchezan Júnior, agradeceu “o carinho e a oportunidade de poder dialogar com todos os parlamentares sempre com transparência, respeito e verdade”. “Que a nossa capacidade de diálogo seja sempre privilegiada. Estamos fazendo, primeiramente, um diagnóstico da Prefeitura atual. A situação não é fácil. Precisamos olhar a administração pública municipal sabendo que os desafios são grandes. Esse é um grande desafio de todos os porto-alegrenses. Quero pedir a ajuda de cada um de vocês. Cada um conhece os setores econômicos e sociais de cada segmento, e precisamos de todo apoio e união, nos próximos quatro anos, para pensarmos no bem comum e no desenvolvimento efetivo da nossa Capital”.
    O vice-prefeito eleito, Gustavo Paim, qualificou a iniciativa do diálogo com os parlamentares como “algo muito valoroso”, conduzida por Marchezan Júnior e pelo coordenador de campanha da coligação, o vereador Kevin Krieger (PP). “Sabemos que errar e acertar sempre existirá nas diferentes manifestações políticas. É muito mais fácil acertar e construir um mandato coletivo e exitoso quanto maior for a nossa visão.”
     

  • Começa entre os deputados o debate sobre o pacote de Sartori

    O pacote de medidas apresentadas pelo governo do Estado para a chamada “modernização” foram publicadas no Diário Oficial da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (23). Foram 22 proposições protocoladas na Casa pelo Poder Executivo: oito  Propostas de Emenda à Constituição (PECs), onze projetos de lei e três projetos de lei complementar. Todos os PLs e PLCs foram encaminhados em regime de urgência, trancando a pauta de votações no dia 22 de dezembro.

    Além destas 22 matérias, o Executivo também solicitou regime de urgência de outros dois projetos que já estão tramitando na Casa: o PL 301 2015, que extingue a Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde – FEPPS; e o PL 214 2015, que estabelece uma redução de até 30% nos Créditos Fiscais Presumidos nos exercícios de 2016 a 2018.

    Outra medida que compõe o pacote e já está em tramitação na AL é a PEC 242 2015, que extingue a licença-prêmio assiduidade do servidor estadual e cria a licença capacitação, altera a redação do § 4º do artigo 33 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências. A matéria já recebeu parecer favorável do relator na Comissão de Constituição e Justiça, deputado Frederico Antunes (PP), e seria votada na reunião de hoje do órgão técnico, mas recebeu pedido de vista da deputada Stela Farias (PT). A PEC retorna à Ordem do Dia da reunião da CCJ da próxima terça-feira (29).

    Prazos de tramitação e votações
    De acordo com o regimento interno da Assembleia Legislativa, os projetos protocolados com regime de urgência começam a trancar a pauta de votações 30 dias após ingressarem na Casa. Com a entrega do pacote de projetos na terça-feira (22), eles passam a trancar a pauta de votações no dia 22 de dezembro, data da última sessão plenária antes do recesso parlamentar, que começa no dia 23 de dezembro.

    Nesta quarta-feira (23), as matérias foram publicadas no Diário Oficial da Assembleia Legislativa. Com a publicação, durante 10 dias úteis, o chamado período de pauta, elas podem receber emendas parlamentares. No caso das PECs, o período de pauta é de 15 dias úteis.

    Após esse período, as matérias com as emendas seguem para a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e demais comissões de mérito. No caso das propostas em regime de urgência, geralmente não há tempo hábil para que possam ser distribuídas a um relator e este possa emitir seu parecer ao projeto, sendo apreciado pelos demais integrantes do órgão técnico. Assim, com a iminência do prazo fatal, a matéria é devolvida ao Departamento de Assessoramento Legislativo (DAL) para que a mesma seja publicada em Ordem do Dia, trancando a pauta de votações em plenário.

    Caso as matérias não sejam apreciadas antes do recesso parlamentar, que segue até 31 de janeiro de 2017, o governador tem a prerrogativa de convocar extraordinariamente a Assembleia Legislativa para interromper o recesso, sem custo para o Estado. Neste caso, os deputados deliberam, exclusivamente, sobre as matérias da convocação e só retomam o recesso quando todos os projetos forem apreciados.

    Para isso, podem ser convocadas quantas sessões plenárias forem necessárias para finalizar o processo, já que elas, como são extraordinária, têm duração de quatro horas, não podendo ser prorrogadas.

    No caso das PECs, elas precisam ser votadas em dois turnos, com interstício de três sessões, e exigem a aprovação de três quintos dos deputados (33 votos).

    Projetos de lei complementar (PLC) exigem aprovação da maioria absoluta dos deputados (28 votos).

    Projetos de lei (PL) podem ser aprovados pela maioria simples dos deputados presentes em plenário (com quórum mínimo de 28 deputados).

    Confira a lista completa das 22 propostas protocoladas pelo Executivo:

    • PL 240 2016, que extingue a Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore – FIGTF e a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária – FEPAGRO dá outras providências.
    • PL 241 2016, que altera a Lei nº 10.996, de 18 de agosto de 1997, que estabelece benefício ao servidor integrante dos órgãos operacionais da Secretaria da Justiça e da Segurança, ou ao seu beneficiário, na ocorrência dos eventos ”invalidez permanente, total ou parcial, ou morte”, ocorridos em serviço.
    • PL 242 2016, que altera a Lei nº 14.644, de 18 de dezembro de 2014, que institui o Diário Oficial Eletrônico do Estado como meio oficial de comunicação dos atos do Estado do Rio Grande do Sul.
    • PL 244 2016, que dispõe sobre a extinção da Companhia Rio-grandense de Artes Gráficas – CORAG.
    • PL 246 2016, que autoriza a extinção de fundações de direito privado da Administração Pública Indireta do Estado do Rio Grande do Sul: FZB, Cientec, FEE, Piratini (TVE), FDRH e Metroplan.
    • PL 247 2016, que altera a Lei n.º 14.733, de 15 de setembro de 2015, que dispõe sobre a estrutura administrativa e diretrizes do Poder executivo do Rio Grande do Sul e dá outras providências.
    • PL 248 2016, que cria a gratificação por desempenho de atividade prisional – GDAP- para os militares estaduais que prestam transitoriamente serviços no sistema prisional do Estado, e dá outras providências.
    • PL 249 2016, que introduz alterações na Lei 13.657 de 07 de janeiro de 2011, que cria a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento e dá outras providências, na Lei nº 13.701 de 06 de abril de 2011, que institui o Quadro de Pessoal da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, e dá outras providências, e na Lei nº 13.345, de 04 de janeiro de 2010, que fixa a remuneração dos Dirigentes de Autarquias e de Fundações Autárquicas do Estado, e dá outras providências.
    • PL 250 2016, que introduz modificações na Lei nº 14.519, de 8 de abril de 2014, que dispõe sobre o Plano de Classificação de Cargos e Vencimentos do Instituto-Geral de Perícias – IGP, e dá outras providências.
    • PL 251 2016, que dispõe sobre a extinção da Superintendência de Porto e Hidrovias de Porto Alegre – SPH, altera a Lei n.º 10.722, de 18 de janeiro de 1996 e dá outras providências.
    • PL 254 2016, que altera a Lei nº 14.716, de 30 de julho de 2015, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária para o exercício econômico financeiro de 2016, e dá outras providências.
    • PLC 243 2016, que introduz modificação na Lei Complementar nº 10.990, de 18 de agosto de 1997, que dispõe sobre o Estatuto dos Militares Estaduais, e dá outras providências.
    • PLC 245 2016, que introduz alterações na Lei Complementar nº 13.259, de 20 de outubro de 2009, que dispõe sobre o Quadro Especial de Servidores Penitenciários do Estado do Rio Grande do Sul, da Superintendência dos Serviços Penitenciários – SUSEPE –, criado pela Lei nº 9.228, de 1º de fevereiro de 1991, e dá outras providências.
    • PLC 252 2016, que introduz alterações na Lei Complementar nº 13.758, de 15 de julho de 2011, que dispõe sobre o Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Rio Grande do Sul, institui o Fundo Previdenciário – FUNDOPREV, e dá outras providências, na Lei nº 7.672, de 18 de junho de 1982, que dispõe sobre o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul, estabelece a responsabilidade de todos os Poderes e órgãos pelas contribuições previdenciárias e pelo déficit previdenciário, fixa a observância do teto constitucional e dá outras providências.
    • PEC 253 2016, que introduz alteração na Lei Complementar nº 13.757, de 15 de julho de 2011, que dispõe sobre o Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Militares do Estado do Rio Grande do Sul, institui o Fundo Previdenciário dos Servidores Militares – FUNDOPREV/MILITAR –, e dá outras providências.
    • PEC 255 2016, que altera o artigo 129 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.
    • PEC 256 2016, que altera a redação do inciso II do artigo 27 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.
    • PEC 257 2016, que revoga o artigo 35 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.
    • PEC 258 2016, que extingue o direito aos adicionais por tempo de serviço; altera o parágrafo 3º e acrescenta o parágrafo 8º ao art.33 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências.
    • PEC 259 2016, que revoga o § 4º do art. 22; altera a redação do parágrafo 2º e acrescenta o parágrafo 5º ao artigo 163 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.
    • PEC 260 2016, que altera o artigo 156 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências.
    • PEC 261 2016, que altera a redação do artigo 37 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.

    Da Agência AL

  • TCE julga nesta quinta pedido de suspensão de obras no Cais Mauá

    Naira Hofmeister
    O Tribunal de Contas do Estado (TCE) julga nesta quinta-feira (24) o recurso do procurador de Contas do Estado, Geraldo da Camino, que pede a suspensão de qualquer intervenção na área do Cais Mauá antes que sejam elucidadas dúvidas dos órgãos de controle quanto à legalidade do contrato de concessão para a iniciativa privada.
    “Decorridos mais de cinco anos da assinatura do contrato, permanecem sem resolução questões com significativo potencial para comprometer a viabilidade do empreendimento”, aponta o procurador.
    A análise do pedido de Da Camino está na pauta da sessão da 2ª Câmara do TCE, que estará composta pelos conselheiros Pedro Figueiredo e Renato Bordin (substituto), além do conselheiro Alexandre Postal, relator do texto. A sessão inicia às 14 horas e é aberta ao público.
    O Ministério Público de Contas (MPC) questiona a “ausência de definição quanto à disponibilidade de recursos financeiros, a necessidade de esclarecer o regime urbanístico aplicável à área, bem como o noticiado tombamento de armazéns que seriam demolidos, constituem aspectos que podem inviabilizar a continuidade do empreendimento, trazendo elevados riscos ao erário”.
    A argumentação é a mesma utilizada por movimentos que se opõem à revitalização do Cais Mauá nos moldes como está proposta: com a construção de torres de 100 metros de altura (equivalentes a 30 andares) em área tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico nacional e municipal, a implantação de um shopping center ao lado da Usina do Gasômetro e a construção de estacionamento para milhares de automóveis na orla pública.
    Equívoco levou pedido ao pleno na semana passada
    O pedido de suspensão das obras já havia sido analisado por Postal em setembro, quando o conselheiro achou desnecessária a adoção de medida cautelar. Apesar disso, Postal solicitou respostas aos questionamentos ressaltados por Da Camino – que já haviam sido, em parte, verificados por auditores do TCE em uma inspeção especial que está em andamento desde 2013.
    Entre outras providências, Postal emitiu intimações a gestores da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) para que esclareçam alguns dos pontos em aberto.
    O MPC recorreu da decisão e ingressou com o agravo regimental ora em pauta. Na semana passada, o recurso de Da Camino chegou a ser levado ao pleno do TCE, mas foi retirado porque a tramitação deve se dar no âmbito da 2ª Câmara, segundo a assessoria de imprensa do órgão de controle.
    Se o agravo for improvido, segue valendo a decisão anterior do processo, ou seja, não serão interrompidas as obras na área do Cais Mauá. Porém, se o recurso for aceito pelos conselheiros, a SPH deverá garantir a manutenção da área tal como está até que se esclareçam os pontos em debate.

  • MP bloqueia bens de Fortunati por uso indevido da Procempa

    Do MP
    O Ministério Público ajuizou ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, o secretário Municipal de Gestão e Estratégia de Porto Alegre e presidente do Conselho de Administração da Procempa, Urbano Schmitt, e o ex-diretor-presidente da Companhia, André Kulczynski. Na ação, os promotores do Patrimônio Público da Capital Nilson de Oliveira Rodrigues Filho e Tiago Moreira da Silva pediram, ainda, através de liminar, a indisponibilidade de bens dos requeridos.
    A ação tem como motivação o uso indevido da Procempa pelo Poder Executivo Municipal de Porto Alegre, representado pelo seu mandatário máximo, com a anuência e adesão do então diretor-presidente e do presidente do Conselho de Administração, que resultou em danos ao patrimônio público. Por isso, o MP pede a condenação dos requeridos ao ressarcimento integral do dano causado ao erário, estimado em mais de R$ 5,1 milhões.
    Se o pedido for aceito, os três passam a ser réus e não poderão dispor de valores depositados em poupanças de venda de veículos e imóveis, entre outros. O prejuízo estimado aos cofres da Procempa até o momento é de mais de R$ 5,1 milhões.
    Conforme apurado pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, desde o ano de 2005, Tribunal de Contas do Estado e a própria Controladoria-Geral do Município vinham apontado a grave situação pela indevida ingerência da administração central do Executivo municipal na Companhia, “que se origina na inexistência de um instrumento de contratualização dos serviços prestados, culminando até na realização de eventos, veiculação de publicidade, contratação de pessoas e fornecimento de bens para o Executivo Municipal, tudo estranho ao escopo da empresa”.
    De acordo com o relato dos promotores na ação, “a partir de apontamentos produzidos pelo TCE, pela Controladoria Interna do Município e pela CPI conduzida pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre, pôde-se verificar que a administração central da Capital, verdadeiramente ‘aparelhou’ a Procempa, determinando que a Companhia de Processamento de Dados do Município realizasse diversas atividades, notadamente eventos, publicidade, contratação de pessoas e fornecimento de bens, que não eram de sua competência/finalidade, mas do próprio Poder Executivo”.
    Os promotores de Justiça enfatizam que os inquéritos foram instaurados não com o objetivo de apurar irregularidades na administração da Procempa, as quais estão sendo investigadas em outros expedientes em trâmite na Promotoria, inclusive com denúncias e ações civis públicas já ajuizadas; mas para apurar o uso indevido dela feito pelo Poder Executivo Municipal de Porto Alegre, representado pelo seu mandatário máximo, com a anuência e adesão do seu então Diretor-Presidente e do Presidente do Conselho de Administração, e suas consequências, inclusive de dano ao patrimônio público.

  • Boas práticas pedagógicas de 80 escolas estaduais estão na praça

    Enquanto os professores estaduais – como todo o resto do funcionalismo público – estão atordoados com o pacote de cortes anunciado pelo governo Sartori e reagem aos gritos e apitos na Praça da Matriz, três quarteirões abaixo a educação pública está na vitrine.
    Especialistas da área de Educação da Argentina, Chile, Paraguai, Bolívia e Uruguai participam, no Clube do Comércio, do Encontro do Movimento Pedagógico Latino Americano, organizado pelo Cpers/Sindicato em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
    Paralelo a esse encontro, acontece na Praça da Alfândega, a 2ª edição da Mostra Pedagógica do Cpers, aproveitando parte da estrutura da Feira do Livro. Em exposição,  80 projetos desenvolvidos em escolas públicas de diversas regiões do Rio Grande do Sul. A mostra começou ontem e termina hoje (23).
    Para a secretária da CNTE, Selene Michelin, nesse momento de desvalorização da escola pública e dos educadores a união é fundamental. “Os exemplo dos projetos que vemos aqui servem para nos dar ainda mais força para resistir aos ataques que estamos sofrendo”, afirmou.
    Já a presidente do Cpers, Helenir Schürer, destacou que a Mostra “é a nossa resposta a este governo que nos ataca e desrespeita. Educadores e estudantes estão mostrando a população que a educação pública tem qualidade sim. Temos muitas lutas pela frente, ainda mais depois do pacote do governo Sartori. Vamos resistir e faremos isso em muitos espaços, um deles é a Mostra Pedagógica e o Encontro do Movimento Pedagógico que está proporcionando aos educadores informações sobre como outros países da América Latina lutam e qualificam a educação pública”.
    “É um espaço que retrata a qualidade da educação pública, não reconhecida pelo governo. Estou muito feliz e me sentindo valorizada”, afirmou a professora Sibele Teixeira Perez, da escola Professor Alfredo Dub,  de Rio Grande.
    O diretor do Departamento de Educação do Cpers, Antônio Lima, relatou a satisfação de  colocar os projetos em praça pública, este ano. “Conseguimos expor em praça pública para os cidadãos e as cidadãs de Porto Alegre verem os projetos que mostram a qualidade do ensino em nossas escolas. Ter a oportunidade de fazer o encontro e a Mostra juntos é um sonho realizado. Estamos mostrando para a sociedade o valor da escola pública e o quanto vale a pena a nossa luta pela educação”, afirmou.
    Práticas pedagógicas na escola pública
    Na continuidade do Encontro do Movimento Pedagógico Latino Americano, o painel  Práticas Pedagógicas na Escola Pública foi abordado pelo professor doutor Nilton Mullet Pereira, responsável pelo Departamento de Ensino e Currículo da UFRGS. O professor parabenizou o Sindicato pela iniciativa. “É uma honra estar aqui com educadores  que fazem a diferença na escola pública. Ainda mais sendo uma Mostra promovida por um Sindicato de luta, no meio de uma avalanche de ataques aos direitos dos servidores públicos e do serviço público”, ressaltou.
    Pereira trouxe conceitos importantes sobre a experiência pedagógica, mostrando tudo que envolve esse trabalho: o encontro do professor e do aluno, o tempo que não pode ser calculado no relógio, a arte e o  amor. “O que fazemos em sala de aula não é somente a reprodução da física e da química, mas sim o esforço de representá-los para serem usados na vida prática, não meramente no aspecto cotidiano, mas no próprio entendimento das situações, abrangendo o aspecto ético e político. Proporcionando, inclusive, ao indivíduo entender o pacote do Sartori e saber se posicionar na sociedade”, ressaltou.
    “A Mostra Pedagógica que o Cpers tem a ousadia de realizar é mais do que tudo uma forma de resistência política do desmantelamento do serviço público que está acontecendo”, finalizou Pereira.
    O último painel do dia abordou o tema O Papel das Centrais Sindicais na Luta pela Educação Pública, com o professor Daniel Sebastiani, da Central dos Trabalhadores do Brasil – CTB e a professora Simone Goldschmidt, da CNTE e da CUT.
    Sebastiani destacou que a maioria dos brasileiros ainda não está consciente da gravidade dos impactos das ações dos governos Sartori e Temer, ambos do PMDB. “Estamos enfrentando uma ofensiva neoliberal que terá conseqüências sérias principalmente para áreas essenciais à população como a educação e a saúde. O foco é a redução do Estado. O governo Sartori, com todas as reduções que anunciou, não vai economizar nem 2% do orçamento público. Com o discurso de Estado falido, entrega setores importantes da sociedade à iniciativa privada. O momento exige uma luta defensiva e na defesa precisamos de unidade, mais do que nunca”, observou.
    Simone observou que a situação para os trabalhadores é extremamente dramática e que somente a união de todos os trabalhadores poderá barrar os ataques dos governos Sartori e Temer. “Ou nós unimos os sindicatos, as centrais sindicais da classe trabalhadora, ou seremos atropelados pelo governo golpista do Temer e pelo governo autoritário e desrespeitoso do Sartori”, destacou.
    “Quando falamos da reforma da Previdência e da possibilidade de não termos mais aposentadoria especial, os colegas dizem que têm direito adquirido, que isso não vai ocorrer. Ontem tivemos uma mostra bem próxima disso: o governo diz que vai pagar o nosso 13º metade em um ano e a outra metade no outro. Precisamos nos preparar para uma grande luta”, afirmou a vice-presidente do Cpers, Solange Carvalho.