Categoria: Geral

  • Vereadores só votarão Lei do Uber depois de aprovar orçamento de 2017

    Agendada para recomeçar nesta quarta-feira (5/10), a votação do projeto de lei do Executivo que regulamenta o Uber e outras plataformas de aplicativos para transporte de passageiros ainda não tem data para continuar.
    Só na quinta-feira (6/10) pela manhã, reunião dos líderes de bancada definirá a data. É que há temas mais importantes para a cidade, como a votação do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) –  que tem prazo legal a ser enviado ao Executivo até 10 de outubro – e mais nove vetos, que têm prioridade na pauta de votações.
    “Se na reunião os líderes decidirem retomar a votação do Uber ainda na quinta, isso poderá ser feito, mas somente após a apreciação da LDO e dos vetos. Na quarta-feira não pode haver votação porque, pelo Regimento da Casa, não há Ordem do Dia na sessão das quartas”, explicou o presidente da Casa, Cássio Trogildo.
    A votação do projeto do Uber foi iniciada no último dia 29 de setembro, com a apreciação das emendas apresentadas pelos vereadores. A emenda  de número 1 – a única votada até agora – foi aprovada por 16 votos a oito. Apresentada pelos vereadores Bernardino Vendruscolo (PROS), Idenir Cecchim (PMDB) e Dr. Thiago (DEM), ela permite a instalação de equipamentos de áudio e vídeo para gravação das viagens nos carros que trabalham com aplicativos tipo Uber. Foram apresentadas 57 emendas ao projeto, sendo que a emenda 52 foi retirada pelo próprio autor.
    Clique para acessar o conteúdo de cada emenda:
    Emenda nº 01 – Aprovada
    Emenda nº 02
    Emenda nº 03
    Emenda nº 04
    Emenda nº 05
    Emenda nº 06
    Emenda nº 07
    Emenda nº 08
    Subemenda nº 01 à Emenda nº 08
    Emenda nº 09
    Subemenda nº 01 à Emenda nº 09
    Subemenda nº 02 à Emenda nº 09
    Emenda nº 10
    Emenda nº 11
    Subemenda nº 01 à Emenda nº 11
    Emenda nº 12
    Emenda nº 13
    Emenda nº 14
    Emenda nº 15
    Emenda nº 16
    Subemenda nº 01 à Emenda nº 16
    Emenda nº 17
    Emenda nº 18
    Emenda nº 19
    Emenda nº 20
    Emenda nº 21
    Emenda nº 22
    Emenda nº 23
    Emenda nº 24
    Emenda nº 25
    Emenda nº 26
    Emenda nº 27
    Emenda nº 28
    Emenda nº 29
    Emenda nº 30
    Emenda nº 31
    Emenda nº 32
    Emenda nº 33
    Emenda nº 34
    Emenda nº 35
    Emenda nº 36
    Emenda nº 37
    Emenda nº 38
    Emenda nº 39
    Emenda nº 40
    Emenda nº 41
    Emenda nº 42
    Emenda nº 43
    Emenda nº 44
    Emenda nº 45
    Emenda nº 46
    Emenda nº 47

  • Pesquisa inédita mapeia indústria de reciclagem de plásticos no país

    Com o objetivo de mapear a indústria brasileira de reciclagem de plásticos, foi realizado levantamento inédito abrangendo, desde as cooperativas até os recicladores, além dos pontos de entrega voluntária de recicláveis (PEVs).
    O trabalho foi realizado em todo o Brasil pela FIA (Fundação Instituto de Administração), da USP. Para tanto, foram contatadas mais de 4.700, entre PEV’s, entidades e empresas. Dessas, 169 recicladoras industriais efetivamente responderam ao questionário. O objetivo foi verificar a estrutura das empresas, tempo de mercado, empregabilidade, faturamento, além dos tipos de plástico com que atuam e suas impressões sobre o mercado.
    A checagem revelou que se trata de uma indústria madura. 75% delas têm mais de 11 anos de mercado, 14% têm entre 6 e 10 anos, 6% entre 4 e 5 anos e 4% até 3 anos. Do total, 34% são pequenas (faturamento de R$ 120 mil/ano a R$1,2 milhão/ano), 31% são médias (faturamento de R$1,2 milhão a 12 milhões/ano), 24% são microempresas (faturamento até 120 mil/ano), 6% são grandes empresas (faturamento acima de R$12 milhões/ano) e 2% são cooperativas. Em número de funcionários, 29% das empresas têm entre 21 e 50 pessoas, 23% acima de 50 colaboradores, 19% de 6 a 17 pessoas, 17% de 11 a 20 e 12% até cinco funcionários.
    Entre os tipos de plásticos reciclados, 63% das empresas entrevistadas atuam com vários tipos, 22% só reciclam Polietileno (PE), 8% somente Polietileno Tereftalato (PET), 5% apenas Polipropileno (PP) e 2% só reciclam Poliestireno (PS). Das empresas entrevistadas, 3% fazem exclusivamente a moagem, 63,3% delas fazem a granulação (pelletização) dos recicláveis, e 33% chegam à fase de reprocessamento e transformação.
    Sobre a origem do material a ser reciclado, parte vem de cooperativas (28% em número de empresas e 48% do volume), parte do comércio atacadista (16% em número de empresas e 9% do volume) e parte industrial (41% em número de empresas e 36% do volume). Esse material é comprado 44% com várias apresentações, 16% sujo e prensado, 11% limpo e solto, 11% moído, 10% limpo e prensado e 8% sujo e solto.
    Os empresários entrevistados avaliaram o mercado em 2014. 66% acreditam que o mercado piorou em relação ao ano anterior, 16% acreditam que está estável e 18% apontaram que melhorou. Também se manifestaram sobre o preço do material reciclado em 2014. 65% dos entrevistados disseram que o preço foi reduzido, 25% declararam estável e 10% que o preço aumentou. Diante desse cenário, 71% dos entrevistados declararam que não planejaram investimentos para 2015/2016 e 29% disseram que sim, investiriam nos anos de 2015/2016.
    Apesar da intenção de investimento parecer pequena, está acima da média da indústria brasileira. Segundo o professor Leandro Fraga, coordenador desta pesquisa, o número é significativo, uma vez que à mesma época, a média de intenção da indústria nacional em investir ficava abaixo deste patamar, ao redor de 19%, segundo o especialista. “Trata-se de uma cadeia produtiva que se desenvolve com seus próprios recursos e poderia fazer ainda mais se contasse com apoio público ou privado”, disse.
    Mapeamento dos pontos de entrega de recicláveis – O trabalho de pesquisa da FIA foi realizado em duas frentes. Além da pesquisa sobre a reciclagem do plástico, foi feito o mapeamento georreferenciado dos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária). Foram cadastrados 1.936 pontos, em 61 cidades de 20 estados brasileiros, que podem ser acessados via aplicativo ou pela internet.
    O APP “Reciclagem de Plásticos” permite ao usuário acessar rapidamente o endereço do PEV mais próximo de sua casa ou estabelecimento comercial. As buscas pelo PEV ou por recicladores podem ser feitas por meio do CEP, nome de rua e, no caso dos aplicativos para celular, por georreferenciamento automático, quando o aparelho possuir essa função.
    Ao clicar no ícone do símbolo da reciclagem, o usuário acessará um box com o nome e endereço do posto, além de informações como os materiais plásticos recolhidos naquela unidade: PET, PEAD, PVC, PEBD, PP, PS e outros tipos de materiais como aqueles procedentes de produtos como CDs e DVDs, carcaças de eletrodomésticos, carcaças de computadores e eletroeletrônicos em geral, autopeças etc.
    Os dados podem ser acessados gratuitamente pelo APP “Reciclagem de Plásticos”, que está disponível para download aos usuários de smartphones com sistema iOS e Android, ou via internet:www.reciclagemdeplastico.org.br
    Tanto o mapeamento de PEVs, quanto o levantamento sobre a indústria de reciclagem fazem parte das ações do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), que tem como um de seus pilares difundir as vantagens do plástico com intuito de  mostrar à sociedade de soluções que esse material oferece para vida moderna.
    Sobre o PICPlast
    O  PICPlast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, é uma iniciativa, criada em 2013 pela ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico e pela Braskem, que prevê o desenvolvimento de programas estruturais que contribuam com a competitividade e crescimento da transformação plástica, incluindo investimentos para aumentar as exportações de produtos transformados, incentivo à inovação e o reforço na qualificação profissional e na gestão empresarial.
    Sobre a Braskem
    A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, com volume anual superior a 20 milhões de toneladas, incluindo a produção de outros produtos químicos e petroquímicos básicos, e com faturamento anual de R$ 54 bilhões. Com o propósito de melhorar a vida das pessoas, criando as soluções sustentáveis da química e do plástico, a Braskem atua em mais de 70 países, conta com 8 mil integrantes e opera 40 unidades industriais, localizadas no Brasil, EUA, Alemanha e México, esta última em parceria com a mexicana Idesa.
    Sobre a ABIPLAST
    A Associação Brasileira da Indústria do Plástico – ABIPLAST representa o setor de transformados plásticos desde 1967, atuando para aumentar a competitividade da indústria. Para isso, realiza ações que promovem novas tecnologias, novos processos, pesquisa de produtos com foco na sustentabilidade, entre outras. A ABIPLAST representa atualmente 11.559 empresas que empregam um total de 326.000 mil pessoas.

  • Madre Pelletier recebe placa do projeto Marcas da Memória

    No Dia Mundial da Anistia, nesta terça-feira, 4, foi descerrada mais uma placa do Projeto Marcas da Memória, que identifica pontos estratégicos que deram suporte ao movimento repressivo da ditadura militar (1964-1985) em Porto Alegre.
    A 9ª placa foi instalada na calçada em frente ao Presídio Feminino Madre Pelletier, na avenida Teresópolis, 2.727.
    O Projeto Marcas da Memória, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, afaz parceria com as prefeituras para a instalação das placas. A intenção é formar assinalar locais que tenham servido como prisões ou centros de detenção, de tortura e de desaparecimento de pessoas, tornando público que ali aconteceram graves violações aos direitos humanos.
    “Mais de 70% da atual população brasileira não era nascida em 1964, ano do golpe. É claro que a ditadura no Brasil foi muito dura mesmo, ela foi terrível, ela amedrontou as pessoas, e as pessoas não falavam sobre esses acontecimentos. Na família não se falava, por medo, depois na escola não se fala, na universidade menos ainda. Nós temos aqui uma população imensa no Brasil que desconhece o que aconteceu durante os anos de chumbo”, ressaltou o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos no Estado, advogado Jair Krischke.
    Em dezembro, será instalada a 10ª placa em Porto Alegre, no Cais do Porto. A intenção, explica Krischke, é apontar todos os espaços que foram centros de detenção e tortura, assim como incentivar atividades culturais que propiciem o conhecimento e a reconstrução da memória histórica desse período, principalmente entre aqueles que não viveram o momento opressor.
    O prefeito José Fortunati, que acompanhou o descerramento da placa, destacou a importância do resgate da memória para que a opressão não se repita em nossa sociedade.”É importante resgatarmos essa memória, não com espírito de vingança, mas apenas para que a gente perceba a gravidade de uma ditadura, que não respeita as diferenças de opiniões, que caça a liberdade de imprensa, que caça a liberdade de organização. O que nós desejamos com isso é resgatar a história para que assim as pessoas defendam o Estado Democrático de Direito”, enfatizou Fortunati.

    Foto: Joel Vargas/PMPA
    Foto: Joel Vargas/PMPA

    Sobre o Madre Pelletier – A identificação da Penitenciária Feminina Madre Pelletier como espaço onde houve tortura na época da ditadura militar brasileira foi um dos atos mais emocionantes registrados pelo Comitê Carlos de Ré – Da Verdade e da Justiça. Essa identificação foi feita em novembro de 2012. Na ocasião, depois de 40 anos, vítimas da ditadura voltaram ao local de tortura. Diante das celas, as ex-presas lembraram como era dormir e viver na escuridão. Na época da ditadura, as presas eram encaminhadas para o presídio depois de um período de tortura, que poderia durar meses, no Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Chegavam fragilizadas, física e emocionalmente.

    Locais que já receberam as placas:
    1 – Praça Raul Pilla, local do antigo Quartel da Polícia do Exército;
    2 – Calçada em frente ao Colégio Paulo da Gama, local que serviu como Presídio Militar Especial;
    3 – Calçada em frente ao Palácio da Polícia, onde presos políticos foram torturados durante o regime militar e, no segundo andar, houve tortura e homicídios nas salas onde funcionaram o Departamento de Ordem Política e Social (Dops/RS);
    4 – Rua Santo Antônio, 600, onde funcionou o chamado Dopinho, primeiro centro clandestino de detenção do Cone Sul;
    5 – Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), onde foram detidos mais de 300 presos políticos durante o período da ditadura;
    6 – Avenida Bento Gonçalves, em frente ao número 4.592, onde existiu um local da prática de tortura no período de exceção. No local, havia o quartel do 18º Regimento de Infantaria (18 RI) e a conhecida “cela do boi preto”;
    7 – Calçada em frente ao Presídio Central, local que foi espaço para prisões arbitrárias e torturas de presos políticos;
    8 – Calçada em frente ao Cais da Vila Assunção, local onde eram aportados os barcos que conduziram mais de uma centena de presos políticos à Ilha Presídio.
    9 –  Presídio Feminino Madre Pelletier.
  • BNDES divulga novas condições de financiamento para energia elétrica

    Não haverá mais financiamento público para usinas térmicas a carvão e a óleo. A prioridade passa a ser energia solar e aumenta a participação do capital privado na geração por hidrelétricas, que são a fonte capaz de atender a demanda até que as energias limpas produzam o bastante.

    Estas são as principais novidades para projetos de energia elétrica, entre as anunciadas nesta segunda-feira (3/10)  pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    As alterações preveem aumento da participação do banco no financiamento a energia solar (de até 70% para até 80% em TJLP) e manter em até 80% sua participação em projetos de eficiência energética. Vale também para projetos de iluminação pública eficiente.

    Não haverá nenhum apoio a investimentos em termelétricas a carvão e óleo combustível.

    O Banco manteve sua participação (em até 70% em TJLP) nas demais energias alternativas: eólica, PCHs, biomassa e cogeração.

    O BNDES quer estimular alternativas de financiamento privado na composição dos novos financiamentos, então reduziu sua participação para até 50%, em TJLP, em investimentos em grandes hidrelétricas (era até 70%).

    As condições gerais incluem a possibilidade de o BNDES subscrever até 50% do valor das debêntures a serem emitidas pela empresa tomadora do crédito; Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) mínimo de 1,3 para geração de energia e 1,5 para transmissão; e a exigência de participação mínima de 20% de recursos próprios do investidor.

    O valor total do apoio do BNDES, incluindo o financiamento e as debêntures, não poderá ser superior a 80% do valor total dos itens financiáveis. O spread será de 1,5% para todos os segmentos e não haverá a concessão de empréstimos-ponte.

    Diz o anúncio oficial: “A prioridade concedida à energia solar, refletida em melhores condições financeiras, decorre do fato de se tratar de tecnologia em fase inicial de desenvolvimento no país. Por essa razão, demanda estímulos para  alcançar economias de escala e ganhos associados à difusão tecnológica, com preços mais competitivos”.

    Iluminação pública

    “A inclusão do financiamento a projetos de iluminação pública eficientes busca propiciar economia de energia associada a impacto sensível na qualidade de vida da população, em aspectos como segurança pública, segurança no trânsito e lazer noturno. Além disso, desempenha relevante papel no desenvolvimento econômico urbano e na preservação e geração de empregos, na medida em que influencia o desempenho do comércio e dos serviços locais. Até então, as condições de financiamento do Banco a esses investimentos eram definidas caso a caso nos editais de concessão.”

    “As mudanças nas condições de apoio à transmissão e distribuição têm, como pano de fundo, a premissa de que é papel do regulador garantir retorno que remunere os investidores pelo risco dos projetos e, ao mesmo tempo, garantir preços adequados ao consumidor. Por essa razão, as novas condições ampliam a participação do mercado privado no financiamento aos dois segmentos.”

    “Na distribuição o financiamento manteve-se em até 50%, com redução da parcela em TJLP de 70% para 50%. Para projetos de leilões de transmissão de energia elétrica, o BNDES inova ao estruturar financiamento a custo de mercado (em vez de TJLP), com prazo mais longo (20 anos de amortização, no sistema PRICE, ao invés de 14 anos, no sistema SAC) e participação até 80% no financiamento total.”

    “Essa proposta abre espaço para a emissão de debêntures de infraestrutura, cujos prazos de financiamento são de cerca de 10 anos. Nesse sentido, para estimular a emissão de debêntures, o valor do crédito do BNDES será calculado pelo índice de cobertura do serviço da dívida (ICSD) mínimo de 2,0, sendo que o limite de endividamento global (BNDES + outros credores) será dado pelo ICSD mínimo de 1,5.”

    As novas condições do BNDES são as seguintes:

    1. Eficiência energética e iluminação pública
    Participação
    : até 80% dos itens financiáveis
    Custo: 100% TJLP

    2. Solar:
    Participação
    : até 80% (anterior 70%) dos itens financiáveis
    Custo: 100% TJLP

    3. Eólica, biomassa, cogeração e PCH
    Participação
    : até 70% dos itens financiáveis
    Custo: 100% TJLP

    4. Hidrelétrica
    Participação
    : até 50% (anterior 70%) dos itens financiáveis
    Custo: 100% TJLP

    5. Termelétrica a gás natural em ciclo combinado
    Participação
    : até 50% (anterior 70%) dos itens financiáveis
    Custo: 100% TJLP

    6. Transmissão
    Participação
    : até 80% dos itens financiáveis
    Para projetos de leilões públicos, estruturados na modalidade Project Finance, o valor do crédito do BNDES será determinado pelo ICSD mínimo de 2,0, e a alavancagem geral pelo ICSD mínimo de 1,5.
    Custo: Moeda de mercado (anterior 100% TJLP)
    Prazo de amortização: 20 anos (anterior 14 anos), no sistema PRICE

    7. Distribuição:
    Participação
    : até 50% dos itens financiáveis
    Custo: 50% TJLP / 50% mercado (anterior 70% TJLP / 30% mercado).

    Em todas as linhas, foi mantido spread básico de 1,5%.

    As novas condições passam a valer para os próximos leilões de outubro e dezembro de 2016.

  • Habitação em Porto Alegre: as perguntas que o Demhab não responde

    Há mais de mês tentamos obter do Demhab informações atualizadas sobre habitação irregular  em Porto Alegre.
    Os dados disponíveis no site do departamento que cuida da habitação popular em Porto Alegre são de um estudo de 2007, vão completar dez anos. São impressionantes, revelam um problema crônico que está na raiz dos mais graves problemas da capital. Mas o que aconteceu de lá até aqui?
    Apesar da boa vontade da assessoria de imprensa, o Demhab não consegue responder. Eis as perguntas:
    Ocupações em Porto Alegre
    Há em Porto Alegre mais de 20 ocupações, segundo a imprensa, com pedidos de reintegração em andamento. Quantas são exatamente? Onde estão localizadas? Quantas pessoas estão nesses casos?
    Quantas famílias estão sendo atendidas nos programas de reassentamento em andamento?
    Os últimos números gerais disponíveis no site do Demhab são de 2009.
    Apontam 484 “ núcleos e vilas irregulares” onde vivem quase 289 mil pessoas. Desde então houve muitas remoções mas também novas ocupações. Quais são os números atuais, é possível obtê-los ano a ano?
    Um caso especial, de grande repercussão, foi a Vila Chocolatão. Há um relatório com os resultados da transferência das famílias para o Morro Santana?  Qual a avaliação que se faz desse caso?
    Minha Casa Minha Vida
    As inscrições para o programa “Minha Casa Minha Vida em Porto Alegre”, encerraram em maio de 2009, com 54 mil famílias cadastradas.
    O programa previa quantas unidades na capital?
    Quantas foram contempladas até agora e onde  estão localizados esses condomínios e qual o número de moradores em cada um deles?
    Em 2010, 14 projetos, cuja construção já está contratada, estavam “em fase de licenciamento” pela Prefeitura. Quantos foram adiante, qual é a situação atual?
    A assessoria de imprensa da Caixa Federal informa que o dinheiro está disponível, a questão são os licenciamentos nos órgãos municipais.
    Em Salvador,  a prefeitura informa que  já foram entregues 18 mil unidades do Minha Casa Minha Vida. Por que em Porto Alegre o programa está emperrado?
     

  • Mercado Público comemora 147 anos sem concluir reforma após o incêndio

    Uma festinha de aniversário interna, sem muito alarde, com fatias de bolo de aniversário pela manhã, marcou os 147 anos do Mercado Público de Porto Alegre, nesta segunda-feira (3/10).
    A reforma do prédio histórico, depois do incêndio que destruiu o andar superior há três anos, ainda não terminou e avança lentamente. O restaurantes que funcionavam no piso superior continuam funcionando em espaços improvisados no térreo.
    O quarto incêndio no Mercado, em 6 de julho de 2013, destruiu cerca de 20% da estrutura do prédio. A conclusão da reconstrução, com recursos federais,  foi prevista para o início de 2015, mas até agora não acabou. Hoje, Fortunati disse “confiar” que esteja pronta no primeiro semestre de 2017.

    O prefeito deu bolo aos convidados / Foto Ricardo Giusti/PMPA
    O prefeito deu bolo aos convidados / Foto Ricardo Giusti/PMPA

    O prefeito José Fortunati, que está em campanha para eleger o sucessor,  cortou e distribuiu o bolo aos convidados. “Por essa região da cidade circulam, por dia, cerca de 400 mil pessoas de todas classes sociais, de todas as etnias, de todas as crenças, de todos os bairros, de todas as regiões da cidade e dos municípios da Região Metropolitana, além de turistas. Uma grande parte frequenta o nosso Mercado Público, um espaço amplamente democrático e, mais do que isso, de grande importância para a economia e desenvolvimento da Capital, seja pela geração de empregos, seja pelo volume de vendas, seja por servir como um balizador dos preços dos produtos na  Capital”, disse Fortunati.
    Para o presidente da Associação do Comércio do Mercado Público Central, Ivan Konig, a geração de empregos e o atendimento personalizado são dois grandes diferenciais. “Temos uma média de 40 funcionários para cada 100 metros quadrados, enquanto as grandes redes e shoppings tem 0,8, ou seja, menos de 1 funcionário para a mesma área. Isso garante o atendimento olho no olho, direto, personificado”, afirmou. O Mercado Público possui 110 bancas que empregam mais de 1.200 pessoas.
    Torneio interno de futsal – Os participantes da competição em comemoração ao aniversário do Mercado Público receberam os troféus durante o evento. Em primeiro lugar ficou a equipe do Açougue Santo Angelo, que também ganhou o destaque em Disciplina e teve o goleiro menos vazado, Alexandre Leal. Em segundo o time da Peixaria Japesca, em terceiro a Banca 33 e em quarto a Banca 38. O artilheiro foi Yuri Pinho, da Banca 33.
    História e funcionamento – O Mercado Público foi inaugurado em 1869 para abrigar o comércio de abastecimento da cidade.  Tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre em 1979, sofreu quatro incêndios (1912, 1976,1979 e 2013) e resistiu à grande enchente de 1941.
    Atualmente, está em obras de restauração, devido ao incêndio de 2013. “É uma obra complexa, que precisa seguir uma série de normas por se tratar de patrimônio histórico, mas já estamos em fase final. Vamos entregar o Mercado Público à população ainda mais qualificado, com esquadrias e estrutura do teto em metal, resistente ao fogo, com tubulação da rede elétrica também protegida contra incêndio, com melhorias na acessibilidade e com Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), que o prédio nunca teve e que nós estamos providenciando junto ao Corpo de Bombeiros”, explicou Fortunati.
    Além de oferecer artigos diferenciados, com qualidade e preços atrativos, também é um espaço para manifestações culturais e religiosas. As bancas e lojas funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h30, e sábados das 7h30 às 18h30.  Os restaurantes ficam abertos até as 22h30.
    O Largo Glênio Peres pode ser usado como estacionamento, de segunda a sexta-feira, a partir das 18h, e sábado durante o dia inteiro. Outra alternativa de estacionamento é a avenida Borges de Medeiros, que tem Área Azul, de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h, e sábado, das 10h às 13h.

  • Temer driblou a imprensa, Dilma não pode ser acompanhada

    Os principais personagens da crise política que culminou com o impeachment  das presidente Dilma Rousseff, em agosto,  foram alvo de manifestações ou tiveram que fugir delas para escapar de vaias.
    Michel Temer, por exemplo. Vice que assumiu a presidência no lugar de Dilma,  teve que driblar a imprensa e um protesto organizado por estudantes: anunciou que ia votar às11h, mas compareceu às urnas na PUC (Pontifícia Universidade Católica) antes mesmo das 8h, quando recém havia aberto a sessão eleitoral.
    A primeira dama, Marcela Temer, adotou a mesma tática. Votou bem cedinho, cruzando com menos de dez eleitores no local.
    No colégio Sion, na zona oeste de SP, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi chamado de “golpista”, por um grupo de manifestantes. Ao que reagiram apoiadores do ex-presidente gritando “fora, petralhas” e “Lula na cadeia”. Na saída, FHC foi aplaudido.
    O ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, que também votou cedinho no Rio, foi chamado de “ladrão”, “palhaço”, “babaca” por um eleitor, mas na saída teve que posar para selfie com outros.
    A ex-presidente Dilma Rousseff, no entanto, não conseguiu escapar de um tumulto, quando foi votar em Porto Alegre. Uma decisão do juiz eleitoral Niwton Carpes da Silva impediu a entrada da imprensa no local, alegando que a ex-presidente não teria direito a esquema especial de votação.
    A confusão começou antes quando um grupo de 50 manifestantes favoráveis a Dilma também foram barrados. Com a chegada da ex-presidente os ânimos se exaltaram, a Brigada Militar entrou em ação, não deixando entrar nem o candidato a prefeito Raul Pont, nem o ex-ministro Miguel Rossetto que acompanhavam Dilma. No tumulto que se formou uma porta de vidro foi quebrada, houve ferimentos, Pont ficou com a camisa manchada de sangue, embora não tenha se ferido.
    O vídeo gravado pelo SBT pode ser assistido aqui.
  • Derrotados, Raul e Luciana anunciam que não apoiarão Melo nem Marchezan

    O candidato do PT, Raul Pont, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno das eleições municipais, anunciou que não apoiará nenhum candidato no segundo turno. “Não temos nenhum compromisso, pois são alternativas que estão juntos na prefeitura, no Estado e com o Temer em Brasília. Temos que organizar a resistência popular”, disse o ex-prefeito de Porto Alegre.
    Para Pont, os dois nomes que disputarão no segundo turno – o deputado federal Nelson Marchezan (PSDB) e o vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB) – são peças do mesmo “golpe orquestrado e organizado pela direita com a cumplicidade do judiciário e com o monopólio dos meios de comunicação”.
    Aliado ao PcdoB, o petista considera importante ampliar e fortalecer um bloco de esquerda. “Podemos ter métodos distintos, mas somos responsáveis o suficiente para saber que temos que sentar na mesa com PSol, com PSTU e outros para contribuir com uma resistência a esse golpe”, afirmou. “É assim que a gente faz política.”
    “Já passamos por momentos muito piores. Não se assustem com essa conjuntura e poderão vir piores pela frente. Mas precisamos convocar a militância e nossos quadros pela luta de uma sociedade igualitária.”
    A candidata do PSol, Luciana Genro, também disse que não apoiará nenhum dos candidatos no segundo turno. Luciana argumentou que não entrou na eleição para barganhar cargos ou tentar consegui-los depois do pleito decidido. “Não nos corrompemos por cargos na administração ou por outras benesses.”
    Somados os votos confiados a Raul e a Luciana, haveria disputa entre Marchezan e a chapa de esquerda. Mas não foi o que aconteceu. Raul praticamente empatou com os brancos e nulos, enquanto Luciana, que largou na frente, perdeu.

  • O fenômeno Suplicy: aos 75 anos, o mais votado com 300 mil votos

    Mais votado em São Paulo, com 300 mil votos, o ex-senador  Eduardo Suplicy, do PT , aos 75 anos é provavelmente o vereador eleito com o maior número de votos em todo o Brasil nestas eleições municipais.
    Ex-marido de Marta Suplicy, que ficou em quarto lugar na disputa pela prefeitura, Eduardo fez uma campanha de militância, colocando-se à frente das passeatas e movimentos contra o governo Temer em São Paulo.
    Chegou a ser detido em julho pela Polícia Militar (PM) após protestar contra reintegração de posse na Zona Oeste de São Paulo. Foi levado ao 75º Distrito Policial (DP), no Jardim Arpoador e liberado após ficar cerca de três horas detido.
    Segundo a Polícia Militar, ele foi detido depois que desobedeceu a ordem dos oficiais de justiça de desobstruir a via e teve que ser retirado do local pelos policiais”. Suplicy se deitou na rua para impedir a reintegração de posse e chegou a ser carregado por policiais militares.
    Após prestar depoimento, Suplicy disse a jornalistas que relatou ao delegado ter deitado no chão para evitar confronto entre policiais e os moradores. “Havia um grupo de policiais militares avançando com escudos e uma escavadeira que estava avançando logo atrás, e do outro lado estavam os moradores, pelo menos 80″, afirmou.

     “Começou a haver um encontro daquelas pessoas e os policiais. Eu, então, fiquei com receio de que pudesse haver uma cena de violência quase que incontrolável, então eu falei: ‘Vou me deitar aqui para prevenir e evitar qualquer violência’, E foi isso que aconteceu.”
    Segundo o delegado Gilberto de Castro Ferreira, Suplicy assinou um termo circunstanciado e vai responder por desobediência.

    Ele disse ter considerado que não houve excesso da polícia. “Não acredito que houve abuso [policial] porque eu próprio disse a eles: ‘Se quiserem, me levem’.” Ele só se queixou da maneira como os policiais o pegaram. “Disse: ‘Assim vocês vão quebrar meu braço’. E eles diminuíram a força.”
    Logo após sua prisão, Suplicy afirmou em sua página do Facebook, por meio de sua assessoria da imprensa, que “a truculência da Polícia Militar do governo Alckmin é inaceitável. Se fazem isso com um ex-senador da República, imagine o que sofre a população que tanto precisa de apoio”. Mais tarde, também em sua página pessoal, o ex-senador publicou um vídeo em que diz que sua atitude “foi para prevenir atos de violência que estavam para acontecer”.

    Suplicy disse que conversou com os PMs na viatura, a caminho da delegacia. “Perguntaram a mim eu disse que tenho 75 anos, que ainda hoje de manhã, 6h45, eu tinha feito a minha aula de ginástica. Me mantenho em boa forma, e dos 15 ao 21 eu treinei boxe, participei do campeonato da Gazeta Esportiva, e procuro me manter sempre em boa forma. Se necessário for, eu sei como fazer”, disse, rindo.

    Disse que não apresentou resistência, e que lembrou de Jesus e de Mahatma Gandhi, pela não-resistência. “Mas eu continuo um grande discípulo da não-violência.”

  • Vitoria de Dória no 1o. turno fortalece Alkmim para 2018

    João Doria, do PSDB,será o prefeito de São Paulo para os próximos quatro anos. O tucano teve 53,42% dos votos válidos e é o primeiro prefeito eleito em primeiro turno na capital paulista.