Categoria: Geral

  • Cresce tensão entre professores em greve e governo estadual

    Higino Barros
    A greve dos professores da rede pública estadual completou 30 dias nessa segunda-feira com o acirramento de ânimos entre os docentes, alunos que ocupam escolas estaduais e governo estadual. O Cpers/Sindicato convocou para quarta-feira, dia 8, uma grande manifestação em frente ao Palácio Piratini, com a participação dos estudantes e subiu o tom das críticas ao governador Sartori nas propagandas do movimento, divulgadas nas emissoras de Comunicação de Porto Alegre.
    Na publicidade, o Comando de Greve acusa o governador Ivo Sartori de não fazer nada e nem estar interessado no fim da paralisação do magistério. Culpa ainda o governador pelo agravamento nas condições da educação pública e por desrespeitar a comunidade escolar. Sartori, por sua vez, embora sem citar nomes, aproveitou a posse do novo secretário da Educação, Luis Antônio Alcoba de Freitas, nessa segunda-feira para alfinetar o Cpers:
    “Espero que as famílias e as instituições do estado nos ajudem a mediar o diálogo com os alunos que estão ocupando as escolas. Mas, preciso lamentar que grupos políticos e sindicais estejam usando menores para sua estratégia de combate. Todos sabem que a comunidade escolar quer a volta às aulas e o governo está do lado da comunidade. Nós reconhecemos as dificuldades e não podemos deixar o sistema educacional seja vítima da disputa política”, afirmou Sartori.
    Considerando que Sartori é despreparado para governar e gerir conflitos, além de desconhecer a autonomia dos estudantes no episódio das ocupações das escolas, o Comando de Greve do Cpers divulgou uma nota oficial repudiando as declarações do governador. A posição de Sartori sobre as relações do alunos, entidades sindicais e políticas é classificada de leviana pela nota.
    Nota de repúdio às declarações de Sartori
    O governador Sartori quando critica o CPERS e lamenta o uso político de estudantes, durante a posse do secretário de Educação, Luiz Antonio Alcoba de Freitas, demonstra o seu total desconhecimento do que está acontecendo no Rio Grande do Sul em relação à educação. Além de desconhecimento, o que não se concebe para alguém que queira dirigir um Estado, ele demonstra total desrespeito aos estudantes ao não atribuir a eles capacidade de ter visão crítica e posicionamento claro em relação as condições da educação pública em nosso Estado, das políticas que o governo tenta impor à sociedade gaúcha e também da capacidade de organização e de autonomia. Além disso, Sartori é extremamente leviano ao atribuir ao CPERS o uso desses estudantes politicamente. O CPERS é um Sindicato que há 71 anos luta e tem responsabilidade com os educadores e a educação pública. O governo Sartori não é o primeiro que passa por uma greve, mas com certeza é o primeiro que demonstra tamanho despreparo de governar e gerir conflitos. Em seu discurso, Sartori fez duras críticas aos professores grevistas e aos alunos que mantém às ocupações. Vejamos se ele tem razão: Educadores que ganham 30% do que deveriam receber do Piso Salarial Profissional Nacional, alunos que convivem com goteiras, falta de luz, choque elétricos dentro das escolas, devido à falta de manutenção das instituições, e falta de merenda por causa do repasse das verbas. Estas são apenas algumas das razões que foram determinantes para a greve e as ocupações. Além da preocupação prioritária que é a privatização da educação, através do PL 44 e do PL 190 que é uma verdadeira mordaça que impede a livre expressão do pensamento na escola pública.
    O governo fala da preocupação com os alunos que estão perdendo aula por causa da greve dos educadores. Qual a resposta do governo para a comunidade escolar sobre a falta de professores em muitas escolas do Estado, desde março, e que até hoje não chegaram nas instituições? Esta falsa preocupação de Sartori tem, única e exclusivamente, o objetivo de tentar desacreditar um movimento legítimo, sério e com o reconhecimento e o apoio da grande maioria da comunidade escolar. Sartori não combate efetivamente a sonegação e não revisa os incentivos fiscais (você sabia que a cada 30 segundos é sonegado um Piso Salarial do Magistério?). Demonstra, assim, querer um Estado a serviço dos grandes empresários e sem responsabilidade com as políticas públicas, pois para eles tudo pode, mas para o povo nada pode. Nós do CPERS repudiamos veementemente essa postura do governador Sartori e seus aliados. Não podemos deixar de dizer que essa postura nos envergonha profundamente, pois o Rio Grande do Sul sempre foi motivo de orgulho para o povo gaúcho e hoje nós nos sentimos apequenados pela forma que o governo Sartori trata uma ação legítima que é a da greve, um direito constitucional, e das ocupações frente a sua intenção de destruir a escola pública. Chamamos a comunidade escolar para aumentar a pressão em defesa de uma escola pública de qualidade e com educadores valorizados e estudantes respeitados!
    O Comando de Greve do CPERS convoca a todos educadores a participarem do Ato Estadual Unificado com os estudantes, nesta quarta-feira, dia 08. A iniciativa ocorrerá em Porto Alegre com concentração às 13h em frente à sede do CPERS (Av. Alberto Bins, 480). Após a concentração, os educadores partirão em caminhada até a Secretaria da Fazenda para denunciar a falta de respeito do governo Sartori (PMDB) com a categoria e o descaso com a educação pública. “Vamos mostrar para o governo Sartori que a nossa greve está a cada dia mais forte e mobilizada. Exigiremos do governo propostas para as nossas reivindicações”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
     
     

  • Estudantes queimam boneco de Sartori em frente ao Piratini

    felipe uhr
    Por volta das 16h, desta  segunda-feira, dia 6, estudantes queimaram o boneco do governador José Ivo Sartori em frente ao Palácio Piratini, a casa do governo gaúcho. O ato fez parte da marcha que os secundaristas de escolas ocupadas fizeram em Porto Alegre.  Professores do Cpers também acompanharam o protesto.
    Enquanto cantavam “Sartori mãos de tesoura, cadê o salário da minha professora?” a figura simbólica do governador queimava. “Sartori safado, Sartori safado” e “Unespa Safada” também foram ouvidos.
    Cerca de duas mil pessoas (segundo organizadores) participaram do ato que culminou em frente aos portões do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), onde fica a Secretaria da Educação onde os estudantes queriam uma reunião com o atual secretário, Luís Antônio Alcoba, para apresentar uma pauta de reivindicações.

  • Haiti 2015: uma nação que resiste

    Abre nesta terça, 7, a exposição “Haiti 2015 – Uma Nação que Resiste”, com fotos do jornalista Wálmaro Paz.
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    Desde sua independência em 1804, após uma revolução de escravos liderados por Toussaint Louverture e Jean Jacques Dessalines, os haitianos vêm, resistindo a um processo insistente de recolonização preconizado pelos brancos norte-americanos, sob o pretexto de sua incapacidade de organização e econômica.
    Portanto há 211 anos, completados em 2015 com um processo eleitoral fraudulento e rejeitado pela população, que aqueles negros que habitam a Pérola das Antilhas vêm lutando incessantemente.
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    Uma crise ambiental séria provocada pelos colonizadores que desmataram totalmente as montanhas do país e uma população grande (cerca de 10,2 milhões) em relação a área (27.750 quilômetros quadrados) acabou provocando uma diáspora.
    Os principais destinos dos sobreviventes daquele país, que em 2010 sofreu um terremoto que vitimou cerca de 200 mil pessoas, são USA, Canadá e o Brasil.
    1 – Diariamente uma grande fila forma-se nas portas do consulado brasileiro em Petion Ville para pedirem vistos humanitárias em passaportes para emigrarem para o Brasil. Antes de 2015 quando o governo brasileiro liberou cerca de 2 mil vistos mensais, muitos haitianos viajavam clandestinamente a um custo de 2 mil dólares.
    2- As mulheres haitianas, submissas culturalmente aos homens, garantem o sustento de suas famílias muito grandes vendendo produtos nos machés (mercados livres nas
    3 – As dez principais cidades haitianas, capitais de departamentos tem ruas movimentadas com um transito intenso de motocicletas. Elas ainda conservam, o traçado do período colonial, inclusive preservando inúmeras construções. Artistas de rua expõem seus trabalhos nas calçadas à espera de turistas.
    4 – A grande esperança daquela nação é expressa nos olhares de suas crianças. legres,
    5 – Um olhar para o futuro com um brilho de esperança é a sua marca.
    6 – O trabalho nas plantações de arroz, sorgo e feijão do congo além da extração de pedras nas montanhas começa cedo. Crianças e adolescentes realizam diariamente um trabalho árduo depois da escola para ajudar suas famílias.
    7 – Um processo eleitoral conduzido pela OEA naquele ano revelou-se fraudulento. Liderança dos camponeses como Chavannes Jean Baptiste, mostram a seus seguidores o rumo da resistência.
    8 – Apesar da crise, ou mesmo por causa dela, os haitianos são excelentes artesãos e cultuam os costumes de seus antepassados trazidos de diversas regiões da África.
    9 – No dia dos mortos vão aos cemitérios comemorar com seus ancestrais, a quem servem café e iguarias. Para os haitianos a morte é uma nova vida.
    10 – O amor e a integração com a natureza e uma reverência aos antepassados são as principais marcas da cultura da Pérola das Antilhas.

  • Agapan homenageia padre Rambo na Semana do Meio Ambiente

    A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente com uma homenagem ao Padre Balduíno Rambo, jesuíta gaúcho notável por sua obra científica, precursora e inspiradora da Agapan e do movimento ecológico do Rio Grande do Sul.
    A homenagem será um painel de palestras sobre a vida e a obra do Padre Rambo que acontecerá na próxima segunda-feira (06/06), das 11h às 12h, no auditório do Museu de Ciências Naturais do Colégio Anchieta, local onde o homenageado viveu, pesquisou e ensinou.
    A mesa, coordenada pelo agrônomo Leonardo Melgarejo, presidente da Agapan, teve como palestrantes o zoólogo Dr. Ludwig Buckup, recentemente homenageado com o título de Professor Emérito da Ufrgs, e Arthur Blasio Rambo, formado em Letras Clássicas, Filosofia, História Natural e Teologia, com doutorado em Filosofia, Livre Docência em Antropologia e pós-doutorado pela Universidade de Paris V, além de editor de obras do seu irmão Balduíno Rambo.
    Também participou do painel o ambientalista Cilom Estivalet, fundador da Associação Ecológica de Canela (Assecan) e administrador de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) naquele município, na qual foi erguida uma capela dedicada à memória do Padre Balduíno Rambo.
    A homenagem ao Padre Balduíno Rambo no Colégio Anchieta expressa o reconhecimento do legado deste grande naturalista para a Agapan e o movimento ecológico do Rio Grande do Sul.

  • Após ato com Dilma, "Fora Temer" foi ouvido na Pe.Chagas e Parcão

    FELIPE UHR
    Foram mais três horas marchando. Dilma discursou durante poucos minutos em defesa de seu mandato na esquina democrática, no centro de Porto Alegre. Falou contra o que chama de golpe. Inflou cerca de 10 a 15 mil pessoas que a acompanhavam. Depois disso por volta das 19h começou a marcha do “Fora Temer” liderada por movimentos Sociais, feministas, estudantis e da juventude, todos de esquerda.

    2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    2016.06.03 – Porto Alegre/RS/Brasil – Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    Com placas pedindo Fora Temer, milhares saíram da esquina democrática e ingressaram na avenida do Andradas, depois Marechal Floriano, até a Júlio de Castilhos. Cantavam “Ai,ai,ai,ai empurra o Temer que ele cai” ou “Fora Temer, Fora Temer”. Na frente da Igreja Universal o primeiro ato: bonecos dos deputados Malafaia, Feliciano e Eduardo Cunha foram queimados.
    O Grupo, cerca de 10 mil pessoas, seguiu para o IPHAN.( Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Passou pela rua Barros Cassal onde protagonizou um dos momentos mais fortes do protesto. Os gritos de “quem apoia pisca luz” eram devolvidos pelas sacadas simpatizantes ao ato.
    Manifestação ficou cerca de 20 minutos no Iphan Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Manifestação ficou cerca de 20 minutos no Iphan Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    Já na avenida Independência, o grupo fez silêncio quando passou pelo Hospital Infantil Presidente Vargas. Quando já havia passado pelo hospital, os gritos de fora Temer voltaram com força. No IPHAN, os gritos era de “Ocupar e resistir”. O prédio da Cultura hoje está ocupado em protesto ao governo Temer. Líderes do grupo que hoje ocupam o Instituto discursaram em apoio à manifestação que ali ficou por quase 30 minutos, talvez menos. Surgia o primeiro impasse: seguir, ou não para o Parcão, reduto das manifestações pró-impeachment.
    Organizadores e lideranças do grupos acharam melhor não ir. Após algumas conversas, estava decidido: o ato iria acabar, o que não acabou acontecendo. Muitos dispersaram, outros ficaram no IPHAN, mas o fato é que a grande maioria seguiu rumo ao bairro Moinhos de Ventos.
    Na Mostardeiro, entraram na rua Florêncio Ygartua. Seguiam os gritos de fora Temer e novos eram incorporados, “Que palhaçada, bate panela mas quem lava é a empregada” foi entoado em alto e bom som, uma referência aos “panelaços” executados durante os discursos de Dilma em rede nacional, na TV ou contra o governo Dilma durante a divulgação dos áudios dela e do ex-presidente Lula.
    Quando se viu, o grande grupo de manifestantes já estava na rua Padre Chagas, a famosa Calçada da Fama, zona boêmia frequentada pela burguesia. Ali, críticas e até ofensas à classe alta da sociedade foram ouvidos. Gritos de apoio à presidente afastada Dilma Rousseff também foram ouvidos durante todo o protesto. Ali, pessoas que estavam nos bares olhavam quase que caladas ao protesto. Alguns provocavam e eram retrucados pelos gritos de “Golpistas, Fascistas, não passarão!”. Apesar dos ânimos exaltados, não houve briga.
    A terceira e última parada foi o Parcão, tradicional ponto de encontro das manifestações contra Dilma e o ex-presidente Lula. O verde-amarelo, vestimenta tradicional nesses atos, foi substituído por casacos de diversas cores, bandeiras vermelhas ou de apoio aos movimentos LGBT. Em frente ao Habbib’s o grupo fechou a avenida Goethe por alguns minutos. “O Parcão é nosso”, foi ouvido. A manifestação enfim estava completa mas não finalizada.
    Ali muitos se dispersaram, mas em torno de 5 mil pessoas estavam na hora do ato, no Parque Moinhos de Ventos, o Parcão. A manifestação terminou na Cidade Baixa entre as ruas Lima e Silva e Loureiro da Silva. O ato foi pacífico e sem maiores incidentes, sempre sob o olhar distante da Brigada Militar, comandada pelo tenente-coronel Mário Ikeda.
    Por Ramiro Furquim/Jornal Já
    2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    2016.06.03 – Porto Alegre/RS/Brasil – Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

  • Dilma se inspira em Brizola e sua luta contra o golpe de 1961

    Dilma Rousseff citou Leonel Brizola nos dois discursos que fez na tarde desta sexta-feira em Porto Alegre.
    Lembrou que a partir da capital gaúcha, Brizola levantou a opinião pública nacional contra o golpe que os chefes militares tentaram aplicar para impedir João Goulart, em agosto de 1961.

     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Também, bem ao estilo de Brizola, Dilma resumiu numa metáfora de fácil compreensão popular o “golpe parlamentar” que tentam lhe aplicar.
    “A democracia é uma árvore. O golpe militar é um machado, que corta a árvore. O golpe parlamentar é aquele parasíta que apodrece a árvore”.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Ela repetiu também que, apesar das limitações que querem lhe impor, restringindo seus vôos a Porto Alegre e Brasilia, vai percorrer o Brasil para denunciar o golpe. “Não vão me calar”, disse nos dois discursos.
    Dilma falou para umas 500 pessoas no auditório da Assembléia Legislativa, onde participou do livro “Resistência ao golpe de 2016”.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

    E, no início da noite, na Esquina Democrática, no centro histórico, onde foi ovacionada por um público entusiasmado, que cantava sem parar os bordões da campanha contra o golpe.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Estimou-se em cinco mil pessoas, metade das quais, depois do comício sairam numa passeata que percorreu cerca de três quilômetros e só se dispersou no Parcão, por volta das dez da noite, no Parcão, o reduto dos “coxinhas” em Porto Alegre.
     

  • Três chapas disputam a reitoria da UFRGS dia 16

    Acontece no dia 16 de junho as eleições para a Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
    Três chapas estão na disputa: a chapa 1, encabeçada por Carlos Alberto Saraiva e Laura Verrastro; a chapa 2, liderada por Sérgio Franco e Andrea Ribeiro e a chapa 3, que tem à frente o atual vice-reitor, Rui Oppermman e Jane Tutikian.
    Na atualidade, a UFRGS tem cerca de 32 mil alunos e um total de 5.500 colaboradores, entre professores e técnicos administrativos.
    A universidade administra o terceiro maior orçamento do Estado, cerca de R$ 1,3 bilhão anual e como outras instituições de ensino ligadas ao governo federal passa por um processo rígido de contenção de despesas.
    O reitor, que deixa o cargo depois de dois mandatos, Carlos Alexandre Netto, tem ligações políticas com o PT e grande parte do corpo de professores e funcionários tem participado ativamente dos protestos contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff.
    A chapa 3 é vista como de continuidade da gestão que está saindo e a polêmica do atual processo foi da alteração do modelo eleitoral, contestado pelos estudantes e técnicos administrativos, mas mantido pelo Conselho Universitário da UFRGS.
    Nesse modelo, o voto dos professores corresponde a 70% do peso total das eleições, ficando 15% para os estudantes e 15% para os funcionários.
    A Ufrgs em números
    – Primeiras escolas fundadas em 1895
    -Ano da Fundação: 1934 (como Universidade de Porto Alegre)
    Área Territorial: 22.005.051,71 m 2
    o Porto Alegre: 6.246.66 m 2
    o Imbé: 151,713 m 2
    o Imbé (imóveis de terceiros): 95.924 m 2
    o Eldorado do Sul: 15.566.000 m 2
    o Outras Unidades: 38.590 m 2
    -Área Construída: 397.389,41 m 2
    -Graduação (4-6 anos de curso):
    -Cursos oferecidos: 93 (presenciais) e 2 (EAD)
    Total de estudantes: 32 mil.
    -Pós- graduação (Mestrado: 2 anos de curso; Doutorado: 4 anos de curso):
    o Cursos de Mestrado Acadêmico: 74
    o Cursos de Mestrado Profissional: 9
    o Cursos de Doutorado: 71
    o Cursos de Especialização (Lato sensu): 208 (160 em andamento; 48
    concluídos)
    o Estudantes de Mestrado Acadêmico: 5.368
    o Estudantes de Mestrado Profissional: 384
    o Estudantes de Doutorado: 5.575
    o Estudantes de Especialização: 11.971
    – Colaboradores:
    o Professores: 2.749, dos quais 2.386 (89,13%) têm Doutorado e/ou Pós-
    Doutorado
    o Professores permanentes: 2.677
    o Professores substitutos/temporários: 72
    o Professores em regime de dedicação exclusiva: 2.318
    o Técnicos-administrativos: 2.731
    o Total de colaboradores: 5.480

  • Investimentos em políticas para as mulheres caem 35 vezes no Governo Sartori

    Felipe Uhr
    O Governo Estadual reduziu drasticamente seus investimentos em políticas públicas para as mulheres.
    Os R$ 3,9 milhões que foram investidos na área em 2014, último ano do governo Tarso Genro passaram para apenas 237 mil reais em 2015 e R$ 113 mil este ano.
    Os números foram apresentados em matéria do Jornal do Comércio da última segunda-feira. Os dados do governo anterior estão no Portal da Transparência e foram apresentados no Diagnóstico da rede de Proteção às Mulheres de Porto Alegre, elaborado em maio de 2015 pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal (Cedecondh).
    SECRETARIA VIROU DEPARTAMENTO
    A diretora do Departamento de Políticas para as Mulheres (DPM), Salma Valêncio, afirmou ao jornal que o principal fator para a redução do investimento foi a extinção da Secretaria de Politicas Públicas, que se tornou departamento, que no ano passado não obteve recursos do Governo Federal.
    Programas e projetos também tiveram seus valores reduzidos. Segundo balanço da antiga Secretaria, entre 2011 e 2014 somente para o Programa de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher foram executados mais de R$ 1,8 milhões entre recursos próprios e captados pelo Governo Federal. Em 2015, o programa recebeu investimento de pouco mais de 100 mil reais.
    Medidas Protetivas aumentaram no Estado
    Segundo relatório do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em 2015 haviam sido feitos mais 77 mil pedidos de medidas protetivas, que determina distância entre agressor e vítima, 17 mil a mais do que em 2014.

  • Nei Lisboa e Raul Ellwanger estão na programação de Dilma

    Às 16h, Dilma Rousseff participa no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do lançamento do livro “Resistência ao Golpe de 2016”. O evento contará com uma canja musical de Nei Lisboa. Em sua chegada ao local, Dilma será recebida por um grupo de mulheres que organiza uma batucada na esplanada da Assembleia.
    Na sequência, a presidente afastada segue para a Esquina Democrática, onde fala em um ato organizado pela Frente Brasil Popular. O ato iniciará com uma apresentação de hip hop e terá também a presença do músico Raul Ellwanger. O ato está marcado para as 17h30.

  • Dilma passa despercebida em visita técnica de Fortunati a ciclovia

    A imprensa estava reunida em torno do prefeito José Fortunati, que realizava visita técnica às obras do eixo cicloviário da orla do Guaíba e quase ninguém percebeu quem era uma das ciclistas que passava pelo local, por volta das 9h desta sexta-feira.
    A presidente afastada Dilma Rousseff chegou à capital na noite desta quinta-feira. Por volta das 9h, Dilma saiu para sua pedalada matinal, à beira do Guaíba, acompanhada por seus dois seguranças. O que não era esperado era a coincidência entre o exercício da presidente afastada e a visita técnica do prefeito às obras.
    Quase ninguém percebeu a presença de Dilma Rousseff. Diversos veículos de imprensa têm noticiado com frequência seu exercício matinal, desde o início do processo de impeachment, embasado nas chamadas pedaladas fiscais.