O movimento de ocupações promovido por estudantes de escolas públicas estaduais já dura 33 dias. O ponto de partida foi a ocupação do Colégio estadual Coronel Afonso Emílio Massot, no bairro Azenha, no dia 11 de maio.
Rapidamente, o movimento se espalhou pelo estado. A última atualização da página Ocupa Tudo RS, que reúne representantes das escolas ocupadas, contava 158 escolas ocupadas, no dia deste mês.
Na manhã desta segunda-feira, alguns pais e alunos foram às escolas na esperança de que as aulas fossem retomadas, o que não aconteceu.
Governo mandou Whatsapp para pais
No último sábado, 11, esgotou-se o novo prazo de 48h dado pelo Governo do Estado para a desocupação das escolas. O executivo enviou uma mensagem de áudio através do aplicativo Whatsapp para pais de estudantes das escolas ocupadas, pedindo colaboração para a retomada das aulas na manhã desta segunda-feira.
No mesmo dia, o movimento Mães e pais pela Educação, que apoia as ocupações, lançou nota reclamando da falta de diálogo do governo e criticando a carta-compromisso lançada na quinta-feira.
A carta é a segunda proposta do executivo para o fim das ocupações. Entre as propostas, estão o repasse de R$ 40 milhões para obras estruturais nas escolas, o compromisso de não pedir urgência do Projeto de Lei 44/2016 na Assembleia Legislativa e a criação de um fórum permanente para a melhoria da educação pública.
Movimento de mães critica falta de diálogo
Segundo a nota do movimento de mães e pais, a carta elaborada pelo governo “não apresentou propostas concretas de atendimento às reivindicações dos(as) estudantes.” Entre as solicitações do movimento estão a definição dos prazos das obras estuturais nas escolas, a retirada do PL 44/2016 e a relação das escolas que funcionam sem PPCI (Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndios).
A carta-compromisso lançado pelo executivo encerra as negociações, mas o prazo para as desocupações não foi cumprido. Após mais de um mês de ocupações escolares, segue o impasse.
Categoria: Geral
Ocupações completam um mês sem solução à vista
Dez horas de carnaval esquentaram o sábado gelado
MATHEUS CHAPARINI
Logo na chegada à praça nossa equipe tomou sofreu uma abordagem: “Polícia, mão na cabeça!”, disse a moça de jaqueta dourada, calça preta, coturno e quepe. Mas se tratava de uma foliã, a farda era fantasia e a equipe foi liberada sem ser revistada.
Era uma hora da tarde de sábado e até a lua crescente compareceu à praça Júlio Aragão Bozzano, no bairro Santana, onde começava a concentração do bloco Avisem a Shana que Sábado Vai Chover.

Esta foi a segunda saída do bloco, que deve fazer ainda outras duas este ano, uma no inverno, outra na primavera. A troça surgiu de uma brincadeira nos ensaios da fanfarra Bate e Sopra. Os ensaios eram combinados por Whatsapp e a Shana era a única do grupo que não tinha acesso ao aplicativo, então sempre que surgia uma combinação era preciso avisar a Shana. Os ensaios eram sempre aos sábados e em locais abertos, daí o resto do nome.
Shana, entre o casal de Fridos, com o estandarte do bloco / Léo Adalís
Blocos como este são comuns no carnaval carioca e nasceram a partir de um processo semelhante ao que vive Porto Alegre. O carnaval de rua cresceu, a Prefeitura interferiu para organizar, as cervejas colocaram patrocínio e ganharam exclusividade nas vendas. Surgiram daí os blocos piratas, que decidem a data em que vão pra rua e determinam o próprio trajeto, muitas vezes no improviso, pela rua, na contramão. Há pelo menos três integrantes que moraram no Rio de Janeiro e participaram de blocos lá.
Entre as recomendações divulgadas no evento do facebook, ítens como cuidar do lixo, pedir desculpas caso esbarrar em alguém, usar calçados confortáveis e ir fantasiado. E o povo leva mesmo a sério a parte das fantasias. Foi organizado até um concurso, através da rede social. E os trajes eram os mais variados. Teve gente vestida de gif do John Travolta, Topogigio, Batman, fantasmas, piratas e teve até ciclistas e Shivas. A Gertie, do filme ET, levou o amigo extraterreno para passear em um carrinho de feira.
As fantasias coletivas eram as melhores. Nos metais, os irmãos metralha. Um casal de Fridos Kahlos passeava de mãos dadas. Um cardume de peixes coloridos vinha “acompanhado” de um tubarão. E tinha ainda um pessoal de roupão e toalha, no estilo “tava no banho quando o bloco passou”.
Bloco percorreu 5 km em um dos dias mais frios do ano / Léo Adalís
O Avisem a Shana iniciou a caminhada ao som de Bandeira Branca, marchinha composta por Max Nunes e Laércio Alves. Na saída, um pequeno impasse: o bloco esqueceu a Shana em casa. Volta-se alguns metros e aí sim, uma pequena cerimônia para receber a moça, que desce do seu prédio, com sua peruca azul e o estandarte com o símbolo do bloco: uma nuvem com dois raios.
O bloco deu uma volta em torno da praça que desnorteou completamente o GPS da nossa equipe, de modo que informações sobre rotas e trajetos foram colhidas em sua maioria através de fontes bastante confiáveis, como John Travolta, um peixe azul e um cara de roupão de banho.
Segue a caminhada pelas praças do bairro, rua Santana e Redenção. Eram certamente mais de cem, mas provavelmente menos de duzentos. Até a chegada ao parque, o cronograma estava sendo cumprido com pontualidade, segundo o tubarão. O bloco entrou na Cidade Baixa pela rua Lopo Gonçalves ao som de Ana Júlia, clássico renegado da banda Los Hermanos. Marchinhas, sambas, axés, Tim’s, Ben’s e tals compõem o repertório executado em looping pela percussão e os metais – também pudera, dez horas de repertório inédito seria uma exigência descabida. A resposta da vizinhança à passagem do grupo é positiva.
Esta foi a segunda saída do bloco / Léo Adalís
Da Lopo, o bloco faz o caminho mais longo e tortuoso possível para chegar até a praça Marquesa de Sevigné, no final da Lima e Silva, passando por João Alfredo, Sofia Veloso e outras ruas.Fica claro que o objetivo não é chegar a algum lugar, mas andar. E a troça andou. Cinco quilômetros.
O bloco subiu a escadaria da Borges de Medeiros, seguiu pela Duque de Caxias até a Praça da Matriz, onde deveria encontrar o grupo que participava da Caminhada Iluminada, o que não aconteceu. Em frente ao colégio Paula Soares rolou um “Ocupar e resistir” em apoio ao movimento de ocupações escolares.
Depois de algumas voltas pelo centro, finalmente, o Avisem a Shana que Sábado Vai Chover chegou ao largo Zumbi dos Palmares.
Às onze horas da noite, o clima era de quarta-feira de cinzas, mas, mesmo dez horas depois do início dos trabalhos, alguns resistentes ainda sopravam trompetes e batiam surdos e taróis. Era o fim de uma maratona carnavalesca-fora-de-época que percorreu a região central da cidade em um dos dias mais frios do ano.
Em meio a tantas e tão criativas fantasias, poucos foliões brincaram à paisana. Este que vos escreve escolheu a fantasia de repórter. A matéria tá escrita. Agora eu quero o prêmio.
Caminha culminou no Largo Zumbi dos Palmares, onde a festa durou até em torno das 11h / Léo Adalís Após a terceira denúncia, Cunha rebate Janot
André Richter – Repórter da Agência Brasil*O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou hoje (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais uma denúncia contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Esta é a terceira denúncia apresentada contra Cunha na Operação Lava Jato. A petição foi apresentada sob sigilo.
De acordo com inquérito, que tramita na Corte desde março, Cunha foi citado nos depoimentos de delação premiada dos empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Junior, da empreiteira Carioca Engenharia.
Os delatores afirmaram à PGR que Cunha e Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, cobravam propina para liberar verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS ) para construtoras nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
Mais cedo, em outra decisão envolvendo Eduardo Cunha, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, liberou para a pauta do Plenário da Corte o julgamento da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em um inquérito contra o presidente afastado. O pedido de investigação feito pelo PGR foi baseado em informações sobre contas na Suíça atribuídas a Cunha.
Nota de Cunha
Em nota, Cunha disse que nunca recebeu vantagem indevida e afirmou que o procurador-geral da República é “seletivo” na apresentação de denúncias contra ele.
Em seis itens, Cunha contesta os argumentos de Janot:
1) Não tenho qualquer relação com os fatos da denúncia e desminto, como já o fiz anteriormente, qualquer recebimento de vantagem indevida de quem quer que seja, assim como qualquer relação com as contas denunciadas e desafio a comprovarem.
2) É estranha a seletividade do PGR com relação à mim, onde em nenhum dos três inquéritos que originaram as respectivas denúncias, não chegaram nem a tomarem a minha oitiva para ter a oportunidade de rebater os fatos, o que é anormal e não acontece em situações semelhantes.
3) A estranheza aumenta, na semana que eu seria julgado no Conselho de Ética, uma verdadeira avalanche de vazamento criminosos e denúncias, contra mim e minha família, aparecem para criar o clima de pressão nesse processo.
4) Mais estranho ainda é que 6 inquéritos foram abertos imediatamente após a votação da abertura do processo de impeachment e que outros agentes políticos não tem tido a mesma celeridade na apreciação dos seus inquéritos.
5) Nesse inquérito específico que nada tem de conexão com a Lava Jato, foi requerida a redistribuição dele no STF, ainda pendente de apreciação.
6) Continuo confiando no STF e assim que tomar ciência apresentarei a defesa com a convicção que provarei a minha inocência.
*Colaborou Iolando LourençoFora Temer: ato reuniu milhares no centro de Porto Alegre
FELIPE UHR
Nem ainda fez um mês de governo Temer e Porto Alegre presenciou mais um ato contra o governo interino. O último, realizado nesta sexta-feira (10), reuniu cerca de 10 mil pessoas na Esquina Democrática, de onde seguiram em marcha por ruas do centro e do bairro Cidade Baixa. Este foi o sétimo ato contra Michel Temer desde que Dilma foi afastada do governo federal.
| Ramiro Furquim/Jornal Já
Cantos como “ai ai ai ai, derruba o Temer que ele cai!” ou “Golpistas, fascistas, não passarão” foram ouvidos com frequência. Cartazes pedindo a volta de Dilma também foram vistos. Os manifestantes ficaram na Esquina Democrática por volta de uma hora, depois deram uma volta na quadra e retornaram ao ponto de encontro. Dali os movimentos tradicionais, que organizaram os manifestos em todo país de Dilma como a Frente Brasil Popular Frente Povo sem Medo, previam um ato cultural que acabou não acontecendo.
| Ramiro Furquim/Jornal Já
Quem puxou o resto da marcha, que caminhou pelas ruas do bairro Cidade Baixa, foi a Frente de Lutas Contra o Golpe levando a frente uma grande faixa escrita “Fora Temer, Cunha na cadeia”. O grupo marchou pela Borges, entrou na avenida Loureiro da Silva, depois na João Pessoa. A frente da sede do PMDB Municipal, situado nesta avenida, teve sua entrada pixada por palavras como “golpe” e “ratos golpistas” por alguns manifestantes que participavam do ato.
| Ramiro Furquim/Jornal Já
As avenida Venâncio Aires, Aureliano de Figueiredo Pinto e a rua João Alfredo foram o caminho final da caminhada, que se dispersou no Largo Zumbi dos Palmares. A Frente de Lutas Contra o Golpe convocou novo ato para a próxima quarta-feira (15). Será a oitava manifestação contra o governo provisório de Michel Temer e a terceira do mês de junho.
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
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| Ramiro Furquim/Jornal Já Servidores municipais decretam greve para a próxima terça
A partir da próxima terça-feira, 14, quem precisar dos serviços da Prefeitura de Porto Alegre terá que esperar. Em assembleia geral realizada na tarde dessa quinta-feira, os servidores municipais aprovaram greve geral a partir desta data.
Nas negociações, a proposta da Prefeitura desagradou profundamente os trabalhadores: reposição da inflação, de 9,28% em quatro parcelas, terminando em janeiro de 2017, e aumento do vale refeição de R$ 20 para R$ 22. Os trabalhadores reivindicam 15% de aumento salarial e o vale refeição de R$ 25.
Ficou marcada uma nova assembleia para o dia 16, mas se o governo apresentar nova proposta, ela será antecipada. Nessa quinta-feira, na parte da manhã, os servidores municipais fizeram caminhada pelo centro da capital que terminou na Casa do Gaúcho, onde foi realizada a assembleia que decidiu pela greve.Proposta do governo vira fogueira em frente ao Piratini
RAMIRO FURQUIM
Em nova manifestação na noite desta quinta-feira (9), os estudantes secundaristas do Rio Grande do Sul queimaram a proposta final do governo de José Ivo Sartori. O secretário da Educação Luís Alcoba de Freitas afirma que o diálogo só será restabelecido quando o acesso às escolas estiver liberado, na próxima segunda-feira, para o reinício das aulas.
| Ramiro Furquim/Jornal Já
A caminhada contou com cerca de três mil jovens e um carro de som. Os cânticos contra o governador Sartori ecoaram pelas ruas do Centro Histórico.
Um dos atos da manifestação foi um “escracho” contra a União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Porto Alegre (Umespa), que gerou desentendimentos e trocas de empurrões entre os integrantes de diferentes movimentos envolvidos na marcha.
Comissão de Segurança da marcha evitou mais confusão | Ramiro Furquim/Jornal Já
Houve relatos de que uma menina foi agredida por um rapaz. Outros amenizaram dizendo que se tratou apenas acidente envolvendo a abertura da porta do carro de som, seguido de mal entendidos.
Na frente do Palácio Piratini, outro boneco do governador foi queimado. A segunda Carta de Compromisso foi para a fogueira logo em seguida. Ainda jogaram cópias da proposta rejeitada para a porta da sede do Executivo, de onde surgiu a tropa de choque da BM. Os estudantes entoaram gritos contra a lógica militarizada da guarda gaúcha e seguiram a marcha – acompanhados de longe pelo batalhão de Choque, descendo a lomba do colégio ocupado Paula Soares para o largo Zumbi dos Palmares onde finalizaram o protesto.
Governo mudou pouco da primeira carta
Alcoba formalizou uma segunda proposta de desocupação das escolas estaduais. Dentre as iniciativas, abertura de fórum permanente e mensal denominado Farol do Futuro, assegurando apenas uma comissão de estudantes; e também acena liberação de até 150 mil reais por escola em um montante de R$ 40 milhões para obras de infraestrutura. Pelo orçamento previsto neste ano é de 230 milhões de reais.
Os estudantes querem a retirada do PL 44, mas o governo abre mão apenas do regime de urgência. Outra pauta dos estudantes, o não parcelamento dos salários dos professores, também não é garantido pela Carta-Compromisso do Palácio Piratini. A questão dos valores da merenda por aluno, o Piratini diz que é fruto de programa federal com valores defasados e apenas complementados pelo Estado em casos específicos. Sobre qualidade da merenda, a proposta é que “Os cardápios elaborados pelas nutricionistas da Seduc devem ser seguidos”.
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
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| Ramiro Furquim/Jornal Já Apoio a Moro e Lava-jato reúne cerca de 30 pessoas em frente à PF
Cerca de 30 pessoas estiveram, no final de tarde desta quinta-feira, na avenida Ipiranga em frente a sede da Polícia Federal em Porto Alegre, manifestando-se a favor do Juiz Sérgio Moro, e da Operação Lava-Jato: a “Morofestação”, conforme foi chamado o ato.
A maioria carregava cartazes com a foto do Juiz, mas algumas faixa eram contra Dilma, Lula e a corrupção. Jorge Colares, prefeito do antigo acampamento Sérgio Moro, era um dos manifestantes. “Vamos voltar com tudo”, referindo-se a volta do grupo a favor do impeachment de Dilma que, desde a votação da Câmara que aprovou a continuação do processo de Impeachment da Presidente Dilma, não ia para as ruas.
Nos ônibus, somente olhares curiosos | Ramiro Furquim/Jornal Já
No trânsito, muitos carros manifestavam-se a favor do movimento buzinando. De dentro dos ônibus o apoio foi praticamente zero. Alguns integrantes da Banda Loka Liberal também estavam presentes, mas de forma independente. Foi o caso de Rafael Albani.
Desde o afastamento de Dilma, Albani vinha afastado da política: “Estou trabalhando muito agora, acompanho de fora”, afirmou o rapaz. Para ele, este primeiro mês de Temer mostrou que toda classe política é um conluio de hipocrisia e é importante a pressão do povo nas ruas. “Devemos permanecer alertas e continuarmos exigindo uma mudança de postura e respeito às nossas instituições”, concluiu.
Jorge Colares, prefeito do acampamento Sérgio Moro no Parcão | Ramiro Furquim/Jornal Já
Antônio Gornati, outro organizador do ato, também deu sua opinião. Para ele, Temer não resolve a situação mas também não quer que Dilma volte. “O PMDB é o pior de todos. Apoiou o PT, que é o mentor dessa corrupção, para não sair do poder “, argumentou. Porém, Gornati acha que o principal objetivo é tirar o PT, através do afastamento definitivo de Dilma.
O Movimento Brasil Livre (MBL) está organizando para o dia 31 de julho um grande ato a favor do impeachment de Dilma. Em uma roda, já no final do ato, o grupo via a possibilidade de outros pequenos atos, até mesmo em frente a outros lugares.
Gornati organizou o ato | Ramiro Furquim/Jornal Já
Até mesmo a Esquina Democrática foi sugerida, ao que rebateram – Esquina Democrática não!
– Por que não, só eles podem ir lá? Rebateu o outro.
Os locais de novos atos ainda serão definidos. Um outro manifestante observou, inclusive fez um vídeo para divulgar nas redes sociais: “Esse é o ponto de partida que estamos iniciando para o grande ato do dia 31”, exclamou.
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já Metroviários gaúchos decretam estado de greve
Responsáveis pelo transporte de cerca de 220 mil pessoas, diariamente, pelos trens da Trensurb, os metroviários gaúchos estão em estado de greve e ameaçam paralisar seus serviços se a empresa não atender a proposta de reajuste salarial. A decisão foi tomada em assembleia geral realizada nesta quarta-feira, dia 8. Os trabalhadores pedem 9,28%, que corresponde a inflação medida pelo IPCA, enquanto a estatal oferece 8,28%.
“Quem frequenta supermercados e outros pontos de comércio sabe que a inflação é superior ao percentual do IPCA, portanto, 9,28% é o índice mínimo que podemos aceitar”, diz o presidente do Sindimetrô-RS, Luís Henrique Chagas.
Para a greve ser bem sucedida, ela precisa da adesão, principalmente, dos operadores dos trens, cerca de 90 trabalhadores, dos 930 que a Trensurb emprega. Tradicionalmente a maioria desse grupo adere às paralisações convocadas pelo Sindimetrô-RS. O Comando de Negociação do Sindicato aguarda nova rodada de negociação com a empresa para chamar nova assembleia geral da categoria que aprovará a greve ou não.TV Brasil exibe entrevista exclusiva com Dilma nesta quinta-feira
Da Agência BrasilA TV Brasil, em parceria com a Rede Minas, exibe nesta quinta-feira (9), às 22 horas, uma entrevista exclusiva com a presidenta afastada Dilma Rousseff. Gravada no último domingo (5), a entrevista foi feita pelo jornalista Luis Nassif, a convite da empresa.
De caráter público, a TV Brasil é um dos veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora também da TV Brasil Internacional, da agência de notícias Agência Brasil e do sistema público de radiodifusão, composto por oito emissoras públicas, entre elas as Rádio Nacional do Rio de Janeiro e de Brasília. Já a Rede Minas de Televisão é uma emissora pública e educativa vinculada à Secretaria de Cultura de Minas Gerais.
A intenção das duas empresas públicas é que a entrevista de Dilma inaugure uma série de quatro entrevistas com personalidades da política brasileira, como o presidente interino, Michel Temer; o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.
Pedidos de entrevistas já foram enviados para Temer, Renan e Lewandowski e, neles, o próprio presidente da EBC, o jornalista Ricardo Melo, assinala que a empresa e seus veículos cumprem o dispositivo constitucional que estabelece a complementariedade dos sistemas público, estatal e privado na radiodifusão. Melo assegura que o jornalismo da TV Brasil se pauta pelo equilíbrio editorial e pela pluralidade dos pontos de vista apresentados.
O sinal da TV Brasil é captado em sinal aberto no Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, São Luís (MA), Tabatinga (AM), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Juiz de Fora (MG), além de Cabo Frio, Campos dos Goytacazes e Macaé, no Rio de Janeiro. Parte da programação da TV Brasil também é retransmitida por emissoras educativas e comunitárias de 20 estados e várias cidades. A TV Brasil também está presente na grade de emissoras a cabo. Além disso, é possível assistir à programação no portal da emissora .
Para assistir a Rede Minas na Região Metropolitana de Belo Horizonte o sinal analógico da emissora pode ser sintonizado pelo canal 9 (VHF) e o sinal digital pelo canal 17 (UHF). Pelo operador Net o canal é o 20, OI TV 09 e Sky 17.Edição: Maria ClaudiaLavagem de dinheiro põe esposa de Cunha na mira da Lava-jato
Michelle Canes – Repórter da Agência BrasilO juiz federal Sérgio Moro recebeu hoje (9) a denúncia oferecida pelos procuradores da Força-Tarefa da Operação Lava Jato contra Cláudia Cordeiro Cruz, mulher do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB).
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a denúncia foi oferecida face aos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas “envolvendo valores provenientes do esquema criminoso instalado na Diretoria Internacional da Petrobras”, diz a nota do MPF. Com o recebimento da denúncia, Cláudia Cruz passa à condição de ré.
Segundo o MPF, as investigações apontam que a mulher de Cunha tinha consciência dos crimes que praticava e que ela é a única controladora da conta em nome da offshore Köpek, na Suíça. A conta foi usada para pagar despesas feitas com cartão de crédito no exterior.
Argumentação
“Como já salientado, as provas da investigação indicam que Claudia Cordeiro Cruz tinha consciência dos crimes que praticava. De início, esses gastos exorbitantes evidentemente desbordam, no plano do senso comum, do padrão de qualquer funcionário público, por mais que seja um deputado federal. Nessa linha, as despesas de cartão de crédito no exterior no montante superior a US$ 1 milhão no prazo de sete anos pagas por Claudia Cruz foram totalmente incompatíveis com a renda e o patrimônio declarado de Eduardo Cunha”, diz o MPF na denúncia.
Além de Cláudia Cruz, outras três pessoas foram acusadas. O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada, foi denunciado por corrupção passiva e o ex-empregado da Petrobras, João Augusto Rezende Henriques, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Já o empresário português Idalecio Oliveira acabou denunciado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Versão de Cunha
Em nota na qual menciona a situação de sua mulher, Cláudia Cordeiro Cruz, agora ré, o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha, disse que se “trata de procedimento desmembrado” de um inquérito contra ele que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) no qual o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, apresentou denúncia que ainda não foi julgada pelo STF.
“O desmembramento da denúncia foi alvo de recursos e reclamação ainda não julgados pelo STF que, se providos, farão retornar este processo ao STF. Independentemente do aguardo do julgamento do STF, será oferecida a defesa após a notificação, com a certeza de que os argumentos da defesa serão acolhidos”, diz a nota de Eduardo Cunha.
Afirma, ainda, que sua mulher possuía contas no exterior “dentro das normas da legislação brasileira, declaradas às autoridades competentes no momento obrigatório, e a origem dos recursos nelas depositados em nada tem a ver com quaisquer recursos ilícitos ou recebimento de vantagem indevida”.
(*) Texto atualizado às 15h19 para acréscimo de informações






































