O secretário da Educação, Luís Antônio Alcoba e estudantes estiveram reunidos nesta quarta-feira no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). Os secundaristas não aceitaram a carta-compromisso enviada pelo Secretaria a todas as escolas estaduais ocupadas.
Entre as principais propostas do Governo Estadual estão a liberação, nos próximos dias, de R$40 milhões para as escolas fazerem de forma autônoma as reformas e melhorias dos problemas mais graves.
“A carta enviada na terça-feira contém tudo aquilo que temos condições de cumprir, pois nossa intenção não é iludir os estudantes”, afirmou o secretário.
Os alunos entregaram à Seduc dois documentos com propostas de dois grupos distintos: um ligado aos movimentos estudantis e outro de escolas independentes. Alcoba disse que irá analisar os ofícios. Até lá, os estudantes disseram que as ocupações continuam.
Participaram da reunião representantes da Procuradoria-Geral do Estado, Defensoria Pública, Ministério Público, estudantes e advogados que integram o Núcleo de Apoio às Ocupações.
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Estudantes e Governo não chegam a acordo e ocupações continuam
Trilha sonora das ocupações chega ao Palácio Piratini
A ocupação das escolas da rede pública pelos estudantes está sendo vista como a grande novidade na greve dos professores estaduais.
Vista pelo governo, com o governador
Ivo Sartori à frente, como resultado da influência do corpo discente sobre os alunos, é saudada, no entanto, como um nova etapa nas relações entre gestores da Educação, professores e estudantes.
O que não falta nesse episódio é a criatividade dos jovens. Até trilha sonora própria, composta pelos protagonistas das ações, a ocupação das escolas tem.
Canções de protesto
Nessa quarta-feira, no ato dos alunos e professores em greve em frente ao Palácio Piratini, eles deram uma mostra dessas canções.
Usando como estribilho o lema “Ocupar, Lutar e Resistir” criado em São Paulo, onde nasceu o movimento, um aluno de escola ocupada de Santa Rosa cantou que “professores podem não concordar, mas as ocupações não vão parar”.
Outra aluna, de escola de Porto Alegre, deixou claro na sua canção que os alunos são independentes e resistirão à qualquer tentativa de retirada à força das escolas.
Foi aplaudida com entusiasmo pelos presentes à praça da Matriz. Uma integrante do Comando de Greve do Cpers chamou a atenção dos professores e estudantes: “Isso é para mostrar aos que dizem que os alunos estão fazendo baderna nas ocupações que eles estão fazendo arte. E de boa qualidade” (H.B)Obras do Centro Cultural Terreira da Tribo iniciam na próxima semana
Nesta manhã de quarta-feira, dia 8 o Prefeito José Fortunati junto a integrantes da tribo de atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, fizeram o anúncio do início das obras do Centro Cultural Terreira da Tribo, que ficará na rua João Alfredo, no bairro Cidade Baixa em Porto Alegre, em um terreno doado pela Prefeitura, através da Smic.
A representante do grupo de autuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, Tânia Farias, que administrará o lugar, fez um discurso emocionado e classificou o lugar como “Terra sagrada”.
O Centro terá três pavimentos, galpão cênico, biblioteca, videoteca, cafeteria, loja e mezanino, além de uma estacionamento com 25 vagas.
As obras, que começam na semana que vem, serão feitas pela empresa Frame- Engenharia e Telemática, vencedora da licitação e tem previsão de término para dezembro de 2017.
O custo total da construção será de R$ 6.156.531,84. O Ministério da Cultura pagará R$ 1,4 milhão e a Prefeitura R$ 4,8 milhões .
Cassação de Jardel avança na Assembleia
A comissão de Ética da Assembleia Legislativa, aprovou por unanimidade o relatório que pede a cassação do Deputado Mário Jardel (PSD).
Jardel é acusado pelo Ministério Público por fraudes como extorsão de parte dos salários de funcionários do gabinete e falsificação de diárias. Outras 10 pessoas foram denunciadas pelo MP junto com o parlamentar.
O processo de cassação de Jardel segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça. Se aprovada segue para o plenário.Professores em greve já ocupam cinco coordenadorias regionais
HIGINO BARROS
Se depender das iniciativas tomadas nesses dias pelos professores da rede pública em greve e pelo secretário estadual da Educação, Luis Antônio Corba, os próximos dias serão de maior confronto entre as duas partes.
Pela parte da manhã, um grupo de professores e funcionários ocuparam a sede da 1ª Coordenadoria Regional da Educação(CRE), em Porto Alegre, repetindo uma estratégia dos estudantes que ocupam 158 escolas estaduais.
Nessa quarta-feira, à tarde, professores e estudantes fazem manifestação em frente ao Palácio Piratini.
Do lado governista, o secretário Luis Antônio Alcoba de Freitas e comitiva, estiveram em quatro dessas escolas, na capital gaúcha, entregando uma carta com propostas para que os estabelecimentos de ensino sejam desocupados.
A carta entregue aos alunos traz respostas para algumas das reivindicações feitas pelos estudantes, que terão 48 horas para responder se aceitam ou não a negociação.
Caso não aceitem, Alcoba de Freitas deixou claro, embora dizendo que espera acordo, que o governo recorrerá à Justiça, solicitando a retirada dos estudantes.
Pelo demonstrado na ida do secretário da Educação ao Instituto da Educação, a negociação não será fácil. Ele e sua comitiva foram barrados na entrada do estabelecimento, tiveram que colocar um pano azul de identificação no braço para ter acesso ao local e houve o seguinte diálogo entre o secretário e um aluno:
Secretário: “Queremos entrar aí para negociar com vocês uma proposta de desocupação da escola.”
“Pois é, ontem (segunda-feira), estivemos na Secretaria da Educação para negociar e fomos recebidos com violência e não tivemos acesso a lugar nenhum. Fica difícil negociar assim”.
Já as professoras que ocupam a CRE exigem que seja marcada uma audiência com o governador Ivo Sartori e com o chefe da Casa Civil. Elas alegam que o secretário da Educação não tem autoridade para responder aos questionamentos.
“Só vamos sair daqui quando tivermos oficializadas a audiência com a Casa Civil ou com o governador’’, afirmou a diretora do 38º Núcleo, Terezinha Bullé da Silva, responsável pela iniciativa da ocupação.
A ação dos professores faz parte das orientações dadas a 42 núcleos do Cpers, pelo Comando de Greve do Sindicato de pressionar o governo para abrir negociações concretas.
Além da CRE de Porto Alegre, estão ocupadas as coordenadorias de Santa Maria, Santana do Livramento, Rio Grande e Santa Rosa.Num país perplexo com a corrupção, Cunha vai em frente
P.C. DE LESTER
Os fatos dos últimos dias em Brasilia demonstram que o politico mais poderoso do pais, no torvelinho desta crise, é o deputado Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara de Deputados.
Até o fato negativo – o pedido de sua prisão pelo procurador Janot – revelou-se positivo na medida em que seu nome figurou numa lista entre os maiores caciques da República – Romero Jucá, ex-ministro, líder do governo no Senado; Renan Calheiros, presidente do Senado e José Sarney, senador ex-presidente.
Ou seja, seu julgamento, agora, confunde-se com o julgamento de toda uma classe política. Ou seja, seu caso de ostensiva corrupção, ganha as tintas de um caso político, como ele sempre sustentou.
Depois, teve a sessão na Comissão de Ética. Ao contrário das ruas, onde as pesquisas colhem que 92% querem sua cassação por corrupto, a comissão está dividida. Sua tropa de choque, sem qualquer escrúpulos, manobras as sessões e está a ponto de absolvê-lo.
A batata quente está na mão da deputada Tia Eron, uma aliada sua, que faz um jogo de cena para fazer crer que vota com independência.
Se ele for absolvido (ou punido brandamente) na Comissão de Ética, mediante manobras e ameaças… quem acredita que o ministro Teori Zavaski, vai mandar prender Cunha? Lembre-se que há poucos dias, um filho do ministro denunciou nas redes sociais que sua familia se sentia ameaçada, sem dizer por quem.
Por uma rua para todos, artistas realizam ato cultural em frente à Prefeitura
Artistas de rua estão se apresentando desde o meio-dia desta terça-feira em frente ao Paço Municipal de Porto Alegre. O ato é uma iniciativa do grupo Arteiros da Rua, que é contra a uma minuta de decreto, do gabinete do vice-prefeito Sebastião Melo, que regulamenta eventos de rua na cidade.

| Ramiro Furquim/Jornal Já
Música folk, instrumental e teatro já foram presenciados por quem passou nas proximidades da Prefeitura. A banda Cartas na Rua e o grupo de teatro Ói nóis aqui traveiz já se apresentaram.
Integrantes dos Arteiros, Núbia Quintana explica o ato: “somos contra a restrição do uso da rua”. O texto prevê a necessidade de autorização para eventos com mais de 30 participantes, além de cobrar pelo uso do espaço público.
| Ramiro Furquim/Jornal Já
“É a elitização das vias públicas e isso é um absurdo”, criticou Núbia. O Maracatu Truvão e o Bloco da Laje são algumas das atrações que ainda irão se apresentar no ato que deve ir até meia-noite.
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já Protesto pela educação: secundaristas são barrados ao tentar entregar reivindicações
FELIPE UHR
O Ato das escolas de Luta pela Educação organizado pelo Comitê de Escolas Independente reuniu cerca de dois mil estudantes na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre nesta segunda-feira, dia 7.
Alunos carregavam cartazes pedindo a retirada da PL/44 que prevê a entrega do comando de diversas áreas, como a educação, a organizações sociais; o pagamento do salários dos professores, além da reforma de escolas que hoje estão em situação precária.
Um dos organizadores do Comitê, o jovem Theo Pagote, estudante da Escola Padre Réus, explicou a atuação do novo grupo: “é um grupo em contraponto à Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e à UNE (União Nacional dos Estudantes) que não representam por inteiro os alunos das ocupações”. O comitê hoje é formado por 15 escolas e está buscando ampliar este número.
Entoando gritos como “Pula sai do chão é o bonde da ocupação” e “Governador fala a verdade, educação nunca foi prioridade”, os secundaristas marcharam até o Palácio Piratini, onde fizeram o primeiro ato da manifestação: queimaram um boneco do governador Sartori aos gritos de ” Sartori safado, Sartori safado”. Uma camisa da Umespa também foi colocada em chamas.
Após isso os estudantes seguiram em direção à Secretaria de Educação, mas foram impedidos de ingressar no CAFF (Centro Administrativo Fernando Ferrari) onde pretendiam entregar um conjunto de reivindicações ao secretário Luís Antônio Alcoba, mas não tiveram a oportunidade.
Alcoba, que não estava na Secretaria quando os jovens chegaram, se dirigiu ao portão , logo após participar de uma reunião com órgãos públicos para definir as próximas ações na área, mas não houve entendimento.
O secretário deixou o lugar, após ser chamado de fascista. “Desse modo não tem como ter diálogo”, explicou o titular da pasta da Educação no Estado. No final do ato, pedras foram atiradas pelos manifestantes em direção aos seguranças do CAFF. Foi o único incidente do ato que até então era pacífico.
A Secretaria da Educação irá apresentar amanhã uma carta-compromisso a todas escolas. Entre os comprometimentos estão o depósito de R$ 40 milhões para a realização de reparos urgentes em algumas escolas e autonomia financeira (verba mensal destinada à manutenção das escolas).
O documento foi finalizado após reunião do Governo do Estado entre os seguintes órgãos: Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Defensoria Pública, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Tutelar, a Federação das Associações e Círculos de Pais e Mestres do RS e o Conselho Estadual da Criança e do Adolescente.
Após a entrega do documento, o Estado quer a desocupação das mais de 120 escolas em até 48 horas. Já os estudantes, tem reunião marcada para esta terça no colégio Júlio de Castilhos, onde definirão os próximos passos das ocupações.
Confira as fotos do ato:

| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já 
| Ramiro Furquim/Jornal Já Prefeitura tenta licitar câmeras nos parques há um ano
A Prefeitura de Porto Alegre está preparando um novo edital de licitação para as câmeras de segurança dos parques da Redenção e Marinha do Brasil. O edital anterior foi aberto em janeiro deste ano e cancelado em março. A empresa vencedora não cumpriu cumprir as exigências de comprovação de capacidade técnica para execução da obra e foi eliminada ainda no processo licitatório.
A licitação previa aquisição de 30 câmeras de videomonitoramento, 21 para a Redenção e nove para o Marinha, com financiamento através do Badesul, no valor de R$1,7 milhão, com contrapartida de R$ 170 mil da Prefeitura. A Guarda Municipal será a responsável pelo monitoramento das câmeras tanto na sua central, quanto no Ceic (Centro Integrado de Comando) e a Procempa fará a instalação e manutenção dos equipamentos.
Em junho de 2015, em entrevista ao JÁ Bom Fim, o então secretário de Segurança de Porto Alegre, José Freitas, chegou a afirmar que ao menos 12 câmeras estariam instaladas em um prazo de três meses.
Porto Alegre já havia perdido uma oportunidade para concretizar o projeto em 2012. Por um erro da Prefeitura, a cidade perdeu acesso a um recurso do Ministério da Justiça, destinado a este fim. Na época, o projeto estava orçado em R$ 780 mil.Em decisão histórica, Janot pede prisão dos caciques do PMDB
Toda a cúpula do PMDB tem a prisão pedida pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. Só Michel Temer, presidente do partido, ocupando interinamente a presidência do país, escapou.
José Sarnei, Romero Jucá, Renan Calaheiros e Eduardo Cunha são o alvo da decisão, que não tem precedente na história brasileira. As especulações dominam o noticiário, ante o fato inusitado.
Os pedidos de prisão estão com o ministro Teori Zavascki, do STF, já há mais de uma semana, segundo os jornais.
Os caciques do PMDB foram gravados por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro e delator da Lava Jato, e Janot os acusa de tramar contra a Lava Jato,
Jucá tratou a saída da presidente Dilma Rousseff como uma forma de “estancar a sangria” da operação e perdeu o cargo no ministério Temer.
Renan defendeu mudanças na lei de delações premiadas, o que já era uma posição pública defendida por ele.
Sarney, por sua vez, falava em buscar uma ponte com o ministro Teori Zavascki.














