A Smed ( Secretaria Municipal da Educação) lançou por meio de dois ofícios documento orientando o procedimento para a recuperação dos 13 dias que o ensino municipal de Porto Alegre ficou paralisado em motivo da greve dos municipários. Os ofícios alertam que devem ser considerados os dias de paralisação e que a formação de professores que ocorrem uma vêz por semana devem ser oferecidas aos sábados, com duração de 4 horas, para os que aderiram 100% da greve.
As escolas deverão encaminhar o novo calendário escolar ao setor de Aspectos Legais da Smed para a devida apreciação até o final de junho, após a aprovação dos respectivos conselhos escolares. Para todos os casos, os servidores que não repuserem as horas-aula referente à greve deverão combinar com a direção da escola a reintegração do período parado, de acordo com as necessidade da instituição de ensino.
O recesso escolar vai do dia 19 de julho a 2 de agosto e pode ser utilizado para as recuperação das aulas perdidas, porém parte de ele apenas visto que o recesso deve ter pelo menos 7 dias cumpridos conforme legislação.
Categoria: Geral
Escolas municipais recebem orientação para recuperar ano letivo
Galeria Bublitz recebe exposição " Entre árvores e flores"
O artista plástico João Carlos Bento expõe a partir do próximo dia 20 seu novo trabalho “Entre árvores e flores”. Inspirado em sua viagem pelo Nordeste Francês, caracterizado por florestas desfolhadas e florais da região, João se diz completamente satisfeito com sua obra: “Houve um amadurecimento desde minha última exposição”
Impressionado pelo cenário que encontrou na França, o artista contemplou novos termos de forma de paisagem natural em 20 telas em tamanhos variados. ” Estava vendo agora como ficou bonita a sincronia das duas fases da exposição” completou. A exposição ficará aberta ao público até o dia 18 de julho das 9h às 16h na Galera Bublitz na Av. Neuza Brizola,143.Cercamento da redenção é tema de ciclo de conversas na UFRGS
O Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura da UFRGS promove o ciclo de conversas Redenção: adianta cercar? O primeiro evento ocorre nesta quarta feira,17, às 19h, no auditório Elvan Silva da Faculdade de Arquitetura. O objetivo do evento é discutir o cercamento do parque do ponto de vista da arquitetura e do urbanismo.
A mesa será composta pelos arquitetos Rafael Passos, Vice-Presidente do IAB-RS; Claudia Favaro, integrante da Resistência Urbana e membro do conselho diretor do IAB-RS; Rinaldo Ferreira Barbosa, conselheiro do CAU/RS; Daniel Pitta Fischmann, Me. Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – PUCRS e Benamy Turkienicz, PhD, professor da Faculdade de Arquitetura e do PROPAR – UFRGS
A ideia é realizar mais três debates contemplando a Sociologia e a Antropologia, o pensamento político e a cultura e o pensamento das minorias.
O evento é gratuito e aberto à toda comunidade. Devido à grande quantidade de confirmações nas redes sociais, o DAFA pede que os interessados confirmem presença enviando nome, RG e cartão UFRGS (em caso de estudante da universidade) através do email perfildafa@gmail.com
Serviço:
Ciclo de conversas Redenção: adianta cerca?
Quarta feira, 17 de Junho, 19h
Auditório Elvan Silva, Faculdade de Arquitetura da UFRGS (Sarmento Leite, 320) Inscrições pelo email: perfildafa@gmail.com
Debatedores:
– Arq. Rafael Passos, Vice-Presidente do IAB-RS
– Arq. Claudia Favaro, integrante da Resistência Urbana e membro do conselho diretor do IAB-RS
– Arq. Rinaldo Ferreira Barbosa, conselheiro do CAU/RS
– Arq. Daniel Pitta Fischmann, Me. Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – PUCRS
– Arq. Benamy Turkienicz, PhD, professor da Faculdade de Arquitetura e do PROPAR – UFRGSCercamento da Redenção: "Pode ser feito pelo setor privado"
por FELIPE UHR
Foi aprovado no dia 28 de abril, o projeto de lei que determina através de plebiscito a decisão para população sobre o Cercamento do Parque Farroupilha, a Redenção. O JÁ entrevistou o vereador Nereu D’Ávila autor do projeto afirmou que o cercamento pode ser subsidiado pela iniciativa privada tendo como contra-partida publicidade. Confira abaixo a entrevista:
Essa é uma proposta antiga que o senhor tinha no começo da década de 1990?
Na verdade eu tinha um projeto de lei de 1992 que autorizava o cercamento da Redenção mas ele nunca foi votado, se os vereadores tivessem votado aquela seria uma decisão da Câmara. Inclusive a regulamentação do Instituto da Consulta Popular, que vinha da constituição nunca tinha sido regulamentado. Em 1998 houve uma lei federal regulamentando a consulta popular, que possibilita o plebiscito e o referendo. E finalmente em 2012 houve uma resolução federal do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) atribuindo aos tribunais regionais essas consultas. Então aí eu tive ideia ao invés de ficar na Câmara transferi pra consulta popular essa decisão.
Qual a necessidade e o benefício do cercamento(da Redenção) para a população?
Há diversas cidades com parques cercados. São Paulo, o Ibirapuera, Rio de Janeiro, em Brasília. E também no exterior, Argentina ou em Palermo na Itália, Madrid tem um muito lindo e por aí vai. Mas não é só isso. Vem se acentuando dois aspectos muito importantes: a depredação do patrimônio público é um. Há um tempo o SINDUSCON (Sindicato da Construção Civil) se propôs a pagar a restauração de 12 monumentos e estátuas pertencentes ao parque. Menos de 1 mês 90% estava novamente depredado. Chegou até o ponto de roubarem os fios elétricos e parte hidráulica do chafariz do espelho d’água do parque. Um cúmulo. Está ficando insustentável, o próprio delegado da 10ª DP declarou em entrevista a outro jornal que ele se sentia impotente para atender a tantas ocorrências na área da redenção, são três por dia , 100 por mês. Ano passado um jovem foi esfaqueado. No fim do ano houve um assassinato por enforcamento de um homossexual, isso em novembro. E março houve até um estupro. Há esses problemas de depredação e violência. Mas aí pode-se perguntar, o cercamento vai resolver isso? É claro que não mas no meu entendimento o cercamento vai disciplinar os 37 hectares patrulhados pelos guardas do parque e pela guarda municipal.
Qual pergunta será feito para a população?
Então não ficou estabelecido na de lei 11,845, de minha autoria, de 28 de maio de 2015 aprovado por 22 votos, uma pergunta especifica. Ficou determinado que a resposta será sim ou não. Cabe agora ao TRE formular a pergunta.
Que tipo de cercamento está previsto se for aprovado o plebiscito?
A lei que eu fiz, não estabelece isso. A partir da aprovação do cercamento , eu vou propugnar que seja formada uma comissão de alto nível, com urbanistas, arquitetos engenheiros junto com a SMAM (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) que veja a questão geográfica desses 37 hectares e definam essas questões, quantas entradas vão ter por exemplo. Tem que ver qual aspecto de cercamento. Uma coisa é uma tela, outra coisa é a porta de ferro, que tem em Madrid que é muito lindo, mas também o cercamento do (Parque) Germânia que não é bonito mas também não é feio mas é uma concepção de cercamento seguro. Há o aspecto do custo também…
Já se tem uma ideia do custo disso?
Não tenho e nem imagino. Mas é claro que isso é variável. Se for tela, será um preço se ferro pode ser outro. É um custo caro, são 37 hectares. Mas eu tenho uma ideia e não é privatização mas empresas poderiam colocar propaganda sem nenhum prejuízo ambiental podendo assim pagar alguma parte desse valor. Mas isso é uma ideia minha. Teria que ver depois já que nada disso está previsto.
Tem alguma empresa que já sinalizou isso para o senhor?
Não de forma alguma. E já andaram escrevendo artigos aí, e eu lamentei, que falavam sobre cercamento e privatização do parque. Isso não existe. O Parque não será privatizado como acusaram alguns e também não será cobrado entrada como se disse por aí. Quem é contrário ao cercamento as vezes exagera. Mas é muito comum fazer parcerias privadas. É possível sem privatização, seria só publicidade sem nenhum dano ao meio ambiente.
Como será a manutenção e o funcionamento do parque? o Sr já pensou nisso?
Eu tenho me pautado no Germânia, que funciona das 6h às 19h , no inverno e das 6 às 21h no inverno. Mas isso não é ortodoxo. A prefeitura, através da Smam vai determinar isso. A população também poderá opinar, já que usa o parque que estará seguro. Mas essa decisão não está seguro.
Como será feita a evacuação das pessoas e também dos atuais mendigos, cidadãos que hoje dormem na redenção?
Pra isso existe a FASC (Fundação de Assistência Social e Cidadania) , que faz um excelente serviço hoje em Porto Alegre. Ela está bem equipada. Há assistentes sociais que hoje conversam com esses desabrigados e tem uns que realmente não querem sair da rua nem pra tomar banho e que hoje ficam no parque. Não é o lugar ideal para eles no meu entendimento, vai ser bom até pra isso. É muito perigoso à noite. A própria brigada já relatou isso no último episódio da Serenata Iluminada, no episódio do Batman.
Não é papel do poder público tornar esses lugares seguros e de uso público inclusive à noite ao invés de cerca-lo?
Sim, eu acho que sim mas olha vou te falar sinceramente. Eu já fui secretário de Direitos Humanos e Segurança Urbana. Hoje são menos de 600 guardas municipais pra cuidar desses lugares públicos e a BM é que cuida das pessoas. Há rondas noturnas mas não ficam o tempo todo ali. As pessoas dizem: ah mas isso é obrigação do Estado. É mas a gente vê que na prática isso não tem funcionado.
Como seriam as entradas? O sr. tem uma ideia?
Tenho. Pelo menos eu penso que seriam 4 entradas,uma de cada lado ou 3 talvez não precise do lado do Instituto (de Educação). Não sei de tamanho pois isso teria de ser técnico e nessas entradas ficariam guardas do parque ou guarda municipais observando, sem cobrança de entrada, mas sim averiguando quem entra ou quem sai até para identificar possíveis ladrões, gangs que a gente nota só de olhar.
Há pesquisas que desaprovam o cercamento da redenção? Como o sr. avalia isso? É desconhecimento?
Então, eu te diria que a pesquisa mais idônea que eu vi, a da Indeex com 600 pessoas, quando foi perguntado pra frequentadores da redenção se era contra ou a favor do cercamento, 56% respondeu favorável. Uma pesquisa séria. Agora eventualmente há pessoas contra e a favor. É uma decisão a ser respeitada. Mas no debate que vai acontecer, há vários exemplos de parques cercados ao redor do Brasil e esse argumento será usado. Eu fui final de semana agora no Germânia, e conversei com as mães frequentadoras e elas se sentiam seguras. É o meu posto de vistas.Agora vamos ver o que a população pensa. Razões todos tem para concordar ou discordar.
Essas informações que só podem ser respondida com análise técnica, vão ser respondidas antes do plebiscito? Elas não sao importantes para o debate até a votação?
São. Isso é me peguntado a toda hora e por todos veículos que me entrevistaram e isso deverá ser exposto no debate.. Vou aqui, derepente pedir pra Smam algum aspecto oficial alguma ideia desses valores. São aspectos técnicos que nós devemos esclarecer pra população sim. É necessário que a população saiba que tipo projeto de cercamento, básico pelo menos, será feito antes de votar.
Se não forem possíveis esses estudos, devido a custos ou tempo, o plebiscito pode ser cancelado?
Pode sim e conforme Lei Federal isso (plebiscito) é de responsabilidades dos Tribunais Regionais. Eu já queria na ultima eleição (Estaduais e Nacionais) que isso fosse votado mas na época me negaram pois se tratava de um tema municipal e as eleições eram regionais e nacional e também pelas inúmeras escolhas (Deputado, governador, Senador e Presidente). Agora mudou a direção novamente do nosso Tribunal Regional Eleitoral então pode haver uma outra posição. É o Tribunal que vai decidir. A desembargadora que me deu uma resposta ano passado também disse que poderia ser uma escolha isolada, como foi a do Pontal do Estaleiro. Mas é mais barato e convencional que seja junto com as eleições. Eu ainda não encaminhei o plebiscito para a nova diretoria do TRE estou esperando um tempo e depois vou mandar.OSPA estreia concerto da série Ufrgs
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, sobe amanhã dia 16 às 20h30 no palco do Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul para inaugurar a Série UFRGS 2015. Em seu primeiro concerto do ano na universidade, a Ospa destaca peças de Sergei Rachmaninoff (1873-1943) e Francisco Mignone (1897-1986), além de obra inédita em seu repertório de Nino Rota (1911-1979). Os ingressos custam entre R$ 10 e 20 e já estão a venda na bilheteria do Salão de Atos da Ufrgs até a hora do espetáculo.
O maestro Manfredo Schmiedt é quem conduz a apresentação, que conta com a participação do Coro Sinfônico da Ospa, por ele regido falou da importância e os desafios na execução da obra de Mignone. “Ela exige do coro um preparo vocal incrível, pois além de usar o registro agudo de todas as vozes, exige um volume de som impressionante”, explica. Mestre em Regência pela Universidade da Geórgia (EUA) e graduado na mesma área pela UFRGS, hoje o maestro tem atuado como convidado à frente de destacadas orquestras nacionais e estrangeiras..
Já o violoncelista paulistano Antonio Del Claro é o solista convidado. Antonio é considerado um dos instrumentistas mais completos do Brasil, com seu virtuosismo se destaca por igual no terreno da música de câmara e no concerto como solista de orquestra. A crítica especializada brasileira e do exterior reconhece sua capacidade de captar toda a substância musical das obras, através de sua postura austera, técnica aprofundada e convicção interpretativa.
Dilma neoliberal
Artigo Geraldo Hasse
O pacote de investimentos de R$ 198 bilhões em infraestrutura anunciado pela presidenta Dilma em cerimônia no Palácio do Planalto na terça-feira 9 de junho precisa ser lido não apenas como um voto de confiança na iniciativa privada, mas um pedido de apoio ao empresariado e uma confissão de culpa junto aos cidadãos em geral.Como não tem dinheiro para executar todos os projetos listados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), pois gasta tudo o que arrecada com a manutenção da máquina e o custeio da dívida pública (e ainda falta dinheiro, daí o ajuste fiscal em andamento), o governo federal decidiu passar a bola para a iniciativa privada, que assumirá provavelmente o encargo de custear grandes obras em troca da concessão por 20 anos de alguns filés da logística – aeroportos, estradas e portos; embora sejam vistas como ossos duros de roer, as ferrovias também foram incluídas no pacote.Mais do que uma terceirização de responsabilidades, trata-se de uma privatização envergonhada pela qual o governo admite que a iniciativa estatal carece de eficiência, tropeça na burocracia e sofre de uma falta crônica de planejamento.Podemos dizer, pois, que estamos diante da (pen)última aposta na melhoria do desempenho em setores básicos da infraestrutura viária. Lamentável, mas é a realidade dos fatos. Há três anos, um programa semelhante foi lançado e, por deficiência de projeto, desinteresse da iniciativa privada ou falta de recursos do governo, poucos projetos foram à frente. O mais vistoso deles, o Trem Bala, orçado em R$ 33 bilhões, virou motivo de chacota.Agora parece que houve uma escolha racional de projetos de concessão de aeroportos (apenas quatro), terminais portuários e rodovias, mas só depois do detalhamento de cada obra e de cada edital será possível saber qual será a resposta dos investidores num momento em que a economia está travada pelo ajuste fiscal e pelas investigações sobre corrupção em obras públicas.Tudo indica que o ajuste fiscal vai ser afrouxado antes do julgamento dos processos decorrentes da Operação Lava Jato, que fechou o cerco sobre a Petrobras e tende a cercar outras empresas estatais, também atendidas pelas mesmas empreiteiras.LEMBRETE DE OCASIÃOO pacote de concessões de infraestrutura passa ao largo do pré-sal, sinal de que o governo deseja preservar o futuro da Petrobras
Caso do Jornal Já vai virar documentário
O Livro Uma reportagem, duas sentenças – O caso do Jornal já – será inspiração para um documentário produzido pela estudante, de 21 anos do curso de Jornalismo da Unisinos, Joyce Heurich. O livro conta a história do Jornal desde a publicação de uma reportagem sobre Lindomar Rigotto, irmão já falecido do ex-governador do RS, Germano Rigotto, até a condenação por dano moral e suas consequências.
O documentário, que teve projeto pré aprovado, irá concorrer ao 7º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, realizado pelo Instituto Vladimir Herzog, com apoio da FordFoundation , Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).
Orientada pela professora Luciana Kraemer, a aluna do 7º semestre receberá uma bolsa para produzir o documentário para TV ‘O caso do Jornal Já – instrumento de censura, dano moral oferece risco de extinção a pequenas publicações’.
Joyce explicou porque resolveu apresentar a história Já para o Prêmio: ” O caso é um exemplo emblemático de como a censura se dá no âmbito judicial e foi reconhecido pela Artigo 19, organização que luta pelo direito à liberdade de expressão. Ele foi denunciado à Corte Interamericana de Direitos Humanos, onde está em análise. Depois de conhecer essa história, abracei a pauta e juntas, eu e a Luciana, construímos o projeto”
Agora Joyce terá até o dia 20 de setembro para apresentar o documentário finalizado. Para a jovem estudante o que antes era um projeto agora tem um objetivo bem mais sólido: “Espero trazer a essência dessa história em 15 minutos (tempo máximo do filme) e honrar a saga de Elmar Bones, fazer as pessoas refletirem sobre a liberdade de expressão no Brasil e tornar a história do Jornal Já mais conhecida”Ecarta Musical traz novo lançamendo do Quinteto Persch
Acontece no próximo dia 13, sábado o lançamento do novo cd “Brasileiríssimo” do Quinteto Persh. A apresentação acontece às 18h, na sede da Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943, em Porto Alegre). O ingresso é um item de higiene pessoal ou de limpeza geral que será doado para a Casa do Artista Riograndense.
Este é terceiro disco do grupo, formado pelos acordeonistas Adriano Persch, André Machado, Daniel Castilhos, Ezequiel de Toni e Luciano Rhoden.
O grupo que há 16 anos tem como objetivo difundir o acordeon a partir da música de câmara, demonstrando a versatilidade do instrumento e oportunizando a sua exploração com repertório erudito, incluiu no novo trabalho obras de cinco compositores nacionais: Toninho Ferraguti, Radamés Gnattali, Guerra-Peixe, Ernani Aguiar e Villa-Lobos.
O repertório foi cuidadosamente transcrito para quinteto, mantendo as texturas originais e enriquecendo o conteúdo expressivo de cada obra com as sutilezas e peculiaridades das sonoridades do acordeon.
Aluno da UFRGS faz abertura do show
O show terá a abertura do violonista e mestrando em Práticas Interpretativas, na UFRGS, João Batista Costa de Souza. Ele executará Sonata I Op. 1, de Giovanni Zamboni Romano (1664-1721), e 3 Lieder, de Franz Schubert (1797 – 1828), com o arranjo de J.K. Mertz.Exposição "Quase Paisagem – Taim" na Galeria Fluxo
A obra do fotógrafo Cristiano Sant Anna, Quase Paisagem – Taim terá sua exposição aberta hoje das 19h às 22h e fica em cartaz até o dia 11 de julho na galeria da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida, em Porto Alegre/RS.
Com curadoria do também fotógrafo Fernando Schmitt, a exposição está dividida em seis grandes conjuntos de obras com suportes e linguagens diferentes – 17 imagens fotográficas, vídeo-instalações e instalação em backlights, além de um catálogo –, que representam o amadurecimento do trabalho autoral e experimental de Cristiano.
Formada por fotografias em tamanhos variados, vídeo instalações, instalação em backlights e um catálogo – que também é considerado uma obra –, a exposição apresenta imagens fluidas, em que destacam-se a luz e a cor, mais que os elementos que as compõem.Rebobinando a fita
Artigo Geraldo Hasse
Passados cinco meses do segundo governo de Dilma Rousseff, vem a impressão de que estamos assistindo à rebobinagem de uma fita cujo conteúdo, até outro dia, foi gratificante para a maioria dos brasileiros. Tanto que a presidenta foi reeleita, na suposição (e na promessa) de que a bonança continuaria por mais um longo período.Foi então que a minoria abonada começou a chiar, ameaçou entrar com um processo de impedimento e impôs um Bradesco boy no comando da economia. E tudo começou a mudar.Os brasileiros passaram os meses de novembro e dezembro de 2014 sob uma chuva de ameaças veladas. Nessa primeira etapa da mudança em curso, o economista Guido Mantega, o ministro mais longevo na Fazenda, passou a ser pintado como um paspalho, um Zé Ninguém, um pau mandado da Dilma.Era uma campanha de terra arrasada para aplainar o terreno para a aterrissagem do salvador da pátria enviado por São Bradesco em nome do Deus Mercado.No afã de promover o ajuste fiscal e conter a inflação, o duo Joaquim Levy (Fazenda) e Alex Tombini (Banco Central) apertou o torniquete sobre os gastos governamentais e elevou os juros (esta semana) para 13,75%, taxa que não é apenas imoral, mas inconstitucional. A economia se ressente do aperto, o emprego cai e os prognósticos vão se tornando cada vez mais negativos.Depois de dar ao mundo uma série de lições sobre como aquecer a economia e distribuir renda aos setores tradicionalmente marginalizados da sociedade, o governo brasileiro põe o pé no freio, num estranho surto de ortodoxia monetarista. Nada a ver!Todo mundo sabe que essa receita concentradora foi usada sem sucesso pelo FMI em todo o mundo, inclusive na Argentina, cuja economia até hoje não se recuperou do “choque de gestão” aplicado no tempo do presidente Menem.Sendo claro que o monetarismo não dá certo, como se pode explicar a adoção desse receituário por um governo legitimamente eleito pela maioria do eleitorado?Parece ser a marcha de uma governante que se sente inexplicavelmente fraca, embora tenha ganho a eleição, sete meses atrás – algo que parece ter acontecido há uma década. Daí a sensação de que estamos caminhando para trás ou rebobinando a fita dos anos de recente prosperidade.É como se estivéssemos dentro de um trem que perdeu força na subida e ameaça retroceder. A despeito da campanha pela volta dos militares, a composição ferroviária se mantém nos trilhos da normalidade democrática e ruma para a estação 2018, mas nos vagões atulhados de aliados, amigos e adversários ninguém se entende, é um deus nos acuda, o maquinista só pensa no freio fiscal, o foguista não põe lenha suficiente na fornalha e, na janela dos notáveis, a presidenta olha a paisagem e informa aos repórteres:– Fechei a boca e emagreci 12 quilos.Parece um recado sinistramente esquizofrênico. A bela promoveu em si mesma um ajuste físico que corresponde a 15% do seu peso anterior. Se a economia brasileira emagrecer na mesma proporção, estaremos roubados.Durante a viagem desse maluco trem brasil, os passageiros não falam de outra coisa: é a Operação Lava Jato, que mirou na Petrobras e acertou nas empreiteiras, ou vice-versa, o que dá quase no mesmo. Da Operação Zelotes pouco se fala depois da prisão do ex-presidente da CBF como parte do escândalo da FIFA.Sem dúvida, agora ficou mais claro do que nunca, a corrupção tem dimensões globais. Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: por que o combate aos mal feitos da minoria do andar de cima tem que castigar a maioria situada na base da pirâmide social?A alguns parece que o trem vai descarrilar. A outros, que a presidenta premedita apenas corrigir os desvios para chegar inteira em 2018, a ponto de indicar um sucessor viável.No PT o único sobrevivente parece ser Lula – e olhe lá.No PMDB pululam os candidatos avulsos, a começar pelo deputado Eduardo Cunha e o senador Renan Calheiros, mas no Partidão Central do Brasil o único com a ficha limpa é o vice-presidente Michel Temer, a quem não falta, aliás, uma bela primeira-dama.No campo do conservadorismo moralista, pode vingar a candidatura do jovem Aécio Neves, que precisa apenas se controlar um pouco, como fazia – e como fazia bem! – seu tio Tancredo.LEMBRETE DE OCASIÃO“Não nos dispersemos!”Apelo feito em 1985 por Tancredo Neves, temeroso de uma recidiva dos militares golpistas
