Porto Alegre ocupa o segundo lugar no ranking de seis capitais do País em poluição atmosférica com uma média de partículas poluentes pequenas de 22,10 microgramas por metro cúbico. É o que aponta um estudo que o Instituto Saúde e Sustentabilidade, instituição especializada em pesquisas de impacto ambiental e de saúde, acaba de concluir com apoio da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO).
Com base numa retrospectiva a partir de 2012, quando a mistura do biodiesel ao diesel era de 5% no país, o Rio de Janeiro lidera o ranking, com 24,80 microgramas p/m³. Em seguida está Porto Alegre; São Paulo fica em terceiro, com 21,60; Belo Horizonte, 19,20; Curitiba, 18,60; e Recife, 10,25 microgramas p/m³.
Os especialistas se debruçaram sobre a quantidade de material particulado (MP) inalável – a poluição atmosférica nas capitais estudadas –, causada em grande parte pela emissão de gases na combustão do diesel fóssil. O critério é da Organização Mundial da Saúde, das Nações Unidas, de 2,5 MP por metro cúbico (m³).
Uso do Biodiesel reduz poluição, internações e mortes
O estudo também simulou cenários de evolução gradual do biocombustível na matriz veicular brasileira, chegando a 10% (B10) por litro de diesel em 2018, 15% (B15) em 2022, e finalmente 20% (B20), abaixo do que o Brasil já mistura de etanol na gasolina hoje, em 2025 e apontou que isso reduz gradualmente o número de internações e mortes.
Este ano seriam contabilizadas na região metropolitana de Porto Alegre 1.863 internações e 1.195 mortes se ainda se estivesse usando a mistura de 5% de biodiesel por litro de diesel fóssil, a chamada B5. Mas como a mistura já está em 7% (B7), 34 deixarão de ir para o hospital e 23 pessoas deixarão de morrer por doenças relacionadas à poluição do ar, com uma economia de R$ 4 milhões.
Até 2025 estima-se uma redução de 47 internações com a adição do B7; 104 com a de B10; 207 com o B15 e 308 com B20. No mesmo período, a economia seria de R$ 221 mil com o uso de B7 e R$ 1,5 milhão com B20.
Apesar dos dados preocupantes, o estudo mostra que, se a mistura do biodiesel ao diesel fosse aumentada para 20%, teríamos menos poluição, internações e mortes, com uma economia de mais de R$ 2 bilhões para os sistemas de saúde dessas capitais até 2025. Só em São Paulo e no Rio de Janeiro, a adoção de 20% de biodiesel por litro de diesel mineral, hoje limitada por lei em 7%, pode evitar 13.031 mortes por doenças respiratórias, ou mesmo o câncer, no mesmo período.
“Este estudo comprova os inúmeros benefícios do biodiesel na matriz energética brasileira”, afirma o presidente da APROBIO, Erasmo Carlos Battistella. Para ele, no ano da Conferência do Clima da ONU, a COP 21 em Paris; quando até o Papa divulga uma encíclica sobre o meio ambiente, e cidades como Santiago do Chile decretam estado de calamidade pública por causa da poluição do ar, “o Brasil não pode se furtar do emprego de um ativo importante para reduzir a mortalidade e realocar recursos nas políticas de saúde pública.” finalizou.
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Porto Alegre é a segunda capital com ar mais poluído do país
Dilma parte para o ataque em defesa do mandato
Dilma Rousseff escolheu a “Folha de S.Paulo” para lançar uma ofensiva em defesa de seu mandato.
No momento em que sua queda é cogitada em todos os veículos de comunicação, a presidente declarou em entrevista exclusiva à Folha desta terça-feira, dia 7 : “Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou” “Vão provar que algum dia peguei um tostão? Vão? Quero ver algum deles provar. Todo mundo neste país sabe que não. Quando eles corrompem, eles sabem quem é corrompido”.
Dilma disse que não há base para um pedido de impeachment e que não teme essa possibilidade.
“Eu não vou cair. Isso é moleza, isso é luta política. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso.”, afirmou. “Não conte que eu vou ficar nervosa, com medo. Não me aterrorizam”, continuou a presidente.
Desde a convenção do PSDB no domingo (5), quando diversos tucanos e políticos de outros partidos de oposição fizeram ataques à gestão Dilma e disseram estar “preparados” para assumir o governo, o tema da derrubada da presidente domina o noticíário político. Os oposicionistas disseram ainda que o governo Dilma pode acabar “talvez mais breve do que imaginam”.
Na entrevista, a presidente respondeu às declarações e disse que há um setor da oposição “um tanto quanto golpista”.
“Não vou terminar [o governo] por quê? Para tirar um presidente da República, tem que explicar por que vai tirar. Confundiram seus desejos com a realidade, ou tem uma base real? Não acredito que tenha uma base real. Não acho que toda a oposição seja assim. Assim como tem diferenças na base do governo, tem dentro da oposição”. E desafiou: “Alguns podem até tentar. Não é necessário apenas querer, é necessário provar”.
Operação Lava Jato
Na entrevista à Folha, Dilma falou também sobre a operação Lava Jato. Disse que o país merece a apuração de irregularidades, mas afirmou que não aceita “excessos”.
“Falam coisas do arco da velha de mim. Óbvio que não [tenho nada a ver com o esquema]. Mas não estou falando que paguei conta nenhuma também. O Brasil merece que a gente apure coisas irregulares. Não vejo isso como pagar conta. É outro approach. Muda o país para melhor. Ponto. Agora excesso, não [aceito]. Comprometer o Estado democrático de direito, não. Foi muito difícil conquistar. Garantir direito de defesa para as pessoas, sim. Impedir que as pessoas sejam de alguma forma ou de outra julgadas sem nenhum processo, também não [é possível]”.
A presidente afirmou que achou “estranho” a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, realizadas no último mês, na 14ª fase da operação.
“Não costumo analisar ação do Judiciário. Agora, acho estranho. Eu gostaria de maior fundamento para a prisão preventiva de pessoas conhecidas. Acho estranho só. Não gostei daquela parte [da decisão do juiz Sergio Moro] que dizia que eles deveriam ser presos porque iriam participar no futuro do programa de investimento e logística e, portanto, iriam praticar crime continuado. Ora, o programa não tinha licitação. Não tinha nada”.
Dilma disse que não entende a razão de doações à sua campanha estarem ligadas a alguma propina. “É uma coisa estranha. Porque, para mim, no mesmo dia em que eu recebo doação, em quase igual valor o candidato adversário recebe também. O meu é propina e o dele não?”.
Ministro diz que impeachment “é coisa séria”
O ministro aposentado do STF Carlos Velloso, ouvido pela GloboNews nesta terça, disse que um processo de impeachment é “coisa séria” e deve ser precedido de uma “investigação idônea”.
“O impeachment é um procedimento político, um julgamento político do presidente da República que haja incorrido num crime de responsabilidade. Deve, portanto, ser visualizado sob dois aspectos, o político e o jurídico. Quanto ao aspecto político, cumpre indagar se o presidente teria perdido o apoio na Câmara, o suficiente para ter contra ele dois terços dos votos dos deputados a autorizar a abertura do processo de impeachment. O aspecto jurídico estaria na plena configuração do crime de responsabilidade. Impeachment é coisa séria, que deve ser precedido de investigação idônea e que há de ser tratado como medida extrema. Assim deve ser em estado de direito democrático”, afirmou o ministro aposentado.
Terça-feira será de protesto contra a Redução da Maioridade Penal
Acontece amanhã a Marcha Nacional contra a Maioridade Penal. Na capital a movimentação está prevista para o fim da tarde com concentração às 18h, na praça Montevidéu em frente à prefeitura, e saída a partir das 19h.
O protesto na capital tem o envolvimento de pelo menos 19 grupos ligados aos movimentos estudantis e alega que a redução da maioridade para 16 anos não resolve o problema da violência decorrente no país.
Na semana passada, após manobra do Presidente da Câmara Eduardo Cunha, a casa aprovou por 323 votos a favor ( o minimo necessário era 308) a diminuição da idade penal de 18 para 16 em caso de crimes hediondos ( estupro, sequestro, latrocínio, homicídio qualificado e outros). Agora a PEC 171 vai para o Senado onde ainda tem que passar por duas votações.
A mobilização está prevista, pelas redes sociais, para pelo menos em mais 3 capitais: Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Em Porto Alegre quase 3 mil pessoas confirmaram presença em evento no facebook, que convidava as pessoas para a manifestação.A DÍVIDA QUE NOS GOVERNA
GERALDO HASSE.
A economista Maria Lucia Fatorelli esteve na última quarta-feira (1 de julho) na Comissão de Fiscalização Participativa do Congresso Nacional e deu um banho de conhecimento sobre o endividamento do governo brasileiro.
Após sua exposição, ao vivo pela TV Câmara, ímpossível não concluir que aí, na dívida, está o X da crise brasileira, que se resume a uma crise recorrente do balanço de pagamentos provocada pela dependência dos capitais externos.
O Brasil é governado pela dívida gerida por “dealers” de 12 bancos que se revezam na vigilância dos juros pagos pelo Tesouro Nacional aos credores internacionais.
No momento, revelou a senhora Fattorelli, o Banco Central do Brasil está pagando mais do que os 13,75% que ele próprio BC fixou para os juros pagos aos credores da dívida brasileira.
Enquanto ela falava para uma platéia atenta convocada pela deputada paulista Luiza Erundina (PSD), a presidenta Dilma Rousseff passeava em Washington com um sorridente Barack Obama, pouco mais de um ano depois do cancelamento de sua viagem aos EUA por causa do escândalo da espionagem ianque no Brasil, particularmente no Palácio do Planalto e na Petrobras.
Que os americanos têm espiões pelo mundo, todo mundo sabe. Que eles possuem interesse explícito no petróleo brasileiro, ninguém ignora. Também estamos cientes de que os interesses diplomáticos obrigam os políticos e os empresários a engolir sapos pelo mundo afora, mas o que o Brasil ganhou com a viagem de Dilma aos EUA? Nada.
Dilma está dilapidando o patrimônio político amealhado para o PT por seu padrinho político, o ex-presidente Lula. O governo federal vive um apagão político mais intenso do que o vivido por Lula em 2005, quando começou o escândalo do Mensalão. É um tempo perigoso.
Segundo o cientista político Antonio Carlos de Medeiros, que trabalha no eixo Vitória-Brasilia, o Brasil está no limiar de uma crise de Estado.
A causa é essa combinação perversa de abulia presidencial com o desmedido apetite gerencial dos dirigentes parlamentares Eduardo Cunha e Renan Calheiros, tudo temperado pelo “laissez faire” do Judiciário e a irresponsabilidade da mídia, que joga todas suas fichas num golpe que antecipe o fim do mandato de Dilma.
Por que a presidenta se comporta como se estivesse acuada? Estará esperando uma hora mais propícia para se defender do cerco que lhe movem os incomodados com o modo petista de governar – seja isso lá o que for? Acredita mesmo que é melhor ficar em silêncio, sem dar porrada nos inimigos e adversários?
Se colocarmos numa peneira as mulheres mais corajosas e salientes do Brasil de agora, Dilma provavelmente desapareceria da tela, eclipsada por figuras como essa Maria Lúcia Fatorelli, que percorre o país numa rara luta nacionalista para implantar a auditoria cidadã da dívida.
É o caminho para se libertar do jugo dos bancos internacionais, uma rede vampiresca da qual fazem parte os gigantes brasileiros Bradesco e Itaú, entre outros de menor porte.
O Brasil é devedor dos ingleses Rostschild desde 1824, quando mal havia se libertado da Coroa portuguesa. Devemos também para alemães, japoneses, americanos e chineses.
Por que o Brasil faz questão de pagá-los em dia, juros sobre juros, sacrificando a população trabalhadora? Não seria este o momento de botar a boca no trombone e iniciar a auditoria da dívida que sufoca a economia brasileira?
O ajuste fiscal ordenado para custear o endividamento está provocando cortes de verbas para obras públicas fundamentais, inibindo investimentos privados (sempre atrelados ao bom humor oficial), gerando desemprego, queda das receitas públicas e estagnação econômica. Somado à inflação que não cai, é um quadro terrível cujo reflexo aparece no baixo índice de aprovação do governo – apenas 8%.
Vereadores são indiciados na Procuradoria da Mulher
A turbulenta sessão plenária que votou o Plano de Educação Municipal da cidade em Porto Alegre ainda repercute na Câmara de Vereadores da capital. Na última quinta,dia 2, foram encaminhados para a Procuradoria da Mulher da Casa, as representações de Jussara Cony (PCdoB) contra Nereu D’Ávila (PDT) e Lourdes Sprenger(PMDB) contra César Casartelli(PTB) quando houve ofensas e agressões por parte dos indiciados.
Cony afirmou estar “fragilizada” com a situação. “Uma coisa é ficar lutando contra as opressões que outras mulheres sofrem. Mas é diferente quando é a gente que sofre essa violência. De qualquer forma, penso que quando uma mulher é vítima de violência, todas as mulheres também são”, salientou na entrega do documento.
Já a vereadora Lourdes foi agredida verbalmente: “Fui chamada de sem-vergonha por votar de forma diferente da dele”, comentou.
Representante de entidades que defendem a mulher também expuseram seu repúdio. A presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Fabiane Dutra, disse comentou, com revolta,os casos de violência. “A Câmara tem que aplicar uma punição exemplar. Se não houver, vamos buscar outras instituições para que haja retratação e a violência contra a mulher deixe de ser banalizada”.
“A agressão cometida contra a vereadora Jussara precisa ser alvo de uma denúncia coletiva na Delegacia da Mulher para evitar que este ou qualquer outro vereador volte a fazer algo assim”, salientou Silvana Conti, representante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
Segundo a procuradora da Mulher, Sofia Cavedon (PT), as representações serão encaminhadas à Presidência da Câmara para que sejam analisadas.Lerner lamenta falta de investidores para o Cais Mauá
Por P.C. de Lester
A palestra do arquiteto e urbanista Jaime Lerner na Federasul, nesta quarta-feira (1º/07) foi de certa forma romântica, na linha de que a cidade do futuro deve aliar os conceitos de mobilidade urbana, sustentabilidade e sociodiversidade com convivência e tolerância.
“Espaços vivos e preparados para a população usufruir de forma aprazível”.
Lerner descarta as perspectivas catastrofistas,como a do filme Blade Runner, clássico da ficção, de 1982, dirigido por Ridley Scott, que mostra uma Los Angeles decadente em 2019, suja, poluída, com a poluição, chuvas constantes, consumismo exacerbado e a consequente busca de novas formas de colonização. Enfim, o colapso moral e material da civilização.
Lerner está otimista quanto ao nosso futuro. Inclusive em relação ao automóvel, hoje vilão da mobilidade e do meio ambiente: “Será diferente, não mais para o dia a dia e viagens individuais”, afirma.
O carro do futuro para a utilização diária poderá ser como a bicicleta de aluguel nos dias de hoje.
Inclusive, o ex-governador do Paraná tem o seu próprio projeto de um carro elétrico, feito de papel reciclado.
O veículo, que pode levar apenas uma pessoa seria uma alternativa para cumprir pequenas distâncias e evitar o trânsito das grandes cidades.
Chamado de Dock Dock, o carro tem 1,5 metro de altura por um metro de comprimento e tem autonomia de até 100 quilômetros sem precisar de recarga.
Em relação aos seus projetos para o “Cais Mauá” e “Orla do Guaíba, trecho 1”, Lerner só mostrou imagens românticas e deu uma cutucada nos empresários locais:
-“Em Curitiba sempre pude contar com investidores, mesmo que o retorno não fosse tão espetacular, mas que fossem obras necessárias para a cidade”.
O que não veio à baila na reunião almoço da Federasul é que projeto do Cais Mauá está longe de ter unanimidade e a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) não descarta a possibilidade de rescisão do contrato.
O complexo contrato está com a Cais Mauá Brasil S/A, com o plano urbanístico feito pelo escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados, de Curitiba, e o esboço arquitetônico das edificações, do estúdio espanhol b720 Fermín Vázquez Arquitectos.
O consórcio obteve o arrendamento da área por 25 anos, renováveis por outros 25, e tem a obrigação de retornar os bens construídos ao município ao fim da concessão.
Este projeto contempla shopping center, hotel e torres comerciais e a manutenção do fatídico muro, somente mais palatável, pois ganhará uma cascata de água.
Só que os investidores, como bem ressaltou Lerner, ainda não apareceram ou estão na moita, aguardando os acontecimentos.
A população está mobilizada através do coletivo Cais Mauá de Todos, que já promoveu diversas reuniões na frente do Pórtico da Mauá, Centro Histórico, que reúnem milhares de pessoas descontentes com a concessão do antigo porto da Capital à iniciativa privada.
Existe um projeto intervenção arquitetônica e urbanística alternativo, que tem como base três ações principais: eliminar as barreiras entre o Guaíba e a cidade, restaurar o patrimônio histórico e repensar a mobilidade urbana e a acessibilidade do local.
A população quer um debate público sobre o projeto previsto para a área.
E isto tem tudo a ver com a proposta de cidade do futuro que Lerner externou em sua palestra: espaços vivos e preparados para a população usufruir de forma aprazível.
Quem sabe a Federasul convida o coletivo Cais Mauá de Todos a apresentar seu projeto alternativo num próximo “Tá na Mesa” para enriquecer o debate.Frente Ambiental quer clareza do governo sobre parques estaduais
FELIPE UHR
Foi instalada no final da manhã de hoje, no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa, a Frente Parlamentar em Defesa dos Parques Públicos Estaduais e do Zoológico de Sapucaia do Sul. Proposta pelos deputados Altemir Tortelli(PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) a frente tem como objetivo principal defender as reservas ambientais e os parques ecológicos de uma possível privatização.
Em audiência pública realizada no mês passado, o governo estadual admitiu que pretende fazer concessões de reservas ambientais para a iniciativa privada afim de fortalecer o comércio para os visitantes, mas negou qualquer tipo de privatização.
Fazem parte da Frente Parlamentar, que já tem reunião agendada para a próxima quinta-feira (9), deputados, representantes de ONGs ambientais, entidades de representação dos trabalhadores e movimentos sociais ligados ao meio-ambiente. O grupo também acompanhará a situação dos parques por meio da análise de projetos, estudos e visitas técnicas.
Para o deputado Tortelli é estranho que se faça uma concessão visto que já existe um projeto de lei, desde 2003, permitindo que o governo faça parcerias público privadas não precisando haver o uso da concessão. ” Através do instrumento parlamentar vamos contatar o presidente da casa, que é do governo, para que se faça um diálogo com a Casa Civil, e que lá se chame os secretários responsáveis para que mostrem documentos do que de fato está sendo proposto” exclamou o parlamentar.
Segundo o deputado poderá haver ainda um pedido ao Ministério Público para que seja esclarecido qual o tipo de concessão que o governo quer fazer. Também já estão agendados para o mês de julho duas audiências públicas, em Esteio e Sapucaia, que pretendem averiguar e discutir o que o governo pretende fazer com a área do Parque Zoológico de Sapucaia do Sul.
Para o vereador de Sapucaia Edson Portilho(PT) é de urgência um esclarecimento do governo em relação ao tema. “Nosso parque está à venda e nós não vamos permitir” declarou.
Manuela não pode comparecer à solenidade devido a problemas de saúde.Hidrovias seguem em banho-maria
Geraldo Hasse
Na semana que passou, o secretário estadual dos Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen, foi elogiado publicamente pelo presidente do Terminal de Conteineres do Porto de Rio Grande, Paulo Bertinelli. “É a primeira vez que vejo um secretário com conhecimento de causa sobre a infraestrutura de logística e, particularmente, sobre as hidrovias gaúchas”, disse Bertinetti, que está há 18 anos no comando do Tecon riograndino e foi um dos dez palestrantes do 3º Fórum de Infraestrutura e Logística promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha em Porto Alegre na quinta-feira (25/6).
Em sua palestra de 25 minutos, o médico Pedro Westphalen, deputado estadual (PP) por Cruz Alta, declarou-se a favor de parcerias público-privadas para recuperar e potencializar a infraestrutura viária do Rio Grande do Sul, pois o governo estadual não tem condições financeiras de bancar obras novas ou reformas de estradas e pontes construídas na época em que o limite das cargas de caminhão era de 10 toneladas. “Agora são comuns os bitrens para 60, 70 toneladas”, disse ele para uma platéia de uma centena de especialistas em logística.
Westphalen revelou, por exemplo, que o DAER está tão mal de equipamentos que, para fazer rodar um caminhão – os últimos foram comprados em 1984 –, é preciso tirar peças de outro. Já a EGR, criada recentemente, também não tem condições de “atender adequadamente os usuários das rodovias que explora”, admitiu o secretário, sem porém sugerir qualquer iniciativa privatizante ou anunciar algum projeto do setor privado no sentido de compensar a ineficiência estatal.
Para ilustrar o retrocesso dos serviços de transporte de passageiros e cargas, Westphalen lembrou que na infância ia para o Rio em aviões DC-3 da Varig que partiam de Cruz Alta e de outras cidades do interior, como Santa Maria e Passo Fundo. Reconheceu que o governo está se esforçando para reativar aeroportos municipais, mas faltam recursos. Além disso, o transporte rodoviário de cargas e passageiros é muito forte.
Para Westphalen, que se declarou apaixonado pelas hidrovias gaúchas, o Rio Grande do Sul está perdendo capacidade competitiva ao negligenciar a recuperação do sistema hidroviário estadual. “Nossas hidrovias não são confiáveis, falta uma dragagem permanente, e existem dificuldades para licenças ambientais, isso acaba afastando o investidor e as pessoas”, disse.
Paulo Bertinetti, que falou logo após o secretário, afirmou que a intensificação do transporte hidroviário entre Rio Grande, Porto Alegre, Estrela e Triunfo – os quatro pólos com maior potencial de cargas – depende de poucos investimentos em sinalização e dragagem que se pagariam em pouco tempo. “Mas cabe ao Estado fazer a sua parte”, enfatizou, lembrando que assim seria possível navegar à noite transportando maiores volumes. “A hidrovia não tem pedágio nem balança”, arrematou, deixando claro aos presentes que o transporte por água no Rio Grande do Sul continua em banho-maria, alimentando um autêntico diálogo de surdos.Estudo revela gastos do governo federal com propaganda
Dados inéditos e exclusivos sobre os gastos do governo federal com publicidade
A Rede Globo ainda lidera, mas tem queda em anos recentes.
A Rede TV!, com menos de 1 ponto de audiência, recebeu R$ 408 mi nos anos petistas.
* Reportagem de Fernando Rodrigues, publicada originalmente em seu Blog.
A Rede Globo e as 5 emissoras de propriedade do Grupo Globo (em São Paulo, Rio de aneiro, Minas Gerais, Brasília e Recife) receberam um total de R$ 6,2 bilhões em publicidade estatal federal durante os 12 anos dos governos Lula (2003 a 2010) e Dilma (2011 a 2014).
Como a cifra só considera TVs de propriedade do Grupo Globo, o montante ficaria maior se fossem agregados os valores pagos a emissoras afiliadas. Por exemplo, a RBS (afiliada da Globo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina) recebeu R$ 63,7 milhões de publicidade estatal federal de 2003 a 2014.
Outro exemplo: a Rede Bahia, afiliada da TV Globo em Salvador, que pertence aos herdeiros de Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), teve um faturamento de R$ 50,9 milhões de publicidade federal durante os 12 anos do PT no comando do Palácio do Planalto.
A TV Tem, que abrange uma parte do rico mercado do interior do Estado de São Paulo, em 4 regiões (com sedes nas cidades de São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba), faturou R$ 8,5 milhões de publicidade estatal federal em 2014. Essa emissora é de propriedade do empresário José Hawilla, conhecido como J. Hawilla (pronuncia-se “Jota Ávila”), que está envolvido no escândalo de corrupção da Fifa.
Os dados deste post são inéditos. Nunca foram publicados com esse nível de detalhes até hoje. Os valores até 2013 estão corrigidos pelo IGP-M, o índice usado no mercado publicitário e também pelo governo quando se trata de informações dessa área. Os números de 2014 são correntes (sem atualização monetária).
A série histórica sobre publicidade do governo federal começou a ser construída de maneira mais consistente a partir do ano 2000. Não há dados confiáveis antes dessa data.
O volume total de publicidade federal destinado para emissoras próprias do Grupo Globo é quase a metade do que foi gasto pelas administrações de Lula e Dilma para fazer propaganda em todas as TVs do país. Ao todo, foram consumidos R$ 13,9 bilhões para veicular comerciais estatais em TVs abertas no período do PT na Presidência da República. As TVs da Globo tiveram R$ 6,2 bilhões nesse período.
Apesar do valor expressivo destinado à Globo, há uma nítida trajetória de queda quando se considera a proporção que cabe à emissora no bolo total dessas verbas.
As emissoras globais terminaram o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, em 2002, com 49% das verbas estatais comandadas pelo Palácio do Planalto e investidas em propaganda em TVs abertas.
No ano seguinte, em 2003, já com o petista Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência, a fatia da Globo pulou para 59% de tudo o que a administração pública federal gastava em publicidade nas TVs abertas. Esse salto não se sustentou.
Nos anos seguintes, com algumas oscilações, a curva global foi decrescente. No ano passado, 2014, a Globo ainda liderava (recebeu R$ 453,5 milhões), mas chegou ao seu nível baixo de participação no bolo estatal federal entre TVs abertas: 36% do total da publicidade.
Todos esses dados podem ser observados em detalhes no quadro a seguir (clique na imagem para ampliar):
Como se observa, a queda de participação das TVs é também sentida na audiência da maior emissora brasileira. Segundo a aferição realizada pelo Ibope Media Workstation (Painel Nacional de Televisão, com base 15 mercados, durante 24 horas, todos os dias), a TV Globo teve 12 pontos de audiência domiciliar média em 2014.
Todas as 4 maiores emissoras de TV aberta enfrentaram quedas de audiência ao longo dos últimos anos. Essa menor presença nas casas das pessoas, entretanto, nem sempre está refletida em menos verbas publicitárias federais.
A Record, por exemplo, recebeu um verba de R$ 264 milhões em 2014 contra R$ 244 milhões em 2013 (aumento de 8,4%), apesar da queda da audiência da emissora de um ano para o outro (de 4,5 para 4,2 pontos no Ibope, das 6h à 0h).
Já o SBT, terceira TV aberta no Brasil (cuja audiência ficou quase estável, variando de 4,5 para 4,4 pontos no Ibope, de 2013 para 2014), registrou uma queda no faturamento de publicidade estatal federal: saiu de R$ 182 milhões para R$ 162 milhões.
Nota-se, portanto, uma assimetria no tratamento dado pelo governo para as 2 maiores TVs que ficam abaixo da Globo quando se considera audiência e valores de publicidade recebida.
Record e SBT tiveram audiências muito semelhantes em 2014, na casa de 4 pontos no Ibope. Só que a Record, emissora do Bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, recebeu cerca de R$ 100 milhões a mais de verbas publicitárias federais no ano passado na comparação com o SBT, do empresário e apresentador Silvio Santos.
Já a Band (com apenas 1,7 ponto de audiência média no Ibope em 2014) teve R$ 102,4 milhões de propaganda dilmista no ano passado. A Rede TV! (0,6 ponto de audiência) ficou com R$ 37,8 milhões.
JORNAIS IMPRESSOS
Nos governos Lula e Dilma (2003-2014), os jornais impressos arrecadaram R$ 2,1 bilhões com a publicação de propagandas da administração petista. Desse total, R$ 730,3 milhões (35%) foram destinados a apenas 4 publicações: “O Globo”, “Folha de S.Paulo”, “O Estado de S.Paulo” e “Valor Econômico”.
Alguns aspectos chamam a atenção a respeito da publicidade estatal federal para jornais diários impressos.
Um deles é que durante os anos de 2000, 2001 e 2002 (no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso) essas 4 publicações tiveram um volume de receita de publicidade estatal proporcionalmente igual ao do período subsequente, com o PT no poder.
Como está registrado acima neste post, não existem dados disponíveis e confiáveis sobre gastos em propaganda antes do ano 2000.
Dessa forma, só é possível somar os valores dos 3 últimos anos do segundo mandato de FHC, quando todos os jornais diários brasileiros receberam R$ 701,4 milhões de verbas de propaganda do governo federal. Desse total, a quadra “Globo-Folha-Estado-Valor” ficou com R$ 243,1 milhões –ou seja, 35% do bolo completo do meio jornal.
A conclusão é simples: embora o discurso do PT no poder tenha sido crítico em relação à cobertura jornalística feita pelos grandes jornais impressos diários, os petistas no Palácio do Planalto continuaram a conceder proporcionalmente a esses veículos o mesmo que o governo do PSDB concedia.
Eis os dados sobre publicidade estatal nos principais jornais impressos do país (clique na imagem para ampliar):
JORNAIS DIGITAIS
Há um dado que merece ser visto com mais atenção quando se observa o valor recebido pelos mais tradicionais jornais impressos do país para veicular publicidade estatal federal: quanto vai para as suas operações na internet.
O quadro acima neste post mostra o valor total recebido por “O Globo”, “Folha de S.Paulo”, “O Estado de S.Paulo” e “Valor Econômico”. Mas é possível saber exatamente quanto essas empresas faturaram desses anúncios para veiculá-los apenas em suas edições online. E também existem dados sobre quantas edições desses 4 jornais são de fato impressas, em papel, e quantas são apenas assinaturas digitais. Eis os dados (clique na imagem para ampliar):
Como se observa, há uma curva de crescimento para todos os 4 veículos ao longo dos últimos anos, com algumas oscilações. Em 2014, o líder das verbas estatais federais em suas edições digitais foi o jornal “O Estado de S.Paulo”, que recebeu R$ 2,743 milhões. Outro dado interessante: a queda continua das edições impressas. E no mês de maio de 2015, o jornal “O Globo” se tornando o de maior tiragem impressa entre os veículos de qualidade do país, à frente da “Folha de S.Paulo” –que há décadas liderava esse ranking.
REVISTAS
O meio revista tem experimentado também uma grande queda no faturamento com verbas publicitárias federais. A semanal “Veja”, líder do mercado, já chegou a ter R$ 43,7 milhões dessas verbas em 2009 (o seu recorde). Em 2014, desceu para R$ 19,9 milhões.
Eis os dados detalhados sobre as 4 principais revistas do país (clique na imagem para ampliar):
PORTAIS DE INTERNET
O meio internet já é o segundo que mais recebe publicidade estatal do governo federal. Esse dado fica bem visível quando se observam os valores destinados a 4 grandes portais brasileiros.
O UOL, maior portal do país com 39,8 milhões de visitantes únicos em dezembro de 2014, teve R$ 14,7 milhões de faturamento para veicular propaganda estatal federal nesse ano. O UOL pertence ao Grupo Folha.
O G1 e o portal Globo.com, somados, tiveram uma audiência de 34,1 milhões de visitantes únicos em dezembro de 2014. Receberam R$ 13,5 milhões de verbas federais de publicidade nesse ano.
Eis os dados detalhados de 4 grandes portais de internet (clique na imagem para ampliar):
(Colaborou nesta reportagem Bruno Lupion, do UOL, em BrasíliaArraial do Bom Fim inaugura eventos em praça revitalizada
Matheus Chaparini
O último domingo reuniu gente de todas as idades com comidas e brincadeiras típicas ao longo de todo o dia na praça Berta Starosta onde foi realizada a festa junina. A estimativa da organização é de que três mil pessoas tenham passado pela festa. O evento foi organizado pela empresa Splash Ink, que trabalha com estampas digitais. A empresa solicitou o uso do espaço com a Prefeitura, que cedeu os banheiros químicos e fechou a rua. O restaurante El Tonel, localizado ao lado da praça, emprestou a energia elétrica.
No ano passado, a praça passou por uma revitalização. A obra foi contrapartida exigida pela prefeitura à R.A. Pavei Construtora Ltda. Durante quase dois anos a praça esteve fechada para servir como canteiro de obras para a empresa. Hoje a Berta Starosta conta com academia para a terceira idade, brinquedos para crianças com acessibilidade para cadeirantes e iluminação noturna.
A empresa responsável pelo evento funciona atualmente no bairro Passo D’areia, mas planeja se mudar para o Bom Fim ainda este ano. Segundo o Diretor Comercial Johnny Cunha, o próximo evento já está sendo produzido para o final de Julho.
“Me criei no Bom Fim, desde moleque eu estava sempre por aqui. E é um bairro bem bairrista, de um pessoal bem de Porto Alegre. A gente quer adotar a praça junto à Smam. A ideia é todo domingo inventar alguma coisa pra movimentar a praça e uma vez por mês ter um evento deste porte, com alimentação, bebidas, brincadeiras, espaço para a terceira idade…” explica Cunha.
