A Prefeitura de Porto Alegre está convocando uma audiência pública para debater a regulamentação de food trucks, que se tornaram uma febre na cidade em feiras e eventos ao ar livre. O debate ocorre na quinta-feira (28), a partir das 19h, na Câmara Municipal.
No encontro, o Executivo vai apresentar a minuta de um Projeto de Lei que institui a atividade de gastronomia itinerante e altera a Lei 10.605/2008, para a adaptação desta nova modalidade, regulando o comércio ambulante em veículos.
Pela proposta da Prefeitura, os food trucks não poderão estacionar em áreas onde prejudiquem o comércio ambulante tradicional e os estabelecimentos fixos. Entre as proibições previstas, estão a venda de cachorro-quente, pipoca ou churros e a determinação de que estejam a pelo menos 50 metros de distância da concorrência.
Regiões de intenso comércio gastronômico, já consagrado na cidade – como o quadrilátero do Centro Histórico e parte dos bairros Moinhos de Vento, Cidade Baixa e Ipanema – não poderão receber food trucks.
Também será exigido o cumprimento de normas sanitárias para evitar a contaminação dos alimentos, além de comprovação de frequência em cursos de boas práticas.
Proposta elaborada com a sociedade
A minuta do projeto de alteração da Lei 10.605/2008 é resultado do estudo de um grupo de trabalho integrado pelo gabinete do vice-prefeito, secretarias municipais, sociedade civil e Legislativo.
Os técnicos da prefeitura ouviram a opinião de representantes dos food trucks, sindicatos, ambulantes e entidades ligadas ao comércio e à alimentação. O grupo de trabalho levou em consideração o comércio gastronômico estabelecido em bares e restaurantes, além de valorizar os pequenos ambulantes.
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Audiência pública debaterá regras para food trucks
Protesto contra transgênicos reúne dezenas em Porto Alegre
Felipe Uhr
Cerca de 50 pessoas se reuniram, na noite da segunda-feira (25), em um protesto contra a produção de alimentos transgênicos que se concentrou na avenida Mostardeiro, no bairro Moinhos de Vento, e seguiu em caminhada pelas avenida Goethe e Osvaldo Aranha, em Porto Alegre.
O ato foi convocado pelas redes sociais e se inseria dentro das atividades do Dia Mundial Contra a Monsanto – chamada que ocorre em diversos lugares ao redor do mundo para atrair a atenção da sociedade ao modelo de produção do qual a empresa é símbolo: modificar geneticamente sementes de alimentos para que se tornem mais resistentes a venenos e possam ser cultivados em larga escala reduzindo a ameaça de pragas.
Os manifestantes carregavam faixas de repúdio aos transgênicos, alegando que eram prejudiciais à saúde – algo que vem sendo sinalizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Instituto Nacional do Câncer há algum tempo.
Por outro lado, o sistema de produção de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) é um negócio com poucos riscos para empresas, conforme sublinhou o presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Meio Ambiente (Agapan), Alfredo Gui Ferreira.
“As sementes transgênicas são mais apetitosas para os insetos e obrigam os agricultores a comprarem agrotóxicos. A venda casada é o grande negócio deles”, destacou, fazendo referência ao fato de que essas multinacionais usualmente vendem as sementes resistentes e o veneno.
Representantes do Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente também recriminaram a produção de transgênicos. Para o biólogo e membro do Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (Mogdema) Francisco Cauwer, o consumo dos alimentos orgânicos, produzidos sem nenhum tipo de agrotóxico, deveria ser incentivado. “É a saída contra o agronegócio e as seis grandes empresas que monopolizam esse mercado”, exemplificou.
Além de ambientalistas vinculados à entidades tradicionais do Estado, que protestavam com faixas e cartazes, o ato reuniu estudantes e participantes independentes, a maioria vestidos de preto e, alguns, com lenços cobrindo o rosto.
Uma aluna do curso de biologia da Ufrgs, que não quis se identificar, alegava que a monocultura é um retrocesso para a saúde das pessoas: “Já está provado que os índices de agrotóxicos cada vez aumentam mais nos alimentos transgênicos”.
Entre os anônimos, chamava atenção um manifestante caracterizado com a Morte. “A Monsanto é uma empresa, criminosa. Existem vários documentários que comprovam isso”, argumentou.
Para ele não é de interesse das grandes corporações investir em agricultura familiar recursos que podem ser empregados na monocultura. “Caso fosse, a produção de alimentos orgânicos seria muito maior” completou.
Local do protesto não mais é sede da empresa
A manifestação, que foi organizada através das redes sociais, aconteceu em frente ao Edifício Madison, considerada a sede porto-alegrense da Monsanto.
Mas surpreendidos pelo protesto, administradores do edifício comercial explicaram aos manifestantes que a multinacional já não opera no local há 7 anos. “Não há mais vínculo nenhum da empresa com o prédio”, dizia um dos representantes do condomínio.
“O ato é válido mas tinha que ter sido feito no lugar certo” completou.
A Monsanto funcionava no sexto andar do prédio, em um escritório atualmente ocupado pela construtora Goldsztein Cyrella.
Mas os manifestantes não se abalaram com a notícia de que o endereço estava equivocado. “A Monsanto já teve sede aqui então esse é o ponto de referência para aqueles que são contra os transgênicos” disparou o cidadão vestido de Morte.
Não faltou quem desconfiasse ser apenas um despiste dos administradores para que o ato não ganhasse mais adesões. “É, aparentemente a empresa não está mais aqui, mas isso pode ser só uma orientação. Também, pouco importa”, ilustrou um dos manifestantes que preferiu manter-se anônimo.
Os protestos do Dia Mundial Contra a Monsanto em Porto Alegre iniciaram no último sábado (23), quando ambientalistas se reuniram na feira ecológica do Bom Fim. O ato da segunda-feira encerrou a agenda que deverá ser repetida no ano que vem.
Protesto gerou simpatia e irritação
A manifestação gerou uma breve interrupção do trânsito nas avenidas Mostardeiro e Goethe – a primeira fechada pela EPTC devido ao ato. Para liberar o trânsito, os ativistas rumaram, ao final do protesto, para a avenida Goethe.
Entretanto, no período em que as duas avenidas estiveram paralisadas, muitos carros buzinavam contra o ato enquanto outros sinalizavam em apoio da causa.
Um deles, o fotógrafo Olavo Hinckler, era o morador do bairro vizinho, Rio Branco, estava passando e achou interessante a movimentação. “Não tenho tanto conhecimento sobre os transgênicos, mas acho válido esse tipo de ato em razão de algum ideal”.
Já para dois moradores do bairro Moinhos de Vento, aparentando 50 anos que não quiseram se identificar os manifestantes estavam equivocados. “Quer dizer que o agronegócio mata? A única coisa que está dando certo no País. Gera emprego, comida e renda para o Brasil” conversavam entre si.
O ato se encerrou por volta das 19h30 no bairro Moinhos de Vento quando os manifestantes seguiram, acompanhados pela Brigada Militar e EPTC, para avenida Osvaldo Aranha. Não houve confrontos nem violência.Caso Ford: PGE tem até dia 5 para recorrer
Geraldo Hasse
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) tem até o dia 5 de junho para recorrer da sentença em segundo grau da 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, que mandou a Ford Brasil devolver ao governo estadual R$ 22,7 milhões (a corrigir monetariamente desde março de 1999). O valor é a indenização da empresa aos cofres públicos por não ter construído em Guaíba uma fábrica de automóveis para a qual recebera adiantamentos e obras de infraestrutura.
Baseados no relatório de 123 páginas do desembargador Marcelo Bandeira Pereira, os desembargadores Arminio José Abreu Lima da Rosa e Almir Porto da Rocha Filho concluíram, na segunda quinzena de março passado, que a montadora não comprovou ter utilizado parte da primeira parcela de R$ 42 milhões do financiamento recebido do Banrisul a mando do ex-governador Antonio Britto (1995-1998).
A empresa cancelou o projeto gaúcho depois de receber vantagens muito maiores do governo da Bahia. A fábrica foi construída em Camaçari.
Autora da ação apresentada em fevereiro de 2000, a PGE é obrigada funcionalmente a esgotar todos os recursos em benefício do Estado. Tende, portanto, a recorrer, o que pode prolongar por mais alguns anos o processo iniciado em fevereiro de 2000 no governo de Olívio Dutra (1999-2002).
Numa sentença em primeiro grau ditada em maio de 2013, a juíza federal Lilian Cristiane Siman, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, havia condenado a montadora a ressarcir o Estado em R$ 167 milhões (corrigíveis). A Ford recorreu, e consta que ficou satisfeita com a reforma da sentença.
A despeito da obrigação da PGE de recorrer, paira no ar a hipótese de um armistício geral desde que o governador José Ivo Sartori recebeu o diretor da Ford, Roberto Goufarb, que foi ao Palácio Piratini anunciar a instalação “sem incentivos fiscais” de um centro de distribuição de peças da empresa em Gravataí.
Todo informatizado, o centro sulino de distribuição emprega 30 técnicos e deve movimentar R$ 48 milhões por ano, gerando para o Estado cerca de R$ 8 milhões anuais em ICMS.Geógrafos celebram seu dia com show gratuito na Capital
O Dia do Geógrafo, 29 de maio, será comemorado com um show gratuito em Porto Alegre. O grupo Canto dos Livres – Iuri Daniel Barbosa (violão e voz) e Vinícius Braun (gaita ponto, violão e voz) – apresenta nas escadarias da Borges de Medeiros, um espetáculo baseado na música missioneira.
O trabalho tem como ponto de partida a pesquisa de mestrado em Geografia Cultural de Iuri, que teve como temática a vida e obra dos artistas autointitulados Troncos Missioneiros (Jayme Caetano Braun, Noel Guarany, Pedro Ortaça, Cenair Maicá).
A obra dos Troncos Missioneiros se destaca do restante da Música Regional do Rio Grande do Sul pela busca de uma particularidade regional (por uma música e uma região Missioneira) e pelo seu discurso contestatório, de luta, engajado.
No repertório de “Uma noite missioneira” canções e payadas de Jayme, Noel, Ortaça, Cenair, mas também de outros artistas da região, além de músicas autorais do grupo.
O espetáculo, aberto ao público, ocorre a partir das 19h, diante do edifício do Utopia e Luta.
Debate atrai profissionais e estudantes
Além da celebração, profissionais e estudantes de Geografia se encontram alguns dias antes – 27 de maio, quarta-feira – para debater o mercado de trabalho na mesa redonda “Experiências Profissionais: Atuação e Diálogos”.
O encontro, que ocorre na sala 202 do Departamento de Geografia da UFRGS, terá abertura do professor Francisco Eliseu Aquino (UFRGS) e contará ainda com as participações de Iván Gerardo Peyré Tartaruga (FEE/RS), Willi Bruschi Junior (Biolaw Consultoria Ambiental) e representantes da Associação de Geógrafos do Brasil.Cais Mauá de Todos planeja encontros mensais para debater projeto
Felipe Uhr
Pela terceira vez em 2015, o ato festivo do coletivo Cais Mauá de Todos – que questiona a concessão e o projeto de revitalização da antiga área portuária de Porto Alegre – movimentou a noite de sábado (23), na avenida Sapúlveda, centro da Capital.
Em quase quatro horas, os manifestantes expuseram seus principais argumentos contra a obra, que prevê, além do restauro da área, a construção de três torres de 100 metros, um shopping center e estacionamentos para 4.500 automóveis.
A proposta do grupo é seguir realizando encontros mensais para debater o assunto. “Desde março, foram três atos festivos. Queremos manter essa regularidade”, explica a radialista Katia Suman.
Katia é uma das fundadoras do grupo que cobra maior participação popular no debate sobre o projeto. Para o coletivo, o desenho proposto pelo consórcio Cais Mauá do Brasil – e acatado pela prefeitura e Governo de Estado – não foi discutido com a sociedade. “É uma descaraterização do patrimônio histórico da cidade” defende a comunicadora.
Os ativistas não veem vantagens inclusive nas contrapartidas de R$ 36 milhões, propostas pelo consórcio à prefeitura. “As obras fecham o Caís para a cidade. É tudo maquiagem”, completa.
Além das noites de música e debate, o coletivo atua em outras frentes, como o questionamento jurídicos que está sob análise da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul.
A advogada Jaqueline Custódio destaca que há clausulas que não foram compridas pelo consórcio dono do negócio. “Não foram apresentadas as garantias financeiras do projeto e após ganha a licitação, não foi apresentado um projeto consolidado no período de 120 dias”, condena.
Por fim, o grupo comanda estudos para pressionar o tombamento da paisagem do Cais pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), protegendo assim, a área de alterações físicas.
Noite de sábado terminou com chuva
O manifesto pacifico teve início pelas 20h do sábado e contou com presença de aproximadamente de 500 pessoas. O público era um pouco menor que em atividades anteriores, porque havia ameaça de chuva que havia desde o final da tarde – o que se transformou em realidade próximo da meia noite, quando os participantes se dispersaram.
Com uma pequena alteração em seu cronograma, o evento começou com a palestra do engenheiro Jorge Luís Stocker que destacou a importância do lugar para a cidade, fazendo uma reflexão histórica e patrimonial do espaço.
O ato seguiu com a palestra do especialista em redes sociais Marcelo Branco, que destacou movimentos incentivados exclusivamente pela internet. Um processo que teve seu ápice no Brasil em 2013, com as manifestações de junho. Branco reafirmou a importância das redes sociais nesse processo: “é importante que isso seja discutido e debatido nas redes”.
A fala de Marcelo foi seguida por um vídeo onde personalidades, pensadores, manifestantes, sociólogos e moradores se mostravam contra o projeto atual.
Após o vídeo, foi a vez do sociólogo João Volino ocupar o microfone. João resgatou o processo histórico do atual contrato, ressaltando pontos em desacordo contra o Plano Diretor como a altura dos edifícios, de 100 metros, quando o máximo permitido na cidade é de 52 metros. A autorização para utilizar padrões construtivos acima do previsto na lei pode ser solicitada quando o empreendedor protocola na Prefeitura um projeto especial, como é o caso do Cais Mauá.
O sociólogo ainda sublinhou que a construção de um shopping irá desfavorecer o Mercado Público e o comércio de porta de rua, característico no centro da Capital. Volino pediu três coisas: “Queremos participação popular, transparência e legalidade”.
Conexão contra a privatização de espaços públicos
As palestras encerraram com a participação da advogada gaúcha, Liana Cirne Lins, uma das envolvidas do Ocupe Estelita, via skype e depois telefone direto de Recife. Na capital pernambucana ativistas lutam há um ano contra a demolição da área portuária para a dar lugar a torres.
Liana classificou esse tipo de projeto como um “estrupo histórico” para as cidades. Destacou a luta travada em Recife e também as manifestações contra a privatização de espaços públicos, hoje rotineiros em todos lugares do mundo.
Um dos palestrantes esperados, o historiador Eduardo Bueno faltou ao evento devido a compromissos profissionais.
Após os discursos e pedidos de uma maior discussão entre prefeitura e sociedade, as manifestações tiveram continuidade com atrações musicais de duardo Pitta, The Jalmas, Tonho Crocco, Tribo Brasil e Yanto Laitano e dos Dj’s Rafa Ferretti (Pulp) e Maurício Cunha (Fiesta Latina).Laboratório referência atrai congresso internacional sobre ventos para a Capital
Cleber Dioni Tentardini
É preciso uma engenharia para decifrar a ação dos ventos sobre uma cidade, tamanho são os seus efeitos e a sua interação com o ser humano e o meio ambiente. E um congresso internacional – que pela primeira vez será realizado na América do Sul – para reunir 500 dos mais importantes especialistas mundiais para debater a tecnologia em Porto Alegre, em junho.
Por ser pouco conhecida, é comum as pessoas logo associarem a engenharia do vento à energia eólica e à meteorologia, mas essa especialização abrange um amplo leque de assuntos. Hoje ela está presente em praticamente todas as construções civis e conhecer suas especificidades é fundamental para o conforto e segurança das populações.
Por exemplo: a cobertura do Gigante da Beira-Rio teve que ser reduzida alguns centímetros após os resultados de testes sobre o efeito dos ventos no estádio.
Da mesma forma, o projeto do Parque do Pontal, a área do antigo Estaleiro Só à beira do Guaíba, foi elaborado levando-se em conta as condições climáticas e o impacto dos ventos sobre as pessoas no entorno do empreendimento.
A ampliação da CMPC Celulose Riograndense, em Guaíba, incluiu a colocação de uma grande tela circular de proteção na pilha de cavacos – ajudando a conter a poeira que poderia prejudicar comunidades próximas.
Na ponte estaiada de São Paulo foram colocados dois triângulos, chamados tecnicamente de nariz de vento, para cumprir uma função aerodinâmica no desempenho da estrutura. Diminuíram em 50% as oscilações verticais da estrutura.
Em comum, esses projetos foram submetidos a simulações no túnel do vento do Laboratório de Aerodinâmica das Construções (LAC), no Campus do Vale/Ufrgs, o mais avançado da América Latina. Esse túnel foi batizado com o nome de seu fundador, professor Joaquim Blessmann, uma referência mundial no assunto, já aposentado.
experiência de três décadas no LAC
Quem ficou com a responsabilidade de manter o laboratório com o mesmo padrão de qualidade foi o professor Acir Loredo-Souza, da Pós-Graduação em Engenharia Civil, da Universidade – ele é também presidente da Associação Brasileira de Engenharia do Vento.
Aos 49 anos, está há quase 20 anos à frente do LAC. Entrou como aluno da Ufrgs em 1983, e três anos depois começou a trabalhar como auxiliar de pesquisa, como voluntário do professor Joaquim Blessmann.
Concluiu o mestrado na UFRGS e doutorado na Universidade de Western Ontario no Canadá, trabalhando no laboratório mais avançado do mundo em engenharia do vento, que fez os estudos para as torres gêmeas no World Trade Center, nos Estados Unidos, e para muitas das maiores obras do mundo. Quando voltou, assumiu a direção do laboratório.
Ele coordena uma equipe de pesquisadores/bolsistas, estagiários e técnicos que, apesar das dificuldades, presta um trabalho reconhecido internacionalmente.
Do contrário, o LAC não seria escolhido como o organizador e Porto Alegre como a sede do Congresso Internacional da Engenharia do Vento, que reunirá no próximo mês de junho os maiores especialistas do mundo no assunto.
Porto Alegre é a primeira sede na América do Sul
Miniaturas de edificações ao lado do túnel do vento no LAC | Divulgação
O Congresso Internacional da Engenharia do Vento, que já está em sua 14ª edição, irá ocorrer pela primeira vez na América do Sul, com a expectativa de reunir aproximadamente 500 conferencistas de 33 países – entre eles Canadá, Estados Unidos, Japão, China, Austrália, Inglaterra e Alemanha.
Entre os destaques da programação, já estão confirmadas palestras dos pesquisadores John Holmes, da Austrália; Horia Hangan, do Canadá; e Jens Peter Molly, da Alemanha (veja no box abaixo a que eles se dedicam).
O evento será nos dias 21 a 26 de junho, no Centro de Eventos da PUCRS.
A maior comitiva é da China, que tem investido muito em engenharia do vento. Segundo o professor Acir Loredo-Souza, nesta ocasião eles irão apresentar a candidatura para sediar o próximo congresso, em 2019.
Realizado a cada quatro anos, o congresso aborda diversos tópicos relacionados a ação e efeitos do vento, incluindo o planejamento urbanos e a dispersão atmosférica de poluentes. “Haverá palestras desde a ciência mais básica até a parte da aplicação em obras reais que foram construídas desafiando a engenharia no limite do conhecimento”, ressalta o pesquisador.
Universidade não ajuda na manutenção
Curiosamente, o LAC é sustentado apenas com os trabalhos que presta, principalmente para empreendimentos de fora do Rio Grande do Sul, que representam 99% da demanda.
“É um desafio diário manter esta estrutura sem o apoio financeiro da própria Ufrgs, mas ainda somos uma referência e pretendemos continuar assim”, afirma Loredo-Souza.
Dezenas de prédios residenciais e comerciais de vários estados brasileiros e de países da América do Sul, como Uruguai, Argentina e Venezuela, passaram pelos estudos da engenharia do vento no LAC.
Os arranha-céus de 70, 80 andares em Balneário Camboriú, diversos estádios de futebol, incluindo as arenas da Copa, igrejas como a Basílica de Goiás, o campanário no Santuário de Aparecida, a Catedral de Belo Horizonte – um dos últimos projetos de Oscar Niemeyer -, o Templo Rei Salomão, da Igreja Universal; o Museu do Amanhã, no Rio; as pontes estaiadas Octávio Frias de Oliveira, São Paulo; de Laguna e do Rio Negro, em Manaus.
Também ali é feita a calibração dos anemômetros, os aparelhos utilizados para medir a velocidade dos ventos.
“Obviamente, precisaríamos de um apoio oficial da Universidade, ainda mais neste momento de desaquecimento da economia e a consequente queda na demanda do setor da construção civil. Mas o que nos anima é perceber que o pessoal que quer investir mais na qualidade de seu produto busca nosso trabalho pela tecnologia avançada que oferecemos”, afirma Loredo-Souza.
Túnel do vento traz segurança a projetos
Ao simular no túnel os principais impactos dos ventos em modelos reduzidos de edificações, é possível determinar as pressões que irão atuar sobre as fachadas e as estruturas, resultando em projetos mais precisos.
“Os estudos do túnel nos dão maior segurança de como a estrutura responderá aos efeitos dos ventos. O que o laboratório faz é orientar os responsáveis pelos projetos a realizarem ou não adequações em suas estruturas”, completa.
Entretanto não existe uma legislação que obrigue os empreendimentos a realizarem os estudos no túnel de vento, que é a simulação mais próxima da realidade, uma garantia maior de segurança. O que há é uma norma, a NBR 6123, de 1988 – Forças Devidas ao Vento em Edificações – e que todo engenheiro deveria seguir.
O túnel disponível no LAC é do tipo de retorno fechado, projetado especificamente para ensaios estáticos e dinâmicos de modelos de construções civis. Este túnel permite a simulação das principais características de ventos naturais.
Sua relação entre comprimento e altura da câmara principal de ensaios é superior a 10, e suas dimensões são 1,30m de largura, 0,90m de altura e 9,32m de comprimento. Na segunda câmara de ensaios, as dimensões são maiores: 2,50m, 2,10m e 15,60m, respectivamente.
A velocidade máxima do escoamento de ar nesta câmara, com vento uniforme e suave, sem modelos, é de 47m/s (170 km/h). As hélices do ventilador são acionadas por um motor elétrico de 100 HP e a velocidade do escoamento é controlada através de um inversor de frequências.
Canadense com túnel único no mundo virá para congresso
Horia Hangan é professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Western Ontario, Caanadá, e diretor fundador do Instituto de Pesquisa WindEEE, o qual possui um túnel de vento hexagonal para simular diversos tipos de ventos, sendo o único no planeta deste tipo.
Ele estará em Porto Alegre em junho para debater sobre o tema na 14ª edição do Congresso Internacional de Engenharia do Vento que será realizado na PUCRS.
Em 2009, o professor projetou e desenvolveu o WindEEE Dome. WindEEE é um instituto destinado a estudar o impacto de qualquer tipo de sistema eólico no habitat de origem humana e natural. Pela primeira vez no Brasil, ele falará sobre simuladores físicos e novas técnicas de medições desenvolvidas pelo WindEEE.
modelo alemão de energia eólica será detalhado
Já o palestrante Jens Peter Molly – diretor geral do Grupo DEWI, com filial no Brasil – vai detalhar o modelo de energia eólica alemã, país onde o crescimento das energias renováveis deve continuar.
“É um paradigma desta evolução o fato que a maior geradora de energia elétrica na Alemanha tenha decidido vender todas as plantas convencionais e se concentrar somente nas energias renováveis”, enfatiza Molly.
O diretor geral do Grupo DEWI destaca que no país europeu existe a política de “Energiewende” (mudança das energias), que significa que a Alemanha vai substituir o uso da energia nuclear até 2021.
“Por isso, nós precisamos das energias renováveis como a eólica onshore, offshore e fotovoltaica”, justifica.
O país europeu já instalou mais de 38 mil MW de energia eólica onshore e também mais de 38 mil MW de fotovoltaica. As duas fontes geram 84,2 milhões de MWh de energia ou 13,8% da geração elétrica.
No Brasil, a situação do abastecimento com a energia elétrica é grave por causa da falta de chuva. “Mesmo com chuvas adicionais, a geração de energia tem que se concentrar nas energias eólica e solar, porque o consumo da energia elétrica em decorrência do avanço da indústria e da população não pode ser mais suprido, mesmo com o crescimento da energia hidrelétrica”, acrescenta Molly.
As duas fontes renováveis de energia têm grandes vantagens, pois apresentam condições de instalação com mais rapidez em relação às hidrelétricas, além da economia de água.
Professor premiado apresentará efeitos em estruturas
O Professor John Holmes, da Austrália, recebeu o prêmio Davenport – Medalha de Prata (Award Senior) na última conferência, realizada em 2011, em Amsterdam, na Holanda.
Com foco nos efeitos do vento em estruturas, Holmes tem mais de 400 artigos e reportagens publicados. A terceira edição do seu livro “Carregamento devido ao Vento em Estruturas” (Wind Loading of Structures) foi lançado em fevereiro pela CRC Press, do Grupo Taylor & Francis.Defensores de alternativa para Cais Mauá convocam novo ato festivo
Neste sábado (23), a partir das 19h, a Avenida Sepúlveda, no Centro, será novamente ocupada por militantes que buscam uma nova discussão sobre o futuro do Cais Mauá de Porto Alegre. Os cidadãos temem que a área seja desfigurada com a construção de três torres, um shopping center e estacionamentos para mais de 4 mil carros conforme projeto do consórcio que deve revitalizar a área.
“A oposição ao projeto atual decorre da total liberdade do Estado, de arbitrar sobre os bens públicos a bel prazer, muitas vezes por interesses alheios aos da população, como essa tal “revitalização” que nada mais é do que especulação imobiliária sobre o patrimônio histórico e cultural mais valioso da capital dos gaúchos”, critica o sociólogo João Volino Corrêa, um dos porta-vozes do coletivo.
O consórcio Cais Mauá do Brasil promete investir cerca de R$ 600 milhões na área – R$ 120 milhões para restaurar os armazéns tombados pelo patrimônio histórico. O grupo também protocolou na prefeitura contrapartidas na ordem de R$ 36 milhões para o entorno.
Durante o ato-festivo – como os militantes costumam chamar as reuniões que vem ocorrendo frequentemente no local, onde se combinam discussão pública e música ao vivo – será feito um chamado para a criação da Fundação Cais Mauá, convocando todas as entidades que já sinalizaram apoio à causa. Este passo surgiu da necessidade do Coletivo Cais Mauá de Todos se organizar formalmente como uma instituição cívica voluntária.
Será um novo passo para o movimento, que no mais recente encontro público apresentou um projeto alternativo que prioriza pedestres e ciclistas e oferece um conjunto de ações culturais no espaço, que passa agora por estudos de viabilidade econômica.
O evento terá a participação, via Skype, da ativista e Doutora em Direito Público Liana Cirne Lins, professora da Universidade Federal de Pernambuco, que vai falar sobre a situação do Ocupe Estelita, do Recife, e dar apoio ao movimento portoalegrense.
Além disso, Marcelo Branco, ativista de Software Livre, vai abordar a cidadania conectada e as revoluções em curso no mundo todo e Jorge Luís Stocker, vice-presidente da Defender, vai falar sobre patrimônio arquitetônico e paisagístico. A importância histórica da área portuária será abordada pelo jornalista, escritor e pesquisador Eduardo Bueno, o Peninha, enquanto o sociólogo João Volino Correa fará um breve relato sobre as ações do grupo Cais Mauá de Todos.
Dentre as atrações musicais, estão Eduardo Pitta, The Jalmas, Tonho Crocco, Tribo Brasil e Yanto Laitano. Após os shows, Rafa Ferretti (Pulp) e Maurício Cunha (Fiesta Latina) vão comandar o som. Pelo Facebook, quase três mil pessoas já confirmaram presença no evento.
PROGRAMAÇÃO
19h30 – Linha do tempo das atividades envolvendo o Cais Mauá, por João Volino
19h50 – Jorge Luís Stocker e o patrimônio arquitetônico e urbanístico
20h – Skype com Liana Cirne Lins, do Ocupe Estelita, direto do Recife
20h15 – Marcelo Branco e a revolução conectada
20h30 – Eduardo Bueno e o contexto histórico da área
Apresentação de artistas convidados, seguida de baile aberto
O ato festivo tem o apoio dos grupos Minha Porto Alegre, Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RS), Sindicato dos Engenheiros (SENGE/RS), Defesa Civil do Patrimônio Histórico (Defender), Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Poa em Movimento, StudioClio, Rádio Elétrica, Estúdio Gorila, Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ/RS), Defesa Pública da Alegria, Ocupa Cais Mauá, Porto Alegre Ativa, Associação Comunitária do Centro Histórico de Porto Alegre, Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho, Editora Libretos, Bar Ocidente, Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (Mobicidade), Laboratório de Políticas Públicas e Sociais (Lappus), Chega de Demolir Porto Alegre e Fast Food Cultural.Brasileiros, uruguaios e cubanos se irmanam para cantar José Martí
No dia 29 de maio, às 20h, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, músicos e compositores cubanos, brasileiros e uruguaios reúnem-se para cantar a vida e a luta do mais universal dos poetas da Ilha – e herói da guerra de independência cubana contra o domínio espanhol: José Martí.
O show marca o lançamento do CD inédito, gravado em Porto Alegre a partir de 14 poemas de Martí, que foram escolhidos e musicados pelos gaúchos Leonardo Ribeiro, Mário Falcão e Pablo Lanzoni, pelo uruguaio Sebastian Jantos e pelo cubano Maurício Figueiral.
A realização é da Associação Cultural José Martí e a entrada é franca.
Além dos autores e intérpretes, participam do espetáculo os músicos Marisa Rotenberg (voz), Cláudio Sander (sax), Giovani Berti (percussão), Ricardo Arenhaldt (bateria), Éverson Vargas (baixo) e New (teclados). O ex-governador do Estado, Olívio Dutra, declama o poema Banquete de Tiranos.
Foram musicados os poemas martinianos Tiene el alma del poeta, Cuba nos une, Baile agitado, Cultivo una rosa blanca, Por tus ojos encendidos, Banquete de tiranos, Tonos de orquestra, Yo vengo de todas partes, A Emma, Aquí está el pecho, mujer, Yo puedo hacer, Noche de mayo, El rayo surca e Fragmento.
Nos dias 22 a 27 de janeiro deste ano, o projeto José Martí em Canto participou de uma jornada cultural em Havana, a convite do Centro Nacional de Música Popular, do Ministério da Cultura de Cuba, durante as festividades dos 162 anos do natalício de Martí.
“Um encontro entre músicos de Cuba, Brasil e Uruguai contribuiu para fortalecer a solidariedade e a integração entre os três países, tendo na cultura uma condição fundamental para este processo”, explica o presidente da Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul, Ricardo Haesbaert.
O show integra a programação da 9ª convenção Gaúcha de Solidariedade à Cuba. Apoiam o projeto as seguintes entidades gaúchas: Sindipolo, Sergs, Sindbancários, Stimepa, FTM, Afocefe, Ugeirm, FeteeSul, Sintec, Sinfeeal, Sindiporg, Sindiágua/RS, Sidipetro/RS e Semapi/RS.Audiência pública discutirá rumos do zoológico de Sapucaia do Sul
Felipe Uhr
A Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa realizará um audiência pública que discutirá a situação do zoológico de Sapucaia do Sul. O debate, proposto pelos deputados Altemir Tortelli (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB), ocorre no próximo dia 3 de junho às 10h30 no plenarinho da Casa.
A informação de que o governo do Estado estuda privatizar autarquias e empresas públicas – entre elas, o zoo – para reduzir o tamanho – e o gasto do Tesouro gerou preocupação na bancada oposicionista.
“Queremos compreender quais possibilidades o governo pode apresentar” afirmou Tortelli.
Embora a justificativa seja a delicada situação financeira do Estado, o parlamentar não descarta uma eventual pressão do setor imobiliário para que a área seja vendida. “São 160 hectares”, explica.
Há também uma preocupação com os funcionários, que poderiam perder o emprego caso a iniciativa privada assumisse o controle do lugar.
O zoo de Sapucaia possui cerca de mil animais sob seus cuidados. Tortelli argumenta que o espaço pode ser utilizado para lazer e para a pesquisa ambiental, além de servir à preservação da fauna e da flora do Estado. A privatização, portanto, não seria aceitável. “O cidadão merece lugares para lazer com sua família”.
Estão convidados para a audiência pública representantes das secretarias estaduais do Meio Ambiente, Casa Civil, Fazenda, além de funcionários do parque, dirigentes da Fundação Zoobotânica e a comunidade em geral.
Até mesmo o governador José Ivo Sartori foi chamado. “Seria muito bom se ele estivesse presente para essa importante discussão” provoca o deputado.Lula na Lava-Jato: afaga com uma mão e belisca com a outra
Geraldo Hasse
Afagando com a mão esquerda e beliscando com a direita, o ex-presidente Lula saiu do casulo em que se manteve desde a reeleição de Dilma Rousseff para a presidência da República e começou a dar palpites públicos sobre a administração do país. Até onde se sabe, ele vinha dando apenas conselhos particulares, entre eles indicações de pessoas, como o ministro Joaquim Levy, da Fazenda.
Agora, já pensando em 2018, Lula abriu o jogo. “Eu não vim ao mundo para fracassar. O PT não nasceu para fracassar”, disse ele num evento recente no Sindicato dos Bancários de São Paulo.
“Eu sou um dos pais do PT e um dos filhos desse partido. E eu não pretendo deixar ele acabar. Nós vamos ressurgir ainda mais fortes”, acrescentou.
Há riscos nessa postura agressiva, mas muito pior seria encolher-se. Então, bola pra frente.
A um bom pai e a um filho fiel às suas origens, cabe fazer a defesa da Mãe do PAC, apelido colado a Dilma na época em que ela era ministra-chefe da Casa Civil (de Lula) e presidente do Conselho de Administração da Petrobras – locomotiva do desenvolvimento brasileiro nos últimos 60 anos e, especialmente, nos últimos oito, a partir da descoberta do petróleo da camada pré-sal. Aí está um dos nódulos do problema.
Segundo Lula, muitos petistas reclamam de não ter ferramentas para defender Dilma no momento atual, quando tudo converge para a Operação Lava Jato, que investiga malfeitos entre diretores da Petrobras, empreiteiras de obras, fabricantes de encomendas de plataformas navais e dirigentes de partidos políticos. Há um vago temor de que a sujeira alcance Dilma. Se a mãe cair, desmorona a família petista e estremece a República.
Das investigações, até agora, resultou a prisão provisória do tesoureiro petista João Vaccari Neto, acusado de ter participado de esquemas de desvio de recursos da Petrobras, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. A investigação tenta descobrir se o dinheiro arrecadado por Vaccari para as campanhas eleitorais de 2014 tem origem ilícita.
Em defesa do PT, Lula argumenta que os recursos usados pelo partido têm origem semelhante à de outros partidos também ajudados por empresários e empreiteiras, “mas só o dinheiro do PT é amaldiçoado”. De fato, até o dinheiro do PP é menos maldito, porque esse partido é linha auxiliar. Mas ninguém esquece, nem perdoa, o Mensalão, cujo processo colocou na cadeia alguns cabeças do PT.
Por tudo que fez de bom ou ruim, e especialmente por ter ganho as últimas eleições, o PT se tornou o alvo central do conservadorismo inconformado com medidas voltadas para as camadas mais baixas da população.
Embora o aumento do consumo tenha beneficiado os empresários, que turbinaram seus negócios nos últimos anos, a maré moralista colocou o PT na parede e levou todos os outros partidos a um silêncio defensivo, à espera dos desdobramentos da Operação Lava Roupa Suja, que está travando as engrenagens da economia.
LEMBRETE DE OCASIÃO
“A gente não é pelego!”
Maria do Rosário, deputada federal (PT-RS), sobre o desgaste da bancada petista ao votar a favor do ajuste fiscal promovido pelo governo Dilma.

