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  • Caixa esclarece alternativas para atendimento ao consumidor

    NOTA DA CAIXA
    A Caixa Econômica Federal, assim como as demais instituições financeiras, está em processo de negociação com as entidades representativas dos empregados na Federação Nacional de Bancos – FENABAN e concentra todos os esforços para chegar a um entendimento sobre o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2011.
    Informamos aos clientes que está disponível no sítio do banco na internet – www.caixa.gov.br – aba Rede de Atendimento – Encontre a CAIXA, a opção para localizar os canais de atendimento.
    Esclarecemos também, que pelo telefone 0800-726 0101, o cliente poderá consultar as alternativas de atendimento disponibilizadas.
    O cliente está sendo atendido pelas unidades do banco que estão funcionando total ou parcialmente e, também, pela rede de canais alternativos conforme relação dos serviços listados abaixo.
    CASAS LOTÉRICAS:
    Pagamentos:

    • Contas de Água, Telefone, com ou sem fatura
    • Tributos
    • Bloquetos CAIXA – dinheiro ou cheque se o convênio permitir.
    • Bloquetos de outros bancos – em dinheiro (pode haver restrições fora do horário bancário).
    • Prestação de Habitação
    • INSS / GPS –
    • FGTS-GRF / GRRF / GRDE (com código de barras).
    • Contribuição Sindical – em dinheiro.

    Saques:
    Contas correntes e poupanças com cartão magnético e identidade  limitado a três transações por dia.

    • Saque BB.
    • Programas de Benefícios Sociais (Bolsa Família) – todo o valor disponível, com Cartão do Cidadão ou Cartão do benefício.
    • INSS – todo o valor disponível, com cartão magnético para os beneficiários que são pagos na CAIXA.
    • Seguro-Desemprego e PIS – todo o valor disponível, com Cartão Cidadão.
    • FGTS – com Cartão Cidadão.

    Outros Serviços:

    • Consulta de saldos extratos de contas do FGTS, PIS;
    • Consulta de saldos de contas da CAIXA;
    • Depósitos em contas correntes e poupanças – em dinheiro.
    • Abertura de conta CAIXA Fácil apresentando apenas RG e CPF.
    • Encaminhamento de propostas de cartão de crédito, conta corrente, cheque especial e empréstimo por consignação para aposentados e pensionistas do INSS e empregados de empresas conveniadas.
    • Recarga de celular pré-pago.

    CORRESPONDENTES CAIXA AQUI:
    Pagamentos:

    • Contas de Água, Luz e Tributos
    • Bloquetos CAIXA
    • Bloquetos de outros bancos
    • Prestação de Habitação

    Saques:

    • Contas correntes e poupanças com cartão magnético e identidade
    • Programas de Benefícios Sociais (Bolsa Família) – todo o valor disponível, com Cartão do Cidadão ou Cartão do benefício.
    • INSS – todo o valor disponível, com cartão magnético para os beneficiários que são pagos na CAIXA.
    • Seguro-Desemprego e PIS – todo o valor disponível, com Cartão Cidadão.
    • FGTS

    Outros Serviços:

    • Consulta de saldos e extratos de contas da CAIXA, do FGTS e do PIS.
    • Depósitos em contas correntes e poupanças
    • Transferência de valores entre contas da CAIXA
    • Abertura de conta CAIXA Fácil apresentando apenas RG e CPF.
    • Encaminhamento de propostas de cartão de crédito, conta corrente, cheque especial e empréstimo por consignação para aposentados e pensionistas do INSS e empregados de empresas conveniadas. Recarga de celular pré-pago.

    TERMINAIS ELETRÔNICOS (caixas automáticos e salas de autoatendimento):
    Saques

    • Depósitos em dinheiro ou cheque
    • Consulta e retirada de saldo/extrato
    • Transferências
    • Retirada de folha de cheque
    • Pagamento de contas (não vencidas)
    • Agendamento de pagamentos e DOC
    • Pagamento e de cartão de crédito
    • Bloqueio de cartão
    • Saques de benefícios sociais (INSS, PIS/Abono Salarial, FGTS, Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação, Auxílio-Gás etc), com o cartão magnético
    • Empréstimo Pessoal (CDC)
    • Penhor (renovação e pagamento de cautela)
    • Resgate de investimento
  • Greve dos Correios completa doze dias

    A greve dos Correios entrou nesta terça-feira (27) no décimo segundo dia de paralisação com uma caminhada no Centro de Porto Alegre. Cerca de mil servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e bancários, que começaram greve hoje, participaram do ato conjunto que saiu da Siqueira Campos, na sede dos correios, até a esquina democrática, na Rua dos Andradas.
    Porém, segundo membro do sindicato gaúcho da categoria a greve aos poucos está perdendo força, principalmente nas cidades do interior do Estado. Apesar dos líderes mostrarem confiança no movimento, a greve não deverá se estender por muito tempo. “No máximo até o final de semana as negociações deverão acabar”, disse um dos diretores do sindicato.
    Após quase duas semanas, ao menos 40% dos funcionários já voltaram ao trabalho. No entanto 35% das cartas e encomendas continuam sendo entregues com atraso. Os serviços de entrega rápida com horário marcado, como o Sedex 10, estão suspensos.
    Em Brasília, a direção dos Correios anunciou a retomada do diálogo com a Federação Nacional dos Trabalhadores da categoria, a fim de tentar encerrar a greve. Os correios admitem renegociar a proposta apresentada na semana passada que prevê reajuste salarial de 6,87%, aumento real linear de R$ 50 (que representa, segundo a diretoria, aumento de 13% para 60% dos trabalhadores) e abono de R$ 800.
    Segundo a empresa, os pontos sobre os quais ainda há divergências poderão ser discutidos com a volta ao trabalho dos grevistas.
    A categoria reivindica aumento salarial de R$ 400, reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação, piso salarial de R$ 1.635 e reposição da inflação de 7,16%.
    O secretário-geral do Sintect/RS, Vicente Guindani, avisa que independente do que o comando nacional decidir, a quarta-feira terá manifestações na Capital.
    — Nesta quarta-feira vamos levar a decisão do comando nacional para categoria em assembleia às 16h. Mas teremos de qualquer forma uma mobilização em frente à Agência Central na Siqueira Campos e à noite faremos um ato simbólico sepultando políticos que antes eram sindicalistas e agora tratam as categorias com diferenças — explicou.

  • Comunidade do Jardim Passo das Pedras luta por moradias

    A comunidade do Jardim Passo das Pedras, zona leste de Porto Alegre, luta por um direito básico: permanecer em suas casas. Mais de 140 famílias estão na iminência de serem despejadas do local onde moram há mais de 40 anos.
    A moradora Márcia Azeredo explica que existe um processo pedindo a reintegração de posse da área de oito mil metros quadrados, que envolve oito ruas, desde novembro do ano passado.
    A comunidade vem se mobilizando desde então. Realizaram uma audiência pública, em junho deste ano, na Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) da Câmara Municipal de Porto Alegre, quando ficou acordado que o Departamento Municipal de Habitação (Demhab) faria um mapa topográfico da área e a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) realizaria o cadastramento das famílias. “Nada aconteceu”, lamentou Márcia.
    Segundo ela, se os moradores fossem despejados, sairiam sem indenização e ainda teriam que pagar 1% sobre cada ano em que moraram no local. “Mas como é que a justiça concedeu usucapião para dois moradores e nada para os restantes?”, questionou. “Aqui não é uma área invadida. Temos trabalhadores, casas boas. Temos o direito de permanecer em nossas casas e vamos brigar por isso até o fim”.
    Outros problemas
    O esgoto que sai da Avenida Ari Tarragô e desemboca na Rua Eliseu João Fontana também é um grave problema da comunidade. “Quando chove, fica tudo atolado aqui”, contou Márcia. A Rua Gomes de Carvalho, próximo à Rua Josefa Barreto, precisa de um redutor de velocidade com urgência.
    A comunidade ainda se queixa das linhas de ônibus. “Queremos um fim de linha do Passo das Pedras aqui, como era antes”, queixou-se o morador Milton dos Santos. Além disso, o posto de saúde precisa de médico e de um espaço maior de atendimento.

  • Cachoeirinha e Gravataí rechaçam novos pedágios para acesso a freeway

    A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresentou as prefeituras de Cachoeirinha e Gravataí proposta para tentar resolver o problema de acessos secundários as duas cidades. Porém, a condição do novo acesso e de ser pedagiado pela Concepa, empresa responsável pela BR-290/RS. O novo acesso seria construído no km 80 da rodovia.
    Assim, a Concepa teria mais uma nova praça de pedágio próxima à atual. Com isso, seriam dois pontos pagos em cerca de cinco quilômetros.
    Os planos da ANTT e da Concepa foram rechaçados pelos dois municípios, que cobram uma alternativa para desafogar o tráfego de ligação com Porto Alegre, sem mais prejuízo ao bolso da população.
    Cerca de 160 mil motoristas, nas duas cidades, usam apenas uma ligação com a capital, pelo centro de Cachoeirinha, justamente para fugir do pedágio na Freeway. Esse excesso de trânsito vem causando grandes transtornos à economia local.
    O problema é que a frota das duas cidades triplicou em 10 anos e a estrutura é a mesma.
    A Concepa alega que por não estar previsto no Programa de Exploração de Rodovia (PER), esse acesso pode criar rotas de fuga, com repercussão na receita da concessionária e impactos no tráfego da rodovia.
    A ANTT, em conjunto com a concessionária, alega ter realizado estudos abrangendo contagem de tráfego, projeto preliminar de engenharia e modelos de tráfego para avaliar os impactos e as formas de reequilíbrio do contrato.
    Esses estudos identificaram vários cenários, em todos um pedágio e necessário.
    A solicitação de novos acessos são uma antiga reenvidicação das comunidades de Gravataí, Cachoeirinha e Alvorada.

  • Frente parlamentar lançada no Congresso quer o fim do voto secreto

    A Frente Parlamentar pelo Fim do Voto Secreto foi instalada nesta quarta (21) no Congresso Nacional. Por seu intermédio, parlamentares querem pressionar o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), a incluir na pauta de votações da Casa a apreciação, em segundo turno, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com as votações secretas nos legislativos federal, estaduais e municipais.
    A PEC foi aprovada em primeiro turno em 2006. Desde então, aguarda a votação em segundo turno. De autoria do então deputado Luiz Antonio Fleury, a proposta foi apresentada à Câmara em 2001. A frente instalada hoje, segundo a assessoria do PSOL, conta com as assinaturas de 193 parlamentares.
    A volta da pressão para a votação da PEC foi retomada por causa da absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). Acusada de quebra de decoro parlamentar por aparecer em um vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, pivô do escândalo de corrupção do governo de José Roberto Arruda, ela foi absolvida pelo plenário da Casa, em votação secreta, no dia 30 de agosto passado.
    Além de deputados e senadores, participaram do lançamento da frente representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

  • Ato contra a corrupção reúne centenas de participantes no dia 20 de setembro

    O Desfile Farroupilha terminou com um protesto contra a corrupção, no começo da tarde de terça-feira, em Porto Alegre.
    Em cinco km de caminhada, abaixo de chuva e frio, os manifestantes mostraram a sua indignação contra a corrupção na administração pública, o desejo de ética na política e a luta por um País mais justo, além de cantarem o Hino Rio-Grandense e entoarem palavras de ordem.
    Assim como na marcha do dia 07 de setembro, a manifestação foi organizada através das redes sociais, contando com a participação de jovens “Caras Pintadas” e de pessoas de todas as idades.
    Durante o percurso, entre a Avenida Pinheiro Borda e o Parque da Harmonia, participantes da marcha cantavam e bradavam palavras de ordem como: “Vem! Vem com a gente. Queremos um futuro diferente!”; “Você aí parado, também é explorado”; País de verdade não tolera impunidade”; entre outras.
    A organização do ato teve apoio da seccional do Rio Grande do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e contou com cartazes, faixas e sinalizadores com fumaça nas cores verde e amarela.
    Agora Chega
    A OAB/RS, junto com outras entidades civis, lançou – durante evento ocorrido no dia 07 de setembro, na sede da OAB/RS – o Movimento Agora Chega. Sendo os cinco principais itens defendidos na marcha desta terça-feira, e que constam no manifesto, os seguintes:
    a)      a aplicação das disposições da Lei Ficha Limpa em todos os níveis da administração pública;
    b)      o fim da extensão do foro privilegiado e a revisão dos critérios de sua concessão;
    c)      a análise e a revisão dos critérios para apresentação de emendas parlamentares individuais ao orçamento da União;
    d)     a aprovação da PEC 50/2006 que prevê o fim do voto secreto no Congresso Nacional;
    e)      e a aprovação do PL que inclui os delitos de concussão, corrupção passiva e corrupção ativa no rol de crimes hediondos.
    O Movimento Agora Chega continuará pela internet por meio do site www.agorachega.org.br e pelas redes sociais no Twitter @Agora_Chega e no Facebook Oabrs Seccional.
    Rio de Janeiro também teve protesto
    Milhares de manifestantes se reuniram nesta terça-feira no centro do Rio de Janeiro para protestar contra a corrupção no País em uma mobilização também convocada por meio das redes sociais.
    A Cinelândia, no Centro da Capital Fluminense, e que já foi palco de grandes protestos contra a ditadura militar e a favor da democracia, recebeu a manifestação pacífica que faz parte do movimento “Todos contra a corrupção”, que foi organizado e divulgado pela internet.
    Os manifestantes levaram 594 vassouras pintadas nas cores da bandeira nacional, representando cada um dos 81 senadores e 513 deputados. Na véspera do evento, as vassouras foram fincadas nas areias de Copacabana por uma organização não-governamental.
    As denúncias de corrupção se estenderam nos últimos meses, provocando a renúncia de quatro ministros da presidente Dilma Rousseff: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura) e Pedro Novais – enquanto Nelson Jobim deixou o Ministério da Defesa por diferenças com o Governo.
    Segundo a Polícia Militar, cerca de quatro mil pessoas participaram do ato na Cinelândia.

  • Abaixo aves do mal

    Como o poder da grande mídia distorcer o debate sobre a regulamentação dos meios de comunicação social.
    As liberdade de expressão e de imprensa não são a mesma coisa. A primeira é um direito civil individual. A segunda, um direito empresarial.
    O governo deveria obrigar todos os veículos de comunicação social a divulgar a Constituição Federal de 1988. Trata-se de uma lei desconhecida e, mais do que isso, ignorada. Se a CF fosse mais consultada, as pessoas não cairiam na conversa fiada de que a regulamentação dos meios de comunicação social, esboçada pelo jornalista Franklin Martins, ex-porta-voz no governo Lula, seria um atentado à liberdade de imprensa.
    As liberdade de expressão e de imprensa não são a mesma coisa. A primeira é um direito civil individual. A segunda, um direito empresarial. A liberdade de expressão está assegurada no Art 5 da Constituição, o mesmo artigo que garante o direito à propriedade – desde que “atenda a sua função social”. Já o direito ao trabalho e à livre iniciativa são protegidos pelo Art 179.
    Aos que reclamam esclarecimento sobre o projeto do governo de “controlar a midia”, recomenda-se ler os artigos 220 e 224 da CF. Transcrevo este último: “Para os efeitos do disposto neste capítulo (da Comunicação Social), o Congresso Nacional instituirá, como seu órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei.”
    Ou, seja, os constituintes criaram um artigo que até hoje carece de regulamentação. Ficou como os diabos gostam, sem vigilância nem controle oficiais. A única vigilância que pesa sobre a mídia é a dos leitores, cujos protestos e esperneios raramente são atendidos.
    E quem mais reclama contra a regulamentação da mídia? São justamete os grandes monopólios, que formam um cartel.
    Propriedade cruzada
    O que se pretende não é censurar ou asfixiar os órgãos de comunicação. Como disse o presidente do PT, jornalista Rui Falcão, no último congresso do partido, o mais importante é impedir a propriedade cruzada de rádios, TVs e jornais por meia dúzia de grupos econômicos articulados entre si.
    São meia dúzia mesmo: Abril, Estadão, Folha, Globo, RBS e Record, articulados com grupos regionais como os de Sarney no Maranhão e ACM na Bahia. Eles detêm grande poder de veiculação de anúncios e notícias. Adonam-se das verbas públicas e privadas em conluio com as agências de propaganda, beneficiárias do famoso BV (Bonificação por Volume), instrumento diabólico de concentração de verbas em poucos veículos, o que gera uma cascata de devolução de dinheiro a quem (ora, quem) faz os planos de mídia.
    Com tamanho poder, os grandes grupos midiáticos acuam e/ou cooptam políticos e juizes, do que resultam medidas extremas, como a censura prévia, vetada pela Constituição a sites emergentes. Proibido pela Justiça de divulgar o nome de um juiz comprometido em caso suspeito no Espírito Santo, o site SeculoDiario não tem outra saída senão recorrer ao Conselho Nacional de Justiça.
    Outro caso exemplar de prevalecimento do poder empresarial ocorreu em Porto Alegre, onde o diário Zero Hora massacrou os jornais comunitários da capital gaúcha ao lançar cadernos de bairros. Dos 45 existentes, sobreviveram 22.
    Por isso, em nome do direito democrático, é preciso desmanchar esses potentados midiáticos. Eles agem como aves de rapina e ainda recebem o auxílio luxuoso de 1001 bicões e picaretas enfiados nos órgãos de poder.
    Havendo o Conselho de Comunicação Social, certamente se reduzirá o espaço para diversas jogadas como a distribuição de canais de rádio e TV para os mesmos de sempre, como aconteceu no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
    LEMBRETE
    “Nos olhos do lobo, a poeira levantada pelas ovelhas é um bálsamo de rosas”.
    Paulo Mendes Campos, poeta mineiro.

  • A legalidade em exposição e livros

    Os 50 anos da Campanha da Legalidade servem para resgatar a história dos protagonistas do movimento através de uma série de eventos.
    Um desses é a exposição ‘O último levante dos gaúchos, Os 50 Anos do Movimento da Legalidade (1961-2011’), que segue até o dia 18 de novembro, no Memorial do Rio Grande do Sul, na Rua Sete de Setembro 1020, primeiro andar. O evento integra as comemorações do Governo do Estado para assinalar a data.
    A exposição resulta da parceria entre o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa e o Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, com materiais relacionados ao movimento da Legalidade. O museu expõe exemplares do Ultima Hora – jornal de grande circulação nos anos 60, fotografias da Assessoria de Imprensa do Palácio Piratini na gestão Brizola e peças do acervo de Publicidade e Propaganda, como a “vassourinha” da campanha de Jânio e a “moeda da Legalidade”.
    O Arquivo Histórico complementa a mostra com documentos originais relacionados ao episódio, como a ficha do Dops de Jango e de Brizola.
    A mostra exibe peças de acervos relacionados ao episódio: documentos originais, fotografias, materiais de propaganda política, além de periódicos de grande circulação na época. A visitação acontece de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Visitas guiadas podem ser agendadas no fone (51) 32270883 ou ahrs@sedac.rs.gov.br. A entrada é franca.
    Já em www.legalidade.rs.gov.br é possível acessar imagens do acervo do Museu de Comunicação, capas de jornais e revistas, áudios da Rádio Guaíba e vídeos da TV Assembleia com diversos depoimentos. A Secretaria de Cultura incentiva uma campanha de doação de documentos da Legalidade.
    Livro destaca trabalho de fotógrafos na Legalidade
    Esses 50 anos também estão sendo a oportunidade para a publicação de diversos livros sobre o tema.
    Como o livro ‘Fotojornalismo e Legalidade (1961): Última Hora riograndense’, resultado de três anos de pesquisa do fotógrafo e mestre em História Claudio Fachel.
    Ele dissecou a cobertura dos jornais durante a Legalidade, focado nas imagens que retrataram o episódio.
    O trabalho teve início na dissertação de mestrado pela Pucrs, concluída em 2009 e centrada nas edições da Última Hora. Também no livro, o jornal é o diário mais destacado, mas não pelo fato de ter se engajado na campanha liderada pelo governador Leonel Brizola pela posse de João Goulart na presidência da República em 1961.
    “A Última Hora trouxe inovações para a época no campo da fotografia. Com diagramação diferenciada, permitia, por exemplo, espaço para fotos bem abertas na contracapa. E, principalmente, publicava narrativas fotográficas, várias imagens sobre um assunto, contando a história”, justifica Fachel.
    O garimpo nos periódicos de cinco décadas atrás feito por Fachel ainda mostra registros em que os fotógrafos aparecem em ação durante a Legalidade. São fotos de reuniões no Piratini, da chegada de Jango a Porto Alegre ou de manifestações públicas, em que os profissionais são cuidadosamente identificados no meio do público.
    “É uma contribuição importante numa área pouco especulada”, observa Ricardo Chaves, editor de fotografia do jornal Zero Hora, no prefácio. “Presta ainda justa homenagem a gente que merece nossa admiração, como os fotógrafos Assis Hoffmann e Lemyr Martins, entre outros, protagonistas modestos dos fatos de então.
    Ex-fotógrafo do Jornal do Comércio e atualmente trabalhando no Palácio Piratini, Fachel também participou do foto-livro Os 50 anos da Legalidade em Imagens, lançado pelo governo do Estado nas comemorações da data.
    Outra publicação de referência sobre o jornal Última Hora é o livro Golpe Mata Jornal – Desafios de um tablóide popular numa sociedade conservadora (JÁ Editores, 1999), de Jefferson Barros, cuja foto de capa, inclusive, retrata o fotógrafo Assis Hoffmann.
     

  • Santa Teresinha, 80 anos

    Mais catequese, menos casamentos
    O nome completo é Igreja Santa Teresinha do Menino Jesus.  A construção foi iniciada em 1926, concluída cinco anos depois, em 27 de setembro de 1931. A primeira missa marcou os 30 anos da presença dos Carmelitas no Rio Grande do Sul e no Brasil. Assim como agora seus 80 anos coincidem com o centenário da Ordem no país.
    Eles entraram por Uruguaiana, onde abriram a primeira igreja.  Hoje os carmelitas têm oito casas e três igrejas no Estado, entre elas a Santa Teresinha, que dá nome à rua, em frente ao Parque da Redenção.
    O projeto é do Frei Mariano, arquiteto espanhol ligado à Ordem. É um dos únicos prédios de arquitetura gótica em Porto Alegre.  As ogivas formadas por dois arcos que se cortam é a característica principal do estilo. Os três vitrais da frente vieram da França.
    A imponência de seu prédio tornou a Santa Teresinha numa das preferidas para os casamentos em Porto Alegre. Há registros de fim de semana com 30 casamentos. Era preciso marcar com um ano antes.
    Desde 1970 mudou, a Igreja passou a ser sede da paróquia, com atribuições pastorais mais amplas e reduziu os horários para casamentos.  Só restaram três horários aos sábados: 7h15, 8h00 e 8h45.
    Os demais horários foram ocupados com trabalhos sociais, catequese, missas e atendimento aos fiéis.  A confissão, por exemplo, vem sendo redescoberta pelos jovens.  Por isso, sempre há um padre para tomar a confissão em qualquer horário.  “Hoje a confissão é menos tribunal ou julgamento e muito mais reconciliação e diálogo. Isso tem atraído mais jovens”, diz Frei Ivo, um dos responsáveis pela paróquia.
    Com quatro missas diárias (7h, 8h, 16h e 18h) e espaço para 800 pessoas, a Santa Teresinha é frequentada por todos os públicos, muito em função da localização junto ao parque. Às 18h, por exemplo, é o horário daqueles que vão tomar seu chimarrão no parque, depois assistem à missa. A mais concorrida é a tradicional missa dos domingos, às 11 horas, seguida da das 4h da tarde de sábado, sempre com superlotação.