Foi adiada, por decisão da presidencia da República a cerimonia de inauguração da usina termica de Candiota III, que contaria com a presença da presidente Dilma Rousseff. A inauguração estava marcada para as 11 horas desta sexta-feira, em Candiota. Ainda não foram divulgados detalhes.
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Santa Rosa: um espaço para a cidade
Nenhuma das instituições de ensino que cogitaram alugar o prédio do Colégio Santa Rosa de Lima confirmou o interesse na locação.
Enquanto não aparecer um inquilino, os espaços da escola estão disponíveis para locação: as salas de aulas para reuniões e ensaios, o saguão para festas, as quadras esportivas para futsal, basquete e vôlei (inclusive com iluminação noturna).Para garantir que a fundação de pais mantenedora da escola possa manter a vigilância do prédio, os sócios decidiram continuar contribuindo com uma taxa mensal.
Outra decisão tomada em assembleia geral na terça-feira foi a de criar uma associação de amigos do Santa Rosa, que promova novas fontes de receita e ajude a zelar pela memória da instituição.
A fundação pretende usar estas pequenas receitas para a preservação do patrimônio. Para amortizar as dívidas, estimadas em R$ 3,5 milhões, mais as despesas com a rescisão dos contratos de trabalho de professores e funcionários, ainda não calculadas, conta com a receita da locação do prédio.A Revolução Eólica (14)– FAMÍLIA D’ÁVILA VÊ VANTAGENS
Por Cleber Dioni Tentardini
O casal João Alberto D’Ávila Fernandes e Leda Fernandes de Fernandes nunca imaginou que um dia participaria de um projeto de geração de energia, muito menos que teria suas terras ocupadas por imensas turbinas. Mas os tempos são outros, como diz seu João. O casal está muito feliz.
Dono do estabelecimento pecuário Minuano, na região do Cerro Chato, seu João está entre os 19 proprietários rurais que terão aerogeradores em suas terras, duas dentre as 15 programadas para a Fase 3, a primeira que começará a funcionar. Dona Leda confessa que estava temerosa pelos danos que as obras iriam causar, mas agora se diz bem mais tranquila. “Há muitas vantagens em ter as torres, acho até que deveriam colocar mais porque a área utilizada é muito grande”, argumenta a professora aposentada.
A família D’Ávila possui campos no Cerro Chato desde o século 19. Seu João é parente do João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes – seu avô era irmão do avô do folclorista santanense – e tataraneto do general farroupilha David Canabarro.
Atividade de longo prazo
Ele conta que ouviu falar na energia eólica quando começaram a realizar as primeiras medições de vento na região da Campanha. “Mas nunca dei bola, aí me convidaram para participar do projeto no Cerro Chato. Conversamos sobre as vantagens e desvantagens e aceitei”, explica o pecuarista. Segundo ele, a pecuária virou uma atividade de resistência, um esporte para os pequenos proprietários porque a renda é mínima e a longo prazo, sendo preciso um investimento muito grande. “Além de contar com filhos trabalhando lá fora para poder sobreviver, é preciso diversificar a atividade pecuária e agregar outras”, ensina.
Inicialmente o casal teria três torres nos seus campos mas no traçado final ficou só com duas. O pecuarista diz que foi questão de sorte porque teve gente que queria ter as torres e ficou sem nenhuma, e outros se recusaram a participar do projeto.
Família D’Ávila | Cleber Dioni Tentardini
Água e terra fértil
Uma das vantagens apontadas pelo ruralista é que em troca da brita retirada das jazidas para cobrir as estradas, estão colocando no lugar uma terra preta que, segundo o casal, é muito fértil. “Eles tiram o cascalho, que é permeável, para colocar nas estradas, fácil de secar depois das chuvas, e devolvem essa terra que não serve para eles”, explica. Outra vantagem é que estão abrindo açudes. “O que é muito bom para nossos animais porque a seca está danada. Com os anos, as águas estão sumindo, as vertentes estão secando”, ressalta. O que mantém o comércio pecuário da família D’Ávila é um arroio de pedra com vertentes.
A água proveniente do Aquífero Guarani está a 70 metros no seu campo. Seu João ressalta ainda que haverá seguranças circulando pelos campos para cuidar dos geradores, o que vai coibir o abigeato. “Agora, espero que esse investimento tire o nosso município da miséria porque tinha tudo, empresas, frigorífico, cooperativas, uma delas abatia ao dia 2,5 mil reses, e agora não tem mais nada. Inclusive mão de obra qualificada, no campo e na cidade, o último censo registrou 20 mil pessoas a menos em Livramento”, completa.Dilma inaugura usina que negociou com chineses
A usina Candiota III é o primeiro grande negócio entre o Brasil e a China. Resulta da viagem do ex-presidente Lula a Pequim, em 2004.
Logo depois, a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, levou o projeto aos chineses.
Foi ela quem negociou todos os detalhes da parceria que permitiu resgatar uma usina que ficou no papel mais de 20 anos, porque o dinheiro do financiamento foi desviado.
Os equipamentos encomendados a fabricantes franceses ficaram trancados no porto, por falta de pagamento.
A inauguração, nesta sexta-feira, 28, está marcada para às 10 horas e o cerimonial está recomendando aos convidados a que cheguem pelo menos uma hora antes em função do esquema de segurança que será montado no local.
A inauguração será em Candiota, na Rua Miguel Arlindo Câmara, 3601, ao lado da usina nova.
Candiota III, com capacidade instalada de 350 MW, opera ligada ao Sistema Nacional desde 3 de janeiro.
O empreendimento é a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na região Sul, avaliada em R$ 1,3 bilhão.
A pedra fundamental foi lançada por Lula e Dilma em setembro de 2006.
A usina tem capacidade de abastecer uma população de um milhão de pessoas com o perfil do consumidor gaúcho.
Durante a obra chegaram a trabalhar 4.600 operários.
Para a operação e manutenção da usina são 176 empregados diretos da Eletrobras CGTEE, todos contratados por concurso público. Toda a equipe já está operando.
Adicionalmente, fixará outros 74 postos de trabalho terceirizados complementares (vigilância, limpeza, montagem e desmontagem de andaimes, isolamento térmico, etc), totalizando 250 empregos fixos.
A China detém expertise na produção de equipamento para termelétricas a carvão. Atualmente o país concentra o que existe de mais moderno em termos de tecnologia para produção de energia a partir do carvão.
Os chineses financiaram a obra, cujos equipamentos foram construidos por fabricantes de lá e montados com a supervisão de seus técnicos.
Uma delegação com 55 componentes da CGTEE foi enviada à China para treinamento.Destino do prédio do Santa Rosa será decidido hoje
O Conselho Deliberativo da Fundação Santa Rosa de Lima está convocando todos os sócios para uma reunião extraordinária hoje, às 19 horas, para apresentar as propostas de locação do prédio onde o colégio funcionou por 45 anos.
Alugar o prédio foi a maneira encontrada para amortizar os compromissos financeiros, principalmente no que se refere às rescisórias trabalhistas dos professores e funcionários.
Diversas instituições de ensino enviaram propostas de locação do prédio, na rua Santa Terezinha. Algumas deles prevêem inclusive acolher os alunos já matriculados no Santa Rosa.
Vários grupos de pais, organizados por série de ensino, já estão negociando com outras escolas as matrículas para seus filhos. Muitas delas formalizaram propostas aos grupos, liberando os alunos já matriculados no Santa Rosa da primeira mensalidade, e, em alguns casos, das duas primeiras mensalidades do ano.
No colégio Santa Rosa, o clima é de desolação entre os cinco antigos funcionários que ficaram para receber o público e providenciar documentos para transferência dos alunos. Apareceram até ex-alunos em visitas de solidariedade.
A cobertura do caso estará na edição do Jornal JÁ Bom Fim/Moinhos que circula no próximo final de semana.LEITURA PARA O FINAL DE SEMANA: O que as empresas esperam do marketing?
Uma pesquisa qualitativa ouviu detalhadamente os presidentes dos maiores grupos do Rio Grande dos setores da indústria, serviços e varejo. Objetivo: saber o que eles esperam de seus homens de marketing.
O lançamento da pesquisa atraiu mais de 300 pessoas à sede da ADVB/RS, na terça-feira, 18.
A apresentação foi seguida do debate Marketing estratégico x Marketing tático – o que presidentes e CEO’s esperam dos gestores de marketing?, onde os resultados do estudo foram confrontados com as práticas de marketing executadas no cotidiano das empresas.
Também foi discutido o papel do profissional de marketing dentro das instituições.
Participaram o presidente da ADVB/RS, Daniel Santoro, o vice-presidente de Planejamento da instituição, Arthur Bender, autor do best seller Personal Branding – Construindo Sua Marca Pessoal, Thiago Baisch, diretor Comercial de Marketing e Vendas da Lojas Colombo e de Felipe Goron, diretor de Planejamento e Marketing do grupo RBS.
Três pilares guiaram a pesquisa, que procura mapear o atual contexto do marketing: o cenário dos negócios, a importância do marketing e o papel do marketing na empresa.
Frases dos CEO’s
“As empresas vem se tornando cada vez maiores através de fusões, aquisições. Hoje as empresas precisam de escala, de robustez no seu tamanho para conseguir fazer frente ao cenário de concorrência.”
“A velocidade do ciclo vai ser mais rápida, aí você tem que captar implantar e acompanhar.”
“Ter a leitura das necessidades e ao mesmo tempo conseguir traduzir isso em solução em que você consiga fazer mais com menos, é um bom casamento de soluções de marketing para obter o sucesso.”
“O desafio é gigantesco. É entender esse processo tecnológico, incorporar este processo ao dia-a-dia e fazer já da maneira como o consumidor quer receber este serviço que fornecemos.”
“Eu acho que independente da Copa e da Olimpíada o Brasil é a bola da vez por necessidade de investimentos em infraestrutura. A nossa infraestrutura de estradas, logística, portos, aeroportos precisam avançar, é muito fraca. Olhando para a nossa competitividade no futuro há investimentos em educação que precisam ser feitos.”
“Temos uma migração de consumo intenso de um contingente muito grande de pessoas que querem uma marca que eles confiam, que tenha qualidade, que não seja só o produto ou a imagem, mas que represente para eles um momento de consumo muito mais abrangente [falando sobre ingresso de novos consumidores]”.
“São as diretrizes que se tem para tocar o negócio, faz com que você procure todos os meios para atrair o consumidor. Assim como a verba que você investe em propaganda, você cria uma imagem da sua empresa.
“[…] conhecer bem o mercado, como está esse mercado, como se movimenta, se antecipar a esses movimentos. Isso implica em trazer para dentro da instituição informações e quais mudanças precisam ser feitas […] Ele tem que estar muito alinhado as estratégias da casa”.
“Precisa ter uma coerência entre o que você busca comunicar com a sua estratégia de marketing e marca com os valores verdadeiros que as pessoas têm, que a sua organização tem na medida em que ela é a soma das pessoas que estão aqui. Se você não tem verdade nisso [..] não consegue convencer ninguém.”
“Não existe estratégia sem marketing, porque a estratégia está dentro do marketing.”
“Setorizado, onde o diretor cuida da parte de propaganda, da orientação das pessoas no sentido do atendimento.”
“Temos o marketing corporativo e o marketing por unidade de resultado (tipo de negócio da empresa) área interna voltado para o macro marketing e também pro micro. Tem o outro marketing voltado para o setor primário que é diferente, as necessidades são diferentes. E também na parte de mercados”
“O marketing se operacionaliza com todo mundo colocando o cliente como a coisa mais importante que tem aqui na XYZ. Aqui nós não temos departamento de marketing, todos nós somos marketing.“
“Não tem fórmula mágica que resolve para todo mundo, cada empresa tem que buscar a sua.”
“É necessário você ter um mecanismo que leia a verdade do coração das pessoas, que tenha essa conexão, por que se não você se torna algo muito efêmero, momentâneo”
“Proporcionar momentos que vão além de você degustar um produto X e te conectar a uma visão de mundo com a qual você se identifica”
“Qualquer mudança no ambiente externo provoca uma mudança no comportamento do consumidor que a empresa tem que rapidamente captar isso e adequar o seu mix mercadológico a essa mudança.”
“As pessoas tem que entender que todos tem que fazer marketing de um forma ou de outra. Tem que propiciar condições, principalmente fundamentos marketing para esse pessoal. Um call-center, pessoal que está na recepção. Transformar a empresa em uma empresa co-criativa, construir com os outros.”
CENÁRIO DE NEGÓCIOS
Paradigmas do Business
Para os CEO’s entrevistados, estar atento ao cenário já não basta, é preciso mais. Entender as regras do mercado, acompanhar o ritmo e se adequar rapidamente às mudanças é necessário para manter a competitividade. A competição global impõe que as empresas ganhem escala para fazer frente ao cenário de concorrência. Esse clima de aglomerações é visto pelos executivos gaúchos como um impulsionador da competitividade e um risco singular para quem não atentar para esse cenário. O mercado em constante mudança impacta diretamente na forma de gerir os negócios, principalmente devido ao aumento da velocidade geral das ações. Para os executivos, é fundamental fazer cada vez mais com menos, ou seja, identificar o nicho de competição e conhecê-lo profundamente para oferecer uma gama de soluções para o seu cliente. A instantaneidade da informação, devido às novas tecnologias, levam as organizações a mudar paradigmas. Na concepção desses líderes os consumidores estão cada vez mais informados e atentos às mudanças, independente de onde estiverem e do momento que a informação for gerada. Por isso a transparência das empresas tornou-se pré-requisito para ser coerente no atual mercado.
Brasil: país com grandes oportunidades
No discurso dos líderes das empresas é clara a associação entre oportunidade e cenário de desenvolvimento do Brasil. Mas também são ressaltadas que lacunas estruturais como educação, carga tributária e infra-estrutura precisam ser preenchidas para aumentar a competitividade das empresas frente aos players globais. Outros fatores citados são a baixa eficiência da máquina pública e a pequena fatia do PIB que retorna como investimentos. Apesar dos fatores de preocupação, os CEO’s destacam que o país é um dos que mais atraí o olhar externo. A estabilidade econômica, o crescimento da demanda e a ampliação do poder de consumo generalizado são fatores de destaque nesse novo cenário.
Desafio: como atingir novas camadas de consumo da população?
A pesquisa sugere o aparecimento de um novo consumidor, mais exigente, que busca uma marca na qual confie, que não seja só o produto ou a imagem, mas que represente um momento de consumo muito mais abrangente. O consumidor quer se identificar com aquilo que está adquirindo. Quer acreditar naquilo que está comprando. Alguns CEO’s já identificaram esse processo, “Precisa ter uma coerência entre o que você busca comunicar com a sua estratégia de marketing e marca com valores verdadeiros que as pessoas têm… Se você não tem verdade nisso não consegue convencer ninguém”, afirmou um dos entrevistados.
IMPORTÂNCIA DO MARKETING
Conceitos de Marketing
Conhecer o mercado é necessário e saber lidar com ele é vital. Nesse processo o marketing tem posição relevante nas organizações. A pesquisa definiu três conceitos de marketing: ele como função, focado prioritariamente na comercialização e promoção das ofertas da empresa; como processo, no qual as atividades de marketing são pensadas a partir do topo e operacionalizadas pela base da organização; e como significado, no qual a organização parte do ponto que os seus clientes buscam mais do que bons preços, buscando identificação com a filosofia organizacional.
Teoria e prática em debate
A pesquisa proposta pela ADVB/RS procura confrontar as práticas executadas do dia a dia da empresa com os resultados do estudo. Boa parte do discurso dos líderes fala no marketing como um processo, norteando as ações da organização e a empresa, como um todo, se responsabilizando por estratégias de mercado. Na prática, a alta direção organiza o marketing como função, com responsabilidades bem definidas e, geralmente, com alvo mais operacional do que estratégico, com a maioria das ações focadas no incremento das vendas. O menos usual nas empresas foi o uso do marketing como significado. Esse marketing é trabalhado de forma conjunta na organização, e apresenta valores compartilhados na empresa para que a sua operação influencie em todas as áreas do negócio.
MARKETING NA EMPRESA
Se a empresa fosse o corpo humano e o marketing um de seus órgãos, qual ele seria?
Questionados sobre a comparação acima, os CEO’s, em sua totalidade, apontaram o marketing como mecanismo essencial de manutenção da vida. A maioria o comparou ao cérebro, apoiando uma visão de marketing estreitamente ligado ao topo da organização. Outros a órgãos vitais, justificando pelo fato do marketing ser peça fundamental na organização com funções claras e definidas pela alta direção. Apenas dois CEOs relacionaram o marketing com o todo, e não apenas com uma parte desse corpo. Ele estaria em todas as partes da organização. “No cérebro quando precisa pensar, no coração quando precisa impulsionar e até mesmo na ponta dos dedos quando precisa sentir”.
Marketing na organização
O estudo desenvolvido pela REALI Estratégia e Marketing identificou que o marketing precisa de dois fatores essenciais para consolidar sua posição na empresa. O primeiro está relacionado à importância do marketing na mente dos empresários. Uma das conclusões que o estudo chegou é que para o engajamento total da empresa numa causa comum o primeiro cliente da área de marketing dever ser o CEO. O segundo fator se refere a articulação do profissional de marketing no contexto da organização. Esses dois pontos, aliados a outros fatores, representam a aproximação ou distanciamento do discurso frente às ações de marketing utilizadas nas empresas.
Desafios do Marketing
Quatro grandes fatores foram identificados como desafios a serem vencidos: a superação de expectativas, a pesquisa e a inovação, a adequação ao mercado e retenção de clientes e o engajamento de colaboradores.
A meta citada pela maioria dos entrevistados é superar as expectativas de consumo, termos como encantar e apaixonar foram citados. São valores que reforçam o vínculo da marca com o emocional de quem a consome. A pesquisa de mercado é um dos caminhos mais citados pelos executivos para conhecer melhor esse consumidor, e a inovação seria o meio pelo qual o conhecimento seria levado ao mercado em forma de produtos e serviços. Muitos líderes falaram na ampliação do mix mercadológico para se adequar às necessidades do mercado. Para esses líderes, a participação ativa do profissional de marketing é fundamental para arquitetar mecanismos de captação de informações como macroeconomia, atuação da concorrência, hábitos de consumo de seus clientes, entre outros.Outro desafio citado é de engajar colaboradores numa causa comum, preparando todos os pontos de contato entre empresa e cliente, alinhando-os com os objetivos da empresa.
Recados para os profissionais de marketing
Fatores que os CEO’s entendem como essenciais para que os profissionais de marketing agreguem mais valor ao cenário de negócios foram destacados na pesquisa:
– Maior participação e engajamento dos profissionais de marketing nas empresas;
– Necessidade de mobilização da organização através de ações de marketing;
– Busca da simplicidade nas ações. Algumas citações afirmam que algumas vezes a complexidade da teoria complica o processo e não colaboram para o entendimento do marketing para toda a organização;
– Conhecimento profundo do mercado e do consumidor desse mercado;
Insights
– Para o engajamento total da empresa numa causa comum o primeiro cliente da área de marketing é o CEO;
– Mobilizar o CEO é facilitado quando o trabalho de marketing tem um escopo estratégico e tático simultaneamente;
– O marketing necessariamente deve estar ao lado do consumidor só assim entrega VALORES reais. Identificando necessidades a partir de pesquisas e operacionalizando de forma inovadora;
– O propósito de existência da empresa, além de vendas e lucros, deve ser o manual de trabalho da área de marketing. “O que a empresa entrega de valor para seus clientes?”.
Destaques do debate pós lançamento da pesquisa Visão de Marketing
Frases que marcaram o debate
“Vejo o marketing cada vez mais distante do núcleo duro da empresa”.
“Resgatar o espaço do marketing não é um processo complexo. É preciso retornar ao básico, voltar aos fundamentos. Basta seguir as cinco questões de Peter Drucker. É muito simples: Qual é a nossa missão, quais são os nossos públicos, o que é valor para os nossos públicos, como medimos resultados para esse público e qual é o plano para atingir os objetivos”.
“Temos que conhecer o mercado, não só o nosso, mas o mercado em geral”.
“Só se diminui o gap entre o que o mercado espera e a atuação do profissional de marketing com informação consistente e conhecimento de mercado”.
“A responsabilidade de se antecipar no mercado é do marketing”.
“O marketing não deve ser demandado, mas sim gerar demanda”.
“Como marketing a gente precisa estar na frente para deixar de ser tático e poder ser estratégico”.
“Temos três pontos para diminuir o gap com o mercado: desenvolver habilidade de entender o cenário; colocar os números na agenda e estar na frente”.
“O marketing tem que buscar ferramentas para interagir com o cliente”.
“O marketing deve sair do escritório e ir para o balcão, ir ao encontro do cliente”.
“Muitas vezes o marketing é uma área medrosa. Os profissionais do marketing precisam ir pro front, tem que mostrar a cara, se comunicar com todos os setores da empresa, mesmo com aqueles que não entendem nada de marketing. Só assim vai se consolidar como marketing de significado”.
“Deve perder o receio da forma e se preocupar com conteúdo”.
“Existe espaço para desenvolvimento do profissional de mercado que souber analisar o cenário, ler o mercado e mapear a concorrência”.
“Está na nossa mão mudar a cultura do negócio. O tripé cliente-agência-veículo precisa se desenvolver para dominar as métricas da empresa”.
“O processo para mudar a função do marketing para significado é uma questão de cultura. A tendência do profissional de marketing é trabalhar o fim”.
“O marketing tem que pautar a cúpula da empresa”.
“A falta de pesquisa é um déficit no Brasil. Falta inteligência de mercado. As pesquisas são realizadas somente quando caem as vendas. Devemos investir em capacitação e formação”.
“Não adianta pesquisar sem saber aonde se quer chegar”
“As mudanças nas plataformas de mídia vão exigir cada vez mais do profissional de marketing. Ele que vai organizar e dar nexo ao processo”.
“O marketing é a essência do negócio, só o marketing pode ter a visão sistêmica do negócio”.
“Eu gosto de trabalhar com pessoas que gostam de fazer perguntas”.A Revolução Eólica (13): ELETROSUL PENSA EM PROJETO NO URUGUAI
Por Cleber Dioni Tentardini
O presidente da Eletrosul, Eurídes Mescolotto, em sua visita à usina eólica do Cerro Chato, falou dos entendimentos para interligação com o Uruguai, cuja fronteira fica a poucos quilômetros do local.
“Já temos engenheiros lá, conversando com o pessoal da empresa de energia elétrica deles, e podemos desenvolver uma parceria, inclusive, não descartamos um futuro parque eólico no Uruguai porque eles também têm uma capacidade imensa de geração de energia nesta mesma região”, ressaltou.
Segundo o presidente, se a Eletrosul conseguir colocar os parques previstos, vai produzir em energia eólica o equivalente a uma nova usina de Itaipu.
O diretor comercial da Wobben, Eduardo Leonetti Lopes, destacou o crescimento da empresa após o leilão realizado pelo governo em dezembro de 2009 e a expectativa de viabilizar novos projetos.
“Temos mais de um gigawatt já contratados para instalar até 2013, e esperamos participar de novas concorrências tendo como parceira a Eletrosul, que tem grandes chances de participar do próximo leilão, e outras empresas”, disse.
Entre as autoridades locais presentes, o prefeito de Livramento, Wainer Machado, a deputada federal Emília Fernandes (PT), e vereadores.
Também visitaram as obras o prefeito de Campos Borges, Daniel Vicente Morgan, e proprietários de terras do município, onde a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) estuda implantar um parque eólico. “Viemos conhecer o projeto em funcionamento”, disse Morgan.Polícia reforça e centraliza área de comunicação
O novo Chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira, convidou para um café da manhã os jornalistas que trabalham na cobertura policial. O objetivo era apresentar a nova estrutura de comunicação não só da Policia Civil, mas de toda a área de segurança.
A delegada Vanessa Correa, nova diretora da Divisão de Comunicação Social da Polícia Civil disse que a orientação é de “abrir a casa” e que uma grande reforma na área de comunicação está em andamento com esse objetivo.
As mudanças seguem dois eixos:
De um lado, a centralização do atendimento aos jornalistas na assessoria de comunicação, que se prepara para melhor atender as demandas da imprensa. A intenção nesse caso, segundo a diretora, é “centralizar para dinamizar” o fornecimento de informações aos jornalistas.
De outro lado, criação de canais próprios para difusão de informações – desde um novo site até a utilização de novas ferramentas, como twitter, redes sociais e blog.
O diretor de Comunicação Social da Secretaria de Segurança, Antonio Cândido, reforçou as palavras da delegada, afirmando que essa orientação seguida na polícia e em toda a área de segurança está afinada com estratégia de todo o governo para a área de comunicação.
O anfitrião, delegado Ranolfo Vieira Jr. fez questão de esclarecer que a centralização do fluxo de informações na assessoria de comunicação não significava querer limitar o trabalho dos jornalistas, mas de facilitar a busca de informações mais completas.
O Chefe de Polícia explicou também que haverá uma uniformização da imagem da Polícia Civil. “Vao desaparecer esses simbolos diversos, como o tigrão do Deic, a águia do Denarc, o escorpião do GOE. Inclusive os uniformes dos policiais, que hoje são vários, serão padronizados.
Por fim, salientou que as mudanças são amplas, mas não significa que “vamos fazer terra arrasada”. “Nós não achamos que está tudo errado, achamos apenas que é preciso mudar algumas coisas”. Deu como exemplo, o caso das delegacias móveis, um projeto de 2007, de gestão do delegado Pedro Rodrigues, que está se concretizando agora.Boa safra de frutas neste verão. Preço tende a cair
O relatório da Emater desta quinta-feira, 20, destaca as boas safras e a excelente qualidade das frutas que estão sendo colhidas no Rio Grande do Sul neste verão.
A melancia, com cerca de 80% da colheita já concluida nos vales do Taquari e Caí, é o destaque.
“A qualidade este ano é muito boa, estando mais adocicada em razão das condições climáticas favoráveis no seu desenvolvimento”.
Na região Central do Estado, os frutos estão com excelente qualidade e com grande quantidade em oferta no mercado.
Os preços encontram-se em queda em decorrência desta maior disponibilidade de produto.
Permanece em ritmo rápido a maturação e colheita da safra do pêssego na região da Serra. Resta colher apenas 10% das frutas nos pomares que apresentam bom calibre e sanidade.
Na região Sul, a colheita está em fase final, apresentando perdas entre 30% e 60%, devido às intempéries ocorridas.A Revolução Eólica (12) – Paixão Côrtes volta às origens
Sob um sol escaldante, mas rigorosamente pilchado, João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes circulou pelas obras da primeira usina eólica do pampa rio-grandense, na região do Cerro Chato, em Santana do Livramento.
Rodeado por familiares e amigos, o folclorista se emocionou ao falar da localidade onde viveu sua infância.
“O Rincão dos D’Ávila estava aqui antes mesmo da chegada da imagem de Nossa Senhora do Livramento, portanto é um orgulho imenso poder voltar à minha terra e de meus ancestrais num momento de revitalização da cidade e espero que o zumbido do minuano, que é nosso, traga desenvolvimento e conforto social para toda a fronteira”, declarou.
A visita ocorreu nesta quarta-feira, 19. Paixão era o convidado especial dos diretores da Eletrosul e da Wobben Windpower, sócias no empreendimento energético.
O presidente da estatal, Eurídes Mescolotto, pela primeira vez no município, destacou os benefícios que o complexo eólico trará para a cidade e seus moradores.
“Além do aspecto econômico para o município, este empreendimento da Eletrosul vai gerar um turismo muito forte, porque isso aconteceu em todos os lugares onde foram implantados os parques eólicos”, afirmou.



O relatório da Emater desta quinta-feira, 20, destaca as boas safras e a excelente qualidade das frutas que estão sendo colhidas no Rio Grande do Sul neste verão.