
Seu Miguel Cecílio Neto, dono da tradicional Lotérica Bom Fim, trocou o balcão pela calçada e enquanto os atendentes cuidam da sorte dos clientes ele trata de cuidar da segurança da loja. Só em maio a lotérica já foi assaltada duas vezes – na mesma semana.
A preocupação com a segurança o levou a mudar até o horário de atendimento da loja, que agora funciona das 8h às 18h (antes o expediente era das 7h às 20h). “Estou há trinta anos aqui, mas não dá mais. Mais um assalto e vou ter que trocar de ponto”, afirma.
Ele conta que teve um dia em que viu seis assaltos na região. “A coisa tá tão feia que a farmácia do Sesi fechou pra não abrir mais”, lembra, ao apontar a drogaria com as grades abaixadas em frente ao HPS.
Os lojistas da esquina da Osvaldo Aranha com a Ramiro Barcellos, velha conhecida dos moradores do Bom Fim pela insegurança, requisitaram várias vezes o aumento do policiamento na área. No entanto, os pedidos não tiveram resultado.
“Eles dizem que não tem o que fazer”, reclama Miguel. “Nós gostaríamos que tivesse alguém passando por aqui de vez enquando, nem que fosse só na hora de abrir e fechar.”
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Lotérica muda horário de atendimento por causa da insegurança
Ninguém aparece no 1º dia de inscrições para a Consulta Popular sobre o Pontal do Estaleiro
Nenhuma entidade compareceu ao primeiro dia de credenciamento para a Consulta Popular que define em agosto o futuro do projeto “Pontal do Estaleiro”. A inscrição é obrigatória para aqueles que pretendem coordenar frentes ou posições durante a votação.
Para Sersi Veleda, responsável pela parte operacional da consulta, a ausência se deve a baixa divulgação do credenciamento. “Com o passar da semana as entidades devem começar a se inscrever”, prevê.
A Consulta Popular está marcada para o dia 23 de agosto, das 9h às 17h. Os locais de votação se definidos na próxima semana em reunião com o TRE (que está mapeando a cidade para distribuição das 330 urnas em escolas públicas municipais, estaduais e entidades)
Os eleitores terão que responder a seguinte pergunta:
“Além da atividade comercial já autorizada pela Lei Complementar nº 470, de 02/01/2002, devem também ser permitidas edificações destinadas à atividade residencial na área da Orla do Guaíba onde se localiza o antigo Estaleiro Só?”
( ) sim ( ) não. (A ordem das respostas será sorteada pelo TRE)
Fortunati diz que “Não” faz voltar lei anterior
O vice-prefeito José Fortunati, que coordena a Consulta Popular sobre as construções no Pontal do Melo, na Orla do Guaíba, acredita que a questão de permitir ou não prédios residenciais é a única novidade da lei aprovada em março. “Se a população votar não, vai voltar a valer a lei anterior”, disse ele ao JÁ.
A lei anterior é a LC 470, de 2002, que limita em 12,5 m. a altura dos edifícios naquela área. Na visão de Fortunati, as duas leis não se excluem, mas se complementam. “Como não foram aprovadas novas diretrizes, se o residencial não for aprovado, permanecem as diretrizes anteriores, da LC 270”, afirmou.
O entendimento do vice-prefeito não é uma unanimidade. Segundo o Instituto dos Arquitetos do Brasil/RS, tudo é impreciso em relação ao “Pontal do Estaleiro”. Para começar não há um projeto, mas um estudo arquitetônico, mais para fins de promoção e divulgação.
Quando houver um projeto, os Estudos de Viabilidade Urbanística vão definir as dimensões precisas para as construções no terreno.
Há evidências, porém. de que os limites não estarão muito longe do que foi propugnado pelo arquiteto Jorge Debiagi – seis edifícios de 14 andares, num total de 60 mil metros quadrados de área construída.
A altura limite, por exemplo não está explícita na lei, mas as diretrizes, previamente aprovadas pela Cauge*, já contemplam a possibilidade de até 43 metros de altura (14 andares) no local.
A Consulta Popular está marcada para o dia 23 de agosto. Como o empreendedor já declarou publicamente que não pretende fazer prédios residenciais no projeto, a consulta pode valer como um posicionamento da população em relação à toda Orla.Ex-restaurante Gringo´s a caminho de virar estacionamento

Em breve os prédios do antigo sindicato dos rodoviários e da pizzaria e churrascaria Gringo´s, na avenida Venâncio Aires, deverão dar lugar a um estacionamento. A obra é uma iniciativa de um grupo de empresários donos dos restaurantes Cirillo, Bar do Beto e Porto Dez e deve ficar pronta até o fim de junho.
A idéia é manter a fachada da ex-pizzaria e estender a área aberta do Bar do Beto, além de criar um espaço para que os freqüentadores dos restaurantes possam deixar seus carros. Segundo Nestor Montana, um dos responsáveis pela obra, um arquiteto ainda está avaliando a possibilidade de manter a estrutura dos prédios. O Gringos já perdeu o piso e o telhado – as paredes não devem passar dessa semana.Final feliz pra ninhada de gatinhos do Partenon

Em segurança: gatinhos num cesto quentinho
Por Liège Copstein / Especial
Depois de várias escoriações e alguns sustos – é incrível o quanto um gatinho consegue espernear – os cinco pequenos felinos abandonados entre pedras de um condomínio no Partenon foram resgatados por voluntárias das ongs Sítio dos Bichos e Luz Animal.São sortudos, por várias razões. Estavam relativamente saudáveis. São bonitos – a beleza, digam o que disserem, sempre é uma vantagem – e foram recolhidos antes de desenvolver um comportamento feral, o que dificultaria muito a captura. E foi bem a tempo, pois com a chegada da chuva e massa de ar frio, seria pneumonia na certa.
Depois de uma inevitável passagem pela veterinária, incluindo duas injeções em cada bundinha, eles agora terão o que merecem. Tratamento digno, alimentação, saúde, carinho e disponibilidade para serem adotados por tutores responsáveis.
Como eles vieram do Partenon, os meninos se chamam Zeus (o pretinho) e Apolo (o siamês chocolate). As meninas se chamam Helena (a siamesa azul), Juno e Minerva (as tigrinhas). Têm 50 dias e terão castração a baixo custo garantida (e obrigatória para quem quiser levar uma destas fofuras para casa. Contatos para adoção: sitiodosbichos@gmail.com ou Ana@luzanimal.org
É muito mais do que os milhares de animais de rua de Porto Alegre podem sequer sonhar em receber, ainda que a comunidade de protetores de animais portoalegrense tenha comemorado a recente criação pela prefeitura da Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para Animais Domésticos. Esse é um antigo projeto que promete contemplar os animais como indivíduos portadores de direitos, e não como pragas urbanas, enfoque dos sempre sinistros centros de controle de zoonoses.
Coordenado pelo vice-prefeito, José Fortunati, o grupo de trabalho é composto por representantes de 12 secretarias municipais relacionadas com o assunto. Segundo Fortunati, a partir de agora a cidade contará com um novo instrumento para desenvolver políticas públicas voltadas aos animais domésticos da cidade. “Vamos trabalhar de forma organizada e plural, realizando um amplo diálogo com a comunidade, para dar um salto de qualidade em termos de políticas públicas para animais”, destacou.
Bem, quanto aos cinco danadinhos do Partenon, as autoridades podem ficar descansadas. O voluntariado organizado já cuidou desses também.Uruguai quer viabilizar transporte de cargas pela Lagoa Mirim
O Superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco, esteve nesta quinta-feira (28), na cidade de Rio Branco, no Uruguai, para discutir a implantação de um terminal lacustre para transportar cargas do Nordeste do Uruguai até o Porto do Rio Grande através do rio Taquari/Lagoa Mirim/São Gonçalo/lagoa dos Patos.
Na ocasião, Branco foi recebido pelo intendente de Cerro Largo, Ambrosio Barreiro, e pelo presidente da empresa uruguaia Fadisol (investidora do novo porto), Carlos Foderé. A visita ainda contou com representantes do operador portuário com sede em Rio Grande, Sampayo Nickhorn.
O projeto encabeçado pela empresa Fadisol, aliada a um consórcio de empresas, prevê a instalação nas margens do Rio Tacuari, em uma área de sua propriedade no departamento de Cerro Largo (20 Km ao Sul de Rio Branco), um terminal lacustre com um cais de 200 metros para receber barcaças. A previsão é que em 2010 a estrutura esteja pronta para operar. A idéia inicialmente é escoar as cargas da região que é produtora de grãos, tendo essas como destino os mercados mundiais e brasileiro. Como carga de retorno, existe a possibilidade do transporte de fertilizantes, produzidos em Rio Grande. Atualmente a Fadisol realiza operações no terminal da Tergrasa no porto rio-grandino, encaminhando a carga via rodovia.
Durante a reunião, além dos dados do projeto, foi exposto pelo intendente os procedimentos que serão adotados para a viabilização do terminal, como a pavimentação dos acessos a nova estrutura. Do governo brasileiro o intendente solicita o apoio para a realização da dragagem na ligação entre a lagoa Mirim e o canal São Gonçalo que sofre com o processo de assoreamento que prejudica a navegação. Excluindo-se essa área conhecida como Sangradouro, o restante da lagoa, assim como do canal, apresentam calado de 2,5 metros, compatível com a profundidade necessária para viabilizar o transporte de cargas pela hidrovia.
Com o novo terminal, os departamentos uruguaios de Trinta e Três e de Cerro Largo, ribeirinhos a Lagoa Mirim, assim como os departamentos vizinhos, de Rivera e de Tacuarembó, tem todas as condições para beneficiarem-se desse modal de transporte. Além de mais barato do que seu concorrente rodoviário, a hidrovia da Lagoa Mirim oferece a esses departamentos a alternativa de utilizar o Porto do Rio Grande, para suas ligações com o comércio mundial e também através do sistema Lagoa Mirim/Lagoa dos Patos/Bacia do Jacuí, atender ao mercado brasileiro, por meio dos portos de Porto Alegre e Estrela.
De acordo com o presidente da Fadisol, empresa que atua na área de logística e gerencia terminais portuários do Uruguai, Carlos Foderé, o novo terminal irá agilizar o escoamento das cargas do Nordeste do Uruguai diminuindo custos. “Atualmente temos que percorrer até 600 km de rodovia com a carga para escoá-la através do porto de Nueva Palmira. Com a viabilização do terminal no rio Taquari teremos que percorrer no máximo 120 km de rodovia, além disso, ele contará com uma estrutura para secagem, limpeza e armazenagem de grãos. Ainda tem a vantagem do calado do porto gaúcho que é de 40 pés e tende a aumentar, contra a profundidade de 32 pés do porto de Nueva Palmira”, disse Foderé.Gazeta Mercantil sai de circulação
O diretor-geral do jornal Gazeta Mercantil Jackson Fullen acaba de avisar aos jornalistas da redação em São Paulo que o tradicional jornal econômico vai parar de circular amanhã (sexta). .
“Esta (de quinta) será a última edição do jornal”, disse o diretor em reunião com os editores.
O jornal completaria 80 anos em 2010.Lixo tóxico se espalha e ameaça Rio dos Sinos em Sapucaia
Por Carlos Matsubara

Dezenas de tanques de decantação estão abandonados no local
Dias de chuva forte causam arrepios nos trabalhadores da Central Gaúcha de Transporte, às margens da BR-116 no bairro Três Portas em Sapucaia do Sul. O temor do pessoal de lá e de moradores do entorno é pela iminência de mais um desastre ecológico no Rio dos Sinos. “É impossível não se lembrar da mortandade de peixes de 2006”, diz um deles. O medo é justificado pelos 30 mil metros cúbicos de um tipo de lixo industrial que está espalhado no terreno dos fundos da empresa e em dois açudes próximos. A visão é desoladora. Com uma chuva mais intensa os açudes transbordam levando suas águas contaminadas para o rio.
No terreno a situação é ainda pior. São montanhas de resíduos como raspas de couro e outros materiais contaminados por cromo hexavalente e espalhadas em uma área de quase um quilômetro até a beira do rio. Fora o que está enterrado em quatro metros de profundidade, contaminando o lençol freático.
Pequenas montanhas de lixo tóxico espalhadas em todo terreno
O cromo hexavalente é reconhecido como um carcinogênico humano e foi muito usado para a produção de aço inoxidável, corantes têxteis, preservação da madeira, curtimento de couro e como anti-corrosivo. Por seus altos níveis de toxicidade, tem sido substituído por alternativos.
No caso de Sapucaia, o lixo tóxico é um passivo ambiental deixado pelo Curtume WAC, fechado em 1998, cujo terreno foi comprado por Gregório Michelski e Silvio Santos, um homônimo do famoso apresentador, mas que não falam sobre o assunto. Um dos vizinhos do lixão diz que o caso já foi parar até no Ministério Público e na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), mas que nenhuma providência foi tomada. A Fepam apenas estipulou que os proprietários devem limpar a área, o que custaria a bagatela de R$ 3 milhões. Muito mais do que vale todo o terreno.
Mortandade de peixes
Os açudes transbordaram alguns dias antes da maior tragédia ambiental do Estado, quando em oito de outubro de 2006 mais de 80 toneladas de peixes mortos foram encontradas num local bem pertinho dali, entre Sapucaia e Portão. Como suas lonas de politileno já perderam a validade há tempos, além de transbordar, os açudes também vazam periodicamente. E a parede de pedras-lajes, colocadas para reforçar a segurança, foram retiradas por invasores que as utilizam para pavimentação de uma pequena vila atrás dos trilhos do trem.

Água contaminada escorre aos poucos para arroios vizinhos
Um pouco mais em direção à BR estão os cinco tanques de decantação, que serviam na etapa de tratamento dos efluentes do curtume. Dois deles ainda estão cheios com uma água densa de cor azul-esverdeada. À primeira vista parece uma água parada com limo, mas o cheiro que exala dela é, certamente, de algo muito mais sujo.O modelo de Gramado
Por Wanderley Soares
Os melhores modelos para a política da segurança pública estão em pleno funcionamento, mas os governos fingem que os estão procurando.
Hoje, o 1° BPTA da Brigada Militar (1º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas) realizará a segunda edição do Projeto Altos Estudos. O evento acontecerá no Hotel Continental de Canela. Os palestrantes serão os ex-governadores Jair Soares, Alceu Collares e Olívio Dutra, com o tema: “O Governo do Estado e a Segurança Pública”.
O projeto consiste em desenvolver, mensalmente, um encontro envolvendo os oficiais do Batalhão e representantes de todos os segmentos da comunidade, quando um ou mais palestrantes apresentam idéias para serem debatidas com a assistência. Sobre o que está acontecendo na área do 1º BPTA, recebi um apanhado do comandante da unidade, tenente coronel Mário Gomes Frota, que aqui veÍculo em homenagem aos diferentes órgãos da Brigada Militar, desde os que funcionam com apenas um PM e reivindicam que o efetivo seja elevado para cinco, até a área de Gramado, onde há, até mesmo, a preocupação da milícia com o tratamento dos cabelos e das unhas dos membros da comunidade. Sigam-me.
RECIPROCIDADE
Relatoume o coronel Frota: “Aqui, os brigadianos tem a sua disposição e da família, uma policlínica completa: odontologia, um psiquiatra e duas psicólogas, uma assistente social, dois advogados, uma ginecologista, um traumatologista, um clínico geral e um dermatologista que atendem, inclusive, a domicílio. Não bastasse isso, todos percebem um auxílio moradia recebido mercê da política de benefícios sociais do comando, junto a comunidade, dentro da maior clareza e fidelidade no cumprimento da tese da reciprocidade, ou seja, o incentivo recebido deve ser traduzido na forma de qualificada prestação de serviços ao cidadão e ao turista.
Os PMs tem ainda assegurada a qualificação profissional na forma de um “curso de extensão universitária – com certificação da UCS – chamado Hospitalidade, Turismo e Segurança, cuja idéia é fazer com que os brigadi-anos recebam os visitantes e os turistas na cidade como se estivessem rece-bendo visitas em sua própria casa. Ainda na idéia de qualificação, preparamos os PMs para os concursos internos que visam a promoção na carrei-ra. Conseguimos redução no pagamento dos créditos na universidade de tal sorte que quando assumimos o comando havia tão somente cinco policiais militares realizando cursos de graduação e, hoje, passam dos 30. Temos o projeto Segurança Solidária que leva cortes de cabelo, serviço de manicure, de certidões de casamento e nascimento, medidas de pressão arterial e glicemia, exames de visão, etc. aos bairros e, junto a isso, cadastramos os Observadores de Quadra, que são os olhos da Brigada Militar. Temos também o Criança Feliz, destinado aos filhos dos PMs. São tantos os trabalhos que, havendo interesse, é só consultar o site do batalhão”, concluiu Frota.
Abro este espaço para a região de Gramado para que toda a sociedade saiba que o governo, através, principalmente, da Brigada Militar, privilegia determinadas comunidades com uma política de segurança modelar e, cruelmente, procrastina medidas de máxima urgência contra o cerco da bandidagem em outras áreas, inclusive e, principalmente, na capital e região metropolitana.
wandercs@terra.com.brEspecial – Pontal do Estaleiro
PONTAL DO ESTALEIRO (1) – Uma lei sob medida
PONTAL DO ESTALEIRO (2) – Na origem, uma área pública
PONTAL DO ESTALEIRO (3) – Em nome dos trabalhadores, muda-se a lei
PONTAL DO ESTALEIRO (4) – Primeiro comprador do terreno desistiu
PONTAL DO ESTALEIRO (5) – Gigante da construção está por trás
PONTAL DO ESTALEIRO (6) – Emenda de Nagelstein esvaziou a consulta popular
PONTAL DO ESTALEIRO (7) – Consulta popular divide movimento comunitárioLula quer Dilma lá e Rigotto aqui
O presidente Lula já disse para todo mundo que a ministra Dilma Rousseff é sua candidata à presidência em 2010. O que ele disse apenas para um pequeno grupo de assessores – e para o próprio interessado – é que seu preferido para suceder Yeda Crusius ao governo gaúcho é o ex-governador Germano Rigotto.
O presidente escolheu Rigotto da mesma forma e baseado no mesmo impulso com que escolheu Dilma. A única diferença é que ele já conhecia e admirava Rigotto, enquanto Dilma virou candidata só depois de entrar na equipe palaciana – ela mostrou desempenho sem lhe fazer sombra. Lula gosta dos dois, ponto final.
Lula e Rigotto já traçaram a estratégia e se falam de vez em quando. O presidente não quer que Rigotto se exponha até a hora certa, daí o papo do ex-governador de que estaria estudando a vaga ao Senado.
O presidente já tinha mandado recado ao PT gaúcho, em abril, na última visita do presidente nacional Ricardo Berzoini ao Rio Grande, que quer uma candidatura do PMDB/PTB ao governo do estado. O objetivo conhecido é viabilizar o projeto Dilma (com ela na cabeça e o PMDB de vice).
O PMDB tem para oferecer, além de Rigotto, o prefeito de Porto Alegre José Fogaça, mas cuja panela está flertando com o governador mineiro Aécio Neves, pré-candidato do PSDB.
Lula não aceita Fogaça. No seu desenho de uma aliança mais ampla, quer Rigotto e, para não humilhar demais o PT, o vice do PTB – ao PT sobraria a vaga ao Senado.
A missão Berzoini demorou a ser digerida – mas assim que foi provocou a reação de Tarso Genro, lançando-se pré-candidato a governador.
Novo recado presidencial mais duro tem sido repassado aos líderes locais: se os petistas seguirem sozinhos numa candidatura regional prejudicando a aliança nacional, a consequência da derrota de Dilma será o expurgo pelos vencedores dos cerca de 4 mil petistas gaúchos em cargos federais. (RAO)





