Oito meses depois de iniciado o processo para eleger o diretor técnico da Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (Fepam), o eleito para o cargo, Flávio Wiegand, ainda não foi empossado.
A demora levou à Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do RS (APEDeMA) a enviar ofício à Fepam, exigindo o comprimento da nomeação, de acordo com a lei.
A APEDeMA entende que “a eleição autônoma do diretor técnico pelos servidores é uma das principais conquistas democráticas da Política Ambiental em nosso Estado. O processo garante que o licenciamento ambiental e demais atividades da Fundação procedam de forma independente aos interesses políticos do governo, ao contrário do que vem ocorrendo na hipótese de ser ele indicado pela governadora. Por esses motivos, as entidades ambientais requerem a pronta nomeação de Flávio Wiegand”.
Categoria: X.Categorias velhas
Entidades pedem posse de diretor eleito há oito meses
Stora Enso acelera projeto de celulose no Uruguai
Dois gigantes do setor florestal – a sueco-finlandesa Stora Enso e a latinoamericana Arauco – anunciaram nesta segunda feira a compra de todos os ativos da española Ence, no Uruguay.
O negócio, de 343 milhões de dólares, envolve 130 mil hectares de terra, plantações, uma área industrial e outras operações da Ence no país.
As duas empresas compradoras já eram proprietárias de grandes extensões no Uruguai: a Stora Enso tinha 74 mil hectares, a Arauco 39 mil hectáres. Agora, as duas juntas ficarão com 255 mil hectares no país.
Desse total, 123 mil hectares já estão plantados, o que assegura a matéria prima necessaria para a planta de celulosa de classe mundial (um milhão de toneladas/ano) que as duas empresas pretendem construir em conjunto no Uruguai.
A Stora Enso, que opera em 35 paises e faturou 11 bilhões de euros em 2008, tem um projeto semelhante no Rio Grande do Sul, também iniciado em 2005, mas retardado, inicialmente, por dificuldades na compra de terras nas zonas de fronteira. Hoje, com 20 mil hectares plantados apenas, está suspenso em função da crise internacional.
O negócio agora anunciado acelera o projeto no Uruguai, uma vez que a planta da Ence já tem até licença ambiental.Kira Maria Zanol: em memória de uma apaixonada por Porto Alegre
Por Bruno Cobalchini Mattos
Dona Kira morreu de câncer dia 4. Apesar de ter nascido em Caxias, era em Porto Alegre que ela se sentia em casa. Ao longo dos mais de 30 anos em que morou na Cidade Baixa, Kira criou laços profundos de amizade com o bairro. Em 2005, quando se aposentou, assumiu a vice-presidência da Associação de Moradores do Cidade Baixa.
Como representante do órgão, apoiou diversas causas sociais e ambientais, grande parte delas relacionada à saúde e ao planejamento urbano. Uma das principais conquistas da ativista à frente da ACMBC foi a restrição do horário em que os bares da Cidade Baixa podem colocar mesas nas calçadas. Com a definição da meia noite como limite, as noites ficaram mais tranqüilas para os moradores do bairro.
Mais velha de quatro irmãos, Kira Maria Rocha Zanol veio para a cidade ainda adolescente com o intuito de cursar Matemática na UFRGS. Quando seu pai se aposentou, alguns anos depois, também se mudou para a capital, trazendo junto a mulher e os outros filhos. A família voltou a viver sob o mesmo teto em uma casa na Lima e Silva, na Cidade Baixa. Com o tempo, os irmãos tomaram diferentes rumos. Kira permaneceu no bairro. Com grande participação na vida política da comunidade, passou ali a maior parte de seus 59 anos.
Formada em matemática e em engenharia civil, Kira é mestre em Contaminação Ambiental pela Universidade Politecnica de Madrid. De volta ao Brasil, fez carreira na Secretaria do Planejamento Municipal de Porto Alegre, onde ficaria até se aposentar, em 2005.
Depois da morte de seu pai, com os três irmãos morando fora do estado, Kira ficou responsável por cuidar de sua mãe, Noemy. Porque não dava conta de todo o trabalho sozinha, era auxiliada por uma jovem chamada Carmen. Carminha, como era conhecida na família, veio do interior da Paraíba indicada por Kátia Zanol, irmã da engenheira. Kira, que era solteira, se apegou muito a garota. No hospital, a apresentava para as enfermeiras como sendo sua filha.
Noemy faleceu cerca de dois anos atrás, pouco tempo depois da filha ser diagnosticada com câncer. Carminha, que havia concluído seus estudos, passou em um concurso público e, por coincidência, foi chamada para trabalhar em Caxias do Sul, onde mora até hoje. Depois disso, Kira passou a morar acompanhada apenas por Lolita, uma pequena cadela que, segundo os familiares, considerava uma de suas melhores amigas. Os cuidados eram tantos que o animal recebia até mesmo sessões de acupuntura.
Keti e Kátia Zanol lembram da irmã como uma batalhadora.“Em momento algum ela perguntou pro médico se ia morrer, nem quanto tempo tinha de vida. Quando ela soube que o tipo de câncer que tinha era forte, mas que respondia bem à quimioterapia, isso foi o suficiente pra ela. Dali em diante ela se dedicou completamente ao tratamento”, conta Kátia.
No inicio de 2007, os médicos deram para Kira três meses de vida. Ela sobreviveu mais de dois anos. Kátia afirma que, exceto na última semana de vida, a irmã nunca achou que fosse morrer por causa do câncer. Tanto é que trocou de carro em fevereiro, aproveitando a baixa dos preços. Uma semana antes de morrer, comprou um armário novo para guardar seus discos de vinil. O móvel foi entregue em seu apartamento no dia seguinte ao velório.
Marco Antônio de Souza, presidente da ACMCB há mais de dez anos, foi quem convidou Kira para trabalhar na entidade. “Era uma pessoa de energia incrível, com facilidade expressiva. E muito persistente. Até quando a mãe andava em cadeira de rodas, distribuía panfletos na rua com ela sentada do lado”, disse. Apesar da piora do seu estado de saúde, foi preciso que as irmãs brigassem com ela para que se afastasse um pouco das atividades comunitárias.
A casa da na Lima e Silva era cercada por cafés e bares e, por causa de sua doença, Kira precisava de silêncio e repouso. Por causa disso, em outubro do ano passado, acabou se mudando para um apartamento no bairro Rio Branco. Ainda assim, continuou contribuindo para a ACMCB como assessora até o dia de sua internação.
A engenheira era uma grande conhecedora do plano diretor de Porto Alegre. Foi representante do Cidade Baixa no Fórum Regional de Planejamento, responsável pelo controle ambiental do processo de urbanização da cidade. Nestor Nadruz, arquiteto integrante do movimento Porto Alegre Vive, comenta que Kira teve um papel importantíssimo nessas questões. “Ela tinha um grande conhecimento técnico. É uma pena perder uma pessoa tão responsável e disposta”.
Kira atuou ainda junto à Promotoria de Justiça em Defesa do Meio Ambiente, lutando em defesa da preservação da orla do Guaíba e contra projetos como o do Pontal do Estaleiro. Finalmente, auxiliou na constituição do plano diretor de alguns municípios da região metropolitana de Porto Alegre, que ainda se orientavam pelo estatuto da cidade.
Um dia antes da morte de Kira, no dia três, foi votada na Câmara a revogação da lei das mesas nas calçadas. A proposta, de autoria do vereador Alceu Brasinha (PTB), visava estender o horário de permissão nos fins de semana até as duas da manhã. A pressão dos moradores da região conseguiu fazer com que o projeto fosse negado. Internada em estado gravíssimo, Kira não chegou a ser informada. Naquele fim de semana, por causa de uma das moradoras mais apaixonadas que já passou pelo bairro, a Cidade Baixa ficou em silêncio.PONTAL DO ESTALEIRO (7) Consulta Popular divide movimento comunitário
A consulta popular, embutida na lei aprovada pela Câmara, para viabilizar o projeto “Pontal do Estaleiro”, ainda está indefinida. Não tem data, nem se sabe o que vai ser perguntado. Mas já divide o movimento comunitário de defesa da Orla do Guaíba.
Desde as primeiras reuniões, depois que Fogaça sancionou a “lei do Pontal”, ficou clara a divisão entre os grupos de moradores que se mobilizaram para debater o projeto.
Uns querem o boicote à consulta popular, na forma como foi aprovada pela Câmara.
Outros querem votar pelo “Não”, embora ainda não se saiba o que exatamente vai ser perguntado na Consulta Popular, em agosto.
A intenção do prefeito, expressa no texto que ele enviou à Câmara, era submeter todo o projeto ao referendo popular. Mas no dia da votação, uma emenda do líder do governo municipal, transformou o referendo em “consulta pública”, restrita aos prédios residenciais. Pode ou não pode construir prédio residencial naquela área, é a pergunta que ficou implícita?
Dias depois da aprovação da lei, o empreendedor remeteu uma carta ao prefeito comunicando sua decisão de desistir de incluir prédios residenciais no projeto. Deixou sem sentido a pergunta que consulta vai fazer.
Para os que defendem o boicote e denunciam a votação como “farsa”, a emenda sobre a consulta popular deslocou o foco da discussão que é: “Permitir ou não espigões na Orla?”. Do jeito que ficou, votar “Não” na consulta significará aprovar a construção de prédios comerciais, sem questionar a sua altura e sem discutir as diretrizes já aprovadas pela Cauge que permitem 43 metros (14 andares) de altura no terreno do Pontal.
Os que são a favor da participação acreditam que o “Não” significará um retorno as regras de lei anterior, a 470, de 2002, que permitia até 12,5 metros de altura (quatro andares).
A radicalização das posições nas últimas reuniões levou ao desânimo e a manifestações de desistência. O arquiteto Nestor Nadruz, coordenador do Fórum de Entidades, acredita que a crise é “momentânea, passageira”. “Estamos diante de uma armação, o desânimo é normal, eu mesmo já pensei em desistir, mas é o futuro de toda a Orla que está em jogo. Temos que lutar”.Campanha para arrecadação de alimentos para acampamento do MST
O Diretório Central dos Estudantes da UFRGS está encampando uma campanha que visa a arrecadar alimentos não-perecíveis para acampamento do MST.
O Acampamento do MST Jair Antonio da Costa, localizado em Nova Santa Rita, parou de receber cestas básicas. Embora os acampados recebam mantimentos de assentamentos da reforma agrária, a demanda por alimentos está sendo suprida com dificuldade. Por isso, o Diretório Central dos Estudantes da UFRGS abraçou uma campanha que visa a arrecadar alimentos não-perecíveis. Nesta semana, após a audiência pública de conciliação entre o MST, INCRA e MPF de Canoas, mais 50 famílias – que antes ocupavam uma área defrote à Fazenda Granja Nenê, também em Nova Santa Rita – se agregaram ao acampamento, o que agravou a situação. Agora totalizam cerca de 400 famílias acampadas ali.
Haverá um posto de recolhimento dos alimentos não-perecíveis no DCE da UFRGS nos campi da Saúde (Ramiro Barcelos, s/ nº, atrás da Farmácia Popular) e do Centro (Av. João Pessoa, 41, ao lado do Restaurante Universitário). Em nota, a Secretaria de Movimentos Sociais DCE-UFRGS e o Grupo de Apoio à Reforma Agrária (GARRA) afirmam que “acima de possíveis divergências que possam haver com o movimento, este é um momento crítico de solidariedade”. Mais informações podem ser obtidas através dos fones 3308 4032 ou 3308 4205.
Manifestantes pedem impeachment de Yeda
Por Paula Bianca Bianchi
A chuva atrapalhou, mas não impediu a realização de um ato pelo impeachment da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, hoje pela manhã em Porto Alegre. Coordenada pelo CPERS, a manifestação reuniu cerca de 1,5 mil pessoas e foi motivada pelas recentes denúncias publicadas contra Yeda na revista Veja.
Armados de guarda-chuvas os manifestantes, em sua maioria professores, servidores públicos e estudantes, subiram a Borges de Medeiros em direção ao Palácio do Piratini gritando as palavras de ordem, “ai, ai, ai. Empurra Yeda que ela cai!”. Eles pediam a investigação das denúncias de corrupção e o impeachment imediato da governadora.
“Uma governadora sob suspeita não tem legitimidade para continuar no cargo”, afirmou a presidente do CPERS, Rejane de Oliveira. O sindicato argumenta que a saída de Yeda é necessária para dar lisura à investigação.
A manifestação, que começou às 10h30 e durou cerca de uma hora e meia, resultou também em um “calendário de jornadas”, como explica a estudante Ana Paula Madruga, do DCE da UFRGS. “Essa é uma forma de evitar que a investigação seja deixada de lado”, lembra Ana Paula. A idéia é que uma série de ações contra a governadora sejam realizadas na cidade nas próximas semanas.
Yeda e integrantes de seu governo são acusados de desvio de dinheiro no Detran-RS, fraude em licitações, além de caixa dois na campanha eleitoral de 2006. O governo não se posicionou sobre a manifestação.
Ao final do ato, os estudantes ocuparam a Assembléia Legislativa e foram recebidos pelo presidente da casa, Ivan Pavan (PT). Ele prometeu pressionar o governo pela abertura de uma CPI para investigar o caso. Até o momento o PT conseguiu dez, das 19 assinaturas necessárias para dar início a comissão.Barrados na audiência pública
Por Ana Lúcia Mohr

Somente as partes e os jornalistas portadores de credenciais puderam assistir à audiência pública de conciliação entre MST, Incra e MPF realizada ontem no prédio da Justiça Federal de Canoas. Os demais integrantes do MST e os mais de 100 apoiadores presentes ficaram do lado de fora.
João Procópio tentou entrar para assistir a audiência. Presidente do Sindicato dos Comerciários de Alegrete, ficou indignado por ter sido barrado. “Quando o Lula disse que a justiça é uma caixa preta ele não foi racista: foi realista”, disse.
A audiência pretendia resolver os recentes problemas envolvendo o movimento e a entidade, em especial o destino das cerca de 350 famílias de trabalhadores sem-terra acampados no município de Nova Santa Rita (50 famílias defronte à Fazenda Granja Nenê e 300 famílias em área do Assentamento Santa Rita de Cássia 2). Quem ficou do lado de fora ouviu os discursos do vereadores de Nova Santa Rita José Rosales e Lebrão (ambos do PT), dos vereador de Canoas Nelsinho Metalúrgico (PT) e do deputado estadual Dionilson Marcon (PT), de João Procópio (CTB) e de Rodrigo Baggio (representando o DCE da Ufrgs).

Nas falas, o fechamento das escolas itinerantes foi lembrado por todos. “Onde está escrito na lei que é proibido ter ideologia?”, questionou José Rosales. O vereador também argumentou que as escolas foram colocadas na ilegalidade de maneira arbitrária: “Nem o juiz nem o promotor consultaram a população”. Baggio lembrou que os professores da Faculdade de Educação da UFRGS divulgaram uma nota na qual dão respaldo às escolas itinerantes.
“É muito fácil ser valente contra os pobres, eu quero ver ser valente contra os ricos. O MST é exemplo de como se deve enfrentar a pobreza: lutando”, gritava Nelsinho. Ele também reclamou o cumprimento da Constituição, em particular do Artigo V, inciso 23. “Eu quero ver o juiz fazer cumprir a parte que diz que a terra tem que ter função social”.

Marcon foi o único a dizer que a audiência pública deveria servir para trazer de volta o superintendente do Incra, Mozar Dietrich, retirado do cargo no dia 6 de maio.
Foi acordado que as famílias acampadas defronte à Fazenda Granja Nenê se deslocarão para a área do Assentamento Santa Rita de Cássia 2 em 48 horas. Na manhã de ontem o acampamento começou a ser desmanchado. O INCRA assumiu o compromisso de assentar 100 famílias em até 30 dias. O compromisso ainda prevê que outras 258 sejam assentadas até o final de 2009. Conforme o acordo, o Acampamento Jair da Costa deve ser desfeito até o final do ano. Até lá, mais ninguém poderá se agregar ao Acampamento, muito menos se cadastrar para receber um lote de terra.
Leandro da Silva, do Coletivo de Imprensa do Acampamento Jair, diz que esse um ano dá aos acampados um tempo para pensar no que fazer. Ele afirma que o resultado da audiência constituiu uma derrota política do juiz Guilherme Pinho Machado e uma vitória do Movimento, que permaneceu no Acampamento, promoveu jejuns em 6 pontos do Estado e fechou estradas. Conforme ele, “em 25 anos de Movimento foi a primeira vez na história que a gente teve que cavar trincheiras em nossa própria casa”.
A greve de fome em frente à Justiça Federal de Canoas, que havia iniciado no dia 7, terminou no final da tarde de ontem, quando também o acampamento ali instalado se desfez.PONTAL DO ESTALEIRO (6) Emenda de Nagelstein esvaziou Consulta Popular
Foi uma emenda do vereador Valter Nagelstein, líder do governo na Câmara, que reduziu o alcance da consulta popular proposta por Fogaça no projeto de lei que remeteu à Câmara, para viabilizar o “Pontal do Estaleiro”.
O projeto do prefeito em seu artigo 4º. dizia: “A eficácia dos dispositivos desta Lei fica condicionada à sua aprovação por maioria simples, em referendo a ser convocado pelo Poder Público e homologado pela Justiça Eleitoral (…)”.
Ou seja, toda a lei estaria submetida à aprovação popular.
A emenda de Nagelstein, a sétima e última a ser aprovada no dia da votação, 16 de março, alterou a redação do artigo 4º, mudando o “ referendo” para “consulta pública” e restringindo o seu alcance.
Pelo texto da emenda, em vez de abranger “todos os dispositivos da lei”, a consulta se limita “às disposições do artigo 2º ”, aquele que permite a construção de prédios residenciais no terreno.
Ou seja, a consulta vai se refeir apenas a permissão ou não para prédios residenciais, deixado os demais artigos da lei automaticamente aprovados.
Conjugada com uma manobra posterior do empreendedor, que publicamente declarou que não pretende mais incluir prédios de apartamento no projeto, a emenda de Nagelstein tornou inócua a consulta pública e deixou os moradores numa armadilha: se votarem “sim” estarão validando todo o projeto. Se votarem “não” estarão recusando apenas a construção de moradias, coisa que o investidor disse não pretender mais.
A emenda de Nagelstein inclusive contrariou a intenção do prefeito, conforme ela foi expressa tanto na exposição de motivos do projeto quanto na justificativa ao veto do primeiro projeto aprovado pela Câmara, no ano passado.
Em ambos os textos, o Fogaça deixa clara sua intenção submeter à consulta o projeto no seu todo, para que sua ”validade e eficácia restem condicionadas à ratificação popular”.
Compare os dois textos:
Texto da proposta original de Fogaça:
Art. 4º. A eficácia dos dispositivos desta Lei fica condicionada à sua aprovação por maioria simples, em referendo a ser convocado pelo Poder Público e homologado pela Justiça Eleitoral, na forma do art. 14, inc. II da Constituição Federal e do art. 97. inc II, e art. 99 da Lei Orgânica do Município.
Texto da emenda de Nagelstein:
Art. 4º. As disposições do art. 2º. desta Lei Complementar passarão a ter eficácia após referendadas por maioria simples, em consulta pública dos eleitores inscritos em qualquer Zona Eleitoral da capital.
PONTAL DO ESTALEIRO (1) – Uma lei sob medida
PONTAL DO ESTALEIRO (2) – Na origem, uma área pública
PONTAL DO ESTALEIRO (3) – Em nome dos trabalhadores, muda-se a lei
PONTAL DO ESTALEIRO (4) – Primeiro comprador do terreno desistiu
PONTAL DO ESTALEIRO (5) – Gigante da construção está por trásLugar de xixi é no chuveiro

Por Carlos Matsubara
Uma campanha nacional, promovida pela ONG SOS Mata Atlântica, está em curso para divulgar a importância de economizar água nas residências.
O objetivo desta vez será o de mostrar às pessoas que uma descarga evitada por dia pode resultar na economia de 4.380 litros de água potável por ano.
De acordo com o diretor de Mobilização da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, a campanha “Xixi no Banho”, propõe levar para o público em geral, de maneira mais descontraída, como um simples ato pode contribuir com a preservação do meio ambiente, ou seja, economizando água.
“O meio ambiente agradece a quantidade de água poupada em cada descarga, que chega a 12 litros. Uma descarga por dia corresponde a 4.380 litros de água por ano”, ressalta o ambientalista.
Somente em São Paulo poderia ser economizado mais de 1.500 litros de água por segundo. Uma informação importante para aqueles que têm dúvida se é uma prática higiênica: o xixi é composto 95% de água e 5% de outras substâncias como uréia e sal.
“Xixi no Banho” será um dos destaques durante a semana Viva a Mata 2009, que acontece no Parque Ibirapuera na capital paulista o entre os dias 22 e 24 de maio.
O Viva a Mata tem como objetivo comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio), promover a troca de informações e experiências entre os que lutam pela conservação deste Bioma, realimentar o movimento ambientalista e informar e conscientizar a sociedade. Na edição passada, o evento reuniu mais de 100 projetos e recebeu mais de 75 mil pessoas interessadas em conhecer o que está sendo feito no País pelo Bioma e aprender sobre como melhorar sua relação com o meio ambiente.
Assista o vídeo produzido pela F/Nazca Saatchi & Saatchi clicando xixi no banhoConfirmado primeiro caso de gripe suína no Estado
Foi confirmado hoje o primeiro caso de gripe suína no Rio Grande do Sul. O secretário da Saúde do Estado, Osmar Terra, informou que se trata de uma mulher de 47 anos. O nome da paciente e a cidade em que ela reside não foram revelados por motivos de privacidade. Ela contraiu o vírus após fazer uma viagem pela Itália, Alemanha, Hungria, Áustria, República Tcheca e Espanha.
Após desembarcar em Porto Alegre com sintomas da doença, a mulher foi para casa com o marido, no noroeste do Estado. “Ela está em isolamento domiciliar e já se encontra plenamente restabelecida”, explicou o secretário. O período de incubação da Influenza A (H1N1) é de uma semana e termina nesta quarta-feira. “O que nós temos que fazer agora é o monitoramento de todas as pessoas que entraram em contato com ela”, afirmou. A mulher viajou com o marido, que se encontra em isolamento voluntário. Ele ainda não apresentou sintomas da doença.
Até agora, sete casos suspeitos foram detectados no Rio Grande do Sul. Dois foram descartados e quatro continuam em observação. O resultado dos testes deve sair em três dias. No entanto, para o secretário não há motivos para a preocupação. “A mortalidade, que ficou na casa dos 2%, está sendo muito menor do que a da nossa gripe de inverno, que chega a 3%”, afirmou. “Essa gripe não é o bicho.”
No total, foram registrados oito casos da doença no Brasil sendo dois deles autóctones – contaminados dentro do país – e seis vinculados a viagens internacionais.

Dona Kira morreu de câncer dia 4. Apesar de ter nascido em Caxias, era em Porto Alegre que ela se sentia em casa. Ao longo dos mais de 30 anos em que morou na Cidade Baixa, Kira criou laços profundos de amizade com o bairro. Em 2005, quando se aposentou, assumiu a vice-presidência da Associação de Moradores do Cidade Baixa.


