Categoria: X.Categorias velhas

  • Aniversário de um ano com nova equipe

    Marta Fedrizzi, eleita chef revelação 2007 pela Gula – a revista divulgou em janeiro deste ano sua primeira seleção gastronômica na capital gaúcha – assume as panelas da Quicheria. Marta desde abril se dedicava apenas a eventos e cursos. Em 18 anos de carreira, a chef assinou os menus do Sanduíche Voador, Bistrô da Rua e Machry. Agora, volta ao dia-a-dia da cozinha para imprimir seu estilo na Quicheria, quando a casa completa um ano. Na retaguarda, Marta conta com a sus chef Raquel Diesel, que já contracenou nos fogões de Claude Troisgros, do Olympe, no Rio de Janeiro e de Marcelo Gonçalves, da Pâtissier, aqui em Porto Alegre.
    A Quicheria comemora seu primeiro aniversário com a mudança de equipe e uma comemoração no próximo dia 27 de setembro. Música ao vivo durante todo o dia – gaita, oboé, cravo, sax e outros instrumentos – e coquetel a partir das 19hs para os clientes e amigos da casa, marcará a data desse bistrô que foi todo concebido nos mínimos detalhes. O proprietário, Cacalos Garrastazu, buscou a assinatura de renomados profissionais para a decoração, entre eles, a arte em demolição de Normélio Brill – que aparece desde a porta de entrada até pequenos objetos – e o belíssimo ladrilho de Guichard.

  • Revisão do Livro Vermelho no RS ainda não teve recursos liberados

    Cláudia Viegas, AmbienteJÁ
    O Livro Vermelho, que contém a lista de espécies da fauna ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul, conforme o Decreto Estadual 41.672, de 11 de junho de 2002, está passando por uma revisão que deverá ficar pronta em março ou abril do ano que vem. A informação é do biólogo Roberto Esser dos Reis, professor de Zoologia da PUCRS, que é responsável pela coordenação da revisão da parte de ictiologia (peixes) do livro. “Estamos começando agora esta revisão, a Sema [Secretaria Estadual do Meio Ambiente] designou uma comissão para revisar esta lista, ela coordena o trabalho geral. Mas ainda não disponibilizou recursos”, afirma o pesquisador.
    De acordo com Reis, o processo de revisão, no que diz respeito à ictiologia, implica basicamente em reunir especialistas do interior do Estado do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina para a verificação de coleções e experiências, a fim de consolidar dados. Estudiosos desta área estão preocupados com sucessivos decretos assinados pela governadora do Estado nos quais ela suspende os efeitos do Decreto 41.672/2002, retirando da lista de ameaçadas as seguintes espécies de peixes: Salminus brasiliensis (Cuvier, 1816), conhecida como dourado; Pseudoplatysoma corruscans (Spix & Apagessix, 1829); e Pseudoplatysoma fasciatum (Linnaeus, 1776) estas duas últimas correspondentes a surubim.
    O Decreto 45.480, publicado no Diário Oficial do Estado do RS em 14 de fevereiro de 2008, que retirou estas espécies da lista de ameaçadas, argumenta que o Código Estadual do Meio Ambiente (Lei 11.520/2000), em seu parágrafo único do artigo 169, determina a revisão da lista de espécies ameaçadas ou em situação crítica a cada dois anos e prevê a criação de uma comissão para realizar tal revisão. Este decreto, assim como o 45.768, publicado em 16 de julho para prorrogá-lo até janeiro de 2009, foram contestados na última reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente como sendo contrários ao princípio constitucional da precaução. Segundo o analista Marcelo Madeira, do Ibama RS, o órgão federal já enviou solicitação de informações à Sema RS sobre a justificativa dos decretos, mas não obteve resposta.
    Em março deste ano, logo depois que foi editado o primeiro decreto, o qual alega expressivos prejuízos dos pescadores profissionais gaúchos, a Sociedade Brasileira de Ictiologia emitiu, em seu boletim número 90, um manifesto contrário à suspensão dos efeitos do Decreto 41.672/2002. A Lista das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção no Rio Grande do Sul resultou de um grande esforço da comunidade científica gaúcha e representou uma iniciativa pioneira em relação aos demais estados brasileiros. A elaboração da lista envolveu a participação direta de 43 zoólogos, representando 20 instituições de pesquisa do Rio Grande do Sul (incluindo órgãos governamentais, universidades e ONGs), de outras regiões do país e do exterior, contando ainda com a participação de 128 colaboradores, diz o manifesto, cuja íntegra pode ser lida nas páginas 3 e 4 do boletim.
    Roberto Reis assinala que é muito difícil a revisão da lista a cada dois anos e adverte que, mesmo sendo ela de 2002, estas três espécies de peixes retiradas pelos recentes decretos estaduais continuam em grau de vulnerabilidade. “Podemos dizer que elas estão sujeitas a algum risco de extinção em longo prazo”, nota. O especialista observa ainda que as espécies de surubim decretadas fora da lista de ameaçadas não são de interesse para a pesca, diferentemente do que afirma o Decreto 45.480/2008. Ele acredita que a medida do Governo do Estado seja motivada por interesses de pescadores não profissionais, que pescam por hobby.
    A Fundação Zoobotânica do Estado (FZB/RS), por meio de sua Assessoria de Comunicação, informou que não havia representante seu na reunião do Consema de 18 de setembro último, quando foi denunciado o problema. Conforme a Assessoria, há um sistema de rodízio entre Fepam e FZB para assento no Consema e, segundo o atual regimento, é um representante da Fepam que esteve presente na ocasião.

  • Brasil ignora perigos de agrotóxicos proibidos na Europa por mortandade de abelhas

    Mariano Senna da Costa | Ambiente JÁ
    Colaborou Carlos Matsubara
    A guerra não declarada entre apicultores e gigantes dos agrotóxicos na Europa teve mais um round semana passada. Na quinta-feira (18/09), o Ministério da Saúde da Itália suspendeu a licença de quatro substâncias (Clotianidina, Imidaclopride, Tiametoxam e Fipronil) presentes em inseticidas para plantações de milho, colza e girassol. Elas são apontadas pela Federação Italiana de Apicultura como responsáveis pela morte em massa de abelhas verificada no início do ano.
    As três primeiras pertencem ao mesmo grupo químico. O dos neonicotinóides, originados da molécula de nicotina. Foram desenvolvidos na década de 70 e considerados uma revolução, pois são biodegradáveis e menos tóxicos que outros para indicações similares. Entre agricultores, se apresentam mais notoriamente como os inseticidas “Poncho”, “Gaucho” e “Adante”.
    Já Fipronil é o princípio ativo de uma vasta gama de pesticidas usados contra formigas, cupins, pulgas e até baratas. Comercialmente é encontrado com o nome “Regent”, “Termidor”, “MaxForce”, ou “Frontline”, entre outros.
    Os quatro têm grande importância para três dos maiores fabricantes de agrotóxicos do mundo, BASF (Fipronil), Syngenta (Tametoxam) e Bayer (Clotianidina e Imidaclopride). As empresas não informam o faturamento por produto, mas sabe-se que só o Gaucho, feito à base de Imidacloripride, é vendido em 120 países, rendendo 600 milhões de Euros/ano para a Bayer CropScience, braço agroquímico da holding. Mas o aspecto econômico parece não fazer parte do conjunto de fatos, contradições e omissões que justificaram a decisão das autoridades italianas.
    Incidentes
    Não se trata de novidade. Em maio, o Poncho, também da Bayer CropScience, mas tendo Clotianidina como princípio ativo, provocou o colapso de mais de 11 mil colméias em pelo menos dois estados no Sul da Alemanha, sendo “suspenso” imediatamente pelo governo. A fabricante bota a culpa nos agricultores, alegando “erro na aplicação”.
    Por ser um inseticida de “ação lenta”, a Clotianidina tem um efeito nefasto sobre as comunidades de insetos. As abelhas, por exemplo, não morrem de imediato ao entrarem em contato com a substância. Os indivíduos intoxicados conseguem, na maioria das vezes, retornar à colméia. Assim contaminam todo o grupo, causando o colapso das comunidades.
    Mesmo assim, pressionado pelo agrobusiness, e sob ameaça de perda da safra, o governo alemão reautorizou, em agosto, o inseticida para a lavoura de colza. “Colocaremos avisos no produto com instruções claras para aplicação. Ao mesmo tempo faremos experimentos técnicos para garantir a segurança e efetividade do produto”, declara Dr. Hermann-Josef Baaken, “cabeça” de política corporativa e relações com a mídia (Head of Corporate Policy & Media Relations) da Bayer CropScience. Com esse argumento a empresa espera reautorizar o uso do Poncho para plantações de milho alemãs ainda no mês de outubro.
    Dr. Baaken não nega que as abelhas tenham morrido por entrar em contato com o produto, mas insiste na tese do “incidente”. “Na cultura de milho o Poncho é indicado para tratamento de sementes, sem contato direto com o meio ambiente, como em pulverizações. É a primeira vez que isso acontece”, garante. O Poncho passou a ser usado no ano passado pelos subsidiados plantadores de milho, que há décadas não fazem rotação de culturas.
    No início de setembro a Bayer CropScience lançou um comunicado oficial reafirmando a segurança da Clotianidina. “Todos os estudos de laboratório e em ambientes fechados confirmam claramente que a Clotianidina é segura para abelhas e pássaros quando usada para o tratamento de sementes”, traz o comunicado.
    O texto ainda explica que no incidente na Alemanha “as sementes foram tratadas incorretamente”, permitindo que “partículas de poeira contendo o ingrediente ativo chegassem ao ambiente”. Além disso, o problema “apenas aconteceu porque o tempo extremamente seco, os ventos fortes e o tipo de equipamento utilizado pelos agricultores possibilitaram a contaminação”.
    Contradições
    O press release da Bayer esquece de mencionar que a Clotianidina não é usada apenas para tratamento de sementes. No Brasil, por exemplo, ela é a base do Zellus SC, um inseticida da Sumitomo Chemical, que compartilha a patente do princípio ativo com a Bayer. Indicado para combater o pulgão-do-algodoeiro, ele é pulverizado nas folhas dessa cultura. E o Zellus SC não é exceção. Segundo o Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit) do Ministério da Agricultura há outros com a mesma forma de aplicação em diferentes plantações.
    Numa perspectiva mais abrangente, o fato é que acidentes, ou erros, com as quatro substâncias acontecem há muito mais tempo. Mesmo nos países com os melhores sistemas de controle sanitário do mundo. No início de 2004, o Gaucho, irmão mais velho do Poncho, e o Regent (Fipronil) da BASF foram proibidos na França acusados de causar uma queda de 60% na produção de mel. Os dois continuam proibidos lá, mas parece que quase ninguém lembra disso.
    Em nível mundial, há anos estudos demonstram que há redução na população de abelhas em todo o mundo, e os poucos cientistas debruçados sobre o problema afirmam que ele está associado à agricultura industrial, especificamente ao uso intensivo de agrotóxicos.
    Segurança ambiental
    A “Coalizão contra os Perigos da Bayer” (CBG), uma rede de ativistas que há 30 anos monitora os “acidentes” envolvendo a empresa, está entre as que não esquecem, e não deixam esquecer. “O fenômeno também está acontecendo nos Estados Unidos, onde a Bayer luta para manter no mercado um dos seus principais produtos”, afirma Philipp Mimkes, da CBG na Alemanha.
    Ele se indigna ao ser confrontado com a explicação da companhia para o problema, como que obrigado a dizer o óbvio: inseticidas matam insetos. “Você sempre tem resíduos de agrotóxicos nas áreas em que eles foram usados. Para esse grupo específico, há estudos mostrando que após quatro ou cinco anos eles ainda estão presentes. Não há como garantir a segurança ambiental do uso desses venenos”, completa Mimkes.
    A CBG, inclusive, está processando o presidente da Bayer AG, Werner Wenning, por abuso do poder econômico e negligência. “Para liberar esses agrotóxicos a empresa apresentou estudos atribuindo baixa toxidade para abelhas, e mesmo depois de comprovado o contrário, continua utilizando seu poder para evitar sua proibição”, acusa o advogado da ONG, Harro Schultze. A Bayer AG é um gigante químico e farmacêutico mundial. Possui 106 mil funcionários nos cinco continentes, e com um capital de 42 bilhões de Euros.
    Após a morte das abelhas em áreas próximas a plantações de milho, o Instituto Julius-Kühn, uma espécie de Embrapa da Alemanha, analisou as evidências e confirmou que a causa da morte das abelhas foi a Clotianidina encontrada no Poncho.
    Desinformação
    No Brasil, onde a Bayer CropScience é líder no mercado de inseticidas (44%), a mortandade de abelhas intriga mais pelo silêncio do que pelo barulho causado. “Não há motivos para alarmar os produtores brasileiros, pois o que ocorreu na Alemanha não está relacionado ao produto e sim a uma série de fatores”, responde a coordenação de comunicação da Bayer CropScience em São Paulo.
    A posição das autoridades ambientais brasileiras parece corroborar com a versão da empresa. “Não temos nenhuma denúncia sobre mortandade de abelhas relacionadas a esses produtos”, informa a engenheira agrônoma Marisa Zerbetto, da Coordenação Geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama.
    Ela explica que as denúncias, assim como a verificação dos casos, são responsabilidade das superintendências estaduais do órgão. E esse detalhe ajuda a explicar a ficha limpa dos inseticidas em solo tupiniquim.
    Ainda nos primeiros dias de setembro mais uma mortandade de abelhas foi registrada no Norte do Rio Grande do Sul. Também não foi a primeira vez. Como em ocasiões anteriores, o uso de formicida era o principal suspeito de causar o problema.
    A Emater/RS, que atendeu a emergência, informou não poder assegurar o motivo da morte das abelhas. A instituição não dispõe de equipamentos e técnicos para esse tipo de análise. Sem falar, que pela lei, esse papel é da superintendência regional do Ibama.
    Mas se depender da estrutura do Ibama no RS esse tipo de incidente jamais será esclarecido. “Em algumas regiões, como na fronteira Oeste, temos apenas um biólogo para atender a todos os tipos de denúncia. Sem falar, que para casos envolvendo agrotóxicos as análises devem ser feitas em Brasília, sendo necessária, muitas vezes, a vinda de um técnico de lá”, justifica um funcionário da superintendência gaúcha.
    Omissão
    Em paralelo à precária estrutura, faltam informações sobre os perigos desses químicos para insetos benéficos e pássaros. São produtos usados em uma vasta gama de plantações, e com diversas formas de aplicação. A Imidacloripride, por exemplo, é indicada no site do Ministério da Agricultura para:
    – Tratamento de sementes – plantações de algodão, amendoim, arroz, aveia, cevada, feijão, milho, soja e trigo.
    – Pulverização foliar – plantações de abacaxi, abóbora, abobrinha, alface, algodão, alho, almeirão, batata, berinjela, brócolis, cebola, chicória, citros, couve, couve-flor, crisântemo, feijão, fumo, gérbera, jiló, melancia, melão, pepino, pimentão, poinsétia, repolho, soja e tomate.
    – Tratamento do solo – plantações de cana-de-açúcar, café, fumo e uva.
    – Aplicação no tronco de citros.
    – Aplicação no controle de cupins, conforme aprovação em rótulo e bula.
    Só alguns inseticidas feitos a partir da Imidacloripride, Clotianidina, Tiametoxam ou Fipronil trazem advertências sobre a toxidade para abelhas. No Agrofit uma das exceções é o Adante, feito à base de Tiametoxam.
    “Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para abelhas, podendo atingir outros insetos benéficos. Não aplique o produto no período de maior visitação das abelhas”, traz o campo “precauções de uso” do produto na página do Agrofit.
    Ele é produzido e comercializado pela Syngenta, sendo uma das armas contra inimigos mortais das plantações de Soja, tais como a ferrugem asiática e a mosca branca.
    De maneira geral, as quatro substâncias compartilham um receituário padrão. Indicações, precauções, advertências, acidentes e embalagens, além dos alertas de praxe. Coisa do tipo: “Preserve a Natureza.
    Não utilize equipamento com vazamento. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes”. Curiosamente, nenhuma das variantes do Gaucho, do Poncho, ou do Regent presentes no Agrofit trazem advertências sobre a toxidade para abelhas.
    Links
    – Sobre os efeitos da Clotianidina / Poncho (em inglês)
    – Alemanha suspende autorização de agrotóxicos acusados de matarem abelhas (em alemão)
    – Clotianidina é altamente tóxica para abelhas e polinizadores (em inglês)
    – Corelações entre a morte de abelhas nos EUA e na Alemanha (em inglês)
    – Presidente da Bayer é processado pela morte de abelhas (em inglês).

  • Sistema de segurança no RS funciona pela metade

    Wanderley Soares

    Uma metade contra a bandidagem inteira
    A questão da manutenção dos equipamentos policiais é um tema que tenho colocado em discussão com os meus conselheiros de forma repetitiva e e-xaustiva. Isso resulta em pauta para alguns coleguinhas da mídia, o que considero uma repercussão positiva. Assim é que, mais da metade das câ-meras eletrônicas, sempre festivamente instaladas na Capital, não funcio-nam. Não é diferente o que ocorre com os carros e motocicletas da corpo-ração. Para completar, o sistema de comunicação há muito está enjambra-do. É possível fazer uma grade de tudo isso: se as câmeras funcionam não há viaturas nem efetivo para caçar os malfeitores filmados; se existirem as viaturas, a carência de comunicação faz desandar a maionese. No entanto, o quadro real é que as câmeras funcionam pela metade, o efetivo está pela metade, a comunicação está ativada bem longe da metade; e os salários dos policiais estão dentro da política da metade. E a bandidagem age por intei-ro. A chamada prioridade para a segurança pública é uma ficção. Real é o clamor diário da sociedade.
    Execuções
    Duas pessoas foram assassinadas, na madrigada de ontem, na Região Me-tropolitana. Em Alvorada, um homem de 26 anos foi executado com dois tiros de espingarda dentro de casa. A execução foi praticada por cinco ho-mens que também feriram outro jovem, não identificado que está internado no hospial do município. Em Viamão, Sérgio Ricardo da Silva Soares, de 38 anos, morreu após ser atingido por dois tiros na cabeça, no bairro Santa Isabel. A não ser em casos isolados, Brigada Militar e Polícia Civil têm se mostrado impotentes para prevenir tanto para prevenir os casos de execu-ções como para investigar os fatos consumados.
    Incentivo
    Policiais do 20º BPM estouraram, na madrugada de ontem, o Leopoldina Bingo que funcionava na avenida Baltazar de Oliveira Garcia, Zona Nor-te da capital. Foram apreendidas 40 máquinas caça níqueis, além de cadei-ras, mesas painéis e milhares de cartelas de aposta. Sempre é bom lembrar que a grande incentivadora dos jogos de azar em todo o país é a Caixa Eco-nômica Federal.
    Inglaterra
    Ontem, desembarcaram em Londres, quatro oficiais da Brigada Militar lotados no Vale dos Sinos: major Regis Rocha da Rosa, capitão Luciano da Cunha Veríssimo, tenente André Louis Bressane, e o capitão Adriano José Zanini. Eles fazem parte de um grupo de alunos do curso de pós-graduação em Gestão Estratégica para Prevenção da Violência Local, que é promovi-do pela Unisinos. O grupo visitará a Canterbury Christ Church University, e a Universidade de Bradford, o maior centro de estudos da paz no mundo.
    Educação
    Primeiro lugar entre as escolas públicas estaduais do Brasil no Enem (E-xame Nacional do Ensino Médio) de 2007, o Colégio Tiradentes de Porto Alegre, que é administrado pela Brigada Militar, por decisão da governado-ra Yeda Crusius, terá mais três unidades no Rio Grande do Sul: em Canoas, Santa Maria e Pelotas.
    Tiro
    Hoje, às 10h, no 19º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército, sedi-ado em São Leopoldo, será efetivada a formatura do inspetor da Polícia Ci-vil Júlio César de Fabra Júnior. O policial será graduado no Curso de Sniper (Caçador), em que ocorre orientação militar para se tornar um atirador de precisão. Júlio César é professor da disciplina de Armamento da Acadepol (Academia da Polícia Civil), onde foi campeão individual do tor-neio de tiro realizado este ano.
    Foragidos
    A Polícia Civil de Uruguaiana prendeu, ontem, dois foragidos. Um deles estava com prisão preventiva decretada por roubo e porte de arma. Outros dois também foram presos no mesmo bairro e na casa de um ex-PM que estava com prisão preventiva decretada por roubo e furto de motocicletas.
    Crescimento
    A Brigada Militar instalou, ontem, mais duas unidades da corporação em Cruzaltense, no Alto Uruguai, e em Nova Boa Vista, na Zona da Produção. Com isso a instituição está presente em todas as 496 cidades gaúchas. Fo-ram designados três policiais para cada município. Eis outro enigma: en-quanto o efetivo da Brigada fica estagnado e até diminui, mais unidades são inauguradas. E estamos em pleno período eleitoral.
    Presença
    O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, manda mensagem para a torre deste humilde marquês esclarecendo que a instalação de mais duas unidades da polícia ostensiva – em Cruzaltense, Alto Uruguai, e Nova Boa Vista, na Zona da Prodrução, nada tem a ver com a questão eleitoral. Mendes lembra que em Boa Vista o candidato é único. A Brigada queria, mesmo, segundo seu comandante e líder era estar presente nos 496 municípios gaúchos. Isso é ótimo, pois abre a esperança de que o policiamento ostensivo, em breve, estará em todos os bairros da Capital.

  • Anaeel propõe aumento de 5,44% para CEEE-D

    A proposta com o índice preliminar da segunda revisão tarifária periódica da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) será apresentada hoje(25/09) em audiência pública promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em Porto Alegre (RS). A reunião será conduzida pelo diretor da Aneel Romeu Donizete Rufino.
    A audiência será aberta às 8h no auditório do Hotel Plaza São Rafael, Avenida Alberto Bins, 514, centro. O objetivo da reunião é colher contribuições de consumidores e de representantes de instituições públicas e privadas, de órgãos de defesa do consumidor, de associações de moradores e demais segmentos da sociedade civil para o processo de revisão da concessionária.
    A proposta preliminar da Aneel para a CEEE-D prevê aumento médio de 5,44% para as tarifas da concessionária. A distribuidora fornece energia elétrica para cerca de 1,368 milhão de unidades consumidoras em 71 municípios gaúchos. Os documentos com a proposta de revisão da concessionária estão disponíveis no link A Aneel/ Audiências/Consultas/Fórum na página eletrônica da Agência (www.aneel.gov.br) desde o último dia 28 de agosto. O índice definitivo de revisão da distribuidora entrará em vigor no dia 25 de outubro deste ano.

  • 624 comerciantes populares já garantiram seus boxes

    Levantamento feito na tarde de hoje(24), pela equipe de Fiscalização de Comércio Localizado da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), constatou que 624 camelôs já assinaram o contrato de locação para ocupar os 800 boxes do Centro Popular de Compras da Praça Rui Barbosa.
    Os grupos já denominados como comerciantes populares, conforme a lei municipal de criação do CPC, são originários da Praça XV, Rua José Montaury, Praça Campos Sales e Osvaldo Cruz e dezenas de feirantes da Rua dos Andradas. Os 60 deficientes visuais foram priorizados pela Smic, assinaram os contratos e estão encaminhando os alvarás junto ao setor de licenciamento da Smic, na Avenida Osvaldo Aranha, 308, das 9h às 16.
    Os 176 comerciantes populares que ainda não encaminharam a assinatura dos contratos devem se dirigir, em horário comercial, ao térreo do Centro Popular de Compras para encaminhar a documentação necessária para ocupação dos boxes. “A maioria dos contratos estão assinados. Todos devem encaminhar seus alvarás, que logo as chaves serão entregues”, afirmou o secretário da Smic, Léo Antônio Bulling.

    A previsão para o término das obras é até o final de setembro, segundo a assessoria de comunicação da Smic

  • Espigão da Lima e Silva não tem licença

    “A empresa que está construindo o prédio na Lima e Silva não tem licença para cortar as árvores nativas da área.”A afirmação é do secretário municipal do Meio Ambiente, Miguel Tedesco Wedy, em reunião com a vereadora Sofia Cavedon(PT) e a Comissão de Moradores da Cidade Baixa.
    No encontro, realizado hoje (24/09) pela manhã na SMAM, foi solicitado ao Secretário a urgente fiscalização na área, pois os moradores suspeitam que a Empresa responsável pela obra do espigão esteja matando as árvores nativas de uma outra forma, que não as cortando.
    Os moradores entrarão com mais uma denuncia no Ministério Público, solicitando o embargo da obra, pois a empresa não tem autorização nem mesmo para a instalação do showroom que está em andamento. Será pedido que a construção sjea feita sem o corte de árvores
    E neste Domingo (28), às 16h, os moradores da Cidade Baixa farão mais uma manifestação de repúdio ao espigão da Lima e Silva. O ato será em frente ao Centro Comercial Nova Olaria.
    O empreendimento afetará diretamente a qualidade de vida dos moradores do bairro, característico pelas suas casas do estilo açoriano e prédios de no máximo nove andares. A preocupação dos moradores é com o impacto que uma construção de 19 andares acarretará, em médio prazo, e permanentemente, se for efetivada. Eles lamentam que o Executivo Municipal não tenha consultado a comunidade, conforme garante a Lei de Impacto de Vizinhança.
    Para os moradores as conseqüências vão desde a descaracterização do bairro com um prédio que foge completamente às dimensões do que se tem na Cidade Baixa, passando pelo impacto ambiental, pois derrubará árvores que abrigam verdadeiras comunidades de papagaios, compromete as questões básicas de infra-estrutura e saneamento do bairro, além do sistema viário que já é caótico na região. O espigão acabará com a luminosidade e o sol de muitas casas no entorno da obra.

  • VEM pinta a primeira aeronave EMB-190 da mais nova Companhia Aérea Brasileira, a Azul Linhas Aéreas

    A equipe da VEM Manutenção & Engenharia recebeu, em suas instalações de Porto Alegre, a primeira aeronave da mais nova empresa aérea do Brasil, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras.
    O avião EMB-190 (PR-AZL) chegou aos hangares da VEM no dia 28/08/08 para realização de pintura da padronagem da recém-criada companhia aérea e, dada a larga experiência da VEM em projetos de pintura de aviões de grande e médio porte, este foi mais um projeto de sucesso, que foi entregue no prazo acordado. A VEM possui uma filosofia de excelência no atendimento às necessidades do cliente, independente do volume de serviços contratados, como declarou o Vice-Presidente de Marketing & Vendas da empresa, Nestor Koch: “temos entre nossas premissas de qualidade, entregar o avião dentro do prazo acordado, pois conhecemos o alto custo de um avião parado em solo. Ainda que a AZUL não esteja voando, isso não seria diferente, pois é filosofia da VEM. Estamos certos que esse relacionamento será produtivo e duradouro”.
    A VEM, que já possui certificações dos principais órgãos aeronáuticos do mundo (ANAC, FAA, EASA), para heavy maintenance e reparo e revisão geral de componentes, para a frota Boeing, para os modelos Airbus A300, A300-600 e A310 e Fokker F-50 e F-100, além dos Embraer EMB-120, ERJ-145 e EMB 190 (pintura geral), vai agora investir na certificação para oferecer overhaul de componentes também para os EMB-190 e EMB-195, que comporão a frota da Azul. Os EMB-190 e EMB-195 são jatos com grande potencial de mercado e a nova certificação visa atender não só a Azul, mas todo o mercado da América do Sul, que poderá passar a voar esse modelo de aeronave.
    “Ver nascer uma empresa aérea com essa ousadia de começar grande, voando com aviões brasileiros, com foco inicial em atender cidades do Brasil, hoje não atendidas e com uma manutenção também Brasileira, assim esperamos, é muito gratificante. Fazer parte dessa história é motivo de muito orgulho para todos os colaboradores da VEM e certamente será para todos os Brasileiros. Estaremos aqui, prontos para atender a Azul, no que ela precisar”, declara Filipe Almeida, CEO da VEM.

  • Reajuste de tarifas de energia será discutido em audiência pública

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promove nesta sexta-feira, 25, uma audiência pública em Porto Alegre (RS) para apresentar a proposta de reajuste para as tarifas da Companhia Estadual de Distribuição de Energia (CEEE-D). A reunião será conduzida pelo diretor da Aneel, Romeu Donizete Rufino.
    A audiência será aberta às 8h no auditório do Hotel Plaza São Rafael, Avenida Alberto Bins, 514, centro. O objetivo é colher contribuições de consumidores e de representantes de instituições públicas e privadas, de órgãos de defesa do consumidor, de associações de moradores e demais segmentos da sociedade civil para o processo de revisão da concessionária.
    A proposta preliminar da Aneel para a CEEE-D prevê aumento médio de 5,44% para as tarifas da concessionária. A distribuidora fornece energia elétrica para cerca de 1,368 milhão de unidades consumidoras em 71 municípios gaúchos.
    Os documentos com a proposta de revisão da concessionária estão disponíveis no link A Aneel/ Audiências/Consultas/Fórum na página eletrônica da Agência (www.aneel.gov.br) desde o último dia 28 de agosto. O índice definitivo de revisão da distribuidora entrará em vigor no dia 25 de outubro deste ano.

  • Gás natural, nova energia chega à "Calçada da Fama"

    A Sulgás reuniu empresários e lideranças comunitárias terça-feira, 23, no Sheraton, para anunciar que em 30 dias começam as obras para implantar a rede de gás natural na rua Padre Chagas.
    Um acordo com proprietários de bares, cafés e restaurantes da chamada “Calçada da Fama” viabilizou o empreendimento naquele trecho, o último que falta para que a rede alcance todo o Moinhos de Vento, que será o primeiro bairro de Porto Alegre a contar com gás natural encanado em todas as ruas.
    Artur Lorentz presidente da Sulgás disse que o Moinhos será uma espécie de plano piloto para a implantação do gás natural canalizado em toda a cidade.
    A Sulgás é uma empresa de economia mista, controlada pelo governo do Rio Grande do Sul (51%) e a Petrobrás (49%). Foi criada  para colocar no mercado gaúcho o gás natural importado da Bolívia pela Petrobras.
    Até agora não teve seu desempenho afetado pelas crises bolivianas. “Estamos aprendendo a conviver com esse fantasma. As crises são cíclicas, mas o gás natural veio para ficar”, garante o engenheiro Luiz Antonio Koller, gerente de distribuição da Sulgás.
    O gás vem por meio de dutos até Canoas, a partir dali é entregue à Sulgás, para distribuição no mercado.  A implantação da rede em Porto Alegre começou em março de 2005, para atender o Hospital Moinhos de Vento e limitava-se a três ruas: Dr. Vale (onde fica o hospital)  Santo Inácio e Marques do Herval, rua do Leopoldina Juvenil.
    Em seguida estendeu-se pelas ruas Dr. Timóteo, Felix da Cunha, Olavo Barreto Viana e Quintino Bocaiuva, para chegar aos maiores consumidores, o Shopping Moinhos e o Grêmio Náutico e à medida que a rede ia avançando ia também sendo oferecido ao consumo residencial e de condomínios.
    Depois dessa primeira etapa, houve uma paralisação, entre outras razões, em função das incertezas da oferta de gás boliviano. A expansao foi retomada em setembro último, quando foram alcançadas as demais ruas do bairro. Hoje o gás natural chega a 950 residências e 26 condomínios e 95 estabelecimentos comerciais.
    Apesar de terem atingido todo o bairro, as obras não chamaram muita atenção.  A utilização de uma máquina especial permite a implantação dos tubos de polietileno sem a ncessidade de abrir buraco ao longo das calçadas. Abrindo apenas num ponto na entrada e outro na saída, ela coloca o tubo na quadra inteira. A Sulgás investiu 13 milhões na implantação da rede no Moinho de Ventos.
    O próximo passo já está definido. Será no bairro Humaitá, onde a Sulgás vai investir R$ 15 milhões para levar o gás natural a cinco mil residências. Nesse caso, será um pouco diferente. Em vez da propria Sulgás se encarregar de todo o processo – venda, projeto, contratos, instalações nos edifícios, etc – vai contratar uma empresa para todo esse trabalho. A licitação já está em andamento.
    Fora isso o gás natural vai avançar pelo bairro Cristo Redentor, para alcançar o Hospital Conceição. A rede troncal já está em construção. Também para  chegar ao Jardim Europa já tem obra. O avanço para a Zona Sul, passando pelo Menino Deus e outros bairros, será puxado pelo Barra Shopping, novo complexo comercial no bairro do Cristal que será inaugurado nos próximos meses, com quem a Sulgás já tem contrato.
    Menos poluente e mais seguro, o gas natural tem pequena vantagem no preço, em relação ao GLP, o gas convencional de cozinha, em botijões. O principal problema são as dúvidas quanto à garantia do fornecimento, em função da instabilidade da política boliviana. “Hoje a situação está normalizada e não há perspectiva de problemas sérios. E daqui a pouco já vamos poder contar também com o gás de propria Petrobras, da bacia de Campos”, diz o engenheiro Koller.