O projeto do vereador Mauro Pinheiro (PT) que torna possível aos táxis circularem nos corredores de ônibus recebeu apoio da Associação dos Permissionários Autônomos de Táxi de Porto Alegre (Aspertáxi), cujo presidente, Walter Luiz Rodrigues Barcellos, visitou o parlamentar nesta segunda-feira (12/3). Em reunião no gabinete do vereador, Barcellos disse que o projeto vai facilitar o trabalho da categoria, permitindo a escolha de trajetos menos congestionados nos horários de pico.
De acordo com o projeto de lei que tramita na Câmara Municipal, a permissão valerá em dias úteis, das 7h às 8h e das 18h às 19h30min, desde que o veículo transporte passageiro. Fica proibido o embarque ou desembarque de passageiros em trechos do corredor de ônibus.
A medida visa tornar mais ágil o transporte e a circulação na capital. Mauro Pinheiro argumenta que o uso dos corredores não é obrigatório: “o taxista vai escolher o trajeto que lhe parecer mais desimpedido”: Afirma que a intenção é proporcionar mais conforto para o usuário e maior circulação da frota de táxis.
O projeto determina período experimental de três meses, para avaliação da prefeitura e eventuais alterações. Também o taxistas deverão contribuir com sugestões.
Assessor de imprensa: Arthur Danton (MTb 6195)
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Taxistas apoiam lei para circular nos corredores de ônibus
Festival de Verão retorna ao Cine Bancários
Vai até o dia 15 de março a oitava edição do Festival de Verão de Cinema Internacional. O Cine Bancários integra o circuito exibidor do evento, montado para trazer ao estado um panorama do que é a sétima arte fora dos circuitos comerciais. Além da mostra competitiva, a sala recebe em 2012, com exclusividade, a mostra ambiental.
A ideia desta mostra é ressaltar os filmes produzidos sob a temática da preservação e da denúncia contra práticas extrativistas danosas ao meio-ambiente. Estão listados títulos como “2012 – Tempo de Mudança” (2010), documentário realizado nos EUA por João Amorim e “Terras”, produção brasileira de 2009, dirigido por Maya Da-Rin.
PROGRAMAÇÃO / MOSTRA PRINCIPAL
“Quinze Pontos na Alma” (Drama | Portugal | 2011 | 92’)
Direção e roteiro: Vicente Alves Do Ó
Em uma noite, em Lisboa, Simone sai do trabalho atrasada para uma festa. Ela tem vinte minutos para chegar ao seu destino, mas quando cruza um viaduto, percebe a presença de Guilherme, um homem que está prestes a pular. Ela sai do carro para tentar ajudá-lo. Os dois se aproximam e se beijam. Mas assim que ela abre os olhos novamente, ele já não está mais lá. Agora, ela só pensa em descobrir quem foi o homem que a beijou. O mistério, no entanto, se transforma numa obsessão que fará Simone deixar para trás sua casa, seu marido e sua vida perfeita em busca de um sonho.
“Moacir” (Drama | Argentina | 2011 | 75’) Direção: Tomas Lipgot
Moacir dos Santos veio do Brasil há quase três décadas; depois de tanto tempo já é “brasileiro e argentino”, como ele mesmo diz para um (quase) conterrâneo na embaixada de Buenos Aires. Entretanto, melhor não nos anteciparmos, pois para mover-se dentro da elite, Moacir teve que enfrentar um longo calvário. É assim que começa a fantástica história de Moacir que preenche de sentido esse vago conceito do “poder curativo da música”. Após receber a alta hospitalar, com seus 65 anos de idade, Moacir pretende deixar atrás os fantasmas e gravar um CD com músicas de sua autoria que, como ele mesmo, ficaram perdidas durante longos anos. O experiente carimbo do crooner Sergio Pángaro garante o sucesso deste empreendimento. Literalmente, não tem como perder o animado videoclipe dos créditos finais, uma festa como para extravasar no ritmo do samba contagioso que Moacir leva no sangue e que (fiquem sabendo) canta e dança como poucos.
“O grão” (Drama | Brasil | 2007 | 88’) Direção: Petrus Cariry | Roteiro: Rosemberg Cariry, Firmino Holanda e Petrus Cariry.
A velha Perpétua, sentindo a presença da morte, resolve preparar Zeca, o seu querido neto, para a separação que se aproxima, contando-lhe a história de um rei e uma rainha, muito ricos e poderosos, que perderam o único filho e que querem trazê-lo de volta à vida. Enquanto Perpétua conta a história, Damião e Josefa trabalham para sustentar a família e preparar o casamento da filha Fátima. Ao final, a história contada por Perpétua e o destino daquela família se cruzam.
“No lugar errado” (Ficção | Brasil | 2011 | 70’) Direção: Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes, Ricardo Pretti.
Durante uma noite o reencontro de quatro amigos será marcado por um jogo de mentiras e verdades com consequências inesperadas. Filme realizado a partir da peça “Eutro” dirigida por Rodrigo Fischer.
“As Flores de Kirkuk” (Ficção | Iraque/Itália | 118′ | 2010) Direção: Fariborz Kamkari Roteiro: Fariborz Kamkari, Naseh Kamkari.
Sherko é curdo e Najla pertence a uma influente família árabe. Eles se amam, mas suas origens impedem que permaneçam juntos. É quando Najla decide fazer as escolhas de sua própria vida, passando por cima da família.
“El último Carnaval” (Uruguai | 2011) Direção: Federico Lemos
Um lugar que abriga um carnaval, um carnaval que modifica um lugar. O Carnaval da Pedreira: sua história, seus protagonistas, seus conflitos. Um carnaval como poucos que encarna a história e a identidade de um lugar. Um carnaval que devolve ao mesmo conceito de carnaval sua verdadeira essência.
MOSTRA AMBIENTAL
“O preço da semente” (Documentário | Argentina/Brasil | 2009 | 52’) Direção: Miguel Vassy | Roteiro: Silvia Martínez y Miguel Vassy
Uma viagem desde Buenos Aires até as alturas de Córdoba que põe em evidencia o modelo de produção agroindustrial de transgênicos que expulsa os últimos camponeses das suas terras, intoxica as populações e compromete a soberania alimentaria do país.
“Terras” (Documentário | Brasil | 2009 | 75’) Direção: Maya Da-Rin
Sinopse: Na fronteira tríplice entre Brasil, Colômbia e Peru, as cidades gêmeas Letícia e Tabatinga formam uma ilha urbana cercada pela imensa floresta amazônica. As delimitações territoriais são muitas vezes encobertas pela densa vegetação e as fronteiras se confundem nos corpos e rostos de seus moradores. Terras acompanha o ritmo deste lugar de encontro e passagem, aproximando-se do cotidiano de seus habitantes.
“2012 – Tempo de Mudança” (Time for change | Documentário | EUA | 2010 | 85’) Direção: João Amorim
As profecias maias a respeito de um apocalipse global em 2012 são o ponto de partida para o livro de Daniel Pinchbeck, “2012: The Return of Quetzalcoatl”, que propõe um novo paradigma que integre a sabedoria arcaica das sociedades tribais com o método científico. Para ele, o homem pode redesenhar a sociedade pós-industrial a partir de princípios ecológicos. Nesta cultura planetária regenerativa, a colaboração substituiria a competição e a exploração da psique e do espírito, o materialismo estéril das atuais sociedades. Elaboradas animações embalam o debate conduzido por cientistas, antropólogos e artistas engajados. O filme traz depoimentos de especialistas e vivências de celebridades: como os cantores Sting (do The Police) e Gilberto Gil, o cientista Buckminster Fuller e a atriz Ellen Paige; e trata sobre assuntos como experiências de meditação, a importância da construção sustentável, o movimento de contracultura e, principalmente, alternativas ecológicas para o dia a dia.
“La Moneda” (Documentário | Brasil | 2009 | 52’) Direção: Pedro Dantas
Documentário investigativo realista sobre a extração de recursos minerais no Chile. Reflete sobre episódios históricos como a Guerra do Pacífico, no século XIX, e o período da Unidade Popular do então presidente Salvador Allende, quando foram nacionalizadas as principais minas de cobre do país – em resposta veio a ditadura militar liderada por Pinochet. O tema segue nos dias de hoje, quando 2/3 da produção de minérios do país está nas mãos de multinacionais que não pagam impostos. O projeto da mineradora canadense Barrick Gold choca ambientalistas ao propor remover glaciais andinos para extrair ouro da mina de Pascua Lama.
“O plantador de quiabos” (Drama/Comédia | Brasil | 2010 | 15’) Direção: Coletivo Santa Madeira | Roteiro: Jair Molina Jr.
Uma tragicomédia sobre um agricultor rural do interior do Estado de São Paulo.
“O som do tempo” (Documentário | Brasil | 2010 | 10′) Direção e roteiro: Petrus Cariry
Trailer – youtu.be/0n7SKRp9YcA
“O Sertão está em toda parte, o sertão está dentro da gente.” O concreto avança contra Dona Maria, mas ela segue em frente, com toda calma do mundo.
“No Meio do Rio, Entre as Árvores” (Documentário | Brasil | 2009 | 70′) Direção: Jorge Bodanzky
Resultado de uma expedição ao Alto Solimões, na Amazônia, que ministrou oficinas de vídeo, fotografia e circo a diversas comunidades ribeirinhas, o filme capta imagens de um mundo amplo, de grande beleza, mas em que a exploração econômica predatória deixou marcas. Observa-se a atual discussão dentro das comunidades em torno dos rumos de um desenvolvimento sustentável, mas que também encontra objeções entre alguns moradores, que acreditam que suas diretrizes são impostas de fora. Ao mesmo tempo, são incorporados trechos das filmagens realizadas pelos próprios habitantes da região com a tecnologia recém-aprendida, oferecendo sua forma pessoal de retratar seus sonhos e desafios diante da especificidade de uma realidade complexa e em constante transformação.
Grade de Horários
Sexta-feira (9 de março)
15h – Amb.- La Moneda + Plantador de Quiabos
17h – Amb. – No Meio do Rio, Entre as Árvores
19h – Quinze Pontos na Alma
Sábado (10 de março)
15h – Amb. – 2012 – Tempo de Mudança
17h – Amb.- La Moneda + Plantador de Quiabos
19h – Moacir
Domingo (11 de março)
15h – Amb. – Terras
17h – Amb. – 2012 – Tempo de Mudança
19h – O Grão
Terça-feira (13 de março)
15h – Amb. – El Precio de La Semilla + O Som do Tempo
17h – Amb. – Terras
19h – El último Carnaval
Quarta-feira (14 de março)
15h – Amb. No Meio do Rio Entre as Árvores
17h – Amb. – 2012 – Tempo de Mudança
19h – As Flores de Kirkuk
Quinta-feira (15 de março)
15h – Amb.- La Moneda + Plantador de Quiabos
17h – Amb. – No Meio do Rio, Entre as Árvores
19h – No Lugar Errado
CineBancários
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Rua General Câmara, 424, Centro – POA
blog: cinebancarios.blogspot.com
site: cinebancarios.sindbancarios.org.br
facebook.com/cinebancariosII
Twitter: @cine_bancariosQuebra na safra de soja já chega a 40%
O boletim da Emater distribuído nesta sexta feira aponta o agravamento da situação nas principais lavouras do Estado com a continuidade da forte estiagem.
“As chuvas irregulares ocorridas no Noroeste do Estado nos últimos períodos foram insuficientes”, diz o relatório feito com base em levantamento realizado entre os dias 20 e 24 de fevereiro.
A estimativa da safra de soja caiu de 10,3 milhões de toneladas projetadas inicialmente, para 7,1 milhões, o que significa uma queda de 30,71%. Até o momento, essa produção é 39% menor que a obtida na supersafra do ano passado (11,7 milhões t).
“Atualmente, cerca de 77% da área cultivada com soja estão em fase de formação de vagem (enchimento de grãos) e 10% em floração. É sobre essas lavouras que pesa a maior preocupação com o clima”.
“As chuvas irregulares e o forte calor provocaram alterações significativas na fisiologia das plantas, forçando uma maturação prematura e irregular. O resultado tem sido a obtenção de grãos com qualidade muito ruim, com altos percentuais de murchos, imaturos e de pequeno peso. Devido a pouca área colhida (2%), é provável que a produtividade média reduza ainda mais em relação às expectativas iniciais”.
Feijão
A área cultivada com o feijão 1ª safra está praticamente toda colhida e a produção esperada é de 69.533 toneladas, ou -25,25% se comparadas com a safra passada (93.019 t). A produtividade passou de 1.111 kg/ha para 1.012 kg/ha, o que projeta uma produção de 69.533 toneladas, ante as 81.639 toneladas estimadas inicialmente. “Essa diferença poderia ser maior não fossem os bons rendimentos esperados na região administrativa de Caxias do Sul (Serra e Campos de Cima da Serra), que detém cerca de 20% da produção e onde as expectativas atuais encontram-se bem acima do esperado inicialmente, em +52,6%”, destaca o diretor técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus.
Milho
Para o milho, o levantamento da Emater/RS-Ascar indica uma estabilidade na produtividade média, variando apenas -1,16% durante o período, passando para 2.638 kg/ha, diante dos 2.669 kg/ha registrados 30 dias atrás. Esses números projetam uma produção de 3,05 milhões de toneladas para esta safra, o que representa, até o momento, uma diferença de -42,58% em relação à estimativa inicial (5,3 milhões t) e -47,27% comparando-a com a safra 2011 (5,78 milhões t). Atualmente, 4% das lavouras de milho estão em desenvolvimento vegetativo, 7% em floração, 25% em enchimento de grãos, 19% maduras e 45% já colhidas.
Arroz
O arroz é a cultura menos impactada devido à irrigação, com a produtividade média se mantendo praticamente estável, baixando de 6.861 kg/ha para atuais 6.800 kg/ha (-0,88%). Esse rendimento projeta uma produção total de 7,46 milhões de toneladas para esta safra, marcando uma diferença de -7,45% em relação à expectativa inicial e -16,58% em relação à safra passada, quando foram colhidos 8,94 milhões de toneladas, segundo o IBGE. A colheita já chega a 13% das lavouras, com 33% em fase de maturação, podendo ser colhidas brevemente. Outros 38% se encontram em enchimento de grão e 16% em floração.
Feijão 2ª safra – Para a 2ª safra do feijão, a primeira estimativa de área é de -4,84% em relação à safra passada, quando foram semeados 21.901 ha, segundo o IBGE, projetando para este período uma área total de 20.840 ha. Essa diferença é motivada pela dificuldade imposta pela deficiência hídrica que persiste em importantes regiões produtoras do Centro-Norte do Estado. Quanto à produção, a projeção indica um total de 22.101 toneladas, o que significa uma redução de 19,38% em relação à produção passada (27,4 mil t). No momento, cerca de 90% do projetado encontra-se semeados, com 60% em desenvolvimento vegetativo, 18% em floração, 10% em enchimento de grãos e 2% já maduros e por colher. O estado das lavouras pode ser considerado satisfatório, com algumas delas apresentando potencial produtivo acima dos 1.300 kg/ha.
REBANHOS EM BOM ESTADO
De maneira geral e apesar da estiagem, o gado está em bom estado sanitário e corporal. Todavia, as repercussões negativas das condições adversas enfrentadas pelos rebanhos poderão se dar na produção menor de terneiros no futuro, levando em conta que a época de reprodução tenha ocorrido sob forte estiagem, o que influencia de forma negativa na ocorrência de cio das fêmeas postas em cria. Nesse sentido, na maioria das propriedades, o período de monta já se encontra finalizado, com os criadores se preocupando, a partir de agora, em iniciar o preparo para a semeadura das pastagens de inverno.
Para o rebanho leiteiro, a situação é similar, com a produção retomando o patamar considerado normal para esta época do ano. Entretanto, em algumas áreas do Noroeste do Estado (Missões e Fronteira Noroeste), a disponibilidade de água para dessedentação dos animais também é escassa e de péssima qualidade e, em diversas propriedades, as prefeituras ainda estão levando água com caminhões-pipa.
Além da queda na produtividade, as altas temperaturas dos últimos dias causaram perda de peso e problemas metabólicos nas vacas, o que poderá causar problemas futuros no desempenho reprodutivo.
Onde as chuvas foram um pouco mais abundantes, os agricultores tratam de iniciar a semeadura de pastagens anuais de inverno (aveia e azevém). Por ora, a alimentação do rebanho vem sendo garantida com uso de silagem, feno e rações, o que eleva o custo de produção.
Informações Assessoria de Imprensa da Presidência da Emater/RS-Ascar
Jornalista Adriane Bertoglio RodriguesVoltamos!
Após um ano e seis meses nosso tradicional e consagrado caderno de reportagens volta a circular.
Esta edição extra do JÁ é o primeiro passo concreto do seu mais novo projeto – uma cooperativa de leitores, com o objetivo de criar uma nova fase de relações entre jornalistas e o público leitor.
A cooperativa pretende resgatar a edição periódica do Jornal.
O público poderá adquirir o JÁ * pelo preço de R$ 5,00 (cinco reais).
Por que voltamos?
Esta edição que agora chega às bancas foi feita com trabalho voluntário de jornalistas dispostos a dar continuidade ao jornal JÁ.
O jornal estava fora de circulação desde que foi abalroado por uma decisão judicial** que bloqueou as suas contas e tornou praticamente inviável sua sobrevivência.
O lado bom desse processo deprimente é que um grande grupo de profissionais solidários com o JÁ se mobilizou e começou a discutir como retomar o projeto do jornal, que tem 26 anos.
Esta edição é o primeiro “resultado editorial”, digamos assim, dessa mobilização. Com ela começamos a preparar o passo seguinte que é a formação de uma nova organização para dar sustentação ao jornal.
É consenso no grupo que a estrutura convencional de uma empresa comercial não é o melhor ambiente para um jornalismo independente.
Já discutimos a experiência da Coojornal, a cooperativa dos jornalistas de Porto Alegre, bem sucedida e que poderia estar aí até hoje se não fosse morta a pauladas pela ditadura militar.
Mas na complexidade dos dias de hoje, os jornalistas não dão mais conta do recado da comunicação sozinhos. Daí, a ideia de uma cooperativa de leitores, para incorporar a variável decisiva, que sempre esteve fora do processo – o cidadão que precisa e tem direito à informação, mas tem influência mínima sobre a produção e a difusão dela. (Na situação que temos hoje, o próprio jornalista influi muito pouco naquilo que resulta de seu trabalho).
As condições materiais para a participação mais efetiva do leitor estão viabilizadas, com as novas tecnologias. As condições políticas, com o avanço da democracia e da participação cidadã, também estão dadas.
O mercado é favorável. A mídia corporativa já não dá conta das demandas de uma sociedade em rápida mudança como a brasileira.
É preciso trabalhar na construção de alternativas e desenvolver projetos inovadores que consigam conciliar a sustentabilidade financeira com a independência editorial.
É nessa direção que pretendemos caminhar. Estamos na fase das definições, colhendo sugestões, buscando apoios e vendo os meios legais e formais para criação da cooperativa. Em março, retomamos os encontros na sede da Associação Riograndense de Imprensa, abertos ao público em geral.
Para não ficar só na conversa, decidimos retomar as edições do jornal, para ser o porta-voz desse projeto.
Num segundo momento será também incorporado ao projeto da cooperativa o site do jornal JÁ (jornalja.com.br, com um novo layout e nova estrutura) e o jornal comunitário Já Bom Fim, que circula há mais de 20 anos em dez bairros de Porto Alegre.
Feliz 2012! Elmar Bones
O Jornal JÁ pode ser encontrado nos seguintes endereços:
Banca do Julio – dentro do Mercado Público;
Banca Glênio Peres – no Largo do Mercado;
Banca Borges – em frente ao Paço Municipal e à Banca Glênio Peres;
Banca do Julio La porta – Alfândega, em frente ao McDonalds;
Banca da Sete – Sete de Setembro, quase Caldas Junior;
Banca do Clovis – Borges 915, em frente à ARI;
Banca da CRT – Salgado Filho, 49
Banca Folhetim – Jacinto Gomes, 11, esquina com a Venâncio Aires
Palavraria Livraria & Café – Vasco da Gama, 165, Bom Fim** Para saber mais sobre o processo judicial contra o jornal acesse o youtube e na busca digite: jornalJÁ o caso Rigotto. Os interessados em participar da cooperativa poderão entrar em contato pelo e-mail jaeditores@gmail.com – ou pelo telefone 3330 7272. A sede do JÁ fica na Av. Borges de Medeiros, 915, sala 203.
MPC pede a não prorrogação dos contratos de pedágios no RS pelo Daer
O Ministério Público de Contas do Estado (MPC-RS) emitiu parecer nesta terça-feira em que pede ao Tribunal de Contas (TCE) medida cautelar para que o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) solicite a não prorrogação dos contratos de pedágios no Estado.
Além dessa, uma série de medidas foi encaminhada ao Daer, como: não reconheça a existência de dívida, nem pague qualquer valor às concessionárias a título de indenização pelo suposto desequilíbrio econômico-financeiro, enquanto não houver deliberação do Tribunal; assegure a integridade do patrimônio rodoviário; licite os serviços em tempo hábil; efetue estudos, em 120 dias, quanto ao alegado desequilíbrio do contrato, considerando o relatório de auditoria do TCE e, especialmente, a alta taxa interna de retorno mantida ao longo do contrato, mesmo em face da evolução do cenário econômico-financeiro.Dirigentes da Agergs processados por retaliação à testemunha
O presidente e cinco conselheiros da Agência Reguladora do Rio Grande do Sul (Agergs) estão sendo processados pelo ministério público por “retaliação à testemunha”, por terem tentado demitir a então diretora de qualidade da agência, Denise Zaions, depois de seu depoimento na CPI dos Pedágios, em 2007.

Depoimento de Denise Zaions, em 2007. Por ter falado ela perdeu cargo na Agergs.
A ação corre em segredo de Justiça sob o número 11000978444 e no site do tribunal só aparecem as iniciais dos envolvidos. O JÁ apurou que são Manoel Maria dos Santos (M.M.S.), presidente da Agergs e os conselheiros Guilherme Socias Vilella (GSV), Pedro Bisch Neto (P.S.B.N), Ricardo Pereira da Silva (R.P.S) e Rosa Maria de Campos Anovich (RMCA). O autor da ação é o promotor de justiça da defesa do Patrimônio Público Eduardo Bernstein Iriart.
A economista Denise Zaions confirmou ao JÁ a existência do processo, mas em virtude do segredo de Justiça, não quis entrar em detalhes. E fez questão de dizer que o processo foi iniciativa do Ministério Público.
Em seu depoimento à CPI, em outubro de 2007, Denise apresentou a gravação de duas conversas em que era aconselhada a omitir informações. Disse também que a Agergs defendia o interesse das empresas e que vários itens das normas de fiscalização foram retirados, como a avaliação dos preços do mercado e a contagem dos veículos, porque não eram do interesse das concessionárias. Citou uma pesquisa feita em 2005/2006 em que foi constatado que mais de 500 quilômetros examinados não atendiam ao padrão de qualidade estabelecido nos contratos. “Estavam descumprindo os contratos e mantendo as tarifas. E a Agergs nada fez”.
Após o depoimento, a economista foi afastada do cargo que exercia desde 2004 e foi submetida a uma sindicância, depois um processo por improbidade administrativa visando sua demissão “a bem do serviço público”. Na Procuradoria Geral do Estado as acusações foram julgadas improcedentes e a funcionária reintegrada. Em seguida, o Ministério Público deu início à civil pública contra os cinco conselheiros envolvidos no processo para demitir Denise Zaions, por “retaliação à testemunha”. Hoje, Zaions está lotada na secretaria da Administração.
Matéria completa na edição impressa do Jornal Já.
Confira as principais reportagens:
Pedágios: Concessionárias vão pedir R$ 3 bilhões de indenização.
Governo: Déficit público é o grande desafio de Tarso Genro no segundo ano de mandato.
Internet: a misteriosa morte de “Mosquito”, o blogueiro que desafiava poderosos em Florianópolis.
O jornal pode ser encontrado nas seguintes bancas:
Banca do Julio – dentro do Mercado Público;
Banca Glênio Peres – no Largo do Mercado;
Banca Borges – em frente ao Paço Municipal e à Banca Glênio Peres;
Banca do Julio La porta – Alfândega, em frente ao McDonalds;
Banca da Sete – Sete de Setembro, quase Caldas Junior;
Banca do Clovis – Borges 915, em frente à ARI;
Banca da CRT – Salgado Filho, 49.
Prefeitura ocupa o prédio do Santa Rosa de Lima

As aulas recomeçaram nas salas do extinto Colégio Santa Rosa de Lima, agora ocupadas nos três turnos pelos cerca de mil alunos do centro de Educação de Jovens e Adultos (EJA) Paulo Freire, mantido pela Prefeitura de Porto Alegre.
Depois de um ano de negociações entre a fundação de pais que mantinha a escola e a UFRGS, a universidade assumiu a segurança do prédio em novembro e, em dezembro, efetuou um depósito judicial de R$ 7,1 milhões, que seria o valor do prédio, conforme avaliação.
Foi quando a Prefeitura interveio, desapropriou o patrimônio da Fundação por decreto e fez outro depósito, segundo sua própria avaliação, de R$ 5,3 milhões.
Uma primeira ação judicial deu ganho de causa à Universidade, mas a Prefeitura recorreu e acabou recebendo a posse do prédio, “de porteira fechada”, depois que o prefeito José Fortunati comprometeu-se a aumentar o valor da desapropriação até alcançar os R$ 7,1 milhões necessários à quitação de todas as dívidas da Fundação, em especial as trabalhistas.
O EJA Paulo Freire, que atende a alunos maiores de 15 anos de 1ª a 8ª série, funcionava num prédio inadequado, na esquina das ruas Jerônimo Coelho com Marechal Floriano, no Centro. Ainda não foi decidido que tratamento será dado ao patrimônio cultural do Santa Rosa. Por enquanto, o único manejo foi na biblioteca, de 17 mil títulos. “Os livros infantis foram retirados para doação a outras escolas”, conta o vice-diretor do EJA, Luis Secchin.Desemprego na Capital é o menor em 19 anos
O crescimento na ocupação de vagas no emprego formal foi um dos fatores determinantes para a redução da taxa de desemprego em Porto Alegre em 2011. Na comparação com o desempenho do mercado de trabalho em 2010, o nível de desemprego da Capital caiu 13,8%. As informações foram levantadas na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada na tarde desta segunda-feira, 27, em ato no Paço Municipal, com a presença do prefeito José Fortunati.
Desde o início da série histórica da pesquisa, em 1993, o índice de desemprego chegou ao menor nível, correspondendo a 6,5% da população economicamente ativa. De acordo com os dados apurados no estudo coordenado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a prefeitura, 12 mil porto-alegrenses foram incorporados ao mercado de trabalho no último ano, somando 712 mil pessoas ocupadas na Capital.
Para o prefeito, o retrato oferecido pelo estudo é fundamental na construção das políticas públicas de combate ao desemprego, que tende a diminuir ao longo de 2012. “Temos tudo para reduzir esse índice. Além da economia manter um ritmo de expansão, a prefeitura tem trabalhado na qualificação dos moradores para acesso ao emprego, e os investimentos públicos nas obras de infraestrutura criam oportunidades de trabalho e renda para os profissionais de Porto Alegre”, avaliou Fortunati.
O desempenho positivo do mercado trabalho para os moradores da Capital está baseado principalmente na expansão do emprego assalariado no setor privado, com carteira assinada, enquanto houve redução do ingresso nos trabalhos autônomo, doméstico e o assalariado sem carteira assinada. Esse movimento confirma a tendência de formalização das relações de trabalho.
A economista do Dieese Lúcia Garcia afirmou que a situação em Porto Alegre é positiva, inclusive na comparação com as demais capitais pesquisadas. “A taxa de 6,5% em Porto Alegre a deixa quase no mesmo patamar de Belo Horizonte e muito abaixo do nível de desemprego verificado em cidades como Recife, São Paulo e Fortaleza”, destacou a pesquisadora.
O tempo médio de procura por vaga acompanhou a tendência do mercado e reduziu de 28 para 26 semanas em 2011. O setor de serviços e a indústria foram os maiores responsáveis pelo crescimento no nível de empregos.
Entre os projetos do município para ampliar o atendimento aos trabalhadores, estão a implantação do Observatório do Trabalho, do Sine Móvel e do Sine Virtual, além da ampliação da parceria com empresas da Capital e da Região Metropolitana para facilitar o acesso a oportunidades de emprego aos porto-alegrenses.Governo apresenta proposta ao magistério
Os secretários da Educação, Jose Clóvis de Azevedo, e da Casa Civil, Carlos Pestana, apresentaram em entrevista coletiva à imprensa a proposta de calendário de reajuste do piso do magistério que foi encaminhada ao CPERS/Sindicato na tarde desta sexta-feira (24). Reafirmando o compromisso com o pagamento do piso e a política de ganho real, o Executivo detalhou a proposta de calendário cuja base de reajuste leva em conta o INPC. Considerando este índice, que em 2011 foi de 6,08%, o valor do piso passa de R$ 1.187,91 para R$ 1.260,19. O total da proposta garante reajuste total de 76,68% (índice aplicado sobre o índice anterior de reajuste).
Confira a proposta apresentada esta tarde no Palácio Piratini:Mês/Ano Índice Maio 2011 10,91% (já concedido) Mês/Ano Índice Maio 2012 9,84% Novembro 2012 6,08% Fevereiro 2013 6% TOTAL 23,5% (tramitando na AL)* *Índice aplicado sobre o índice anterior de reajuste
Mês/Ano Índice Novembro 2013 6,5% Maio 2014 6,5% Novembro 2014 13,72% TOTAL 28,98%* *Índice aplicado sobre o índice anterior de reajuste
De acordo com o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, o reajuste de 76,68% concedido pelo Governo é o maior da história do magistério. “Esse índice não tem precedentes. Além disso, assumimos o compromisso de voltar a negociar a atualização dos índices em maio de 2013”, afirmou, destacando que a proposta também beneficia os professores inativos.
Já o secretário Jose Clovis de Azevedo destacou o importante momento de valorização da educação no Estado. “O reajuste, além de garantir um ganho real, não altera o plano de carreira dos professores. Os educadores terão um significativo aumento de poder aquisitivo”. O secretário da Educação, também, exemplificou como vão ficar os valores para o básico de 40 horas, para início e final de carreira:
INÍCIO DE CARREIRA
Janeiro/2011 Novembro/2014
R$ 713,26 R$ 1.260,29
FINAL DE CARREIRA
Janeiro/2011 Novembro/2014
R$ 3.209,58 R$ 5.671,34
MÉDIA SALARIAL DE 82,54% DOS PROFESSORES PARA 40 HORAS:
Janeiro/2011 Novembro/2014
R$ 2.767,81 R$ 4.885,19



