Por Wanderley Sorares
Os procuradores do Estado – leia-se os advogados integrantes da PGE (Procuradoria Geral do Estado) – nunca admitiram o cumprimento de uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que equipara seus salários com os de delegados da Polícia Civil. Do mesmo modo, nunca explicaram o recebimento de R$ l50 mil, cada um deles, por conta de valores atrasados decorrentes da URV (Unidade Real de Valor).
Em verdade, eles realizaram em causa própria um acordo “por dentro” de uma ação judicial que cobrava do Estado tais valores. Igualmente, é desconhecida a fórmula mágica, forjada por eles, para furar a fila dos precatórios de modo a receber aqueles valores, antecipando-se, por exemplo, às pensionistas do IPE, que passaram anos tricotando na Praça da Matriz, em protesto pelo não pagamento de seus precatórios, até que o atual governo resolvesse encaminhar o problema delas para uma solução. Vale salientar que a PGE sempre recorreu, até o STF, nos processos que beneficiavam as pensionistas, envolvendo pequenos valores, todavia, importantes para uma melhor qualidade de suas vidas.
Estranhamente, no processo que beneficiava a si próprios, envolvendo altos valores, ao invés de recursos, que são os remédios da lei, optaram por um acordo, nunca explicado, que lhes proporcionaram furar a fila dos precatórios, numa nova e invisível modalidade de tricotagem.

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