ELMAR BONES / A granada do Guedes

Paulo Guedes começou a perder o sentido no governo Bolsonaro na fatídica reunião do dia 22 de abril, cujo vídeo foi divulgado.

Para mostrar serviço, ele definiu seu projeto congelando o salário do funcionalismo como  “a granada no bolso do inimigo”.

Um ministro da economia que se refere ao funcionalismo público federal como “inimigo” em cujo bolso ele coloca granadas!

Até ali ele “personificava”, como diz O Globo, o programa econômico liberal que elegeu Jair Bolsonaro.  Mas ali já ficou claro que um outro plano estava em andamento e que Rogério Marinho era o seu mentor.

Desde então, é o Guedes que se move como quem tem no bolso uma granada, prestes a explodir.

Em editorial neste domingo O Globo diz que Bolsonaro está traindo “o projeto consagrado nas urnas”,  que eram as reformas personificadas em Paulo Guedes.

Mesmo a reforma da Previdência,  foi “esvaziada, desidratada, diluída até ficar aquém do mítico trilhão em economias exigido por Guedes”.

E só foi aprovada porque contou com “o apoio valioso do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, figura essencial na hora de suprir a indigência política de Bolsonaro e Guedes”.

Desde então, foi só decepção: “A transformação do Estado, urgente para trazer dinamismo ao serviço público e reduzir a desigualdade, corre o risco de se tornar uma reforma de Pirro. O programa ambicioso de leilões, concessões e privatizações, apesar de alguns avanços, também parece seguir a mesma sina. A sensação é de paralisia”.

Além de não entregar o que prometeu, diz o jornal que orienta a maior rede de comunicação do país, Bolsonaro “se tornou refém de um arranjo político instável, construído em nome de seu plano de reeleição”.

 

 

 

 

 

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