As unhas do Cunha

P.C. DE LESTER
O Cunha saiu dos holofotes e muitos analistas o consideram um cadáver político, que só falta enterrar.
Mas a verdade é que Eduardo Cunha está vivo e os sinais de sua vitalidade aparecem diariamente, não mais nas manchetes, nem por isso menos eloquentes.
“Cunha manobra para manter Maranhão na presidência da Câmara”, foi o título de uma nota secundária do Estadão, na sexta-feira.
Há um zumzum na Câmara e há quem dê como certa  a eleição de um novo presidente nos próximos dias. Jarbas Vasconcelos, do PMDB de Pernambuco, remanescente dos extintos “autênticos” do partido, é dado como o mais provável.
Até agora, no entanto, lá está o Waldir Maranhão, submerso depois do fiasco, mas no exercício do cargo.
Nesta segunda-feira, outra notícia: 300 deputados votaram em André Moura, do PSC, para líder do governo Temer. Moura é um dos aliados de Cunha na Câmara.
Mais: Arthur Lira, investigado na Lava Jato e também aliado de Cunha foi eleito para presidir a Comissão de Orçamento da Câmara.
Outra coisa que se diz: a influência do Cunha no governo Temer é próxima de zero. Mas outra notícia dá conta de que um ex-assessor de Cunha, Carlos Henrique Sobral, assumiu a chefia do gabinete do ministro Geddel Vieira.
Também Gustavo Rocha, que atuou como advogado de Cunha, foi nomeado para a sub-chefia de assuntos jurídicos da Casa Civil.
Por fim, informa-se que o próprio Cunha comparecerá nesta quinta-feira para fazer sua defesa na Comissão de Ética.
Será uma boa oportunidade para se ver se o Cunha é mesmo um cadáver a ser enterrado ou um incômodo fantasma a assombrar o governo Temer?
 
 
 

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