Banho de sangue

O ministro Onyx Lorenzoni, chefe da casa civil do governo Bolsonaro disse que o Chile “precisou passar por um banho de sangue”  para lançar as bases macroeconônicas sobre as quais se assenta a atual prosperidade do país.
Além de torturar os fatos, a declaração do ministro, integra um conjunto de mensagens que o governo Bolsonaro vem passando desde a campanha.
Na campanha, o atual presidente disse cruamente que para endireitar o Brasil se teria que matar “uns 30 mil” (estima-se que 30 mil foram mortos no “banho de sangue” do Chile).
Agora mesmo, nos Estados Unidos, ele disse que no Brasil antes de construir algo novo tem que “desconstruir muita coisa”.
Quer dizer: em seu delírio messiânico, se tiver forças, o bolsonarismo não hesitará em dar um “banho de sangue” se for necessário para implantar sua “nova política”, embora ninguém saiba o que isso significa.
Em tempo,  registro de Dorrit Harazim: no dia da chegada de Bolsonaro a Santiago, foi manchete a condenação de onze militares por um dos mais escabrosos crimes da era Pinochet (1973-1990), o “Caso Quemados”.
Trata-se de um crime mal digerido até mesmo por simpatizantes da ditadura.
Ocorreu em julho de 1986, quando dois jovens, que participavam de um protesto, foram surrados por uma patrulha militar, encharcados com gasolina, queimados vivos e despejados na periferia.
Moradores que encontraram os corpos contorcidos conseguiram salvar Quintana, que tinha 18 anos e está desfigurada até hoje. Rojas, de 19 anos, não resistiu.

 

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