ELMAR BONES/ A nova política

É reveladora a entrevista do ex-secretário do Esporte, general Décio Brasil,  à Folha de S. Paulo, postada na madrugada do sábado, na coluna Painel.

O general diz que foi exonerado por relutar em nomear Marcelo Magalhães, padrinho de casamento do senador Flávio Bolsonaro, para um cargo na secretaria.

No mesmo ato da demissão dele, Bolsonaro nomeou o apadrinhado do filho para o cargo.

“Talvez tenha desagradado o presidente”, cogita o general na entrevista publicada na coluna Painel, sem destaque.

O general não vê outro motivo para a sua exoneração: “Fui surpreendido com a exoneração. Não esperava. Nosso trabalho ia bem.  Acho que o principal motivo foi o fato de eu ter sido reticente na nomeação do Marcelo Magalhães para o escritório do Rio, que administra o Parque Olímpico da Barra”.

O general não conhecia Marcelo e relutou em nomeá-lo. “Precisava de alguém da minha confiança lá porque a documentação ia do Rio para Brasília, para ordenar despesas”.

Bolsonaro, segundo o general, garantiu que o indicado era da confiança dele.

O general Décio aceitou nomear o indicado, mas conta que teve problemas na relação com Marcelo: “Ele disse que não ia me dar satisfação, mas ele me devia satisfação, porque o escritório do Rio é subordinado à secretaria. Ele falou que não ia conversar comigo, que só ia conversar com o ministro, com o presidente ou com o senador”.

“Ele tomou posse dia no dia 5 de fevereiro, eu chamei ele pra uma reunião, ele não foi. Nunca vi ele pessoalmente”, revelou o general.

Marcelo Magalhães substituiu o general Décio Brasil como Secretário de Esportes no dia 28 de fevereiro. E lá permanece.

É a nova política a todo vapor.

 

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