Indecisões na pasta da Segurança

Mais do que os funcionários mais humildes, a modorra doa executivos da segurança pública atinge a sociedade.
A situação dos praças da Brigada Militar que prestam serviço no Disp (De-partamento de Inteligência da Secretaria da Segurança) não é cômoda, co-mo de resto acontece com toda a área da pasta da Segurança. Eles não per-cebem FGs (remuneração por função gratificada), privilégio de poucos, nem horas-extras, apesar da carga-horária excessiva. Há cinco meses que esses profissionais não recebem etapas de alimentação e, nisso, vale um jogo de empurra entre o comando geral da Brigada Militar e a cúpula da SSP-RS (Secretaria da Segurança Pública). Isso causa um grau de insatisfa-ção do efetivo lotado naquele departamento que deságua na sociedade, pois é a partir dali que são prestados serviços como o do disque-denúncia, por exemplo. Cabe salientar que chegou a sair no Diário oficial do Estado de 30 de julho passado, a Portaria de nº 109/2008, regulamentando as etapas de alimentação, assinada por José Francisco Malmann. No entanto, a Bri-gada fez vistas grossas para a publicação ao alegar que Mallmann já era. Sigam-me.
O pato
Além da carência de efetivo e do arrastado apoio logístico, a segurança pública é permeada por procrastinação de decisões que influenciam na me-sa de cada servidor, protecionismo em relação a apadrinhados em desvio de função, o que tem a cobertura dos Três Poderes e até mesmo por fantasias futurísticas. Tudo isso leva a alimentar a boataria de que tudo está sendo feito, entre vários setores das organizações policiais, no sentido de encami-nhar a extinção da pasta da Segurança. No entanto, no frigir dos ovos, quem paga o pato nesse processo são os servidores mais humildes e, muito mais ainda, a sociedade.
Ponto
A Brigada Militar descobriu um ponto de tráfico de drogas no Jardim Aparecida, em Alvorada. Sete homens, com idades entre 19 e 30 anos, fo-ram presos. Os policiais apreenderam uma pistola, um revólver, drogas e 14 telefones celulares.
Quadrilheiros
Sete pessoas foram presas em operação desenvolvida pelo Deic, em Es-teio. O grupo é apontado como responsável por clonar automóveis rouba-dos, falsificar documentos e vender os veículos por meio de anúncios em classificados. Seis pessoas foram detidas no bairro Primavera e outra em Alvorada. Foram apreendidos carros e dois revólveres. Segundo o delegado Heliomar Franco, os quadrilheiros se passavam por funcionários do fórum central de Porto Alegre e da Receita Federal para vender os produtos com valor abaixo do mercado.
Mutirão
Um mutirão cartorário da Polícia Civil, em Porto Alegre, teve encerradas as atividades do mês de agosto. Dos 1.825 inquéritos distribuídos, 851 fo-ram concluídos. Ao todo foram indiciadas 616 pessoas Segundo o delegado Miguel Mendes Ribeiro Neto, coordenador do mutirão no mês de agosto, desde o início de junho foram remetidos à Justiça 2.719 inquéritos polici-ais.
Lei de Trânsito
A Acadepol (Academia de Polícia Civil) promoverá, amanhã, a partir das 14horas, no Auditório da SSP-RS, uma palestra com o jurista Damásio E-vangelista de Jesus. O tema a ser abordado é a repercussão penal da nova Lei de Trânsito. O evento resulta de uma parceria da Acadepol com a OAB/RS.
Vales
Quatro homens roubaram, ontem, 200 mil reais em vale transporte no hospital da Criança Conceição em Porto Alegre. É espantoso que a maioria desses vales são vendidos abertamente nas proximidades dos terminais de transporte coletivo da Capital e Região Metropolitana.
Banco
Quatro homens assaltaram, ontem, a agência do Banrisul no centro de Tenente Portela, na Fronteira Oeste gaúcha. O segurança do banco ficou ferido, mas está fora de perigo. Os ladrões fugiram em um Golf em direção a Miraguaí.
Idosos
Maria Inês de Castro Gonçalves e Vinícius Montag, escrivães de polícia lotados na DP para o Idoso, da capital, ministrarão, hoje, uma palestra para o grupo da terceira idade “Os Pioneiros”. Tendo como tema a segurança, o evento acontecerá a partir das 9h na sede do Clube Comercial Sarandi, lo-calizada na Avenida Salvador Leão, nº 277, bairro Sarandi, em Porto Ale-gre.
Paralisação
Os agentes da Polícia Civil do interior gaúcho paralisarão suas atividades nos dias hoje e amanhã. Neste período só serão registradas ocorrências (in-clusive flagrantes) de crimes com maior repercussão. O Sindicato dos Es-crivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul apre-sentou as reivindicações ao secretário Edson de Oliveira Goularte, mas não houve, manifestação sobre o atendimento das demandas. Nos dias 1º e 2 de outubro, a paralisação será feita na capital e região metropolitana. Nos dias de protesto, serão registrados os crimes de latrocínio, homicídio, lesão cor-poral grave, estupro, atentado violento ao pudor e todas as ocorrências que tiverem menores e/ou idosos entre as vítimas.

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