Isolamento

ELMAR BONES
Informação que circula na Câmara de Vereadores: antes da primeira votação, que acabou em tumulto, até com bombas de gás dentro do legislativo, o prefeito Nelson Marchezan procurou o deputado Carlos Gomes, presidente estadual do PRB, para garantir os dois votos que o partido tem na Câmara.
Recebeu como resposta que teria que mudar o projeto. Não mudou, perdeu com os votos contra dos pastores do PRB, mas também de gente da base como  Monica Leal e  Cassiá Carpes (PP).
Na semana seguinte a prefeitura exonerou alguns ccs ligados aos PRB e isso foi interpretado como represália.
Esse episódio é citado como exemplo da conduta que levou o prefeito a uma situação de isolamento no parlamento municipal. Na quarta-feira, seus aliados tiveram que retirar o quorum para evitar uma nova derrota.
A pouco mais de 60 dias das eleições e com 20 vereadores em campanha, são raros, lá dentro, os que ainda acreditam que Marchezan consiga aprovar os projetos que tramitam em regime de urgência.
Inclusive o IPTU, que é a cereja do bolo. Esse parece mais distante, porque tem resistência até entre os vereadores da base.

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