Maria da Conceição Tavares sai em defesa da política econômica

Se faltava uma referência para tirar o debate econômico do atoleiro da campanha eleitoral, aí está o artigo da professora Maria da Conceição Tavares do site brasildebate.
O título é provocativo: “Onze anos de estratégia certeira de desenvolvimento econômico e social”.  Mas o texto é substantivo e vai totalmente na contramão da enxurrada de críticas à política econômica do governo.
Com metodologia e indicadores reconhecidos nos organismos internacionais, Conceição detalha os avanços nas áreas economica e social. O quadro  estatístico que ela montou é esclarecedor
No ambiente pré-eleitoral, provavelmente vai ser ignorado ou desqualificado como propaganda petista. Seria um importante ponto de partida para um debate mais centrado sobre o futuro de um modelo que por mais que tenha dado certo, hoje dá sinais de esgotamento.  (E.B.)
Artigo da professora Maria da Conceição Tavarez/brasildebates
A estratégia de desenvolvimento econômico e social dos governos do PT mantém-se a mesma desde 2002, com amplo sucesso, em particular nos avanços sociais, na distribuição de renda e no emprego.
Os investimentos realizaram-se em três frentes de expansão: produção e consumo de massas, infraestrutura econômica e social e atividades intensivas em recursos naturais (agrobusiness e Pré-Sal).
Foi também adotado um conjunto de políticas industriais e tecnológicas destinadas a potencializar o fortalecimento dos encadeamentos produtivos e a inovação tecnológica, sendo que esta última alcançou 1,2% do PIB, em 2013.
Os indicadores econômicos relativos à evolução no período 2002–2013 mostram os seguintes resultados: expansão do PIB / per capita de 2,4% a.a., estabilidade na taxa de inflação em torno dos 5% a 6% a.a., e forte queda na relação dívida interna / PIB de 60,4% em 2002 para 33% em 2013.
A oferta de crédito sobe de 23,9% a.a. no início do período para 51,3% a.a. em 2011-2012, e as reservas externas crescem de U$ 35,8 bilhões no período de 1999–2002 para U$ 361,8 bilhões no período de 2011–2013.
As políticas de salário mínimo e de Previdência Social contribuíram fortemente para a diminuição da concentração de renda, permitindo que o índice de GINI caísse de 0,59, em 2002, para 0,53 em 2013.
O gasto com políticas sociais no Orçamento da União cresceu de 12,7% do PIB em 2002 para 16,8 em 2013.
A ocupação cresceu de 75,3 milhões em 2002 para 91,8 milhões em 2012, ultrapassando largamente a meta fixada na campanha do primeiro governo Lula.
A melhoria dos indicadores sociais pode ser vista na tabela seguinte.
Destacam-se entre os indicadores sociais a forte subida do salário mínimo e a redução do nível de desemprego até próximo do pleno emprego. É também notória a diminuição de famílias em condições de extrema pobreza.
A estratégia básica de desenvolvimento econômico dos governos do PT deve ser mantida e aprofundada para superar a atual conjuntura de desaceleração do crescimento e manter os atuais níveis de emprego.
http://brasildebate.com.br/o-desenvolvimento-brasileiro-recente/#sthash.2gyXdq0Y.dpuf

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